Economia

Brasil e Indonésia fortalecem parceria econômica e avançam em acordo de preferências tarifárias.

Cooperação Brasil–Indonésia ganha novo impulso em fórum empresarial

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, representou o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin no Fórum Empresarial Brasil–Indonésia, realizado nesta quinta-feira (23) em Jacarta. O evento integrou a missão presidencial brasileira ao Sudeste Asiático, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou o papel do Brasil como potência econômica e líder na transição energética global.


Brasil oferece ambiente seguro e previsível para investidores

Durante o Painel Ministerial, Márcio Elias ressaltou o momento favorável da economia brasileira, marcado por estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica, fatores que consolidam o país como destino estratégico para investimentos estrangeiros.

“Investir no Brasil hoje é uma decisão segura e estratégica. O governo do presidente Lula vem implementando reformas estruturantes e políticas industriais que criam uma base sólida para o desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário-executivo.


Avanço nas negociações entre Mercosul e Indonésia

Elias Rosa também anunciou avanços significativos nas negociações de um acordo de preferências tarifárias entre o Mercosul e a Indonésia, que deve ser debatido nas próximas semanas.

“Brasil e Indonésia compartilham sinergia e complementariedade econômica. Estamos próximos de um marco histórico que ampliará o comércio, gerará empregos e fortalecerá as cadeias produtivas regionais”, destacou.


Sustentabilidade e indústria verde no centro da cooperação

As políticas brasileiras de transição energética e descarbonização, como o RenovaBio e o Programa Mover, foram apresentadas como exemplos de inovação sustentável e indústria verde.

“O futuro da manufatura será definido pela sustentabilidade. Brasil e Indonésia podem liderar juntos essa transformação rumo a uma economia de baixo carbono”, completou o secretário.


Encontros com líderes empresariais e novos investimentos

Encerrando o dia, Márcio Elias reuniu-se com mais de 15 CEOs de grandes conglomerados indonésios para discutir oportunidades de negócios e investimentos bilaterais. O diálogo reforçou o crescente interesse da Indonésia em energia, infraestrutura, agronegócio e indústria verde, consolidando a missão presidencial como marco no fortalecimento das relações econômicas entre os países.


Contexto da visita e da parceria estratégica

A viagem do presidente Lula à Indonésia é a primeira de um chefe de Estado brasileiro desde 2008, quando foi criada a Parceria Estratégica Brasil–Indonésia. O encontro dá continuidade à visita de Prabowo Subianto ao Brasil, em julho de 2025, após sua participação na Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro.

Na ocasião, os países reafirmaram o compromisso de ampliar a cooperação bilateral em comércio agrícola, bioenergia, segurança alimentar e sustentabilidade. Em 2023, o Plano de Ação Revitalizado da Parceria Estratégica (2023–2026) foi firmado pelo chanceler Mauro Vieira e o governo indonésio, com metas para fortalecer áreas como defesa, investimentos, turismo e meio ambiente.


Relações comerciais em ascensão

A Indonésia é o principal parceiro comercial do Brasil no Sudeste Asiático.
Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países atingiu US$ 6,3 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 2,6 bilhões. As exportações do Brasil foram lideradas por farelo de soja (US$ 1,66 bilhão) e açúcares (US$ 1,65 bilhão), cada um representando 37% da pauta.

O Brasil busca ampliar o acesso de produtos agropecuários ao mercado indonésio e aprofundar a cooperação em bioenergia e biocombustíveis, áreas de alta convergência tecnológica entre as duas economias.


Brasil e ASEAN: integração regional estratégica

A missão presidencial também inclui uma visita à Malásia, de 25 a 28 de outubro, para a 47ª Cúpula da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), em Kuala Lumpur.

A ASEAN é o quinto maior parceiro comercial do Brasil, responsável por 20% do superávit da balança comercial brasileira. O comércio entre o Brasil e o bloco saltou de US$ 3 bilhões em 2002 para US$ 37 bilhões em 2024, um crescimento de 12 vezes em pouco mais de duas décadas.

