Exportação

Preço do café sustenta receita das exportações brasileiras apesar da queda no volume embarcado

As exportações de café do Brasil registraram queda em volume na safra 2025/26, mas a receita obtida com as vendas externas permaneceu praticamente estável. O resultado foi impulsionado pela forte valorização do preço do café no mercado internacional, que compensou a redução na quantidade embarcada ao longo do ciclo.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 38,46 milhões de sacas de 60 quilos entre julho de 2025 e junho de 2026. No ciclo anterior, o volume havia alcançado 45,62 milhões de sacas, o que representa uma retração de 15,7%.

Receita permanece próxima do recorde da safra anterior

Apesar da redução nas exportações, o faturamento do setor sofreu pouca alteração. A receita com os embarques somou US$ 14,6 bilhões na temporada 2025/26, resultado muito próximo dos US$ 14,7 bilhões registrados na safra 2024/25.

A pequena diferença entre os dois períodos evidencia o impacto positivo da alta das cotações internacionais sobre o desempenho financeiro das vendas brasileiras.

Estoques globais reduzidos mantêm preços elevados

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção dos baixos estoques mundiais de café tem sustentado os preços da commodity em níveis elevados no mercado internacional.

Esse cenário favoreceu também o produto brasileiro, elevando o valor pago por saca nas negociações externas. Com isso, os exportadores conseguiram ampliar a receita por unidade comercializada, equilibrando os efeitos da queda no volume embarcado.

Mercado internacional reforça valor do café brasileiro

O desempenho da safra 2025/26 demonstra que a valorização do café brasileiro no mercado externo ocorreu em ritmo superior à redução das exportações. Na prática, o aumento dos preços permitiu preservar o faturamento do setor, mesmo diante de um ciclo marcado por menor oferta destinada ao comércio internacional.

O resultado reforça a importância das condições do mercado global na formação dos preços e na rentabilidade das exportações de café do Brasil.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Laranja de mesa perde espaço enquanto Brasil segue líder na exportação de suco

O Brasil continua ocupando a liderança mundial na produção e exportação de suco de laranja, mas tem perdido competitividade no mercado internacional de laranja de mesa. Enquanto a demanda global por frutas frescas cresce, países como Egito e África do Sul ampliam sua presença nas exportações, conquistando mercados que antes eram atendidos pelos produtores brasileiros.

O cenário é tão diferente que, atualmente, o Brasil importa laranjas, principalmente de produtores egípcios, para atender parte da demanda interna.

Exportações de laranja de mesa despencaram

Dados da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM) mostram a mudança no perfil do setor. Em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de 40,2 quilos de laranja fresca. Para 2026, a previsão é de apenas 140 mil caixas.

Na direção oposta, as importações seguem em alta. A expectativa é que o país compre cerca de 1,3 milhão de caixas de laranja neste ano, tendo o Egito como principal fornecedor.

Brasil priorizou a indústria do suco

Segundo representantes do setor, a perda de espaço no mercado de fruta fresca está relacionada às escolhas feitas pela citricultura brasileira ao longo das últimas décadas.

Enquanto outros países investiram em variedades voltadas ao consumo in natura — mais doces, sem sementes e com melhor aparência — o Brasil concentrou sua produção em frutas destinadas ao processamento industrial.

Hoje, aproximadamente 70% da produção nacional de laranja abastece a indústria de suco, enquanto apenas 30% é destinada ao mercado de mesa.

Doenças dos citros mudaram o rumo da produção

Outro fator que contribuiu para essa mudança foi o avanço de doenças que afetam os pomares brasileiros, especialmente enfermidades quarentenárias que dificultaram o cumprimento das exigências sanitárias impostas por mercados internacionais.

Ao mesmo tempo, a consolidação da maior indústria mundial de suco de laranja ofereceu aos produtores um mercado seguro e rentável, reduzindo o interesse pelas exportações de fruta fresca.

Além disso, o grande mercado consumidor brasileiro também passou a absorver boa parte da produção destinada ao consumo in natura.

