Portos

Oquerlina Costa é a nova presidente do Porto do Itaqui e marca liderança feminina inédita

Primeira mulher a comandar o porto público maranhense assume com foco em sustentabilidade e inovação

O Porto do Itaqui, considerado um dos principais hubs logísticos do Brasil, vive um marco histórico. Após indicação do governador Carlos Brandão, o Conselho de Administração (Consad) aprovou a nomeação de Oquerlina Costa para a presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pela gestão do terminal.

No dia 7, a nova presidente foi recebida pela diretoria da Emap na sede da empresa, tornando-se oficialmente a primeira mulher efetivada no mais alto cargo de gestão do Porto do Itaqui.

Trajetória e liderança feminina no setor portuário

A escolha de Oquerlina Costa reforça o avanço da liderança feminina na gestão portuária. Ela sucede Isa Mary Pinheiro Mendonça, diretora de Administração e Finanças, que ocupava interinamente a presidência nos últimos meses.

Com carreira consolidada no setor público, Oquerlina já atuou como secretária-adjunta de Recursos Ambientais da Sema (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais) e participou de projetos ligados à logística e sustentabilidade, áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor portuário.

Desafios de gênero no setor aquaviário

A nomeação tem ainda maior relevância diante do cenário nacional. Segundo a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, divulgada pela ANTAQ em parceria com a Wista Brazil, as mulheres representam apenas 17,8% da força de trabalho nos portos.

Nos cargos de liderança, a presença feminina cai para 15%, e em funções operacionais, atinge apenas 10%. O ingresso de Oquerlina Costa na presidência do Itaqui simboliza um avanço na inclusão e diversidade em um setor historicamente masculino.

Porto do Itaqui: recordes e papel estratégico

O Porto do Itaqui é um ativo estratégico para o Maranhão e para o Brasil. Integrante do maior complexo portuário da América Latina, é reconhecido como o principal porto do Arco-Norte, essencial no escoamento de grãos e minérios.

Com localização estratégica, garante logística mais rápida e econômica para mercados como Estados Unidos e Europa, competindo com vantagem em relação a portos do Sul e Sudeste.

Em 2025, o terminal registrou recordes históricos:

  • Agosto de 2025: maior movimentação mensal da história, com 3,85 milhões de toneladas (+7% em relação a 2024).
  • Janeiro a agosto de 2025: 24,9 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Compromisso com inovação e sustentabilidade

Sob a liderança de Oquerlina Costa, o Porto do Itaqui reforça sua estratégia de investir em inovação, sustentabilidade e inclusão, consolidando-se como referência em eficiência logística e gestão moderna no setor portuário brasileiro.

FONTE: Porto do Itaqui
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto do Itaqui

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Logística

ANTAQ revisa Agenda Regulatória e inclui temas relevantes para o desenvolvimento do setor

Dinamismo aquaviário estimulou a necessidade da alteração extraordinária

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), aprovou nesta quinta-feira (09), a revisão extraordinária da Agenda Regulatória 2025-2028. Com isso, foram inseridos itens relevantes para o desenvolvimento do setor.

O diretor-geral da Agência, Frederico Dias, relator do processo, ressaltou a ampla participação social na construção da agenda no ano passado e a importância de entender esse documento como um organismo vivo e dinâmico. “O setor é dinâmico e a Agenda Regulatória reflete isso. Mesmo não estando na Agência, eu acompanhei as audiências públicas que trataram do documento”. 

Ele continuou recordando que “houve um cuidado de espalhar as discussões pelo país para os temas que acompanham a agenda com o intuito de refletir as preocupações do setor”. A agenda foi amplamente debatida durante o ano de 2024, com a realização de sessões públicas em três estados – Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. 

Durante o voto, a diretora Flávia Takafashi e o diretor Alber também pontuaram a necessidade dessas alterações para que o setor obtenha respostas mais rápidas e a ANTAQ cumpra seu papel regulatório. 