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
TEXTO: Redação

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Internacional

Lula defende comércio sem dependência do dólar durante visita à Indonésia

Durante visita oficial à Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a redução da dependência do dólar nas relações comerciais internacionais. Em discurso nesta quinta-feira (23), o petista destacou a importância de utilizar moedas locais nas transações bilaterais e criticou o protecionismo econômico.

Indonésia e Brasil não querem uma nova Guerra Fria. Queremos comércio livre. E mais: tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercializar usando nossas próprias moedas. Essa é uma mudança necessária”, afirmou Lula em coletiva à imprensa.

Lula prega multilateralismo e menos dependência internacional

O presidente ressaltou que o século 21 exige coragem política e novas formas de atuação econômica para reduzir a dependência de grandes potências. Segundo ele, a meta é fortalecer o multilateralismo e promover uma “democracia comercial” baseada em cooperação e equilíbrio.

“Precisamos mudar nossa forma de agir comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém. Queremos multilateralismo, não unilateralismo. Queremos democracia comercial, não protecionismo”, disse o chefe do Executivo brasileiro.

A defesa de Lula vai na contramão da posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem criticado abertamente iniciativas de países do Brics e de outras nações emergentes para diminuir o uso do dólar no comércio global.

Acordos e fortalecimento da relação Brasil–Indonésia

Durante a agenda oficial, Lula se reuniu com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, no Palácio Merdeka, onde ambos assinaram acordos nas áreas de agricultura, energia e mineração, ciência e tecnologia e comércio.

Atualmente, o fluxo comercial entre os dois países gira em torno de US$ 6 bilhões, valor considerado baixo por Lula. “É pouco para a Indonésia, é pouco para o Brasil. Nossos povos merecem um esforço maior para garantir que esse comércio cresça de acordo com o aumento da nossa população”, afirmou o presidente.

Possível encontro entre Lula e Trump na Ásia

A viagem de Lula ao continente asiático pode incluir uma reunião com Donald Trump, prevista para ocorrer no domingo, na Malásia, durante a Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Os dois líderes conversaram por telefone no início do mês e demonstraram interesse em um encontro presencial.

O diálogo deve servir para reduzir tensões diplomáticas e discutir a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, um dos principais pontos de atrito entre os dois países.

FONTE: Metrópoles
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert / PR

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Exportação

Brasil amplia exportações agropecuárias com novos mercados na Ásia e África

O Governo do Brasil confirmou nesta terça-feira (21) a abertura de novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros. As novas autorizações incluem a exportação de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos, outras aves e carne de coelho para o Egito, além de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para uso industrial na Índia.

Com esses avanços, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 460 novos mercados abertos desde o início de 2023, resultado de uma ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Segundo o governo, a conquista reforça o posicionamento do Brasil como potência global em alimentos e insumos de alto valor agregado, com destaque para sustentabilidade, qualidade e inovação.

Ásia lidera as novas oportunidades de exportação

Entre janeiro e setembro de 2025, cerca de 37% das novas aberturas comerciais ocorreram na Ásia, consolidando o continente como principal destino das exportações brasileiras.

No Japão, que possui uma população de 124 milhões de habitantes e importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, a castanha-do-Brasil passa a integrar o portfólio de importações. O produto é valorizado por seu alto teor de selênio e por atender à demanda japonesa por ingredientes premium usados na panificação e confeitaria.

Em Singapura, onde mais de 90% dos alimentos são importados, foi autorizada a compra de ovos processados brasileiros, reconhecidos pela maior vida útil e estabilidade operacional em redes hoteleiras e restaurantes. Já a Coreia do Sul aprovou a importação de heparina purificada suína, insumo essencial para a produção de medicamentos anticoagulantes.

Índia e Egito fortalecem parcerias estratégicas com o Brasil

Durante missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia, foi firmado um acordo para exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos, produtos amplamente utilizados nas indústrias têxtil, farmacêutica e de gelatina. O governo destaca que a medida contribui para a economia circular e para o aumento do valor agregado da pecuária brasileira.

