Exportação

Carne bovina de Mato Grosso amplia destinos e eleva valor das exportações

A carne bovina de Mato Grosso ganhou espaço no mercado internacional no primeiro semestre de 2026, tanto em número de compradores quanto no valor obtido pelas exportações. Ao todo, o estado embarcou o produto para 88 países, movimentando US$ 2,4 bilhões.

O preço médio também avançou. A tonelada de carne bovina foi comercializada por cerca de US$ 6,1 mil, acima dos US$ 5,1 mil registrados no mesmo período de 2025.

Exportações alcançam mais países

Os números mostram uma expansão do mercado externo da pecuária mato-grossense. Nos primeiros seis meses de 2025, a carne produzida no estado tinha como destino 77 países e gerava US$ 1,47 bilhão em receita.

Além do aumento no número de mercados, houve valorização do produto. Em média, cada tonelada exportada passou a render aproximadamente US$ 1 mil a mais do que no ano anterior.

China segue como principal destino

Apesar da diversificação, a China permanece como o maior mercado para a carne bovina de Mato Grosso. No primeiro semestre, foram enviadas 282,4 mil toneladas ao país asiático.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 41 mil toneladas importadas. Na sequência está o Chile, que recebeu 31 mil toneladas.

Entre os dez principais compradores também estão Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos.

Diversificação reduz riscos para a pecuária

Além dos grandes mercados, a carne de Mato Grosso também chegou a países com volumes menores de compras, como Cabo Verde, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque, Porto Rico, Catar, Albânia e Líbia.

Para o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), ampliar a quantidade de compradores é uma estratégia importante para reduzir a dependência de mercados específicos.

Segundo o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, uma maior diversificação pode diminuir os impactos de oscilações econômicas e contribuir para dar mais previsibilidade à indústria frigorífica e aos produtores.

A expansão também abre espaço para a busca por mercados de maior valor, especialmente aqueles que remuneram melhor características relacionadas à qualidade da proteína.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Terremoto na Colômbia ameaça exportações de café e pressiona logística internacional

O terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia, registrado na segunda-feira (10), provocou interrupções em parte da logística de exportação de café e aumentou as preocupações sobre o abastecimento do mercado internacional.

Terceiro maior produtor mundial de café, atrás de Brasil e Vietnã, a Colômbia tem papel relevante no fornecimento de café arábica lavado, variedade valorizada no comércio internacional. Como a maior parte da produção é destinada à exportação, problemas na infraestrutura de transporte podem ter reflexos além das áreas atingidas pelo tremor.

Na safra 2024/25, o país produziu cerca de 14,8 milhões de sacas de 60 quilos e exportou aproximadamente 13 milhões de sacas em 2025.

Bloqueios dificultam acesso ao porto de Buenaventura

Os principais impactos sobre as exportações estão relacionados aos deslizamentos e bloqueios nas rodovias que conectam as regiões produtoras ao porto de Buenaventura, no litoral do Pacífico.

O terminal é fundamental para o escoamento do café colombiano. Segundo Gustavo Gómez, presidente da Associação Nacional de Exportadores de Café (Asoexport), mais de 60% das exportações do grão passam pelo porto.

Com as estradas comprometidas, exportadores enfrentam dificuldades para transportar o café do interior até o terminal marítimo. A situação pode provocar atrasos nos embarques caso as restrições se prolonguem.

Café fica retido entre as áreas produtoras e os portos

O problema logístico atinge diferentes etapas da cadeia do café. Além das regiões produtoras, o terremoto afetou áreas onde estão concentradas estruturas de beneficiamento e processamento.

De acordo com a Asoexport, muitos exportadores possuem instalações em cidades como Manizales, Pereira e Armenia, no Eixo Cafeeiro, além de Cartago, no departamento de Valle del Cauca.

Com isso, parte do café pode estar pronta para ser exportada, mas sem conseguir avançar até os portos.

