Exportação

Exportações do Japão para os EUA voltam a crescer após oito meses de queda

As exportações do Japão para os Estados Unidos registraram crescimento em novembro pela primeira vez em oito meses, indicando um alívio após a redução de tarifas norte-americanas. Os dados oficiais, divulgados pelo governo japonês nesta quarta-feira, reforçam a avaliação de que o Banco do Japão pode manter o ciclo de elevação da taxa de juros diante da melhora no comércio exterior.

Segundo analistas, a retomada foi puxada principalmente pelo setor automotivo. Para o economista Koki Akimoto, do Instituto de Pesquisa Daiwa, a redução das tarifas dos EUA sobre veículos devolveu competitividade às montadoras japonesas. Ele destaca que o movimento também foi favorecido pela desvalorização do iene, que torna os produtos do Japão mais atrativos no mercado internacional.

Apesar do avanço recente, Akimoto alerta para riscos à frente. A desaceleração do mercado de trabalho dos Estados Unidos pode afetar a demanda por automóveis, o que pode limitar a sustentação desse crescimento nas exportações japonesas nos próximos meses.

Exportações totais superam expectativas do mercado

No resultado geral, as exportações japonesas cresceram 6,1% em novembro na comparação anual, marcando o terceiro mês consecutivo de alta. O desempenho ficou acima da projeção do mercado, que estimava avanço de 4,8%, e também superou o crescimento de 3,6% registrado em outubro.

Os embarques para os Estados Unidos avançaram 8,8% no período. Dentro desse resultado, as exportações de automóveis subiram 1,5%, enquanto os envios de produtos farmacêuticos mais que dobraram em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Desempenho regional mostra contrastes

As vendas externas para a Ásia cresceram 4,5%, enquanto as exportações destinadas à Europa tiveram forte alta de 19,6%. Em contrapartida, os embarques para a China recuaram 2,4%, refletindo a demanda mais fraca do principal parceiro comercial do Japão.

Do lado das compras externas, as importações do Japão aumentaram 1,3% em novembro, abaixo da expectativa de crescimento de 2,5% apontada por analistas.

Balança comercial volta ao azul

Com esse resultado, o Japão registrou um superávit comercial de 322,2 bilhões de ienes (cerca de US$ 2,08 bilhões) em novembro. O número superou com folga a previsão de 71,2 bilhões de ienes e marcou o primeiro saldo positivo em cinco meses. A balança comercial com os Estados Unidos também ficou positiva pela primeira vez em sete meses.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Issei Kato

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Indústria

Indústrias brasileiras precisam se reinventar para competir no mercado global

Diante de um ambiente internacional marcado por incertezas econômicas, avanços tecnológicos acelerados e uma guerra tarifária que encarece produtos em diversos países, as indústrias brasileiras precisam se adaptar para competir em mercados cada vez mais digitais e exigentes. A avaliação é de Julio Damião, especialista em negócios e finanças e presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-MG).

O tema foi abordado durante o Seminário de Economia Internacional, realizado nesta quinta-feira (11), na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

China ganha protagonismo no cenário industrial global

Segundo Damião, a China vem ampliando sua competitividade de forma consistente, impulsionada por investimentos maciços em tecnologia, automação e inteligência artificial. Para ampliar a presença no comércio internacional, o especialista defendeu que empresas brasileiras considerem parcerias estratégicas com companhias chinesas.

“Os Estados Unidos continuam sendo um mercado essencial, mas a China se tornou um polo decisivo de inovação e escala. Minha recomendação é: almocem nos EUA e jantem na China”, afirmou.

Alianças estratégicas seguem tendência global

O especialista destacou que a formação de alianças internacionais já é uma realidade em setores como o automotivo, onde grandes fabricantes passaram a cooperar para enfrentar a concorrência de empresas chinesas mais produtivas e eficientes. Para Damião, esse modelo tende a se expandir para outros segmentos industriais.

