Agronegócio

Exportações de café para a China disparam e Brasil se prepara para atender demanda histórica

O avanço do consumo de café na China está redesenhando o mercado global e abrindo uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. Em apenas seis anos, as exportações brasileiras de café para o país asiático cresceram mais de 12 vezes, enquanto o Brasil projeta uma safra recorde de 66 milhões de sacas para o ciclo 2026/27.

O movimento reforça a posição brasileira como principal fornecedor mundial do grão e coloca a China no centro das atenções da cadeia produtiva do café.

China impulsiona crescimento do mercado global de café

A China se consolidou como o mercado de café que mais cresce no mundo. Atualmente, o país reúne cerca de 300 milhões de consumidores e mais de 200 mil cafeterias em funcionamento, em um cenário impulsionado pela urbanização, mudança de hábitos e influência do estilo de vida ocidental entre os jovens.

Entre abril de 2020 e março de 2021, o Brasil exportou US$ 32,9 milhões em café para o mercado chinês. Já em março de 2026, esse volume financeiro saltou para US$ 402,8 milhões, evidenciando a forte expansão da demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Safra recorde fortalece capacidade de exportação do Brasil

Para atender ao aumento da demanda internacional, o Brasil inicia a colheita 2026/27 com expectativa de recorde histórico na produção de café.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve alcançar 66 milhões de sacas, um crescimento de 17% em comparação ao ciclo anterior. A previsão inclui aproximadamente 44 milhões de sacas de café arábica e 22 milhões de sacas de conilon.

O setor atribui o avanço às condições climáticas favoráveis, ao aumento da produtividade e à expansão da área plantada, que se aproxima de 2 milhões de hectares.

Durante o 25º Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, representantes do mercado destacaram o otimismo com os próximos embarques, principalmente para a Ásia.

Produção brasileira cresce sem necessidade de desmatamento

Um dos pontos mais destacados pelo setor cafeeiro é a capacidade de expansão sustentável da produção brasileira.

Nas últimas décadas, o Brasil mais que dobrou a produção de café utilizando praticamente a mesma área cultivada. O avanço ocorreu por meio da renovação de cafezais, uso de variedades mais produtivas e adoção de tecnologias de manejo agrícola.

Especialistas afirmam que o país ainda possui áreas aptas para expansão do cultivo sem necessidade de desmatamento, tema cada vez mais relevante para compradores internacionais preocupados com critérios ambientais e sustentabilidade.

Mercado chinês representa mudança estratégica para o café brasileiro

A entrada da China como grande compradora de café brasileiro é vista pelo setor como uma transformação estrutural no comércio global do produto. Com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, qualquer mudança de hábito alimentar no país gera impacto direto nas cadeias globais de produção e exportação.

Além do aumento no consumo, o governo chinês também vem ampliando a habilitação de empresas brasileiras aptas a exportar café ao país. Em agosto de 2025, a Embaixada da China no Brasil autorizou 183 novas empresas do setor para atuação no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda continue crescendo nos próximos anos, exigindo do Brasil maior capacidade logística, eficiência operacional e manutenção da qualidade para atender contratos de longo prazo.

Fonte: Com informações do TIMES BRASIL.

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Reprodução SouAgro.net

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Comércio Exterior

China libera frigoríficos brasileiros e retoma importação de carne bovina

A China voltou a autorizar a importação de carne bovina brasileira produzida por três frigoríficos que estavam suspensos desde março de 2025. A decisão reabre espaço para exportações ao principal mercado consumidor do produto no exterior.

Segundo o Ministério da Agricultura, a medida foi anunciada após reunião entre o ministro André de Paula e representantes da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), em Pequim.

Frigoríficos retomam acesso ao mercado chinês

Com a nova liberação, três unidades brasileiras voltam a ficar habilitadas para exportar carne bovina para a China. As empresas autorizadas são:

  • Frisa Frigorífico Rio Doce, em Nanuque (MG);
  • Bon-Mart Frigorífico, em Presidente Prudente (SP);
  • JBS S/A, em Mozarlândia (GO).