Outras importantes regiões produtoras, como Huila, Tolima, Cauca e Nariño, também enfrentam dificuldades para encontrar caminhões disponíveis para transportar a produção até terminais alternativos.

Mais de 1.000 contêineres podem ser afetados

Ainda não há uma estimativa oficial sobre o volume total de café efetivamente retido pela interrupção das estradas. A Asoexport, porém, calculou o possível impacto caso as restrições durem uma semana.

A Colômbia exporta aproximadamente 1 milhão de sacas por mês, o equivalente a cerca de 250 mil sacas em uma semana. Segundo a associação, esse volume poderia representar mais de 600 veículos e 1.000 contêineres envolvidos no fluxo de cargas afetado.

A projeção serve para dimensionar o possível gargalo e não significa que todo esse volume esteja atualmente parado.

A falta de espaço e de transporte também pode atingir as empresas exportadoras. Se o café processado não conseguir ser retirado das instalações, o ritmo de beneficiamento pode ser reduzido, afetando posteriormente a compra do produto junto aos agricultores.

Exportadores buscam alternativas nos portos do Caribe

Com o acesso a Buenaventura prejudicado, empresas do setor passaram a avaliar a utilização de portos na costa do Caribe, como Cartagena, Santa Marta e Puerto Antioquia.

Operadores desses terminais estão elaborando planos de contingência para receber cargas adicionais. A mudança, no entanto, enfrenta outro obstáculo: é necessário transportar o café das regiões produtoras e das unidades de processamento até esses portos.

A escassez de caminhões e os problemas em algumas rodovias dificultam a operação. Entre os trechos afetados está a rota Letras-Fresno-Manizales, utilizada para o transporte de cargas.

A Asoexport trabalha em conjunto com o governo colombiano para recuperar os corredores logísticos e manter os embarques pelos terminais do Caribe enquanto o acesso a Buenaventura não for normalizado.

Produtores também registram perdas

Os efeitos do terremoto também chegaram às propriedades rurais. A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (FNC) iniciou levantamentos para identificar os danos provocados nas regiões produtoras.

Famílias de Risaralda, Valle del Cauca, Caldas, Antioquia, Chocó e Quindío registraram impactos em residências, propriedades e infraestrutura rural.

No Quindío, um dos principais departamentos do Eixo Cafeeiro, mais de 150 famílias produtoras já haviam sido identificadas como afetadas no levantamento inicial.

Equipes foram mobilizadas nos 12 municípios do departamento para avaliar os danos e orientar a recuperação das propriedades. A FNC também pretende manter a assistência técnica e garantir a continuidade da compra do café produzido na região.

Estruturas de apoio à atividade agrícola também foram atingidas. Comités municipais e armazéns de provisão agrícola em Filandia, Buenavista e Montenegro foram fechados preventivamente para avaliação de segurança e infraestrutura. As demais unidades do departamento retomaram as atividades na quarta-feira (12).

Interrupção pode afetar compradores internacionais

As dificuldades na logística de exportação de café podem gerar impactos também para compradores estrangeiros.

Caso os embarques não sejam realizados dentro dos prazos previstos, exportadores colombianos podem enfrentar dificuldades para cumprir contratos internacionais. A Asoexport informou que os clientes no exterior estão sendo comunicados sobre os problemas logísticos para evitar que eventuais atrasos sejam interpretados como questões relacionadas à produção ou à operação comercial das empresas.

O impacto sobre os preços internacionais também está no radar. Na terça-feira (11), o contrato de café arábica para setembro avançou 1,04%, encerrando a sessão próximo de US$ 3,34 por libra-peso, em meio às preocupações com a oferta global.

Além dos efeitos do terremoto, o mercado acompanha os níveis reduzidos dos estoques internacionais e os possíveis impactos do El Niño sobre a produção mundial de café.

Normalização depende da recuperação das estradas

Ainda não existe uma previsão definitiva para a retomada completa das exportações colombianas.

A normalização dependerá principalmente da liberação das rodovias, da recuperação dos corredores afetados pelos deslizamentos e do restabelecimento do acesso ao porto de Buenaventura.