Na África, o Egito ampliou suas compras de proteína animal ao autorizar a importação de carne de patos, outras aves e carne de coelho. O país, que mantém parceria sólida com o Brasil no setor, reconhece a certificação halal e a segurança do abastecimento brasileiro, o que reforça a confiança nas relações comerciais bilaterais.

Diplomacia ativa fortalece presença brasileira no mercado asiático

O anúncio coincide com o início da viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ásia, que inclui paradas na Indonésia e Malásia. Durante a missão, Lula participará da 47ª Cúpula da ASEAN e da 30ª Cúpula do Leste Asiático, além de reuniões bilaterais com o presidente indonésio Prabowo Subianto e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

Nas redes sociais, o presidente destacou o objetivo da viagem: “De partida para a Ásia, onde farei visita oficial à Indonésia. Na sequência, participarei da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático e da 30ª Cúpula do Leste Asiático. Com esta missão, damos mais um importante passo para consolidar a cooperação internacional.”

A missão presidencial também prevê assinatura de acordos em ciência, tecnologia e inovação, reforçando a diplomacia econômica do Brasil e a diversificação de parcerias no Sul Global, com foco em desenvolvimento sustentável e integração comercial.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Internacional

No Sudeste Asiático, Lula buscará mercado de 680 milhões de habitantes

Viagem à Malásia e Indonésia pode ampliar exportações brasileiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (21) para o Sudeste Asiático, onde visitará a Indonésia e Malásia. A programação inclui participações na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e no encontro de líderes do Leste Asiático (EAS). Lula também participará de reuniões bilaterais com os países anfitriões e outros chefes de Estado visitantes, incluindo um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que ainda não está confirmado. O presidente retorna ao Brasil no dia 28.

Entre os principais objetivos da viagem, segundo o governo brasileiro, está uma aproximação política com os países da região e a possibilidade de expansão do comércio bilateral.

“É a primeira vez que um presidente brasileiro participa, como convidado, de uma cúpula da Asean”, destacou o embaixador Everton Frask Lucero, que é diretor do Departamento de Índia, Sul e Sudeste da Ásia do Palácio Itamaraty, em conversa com jornalistas para detalhar a viagem.

“É uma oportunidade de encontro e reunião com diversos líderes mundiais, já que todos os grandes países têm algum tipo relação com a Asean e participam da cúpula”, observou. Entre os encontros já confirmados, por exemplo, está o de Lula com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, previsto para domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia.

Fundada em 1967 pela Indonésia, Malásia, pelas Filipinas, por Singapura e Tailândia, a Asean é uma organização regional que promove a cooperação econômica, política, de segurança e sociocultural entre os seus membros. Além dos países fundadores, o bloco é composto também por Brunei, Laos, Mianmar, pelo Vietnã, Camboja e, durante esta próxima cúpula, receberá formalmente a adesão do Timor Leste, que se tornará o 11º membro.

“Do ponto de vista econômico, os 11 países, considerando o Timor Leste, que agora entra para a associação, eles somam mais de 680 milhões de habitantes com PIB [Produto Interno Bruto] agregado de cerca de US$ 4 trilhões. Considerados em conjunto, então, eles formariam o terceiro maior país em termos populacionais e a quarta maior economia do mundo”, apontou Lucero.

O embaixador ainda destacou que o comércio do Brasil com os países da Asean superou US$ 37 bilhões no ano passado e continua crescendo. Se fosse um único país, a Asean seria o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás da China, União Europeia, dos Estados Unidos e da Argentina.

Em meio a uma conjuntura de imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional, a Asean pode ampliar ainda mais as possiblidades de escoamento de produtos brasileiros exportados, já que os países do bloco responderam, no ano passado, por mais de 20% do superávit de comércio exterior global do Brasil, com um saldo favorável à balança nacional da ordem de US$ 15,5 bilhões, segundo informou o Itamaraty.

