Internacional

Apoio para adesão da Bolívia ao Mercosul

O Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) assinou um acordo para apoiar a adesão da Bolívia ao Mercosul, consolidando assim sua incorporação plena ao bloco regional.

Durante a 66ª Reunião do Conselho do Mercosul, a Bolívia e o CAF acordaram uma cooperação técnica não reembolsável no valor de 200 mil dólares. Essa iniciativa busca acompanhar a implementação da adesão da Bolívia ao Mercosul por meio de estudos técnicos e normativos.

O acordo foi assinado por Christian Asinelli, vice-presidente do CAF, e Huáscar Ajata, vice-ministro do Comércio Exterior e Integração. Terá duração de 12 meses e contempla duas linhas principais de trabalho: uma análise dos efeitos econômicos e sociais da integração; e o acompanhamento na adoção do marco normativo do bloco.

Desde julho de 2024, a Bolívia é formalmente Estado Parte do Mercosul. Segundo o protocolo de adesão, o país tem quatro anos para harmonizar sua legislação com a do bloco; o que implica a adoção de mais de 3.900 normas e 84 acordos.

O CAF destacou que essa assistência permitirá à Bolívia identificar as reformas necessárias para se integrar de forma eficaz, fortalecendo sua política comercial, sua competitividade e seu arcabouço institucional.

O estudo analisará os impactos projetados até 2035 em emprego, investimento, comércio e consumo. Também será avaliada a política comercial boliviana e sua relação com os países do bloco, que já são parceiros-chave em energia, agricultura, insumos industriais e mineração.

Além disso, serão incluídas atividades de socialização do processo e eventos institucionais em apoio à entrada plena do país.

A adesão da Bolívia ao Mercosul também abre novas oportunidades logísticas e comerciais que o CAF busca potencializar por meio de cooperação técnica especializada.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio Exterior, Negócios

Mercosul fecha acordo comercial com EFTA

O Mercosul anunciou ontem a conclusão de um acordo de livre-comércio com a EFTA – bloco de países formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Este é o segundo acordo comercial do Mercosul desde dezembro do ano passado. A aliança anterior foi fechada com a União Europeia, fator que, segundo as fontes, também contribuiu para que as tratativas com a EFTA ganhassem força política.

O anúncio foi feito durante a 66ª cúpula do bloco sul-americano, que acontece em Buenos Aires. O Valor já havia antecipado, há alguns meses, que o acordo com os quatro países europeus era aguardado para este mês de julho.

Segundo o Itamaraty, o tratado vai facilitar o comércio para cerca de 97% dos produtos que já são exportados entre os dois blocos. “Ambas as partes se beneficiarão de melhoras em acesso a mercado para mais de 97% de suas exportações, o que aumentará o comércio bilateral e beneficiará empresas e cidadãos”, explicou o Ministério das Relações Exteriores (MRE) em comunicado à imprensa.

Na prática, o acordo resultará na criação de uma zona de livre-comércio com quase 300 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de mais de US$ 4,3 trilhões. A efetividade dessa zona de livre-comércio ainda depende, entretanto, de um plebiscito popular a ser realizado pelos suíços – uma particulariedade do país.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) também divulgou uma nota na qual afirma que, com a finalização desses acordos, e a assinatura de um tratado com Cingapura, em 2023, o bloco sul-americano aumentará em 1,5 vez a corrente de comércio brasileira coberta por acordos de livre-comércio, passando de US$ 73,1 bilhões para US$ 184,5 bilhões.

“Essas negociações integram a estratégia brasileira de diversificação das parcerias comerciais. É um tratado muito abrangente, cobrindo desde comércio de bens e serviços até investimentos, propriedade intelectual e sustentabilidade. Significará mais previsibilidade e segurança jurídica para o nosso comércio”, explicou o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, que está na Argentina.

Pressões
Os termos do acordo ainda não são conhecidos, mas o Valor apurou que o Brasil não cedeu à pressão dos suíços para que fossem adotadas cláusulas extras no campo de propriedade intelectual. Os pedidos da Suíça se devem à força da indústria farmacêutica do país, que manifestou um temor quanto à possível quebra compulsória de patentes por parte dos sul-americanos.