Enquanto isso, o setor tenta ampliar o uso de rotas alternativas para manter o café em circulação e reduzir os impactos sobre produtores, exportadores e compradores internacionais.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de vinhos da Aurora crescem 64% no primeiro semestre

A Aurora ampliou o ritmo das exportações de vinhos no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, a cooperativa registrou o envio de 262,6 mil litros de vinhos ao mercado internacional, volume 64% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.

O desempenho também foi expressivo entre os espumantes, cujas exportações triplicaram na comparação anual. No período, foram comercializados quase 10 mil litros da bebida para compradores estrangeiros.

Aurora amplia presença no mercado internacional

O resultado mantém a trajetória positiva das exportações de vinhos brasileiros pela cooperativa. Em 2025, a Aurora já havia registrado crescimento de 7% no volume exportado em relação a 2024.

No ano passado, a empresa comercializou 1,3 milhão de litros de vinhos, espumantes e sucos de uva para o exterior. Ao todo, os produtos chegaram a 15 países.

Entre os principais destinos das bebidas da Aurora estiveram China, Paraguai e Gana, que concentraram parte relevante das compras realizadas no período.

Exportações de espumantes ganham força

O avanço dos espumantes brasileiros no exterior foi um dos destaques do desempenho mais recente da cooperativa.

A triplicação do volume exportado no primeiro semestre reforça a estratégia de expansão internacional da Aurora e acompanha o crescimento das vendas de seus produtos para diferentes mercados.

Além dos vinhos e espumantes, a cooperativa também mantém a comercialização de sucos de uva para compradores estrangeiros, ampliando seu portfólio no mercado internacional.

Aurora recebe prêmio por desempenho nas exportações

O desempenho nas vendas internacionais também garantiu à Aurora mais um reconhecimento no setor.

A cooperativa recebeu, pelo 11º ano consecutivo, o Prêmio Exportação RS, na categoria Destaque Setorial Agro.

A premiação reconhece empresas e organizações que apresentam resultados relevantes nas exportações e reforça a posição da Aurora entre os destaques do agronegócio gaúcho no comércio exterior.

FONTE: Jornal GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alvaro Chaves / Divulgação

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Exportação

Carne bovina de Mato Grosso tem maior valorização na Europa e supera preços da China

Embora a China continue como o principal destino em volume da carne bovina de Mato Grosso, os compradores europeus apresentam maior retorno financeiro para o setor. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), analisados pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), indicam que países da Europa chegaram a pagar até 40% a mais por tonelada do produto em comparação ao mercado chinês no primeiro semestre de 2026.

Entre janeiro e junho, a União Europeia desembolsou, em média, US$ 6.390 por tonelada da carne produzida no estado. Já os demais países europeus pagaram cerca de US$ 6.667 por tonelada, enquanto a China registrou média de US$ 4.745 por tonelada.

China mantém liderança em volume de exportações

Apesar da diferença de preços, o mercado chinês segue como o maior comprador da produção mato-grossense. No período analisado, a China respondeu por 55,2% de todo o volume exportado pelo estado.

A forte presença chinesa está ligada à capacidade de absorção de grandes quantidades. No entanto, os mercados europeus ganham destaque pela valorização de atributos como qualidade da carne, rastreabilidade, certificações e padrões de produção mais rigorosos, fatores que aumentam o valor agregado do produto.

Índice de Atratividade mostra maior retorno da Europa

A vantagem econômica dos embarques para a Europa também aparece no Índice de Atratividade das Exportações, desenvolvido pelo Imea para medir o retorno gerado por cada mercado comprador em relação ao preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso.

No levantamento, a União Europeia liderou o ranking com índice de 108,49, seguida pelos demais países europeus, com 98,59. A China alcançou 74,37, ficando atrás do Oriente Médio, com 76,58, e da América do Norte, com 75,47.

Quanto maior o índice, maior a capacidade do mercado de gerar agregação de valor para a cadeia produtiva da pecuária estadual.

