Agronegócio

China deve bater recorde de importação de soja em 2025 com avanço das compras do Brasil

A China caminha para registrar um recorde de importação de soja em 2025, impulsionada principalmente pela forte demanda por grãos do Brasil e pela recente melhora no clima comercial com os Estados Unidos. Projeções apontam para cerca de 110 milhões de toneladas no próximo ano, refletindo a expansão contínua do consumo no mercado interno.

Importações sobem com apoio do Brasil e trégua com os EUA
Dados da Administração Geral das Alfândegas indicam que, só em novembro, o país asiático adquiriu 8,11 milhões de toneladas, volume 13,4% maior que o registrado no mesmo mês do ano anterior. Entre janeiro e novembro de 2023, as compras totais somaram 103,79 milhões de toneladas, alta de 6,9% na comparação anual.
Analistas afirmam que compradores anteciparam embarques da América do Sul diante do temor de escassez durante a guerra comercial com os EUA, o que impulsionou especialmente a demanda pelo grão brasileiro.

Projeções otimistas para 2025
As expectativas permanecem positivas. Especialistas estimam que o volume total importado pela China pode alcançar 112 milhões de toneladas em 2025, superando a máxima histórica. De acordo com Rosa Wang, analista da JCI, mesmo com o desempenho moderado de novembro, a tendência é de avanço graças às fortes compras do Brasil e à retomada gradual das aquisições de soja norte-americana.

Relações comerciais ajudam a destravar compras dos EUA
A recente trégua comercial entre Washington e Pequim também tem influenciado o mercado. Após o diálogo entre líderes dos dois países em outubro, houve aceleração nas compras de soja dos EUA, especialmente pela estatal Cofco. Desde então, a empresa reservou cerca de 2,7 milhões de toneladas, embora ainda abaixo do volume desejado pela Casa Branca.

Mercado interno enfrenta estoques elevados
Mesmo com a demanda aquecida, o mercado doméstico chinês convive com estoques altos de soja e farelo, o que pressiona os preços. Segundo Wang Wenshen, analista da Sublime China Information, as importações de dezembro podem chegar a 8,6 milhões de toneladas, consolidando um ano de volumes historicamente altos. A oferta robusta convive com uma demanda igualmente forte, já que a China depende da soja importada para abastecer sua indústria de alimentos e de ração animal.

Perspectiva para o comércio internacional
O avanço constante das importações reforça a importância do Brasil como fornecedor estratégico e evidencia como os movimentos geopolíticos moldam o mercado global de soja. As projeções para 2025 indicam um cenário favorável para as exportações brasileiras, que devem continuar ganhando espaço no principal comprador mundial do grão.

FONTE: Money Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Curitiba

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Agronegócio

Brasil conquista novas aberturas de mercado nas Filipinas, Guatemala e Nicarágua para ampliar exportações do agronegócio

Novos acordos fortalecem presença brasileira no exterior
O Brasil avançou em negociações sanitárias e fitossanitárias com as Filipinas, Guatemala e Nicarágua, abrindo caminho para a exportação de novos produtos agropecuários a esses mercados. Os acordos, concluídos pelo governo brasileiro, reforçam a estratégia de diversificação de destinos e ampliam o alcance do agronegócio nacional.

Filipinas autorizam importação de gordura bovina brasileira
As autoridades sanitárias das Filipinas aprovaram a compra de gordura bovina do Brasil, insumo utilizado pela indústria de alimentos e essencial na produção de biocombustíveis, como o diesel verde e o Sustainable Aviation Fuel (SAF).
Com uma população próxima de 115 milhões de habitantes, o país é um dos maiores mercados consumidores do Sudeste Asiático. Entre janeiro e outubro de 2025, as Filipinas importaram quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros.

Guatemala libera importação de arroz beneficiado
Na Guatemala, o Brasil recebeu autorização para exportar arroz beneficiado (sem casca). O país centro-americano, com cerca de 18 milhões de habitantes, importou mais de US$ 192 milhões em itens agropecuários brasileiros nos dez primeiros meses de 2025. Os cereais lideraram a pauta exportadora brasileira na região.

Nicarágua abre mercado para sementes brasileiras
A Nicarágua aprovou a entrada de sementes de milheto, crotalária e nabo, insumos importantes para sistemas produtivos tropicais. Esses produtos contribuem para a melhoria da produtividade agrícola e para a redução do uso de fertilizantes minerais. De janeiro a outubro de 2025, o país importou cerca de US$ 55 milhões em produtos do agronegócio brasileiro.