Outro assunto que ainda estava travando a conclusão das negociações são as chamadas regras de origem, um conjunto de normas que determina se um produto pode ser considerado originário de uma região ou não. O assunto é sensível para a EFTA devido às características geográficas dos países que integram o bloco. Muitas vezes os produtos fabricados na Suíça ou Noruega podem ter uma etapa de sua produção realizada em nações vizinhas, o que poderia afetar o conceito de regras de origem.

O acordo anunciado ontem abre 724 oportunidades comerciais para o Brasil exportar 495 produtos, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, cada oportunidade de exportação é contada por produto e por país. Como a EFTA tem quatro países, o mesmo produto pode ter mais de uma chance de exportação.

Fonte: Valor Econômico 

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Mercado Internacional, Negócios

Acordo do Mercosul com bloco europeu elimina imposto sobre chocolate suíço

Bloco sul-americano fez acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein

Os países do Mercosul anunciaram nesta quarta-feira conclusão das negociações para um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein.

Entre os benefícios para os consumidores do Mercosul está a redução de tarifas, como a eliminação do imposto sobre o chocolate suíço, que atualmente paga 20% para entrar nos países do bloco sul-americano.

Por outro lado, a carne bovina brasileira terá maior acesso ao mercado suíço, com uma cota anual de 3 mil toneladas com imposto zerado, um aumento significativo em relação ao volume exportado atualmente.

O pacto prevê a eliminação total das tarifas de importação para os setores industrial e pesqueiro no momento da entrada em vigor, além de concessões parciais para produtos agrícolas, como aves, milho, café e frutas.

O acordo, que estava em negociação desde 2017, deve criar um mercado conjunto de cerca de 290 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 4,3 trilhões.

O Brasil liberalizará cerca de 97% do comércio com a EFTA em regime de livre comércio, com o restante sujeito a desonerações graduais ao longo dos próximos anos.

Além das questões tarifárias, o entendimento inclui capítulos sobre compras governamentais, propriedade intelectual, investimentos e resolução de controvérsias, alinhando-se a padrões internacionais de comércio.

O acordo ainda passará por processos jurídicos e políticos antes de sua assinatura oficial, prevista para o final deste ano.

Fonte: InfoMoney

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Mercosul e bloco de Suíça e Noruega chegam a acordo de livre comércio

Tratado removerá ou reduzirá os impostos sobre mais de 95% das mercadorias negociadas pelos países do bloco sul-americano e pelo EFTA, que inclui ainda Liechtenstein e Islândia

O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia, concluíram as negociações de um acordo de livre comércio, em um esforço para aumentar as negociações transatlânticas.

O tratado “removerá ou reduzirá os impostos sobre mais de 95% das mercadorias atualmente exportadas para o Mercosul pelas empresas da EFTA” em um período de 15 anos, disse a EFTA em um comunicado na quarta-feira (2). O acordo entrará em vigor três meses depois que todos os países membros tiverem ratificado o pacto.

Assim que isso acontecer, “os Estados da EFTA abolirão todos os direitos alfandegários sobre as importações de produtos industriais, incluindo peixes e outros produtos marinhos, originários do Mercosul”, disse o grupo europeu.

“O Mercosul eliminará ou reduzirá gradualmente os direitos alfandegários sobre a maioria dos produtos industriais, incluindo peixes e outros produtos marinhos, originários de um dos estados da EFTA.”

“Esse acordo é uma prioridade total para os países da EFTA e agora intensificamos as negociações”, disse Helene Budliger, a principal diplomata comercial da Suíça. Falando durante uma coletiva de imprensa em Buenos Aires, ela acrescentou que é difícil dizer quando o acordo entrará em vigor.

O Brasil espera ratificar o pacto durante sua presidência do Mercosul, disse o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, acrescentando que o bloco sul-americano também espera ratificar um tratado União Europeia-Mercosul no segundo semestre do ano. A Argentina passará a presidência pro tempore ao Brasil na quinta-feira, quando os chefes de Estado deverão se reunir.

O acordo com o Mercosul abre um mercado de 270 milhões de consumidores para os países europeus. Ele segue um acordo de livre comércio da EFTA com a Índia no ano passado e dois acordos menores com a Tailândia e a Malásia mais recentemente, à medida que o grupo amplia seus laços comerciais.