Diversificação de mercados fortalece a pecuária de Mato Grosso

Para o setor produtivo, os resultados mostram que a pecuária mato-grossense está preparada para atender tanto grandes compradores internacionais quanto consumidores que exigem padrões elevados de produção.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a China continuará sendo um parceiro estratégico pela escala das compras, mas o avanço em mercados como o europeu demonstra a capacidade dos produtores de atender demandas relacionadas à qualidade, regularidade no fornecimento e controle de origem.

Ainda de acordo com Andrade, ampliar a presença em destinos de maior remuneração contribui para reduzir riscos comerciais e estimular investimentos em tecnologia no campo, melhoramento genético, eficiência produtiva e práticas de conformidade socioambiental.

FONTE: Itatiaia
TEXTO: Redação
IMAGEM: IMAC/Reprodução

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Sustentabilidade

Rastreabilidade da soja e da carne bovina ganha propostas para reduzir riscos ambientais no Brasil

O Brasil possui uma estrutura avançada de acompanhamento das cadeias produtivas de soja e carne bovina, mas ainda precisa integrar melhor as ferramentas já existentes de rastreabilidade ambiental. A conclusão faz parte de um estudo que avaliou 21 iniciativas voltadas ao monitoramento socioambiental de dois dos principais produtos da agropecuária brasileira.

O levantamento, intitulado “Rastreando a Responsabilidade: fortalecendo o monitoramento do desmatamento nas cadeias de suprimento de soja e carne bovina do Brasil”, foi divulgado pela organização ambiental WRI Brasil e analisa a capacidade do país de responder às novas demandas do mercado internacional por transparência e controle ambiental.

Pesquisa avalia sistemas de monitoramento da produção agropecuária

O estudo analisou dez iniciativas relacionadas à cadeia produtiva da soja e outras 11 ligadas à produção de carne bovina. Os mecanismos avaliados têm como objetivo acompanhar e verificar práticas produtivas nos biomas Amazônia e Cerrado, especialmente em relação ao uso da terra e ao desmatamento.

Após comparar os diferentes modelos existentes, os pesquisadores apresentaram dez recomendações para fortalecer os sistemas atuais de controle, ampliar a transparência e contribuir para a formulação de políticas públicas.

Recomendações para melhorar a rastreabilidade ambiental

Entre as principais medidas sugeridas pelo estudo estão:

  • Adotar a propriedade rural como principal unidade de monitoramento das cadeias produtivas;
  • Utilizar bases oficiais, com dados governamentais e informações validadas cientificamente;
  • Garantir conformidade com o Código Florestal Brasileiro e combater violações relacionadas ao trabalho forçado;
  • Ampliar auditorias independentes e divulgar relatórios de transparência;
  • Expandir o acompanhamento para todos os biomas brasileiros;
  • Assegurar que não tenha ocorrido desmatamento ilegal após o marco temporal de 2008;
  • Garantir o compromisso de desmatamento zero após agosto de 2020, alinhado às exigências nacionais e internacionais;
  • Monitorar toda a cadeia de fornecedores, incluindo os fornecedores indiretos;
  • Criar mecanismos para reinserção de produtores que regularizem situações de não conformidade;
  • Estabelecer uma gestão participativa com diferentes setores envolvidos.

Rastreabilidade pode fortalecer relações comerciais internacionais

Para a diretora do Programa de Florestas e Uso da Terra do WRI Brasil, Mariana Oliveira, o avanço dos sistemas de monitoramento ambiental pode contribuir para um modelo de desenvolvimento rural mais sustentável.

Segundo ela, a integração das ferramentas existentes também pode facilitar a atuação de diferentes agentes envolvidos no processo, como instituições financeiras, investidores e compradores internacionais.

A especialista destaca que algumas instituições financeiras brasileiras já utilizam bancos de dados oficiais e privados para avaliar riscos. A expectativa é que esse modelo também seja incorporado por organizações globais, como bancos de desenvolvimento e investidores internacionais.