Agronegócio acumula 496 aberturas desde 2023
Com as novas habilitações, o Brasil chega a 496 aberturas de mercado para produtos do agronegócio desde 2023. O avanço é resultado da ação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm trabalhando para ampliar o acesso a mercados globais e aumentar a competitividade de itens com maior valor agregado.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Indústria

Indústria de defesa brasileira bate recorde de exportações em 2025

A indústria de defesa brasileira alcançou em 2025 o maior volume de exportações já registrado. As autorizações para vendas externas de produtos e serviços somaram US$ 3,1 bilhões, avanço de 74% em relação ao ano anterior, quando o setor movimentou US$ 1,78 bilhão.

Segundo o governo, o desempenho reforça a presença do Brasil no mercado global e destaca o potencial competitivo das empresas nacionais.

Impacto econômico e avanço tecnológico

O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, afirmou que o resultado reflete o trabalho de promoção internacional realizado pela pasta. Ele destacou que o avanço não se limita aos números: também representa mais empregos, arrecadação, inovação tecnológica e qualificação profissional.

Principais compradores dos produtos brasileiros

Entre os maiores importadores estão Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal.

A presença brasileira no mercado global segue em expansão. Hoje, o país exporta itens de defesa para cerca de 140 nações, atendendo todos os continentes. O setor reúne aproximadamente 80 empresas exportadoras, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores internacionais.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro França/Agência Senado

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Comércio Exterior

Café tem forte queda no mercado internacional após sinalização de redução de tarifas nos EUA

Preços do café recuam com possível mudança na política tarifária de Donald Trump

O mercado internacional de café registrou uma expressiva queda nas cotações nesta quarta-feira (12.nov.2025), após o governo de Donald Trump (Partido Republicano) indicar possíveis mudanças nas tarifas de importação do grão. A declaração do ex-presidente norte-americano provocou imediata reação nas bolsas de commodities.

Na terça-feira (11.nov), Trump afirmou que pretende reduzir algumas taxas de importação sobre produtos agrícolas, incluindo o café. A notícia pressionou os preços e levou o café arábica a recuar quase 5%, sendo negociado a US$ 3,7975 (R$ 21,31) por libra-peso, por volta das 13h (horário de Brasília). O café robusta seguiu a mesma tendência, com queda de aproximadamente 5%, cotado a US$ 4.384 (R$ 24.608) por tonelada métrica.

Governo dos EUA busca reduzir preços de importados

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou à Fox News que os consumidores norte-americanos devem observar “anúncios substanciais” nos próximos dias voltados à redução dos preços de produtos importados.

Segundo Bessent, as medidas devem priorizar produtos que não são cultivados em solo americano, como café e bananas, com o objetivo de aliviar os custos internos e conter a inflação. A redução tarifária tende a impactar diretamente o mercado de café, ampliando a oferta e reduzindo o preço final para o consumidor.

Efeitos globais e países beneficiados

Especialistas apontam que as mudanças nas tarifas podem favorecer exportadores de café de países como Brasil, Vietnã e Colômbia, principais fornecedores do grão para os Estados Unidos — o maior consumidor mundial do produto.

Com o corte das taxas, espera-se um estímulo às exportações, maior competitividade e aumento na demanda global, embora o movimento também possa provocar volatilidade nos preços internacionais a curto prazo.

Fonte: Com informações da Fox News e agências internacionais.
Texto: Redação

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Eventos

Tarifaço e barreiras comerciais: especialistas discutem riscos e caminhos para o Brasil em evento online

Especialistas em comércio exterior, economia e relações institucionais estarão reunidos no dia 18 de novembro para analisar o avanço do protecionismo global e debater alternativas para fortalecer a presença do Brasil nas cadeias internacionais de valor.

O Fórum Comércio Exterior – Desafios e Oportunidades, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), será realizado em formato online, com transmissão ao vivo pelo canal CNC Play no YouTube, das 10h às 11h30. O encontro foi organizado em um momento decisivo: o aumento das barreiras comerciais ao redor do mundo e as novas sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos reacenderam o alerta sobre a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Tarifaço dos EUA reacende alerta

O recente movimento de aumento tarifário pelos Estados Unidos — que pode chegar a até 50% sobre produtos brasileiros — já preocupa o setor exportador. Segmentos como o químico, metalúrgico e de transformação relatam perda de competitividade e redução das margens.