Programação na Indonésia

A primeira parada de Lula será Jacarta, capital da Indonésia, a maior economia da região, onde o presidente será recebido em visita de Estado para reafirmar a relação estratégica bilateral. É também uma retribuição da recente visita do presidente indonésio, Prabowo Subianto, ocorrida em julho deste ano, logo após a 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro.

A chegada de Lula ao país está prevista para as 15h30 (horário local) desta quarta-feira (22), sem agenda oficial. O fuso horário de Jacarta é de 10 horas à frente do horário de Brasília. No dia seguinte, quinta-feira (23), a partir das 10h30 (0h30 em Brasília), está marcada a cerimônia oficial de recepção a Lula, à primeira-dama Janja da Silva e aos demais integrantes da comitiva brasileira no Palácio Presidencial da Indonésia, seguida de reunião privada entre Lula e Subianto. Os dois presidentes se reúnem posteriormente com ministros dos dois lados, para assinatura de atos oficiais, que devem incluir ao menos um memorando de entendimento na área de energia renovável, segundo informações do Itamaraty. Por fim, fazem uma declaração à imprensa.

“A Indonésia é parceiro estratégico do Brasil desde 2008, é a terceira maior democracia do mundo, a quarta nação mais populosa e a principal economia da Asean. Os contatos de alto nível entre o Brasil e a Indonésia têm se intensificado nos últimos anos.

O ministro Mauro Vieira [chanceler] esteve lá em 2023, no primeiro ano do atual governo, quando foi firmado o plano de ação revitalizado da nossa parceria estratégica, que prevê a aproximação dos dois países em termos de diálogo e cooperação em diversas áreas tanto da pauta bilateral, quanto das negociações multilaterais”, afirmou o embaixador Lucero. Entre as áreas de interesse prioritário do Brasil e da Indonésia estão comércio agrícola, segurança alimentar, bioenergia, desenvolvimento sustentável e defesa.

Após almoço oferecido pelo presidente da Indonésia, Lula continua a tarde em Jacarta, onde participará do encerramento de um fórum empresarial com representantes dos dois países. Apenas entre os brasileiros, estão sendo esperados cerca de 100 empresários. Na sexta-feira (24), o presidente tem encontro marcado com o secretário-geral da Asean, o cambojano Kao Kim Hourn. A sede da entidade fica na capital da Indonésia. À tarde, Lula embarca para Kuala Lumpur, na Malásia.

Asean e Honoris Causa

Na Malásia, a programação de Lula começa sábado (25), com a visita oficial ao país e reunião com o primeiro-ministro malaio Anwar Ibrahim. Os dois líderes vêm desenvolvendo uma aproximação política nos últimos anos, especialmente por compartilharem visões comuns em temas globais como a questão Palestina, a guerra na Ucrânia, o combate à fome e a necessidade de reforma no sistema de governança global.

“O que é interessante notar é que já  somos um parceiro comercial da Malásia de longa data, tradicional, mas nunca tínhamos chegado no ponto de elevar essa parceria para um nível que fosse, digamos, mais político, mais visível politicamente. Então, a viagem à Malásia agora é uma afirmação de que estamos ampliando a nossa presença, estamos com voz ativa e interesses concretos num país que é central na dinâmica de crescimento da região do Sudeste Asiático, uma das mais dinâmicas economicamente deste século”, argumentou o embaixador Everton Frask Lucero.

Na parte de cooperação bilateral, Brasil e Malásia devem assinar memorandos relacionados à produção de semicondutores, segmento em que o país asiático é uma potência, e também em outras matérias de ciência, tecnologia e energia renovável.

Ainda no próximo sábado (25), Lula receberá o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Nacional da Malásia, ocasião que um fará um discurso sobre a visão brasileira das relações sociais, culturais e políticas com a Ásia.