As negociações com o grupo do Mercosul estavam em andamento desde 2017, mas enfrentaram um revés em 2019 devido a divergências ambientais.

A UE e o Mercosul fecharam um acordo comercial há muito procurado no final do ano passado, apesar das objeções da França, que se comprometeu a liderar uma ação para obstruir sua ratificação.

Fonte: Bloomberg Línea

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Negócios

Mercosul fecha acordo de livre comércio com bloco europeu Efta

As negociações com o Efta avançaram em paralelo com a UE, e tomaram impulso depois da eleição de Donald Trump para presidência dos Estados Unidos

O Mercosul concluiu as negociações de um acordo de livre comércio com o bloco europeu Efta, formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, afirmaram os dois blocos em declaração conjunta divulgada nesta quarta-feira durante reunião de cúpula do bloco sul-americano que está sendo realizada em Buenos Aires.

O acordo vinha sendo negociado desde 2017 e chegou a ser anunciado em 2019. No entanto, da mesma forma que com as negociações entre Mercosul e União Europeia, os quatro países reverteram suas posições e pediram mais garantias ambientais, em meio ao crescimento exponencial do desmatamento no Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro. 

“O Acordo de Livre Comércio Mercosul-Efta criará uma zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas e um PIB combinado de mais de US$4,3 trilhões. Ambas as partes se beneficiarão de melhoras em acesso a mercado para mais de 97% de suas exportações, o que aumentará o comércio bilateral e beneficiará empresas e cidadãos”, afirma a declaração conjunta.

“Diante dos avanços obtidos, o Mercosul e os Estados da Efta compartilham o compromisso de dar os passos necessários para garantir a assinatura do Acordo de Livre Comércio nos próximos meses de 2025.”

As negociações com o Efta avançaram em paralelo com a UE, e tomaram impulso depois da eleição de Donald Trump para presidência dos Estados Unidos. Assim como os líderes da UE, os chefes de Estado dos quatro países consideraram o momento uma oportunidade para ampliar mercados em meio às políticas protecionistas do novo governo norte-americano.  

O vice-presidente da Suíça, Guy Parmelin, responsável pelas negociações comerciais do Efta, chegou na terça a Buenos Aires para o anúncio do acordo. A assinatura final, no entanto, deve demorar alguns meses, já que o texto precisa ser aprovado pelos Parlamentos de todos os países. 

Ao contrário do acordo Mercosul-UE, no entanto, não se espera resistências dos europeus. Enquanto na UE a França, principalmente, e também outros países são contrários ao acordo, os quatro países do Efta são todos favoráveis. “É uma negociação muito mais simples”, disse uma fonte com conhecimento do assunto.     A conclusão do acordo havia sido antecipada na véspera à Reuters por fontes com conhecimento do assunto.

O acordo Mercosul-UE foi finalizado e anunciado em dezembro de 2024, durante a cúpula de Montevidéu. No entanto, ainda precisa passar pela aprovação do Parlamento e do Conselho Europeu, o que se espera para o segundo semestre deste ano. 

A intenção do governo brasileiro e da UE é que a assinatura aconteça em dezembro, durante a presidência do Brasil no Mercosul.

Fonte: InfoMoney


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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

A pedido de Milei, Mercosul flexibiliza regras comerciais

Anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Medida amplia lista de exceções à TEC, por meio do qual os países do bloco podem oferecer tarifas diferentes para ampliar ou restringir o comércio de alguns produtos.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que os países do Mercosul assinaram na quarta-feira (25) uma autorização que amplia em 50 códigos tarifários a Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (LETEC) do bloco.

A lista de exceções à TEC é um mecanismo por meio do qual as nações podem comercializar produtos com tarifas diferentes daquelas vigentes no bloco comercial. As tarifas podem ser maiores, ou menores, dependendo do objetivo. Com tarifas menores, por exemplo, os produtos ficam mais baratos.

“A LETEC [lista de exceção à TEC] ampliada representa instrumento adicional à disposição do governo brasileiro para equacionar questões relativas a desvios de comércio, frente às incertezas sobre barreiras comerciais decorrentes do contexto internacional”, firmou o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa.