A atualização já aparece na plataforma oficial de registro de empresas exportadoras da China, conhecida como Cifer. A retomada das importações passou a valer oficialmente em 19 de maio.

Suspensão ocorreu após auditorias sanitárias

Os frigoríficos estavam impedidos de vender ao mercado chinês desde março do ano passado. Na época, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes informou que a suspensão ocorreu após auditorias remotas realizadas pelas autoridades chinesas.

As inspeções identificaram inconsistências relacionadas aos requisitos exigidos pela China para o cadastro de estabelecimentos estrangeiros aptos a exportar produtos de origem animal.

Brasil amplia presença nas exportações de carne

Atualmente, 66 frigoríficos brasileiros possuem autorização para exportar carne bovina brasileira ao mercado chinês, conforme dados da GACC.

Durante o encontro em Pequim, autoridades sanitárias da China também comunicaram o início da certificação eletrônica para produtos cárneos a partir do próximo mês. A medida deve modernizar processos e agilizar operações comerciais entre os dois países.

A China segue como um dos principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro, especialmente no setor de exportação de carne bovina.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Exportação de carne bovina para China já atinge metade da cota de salvaguarda

O governo da China informou neste domingo (10) que as importações de carne bovina brasileira já alcançaram 50% da cota prevista no mecanismo de salvaguarda adotado pelo país asiático. Segundo comunicado oficial, o limite parcial foi atingido no sábado (9).

A medida faz parte das regras estabelecidas pelo Ministério do Comércio chinês para controlar o volume de entrada da proteína no mercado local.

Tarifa pode chegar a 55% sobre carne brasileira

De acordo com o chamado Anúncio nº 87 de 2025, quando as importações atingirem 100% da cota definida, passará a valer uma tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina exportada pelo Brasil.

A cobrança deverá entrar em vigor três dias após o esgotamento total da cota.

Setor já esperava avanço rápido da cota

A ABIEC afirmou que ainda não recebeu uma comunicação oficial sobre o avanço do uso da cota, mas destacou que o cenário já era previsto pelo mercado.

Segundo estimativas da entidade, a China já teria recebido mais de 60% do volume total previsto para este ano.

China segue como principal destino da carne bovina brasileira

Dados do MDIC mostram que, entre janeiro e abril, a China respondeu por 43,5% de toda a exportação brasileira de carne bovina.

O país asiático permanece como o principal comprador da proteína produzida no Brasil.

Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume embarcado para o mercado chinês registrou crescimento de 28,8%.

Diferença nos números envolve tempo de trânsito da carga

Segundo a ABIEC, há divergência entre os dados contabilizados pelas autoridades chinesas e os registros brasileiros por causa do chamado “transit time”.

O termo se refere ao período médio de aproximadamente 45 dias necessário para que a carne embarcada no Brasil chegue efetivamente ao território chinês.

Mercado prevê desaceleração nas exportações

Para o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, o comunicado reforça a expectativa de que a cota seja totalmente utilizada até meados de junho.

Caso isso aconteça, o Brasil poderá enfrentar uma redução significativa nos embarques para a China entre o fim de junho e outubro.

Segundo Iglesias, a tendência é de um período de cerca de três meses com exportações mais moderadas, até que o mercado chinês volte a ampliar as compras visando a composição da cota prevista para 2027.

O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil não se manifestou sobre o assunto até o fechamento da reportagem.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Exportação

Exportações de DDG e DDGS crescem e China impulsiona nova fase do setor

O avanço das exportações de DDG e DDGS brasileiros tem reforçado o otimismo no mercado internacional. A recente chegada da primeira remessa desses coprodutos à China marca um passo importante na diversificação de destinos, ampliando a presença do produto nacional além dos mais de 25 países já atendidos.