Santa Catarina e a vocação para o comércio exterior

O 1º vice-presidente da FIESC, André Odebrecht, reforçou que o comércio internacional sempre foi um dos motores da indústria catarinense. Segundo ele, o atual contexto geopolítico exige maior presença global e conexão com os principais mercados.

Na avaliação de Damião, o cenário de tarifas elevadas e mudanças geopolíticas sinaliza que as empresas precisarão rever estratégias consolidadas para se manterem competitivas. “As decisões que nos trouxeram até aqui não serão suficientes para os próximos três anos”, alertou.

Planejamento estratégico e foco na competitividade

Entre as principais recomendações, o especialista orientou que os empresários planejem o futuro com base em duas perguntas centrais: o que aumenta a competitividade do negócio e o que reduz essa competitividade. A partir dessas respostas, as decisões estratégicas devem ser direcionadas.

Outro ponto destacado foi a necessidade de acompanhar de perto os impactos da inteligência artificial, especialmente sobre custos, receitas e eficiência operacional.

Qualidade virou pré-requisito, não diferencial

Damião ressaltou ainda que a qualidade do produto deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência básica do mercado. “O produto é apenas a porta de entrada. O desafio agora é gerar valor por meio da experiência do cliente”, explicou.

Como exemplo, citou a Ford, que reduziu a produção de veículos no Brasil, mas melhorou seus resultados ao investir em uma plataforma de serviços e soluções, ampliando os pontos de contato com o consumidor e fortalecendo a relação com a marca.

Inércia é o maior risco para as empresas

Para o especialista, o maior perigo para as indústrias atualmente não está na falta de capital ou na qualidade do produto, mas na resistência à mudança. “O maior risco das empresas hoje é a inércia diante das transformações do mercado”, concluiu.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabrício de Almeida

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Exportação

Mato Grosso bate recorde histórico nas exportações de carne bovina

O Mato Grosso alcançou um novo recorde ao exportar 112,81 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) de carne bovina in natura. O resultado — 4,52% maior que o de outubro — representa o maior volume mensal já enviado pelo estado ao mercado internacional, impulsionado pela expansão de mercados e pela demanda aquecida.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e novembro de 2025, as exportações totalizaram 867,72 mil TEC, um avanço de 23,87% em comparação ao mesmo período de 2024, que já havia registrado recorde histórico.

China, Rússia e Chile impulsionam embarques

O forte crescimento das vendas externas está diretamente ligado ao aumento significativo das compras por China, Rússia e Chile, conforme análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Esses países ampliaram sua participação no total exportado e reforçaram o desempenho da proteína brasileira ao longo de 2025.

O Imea destaca que parte desse avanço decorre da abertura de novos mercados e do ganho de competitividade da carne mato-grossense, que vem conseguindo atender com eficiência a demanda global em alta.

China amplia liderança como principal destino

Na distribuição dos destinos, a China segue líder absoluta, respondendo por 54,88% de toda a carne bovina embarcada pelo estado este ano — um salto em relação aos 46,31% registrados em 2024.

A Rússia também ampliou sua fatia, passando de 3,13% para 6,39%, enquanto o Chile avançou de 4,28% para 4,66%. Já os Estados Unidos, afetados pelo aumento de tarifas, reduziram sua participação de 5,14% para 4,03%.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação, Portos

Exportações de algodão brasileiro têm novembro forte e avanço no Porto de Salvador

As exportações de algodão do Brasil registraram desempenho elevado em novembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A China foi o principal destino da fibra, com 105.557 toneladas, seguida por Índia (82.463 t), Bangladesh (56.454 t), Paquistão (41.496 t), Turquia (37.377 t) e Vietnã (35.013 t). Os números reforçam a força da demanda asiática no fechamento do mês.

Para a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o ritmo de embarques em novembro, um dos mais expressivos do ano, evidencia a capacidade logística do Brasil em safras grandes, como a 2024/2025, estimada em 4,2 milhões de toneladas de pluma.