Como fica:

  • Priorização e antecipação, para este ano, da discussão do Tema 2.6 “Sobreestadia de contêiner – Resolução Antaq nº 62/2021”, originalmente previsto para 2027;
  • Postergar para 2027 a execução do Tema 1.2 – “Penalidades nas normas de navegação interior”, inicialmente previsto para 2025;
  • Incluir e priorizar o tema “Transmutação de instalações assistidas por contratos de passagem em instalações portuárias sob a modalidade de Terminal de Uso Privado (TUP)”;
  • Adicionar e priorizar os temas “Coleta de dados para inventário de emissão de gases do efeito estufa (GEE) no sistema portuário” e “Prestação de serviço concedido de exploração de infraestrutura aquaviária”, em alinhamento com Planejamento Estratégico da Agência;
  • Acrescentar e priorizar o tema “Definição dos serviços e das responsabilidades dos terminais portuários de contêineres por cargas sujeitas a trânsito aduaneiro ou submetidas a desembaraço aduaneiro na modalidade de despacho sobre águas”, em cumprimento às determinações e às recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) 
  • Retirar os temas 1.5 “Esquema operacional na navegação interior” e 3.6 “Revisão da Norma de Fiscalização Portuária – Resolução Antaq nº 75/2022”.

FONTE: ANTAQ
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Comércio Exterior, Inovação, Tecnologia

CEO da Blue Route integra bancas em dois dos principais eventos de inovação e tecnologia do setor portuário e de comércio exterior

A CEO da Blue Route, Beatriz Grance Rinn, foi convidada para atuar como jurada em dois dos mais importantes eventos de inovação e tecnologia do país: o Comex Tech Awards 2025 e o Porto Hack Santos 2025. Reconhecida por sua atuação estratégica no setor de comércio exterior e transformação digital, Beatriz participa da seleção de projetos que estão moldando o futuro da logística e da operação portuária no Brasil.

Beatriz Grance Rinn no Comex Tech Awards 2025

O Comex Tech Awards 2025 teve como objetivo destacar cases que utilizam tecnologia de forma estratégica para transformar o setor de comércio exterior. A premiação reconhece projetos que apresentem desafios reais, envolvimento de múltiplas áreas e resultados mensuráveis, comprovando o impacto tecnológico gerado.

A banca avaliadora é composta por um time multidisciplinar de especialistas e parceiros do Comex Tech Forum. Nesta edição, Beatriz Grance Rinn analisou 43 projetos, dos quais três foram eleitos vencedores.

Entre os diferenciais da avaliação, está o uso de Inteligência Artificial (IA) nos cases — um elemento valorizado, embora não obrigatório. O foco central é o impacto prático e transformador da tecnologia aplicada, seja ela com ou sem IA.

Julgamento no Porto Hack Santos 2025

Já no Porto Hack Santos 2025, considerado o maior hackathon do setor portuário brasileiro, Beatriz integra novamente o corpo de jurados. O evento, organizado pela ABTRA e pelo Instituto AmiGU, desafia estudantes de todo o país a desenvolver soluções tecnológicas com Inteligência Artificial Generativa aplicadas ao Port Community System (PCS) do Porto de Santos.

A competição reúne 61 equipes de 38 instituições de ensino superior e ocorre em duas etapas — uma online e outra presencial. Beatriz foi jurada em ambas as fases. As dez melhores equipes foram classificadas para a grande final, marcada para o dia 13 de outubro, em Santos, onde apresentarão seus protótipos ao vivo para o júri especializado.

Objetivos e critérios de avaliação

O Porto Hack Santos 2025 busca aproximar o ecossistema acadêmico do setor portuário, promover a empregabilidade e incentivar a inovação aberta. Além disso, valoriza o desenvolvimento de competências práticas e o fortalecimento do portfólio digital dos participantes.