A estratégia de expansão internacional é vista como essencial para sustentar o crescimento do setor, especialmente diante do aumento acelerado da produção.

Produção em alta exige novos mercados

O crescimento das usinas de etanol de milho tem elevado significativamente a oferta de coprodutos voltados à alimentação animal. Na safra 2025/26, o Brasil atingiu quase 5 milhões de toneladas de DDG e DDGS, um avanço de cerca de 20% em relação ao ciclo anterior.

Com projeções que indicam possível duplicação da produção na próxima década, o setor busca equilibrar oferta e demanda para evitar excedentes no mercado interno e pressão sobre os preços.

Expansão industrial sustenta avanço

Atualmente, o país possui 27 usinas em operação, incluindo uma nova unidade em Luís Eduardo Magalhães. Além disso, há outras 14 plantas em construção e mais 14 em fase de licenciamento, o que reforça o cenário de crescimento contínuo da indústria.

A ampliação da capacidade produtiva acompanha o aumento da moagem de milho, o que, por consequência, eleva a disponibilidade de coprodutos para nutrição animal. Esse movimento exige planejamento para preservar a competitividade do setor.

Impacto no mercado de proteínas

A previsão é de que a produção de farelo de milho alcance entre 10 e 12 milhões de toneladas até 2030. Apesar da capacidade de absorção interna, o produto disputa espaço com o farelo de soja, amplamente utilizado nas cadeias de avicultura e suinocultura.

Nesse cenário, produtores tendem a ajustar a composição das rações conforme a variação de preços, o que pode levar a uma acomodação nos valores dos coprodutos ao longo do tempo.

Como o DDG representa entre 20% e 23% do faturamento das usinas, sua valorização é determinante para manter a competitividade do etanol de milho frente ao etanol de cana-de-açúcar.

China abre nova fronteira comercial

A entrada da China no mercado comprador é considerada um marco estratégico. Desde 2023, iniciativas de promoção internacional vêm sendo intensificadas, refletindo no salto das exportações — que passaram de cerca de US$ 1 milhão em 2021 para aproximadamente US$ 190 milhões nos anos recentes.

A abertura oficial do mercado chinês, ocorrida em maio do ano passado, ampliou as perspectivas de crescimento. O primeiro embarque, com 62 mil toneladas, simboliza o início de uma nova etapa, impulsionada pela demanda do país asiático.

Além disso, a redução das compras chinesas de DDG dos Estados Unidos cria uma oportunidade relevante para o Brasil consolidar sua presença e fortalecer sua posição no comércio global de farelo de milho.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

China suspende importação de carne bovina de frigorífico brasileiro em MT

A Administração Geral de Aduanas da China determinou a suspensão das importações de carne bovina provenientes de uma unidade frigorífica localizada em Mato Grosso após detectar irregularidades sanitárias em um lote exportado.

De acordo com informações enviadas por adidos agrícolas em Pequim ao Ministério da Agricultura e Pecuária, foram encontrados resíduos de acetato de medroxiprogesterona em carne bovina congelada desossada. A substância, embora utilizada como medicamento veterinário, não é autorizada pela legislação chinesa para animais destinados ao consumo humano.

Unidade afetada fica em Várzea Grande

O embarque irregular está vinculado ao estabelecimento registrado sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) 1206, situado em Várzea Grande. A planta pertence à empresa Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados, que atua no mercado com a marca SulBeef.

Após a detecção, a carga foi rejeitada pelas autoridades chinesas, que também suspenderam temporariamente novas habilitações de exportação da unidade. A medida passou a valer para embarques realizados a partir de 13 de abril.

Medida é preventiva e temporária

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes informou que acompanha o caso em conjunto com o governo federal. A entidade destacou que o Brasil possui um sistema de controle sanitário rigoroso, com monitoramento contínuo ao longo da cadeia produtiva e atuação permanente do SIF.