Desempenho acumulado e mercados estratégicos

No acumulado do ano comercial 2025/2026, de agosto a novembro, os principais destinos se mantêm consistentes: Índia (169.932 t), China (153.624 t), Bangladesh (138.644 t), Vietnã (122.404 t), Paquistão (110.481 t) e Turquia (110.325 t).

Segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, “com mais de 2,57 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e novembro, o resultado confirma a forte presença do algodão brasileiro no mercado internacional em 2025, mantendo o país como maior exportador global da commodity”.

Ele ressalta, porém, que parte do crescimento das vendas para a Índia se deveu a uma isenção tarifária que expira no final de dezembro, e ainda não há definição sobre sua prorrogação. “O desafio agora é abrir novos mercados, consolidar os atuais e aumentar a consciência do consumidor sobre os benefícios do algodão frente às fibras fósseis, ampliando a demanda pelo produto”, afirma Wajs.

Porto de Salvador se destaca e desafoga Santos

O incremento das exportações pelo Porto de Salvador é apontado como um sinal positivo pela Anea. Em novembro, o terminal baiano embarcou 24.538 toneladas, de um total de 402.452 t, representando 6% do volume nacional. Entre agosto e novembro, Salvador movimentou 54.946 toneladas, consolidando-se como o segundo corredor de exportação de algodão do país, com potencial de crescimento.

O Porto de Santos segue como principal centro de embarques, com 865.116 toneladas no mesmo período. Outros portos com movimentação significativa incluem São Francisco do Sul (30.459 t), Itajaí (2.595 t) e Paranaguá (2.113 t).

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

China deve bater recorde de importação de soja em 2025 com avanço das compras do Brasil

A China caminha para registrar um recorde de importação de soja em 2025, impulsionada principalmente pela forte demanda por grãos do Brasil e pela recente melhora no clima comercial com os Estados Unidos. Projeções apontam para cerca de 110 milhões de toneladas no próximo ano, refletindo a expansão contínua do consumo no mercado interno.

Importações sobem com apoio do Brasil e trégua com os EUA
Dados da Administração Geral das Alfândegas indicam que, só em novembro, o país asiático adquiriu 8,11 milhões de toneladas, volume 13,4% maior que o registrado no mesmo mês do ano anterior. Entre janeiro e novembro de 2023, as compras totais somaram 103,79 milhões de toneladas, alta de 6,9% na comparação anual.
Analistas afirmam que compradores anteciparam embarques da América do Sul diante do temor de escassez durante a guerra comercial com os EUA, o que impulsionou especialmente a demanda pelo grão brasileiro.

Projeções otimistas para 2025
As expectativas permanecem positivas. Especialistas estimam que o volume total importado pela China pode alcançar 112 milhões de toneladas em 2025, superando a máxima histórica. De acordo com Rosa Wang, analista da JCI, mesmo com o desempenho moderado de novembro, a tendência é de avanço graças às fortes compras do Brasil e à retomada gradual das aquisições de soja norte-americana.

Relações comerciais ajudam a destravar compras dos EUA
A recente trégua comercial entre Washington e Pequim também tem influenciado o mercado. Após o diálogo entre líderes dos dois países em outubro, houve aceleração nas compras de soja dos EUA, especialmente pela estatal Cofco. Desde então, a empresa reservou cerca de 2,7 milhões de toneladas, embora ainda abaixo do volume desejado pela Casa Branca.

Mercado interno enfrenta estoques elevados
Mesmo com a demanda aquecida, o mercado doméstico chinês convive com estoques altos de soja e farelo, o que pressiona os preços. Segundo Wang Wenshen, analista da Sublime China Information, as importações de dezembro podem chegar a 8,6 milhões de toneladas, consolidando um ano de volumes historicamente altos. A oferta robusta convive com uma demanda igualmente forte, já que a China depende da soja importada para abastecer sua indústria de alimentos e de ração animal.

