Exportação

Exportações de carne de frango mantêm ritmo forte e podem repetir desempenho de setembro

Volume exportado nas duas primeiras semanas de outubro aponta estabilidade no setor avícola

O Brasil exportou 183,2 mil toneladas de carne de frango in natura nos primeiros oito dias úteis de outubro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDIC). O volume representa uma média diária de 22,9 mil toneladas, crescimento de 9,6% em relação a setembro e 16% acima do mesmo período de 2024.

Projeções indicam embarques acima de 520 mil toneladas

Com base na média atual e considerando os 23 dias úteis de outubro, a projeção indica um embarque mensal superior a 525 mil toneladas. No entanto, especialistas lembram que os primeiros números do mês costumam refletir embarques remanescentes de setembro, o que tende a suavizar os resultados à medida que o período avança.

Mesmo assim, se o volume exportado até agora for redistribuído ao longo de nove dias úteis, a média diária ainda se manteria acima das 20 mil toneladas, o que resultaria em cerca de 460 mil toneladas no total — praticamente o mesmo volume registrado em setembro (459,8 mil toneladas). Esse desempenho representaria um aumento anual de aproximadamente 6%.

Meta é manter média acima de 21 mil toneladas por dia

Para alcançar um resultado ainda mais expressivo, o ideal seria manter o ritmo de exportações ligeiramente acima das 21 mil toneladas diárias. Isso permitiria fechar outubro com pelo menos 485 mil toneladas embarcadas, elevando o acumulado do ano para cerca de 4,1 milhões de toneladas — número que superaria o total registrado entre janeiro e outubro de 2024 (4,097 milhões de toneladas, segundo a SECEX/MDIC).

Desafios e perspectivas para o último trimestre

Historicamente, as exportações de carne de frango costumam recuar no último trimestre do ano, ficando abaixo dos volumes embarcados no segundo e terceiro trimestres. Entre 2007 e 2024, o quarto trimestre representou, em média, menos de 25% do total anual, contra 25,5% no segundo e mais de 26% no terceiro trimestre.

Mesmo assim, 2025 pode romper essa tendência. Com os importadores recompondo estoques e a reabertura do mercado chinês, principal destino da carne de frango brasileira, o mês de outubro tem potencial para se destacar como um dos melhores da história das exportações do setor avícola nacional.

FONTE: AviSite
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio

E-commerce Brasil–China: MDIC debate oportunidades para ampliar exportações digitais

Workshop destaca potencial do comércio eletrônico brasileiro no maior mercado digital do mundo

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) realizou, nesta quinta-feira (9/10), o workshop “E-commerce para a China: Desafios e Oportunidades”, reunindo especialistas, setor privado e instituições parceiras para discutir como ampliar a presença do Brasil no comércio eletrônico chinês.

O encontro, promovido no âmbito do Fórum MDIC de Comércio Eletrônico, buscou aprofundar o conhecimento sobre o mercado digital da China, que já movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano, e traçar estratégias para diversificar a pauta exportadora brasileira por meio do comércio eletrônico internacional.

Comércio eletrônico como ponte econômica e diplomática

Na abertura do evento, o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, ressaltou que o comércio digital é um instrumento de aproximação econômica e diplomática entre os dois países. Segundo ele, a política econômica ganha relevância quando atinge “o chão da fábrica, o balcão do comércio e a casa das pessoas”.

Rosa destacou que a China é o maior mercado de e-commerce do mundo e defendeu que o Brasil conquiste espaço nesse ecossistema. “As portas do MDIC estão abertas para ouvir demandas e construir soluções em conjunto. Esse é o nosso compromisso”, afirmou.

Temas em debate

O workshop contou com dois painéis principais:

  • Visão estratégica e ambiente de negócios da China: análise de aspectos geopolíticos, culturais e institucionais que impactam o comércio bilateral.
  • Perspectivas do varejo e comércio eletrônico transfronteiriço (cross-border): tendências do varejo chinês, integração com inteligência artificial e oportunidades para empresas brasileiras.

A moderação foi conduzida por Adriana de Azevedo Silva (MDIC) e Cristina Franco (ABF). Já o secretário-adjunto Luís Felipe Giesteira destacou que Brasil e China são protagonistas no comércio internacional e devem ampliar sua influência nas próximas décadas.