A mudança também atende a um pedido do presidente argentino, Javier Milei, que busca estreitar a relação comercial do país com os Estados Unidos por meio de redução de tarifas.

Milei, que tem uma proximidade maior com o presidente norte-americano, Donald Trump, deu a entender em abril que o Brasil deveria agradecer à Argentina por ter sido taxado em 10% pelos EUA no início do mês.

Com a ampliação da lista de exceção à TEC:

  • a lista de exceção brasileira passa de 100 para 150 códigos comerciais;
  • a lista de exceção argentina sobe de 100 para 150 códigos comerciais;
  • a lista de exceção uruguaia, que pode alcançar 225 códigos até 2029, é ampliada em 50 itens;
  • a lista de exceção paraguaia, que pode alcançar 649 códigos até 2030, é ampliada em 50 itens.

Pelo acordo, as reduções terão de obedecer a dois parâmetros adicionais:

  1. As reduções tarifárias para os 50 códigos só poderão ser aplicadas a produtos cujas exportações a cada Estado Parte do Mercosul representem menos de 20% das exportações totais do código NCM objeto da medida.
  2. Para evitar concentração em setores econômicos, as reduções estão limitadas a 30% dos novos códigos por Capítulo da NCM.

Fonte: G1


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Internacional, Negócios

Brasil e UE buscam concluir acordo Mercosul‑UE até dezembro

O Brasil e a União Europeia estabeleceram o compromisso de concluir as negociações do aguardado acordo Mercosul‑UE até dezembro deste ano. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante visita oficial a São Paulo, com o objetivo de “enviar um sinal global de estabilidade” em meio à crescente onda protecionista no cenário internacional. 

Costa afirmou que, embora o prazo seja curto, a meta é realizar a assinatura ainda em dezembro, coincidente com a presidência rotativa brasileira no Mercosul. Para viabilizar esse desfecho, destaca-se a viagem do presidente Lula à França, considerada peça-chave para superar resistências de países como a França, que ainda mantém objeções ao acordo. 

Segundo a análise do Poder360, o consenso entre os 27 países-membros da UE só será possível com a superação de oposições sustentadas, especialmente por parte do setor agrícola europeu, que teme impactos relacionados ao desmatamento e à concorrência. 

Principais pontos do acordo: 

– Dimensão econômica e política: Criação de uma zona de livre comércio que abrange mais de 720 milhões de pessoas e representa mais de 20% do PIB mundial, trazendo uma mensagem de fortalecimento do multilateralismo. 

– Processo em andamento: Após o pacto político assinado em dezembro de 2024, está em curso a tradução para os 24 idiomas oficiais da UE, com previsão de envio ao Conselho Europeu ainda em junho ou julho. 

– Desafios ainda existentes: A ratificação plena depende da aprovação nos parlamentos nacionais do Mercosul e na Assembleia Europeia, processo que pode enfrentar atrasos e condicionantes. 

O que isso representa para o Brasil: 

Para o Brasil e os demais países do Mercosul, a conclusão do acordo oferece: 

– Acesso facilitado ao maior mercado consumidor global, com potencial de atrair investimentos e ampliar as exportações;

– Maior estabilidade e previsibilidade no comércio internacional, com redução de barreiras tarifárias e diluição de risco regulatório; 

– Fortalecimento do diálogo político e econômico com a UE, especialmente em temas de sustentabilidade e responsabilidade social. 

Relevância para Feaduaneiros e seus clientes 

A Feaduaneiros atua diretamente nas rotinas aduaneiras, precisamente impactadas por grandes transformações no ambiente de comércio exterior. A ratificação do acordo Mercosul‑UE pode: 

– Aumentar o volume de operações de importação e exportação; 

– Demandar maior expertise em regimes preferenciais, conformidade e certificações técnicas; 

– Trazer novas oportunidades para projetos de compliance, assessoria aduaneira e capacitação das equipes envolvidas. 

Fonte: El País, CNN Brasil, Poder360

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Negócios

MDIC defende parceria para concretização do acordo Mercosul-União Europeia

Secretário-executivo Márcio Elias Rosa participa de encontro entre empresários e agentes públicos dos dois países

O acordo Mercosul-União Europeia é a melhor resposta para um momento geopolítico extremamente conturbado. A avaliação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), que acontece nesta segunda-feira (16/6) em Salvador, Bahia.