Perspectiva para o comércio internacional
O avanço constante das importações reforça a importância do Brasil como fornecedor estratégico e evidencia como os movimentos geopolíticos moldam o mercado global de soja. As projeções para 2025 indicam um cenário favorável para as exportações brasileiras, que devem continuar ganhando espaço no principal comprador mundial do grão.

FONTE: Money Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Curitiba

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Agronegócio

Brasil conquista novas aberturas de mercado nas Filipinas, Guatemala e Nicarágua para ampliar exportações do agronegócio

Novos acordos fortalecem presença brasileira no exterior
O Brasil avançou em negociações sanitárias e fitossanitárias com as Filipinas, Guatemala e Nicarágua, abrindo caminho para a exportação de novos produtos agropecuários a esses mercados. Os acordos, concluídos pelo governo brasileiro, reforçam a estratégia de diversificação de destinos e ampliam o alcance do agronegócio nacional.

Filipinas autorizam importação de gordura bovina brasileira
As autoridades sanitárias das Filipinas aprovaram a compra de gordura bovina do Brasil, insumo utilizado pela indústria de alimentos e essencial na produção de biocombustíveis, como o diesel verde e o Sustainable Aviation Fuel (SAF).
Com uma população próxima de 115 milhões de habitantes, o país é um dos maiores mercados consumidores do Sudeste Asiático. Entre janeiro e outubro de 2025, as Filipinas importaram quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros.

Guatemala libera importação de arroz beneficiado
Na Guatemala, o Brasil recebeu autorização para exportar arroz beneficiado (sem casca). O país centro-americano, com cerca de 18 milhões de habitantes, importou mais de US$ 192 milhões em itens agropecuários brasileiros nos dez primeiros meses de 2025. Os cereais lideraram a pauta exportadora brasileira na região.

Nicarágua abre mercado para sementes brasileiras
A Nicarágua aprovou a entrada de sementes de milheto, crotalária e nabo, insumos importantes para sistemas produtivos tropicais. Esses produtos contribuem para a melhoria da produtividade agrícola e para a redução do uso de fertilizantes minerais. De janeiro a outubro de 2025, o país importou cerca de US$ 55 milhões em produtos do agronegócio brasileiro.

Agronegócio acumula 496 aberturas desde 2023
Com as novas habilitações, o Brasil chega a 496 aberturas de mercado para produtos do agronegócio desde 2023. O avanço é resultado da ação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm trabalhando para ampliar o acesso a mercados globais e aumentar a competitividade de itens com maior valor agregado.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Indústria

Indústria de defesa brasileira bate recorde de exportações em 2025

A indústria de defesa brasileira alcançou em 2025 o maior volume de exportações já registrado. As autorizações para vendas externas de produtos e serviços somaram US$ 3,1 bilhões, avanço de 74% em relação ao ano anterior, quando o setor movimentou US$ 1,78 bilhão.

Segundo o governo, o desempenho reforça a presença do Brasil no mercado global e destaca o potencial competitivo das empresas nacionais.

Impacto econômico e avanço tecnológico

O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, afirmou que o resultado reflete o trabalho de promoção internacional realizado pela pasta. Ele destacou que o avanço não se limita aos números: também representa mais empregos, arrecadação, inovação tecnológica e qualificação profissional.

Principais compradores dos produtos brasileiros

Entre os maiores importadores estão Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal.

A presença brasileira no mercado global segue em expansão. Hoje, o país exporta itens de defesa para cerca de 140 nações, atendendo todos os continentes. O setor reúne aproximadamente 80 empresas exportadoras, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores internacionais.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro França/Agência Senado

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Comércio Exterior

Café tem forte queda no mercado internacional após sinalização de redução de tarifas nos EUA

Preços do café recuam com possível mudança na política tarifária de Donald Trump

O mercado internacional de café registrou uma expressiva queda nas cotações nesta quarta-feira (12.nov.2025), após o governo de Donald Trump (Partido Republicano) indicar possíveis mudanças nas tarifas de importação do grão. A declaração do ex-presidente norte-americano provocou imediata reação nas bolsas de commodities.