Os critérios de julgamento incluem:

  • Inovação — ideias originais e disruptivas para os desafios do Porto de Santos;
  • Aplicabilidade da solução — potencial de implementação no setor portuário e logístico;
  • Uso de IA Generativa — diferencial no desenvolvimento das propostas;
  • Desenvolvimento de protótipos — capacidade de transformar ideias em soluções tecnológicas viáveis;
  • Apresentação e habilidades interpessoais — trabalho em equipe, liderança e resolução de problemas;
  • Valor agregado — impacto das soluções na eficiência e acessibilidade da logística portuária.

Com sua experiência e visão estratégica, Beatriz Grance Rinn reforça o compromisso da Blue Route com a inovação e o desenvolvimento tecnológico no comércio exterior e na logística portuária, consolidando seu papel de liderança em iniciativas que conectam tecnologia, negócios e educação.

Fontes: Com informações do Comex Tech Forum e do Porto Hack Santos 2025.

TEXTO: REDAÇÃO

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Portos

Porto de Suape amplia profundidade do canal externo e recebe navio petroleiro da Transpetro

O Porto de Suape, localizado em Ipojuca (PE), concluiu nesta quinta-feira (9) a dragagem do seu canal de acesso externo, que agora possui 20 metros de profundidade. A modernização coloca o complexo entre os mais competitivos do Brasil e das Américas, ampliando sua capacidade de receber embarcações de grande porte.

Homologação e capacidade ampliada

A obra foi homologada pela Marinha do Brasil e garantiu um calado de até 17,3 metros, permitindo a atracação de navios da classe Suezmax, que transportam mais de 170 mil toneladas de porte bruto.
Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, a conquista representa um “divisor de águas” para a história do porto. Segundo ele, a dragagem integra um projeto estratégico de modernização que amplia o potencial logístico de Pernambuco e fortalece sua posição no cenário nacional.

Dragagem interna em andamento

Paralelamente, o porto executa a dragagem do canal interno, que deve restabelecer a profundidade para 16,2 metros, garantindo melhores condições de navegação e atracação de diferentes embarcações, como os navios da classe Panamax (com até 366 metros de comprimento).
O investimento total nas dragagens chega a R$ 217 milhões, sendo R$ 117 milhões do Governo de Pernambuco e R$ 100 milhões do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3). O prazo de execução da obra interna é de seis meses, com a retirada estimada de 3,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Estreia com operação de grande porte

A inauguração da nova profundidade foi marcada pela chegada do navio petroleiro Romulo Almeida, da frota da Petrobras e operado pela Transpetro. A embarcação atracou no Píer de Granel Líquido 3A por volta das 9h, para embarcar 17 mil m³ de Diesel S10, produzido pela Refinaria Abreu e Lima (Rnest).
A operação contou com equipes do Porto de Suape, da Praticagem de Pernambuco e da Capitania dos Portos, garantindo eficiência e segurança em toda a manobra.

FONTE: Diário de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Portos

Atrasos nos portos travam exportações de café e expõem gargalos logísticos do Brasil

As exportações de café brasileiro enfrentaram em agosto um dos maiores gargalos logísticos dos últimos anos. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), mais de 600 mil sacas ficaram retidas nos portos, gerando prejuízos de R$ 5,9 milhões apenas com custos de armazenagem e detenção de contêineres.

O impacto financeiro foi ainda maior: o país deixou de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão em receita cambial, considerando o valor médio da saca exportada. O cenário preocupa, já que o Brasil é líder mundial na produção de café, mas enfrenta crescentes entraves logísticos para escoar sua safra.

Portos operam no limite

O Porto de Santos, responsável por mais de 80% das exportações nacionais, opera próximo à capacidade máxima. Em agosto, dois terços dos navios programados sofreram atrasos ou mudanças de escala, com casos de espera que chegaram a 47 dias.
No Porto do Rio de Janeiro, segundo mais relevante para o setor, quase 40% das embarcações também registraram problemas.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de café em grão via Porto de Santos. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Café em Grão | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

O Cecafé defende uma estratégia conjunta entre governo e iniciativa privada para destravar os gargalos. O novo marco regulatório dos portos, em análise na Câmara, é visto como essencial para acelerar concessões, ampliar investimentos e evitar disputas judiciais que atrasam projetos, como a licitação do Tecon Santos 10.