 “Ao considerarmos a ideia de que formamos blocos econômicos capazes de promover o desenvolvimento para todos, e não apenas para os seus, o acordo da União Europeia é o caminho e a Alemanha é o grande parceiro”, ressaltou para um público de empresários e autoridades governamentais.

Em viagem à França no início deste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a determinação em assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia no segundo semestre de 2025 durante a liderança do Brasil no bloco regional do qual faz parte.

Márcio Elias Rosa observou que o acordo não prejudica a capacidade produtiva de nenhum parceiro e defendeu a importância das nações se unirem em favor do multilateralismo. “A OMC nunca fez tanta falta como agora, nesse período. É preciso que o comércio internacional seja o resultante de boas políticas industriais, baseado em regras claras e que a economia seja capaz de garantir previsibilidade”, afirmou.

Cenário favorável

O secretário falou sobre o ambiente favorável a investimentos no Brasil, destacando a reforma tributária aprovada pelo governo no Congresso. “Talvez a mãe de todas as mudanças, porque ao desonerar investimentos, desonerará exportações, evidentemente, mas sobretudo investimentos, melhora o ambiente de negócios, junto com o nosso Programação de Aceleração do Crescimento (PAC)”, disse.

Ele observou ainda que para a evolução desse cenário, é preciso que se garanta estabilidade, previsibilidade econômica, segurança jurídica para que o setor produtivo possa atuar.

Programas como Nova Indústria Brasil (NIB), Brasil +Produtivo, Regime Especial da Indústria Química (REIQ) e o Mover, voltado para a indústria automobilística, foram destacados pelo secretário-executivo como um conjunto de medidas voltado aos negócios sustentáveis.

Atualmente, a Alemanha é o quarto país com maior fluxo comercial com o Brasil, tendo somado quase US$ 20 bilhões em 2024, aumento de 4,4% sobre 2023. A Alemanha também é o país com maior volume de cooperação técnica com o Brasil em meio ambiente e energia.

A programação deste primeiro dia do encontro está baseada em temas como descarbonização, acordo Mercosul-União Europeia e integração energética.

A agenda do secretário-executivo de amanhã, 17 de junho, estará reservada para a reunião da Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha (Comista), composta por representantes governamentais e empresariais dos dois países.

Sustentabilidade nos negócios

Promovido em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) traz, em sua 41ª edição, como tema geral “Novas parcerias para negócios sustentáveis”, envolvendo assuntos como transição energética, descarbonização, mineração, agronegócio, infraestrutura e economia circular.

Na terça-feira, será realizada a 51ª edição da Comista, que é copresidida, pelo lado brasileiro, pela secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Maria Laura da Rocha, e pelo secretário Márcio Elias. Do lado alemão, pela secretária de Estado Parlamentar do Ministério Federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha – BMWE, Gitta Connemann.

A última reunião foi realizada em Wolfsburg, na Alemanha, em setembro de 2024. A Comista é considerada o mais tradicional mecanismo de conversações entre os dois países.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Internacional, Mercado Internacional

Tarifaço de Trump pode influenciar em acordo entre União Europeia e Mercosul

Avaliação é do economista Ricardo Amorim, diante da entrada em vigor das novas tarifas impostas pelo presidente americano

Os conflitos econômicos entre Estados Unidose a China, bem como outros países, à exemplo da Rússia e Ucrânia, têm beneficiado o Brasil e a América Latina. Segundo análise do economista Ricardo Amorim, o acordo entre União Europeia e Mercosul pode sair após 25 anos de tratativas entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026.

Palestrante do primeiro dia da Feira Brasileira de Sementes (Febrasem), em Rondonópolis, nesta quarta-feira (11), a perspectiva da assinatura do acordo decorre da possibilidade de no próximo dia 9 de julho novas tarifas impostas pelos Estados Unidos entrarem em vigor para a União Europeia entrar em vigor.

“O que bloqueia esse acordo até hoje é o protecionismo do produtor na Europa, mas, fundamentalmente, em três países: Áustria, Polônia e França”.