José Carlos Raposo Barbosa, presidente da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros), representará no Fórum a Câmara Brasileira do Comércio Exterior (CBCEX) da CNC. Ele destaca que o momento exige alinhamento institucional e estratégia. “O comércio exterior brasileiro precisa de previsibilidade e de uma estratégia nacional sólida. As empresas estão preparadas para competir, mas precisam de um ambiente que ofereça segurança jurídica e apoio governamental para enfrentar as barreiras externas”, afirma Raposo.

Brasil ainda enfrenta barreiras internas

Além das pressões externas, o país convive com entraves domésticos que dificultam a inserção de empresas nas cadeias globais. Estudos apontam que o Brasil é um dos países com maior número de barreiras não tarifárias, como exigências técnicas e licenças específicas, além da morosidade nos processos aduaneiros.

O economista Fabio Bentes, gerente-executivo de Análise e Desenvolvimento Econômico da CNC, reforça que o cenário internacional passa por transformações profundas. “A tendência mundial é de reindustrialização e regionalização de cadeias. Se o Brasil não reagir com acordos comerciais e políticas de incentivo, pode ver sua participação no comércio global cair ainda mais”, alerta Bentes.

Agenda de soluções no formato digital

O evento tem como objetivo propor caminhos práticos para que o setor privado e o poder público trabalhem de forma integrada na construção de uma política comercial mais competitiva.

Além de Raposo e Bentes, participarão:

  • Otávio Leite, consultor da Fecomércio-RJ e ex-deputado federal
  • Felipe Miranda, coordenador legislativo da Diretoria de Relações Institucionais da CNC

As discussões incluirão estratégias de diplomacia comercial, redução de custos logísticos, acordos regionais e mecanismos para ampliar a participação de pequenas e médias empresas no comércio exterior.

Felipe Miranda destaca a importância da aproximação entre o Congresso Nacional e as entidades empresariais. “O Brasil precisa atualizar sua política comercial com base em dados e previsões globais. O papel da CNC é justamente articular essa ponte entre o Legislativo e o setor produtivo”, afirma.

Liderança institucional

A abertura contará com a participação de José Roberto Tadros, presidente da CNC, além de:

  • Luiz Carlos Bohn (Fecomércio-RS)
  • Sergio Henrique Moreira de Sousa (AGR)
  • Andrea de Marins Esteves (ACBCS)

A iniciativa reforça o protagonismo da CNC na articulação de pautas estratégicas do comércio e serviços, com atuação em fóruns nacionais e internacionais.

Serviço – Evento Online

Fórum Comércio Exterior – Desafios e Oportunidades
📅 18 de novembro de 2025
🕙 10h às 11h30 (horário de Brasília)
💻 Transmissão ao vivo no YouTube – canal CNC Play
👥 Palestrantes: José Carlos Raposo, Otávio Leite, Fabio Bentes e Felipe Miranda


Inscrições gratuitas no link abaixo:
https://www.sympla.com.br/evento-online/forum-comercio-exterior-desafios-e-oportunidades/3149329?referrer=cnc.agidesk.com&referrer=cnc.agidesk.com&referrer=www.google.com&referrer=www.google.com

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Exportação

Brasil bate recorde de exportações de café para a Rússia em outubro e fatura quase R$ 400 milhões

O Brasil registrou um recorde histórico nas exportações de café para a Rússia em outubro, movimentando US$ 74,4 milhões (cerca de R$ 398 milhões), segundo dados da alfândega brasileira compilados pela Sputnik Brasil. O resultado representa um salto expressivo nas vendas externas, consolidando o país como maior produtor e exportador de café do mundo.

Exportações de café crescem seis vezes em um mês

O volume exportado à Rússia aumentou quase seis vezes em relação a setembro e 30% na comparação anual, impulsionando o país ao sétimo lugar entre os principais importadores do café brasileiro. A Alemanha continua na liderança, com US$ 267,3 milhões em compras, seguida pelos Estados Unidos (US$ 140,2 milhões) e Itália (US$ 118,4 milhões).