China é um dos mercados interessados em maior transparência

O estudo aponta a China como um exemplo de mercado que poderia se beneficiar de protocolos mais estruturados de rastreabilidade da soja e da carne bovina. Em 2024, o país importou do Brasil US$ 44,6 bilhões em produtos dessas duas cadeias.

Com a integração das bases de dados e a padronização dos critérios técnicos entre diferentes órgãos públicos, compradores internacionais teriam mais segurança para avaliar riscos socioambientais relacionados aos produtos brasileiros.

Os pesquisadores defendem que o Brasil fortaleça a cooperação com grandes mercados consumidores, criando mecanismos que conciliem competitividade comercial e preservação ambiental.

Sistemas eficientes podem gerar benefícios no campo

Mariana Oliveira ressalta que a discussão sobre rastreabilidade vai além do atendimento às exigências comerciais. Para ela, a construção de sistemas mais eficientes pode aproximar o setor produtivo de um modelo de desenvolvimento com maior geração de renda, empregos e oportunidades para produtores rurais.

A especialista destaca ainda que investimentos em inovação tecnológica, mecanização e cooperação internacional podem ampliar os benefícios econômicos e sociais para as regiões produtoras de commodities agrícolas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Exportação

Exportações de alimentos ganham força em estratégia do Brasil diante de conflitos globais

Os impactos dos conflitos internacionais sobre o comércio exterior têm levado o Brasil a reforçar sua estratégia de ampliar as exportações de alimentos. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (30), em Brasília, pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante a primeira edição do Outlook Agro Brasil. Segundo ele, expandir as vendas externas é um fator decisivo para impulsionar o desenvolvimento econômico do país.

Agronegócio brasileiro busca ampliar presença no mercado internacional

Durante o evento, Müller destacou que o agronegócio brasileiro ocupa posição estratégica no abastecimento global de alimentos. De acordo com ele, as exportações do setor cresceram dez vezes nos últimos 20 anos, demonstrando a capacidade do Brasil de atender à demanda mundial por alimentos, além de ampliar a oferta de biocombustíveis e créditos de carbono.

O dirigente ressaltou, no entanto, que esse potencial depende de um ambiente internacional marcado por estabilidade e previsibilidade nas relações comerciais.

Conflitos e tarifas elevam desafios para o comércio exterior

Na avaliação do presidente da ApexBrasil, o aumento das tensões geopolíticas e a adoção de novas barreiras tarifárias geram incertezas para investidores e dificultam o avanço do comércio internacional.

Müller afirmou que o Brasil busca fortalecer sua imagem como parceiro confiável, apostando na redução de barreiras comerciais, no diálogo com outros países e na ampliação de acordos internacionais. Segundo ele, a confiança construída ao longo dos anos foi determinante para a abertura de novos mercados ao setor agropecuário.

Brasil aposta em novos acordos comerciais para ampliar exportações

O diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Alex Giacomelli, afirmou que o comércio global passa por uma fase de profundas mudanças, marcada pela reorganização das cadeias produtivas e pelo aumento de medidas tarifárias unilaterais.

Segundo o diplomata, esse cenário cria oportunidades para que o Brasil fortaleça sua posição como fornecedor de alimentos produzidos de forma sustentável, atendendo países que dependem da produção brasileira para garantir a segurança alimentar.

Ele também destacou o avanço da agenda comercial brasileira, citando acordos firmados com a EFTA, União Europeia e Singapura, além das negociações em andamento com Canadá, Emirados Árabes Unidos, Japão e Coreia do Sul.

Logística e diversificação de mercados são prioridades

Giacomelli ressaltou que a competitividade do agronegócio também depende da estabilidade das rotas logísticas e do abastecimento de insumos estratégicos.

Segundo ele, o Itamaraty atua em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária para preservar o fluxo do comércio internacional, mantendo diálogo com governos estrangeiros para assegurar o fornecimento desses insumos.