De acordo com Ricardo Amorim, a Áustria já teria se posicionado que “pode aprovar isso amanhã”, assim como a Polônia.

“O último é a França, mas vai acontecer. A França é um barril de pólvoras, particularmente, em volta de Paris. Se de fato no dia 9 de julho a tarifa que o Trump prometeu que colocaria entrar em vigor e o preço dos alimentos começarem a subir pesadamente na Europa, a popularidade dos governos lá vai despencar”.

Ainda segundo a análise do especialista, “na hora em que o Macron falar entre o pescoço dele e o produtor francês vai ter: ‘agricultor sinto muito, eu vou proteger o meu pescoço nessa brincadeira’”.

Brasil grande país emergente de risco zero

Atualmente existem 165 países emergentes e o Brasil nos últimos meses se tornou o único com risco geopolítico perto de risco zero no mundo.

Outro fator diante dos conflitos econômicos e geopolíticos vividos hoje, uma vez que há cerca de um ano investidores começaram a retirar dinheiro da China em eminência da reeleição do presidente Donald Trump e a promessa de endurecer as questões comerciais com a gigante da Ásia.

“A Rússia já estava em guerra e a Índia entrou há cerca de duas semanas. Só sobrou o Brasil. O resumo da ópera é simples. Vai entrar investimento no Brasil, que por sua vez vai gerar emprego, porque estamos ganhando de WO. ‘Ah, está tudo as mil maravilhas no Brasil’. Muito longe disso. É só que não está pior”, pontuou Ricardo Amorim.

Conforme o economista, entender o Brasil, entender a economia brasileira hoje, requer entender o conceito do “é o que temos para hoje”.

Diante do cenário atual brasileiro e mundial, Ricardo Amorim conclui que o “agro vai crescer em volume e receita mais do que se imagina”, uma vez que diversos países estão mirando os olhos para o Brasil, bem como a economia nacional vai crescer, “apesar dos muitos problemas que o país tem, lembrando que existem fases, então vamos aproveitar a boa fase”.

Além disso, ressaltou a importância do uso da tecnologia para as tomadas de decisões. “Da mesma forma que a tecnologia de sementes faz toda a diferença, a tecnologia geral também faz”.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Internacional

Secretária do MDIC reafirma compromisso com assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia

Em Bruxelas, Tatiana Prazeres aprofunda diálogo comercial e reitera caráter mutuamente benéfico do acordo

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, cumpre agenda nesta semana em Bruxelas com o objetivo de reafirmar o compromisso do Brasil a favor da assinatura do acordo comercial com a União Europeia e ampliar o diálogo em temas estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

No encontro desta quinta-feira (12/6) com a diretora-geral da Direção-Geral do Comércio (DG Trade) da Comissão Europeia, Sabine Weyand, a secretária destacou a importância da assinatura do acordo de parceria Mercosul–União Europeia ainda neste ano.

Também foram abordados temas regulatórios de grande relevância para o setor produtivo brasileiro, como a Regulação Europeia Antidesmatamento (EUDR), entre outros assuntos da agenda bilateral.  Participou também do encontro o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, Representante Permanente do Brasil junto à União Europeia.

Segundo Tatiana Prazeres, esta é uma janela de oportunidade que precisa ser aproveitada. “O acordo com a União Europeia é estratégico para todos os países envolvidos e representa um passo importante na diversificação de mercados e na valorização do comércio baseado em regras claras e previsíveis”, afirmou.

Fórum

A agenda institucional foi complementada pela participação da secretária no Brussels Forum 2025, principal conferência anual promovida pelo German Marshall Fund of the United States (GMF).

No painel “Guerras Comerciais e uma Nova Ordem Econômica Americana: Implicações para a Europa e o Mundo?”, realizado na quarta-feira (11/6), Tatiana Prazeres dividiu o palco com autoridades e lideranças empresariais para debater os impactos das tensões geoeconômicas e suas repercussões para o comércio internacional, aproveitando para reforçar a importância do acordo entre os dois blocos no atual cenário externo. 

Ela também participou de evento paralelo voltado à competitividade econômica e à construção de estratégias para enfrentar os desafios impostos pelas transformações tecnológicas e geopolíticas.

Fonte: GOV – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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