Consumidor mudou e o Brasil ficou para trás

Nos últimos anos, o mercado internacional passou a valorizar frutas frescas com características específicas, como laranjas premium, além de tangerinas e mandarinas sem sementes, mais doces e fáceis de descascar.

Durante esse período, concorrentes internacionais investiram no desenvolvimento de novas variedades protegidas por royalties e direcionadas ao consumo fresco.

Enquanto isso, a produção brasileira permaneceu concentrada em cultivares voltadas ao mercado interno e à fabricação de suco.

Egito se tornou um dos principais concorrentes

O Egito é hoje um dos maiores exemplos dessa transformação.

Em pouco mais de duas décadas, o país saiu de uma participação discreta para se tornar um dos maiores exportadores mundiais de laranja fresca. O avanço foi impulsionado por fatores como clima favorável, menores custos de produção, incentivos governamentais e acordos comerciais que facilitaram o acesso aos principais mercados consumidores.

Já o Brasil enfrenta desafios como custos logísticos elevados, financiamento mais caro, limitações na infraestrutura portuária e oscilações cambiais, fatores que reduzem a competitividade das exportações.

Greening abre oportunidades, mas ainda há desafios

O avanço do greening, considerada a principal doença da citricultura mundial, também está redesenhando a produção brasileira.

Regiões como Petrolina, no Vale do São Francisco, passaram a despertar interesse por estarem fora das áreas mais afetadas pela doença, oferecendo condições para a implantação de novos pomares.

Entretanto, especialistas destacam que produzir em regiões mais quentes não garante acesso ao mercado externo. As temperaturas elevadas fazem com que a casca da fruta permaneça mais esverdeada, enquanto consumidores europeus preferem laranjas com coloração alaranjada intensa.

Recuperação depende de novos investimentos

Apesar da perda de espaço, o setor acredita que o Brasil ainda pode voltar a competir no mercado internacional de laranja de mesa. Para isso, será necessário investir em novas variedades, ampliar acordos comerciais, fortalecer os protocolos fitossanitários, modernizar a logística e adaptar a produção às exigências dos consumidores internacionais.

FONTE: Abrafrutas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Importação

Importações de soja da China batem recorde em junho e acirram disputa entre Brasil e EUA

As importações de soja da China atingiram um novo recorde em junho de 2026, ao somarem 13,55 milhões de toneladas, o maior volume já registrado para o mês. O desempenho foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas em portos chineses.

O resultado reforça a importância do mercado chinês para o agronegócio global, especialmente para os países da América do Sul. A disputa entre Brasil e Estados Unidos pelo fornecimento ao maior comprador mundial da commodity tem impacto direto sobre os preços internacionais, as estratégias de exportação e a competitividade da cadeia de oleaginosas.

Compras avançam no semestre e fortalecem mercado

Na comparação com junho de 2025, as compras chinesas cresceram 10,5%. Em relação a maio deste ano, o avanço foi de 14,9%. Com isso, o volume importado pela China no primeiro semestre de 2026 chegou a 50,15 milhões de toneladas.

Os números refletem a demanda consistente do país asiático e reforçam seu papel como principal destino da soja produzida pelos maiores exportadores mundiais.

Brasil amplia liderança como principal fornecedor

O desempenho brasileiro foi decisivo para o recorde registrado pela China. A combinação entre safra recorde, preços mais competitivos e concentração dos embarques durante a janela de exportação sul-americana garantiu ao Brasil o protagonismo nas vendas ao mercado chinês.

Esse cenário consolidou ainda mais a posição brasileira como principal fornecedor de soja para a China, ampliando sua participação em um dos mercados mais estratégicos do comércio agrícola mundial.

Estados Unidos retomam espaço na disputa

Apesar da liderança brasileira, os Estados Unidos voltaram a ganhar participação nas exportações para a China. Entre janeiro e maio, os chineses importaram 8,38 milhões de toneladas de soja norte-americana, após a retomada das compras iniciada no fim de 2025.

