Comércio

Correios renovam parceria com AliExpress para ampliar entregas no Brasil

Os Correios renovaram a parceria com o AliExpress para fortalecer as operações de entrega de compras internacionais no Brasil. A iniciativa busca melhorar a eficiência logística, acelerar o transporte de encomendas e ampliar a capacidade de atendimento da estatal durante períodos de grande movimentação no comércio eletrônico.

O acordo foi firmado em um momento de dificuldades financeiras da empresa pública e de discussões sobre uma possível privatização dos Correios, defendida por Flávio Bolsonaro. A ampliação das parcerias comerciais integra os esforços da companhia para diversificar receitas e aumentar sua competitividade no setor de logística.

Parceria busca agilizar entregas de compras internacionais

A renovação do acordo prevê a assinatura de um memorando de entendimentos com medidas voltadas ao aprimoramento da distribuição de mercadorias compradas por consumidores brasileiros na plataforma chinesa.

Entre os principais objetivos estão a redução dos prazos de entrega, o aumento da capacidade de processamento de pacotes e a melhoria dos sistemas de rastreamento. As medidas pretendem tornar o serviço mais eficiente e preparar a operação para atender ao crescimento da demanda.

Correios se preparam para Black Friday e Dia dos Solteiros

A parceria ganha importância diante da proximidade de duas datas relevantes para o comércio eletrônico internacional: o Dia dos Solteiros, comemorado em 11 de novembro, e a Black Friday, realizada tradicionalmente no fim do mês.

O primeiro evento é um dos principais períodos promocionais do varejo chinês, enquanto a Black Friday movimenta o comércio brasileiro e amplia o volume de pedidos e entregas.

Com a expectativa de aumento na circulação de encomendas, os Correios buscam reforçar sua estrutura logística para lidar com a demanda sazonal e manter a eficiência dos serviços.

Estatal aposta em parcerias para fortalecer a operação

A aproximação com grandes plataformas internacionais faz parte da estratégia de reestruturação dos Correios. A empresa enfrenta desafios para equilibrar suas finanças e procura novas oportunidades de receita em um mercado marcado pela concorrência de operadores logísticos privados.

Nesse contexto, as entregas de produtos adquiridos no exterior representam uma frente de atuação considerada importante para ampliar a presença da estatal no segmento de encomendas.

O presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, afirmou que a renovação do acordo com o AliExpress reforça a capacidade da empresa de acompanhar a expansão do setor.

“Estamos preparados para o aumento do volume de encomendas previsto para o fim do ano, com uma logística robusta e integrada, que conecta o Brasil ao e-commerce global e garante mais agilidade aos consumidores”, declarou.

Acordo foi formalizado na China

A formalização do entendimento ocorreu em setembro, na sede do Alibaba Group, empresa controladora do AliExpress, localizada em Hangzhou, na China.

A iniciativa fortalece a cooperação entre as companhias em um período estratégico para o comércio eletrônico e para a operação de entregas internacionais no mercado brasileiro.

Possível privatização amplia incertezas sobre o futuro dos Correios

Além dos desafios financeiros, os Correios enfrentam incertezas relacionadas ao futuro da empresa pública. A estatal está entre as companhias que poderão ser incluídas em uma eventual agenda de privatizações, caso a proposta avance no próximo governo.

Diante desse cenário, a ampliação de acordos comerciais surge como uma das alternativas para fortalecer a operação, diversificar as fontes de receita e preservar a participação da empresa em um mercado cada vez mais competitivo.

A renovação da parceria com o AliExpress, portanto, combina objetivos operacionais e comerciais em um momento de pressão sobre as contas da estatal e de debates sobre o modelo de gestão dos Correios.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joédson Alves/Agência Brasil

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Transporte

Déficit de motoristas preocupa transportadoras e ameaça logística no Brasil

A crescente falta de motoristas profissionais já provoca impactos diretos no setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil. Com caminhões parados, dificuldade para preencher vagas e aumento da pressão operacional, transportadoras começam a enfrentar obstáculos para expandir suas atividades em um mercado cada vez mais dependente da logística.

Responsável por aproximadamente 65% da movimentação de cargas no país, o transporte rodoviário vive um cenário considerado estrutural por entidades do setor.

Escassez de caminhoneiros pressiona operações

Levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2025 mostra que a categoria está envelhecendo rapidamente. A idade média dos caminhoneiros brasileiros chegou a 45,3 anos.

Os dados revelam ainda que:

  • Apenas 9,5% dos motoristas têm menos de 30 anos;
  • 12,9% já ultrapassaram os 60 anos;
  • A maior parcela da categoria está entre 40 e 49 anos, faixa que representa 32,6% dos profissionais.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um déficit estimado em cerca de 120 mil motoristas. Pesquisa da NTC&Logística aponta que 88% das transportadoras relatam dificuldades para contratar profissionais e motoristas agregados.

Frota cresce enquanto número de motoristas diminui

O problema se agrava diante do crescimento acelerado da frota nacional. Dados da Senatran, compilados pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), indicam que o Brasil perdeu aproximadamente 1,2 milhão de condutores habilitados para caminhões na última década — uma retração próxima de 22%.

No mesmo período, a frota de caminhões aumentou cerca de 50%, saltando de 5,3 milhões para 8 milhões de veículos.

O desequilíbrio entre oferta de profissionais e crescimento da demanda já afeta operações logísticas em diferentes regiões do país. Empresas relatam dificuldades para manter escalas completas, ampliar rotas e assumir novos contratos, especialmente em viagens de longa distância.

Jovens demonstram menor interesse pela profissão

A baixa adesão das novas gerações à carreira também contribui para a crise no setor. Pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres aponta que 70% dos entrevistados associam o afastamento dos jovens ao preconceito em relação à profissão.