Segundo a associação, a carga envolvida foi descartada conforme exigência das autoridades chinesas. A suspensão, de caráter preventivo, busca garantir a rastreabilidade da matéria-prima e permitir a adoção de medidas corretivas necessárias.

As negociações técnicas entre Brasil e China seguem em andamento, com foco na retomada do fluxo normal de exportações. As demais plantas habilitadas continuam operando sem restrições.

China lidera destino das exportações brasileiras

A China permanece como principal mercado para a carne bovina brasileira, concentrando a maior fatia das vendas externas. Dados da Abiec indicam que, em março, foram exportadas 105,4 mil toneladas ao país asiático, o equivalente a 38,9% do volume total, gerando receita de US$ 603,1 milhões.

Na sequência aparecem os Estados Unidos, além de mercados como Chile, União Europeia e México.

No acumulado do ano, o mercado chinês já absorveu mais de 335 mil toneladas, representando acima de 40% das exportações nacionais.

Restrições comerciais pressionam o mercado

O cenário atual também é influenciado por medidas comerciais adotadas pela China. Desde o início do ano, o país estabeleceu uma cota anual de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas para importação de carne bovina brasileira.

O volume que exceder esse limite está sujeito a uma tarifa adicional de 55%, o que pode impactar a competitividade do produto brasileiro. Estimativas do mercado indicam que uma parcela significativa dessa cota já foi utilizada, podendo antecipar o esgotamento ainda no primeiro semestre.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Exportação

Brasil retoma exportação de sorgo para a China após mais de 10 anos

O Brasil voltou a embarcar sorgo para a China em janeiro, registrando a primeira exportação do cereal ao país asiático desde 2014. O volume, de 25,830 toneladas, é considerado pequeno e caberia em um único contêiner, segundo dados oficiais do governo brasileiro.

A operação marca a retomada das vendas após mais de uma década sem registros de embarques para o mercado chinês.

Habilitação de exportadores abriu mercado

O envio ocorreu depois que estabelecimentos brasileiros foram habilitados, em novembro do ano passado, a exportar o cereal ao mercado chinês. A liberação veio após tratativas para atender exigências fitossanitárias impostas por Pequim.

Em 2014, última vez em que a China comprou sorgo brasileiro, o volume total adquirido foi de 1.374,5 toneladas. No ano anterior, as compras haviam superado 5 mil toneladas. Desde então, não havia registros oficiais de novas vendas ao país.

China busca diversificar fornecedores

A expectativa do setor é de que os volumes avancem nos próximos meses. A China tem buscado diversificar a origem de insumos usados na produção de ração animal, especialmente após tensões comerciais com os Estados Unidos em 2025, tradicional fornecedor do grão.

O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Glauber Silveira, afirmou que a abertura do mercado foi resultado de inspeções realizadas por autoridades chinesas no Brasil.

Segundo ele, uma missão técnica visitou áreas produtoras para verificar requisitos sanitários. Após o cumprimento das exigências, os embarques foram autorizados.

Volume inicial é considerado teste

O carregamento de cerca de 25 toneladas é visto por fontes do setor como uma operação pontual, possivelmente destinada à avaliação da qualidade do produto ou a um importador de menor porte.

Silveira pondera que, embora a China represente oportunidade relevante, o Brasil também enfrenta forte demanda interna pelo cereal, impulsionada pela expansão da indústria de etanol de grãos.

“Não há grande excedente disponível, já que o consumo doméstico é significativo”, indicou.

Exportações ainda são modestas

O Brasil é líder global nas exportações de soja e ocupa a segunda posição no comércio de milho, tendo a China como principal parceiro comercial. No entanto, o sorgo ainda tem participação reduzida na pauta agrícola brasileira.

Em 2025, as exportações somaram apenas 105 toneladas, com o Catar como único destino. No mesmo período, os embarques de soja alcançaram 108,2 milhões de toneladas, das quais mais de 85 milhões foram destinadas ao mercado chinês.