Em termos de quantidade física, as exportações somaram 11,8 mil toneladas, alta de 5,5 vezes em relação ao mês anterior, mas queda de 2,5% frente a outubro de 2024. Especialistas explicam que essa leve retração é resultado da alta de 25% no preço do café arábica, variedade na qual o Brasil se destaca mundialmente.

Receita acumulada supera desempenho do ano anterior

Apesar da queda pontual no volume, o desempenho financeiro das exportações segue em ritmo acelerado. De janeiro a outubro, as empresas russas compraram 57,7 mil toneladas de café brasileiro, movimentando US$ 362,4 milhões — valor 72% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 211,8 milhões.

Fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Rússia

O resultado confirma a diversificação geográfica das exportações brasileiras e o estreitamento das relações comerciais com a Rússia, especialmente no setor agroindustrial. Para analistas, o cenário favorável deve se manter, embora a volatilidade dos preços internacionais e as variações cambiais continuem sendo fatores de atenção para os próximos meses.

Com a demanda russa aquecida e os preços do café em alta, produtores brasileiros buscam aproveitar o bom momento e monitoram atentamente o clima e a oferta global, que podem influenciar as próximas safras.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Brasil registra recorde histórico nas exportações de carne bovina em outubro de 2025

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram 357 mil toneladas em outubro de 2025, o maior volume mensal desde o início da série histórica em 1997, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O número supera em 1,5% o recorde anterior, registrado em setembro, e representa uma alta de 18,7% em relação a outubro de 2024.

O faturamento também cresceu significativamente, alcançando US$ 1,9 bilhão, valor 39,1% superior ao mesmo mês do ano passado.

Crescimento contínuo e expectativa de novo recorde anual

Entre janeiro e outubro, o Brasil exportou 2,79 milhões de toneladas de carne bovina, somando US$ 14,31 bilhões em receita — aumentos de 16,6% em volume e 35,9% em valor na comparação anual.

Com esse desempenho, o país se mantém próximo ao recorde de 2024, quando exportou 2,89 milhões de toneladas e faturou US$ 12,8 bilhões. Segundo a Abiec, se o ritmo atual continuar, o recorde histórico anual poderá ser superado já em novembro, consolidando o Brasil como líder mundial nas exportações de carne bovina, com embarques realizados para 162 países em 2025.

Carne in natura domina as exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado, com 320,5 mil toneladas embarcadas em outubro e US$ 1,7 bilhão em receitas. O preço médio foi de US$ 5,5 mil por tonelada, representando quase 90% do volume total exportado e 93,5% do faturamento.

Outros produtos, como miúdos, carnes industrializadas, gorduras e carnes salgadas, também contribuíram para o resultado positivo.

Exportações para os Estados Unidos seguem firmes

Mesmo com o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, o Brasil manteve suas exportações para o país. Embora tenha havido redução no ritmo desde agosto, o fluxo não foi interrompido.

Em outubro, os embarques somaram 12,9 mil toneladas, um avanço em relação a setembro (9,9 mil toneladas) e agosto (9,3 mil toneladas). A Abiec destacou que os EUA continuam sendo um mercado estratégico para a carne brasileira, graças à competitividade e regularidade do produto.

De janeiro a outubro, as exportações para os Estados Unidos totalizaram 232 mil toneladas e US$ 1,38 bilhão, altas de 45% em volume e 38% em valor em comparação ao mesmo período de 2024. Os números já superam todo o desempenho do ano passado, quando foram enviadas 229 mil toneladas, gerando US$ 1,35 bilhão.

China segue como principal destino da carne bovina brasileira

A China manteve sua liderança nas compras, com 190,8 mil toneladas importadas em outubro e US$ 1,046 bilhão em negócios — o equivalente a 53% do volume e 55% da receita mensal.

Outros mercados de destaque foram:

  • União Europeia: 17 mil toneladas / US$ 140,4 milhões
  • Estados Unidos: 12,9 mil toneladas / US$ 83,1 milhões
  • Chile: 12,7 mil toneladas / US$ 72,3 milhões
  • Filipinas: 12,4 mil toneladas / US$ 56,3 milhões
  • México: 10,1 mil toneladas / US$ 56,2 milhões
  • Egito: 12,1 mil toneladas / US$ 53,9 milhões
  • Rússia: 11,8 mil toneladas / US$ 48,6 milhões
  • Arábia Saudita: 6,5 mil toneladas / US$ 34,7 milhões
  • Hong Kong: 7,8 mil toneladas / US$ 29,7 milhões

No acumulado do ano, a China segue na liderança absoluta, com 1,34 milhão de toneladas e US$ 7,1 bilhões — o que representa 48,1% do volume e 49,7% da receita total. Na sequência, aparecem Estados Unidos, México, Chile e União Europeia.