No domingo (26), o presidente participa da sessão de abertura da 47ª Cúpula da Asean, na parte da manhã, horário local. Nesse dia, ele deve participar de dois eventos com empresários brasileiros e malaios e outro com o fórum de empresários da Asean. 

Encontros bilaterais

O período da tarde deste dia está reservado para encontros bilaterais com outros líderes. Até o momento, só há a confirmação da reunião com Narendra Modi, da Índia, mas outros encontros deverão ser confirmados. 

Há ainda a expectativa de uma possível reunião, nesse dia, entre Lula e Trump, em meio a tratativas de reaproximação entre o Brasil e os Estados Unidos desde a imposição de tarifas comerciais pelo governo norte-americano, em agosto. Trump é um dos líderes estrangeiros aguardados na Cúpula da Asean e da Cúpula do Leste Asiático, que ocorrerá em seguida.

A viagem de Lula prossegue na segunda-feira (27), com a participação do presidente na 20ª Cúpula do Leste Asiático, a EAS (na sigla em inglês), também em Kuala Lumpur. Nesse encontro, ele fará um discurso aos demais líderes presentes.

A EAS é um fórum que reúne 18 países da Ásia e da Oceania, incluindo os membros da própria Asean, além da Rússia, dos EUA, da Coreia do Sul, Austrália, Índia, China, do Japão e da Nova Zelândia. Os encontros costumam ser anuais, normalmente após as cúpulas da Asean.

FONTE: Agência Brasil
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

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Internacional

Mauro Vieira se reúne com secretário de Estado dos EUA para discutir tarifaço e relações bilaterais

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta quinta-feira (16.out.2025) de uma reunião com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington D.C.. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, o encontro está marcado para as 14h no horário local (15h em Brasília).

A reunião marca o primeiro contato direto entre os dois diplomatas e tem como objetivo preparar o terreno para um futuro encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump. O foco principal será negociar a reversão das tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e tratar das sanções aplicadas a autoridades do país.

Temas de interesse nas negociações

O governo norte-americano deve aproveitar a reunião para reforçar seu interesse nos minerais críticos brasileiros e discutir condições regulatórias mais favoráveis às big techs que operam no país. Já o Brasil busca reduzir os impactos do tarifaço, medida que vem prejudicando exportadores nacionais e ampliando tensões comerciais entre os dois países.

O convite oficial para o encontro partiu de Marco Rubio, que telefonou para Vieira em 9 de outubro propondo uma reunião presencial em Washington.

Censura e direitos humanos voltam à pauta

Às vésperas da reunião, autoridades norte-americanas voltaram a citar preocupações com o Estado de Direito e a liberdade de expressão no Brasil — temas que estavam há semanas fora do discurso público.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o tarifaço está relacionado a “preocupações extremas com o Estado de Direito, a censura e os direitos humanos no Brasil”. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, mencionou a “detenção ilegal de cidadãos norte-americanos em território brasileiro”, sem apresentar detalhes.

Lula comenta clima diplomático

Durante um evento no Rio de Janeiro, o presidente Lula confirmou o encontro e lembrou o tom amistoso da breve conversa que teve com Trump nos bastidores da 80ª Assembleia Geral da ONU, em setembro. Na ocasião, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com o líder brasileiro — frase que Lula voltou a mencionar com humor ao anunciar a nova rodada de negociações.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Lula confirma reunião com EUA para negociar fim do tarifaço sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o Brasil e os Estados Unidos terão uma reunião nesta quinta-feira (16) para discutir as tarifas extras aplicadas a produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

O encontro será o primeiro diálogo formal entre autoridades dos dois países desde a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, ocorrida no início de outubro.

Em tom descontraído, Lula comentou a videoconferência da semana anterior com o líder americano: “Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, brincou o presidente, fazendo referência à fala de Trump sobre a “excelente química” entre ambos durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.