Já em 2024, o Brasil exportou 178,4 mil toneladas de sorgo, principalmente para a África do Sul. Ainda assim, o volume ficou muito abaixo das milhões de toneladas embarcadas de soja e milho.

Safra deve crescer quase 10%

Para a temporada atual, a Companhia Nacional de Abastecimento (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta aumento de quase 10% na produção nacional, estimada em 6,7 milhões de toneladas.

O crescimento da safra pode ampliar a oferta disponível e fortalecer a presença do Brasil no mercado internacional de exportação de sorgo, especialmente com a reabertura do canal comercial com a China.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Khaled Abdullah/Reuters

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Importação

China suspende importação de carne bovina da Irlanda após confirmação de doença

A China suspendeu a importação de carne bovina da Irlanda após a confirmação de casos da doença da língua azul no rebanho do país europeu. A decisão foi anunciada apenas duas semanas depois de Pequim ter reaberto seu mercado ao produto irlandês, encerrando um bloqueio que já durava mais de um ano.

Detecção da doença aciona alerta sanitário

A confirmação foi feita nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Agricultura da Irlanda. Segundo o órgão, o primeiro foco da doença foi identificado no último sábado em um rebanho localizado no sudeste do país. Após a notificação oficial, as autoridades chinesas informaram que a suspensão das compras entrou em vigor a partir de terça-feira.

Nos dias seguintes, novos casos do vírus da língua azul foram detectados em outros três rebanhos da mesma região, ampliando o alerta sanitário e reforçando a decisão chinesa de interromper temporariamente as importações.

Doença não afeta humanos, mas impacta o comércio

A língua azul atinge bovinos, ovinos e outros ruminantes e é transmitida por insetos. Apesar de não representar risco à saúde humana, a enfermidade provoca restrições sanitárias que afetam diretamente o comércio internacional de carnes, especialmente em mercados rigorosos como o chinês.

Reabertura recente do mercado chinês

A China havia retomado as importações de carne bovina irlandesa no dia 12 de janeiro, durante uma visita oficial do primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, a Pequim. A liberação ocorreu após a revogação de uma proibição imposta em 2024, quando foi registrado um caso de encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como mal da vaca louca, no país.

Governo irlandês tenta reverter decisão

Em comunicado, o ministro da Agricultura da Irlanda, Martin Heydon, classificou a nova suspensão como um revés para o setor. Ele afirmou que o governo mantém diálogo permanente com as autoridades sanitárias chinesas, com o objetivo de conter a disseminação da doença e retomar as exportações o mais rápido possível.

A China é um dos maiores importadores de carne bovina do mundo e ocupa posição estratégica no comércio global do setor, o que torna qualquer restrição sanitária especialmente relevante para países exportadores.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Helena Lopes/Unsplash

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Agronegócio

China deve seguir importando carne bovina brasileira em 2026, aponta Santander

Mesmo com a adoção de cotas e tarifas sobre a carne bovina importada, a China deve continuar recorrendo ao mercado externo nos próximos anos. A avaliação é do banco Santander, que vê um cenário estruturalmente favorável às exportações — especialmente para a carne bovina brasileira, que mantém forte competitividade internacional.

A análise consta em relatório assinado pelos analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata, divulgado nesta quarta-feira (14).

Rebanho menor e consumo em alta pressionam oferta interna

Segundo o Santander, o rebanho bovino chinês vem diminuindo de forma estrutural. O movimento é atribuído ao aumento do abate de fêmeas, fator que compromete a reposição dos animais e limita a produção local.

Em paralelo, o consumo de carne bovina na China segue em trajetória de crescimento, ampliando a necessidade de importações para equilibrar o mercado.

“Mesmo com tarifas, o diferencial de preços entre o mercado doméstico e os fornecedores externos tende a sustentar a demanda por carne importada”, destacam os analistas.