Na avaliação do representante do MRE, diversificar os parceiros comerciais deixou de ser apenas uma estratégia de expansão e passou a representar uma necessidade econômica diante da fragmentação do cenário internacional.

Outlook Agro Brasil reúne governo e setor produtivo

O Outlook Agro Brasil reúne autoridades, especialistas e representantes do setor para discutir as perspectivas da agropecuária brasileira na safra 2026/27, além dos fatores que devem influenciar a produção, os investimentos e o comércio nos próximos meses.

A abertura contou com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa; do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; e da presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Regina Zanella.

Além dos debates técnicos, o encontro busca consolidar um espaço permanente de diálogo entre governo, produtores, cooperativas, empresas e investidores para apoiar decisões estratégicas voltadas ao fortalecimento do comércio exterior e da agropecuária brasileira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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Exportação

Exportações de couro do Uruguai caem 19% no semestre, mas junho mostra reação do setor

As exportações de couro do Uruguai encerraram o primeiro semestre de 2026 em baixa, refletindo um cenário mais desafiador para o comércio exterior do país. Apesar da retração acumulada, os dados de junho apontam uma recuperação nas vendas externas, indicando uma possível melhora na demanda internacional.

As informações constam no mais recente levantamento da Uruguay XXI, agência responsável pela promoção das exportações, investimentos e da marca-país uruguaia.

Vendas externas de couro recuam no acumulado do ano

Entre janeiro e junho, as exportações de couro e artigos de couro totalizaram US$ 35 milhões, valor 19% inferior aos US$ 44 milhões registrados no mesmo período de 2025.

O desempenho negativo confirma um primeiro semestre de menor ritmo para o setor, que integra a cadeia de produtos de origem animal e a indústria manufatureira do Uruguai.

Junho registra crescimento nas exportações

Apesar do resultado acumulado, o mês de junho apresentou um cenário mais positivo.

No período, as vendas externas de couro uruguaio alcançaram US$ 7 milhões, representando um crescimento de 13% em comparação com os US$ 6 milhões exportados em junho do ano passado.

O avanço é visto como um indicativo de recuperação gradual das exportações após meses de desempenho mais fraco.

Segmento de peles também apresenta melhora

O comportamento foi semelhante no mercado de peles e artigos de pele.

No acumulado do primeiro semestre, as exportações da categoria somaram US$ 2 milhões, resultado 9% inferior aos US$ 3 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025.

Já em junho, embora os embarques tenham permanecido abaixo de US$ 1 milhão, houve crescimento de 11% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Recuperação pode indicar retomada da demanda internacional

Para especialistas em comércio exterior e logística, os números mostram que o setor enfrentou um primeiro semestre mais fraco, mas a melhora observada em junho pode sinalizar maior resistência da demanda nos mercados internacionais.

Embora o segmento de couro represente uma participação relativamente pequena na pauta exportadora uruguaia, ele continua sendo considerado estratégico por integrar uma cadeia produtiva diversificada e relevante para a economia do país.

FONTE: Fashion Network
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de frango do Brasil devem crescer mais de 10% em 2026, projeta ABPA

As exportações de frango do Brasil devem alcançar 5,875 milhões de toneladas em 2026, um crescimento de 10,3% em relação às 5,324 milhões de toneladas embarcadas no ano anterior. A projeção foi divulgada nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo.

Para 2027, a expectativa é de continuidade no avanço das vendas externas, embora em ritmo mais moderado. A entidade estima que os embarques cheguem a 6,050 milhões de toneladas, representando alta de 3% sobre o volume previsto para 2026.

Produção de carne de frango também deve aumentar

A produção brasileira de carne de frango deve acompanhar o crescimento das exportações. Segundo a ABPA, o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, volume até 5,6% superior ao registrado no ano passado.

Já para 2027, a estimativa aponta produção de aproximadamente 16,6 milhões de toneladas, com expansão de 2,8%.