Impacto no agronegócio brasileiro

O problema não afeta apenas o café. Outras cadeias agroexportadoras que dependem do transporte conteinerizado — como frutas, algodão e carnes processadas — também sentem os efeitos da ineficiência portuária.
Com a safra recorde e a demanda global em alta, cresce o temor de que os gargalos de infraestrutura se tornem um dos maiores entraves à expansão do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Especialistas apontam falhas estruturais

Para Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Feagro-MT, os atrasos resumem o desafio logístico nacional. Segundo ele, produtores que investem em tecnologia e qualidade perdem competitividade ao não conseguirem entregar no prazo, reduzindo o retorno sobre os investimentos.

Rezende alerta ainda para a defasagem de armazenagem, estimada em mais de 20% da safra, o que obriga o agricultor a escoar grãos rapidamente sob risco de perda. A situação se agrava com estradas precárias e falta de integração entre modais, fatores que encarecem o transporte e diminuem a competitividade frente a concorrentes internacionais.

“O custo do transporte rodoviário no Brasil chega a ser 30% mais alto que nos Estados Unidos, o que compromete toda a cadeia produtiva”, exemplifica.

Soluções para destravar a logística

Na avaliação do especialista, o Brasil precisa de uma reengenharia logística nacional, baseada na expansão de ferrovias, hidrovias, terminais de integração e centros logísticos estratégicos.
“O governo e o setor privado precisam entender que logística não é custo extra, mas sim o alicerce para manter o agro crescendo e competitivo no mercado global”, conclui Rezende.

FONTE: Pensar Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Ferrogrão: julgamento no STF pode destravar ferrovia estratégica para o agronegócio

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira (02) o julgamento da Ferrogrão (ADI 6553), projeto de ferrovia que promete transformar a logística do agronegócio brasileiro. A decisão pode abrir caminho para um dos corredores de exportação mais aguardados do país, conectando a produção do Centro-Oeste ao Arco Norte e reduzindo custos de transporte.

Um corredor estratégico para o agro

Com 933 quilômetros de extensão previstos, a Ferrogrão deve ligar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA). A obra é considerada essencial para encurtar a distância entre o coração do agro e os portos da região Norte, além de aliviar gargalos logísticos.
Estudos apontam que a ferrovia poderá movimentar mais de 50 milhões de toneladas por ano.

Julgamento no STF

Durante a sessão, o relator ministro Alexandre de Moraes fez um resumo do processo, paralisado desde 2023, e ressaltou a complexidade do tema. Ele sugeriu a realização de novos estudos sobre a viabilidade econômica, social e ambiental da obra pelo Ministério dos Transportes.
As partes envolvidas apresentaram sustentações orais, mas o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento. A análise será retomada na próxima quarta-feira, 8 de outubro.

Expectativa de autoridades e do setor produtivo

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, afirmou estar confiante nos estudos complementares.
Já o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo de Oliveira, destacou que a ferrovia é indispensável diante do crescimento da produção agrícola:

“Sem ferrovia e sem concorrência ferroviária não há como avançar, e o governo federal precisa fazer sua parte.”

Sustentabilidade e competitividade

Além de ganhos logísticos, a Ferrogrão é vista como uma alternativa sustentável. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, afirmou que a ferrovia pode reduzir em 40% as emissões de carbono, evitando a liberação de mais de 3,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano e gerando uma economia de R$ 8 bilhões.
Segundo ele, é hora de priorizar projetos viáveis:

“Temos que parar de falar em iniciativas quase inconcebíveis como a Bioceânica, que dependem de acordos internacionais, e focar naquilo que é palpável.”