Além disso, as aquisições da nova safra dos EUA aumentaram depois que Pequim reafirmou o compromisso de importar 25 milhões de toneladas por ano até 2028, indicando uma competição ainda mais intensa entre os dois maiores exportadores no segundo semestre.

Reflexos para a Argentina e o mercado de derivados

Para a Argentina, os impactos estão concentrados principalmente na indústria de processamento. Como um dos maiores exportadores de farelo de soja e óleo de soja, o país pode ser beneficiado por uma demanda chinesa aquecida, que tende a sustentar os preços internacionais dos derivados.

Esse movimento também pode influenciar as margens de esmagamento, o equilíbrio entre a oferta de grãos e a capacidade industrial, além de abrir novas oportunidades para as exportações do complexo agroindustrial argentino.

Oferta elevada pode limitar valorização da soja

Embora o mercado apresente sinais positivos, especialistas apontam fatores que podem conter uma alta mais intensa dos preços. A manutenção da grande oferta brasileira, aliada ao avanço das vendas norte-americanas, tende a elevar a concorrência entre os fornecedores.

Por outro lado, uma recuperação mais forte da pecuária chinesa poderá ampliar a demanda por farelo de soja, fortalecendo as importações e oferecendo maior sustentação ao mercado internacional.

Nos próximos meses, o comportamento das compras chinesas será determinante para indicar se o mercado global permanecerá aquecido ou se a ampla disponibilidade de soja no Brasil e nos Estados Unidos limitará a valorização da commodity.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de vinho da Argentina avançam 14,2% no primeiro semestre de 2026

As exportações de vinho da Argentina registraram crescimento de 14,2% nos seis primeiros meses de 2026, impulsionadas pelo aumento das vendas de vinho a granel, espumantes e mosto de uva concentrado. Os dados constam no mais recente relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV).

Entre janeiro e junho, o país exportou 102,6 milhões de litros de vinho, reforçando a recuperação do setor vitivinícola em comparação com o mesmo período do ano passado.

Receita com exportações também cresce

Além da expansão no volume embarcado, a receita obtida com as exportações de vinho e mosto apresentou resultado positivo. No primeiro semestre, o faturamento alcançou US$ 392,5 milhões FOB, alta de 6,6% em relação aos primeiros seis meses de 2025.

Embora o crescimento financeiro tenha sido menor que o avanço do volume exportado, o desempenho confirma o aumento da demanda internacional pelos produtos argentinos.

Vinho a granel lidera recuperação do setor

O relatório do INV mostra que o principal motor desse crescimento foi o vinho a granel, acompanhado pela forte expansão das vendas de espumantes. A mudança no perfil das exportações pode influenciar a oferta global e a competitividade dos vinhos argentinos diante de concorrentes como Chile, Austrália e países europeus.

Apesar da evolução nas exportações, os embarques marítimos em contêineres permaneceram 36% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, indicando que parte das vendas ocorreu por outras modalidades logísticas.

Junho mantém ritmo positivo

Os resultados de junho reforçaram a tendência de recuperação observada ao longo do semestre. No mês, as exportações totalizaram 17,29 milhões de litros, crescimento de 11,6% na comparação anual.

O desempenho foi puxado principalmente pelos vinhos engarrafados, que avançaram 13,2%, enquanto os espumantes registraram expressiva alta de 89,6%. Já o vinho a granel apresentou crescimento de 6,2%.

Mosto concentrado amplia participação nas exportações

Outro destaque foi o mosto de uva concentrado, que também apresentou forte expansão nas vendas externas.

Somente em junho, as exportações do produto cresceram 89,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do semestre, os embarques atingiram 48.601 toneladas, representando um avanço de 38,3%.

Demanda internacional fortalece o setor vitivinícola

Os números indicam que a indústria do vinho argentino iniciou o segundo semestre em um cenário de demanda externa mais aquecida. No entanto, o crescimento da receita ficou abaixo da evolução do volume exportado, sinalizando possível pressão sobre os preços internacionais ou maior participação de produtos de menor valor agregado, como o vinho a granel.