Os mercados que mais ampliaram suas compras em 2025 foram México (+213%), União Europeia (+109%), China (+75,5%), Rússia (+50,4%) e Estados Unidos (+45%), o que demonstra a diversificação e fortalecimento das exportações brasileiras, segundo a Abiec.

Setor confirma força e equilíbrio do mercado

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que o desempenho histórico de outubro comprova a força do setor, a abertura de novos mercados e o equilíbrio entre exportações e abastecimento interno.

“O Brasil segue ampliando sua presença internacional com qualidade e regularidade de fornecimento, resultado do trabalho conjunto entre a indústria e o governo. É importante lembrar que apenas 30% da carne produzida no país é exportada, enquanto cerca de 70% abastece o mercado interno, o que demonstra a robustez do consumo doméstico e a capacidade do país de atender à demanda mundial”, destacou.

A Abiec reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações de carne bovina do Brasil.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações de soja e milho do Brasil devem crescer em novembro, projeta Anec

As exportações brasileiras de soja, farelo de soja e milho devem registrar crescimento em novembro, impulsionadas por safras recordes e pela forte demanda da China. A projeção foi divulgada nesta quinta-feira pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Segundo a primeira estimativa da entidade para o mês, o embarque de soja deve alcançar 3,77 milhões de toneladas, volume significativamente superior às 2,34 milhões exportadas no mesmo período de 2024. A Anec destacou que o lineup — programação de navios nos portos — ainda está sendo consolidado e pode sofrer revisões positivas nas próximas semanas, podendo chegar a 3,8 milhões de toneladas.

Milho também deve ter alta nas exportações

O desempenho do milho também deve ser expressivo. A expectativa é de que as exportações alcancem 5,57 milhões de toneladas, acima das 4,92 milhões registradas em novembro do ano passado. O resultado reforça o papel do Brasil como líder global nas exportações de grãos, consolidando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Rodolfo Buhrer

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Exportação

Exportações de carne bovina do Brasil em outubro superam total de 2024, aponta Secex

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em alta em outubro de 2025. Até a quarta semana do mês, os embarques somaram 276,5 mil toneladas, ultrapassando o total registrado em outubro de 2024, que foi de 270,2 mil toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta terça-feira (28).

O desempenho evidencia a forte demanda internacional e a competitividade da carne bovina brasileira no mercado externo.

Crescimento da média diária de exportações

A média diária de exportação atingiu 15,4 mil toneladas, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média era de 12,2 mil toneladas por dia. Esse avanço reforça o bom momento do setor e a capacidade do Brasil de atender mercados globais em expansão.

Receita das exportações ultrapassa US$ 1,5 bilhão

O faturamento gerado pelos embarques de carne bovina até a quarta semana de outubro alcançou US$ 1,527 bilhão, valor superior ao registrado em outubro de 2024, que foi de US$ 1,259 bilhão.

Na média diária, a receita chegou a US$ 84,88 milhões, representando um crescimento de 48,2% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 57,26 milhões/dia).

Preços médios da carne bovina apresentam valorização

Além do aumento em volume e faturamento, os preços médios da carne bovina também registraram alta. Até a quarta semana de outubro, o valor médio por tonelada foi de US$ 5.525,8, um crescimento de 18,5% em comparação a outubro de 2024 (US$ 4.661,7/tonelada).

O aumento reflete a valorização da proteína brasileira no mercado internacional, impulsionada pela forte demanda de países como China e Oriente Médio, que estão entre os principais compradores.

Brasil se consolida como líder global em proteína animal

Os resultados parciais de outubro confirmam a tendência de forte desempenho das exportações de carne bovina em 2025, tanto em volume quanto em receita, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal do Agronegócio

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Comércio Exterior

China firma compromisso para comprar carne brasileira livre de desmatamento até 2026

A China, principal destino das exportações de carne bovina do Brasil, anunciou um novo acordo que promete fortalecer a sustentabilidade na pecuária nacional. A Tianjin Meat Association, que reúne cerca de 100 empresas chinesas do setor, se comprometeu a comprar ao menos 50 mil toneladas de carne brasileira até junho de 2026, desde que os frigoríficos comprovem que o produto é livre de desmatamento.