Próximos passos

A superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian de Alencar Pinto Campos, lembrou que novos estudos de viabilidade foram iniciados em 2023, concluídos em 2024 e entregues ao Judiciário.
Ela acrescentou que já existem instâncias técnicas do governo preparando a estrutura regulatória para um eventual leilão de concessão da ferrovia, reforçando a necessidade de segurança jurídica para atrair investimentos privados.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Logística

MPor celebra parceria com INFRA S/A em mais de 60 projetos de logística

Políticas integradas impulsionam ações em portos, aeroportos, hidrovias e canais de acesso

Na cerimônia de celebração ocorrida nesta segunda-feira (6), pelos três anos da INFRA S/A – empresa pública ligada ao Ministério dos Transportes – o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) ressaltou a importância dessa parceria para a elaboração de projetos de transporte e logística em todo o país.

O evento ocorreu no auditório da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, e também marcou os dez anos do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL); plataforma que consolida dados sobre os diferentes modos de transporte no Brasil, integrando informações de órgãos públicos e do setor privado.

Representando o MPor na cerimônia, o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, destacou o papel estratégico da parceria. “São mais de 30 projetos em portos e hidrovias, 28 em aeroportos e 8 projetos aquaviários, que já foram desenvolvidos ou estão em andamento; frutos dessa parceria entre MPor e INFRA S/A. É uma demonstração de que conseguimos construir no setor de logística uma estrutura de Estado”, destacou o secretário.

A INFRA S/A nasceu em 2022, a partir da junção entre a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e a Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias. De acordo com seu diretor-presidente, Jorge Bastos, a atuação da empresa está focada na garantia de uma infraestrutura que prepare o Brasil para o futuro. “Hoje temos uma rede cada vez mais eficiente, integrada e sustentável a partir de estudos desenvolvidos pela INFRA S/A, que já ultrapassaram a marca dos R$ 10 bilhões com concessões de rodovias e terminais portuários”, registrou.

Projetos de destaque
Entre os projetos realizados em parceria com o MPor, destacam-se a estruturação dos arrendamentos portuários de Maceió, Rio de Janeiro, Itajaí (SC), entre outros, além da elaboração de estudos para concessão dos canais de acesso aos portos de Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR).

Na aviação, a INFRA S/A colaborou nos estudos de concessão de sete aeroportos no Amazonas: Parintins, Carauari, Coari, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Lábrea e Maués. Também atua no planejamento da concessão de hidrovias estratégicas, como as dos rios Madeira, Paraguai, Amazonas e Lagoa Mirim.

FONTE::
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
IMAGEM:
Reprodução/INFRA

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Transporte

Transnordestina inicia operações comerciais após quase 20 anos de obras

Primeiros trens começam a circular em outubro

Após quase duas décadas de atrasos, disputas políticas e investimentos acima do previsto, a ferrovia Transnordestina dará início às suas operações comerciais neste mês de outubro. A circulação inicial será reduzida, mas representa um marco para um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil.

Idealizada ainda no século XIX, no governo de Dom Pedro II, a Transnordestina teve suas obras iniciadas apenas em 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conclusão total está prevista para 2027.

Investimento bilionário e mudanças no traçado

O projeto original previa 1.728 km de trilhos, ligando o Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Porém, após anos de entraves e revisões, o traçado atual terá 1.200 km, conectando Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém. O trecho até Suape foi descartado pela CSN, responsável pela execução e futura exploração da ferrovia.

O orçamento inicial, de R$ 4,5 bilhões, já ultrapassa R$ 15 bilhões. Mesmo com a redução no traçado, a obra segue sendo estratégica para o escoamento da produção agrícola da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e para o transporte de insumos industriais ao sertão nordestino.

Obras avançam com 75% de execução

Segundo a Transnordestina Logística, subsidiária da CSN, cerca de 600 km já estão prontos para operação, entre Paes Landim (PI) e Acopiara (CE). A empresa estima que 75% das obras foram concluídas, principalmente nas áreas de infraestrutura mais complexas, como pontes, viadutos e nivelamento do terreno.