Para importadores e empresas do setor de bebidas, o aumento da oferta argentina pode influenciar estratégias comerciais e a formação de preços em mercados internacionais, especialmente onde os vinhos sul-americanos disputam espaço com produtores da Europa, Chile e Austrália.

Segundo o Instituto Nacional de Vitivinicultura, o desempenho do primeiro semestre fortalece a posição da vitivinicultura argentina no mercado externo, com crescimento distribuído entre diferentes categorias de produtos e maior capacidade de resposta ao aumento da demanda global.

FONTE: Vinetur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vinetur

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Exportação

Exportação de algodão em pluma cresce 13,6% e Mato Grosso embarca quase 2 milhões de toneladas

As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso seguem em ritmo recorde na safra 2024/25. Entre agosto de 2025 e junho de 2026, o estado embarcou 1,97 milhão de toneladas da fibra para o mercado internacional, volume 13,57% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Os dados mostram que a China permanece como o principal destino da produção mato-grossense, consolidando sua posição como maior compradora da fibra produzida no estado.

Junho registra maior volume da série histórica para o mês

Somente em junho, Mato Grosso exportou 154,18 mil toneladas de algodão em pluma. Embora o resultado represente uma queda de 20,7% em relação a maio, houve um crescimento expressivo de 66,38% na comparação com junho de 2025.

Segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), esse foi o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica.

China amplia compras de algodão brasileiro

Ao longo da safra, a China importou 389,2 mil toneladas de algodão em pluma provenientes de Mato Grosso, respondendo por 19,75% de todas as exportações do estado.

Na comparação com a temporada 2023/24, as aquisições chinesas cresceram 53,97%, reforçando a presença do produto brasileiro no mercado asiático.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o avanço nas compras foi impulsionado pela maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta para exportação.

O instituto também destaca que Mato Grosso foi responsável por mais da metade de todo o algodão brasileiro destinado ao mercado chinês durante o período analisado.

Bangladesh, Turquia e Vietnã completam ranking dos principais destinos

Além da China, outros importantes mercados ampliaram a demanda pela fibra produzida em Mato Grosso.

Bangladesh aparece como o segundo maior comprador, com 359,5 mil toneladas importadas. Na sequência estão a Turquia, com 302,06 mil toneladas, e o Vietnã, que adquiriu 237,03 mil toneladas ao longo da safra.

O desempenho confirma a força do algodão brasileiro no comércio internacional e reforça o protagonismo de Mato Grosso como principal estado exportador da commodity.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de frango registram recorde histórico no primeiro semestre de 2026

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados históricos nas exportações de frango, tanto em volume quanto em faturamento. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e confirmam o melhor desempenho já registrado pelo setor no período.

Somente em junho, os embarques de carne de frango — incluindo produtos in natura e processados — totalizaram 482,8 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 40,6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram exportadas 343,4 mil toneladas.

A receita também avançou de forma expressiva. No mês, o setor movimentou US$ 985,5 milhões, resultado 54,7% superior aos US$ 637 milhões obtidos em junho do ano passado.

Primeiro semestre fecha com alta nas exportações e no faturamento

Com o desempenho registrado em junho, o país acumulou 2,936 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e junho de 2026. O volume é 12,9% maior do que o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando os embarques somaram 2,6 milhões de toneladas.

No aspecto financeiro, a receita acumulada alcançou US$ 5,7 bilhões no semestre, crescimento de 17% frente aos US$ 4,871 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

China lidera entre os principais mercados compradores

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em junho, com a compra de 50,1 mil toneladas.

Na sequência aparecem Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, que importaram 46,6 mil, 46,2 mil e 33,1 mil toneladas, respectivamente.

Também figuram entre os principais mercados a União Europeia, com 28 mil toneladas, a África do Sul, com 26,3 mil toneladas, e o México, com 25,4 mil toneladas. Coreia do Sul, Filipinas e Singapura completam a lista dos maiores compradores.