No mercado interno, a oferta de carne de frango também deve crescer. A disponibilidade prevista para 2026 é de 10,275 milhões de toneladas, aumento de 3,1% na comparação anual. Em 2027, o volume pode atingir 10,55 milhões de toneladas, representando avanço de 2,7%.

Produção e exportações de carne suína continuam em alta

As projeções da ABPA também indicam crescimento para a carne suína. A produção brasileira deve chegar a 5,87 milhões de toneladas em 2026, alta de 5% frente ao ano anterior.

Para 2027, a expectativa é de uma expansão de 3,1%, elevando a produção para cerca de 6,05 milhões de toneladas.

Nas exportações, o setor mantém perspectiva positiva. Os embarques de carne suína brasileira devem alcançar 1,6 milhão de toneladas em 2026, crescimento de 5,9%. Em 2027, a previsão sobe para 1,7 milhão de toneladas, com incremento de 6,3%.

Produção de ovos cresce, mas exportações devem recuar em 2026

A produção de ovos no Brasil também deve apresentar evolução. A ABPA estima que o país alcance 64,8 bilhões de unidades em 2026, aumento de 4,1% em relação ao ano anterior.

Em 2027, a produção poderá atingir 66,5 bilhões de unidades, representando crescimento adicional de até 2,6%.

No comércio exterior, porém, o cenário é diferente. A associação projeta uma redução de 26,6% nas exportações de ovos em 2026, com embarques estimados em 30 milhões. Para 2027, a expectativa é de recuperação, com alta de até 15% e volume previsto de 64,5 milhões exportados.

Setor de proteína animal mantém perspectiva positiva

As estimativas da ABPA reforçam um cenário favorável para a proteína animal brasileira, impulsionado pelo aumento da produção e pela demanda internacional. O desempenho esperado para frango, carne suína e ovos consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais desses produtos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva/Creative Commons

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Exportação

Preço do café sustenta receita das exportações brasileiras apesar da queda no volume embarcado

As exportações de café do Brasil registraram queda em volume na safra 2025/26, mas a receita obtida com as vendas externas permaneceu praticamente estável. O resultado foi impulsionado pela forte valorização do preço do café no mercado internacional, que compensou a redução na quantidade embarcada ao longo do ciclo.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 38,46 milhões de sacas de 60 quilos entre julho de 2025 e junho de 2026. No ciclo anterior, o volume havia alcançado 45,62 milhões de sacas, o que representa uma retração de 15,7%.

Receita permanece próxima do recorde da safra anterior

Apesar da redução nas exportações, o faturamento do setor sofreu pouca alteração. A receita com os embarques somou US$ 14,6 bilhões na temporada 2025/26, resultado muito próximo dos US$ 14,7 bilhões registrados na safra 2024/25.

A pequena diferença entre os dois períodos evidencia o impacto positivo da alta das cotações internacionais sobre o desempenho financeiro das vendas brasileiras.

Estoques globais reduzidos mantêm preços elevados

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção dos baixos estoques mundiais de café tem sustentado os preços da commodity em níveis elevados no mercado internacional.

Esse cenário favoreceu também o produto brasileiro, elevando o valor pago por saca nas negociações externas. Com isso, os exportadores conseguiram ampliar a receita por unidade comercializada, equilibrando os efeitos da queda no volume embarcado.

Mercado internacional reforça valor do café brasileiro

O desempenho da safra 2025/26 demonstra que a valorização do café brasileiro no mercado externo ocorreu em ritmo superior à redução das exportações. Na prática, o aumento dos preços permitiu preservar o faturamento do setor, mesmo diante de um ciclo marcado por menor oferta destinada ao comércio internacional.

O resultado reforça a importância das condições do mercado global na formação dos preços e na rentabilidade das exportações de café do Brasil.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Laranja de mesa perde espaço enquanto Brasil segue líder na exportação de suco

O Brasil continua ocupando a liderança mundial na produção e exportação de suco de laranja, mas tem perdido competitividade no mercado internacional de laranja de mesa. Enquanto a demanda global por frutas frescas cresce, países como Egito e África do Sul ampliam sua presença nas exportações, conquistando mercados que antes eram atendidos pelos produtores brasileiros.