Negociações em Washington

De acordo com Lula, a rodada de negociações comerciais acontecerá nesta quinta-feira. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já desembarcou em Washington na última terça (14) para liderar a delegação brasileira. A equipe norte-americana será chefiada pelo secretário de Estado Marco Rubio, designado por Trump para conduzir as tratativas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil apresentará “os melhores argumentos econômicos” para tentar reverter o tarifaço. Segundo ele, a medida está encarecendo produtos e o custo de vida nos Estados Unidos. Haddad destacou ainda que o país norte-americano já possui superávit comercial com o Brasil e conta com amplas oportunidades de investimento no território brasileiro — especialmente nos setores de energia limpa, minerais críticos, terras raras e transformação ecológica.

Entenda o tarifaço americano

O chamado tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política comercial da Casa Branca, adotada pelo presidente Donald Trump, que busca elevar tarifas sobre parceiros estratégicos em resposta à perda de competitividade dos EUA frente à China nas últimas décadas.

Em 2 de abril, Trump determinou barreiras alfandegárias com base no déficit comercial dos Estados Unidos com cada país. Como os EUA têm superávit com o Brasil, a tarifa inicial foi de 10%. No entanto, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40%, em retaliação a decisões brasileiras que, segundo Trump, prejudicariam as big techs norte-americanas e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Produtos afetados pelas tarifas

Entre os produtos brasileiros atingidos pelas novas taxas estão café, frutas e carnes. Ficaram isentos na primeira rodada cerca de 700 itens, equivalentes a 45% das exportações do Brasil aos EUA, incluindo suco de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis (com motores, peças e componentes). Posteriormente, outros produtos também foram liberados das tarifas adicionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados e U.S. Department of State

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Internacional

Lula viaja à Itália para o Fórum Mundial da Alimentação e reuniões sobre combate à fome

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste sábado (11) rumo à Itália para participar do Fórum Mundial da Alimentação 2025, promovido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Segundo a agenda oficial, Lula deixou o Brasil por volta das 17h, com escala em Cabo Verde, antes de seguir viagem para Roma.

Fórum Mundial da Alimentação celebra 80 anos da FAO

O evento, que ocorre na próxima segunda-feira (13), é o principal encontro anual da FAO e, nesta edição, celebra os 80 anos de criação da organização internacional. A conferência será marcada por atividades comemorativas e pelo reconhecimento de boas práticas em segurança alimentar e agricultura sustentável.

A participação de Lula tem caráter simbólico: o Brasil foi recentemente retirado do Mapa da Fome, conforme o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI 2025), divulgado em julho. O feito reforça o papel do país nas discussões globais sobre o tema.

Encontros sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

Durante a estadia em Roma, o presidente também participará da Segunda Reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, na sede da FAO. O encontro reunirá ministros, agências da ONU, bancos multilaterais e organizações da sociedade civil, em formato híbrido, para avaliar os avanços da iniciativa criada em 2024.

As discussões incluirão os desdobramentos da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, proposta pela Presidência brasileira da COP30, que será lançada em novembro, durante a Cúpula de Líderes.

Além disso, Lula inaugurará o Mecanismo de Apoio da Aliança Global, que funcionará como secretariado da iniciativa, com sede na FAO e escritórios em Brasília, Adis Abeba, Bangkok e Washington.

Criada a partir de uma proposta da presidência brasileira do G20, a Aliança tem o objetivo de acelerar esforços para erradicar a fome e a pobreza, promovendo redução das desigualdades e ações conjuntas entre países e instituições.

Audiência com o Papa e retorno ao Brasil

Ainda na segunda-feira (13), o presidente Lula será recebido no Vaticano pelo Papa Leão XIV, conforme informou a Santa Sé. O retorno a Brasília está previsto para quarta-feira (15), quando Lula deve se reunir com a equipe econômica para discutir a derrubada da medida provisória do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Após o revés no Congresso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou compromissos nos Estados Unidos para cuidar das articulações sobre o tema. Lula também deverá tratar, na volta, da indicação do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), após o anúncio da aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Comércio Exterior

Lula pede a Trump fim do tarifaço e das sanções a autoridades brasileiras

Presidentes concordam em encontro presencial para reaproximar Brasil e Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone nesta segunda-feira (6) por cerca de 30 minutos. Durante o diálogo, Lula pediu o fim do chamado tarifaço — sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros — e a retirada de sanções impostas a autoridades do país.