Base de comparação favoreceu crescimento em junho

De acordo com a ABPA, parte da forte expansão observada em junho está relacionada à base de comparação reduzida do mesmo período de 2025. Na ocasião, houve restrições temporárias às exportações após o registro do único caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial brasileira, situação posteriormente controlada.

Paraná segue como maior exportador brasileiro

Entre os estados, o Paraná manteve a liderança nas exportações em junho, com 199,3 mil toneladas embarcadas.

Na sequência aparecem Santa Catarina (103,3 mil toneladas), Rio Grande do Sul (56,7 mil toneladas), São Paulo (29,9 mil toneladas) e Goiás (29,4 mil toneladas).

Setor destaca expansão em mercados estratégicos

Em nota, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que os resultados foram obtidos mesmo diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e dificuldades logísticas nas rotas marítimas ligadas ao Estreito de Ormuz.

Segundo ele, o Brasil conseguiu ampliar sua participação em mercados estratégicos e de maior valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, além de manter forte presença no Oriente Médio e abrir novas oportunidades em mercados emergentes.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrofy News

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Informação

Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,5% no mês de julho

A Petrobras anunciou uma nova redução no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado para as distribuidoras. O reajuste, válido a partir de julho, representa uma queda de 14,5%, equivalente a R$ 0,81 por litro, marcando o segundo corte consecutivo no valor do combustível utilizado por aeronaves.

Com a atualização, o preço praticado nas refinarias da estatal passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro, conforme a unidade de fornecimento.

Queda é atribuída à redução das tensões no mercado internacional

Segundo a companhia, a diminuição do preço foi possível graças à redução dos impactos provocados pelo conflito no Oriente Médio sobre as cotações internacionais dos derivados de petróleo.

Apesar do novo recuo, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em relação ao encerramento de 2025. No período, o aumento corresponde a R$ 1,39 por litro.

O avanço dos preços ocorreu após o agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que afetaram a cadeia global de abastecimento da indústria do petróleo.

Bloqueio do Estreito de Ormuz elevou preços do petróleo

Um dos principais fatores para a alta registrada nos últimos meses foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circulava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás antes do conflito.

Com a redução da oferta no mercado internacional, as cotações da commodity dispararam, refletindo diretamente nos preços dos combustíveis.

Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o Brasil acompanha essa dinâmica porque o petróleo e seus derivados são commodities, com preços definidos pelo mercado global.

Histórico recente dos reajustes do QAV

O comportamento dos preços do QAV em 2026 foi marcado por fortes oscilações. Em abril, a Petrobras promoveu um reajuste de 55%. No mês seguinte, houve nova alta de 18%.

Na ocasião, a estatal autorizou que as distribuidoras parcelassem o impacto do aumento para reduzir os efeitos financeiros sobre o setor aéreo.

Em junho, o combustível registrou queda de 14,2%, movimento que teve continuidade com a redução anunciada para julho.

A melhora nas condições do mercado internacional também levou o governo federal a iniciar a retirada gradual dos subsídios concedidos a produtores e importadores de combustíveis, mecanismo utilizado para evitar repasses mais intensos aos consumidores durante o período de maior instabilidade.

Como funciona a comercialização do combustível

A Petrobras fornece o querosene de aviação produzido em suas refinarias ou importado para as distribuidoras. Após a compra, essas empresas são responsáveis pelo transporte e pela revenda do combustível às companhias aéreas e demais consumidores finais nos aeroportos.

Embora detenha aproximadamente 85% da produção nacional de QAV, a estatal atua em um mercado aberto à concorrência, permitindo a participação de outras empresas na produção e importação do combustível.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China desacelera e frigoríficos brasileiros suspendem parte da produção

Frigoríficos brasileiros começaram a reduzir o ritmo de produção e a conceder férias coletivas a funcionários diante da expectativa de esgotamento da cota anual de importação de carne bovina da China. A medida afeta unidades em diferentes estados e deve impactar temporariamente o setor até a reabertura das compras pelo mercado chinês.