Certificação brasileira garante rastreabilidade ambiental

As compras serão realizadas com base no selo Beef on Track (BoT), sistema de certificação lançado nesta terça-feira (21) pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A organização sem fins lucrativos é reconhecida por conduzir auditorias e emitir certificações socioambientais conforme padrões nacionais e internacionais.

Convencemos primeiro o comprador, agora vamos buscar os frigoríficos”, explicou Marina Piatto, diretora-executiva do Imaflora. Segundo ela, parte da produção nacional já é livre de desmatamento, mas faltava um mecanismo que desse visibilidade e transparência a esse diferencial. “O BoT vem justamente preencher essa lacuna”, afirmou.

O volume anunciado pela associação chinesa representa cerca de 4% das exportações brasileiras de carne bovina para o país asiático, mas o potencial é muito maior: as empresas associadas à Tianjin respondem por 15% das importações chinesas de carne brasileira, segundo o Imaflora. Em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto — quase metade destinada à China.

Carne sustentável será identificada por selo

Com a certificação, a carne livre de desmatamento receberá um selo identificador, permitindo reconhecimento imediato por importadores, varejistas e consumidores finais. O Imaflora busca estimular a mudança “pelo lado da demanda”, levando o consumidor a preferir produtos sustentáveis.

A instituição já negocia com outros mercados estratégicos, como a União Europeia e países do Oriente Médio, e prepara road shows internacionais para apresentar o selo a governos e empresas. Na China, o instituto está em processo de acreditação oficial, que garantirá o reconhecimento do BoT pelo governo local.

Cooperação global contra o desmatamento

A parceria entre Brasil e China ocorre em meio ao fortalecimento da cooperação bilateral em mudanças climáticas, que ganhou uma declaração conjunta em 2023. Entre as ações previstas está o combate conjunto ao desmatamento.

Na Europa, o Imaflora trabalha para alinhar o BoT à Lei Antidesmatamento (EUDR), que entra em vigor em 2026, permitindo que a certificação sirva como padrão brasileiro oficial para carne livre de desmatamento.

Adesão e impactos econômicos

No mercado interno, o Imaflora firmou um projeto piloto com uma grande rede varejista que exibirá o selo BoT nas prateleiras, tornando o produto acessível a todos os consumidores. “Queremos que a carne sustentável esteja também nos atacarejos e mercados populares, não apenas nas prateleiras premium”, destacou Piatto.

A certificação não deve gerar custos relevantes aos frigoríficos, já que inicialmente será aplicada às empresas que possuem sistemas de rastreabilidade. Assim, não há expectativa de aumento de preços para o consumidor final.

Atualmente, 30% da carne bovina brasileira é exportada. Os três maiores frigoríficos do país — JBS, MBRF (resultado da fusão BRF + Marfrig) e Minerva Foods — reconhecem o selo, embora ainda não tenham confirmado adesão.
A JBS afirmou cumprir protocolos socioambientais como o Boi na Linha e o Protocolo Voluntário do Cerrado, ambos utilizados como base do BoT.
A Minerva Foods, que tem 60% do faturamento vindo das exportações, declarou estar pronta para atender às exigências da certificação.

Como funciona o selo Beef on Track

O BoT terá quatro níveis de certificação — bronze, prata, ouro e platinum — e avaliará dados da cadeia da pecuária de corte, com foco nos frigoríficos. Serão analisadas evidências de desmatamento ilegal e de criação de gado em áreas protegidas, como terras indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas.

O sistema é baseado em protocolos já existentes, como o Boi na Linha, usado pelo Ministério Público Federal (MPF) para monitorar frigoríficos da Amazônia Legal, e o Protocolo do Cerrado, de adesão voluntária.
A partir de 2026, o Imaflora planeja desenvolver protocolos equivalentes para outros biomas, incluindo Mata Atlântica, Pampas e Caatinga.

Cada planta frigorífica será auditada anualmente, podendo ter níveis de certificação diferentes dentro do mesmo grupo econômico, conforme o grau de conformidade ambiental.

FONTE: Capital Reset
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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