Segundo nota do Palácio do Planalto, ambos os líderes concordaram em realizar um encontro presencial em breve, ainda sem local definido, e trocaram contatos para manter uma comunicação direta entre os governos.

Relações comerciais e “boa química” entre os presidentes

De acordo com o Planalto, Lula e Trump relembraram a “boa química” demonstrada durante o breve encontro em Nova York, na Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, Trump afirmou ter tido “ótima química” com o presidente brasileiro.

Durante a ligação, Lula ressaltou que os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil, sendo este um dos três países do G20 em que isso ocorre. O presidente brasileiro aproveitou para reforçar que o aumento das tarifas prejudica o comércio bilateral e dificulta novos investimentos. “Considero nosso contato direto uma oportunidade para restaurar as relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, publicou Lula em rede social após o telefonema.

Tarifaço e sanções sob análise

Atualmente, produtos brasileiros enfrentam sobretaxas que podem chegar a 50%, quando somadas à alíquota base de 10% vigente. Além disso, Trump manteve sanções a autoridades brasileiras, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes do governo federal, incluindo Alexandre de Moraes e Jorge Messias.

O presidente norte-americano também designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para conduzir as negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Próximos encontros e desafios diplomáticos

Lula sugeriu que o encontro entre os dois líderes ocorra durante a Cúpula da Asean, na Malásia, ainda neste mês. O evento é visto como uma oportunidade de reunião em território neutro. O brasileiro também renovou o convite para que Trump participe da COP30, em Belém (PA), e manifestou disposição em visitar Washington.

Apesar da tentativa de reaproximação, diplomatas brasileiros avaliam que o momento é de cautela nas relações bilaterais, já que Trump mantém um histórico de mudanças repentinas de posição política.

Desde sua eleição em 2024, o republicano vem adotando uma postura rígida em relação ao Brasil, especialmente após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

Na ONU, Lula reafirmou que a independência do Judiciário e a soberania nacional não são temas negociáveis, mas que segue aberto ao diálogo sobre comércio, tecnologia e exploração de terras raras — áreas de interesse estratégico para os Estados Unidos.

Fonte: g1 / Palácio do Planalto
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: REPRODUÇÃO / G1

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Comércio, Comércio Exterior

Superávit da balança comercial do Brasil cai 41% com tarifa dos EUA e aumento das importações

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3 bilhões em setembro de 2025, queda de 41,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo positivo foi de US$ 5,1 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo o governo, a redução foi impulsionada pela forte alta das importações e pela perda de espaço no comércio com os Estados Unidos, afetado pela sobretaxa de 50% aplicada a produtos brasileiros desde agosto.

Exportações crescem, mas não compensam tarifaço

As exportações brasileiras somaram US$ 30,5 bilhões em setembro, avanço de 7,2% frente ao mesmo período de 2024. O crescimento foi puxado pela agropecuária (+18%) e pela indústria extrativista (+14,4%). Em relação a agosto, houve alta de 2,3%.

“Esse foi o maior valor exportado para um mês de setembro na série histórica, impulsionado pelo crescimento do volume embarcado”, afirmou Herlon Brandão, diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior.

Já as importações atingiram US$ 27,5 bilhões, aumento de 17,7% frente a setembro de 2024 e de 16% em comparação com agosto. O destaque foi a alta nos bens de capital (+73,2%) e nos bens de consumo (+20,1%).

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 257,8 bilhões (+1,1% ante 2024) e importou US$ 212,3 bilhões (+8,2%). O superávit no período foi de US$ 45,5 bilhões, recuo de 22,5% na comparação anual.