A previsão das empresas é que os importadores da China retomem os pedidos apenas em outubro, quando os embarques já poderão ser contabilizados na cota de 2027.

Cota chinesa reduz demanda por carne brasileira

Empresas como Frigol, Better Beef, Iguatemi Beef e Plena Alimentos anunciaram a suspensão parcial do abate de bovinos e da produção de carne. O objetivo é ajustar a oferta diante da queda na demanda do principal destino das exportações brasileiras do setor.

No fim de 2025, a China estabeleceu limites anuais de importação para fornecedores como Brasil, Austrália e Estados Unidos, em uma estratégia para fortalecer a produção interna. Para o Brasil, a cota foi fixada em 1,106 milhão de toneladas, abaixo das cerca de 1,7 milhão de toneladas exportadas pelo país no ano anterior.

As cargas dentro da cota pagam tarifa de 12%. Já os volumes que ultrapassam esse limite passam a sofrer uma tributação total de 67%, tornando as operações menos competitivas.

Embora ainda seja junho, exportadores acreditam que a cota esteja próxima do limite porque o governo chinês contabiliza os volumes conforme a data de chegada aos portos do país, e não pela data de embarque no Brasil.

Empresas adotam férias coletivas e reduzem abates

A Frigol informou que cerca de mil colaboradores da unidade de Água Azul do Norte (PA) entrarão em férias coletivas por 18 dias a partir de 1º de julho. A planta destinava aproximadamente 70% da produção ao mercado chinês.

Nas demais unidades, a empresa reduzirá o ritmo de abates em cerca de 20%. Mesmo após o retorno dos funcionários, a expectativa da companhia é operar entre 30% e 40% abaixo da capacidade anterior, devido à dificuldade de redirecionar toda a produção para outros mercados.

A Better Beef também anunciou mudanças nas operações. A unidade de Araçatuba (SP) terá as atividades suspensas entre 20 de julho e 10 de agosto. Enquanto isso, a planta de Rancharia passará a abastecer o mercado interno e outros destinos internacionais, como Estados Unidos, Chile e países do Oriente Médio.

A empresa, que faturou cerca de R$ 3 bilhões no ano passado, esperava crescer aproximadamente 10% em 2026. Com as restrições nas compras chinesas, a projeção foi revista para um desempenho semelhante ao registrado em 2025.

Mato Grosso do Sul e outras regiões também são afetados

A Iguatemi Beef, instalada em Mato Grosso do Sul, colocará aproximadamente 650 dos 850 funcionários em férias coletivas durante julho. A unidade exporta entre 90% e 95% da produção, sendo que cerca de 80% tem como destino a China.

Segundo a empresa, a redução temporária dos abates ajudará a controlar custos em um cenário de demanda enfraquecida e preços elevados do gado. Parte da produção já foi direcionada antecipadamente para mercados como Estados Unidos, Reino Unido, Oriente Médio e o próprio mercado brasileiro.

A Plena Alimentos também confirmou férias coletivas para cerca de 1.500 colaboradores em plantas localizadas em Goiás e Tocantins, durante 21 dias úteis. Já a Astra Foods pretende ampliar o abastecimento do mercado regional com a carne que deixará de ser exportada nos próximos meses.

Grandes frigoríficos buscam reduzir impactos

As maiores empresas do setor contam com uma estrutura mais diversificada para enfrentar o cenário. A estratégia inclui ampliar as vendas para outros mercados internacionais e utilizar plantas instaladas em diferentes países.

No caso da Minerva Foods, unidades brasileiras devem reforçar o fornecimento aos Estados Unidos, enquanto operações na Argentina, Uruguai e Colômbia continuam atendendo a demanda chinesa.