Cotas de importação não alteram cenário-base

No fim de 2025, a China anunciou a aplicação de tarifas adicionais de 55% sobre importações de carne bovina de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, caso os volumes ultrapassem os limites estabelecidos.

De acordo com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM), a cota total prevista para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. O Brasil, principal fornecedor do produto ao país asiático, ficará com 41,1% desse volume, o equivalente a 1,1 milhão de toneladas.

Para o Santander, a medida não altera a perspectiva de demanda chinesa firme ao longo de 2026.

Preço competitivo favorece carne bovina brasileira

Um dos principais diferenciais do Brasil está no custo da arroba, estimado em cerca de US$ 4 por quilo. O valor é inferior ao observado nos Estados Unidos e na Austrália, onde gira em torno de US$ 5/kg, além de ficar abaixo do preço médio de importação da China (US$ 5,5/kg) e do valor praticado no atacado chinês (US$ 9/kg).

Esse cenário beneficia exportadores sul-americanos mais competitivos, como Brasil, Argentina e Austrália.

China lidera compras de carne bovina do Brasil

Em 2025, a China manteve a posição de principal destino da carne bovina brasileira, com 1,7 milhão de toneladas importadas e movimentação financeira de US$ 8,90 bilhões. Os números representam altas de 25,5% em volume e 48,3% em valor na comparação com 2024.

Minerva Foods segue bem posicionada

Dentro desse contexto, empresas com forte exposição ao mercado chinês, como a Minerva Foods, tendem a continuar se beneficiando, segundo o relatório.

A companhia é citada como um dos principais fornecedores de carne bovina para a China, apoiada por sua presença diversificada na América do Sul.

Ações da Minerva: avaliação do Santander

O Santander manteve recomendação neutra para as ações da Minerva, com preço-alvo de R$ 6,80, o que representa potencial de valorização de 26,8% frente à cotação de R$ 5,36 registrada em 13 de janeiro de 2026.

De acordo com o banco, o papel negocia a 5,2 vezes o EV/EBITDA projetado para 2026, nível considerado justo diante da visibilidade limitada para expansão de margens e dos riscos regulatórios e sanitários.

Riscos e perspectivas para o setor

Os analistas apontam dois fatores de atenção para a Minerva:

  • Incertezas na alocação das cotas chinesas de importação;
  • Possibilidade de sanções sanitárias que afetem plantas brasileiras habilitadas.

Ainda assim, o relatório ressalta que a carne bovina representa uma fatia relativamente pequena do consumo total de proteínas na China, mercado amplamente dominado pela carne suína. Esse espaço abre oportunidades de crescimento, impulsionadas pela sofisticação do consumo urbano e por mudanças nos hábitos alimentares da população.

Mesmo diante dos desafios, a Minerva segue vista como uma empresa altamente competitiva no mercado global, com maior resiliência a choques pontuais graças à sua diversificação geográfica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Comércio Internacional

China impõe salvaguardas à carne bovina: governo brasileiro acompanha impacto das medidas

O governo brasileiro informou que acompanha atentamente a decisão da China de aplicar uma medida de salvaguarda sobre as importações globais de carne bovina. A ação entra em vigor em 1º de janeiro e terá duração prevista de três anos, estabelecendo uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil. Volumes que ultrapassarem esse limite estarão sujeitos a uma sobretaxa de 55%.

Atuação diplomática e defesa do setor

De acordo com o governo, a atuação ocorre de forma coordenada com o setor privado. O Brasil seguirá dialogando com as autoridades chinesas tanto no âmbito bilateral quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de reduzir os impactos da medida e proteger os interesses dos produtores e trabalhadores da cadeia da carne bovina.

Entenda o que são as medidas de salvaguarda

As salvaguardas comerciais são instrumentos previstos nos acordos da OMC e costumam ser acionadas diante de aumentos expressivos de importações que possam causar prejuízos à indústria local. Elas não se destinam a coibir práticas desleais e são aplicadas de forma geral, abrangendo todos os países exportadores.