Mais de 4 mil trabalhadores atuam atualmente na construção, enfrentando o solo rochoso do sertão cearense. A previsão é que até outubro seja contratada a execução dos últimos 100 km.

Expectativa do setor produtivo

Em cidades como Quixeramobim (CE), empresários aguardam com ansiedade a chegada da ferrovia. Um dos beneficiados será o setor agroindustrial local, que enfrenta dificuldades logísticas para armazenar e distribuir insumos. O terminal intermodal em construção promete reduzir gargalos, ampliar a previsibilidade e aumentar a capacidade de produção em até 50%.

O governo federal também liberou R$ 1 bilhão em linhas de crédito para empresas interessadas em investir em uma área de 360 hectares ao redor do terminal. A segunda fase, prevista para 2027, inclui estrutura alfandegária, o que deve transformar a região em um importante polo de importação e exportação.

Operação inicial e projeções de crescimento

Na fase de testes, chamada de comissionamento, os trens transportarão entre 10 mil e 15 mil toneladas de grãos, ligando São Miguel do Fidalgo (PI) a Iguatu (CE).

A expectativa é que até 2028 o volume transportado chegue a 4 milhões de toneladas, incluindo fertilizantes e minério. Para 2030, a meta é alcançar 20 milhões de toneladas.

O presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher, afirma que não há risco de paralisações:

“Agora não tem mais volta. Os recursos estão garantidos e a obra será concluída até 2027, independentemente do cenário político”, declarou.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Comércio Exterior

Cabotagem no Brasil: BR do Mar impulsiona transporte hidroviário e reduz custos logísticos

Modal hidroviário ganha força com nova regulamentação.

O transporte por cabotagem, ainda subutilizado pelas empresas brasileiras, pode se tornar uma alternativa estratégica com a regulamentação do programa BR do Mar, oficializada em julho de 2025. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 29% das indústrias utilizam esse modal atualmente. Entre as que ainda não aderiram, 20% demonstram interesse, desde que haja melhorias na infraestrutura e redução de custos operacionais.

Potencial logístico ainda pouco explorado

Apesar da extensa costa e rede fluvial do país, a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transportes nacional, com forte concentração no setor de petróleo e derivados, que responde por 75% da movimentação. O estudo da CNI revela que 76% dos empresários que já utilizam o modal desconhecem o programa BR do Mar. Por outro lado, entre os que conhecem, 90% acreditam que a iniciativa pode trazer benefícios, principalmente na diminuição dos gastos logísticos.

O que é o BR do Mar?

Lançado em 2022, o BR do Mar tem como objetivo ampliar a oferta de embarcações e reduzir os custos logísticos no país. Com o Decreto nº 12.555/25, foram estabelecidas regras para que as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs) possam afretar embarcações estrangeiras, conforme os critérios definidos pelo programa.

A cabotagem consiste no transporte de cargas entre portos do mesmo país, sem atravessar fronteiras internacionais. É uma alternativa ao transporte rodoviário, com vantagens como maior capacidade de carga, menor custo, segurança contra roubos e redução de impactos ambientais.

“O Brasil possui uma costa extensa, mas ainda explora pouco a navegação de cabotagem. Para a indústria, que movimenta grandes volumes, esse modal pode ser decisivo para aumentar a competitividade”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Desafios e oportunidades

A redução de custos é apontada como principal vantagem por 85% das empresas que já utilizam a cabotagem e por 70% das que ainda não aderiram. No entanto, infraestrutura portuária deficiente é vista como o maior obstáculo por quase 70% dos entrevistados.

Outros entraves incluem:

  • Incompatibilidade geográfica (45%)
  • Falta de rotas disponíveis (39%)
  • Tempo de trânsito elevado (15%)
  • Distância até os portos (15%)
  • Segurança do modal como diferencial (21%)

Os estados com maior interesse em ampliar o uso da cabotagem são Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%) e Santa Catarina (13%).