Na JBS, o diretor da Friboi, Renato Costa, já havia informado anteriormente que a empresa deixaria de produzir determinados cortes destinados à China a partir da segunda quinzena de junho. Procurada, a companhia não confirmou se também adotará férias coletivas para parte dos funcionários. Minerva e MBRF optaram por não comentar o assunto.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images/Canva

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Comércio Internacional

Preços do açúcar, café e cacau avançam com onda de calor na Europa e efeitos do El Niño

Os mercados internacionais de açúcar, café e cacau encerraram a semana sob forte influência das condições climáticas. A combinação da intensa onda de calor na Europa com as preocupações em torno do El Niño elevou a percepção de risco para a oferta global das commodities agrícolas, impulsionando as cotações, principalmente do açúcar e do cacau.

Clima extremo sustenta alta do açúcar

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em alta de 3,2%, cotados a 13,98 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingirem o maior nível em cerca de duas semanas e meia, de 14,09 centavos. No acumulado da semana, o avanço foi de 2,8%.

Segundo analistas do mercado, a valorização reflete a preocupação com o clima em importantes regiões produtoras. A severa onda de calor registrada na Europa, a redução de aproximadamente 42% nas chuvas de monção na Índia e o tempo quente e seco na Tailândia reforçam os temores de impactos sobre a produção mundial.

Apesar desse cenário, a queda dos preços da energia limita ganhos mais expressivos. Isso porque o petróleo mais barato aumenta a tendência de destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a fabricação de açúcar, reduzindo o uso da matéria-prima na produção de etanol.

Já o açúcar branco registrou valorização de 4,3%, encerrando o dia cotado a US$ 464 por tonelada, após alcançar o maior patamar em quase três meses. Na semana, o produto acumulou alta de 5,2%, favorecido pelas dificuldades climáticas enfrentadas pela Europa.

El Niño mantém mercado de café em alerta

No mercado de café, os contratos do robusta recuaram 1%, encerrando a sessão a US$ 3.627 por tonelada. Mesmo com a queda diária, especialistas destacam que o El Niño continua sendo um importante fator de sustentação dos preços, devido ao risco de temperaturas elevadas e menor volume de chuvas no Sudeste Asiático e na Índia, regiões estratégicas para a produção da variedade.

O café arábica também registrou baixa de 1,2%, sendo negociado a US$ 2,732 por libra-peso, após renovar recentemente a máxima de quase seis semanas.

No Brasil, as chuvas associadas ao fenômeno climático provocaram atrasos na colheita e afetaram parte da qualidade dos grãos. Ainda assim, a expectativa permanece positiva para uma safra robusta do maior produtor mundial de arábica. A previsão de melhora nas condições climáticas ao longo dos próximos dias deve favorecer o avanço dos trabalhos no campo.

Cacau acumula forte valorização na semana

O cacau foi uma das commodities de maior destaque no período. Em Londres, os contratos fecharam em queda de 2,8%, cotados a £ 3.820 por tonelada, mas encerraram a semana com valorização acumulada de 16%.

Em Nova York, os contratos recuaram 2,9% no fechamento diário, para US$ 5.095 por tonelada. No entanto, o saldo semanal foi expressivo, com alta de 20%.

De acordo com análises do mercado, a valorização do cacau reflete a transição para uma fase ativa do El Niño, a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o desenvolvimento mais lento da safra principal 2026/27 na África Ocidental. Apesar disso, instituições financeiras ainda projetam um excedente de produção para a temporada e avaliam que parte do prêmio de risco associado ao fenômeno climático pode estar acima do necessário.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Infomoney

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Comércio Exterior

Guerra comercial impulsiona empresas brasileiras a buscar novos mercados no exterior

A intensificação da guerra comercial iniciada pelo governo dos Estados Unidos tem levado empresas brasileiras a acelerar a busca por novos destinos para seus produtos. O movimento já reflete nos números do comércio exterior: em 2025, o Brasil registrou recordes de exportação para 42 países, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Entre os mercados que alcançaram volumes históricos de compras de produtos brasileiros estão Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Bangladesh, Filipinas, Panamá, Paquistão e Noruega. A expectativa é que essa tendência se fortaleça nos próximos anos com a ampliação dos acordos comerciais firmados pelo país.