Queda nas exportações para os EUA

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 20,3% em setembro, totalizando US$ 2,58 bilhões, contra US$ 3,23 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Em relação a agosto, primeiro mês do tarifaço, houve retração de 6,3%.

Enquanto isso, as importações de produtos americanos avançaram 14,3%, alcançando US$ 4,35 bilhões.

Além dos EUA, o Brasil também reduziu vendas para o Japão (queda de 38,8%, para US$ 381 milhões) e para o continente africano (queda de 15,7%, para US$ 1,3 bilhão).

Por outro lado, houve crescimento expressivo nas vendas para a América do Sul (+31%, com destaque para a Argentina), América Central e Caribe (+29%) e para a China, Hong Kong e Macau, que juntos responderam por 43,5% das exportações brasileiras em setembro.

O tarifaço americano

O tarifaço de 50% entrou em vigor em 6 de agosto. Desde então, os EUA passaram a cobrar sobretaxa sobre produtos como café, carnes, pescados, açúcar, cacau e frutas tropicais. Alguns itens, como castanhas, suco de laranja e produtos de aviação civil, ficaram de fora da medida.

A decisão partiu do presidente Donald Trump, que justificou as tarifas como resposta a “ações do governo brasileiro que ameaçam a segurança nacional e a economia dos Estados Unidos”. O documento citou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e mencionou o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como exemplo de “perseguição política”.

Também foram criticadas as medidas brasileiras contra big techs, classificadas pela Casa Branca como “coerção arbitrária para censurar discursos políticos”.

Na tentativa de reduzir as tensões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com Trump e pediu a retirada da sobretaxa. O republicano afirmou em rede social que “gostou da conversa”.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Comércio Exterior

Alckmin vê avanço gradual na redução de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), tem transmitido otimismo em relação à retomada das negociações comerciais com os Estados Unidos. Segundo interlocutores, ele acredita que o governo de Donald Trump deve reduzir as tarifas de importação aplicadas ao Brasil de forma gradual, conforme os diálogos avancem.

No início de setembro, a Casa Branca retirou a tarifa de 10% sobre a celulose importada, medida que beneficiou diretamente a indústria brasileira. Somente em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto para os EUA, equivalente a 15% das vendas externas do setor. No mesmo período, também foi suspensa a tarifa de 10% sobre o ferroníquel.

Tensões e retomada do diálogo

As negociações sofreram uma ruptura em agosto, após Trump elevar para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, justificando a medida em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano afirmou que a decisão estava relacionada ao tratamento dado pelo governo brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde então, os contatos diplomáticos foram retomados de forma cautelosa. Em setembro, Alckmin participou de reunião virtual com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), responsável pelo comércio exterior norte-americano. O encontro coincidiu com a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Poucos dias depois, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula e Trump tiveram um breve encontro nos bastidores. Segundo relatos, a reunião, ainda que rápida, foi considerada positiva por ambos os presidentes.

Agenda bilateral e próximos passos

Em 25 de setembro, Alckmin voltou a dialogar com autoridades norte-americanas em reunião por videoconferência com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, reforçando a pauta sobre tarifas.

Enquanto o vice-presidente se concentra nos temas ligados ao comércio exterior, outras questões, como a Lei Magnitsky aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a suspensão de vistos de autoridades brasileiras, seguem sob responsabilidade do Itamaraty e do Planalto. A estratégia do governo Lula é ampliar o escopo das negociações, incluindo a revisão dessas punições.

Jantar do PCdoB em Brasília

Na noite de 1º de outubro, Alckmin participou de um jantar organizado pelo PCdoB, em Brasília, para arrecadação de fundos. Em discurso breve, afirmou que, sem a eleição e atuação de Lula, o Brasil poderia estar sob uma ditadura.

O partido confirmou apoio à reeleição do petista em 2026 e definiu como prioridade eleger mais deputados para superar a cláusula de barreira — atualmente, a sigla conta com nove parlamentares.

O evento, realizado no Clube de Engenharia, contou ainda com a presença dos ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e parlamentares de diferentes legendas.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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