Importância do mercado chinês para o Brasil

Em 2024, a China respondeu por 52% das exportações brasileiras de carne bovina, consolidando-se como o principal destino do produto. O Brasil, por sua vez, lidera o fornecimento da proteína ao mercado chinês, ocupando posição estratégica no abastecimento do país asiático.

Compromisso com qualidade e segurança alimentar

Nos últimos anos, o setor pecuário brasileiro tem atuado como parceiro confiável da China, oferecendo produtos competitivos, sustentáveis e submetidos a rigorosos controles sanitários, contribuindo de forma relevante para a segurança alimentar do país.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BandNews

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Exportação

Acrimat alerta para impacto da tarifa de 55% da China sobre a carne bovina brasileira

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação com a decisão da China de aplicar tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina brasileira que ultrapassar os volumes estabelecidos por país. A medida, anunciada nesta quarta-feira (31), entra em vigor nesta quinta-feira (1º) e terá validade até 31 de dezembro de 2028.

Segundo a entidade, a adoção das chamadas medidas de salvaguarda pode gerar reflexos diretos em toda a cadeia produtiva, especialmente para o produtor rural, considerado o elo mais vulnerável do setor.

Preocupação com o impacto no produtor rural

Em nota oficial, a Acrimat avalia que a decisão chinesa ocorre em um momento sensível para a pecuária brasileira. “Vemos com muita preocupação essas medidas de salvaguarda determinadas pela China para a nossa carne bovina, especialmente neste fim de ano”, afirmou a associação.

A China é atualmente o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina e lidera também as compras do produto mato-grossense. Qualquer mudança nas condições de acesso a esse mercado, segundo a entidade, tende a impactar preços, renda e planejamento da atividade pecuária.

Efeitos na cadeia produtiva

A Acrimat ressalta que crises econômicas ou sanitárias envolvendo grandes compradores costumam recair sobre o produtor. “Sabemos que qualquer incidente, seja sanitário ou econômico, impacta negativamente no bolso do pecuarista, que acaba arcando com toda a conta”, destacou a associação.

Como exemplo recente, a entidade cita o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, que provocou queda nos preços da arroba. Para a Acrimat, situações como essa demonstram como decisões externas afetam diretamente o mercado interno.

Capacidade dos frigoríficos e defesa do produtor

A associação também avalia que grandes frigoríficos exportadores têm condições de redirecionar volumes excedentes para outros mercados, sem repassar prejuízos ao produtor rural. “Os grandes exportadores brasileiros conseguem pulverizar esse excedente para outros destinos, sem prejudicar o pecuarista com manobras especulativas”, pontua a entidade.

Ao final, a Acrimat reforça a necessidade de valorização do produtor e cobra atuação do governo federal. “É fundamental que o produtor seja respeitado, especialmente neste momento de incertezas e mudança de ciclo. Esperamos que o governo defenda quem produz, e não apenas quem exporta”, conclui.

Cotas e números do comércio com a China

De acordo com o Ministério do Comércio da China (Mofcom), as cotas de importação sem tarifa adicional para o Brasil serão de 1,106 milhão de toneladas em 2026, 1,128 milhão em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. Qualquer volume acima desses limites estará sujeito à tarifa extra de 55%.

Somente em 2025, até novembro, o Brasil exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina para a China, gerando receita de US$ 8,028 bilhões.

Em Mato Grosso, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações de carne bovina somaram 867,72 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e novembro de 2025, alta de 23,87% em relação ao mesmo período de 2024, que já havia sido recorde.

No recorte por destino, a China respondeu por 54,88% dos embarques do estado em 2025, frente a 46,31% no mesmo intervalo de 2024, evidenciando a crescente dependência do mercado chinês.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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