Exportações e novas oportunidades

A diretora de Promoção das Exportações do MDIC, Janaína Batista, lembrou que o governo federal lançou a Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) em 2023, para ampliar o acesso de empresas brasileiras ao mercado internacional.

Ela também citou o estudo “Análise Socioeconômica do Comércio Brasil–China”, que aponta a necessidade de diversificação da pauta exportadora. Para Janaína, o comércio eletrônico é peça-chave nessa transformação, abrindo espaço para empresas de diferentes perfis e regiões.

Mercado chinês valoriza autenticidade

Diretamente de Pequim, Julieta Fan, representante da ApexBrasil na Ásia-Pacífico, apresentou um panorama do mercado chinês de e-commerce, que movimentou cerca de 9 trilhões de yuans em 2024.

Segundo ela, consumidores chineses valorizam autenticidade, origem e reputação — características que podem fortalecer a presença de produtos brasileiros, reconhecidos pela qualidade. A ApexBrasil oferece cursos, plataformas e ações de promoção comercial para apoiar a entrada nesse mercado.

Estratégias de inserção no digital chinês

Durante o segundo painel, o diretor da Novo Mel, Roberto Pamplona, destacou a entrada da empresa no mercado chinês pela Tmall Global (Alibaba), ressaltando a importância de adaptação cultural, marketing digital e planejamento estratégico.

Já a presidente da ABF, Cristina Franco, lembrou que a China é referência mundial em inovação e consumo digital, com alta penetração do e-commerce.

Encerrando as discussões, o presidente da Abiacomm, André Iizuka, afirmou que a inteligência artificial já é infraestrutura essencial nos negócios e peça central para a digitalização do comércio Brasil–China.

Conexão Brasil–China no comércio digital

O workshop integra a agenda do Fórum MDIC de Comércio e Serviços, que busca aproximar governo e setor privado, além de fortalecer a inserção do Brasil nos fluxos globais do comércio eletrônico internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio Cesar Silva/MDIC

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Industria, Informação, Internacional, Logística, Negócios, Tributação

‘Tarifaço’ de Trump na China beneficia agro brasileiro; Entenda

Durante seu primeiro mandato, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implementou uma política econômica agressiva, que inclui uma série de tarifas sobre produtos importados de diversas nações.

Estas medidas tinham como principal alvo a China, mas também impactaram países como o Canadá e o México. O objetivo era reequilibrar a balança comercial americana, impondo barreiras a produtos estrangeiros.

Inicialmente, Trump propôs tarifas altas, de até 60% para produtos chineses e entre 10% a 20% para outros países. Porém, as taxas efetivamente aplicadas foram menores. Para a China, fixou-se em 25%, equivalente ao mesmo percentual imposto sobre importações canadenses e mexicanas. Essa política gerou repercussões significativas no comércio mundial, alterando rotas de exportação e importação.

Como o Brasil se beneficiou com as tarifas dos EUA?

A imposição de tarifas sobre a soja americana pela China abriu espaço para o Brasil aumentar suas exportações deste grão para o mercado chinês. Este cenário já havia ocorrido anteriormente, quando Pequim, em represália às tarifas americanas, aumentou a tributação sobre a soja dos EUA, optando pelo produto brasileiro. Historicamente, Brasil e EUA são os maiores exportadores mundiais de soja, mas o Brasil se destacou ao se tornar o principal fornecedor para a China.

Além da soja, o milho brasileiro também viu um crescimento no mercado mundial, especialmente após superarem os Estados Unidos como maior exportador deste cereal. Esses eventos indicam uma tendência de fortalecimento das exportações agrícolas brasileiras em consequência das tensões comerciais sino-americanas.

O mercado de carnes: Nova oportunidade para o Brasil?

Não apenas os grãos, mas o setor de carnes brasileiro também pode ganhar com a situação. A China, sendo um dos maiores consumidores de carne do mundo, passou a importar mais do Brasil, incrementando as exportações de carne bovina, frango e suína. Neste contexto, o Brasil já se mantinha à frente dos EUA nas exportações de frango e ocupa uma terceira posição confortável no mercado de carne suína.