Cabotagem como vetor de competitividade e sustentabilidade

De acordo com Paula Bogossian, analista de infraestrutura da CNI, o uso mais amplo da cabotagem poderia reduzir em até 13% os custos logísticos do Brasil. “O país ainda depende excessivamente do transporte rodoviário para longas distâncias. Equilibrar a matriz de transportes é essencial para a competitividade”, afirma.

O estudo mostra que empresas que utilizam o modal percorrem em média 1.213 km, enquanto as que não o utilizam cobrem 862 km. O uso da cabotagem cresce conforme o porte da empresa: 7% das pequenas, 22% das médias e 44% das grandes já adotam o modal.

Apesar da regulamentação, ainda faltam definições sobre contratos de afretamento de longo prazo e critérios para o conceito de embarcação sustentável. A CNI defende que a agenda ambiental seja integrada ao crescimento da cabotagem.

“O modal já é seis vezes menos poluente que o transporte rodoviário. Precisamos de parâmetros equilibrados, que não inviabilizem o crescimento da indústria naval brasileira”, reforça Muniz.

A pesquisa da CNI ouviu 195 empresas de 29 setores industriais, abrangendo todas as regiões do país.

FONTE: Com informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
IMAGEM: Foto Divulgação

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Logística

Marinha faz operação inédita de transporte de propulsores na BA

A operação de descarregamento e o embarque dos equipamentos ocorreu no Cais Bravo, da Base Naval de Aratu

A Marinha do Brasil, por meio da Base Naval de Aratu (BNA), demonstrou excelência em logística portuária ao embarcar quatro propulsores azimutais de 30 toneladas cada. A operação, realizada em Salvador (BA), reforçou a capacidade da Força em apoiar o setor offshore com precisão e segurança.

Detalhes da operação logística

Nos dias 11 e 12 de setembro, no Cais Bravo da BNA, ocorreu o descarregamento e o embarque dos equipamentos, cada um com 4 metros de diâmetro e 5,4 metros de altura, totalizando 120 toneladas. Os propulsores, transportados por carretas pranchas até a Base, foram embarcados individualmente em uma balsa com apoio de um guindaste em terra.

Após permanecerem por 15 dias atracados, os equipamentos passarão pelo processo de verticalização e serão transportados, um a cada dois dias, por embarcação equipada com cábreas (guindastes flutuantes). Todo o procedimento foi acompanhado de planejamento técnico rigoroso, com monitoramento contínuo para garantir a integridade de cargas de alto valor e evitar riscos operacionais.

Impacto para o setor offshore

O destino final dos propulsores é a plataforma Floatel Reliance I, uma unidade hoteleira semi-submersível em operação na Baía de Todos-os-Santos. Essa estrutura é fundamental para dar suporte logístico a trabalhadores embarcados no setor de energia e petróleo, oferecendo hospedagem e infraestrutura em alto-mar.

A atuação da Marinha nessa operação contribui diretamente para a cadeia logística offshore, fortalecendo a cooperação entre a defesa nacional e o setor produtivo. Além de representar segurança e confiabilidade, a parceria evidencia a capacidade da BNA em apoiar projetos estratégicos que movimentam a economia do país.

Capacidade estratégica da Base Naval de Aratu

A operação reafirma a posição da Base Naval de Aratu como referência em manobras portuárias complexas, onde a combinação de conhecimento especializado, planejamento técnico e disciplina militar garante a excelência da execução.

Mais do que uma ação logística, a atividade simboliza a integração entre defesa, logística e desenvolvimento nacional, mostrando que a Marinha do Brasil vai além do campo militar, atuando também como agente de suporte estratégico às indústrias marítima e energética.

Fonte: Defesa em Foco
Imagem: Marinha – Divulgação

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