Empresas revisam estratégias para ampliar presença internacional

O cenário de mudanças nas políticas comerciais globais e o aumento das tensões geopolíticas têm levado empresas a repensar suas estratégias de exportação.

Segundo especialistas ligados ao setor, a diversificação de mercados já faz parte da cultura de muitas empresas brasileiras, mas o ambiente internacional atual tornou essa prática ainda mais necessária para reduzir riscos e ampliar oportunidades de negócios.

A busca por novos parceiros comerciais também tem incentivado governos e entidades empresariais a adotar uma postura mais pragmática nas negociações internacionais.

Novos acordos ampliam alcance do comércio exterior brasileiro

O avanço das negociações comerciais tem sido apontado como um dos reflexos da necessidade de ampliar mercados para os produtos brasileiros.

Recentemente, o Congresso Nacional aprovou dois acordos firmados pelo Mercosul: um com Singapura e outro com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Com esses novos tratados, a parcela do comércio brasileiro coberta por acordos internacionais passou de 12% para 31%, ampliando significativamente o acesso das empresas nacionais a mercados estratégicos.

Mercosul negocia novas parcerias com Canadá, Japão e países asiáticos

A expansão da rede de acordos comerciais deve continuar nos próximos anos.

O Mercosul mantém negociações com o Canadá, que ganhou relevância entre os destinos das exportações brasileiras, além de tratativas em andamento com Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Líbano e Vietnã.

Também está em discussão a abertura de negociações entre Mercosul e Japão, tema debatido recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi. O anúncio oficial das conversas poderá ocorrer durante a próxima cúpula do bloco sul-americano.

Paralelamente, o Brasil busca ampliar acordos já existentes com Índia e México, considerados mercados estratégicos para o crescimento das exportações.

Singapura e EFTA oferecem oportunidades além dos grandes números

Embora as exportações brasileiras para Singapura e os países da EFTA sejam fortemente concentradas em petróleo e combustíveis, autoridades do comércio exterior destacam que a pauta exportadora é mais diversificada do que os números gerais sugerem.

Das cerca de 8 mil categorias de produtos exportadas pelo Brasil em 2025, aproximadamente 2,5 mil foram vendidas para Singapura e 2.280 chegaram aos países da EFTA.

Esse cenário indica potencial para ampliar a presença de empresas brasileiras, especialmente dos setores industrial e de produtos com maior valor agregado.

Impacto econômico dos acordos pode gerar bilhões em investimentos

Estudos do governo apontam que os novos acordos comerciais podem trazer benefícios relevantes para a economia brasileira.

No caso de Singapura, considerada uma porta de entrada para o dinâmico mercado do Sudeste Asiático, a previsão é de um impacto positivo de R$ 28 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) até 2040. Além disso, os investimentos podem crescer R$ 11 bilhões e o fluxo comercial aumentar cerca de R$ 40 bilhões.

Já o acordo com a EFTA poderá acrescentar R$ 2,69 bilhões ao PIB brasileiro, estimular R$ 660 milhões em investimentos e elevar as exportações em R$ 3,34 bilhões.

As projeções reforçam o apoio recebido pelos acordos junto ao setor industrial, que vê nos tratados uma oportunidade para ampliar negócios e atrair novos investimentos.

Setor produtivo defende regras rígidas para evitar triangulação comercial

Apesar do apoio aos acordos, representantes da indústria defendem mecanismos de controle para impedir a chamada triangulação comercial.

A preocupação é que produtos fabricados em terceiros países utilizem Singapura como rota de acesso ao Mercosul, aproveitando vantagens tarifárias sem cumprir os critérios de origem estabelecidos nos tratados.

Especialistas também destacam que as relações comerciais internacionais envolvem não apenas fatores econômicos, mas aspectos políticos e estratégicos. O tema ganha ainda mais relevância em um contexto de eleições e de redefinição das políticas comerciais em grandes economias globais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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