Na terça-feira (11.nov), Trump afirmou que pretende reduzir algumas taxas de importação sobre produtos agrícolas, incluindo o café. A notícia pressionou os preços e levou o café arábica a recuar quase 5%, sendo negociado a US$ 3,7975 (R$ 21,31) por libra-peso, por volta das 13h (horário de Brasília). O café robusta seguiu a mesma tendência, com queda de aproximadamente 5%, cotado a US$ 4.384 (R$ 24.608) por tonelada métrica.

Governo dos EUA busca reduzir preços de importados

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou à Fox News que os consumidores norte-americanos devem observar “anúncios substanciais” nos próximos dias voltados à redução dos preços de produtos importados.

Segundo Bessent, as medidas devem priorizar produtos que não são cultivados em solo americano, como café e bananas, com o objetivo de aliviar os custos internos e conter a inflação. A redução tarifária tende a impactar diretamente o mercado de café, ampliando a oferta e reduzindo o preço final para o consumidor.

Efeitos globais e países beneficiados

Especialistas apontam que as mudanças nas tarifas podem favorecer exportadores de café de países como Brasil, Vietnã e Colômbia, principais fornecedores do grão para os Estados Unidos — o maior consumidor mundial do produto.

Com o corte das taxas, espera-se um estímulo às exportações, maior competitividade e aumento na demanda global, embora o movimento também possa provocar volatilidade nos preços internacionais a curto prazo.

Fonte: Com informações da Fox News e agências internacionais.
Texto: Redação

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Eventos

Tarifaço e barreiras comerciais: especialistas discutem riscos e caminhos para o Brasil em evento online

Especialistas em comércio exterior, economia e relações institucionais estarão reunidos no dia 18 de novembro para analisar o avanço do protecionismo global e debater alternativas para fortalecer a presença do Brasil nas cadeias internacionais de valor.

O Fórum Comércio Exterior – Desafios e Oportunidades, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), será realizado em formato online, com transmissão ao vivo pelo canal CNC Play no YouTube, das 10h às 11h30. O encontro foi organizado em um momento decisivo: o aumento das barreiras comerciais ao redor do mundo e as novas sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos reacenderam o alerta sobre a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Tarifaço dos EUA reacende alerta

O recente movimento de aumento tarifário pelos Estados Unidos — que pode chegar a até 50% sobre produtos brasileiros — já preocupa o setor exportador. Segmentos como o químico, metalúrgico e de transformação relatam perda de competitividade e redução das margens.

José Carlos Raposo Barbosa, presidente da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros), representará no Fórum a Câmara Brasileira do Comércio Exterior (CBCEX) da CNC. Ele destaca que o momento exige alinhamento institucional e estratégia. “O comércio exterior brasileiro precisa de previsibilidade e de uma estratégia nacional sólida. As empresas estão preparadas para competir, mas precisam de um ambiente que ofereça segurança jurídica e apoio governamental para enfrentar as barreiras externas”, afirma Raposo.

Brasil ainda enfrenta barreiras internas

Além das pressões externas, o país convive com entraves domésticos que dificultam a inserção de empresas nas cadeias globais. Estudos apontam que o Brasil é um dos países com maior número de barreiras não tarifárias, como exigências técnicas e licenças específicas, além da morosidade nos processos aduaneiros.

O economista Fabio Bentes, gerente-executivo de Análise e Desenvolvimento Econômico da CNC, reforça que o cenário internacional passa por transformações profundas. “A tendência mundial é de reindustrialização e regionalização de cadeias. Se o Brasil não reagir com acordos comerciais e políticas de incentivo, pode ver sua participação no comércio global cair ainda mais”, alerta Bentes.

Agenda de soluções no formato digital

O evento tem como objetivo propor caminhos práticos para que o setor privado e o poder público trabalhem de forma integrada na construção de uma política comercial mais competitiva.