No entanto, a carne bovina é onde o Brasil lidera globalmente e o mercado chinês é vital para este domínio. Analistas sugerem que uma renovada guerra comercial entre os Estados Unidos e a China poderia expandir ainda mais as oportunidades para o Brasil solidificar sua presença neste setor.

O Brasil corre o risco de ser taxado pelos EUA?

Embora os Estados Unidos contem com o Brasil como um fornecedor essencial de alimentos, existe a preocupação quanto a possíveis tarifas sobre produtos brasileiros. O Brasil fornece uma série de commodities importantes como café, suco de laranja e carne bovina para o mercado americano. Donald Trump, embora reconheça a importância do Brasil nestes suprimentos, expressou seu descontentamento com os preços praticados, levantando a possibilidade de retaliar com tarifas recíprocas.

Até agora, o risco de taxação parece ser contido pelo temor do impacto nos preços dos alimentos, o que seria desfavorável politicamente. Analistas afirmam que, independentemente das tensões comerciais, os EUA provavelmente evitarão medidas que poderiam elevar significativamente os custos dos produtos essenciais no mercado doméstico.

Quais produtos brasileiros têm maior peso no comércio com os EUA?

  • Café: O Brasil é o maior fornecedor deste produto para os americanos.
  • Carne Bovina: Os Estados Unidos são um dos principais compradores.
  • Suco de Laranja: Tem importância considerável na balança comercial.

A parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos continua robusta, embora sujeita a desafios políticos e econômicos. Enquanto o Brasil mantém sua posição como um fornecedor chave, a dinâmica das tarifas entre as potências econômicas permanece um fator crítico a ser monitorado.

FONTE: Terra Brasil Noticia
‘Tarifaço’ de Trump na China beneficia agro brasileiro; Entenda – Terra Brasil Notícias

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BYD supera Tesla em aumento de receita trimestral pela primeira vez

 A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD registrou um aumento de 11,5% no lucro líquido do terceiro trimestre, anunciado nesta quarta-feira, beneficiada por forte demanda e incentivos governamentais de troca de veículos.

O lucro líquido totalizou 11,6 bilhões de iuanes (US$ 1,63 bilhão) no período de julho a setembro, e o acumulado dos primeiros nove meses subiu 18,1%, alcançando 25,2 bilhões de iuanes.

A receita do terceiro trimestre cresceu 24% em relação ao ano anterior, chegando a 201,1 bilhões de iuanes (US$ 28,24 bilhões), marcando a primeira vez que a receita trimestral da BYD superou a da Tesla, que registrou US$ 25,2 bilhões no mesmo período.

A BYD manteve sua liderança no mercado chinês de VEs, representando mais de um terço das vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in no país este ano. A empresa atingiu recorde de vendas mensais em setembro e estabeleceu um novo pico de vendas trimestrais no terceiro trimestre.

BYD e concorrentes como a Tesla têm se beneficiado dos incentivos “velho por novo” do governo, que visam estimular a compra de veículos mais sustentáveis. Dados do setor mostram que as vendas de automóveis na China reverteram uma queda de cinco meses no último mês, com o apoio desses subsídios governamentais.

A receita do terceiro trimestre cresceu 24% em relação ao ano anterior, chegando a 201,1 bilhões de iuanes (US$ 28,24 bilhões), marcando a primeira vez que a receita trimestral da BYD superou a da Tesla, que registrou US$ 25,2 bilhões no mesmo período.

A BYD manteve sua liderança no mercado chinês de VEs, representando mais de um terço das vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in no país este ano. A empresa atingiu recorde de vendas mensais em setembro e estabeleceu um novo pico de vendas trimestrais no terceiro trimestre.

BYD e concorrentes como a Tesla têm se beneficiado dos incentivos “velho por novo” do governo, que visam estimular a compra de veículos mais sustentáveis. Dados do setor mostram que as vendas de automóveis na China reverteram uma queda de cinco meses no último mês, com o apoio desses subsídios governamentais.

FONTE: Investing.com

BYD supera Tesla em aumento de receita trimestral pela primeira vez

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