O cenário é tão diferente que, atualmente, o Brasil importa laranjas, principalmente de produtores egípcios, para atender parte da demanda interna.

Exportações de laranja de mesa despencaram

Dados da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM) mostram a mudança no perfil do setor. Em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de 40,2 quilos de laranja fresca. Para 2026, a previsão é de apenas 140 mil caixas.

Na direção oposta, as importações seguem em alta. A expectativa é que o país compre cerca de 1,3 milhão de caixas de laranja neste ano, tendo o Egito como principal fornecedor.

Brasil priorizou a indústria do suco

Segundo representantes do setor, a perda de espaço no mercado de fruta fresca está relacionada às escolhas feitas pela citricultura brasileira ao longo das últimas décadas.

Enquanto outros países investiram em variedades voltadas ao consumo in natura — mais doces, sem sementes e com melhor aparência — o Brasil concentrou sua produção em frutas destinadas ao processamento industrial.

Hoje, aproximadamente 70% da produção nacional de laranja abastece a indústria de suco, enquanto apenas 30% é destinada ao mercado de mesa.

Doenças dos citros mudaram o rumo da produção

Outro fator que contribuiu para essa mudança foi o avanço de doenças que afetam os pomares brasileiros, especialmente enfermidades quarentenárias que dificultaram o cumprimento das exigências sanitárias impostas por mercados internacionais.

Ao mesmo tempo, a consolidação da maior indústria mundial de suco de laranja ofereceu aos produtores um mercado seguro e rentável, reduzindo o interesse pelas exportações de fruta fresca.

Além disso, o grande mercado consumidor brasileiro também passou a absorver boa parte da produção destinada ao consumo in natura.

Consumidor mudou e o Brasil ficou para trás

Nos últimos anos, o mercado internacional passou a valorizar frutas frescas com características específicas, como laranjas premium, além de tangerinas e mandarinas sem sementes, mais doces e fáceis de descascar.

Durante esse período, concorrentes internacionais investiram no desenvolvimento de novas variedades protegidas por royalties e direcionadas ao consumo fresco.

Enquanto isso, a produção brasileira permaneceu concentrada em cultivares voltadas ao mercado interno e à fabricação de suco.

Egito se tornou um dos principais concorrentes

O Egito é hoje um dos maiores exemplos dessa transformação.

Em pouco mais de duas décadas, o país saiu de uma participação discreta para se tornar um dos maiores exportadores mundiais de laranja fresca. O avanço foi impulsionado por fatores como clima favorável, menores custos de produção, incentivos governamentais e acordos comerciais que facilitaram o acesso aos principais mercados consumidores.

Já o Brasil enfrenta desafios como custos logísticos elevados, financiamento mais caro, limitações na infraestrutura portuária e oscilações cambiais, fatores que reduzem a competitividade das exportações.

Greening abre oportunidades, mas ainda há desafios

O avanço do greening, considerada a principal doença da citricultura mundial, também está redesenhando a produção brasileira.

Regiões como Petrolina, no Vale do São Francisco, passaram a despertar interesse por estarem fora das áreas mais afetadas pela doença, oferecendo condições para a implantação de novos pomares.

Entretanto, especialistas destacam que produzir em regiões mais quentes não garante acesso ao mercado externo. As temperaturas elevadas fazem com que a casca da fruta permaneça mais esverdeada, enquanto consumidores europeus preferem laranjas com coloração alaranjada intensa.

Recuperação depende de novos investimentos

Apesar da perda de espaço, o setor acredita que o Brasil ainda pode voltar a competir no mercado internacional de laranja de mesa. Para isso, será necessário investir em novas variedades, ampliar acordos comerciais, fortalecer os protocolos fitossanitários, modernizar a logística e adaptar a produção às exigências dos consumidores internacionais.

FONTE: Abrafrutas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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