Além de Raposo e Bentes, participarão:

  • Otávio Leite, consultor da Fecomércio-RJ e ex-deputado federal
  • Felipe Miranda, coordenador legislativo da Diretoria de Relações Institucionais da CNC

As discussões incluirão estratégias de diplomacia comercial, redução de custos logísticos, acordos regionais e mecanismos para ampliar a participação de pequenas e médias empresas no comércio exterior.

Felipe Miranda destaca a importância da aproximação entre o Congresso Nacional e as entidades empresariais. “O Brasil precisa atualizar sua política comercial com base em dados e previsões globais. O papel da CNC é justamente articular essa ponte entre o Legislativo e o setor produtivo”, afirma.

Liderança institucional

A abertura contará com a participação de José Roberto Tadros, presidente da CNC, além de:

  • Luiz Carlos Bohn (Fecomércio-RS)
  • Sergio Henrique Moreira de Sousa (AGR)
  • Andrea de Marins Esteves (ACBCS)

A iniciativa reforça o protagonismo da CNC na articulação de pautas estratégicas do comércio e serviços, com atuação em fóruns nacionais e internacionais.

Serviço – Evento Online

Fórum Comércio Exterior – Desafios e Oportunidades
📅 18 de novembro de 2025
🕙 10h às 11h30 (horário de Brasília)
💻 Transmissão ao vivo no YouTube – canal CNC Play
👥 Palestrantes: José Carlos Raposo, Otávio Leite, Fabio Bentes e Felipe Miranda


Inscrições gratuitas no link abaixo:
https://www.sympla.com.br/evento-online/forum-comercio-exterior-desafios-e-oportunidades/3149329?referrer=cnc.agidesk.com&referrer=cnc.agidesk.com&referrer=www.google.com&referrer=www.google.com

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Exportação

Brasil bate recorde de exportações de café para a Rússia em outubro e fatura quase R$ 400 milhões

O Brasil registrou um recorde histórico nas exportações de café para a Rússia em outubro, movimentando US$ 74,4 milhões (cerca de R$ 398 milhões), segundo dados da alfândega brasileira compilados pela Sputnik Brasil. O resultado representa um salto expressivo nas vendas externas, consolidando o país como maior produtor e exportador de café do mundo.

Exportações de café crescem seis vezes em um mês

O volume exportado à Rússia aumentou quase seis vezes em relação a setembro e 30% na comparação anual, impulsionando o país ao sétimo lugar entre os principais importadores do café brasileiro. A Alemanha continua na liderança, com US$ 267,3 milhões em compras, seguida pelos Estados Unidos (US$ 140,2 milhões) e Itália (US$ 118,4 milhões).

Em termos de quantidade física, as exportações somaram 11,8 mil toneladas, alta de 5,5 vezes em relação ao mês anterior, mas queda de 2,5% frente a outubro de 2024. Especialistas explicam que essa leve retração é resultado da alta de 25% no preço do café arábica, variedade na qual o Brasil se destaca mundialmente.

Receita acumulada supera desempenho do ano anterior

Apesar da queda pontual no volume, o desempenho financeiro das exportações segue em ritmo acelerado. De janeiro a outubro, as empresas russas compraram 57,7 mil toneladas de café brasileiro, movimentando US$ 362,4 milhões — valor 72% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 211,8 milhões.

Fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Rússia

O resultado confirma a diversificação geográfica das exportações brasileiras e o estreitamento das relações comerciais com a Rússia, especialmente no setor agroindustrial. Para analistas, o cenário favorável deve se manter, embora a volatilidade dos preços internacionais e as variações cambiais continuem sendo fatores de atenção para os próximos meses.

Com a demanda russa aquecida e os preços do café em alta, produtores brasileiros buscam aproveitar o bom momento e monitoram atentamente o clima e a oferta global, que podem influenciar as próximas safras.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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