Outros fatores citados incluem:

  • Baixa remuneração (58%);
  • Condições de trabalho consideradas desfavoráveis (51%);
  • Longas jornadas;
  • Insegurança nas estradas;
  • Longos períodos longe da família.

Especialistas apontam que esse cenário entra em conflito com as prioridades da Geração Z, que busca maior equilíbrio entre vida pessoal e carreira.

Segundo Carlos Panzan, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp), ainda existe uma percepção ultrapassada sobre o setor de transporte rodoviário.

De acordo com ele, muitas operações já utilizam recursos como telemetria, rastreamento em tempo real, conectividade embarcada e sistemas digitais de gestão logística. O desafio, porém, é tornar essa modernização mais atrativa para os jovens profissionais.

Tecnologia mudou o perfil do motorista profissional

A digitalização do transporte rodoviário também transformou as exigências do mercado. Hoje, motoristas operam caminhões equipados com sensores, softwares de monitoramento, aplicativos logísticos e plataformas inteligentes de roteirização.

Em operações ligadas ao e-commerce e cargas de maior valor agregado, o profissional passou a desempenhar funções próximas às de um operador de sistemas tecnológicos embarcados.

Essa evolução aumentou a necessidade de capacitação técnica justamente em um momento de escassez de mão de obra qualificada.

Além disso, os custos para ingresso na profissão continuam elevados. A obtenção das categorias C, D e E exige:

  • Cursos específicos;
  • Exames médicos;
  • Testes toxicológicos;
  • Investimento financeiro para formação.

Representantes do setor afirmam que a renovação da categoria dependerá não apenas da formação profissional, mas também de melhorias estruturais nas rodovias, segurança, infraestrutura de apoio e redução das jornadas excessivas.

Falta de motoristas é desafio mundial

A crise de mão de obra no transporte rodoviário não se limita ao Brasil. Segundo a International Road Transport Union (IRU), o déficit global de caminhoneiros já ultrapassa 3,6 milhões de profissionais.

O levantamento mostra ainda que:

  • Apenas 6,5% dos motoristas têm menos de 25 anos;
  • Quase um terço possui mais de 55 anos;
  • Mulheres representam menos de 7% dos profissionais do setor nos países monitorados pela entidade.

O cenário reforça a preocupação das empresas de logística em relação à renovação da categoria. Sem a entrada de novos profissionais, o setor pode enfrentar aumento da frota ociosa e dificuldades para atender ao crescimento da demanda nos próximos anos.

FONTE: Agência Transporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Transporte

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Portos

Porto Piauí aposta na cabotagem para ligar Nordeste ao Sul do Brasil

A Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias iniciaram estudos para implantar uma nova rota de cabotagem entre o litoral do Piauí e os portos da região Sul do país. A proposta busca fortalecer o transporte marítimo nacional, ampliar a integração logística e criar alternativas ao modal rodoviário de longa distância.

O projeto prevê a conexão do Porto de Luís Correia, no Piauí, com terminais catarinenses, ampliando o fluxo de cargas entre as regiões Nordeste, Norte e Sul do Brasil.

Memorando prevê estudos operacionais e econômicos

As empresas assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para avaliar a viabilidade técnica e econômica da operação. Os estudos vão analisar potencial de carga, custos operacionais, frequência das escalas e modelos de operação da futura rota marítima.

As conversas entre as companhias começaram durante a edição de 2026 da Intermodal South America, evento voltado ao setor de logística e transporte, onde executivos discutiram possibilidades de integração entre os mercados nordestino e sulista.

Cabotagem cresce no Brasil, mas ainda tem participação limitada

Apesar do avanço recente da navegação costeira, o transporte marítimo entre portos brasileiros ainda ocupa uma fatia reduzida da matriz logística nacional.

Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apontam que a cabotagem representa atualmente cerca de 11% do transporte de cargas no país, enquanto o modal rodoviário concentra aproximadamente 65% da movimentação.

Em 2025, o setor ultrapassou a marca de 240 milhões de toneladas transportadas, impulsionado principalmente por combustíveis, granéis minerais, contêineres e cargas industriais.

O segmento de contêineres aparece como um dos principais motores de crescimento da cabotagem, favorecido pela expansão do e-commerce e pela busca de alternativas mais eficientes ao frete rodoviário.

Rotas seguem concentradas em grandes portos

Mesmo com a expansão do setor, as operações de cabotagem continuam concentradas em corredores já consolidados no mercado brasileiro.

No Nordeste, portos como Porto de Suape, Porto do Pecém e Porto de Salvador já operam rotas regulares ligando a região ao Sudeste e ao Sul.

As operações contam com participação de empresas como Aliança Navegação, Log-In Logística Intermodal e Mercosul Line.

Na região Sul, terminais como o Porto de Itajaí, Porto de Navegantes e Porto de Paranaguá concentram parte significativa das operações domésticas de contêineres.

Viabilidade depende de volume de carga

Especialistas do setor apontam que a consolidação de novas rotas de transporte marítimo depende diretamente da formação de escala operacional e da existência de demanda contínua de cargas.

No caso do Porto Piauí, o desafio será transformar o terminal de Luís Correia em uma estrutura competitiva dentro de um mercado dominado por portos nordestinos mais consolidados e com maior maturidade operacional.

Além disso, o setor acompanha fatores como custos de combustível marítimo, burocracia portuária, disponibilidade de embarcações e tempo de operação nos terminais.

Programa BR do Mar impulsiona expansão da cabotagem

O avanço de novos projetos ocorre em meio à consolidação do programa federal BR do Mar, criado para ampliar a participação da cabotagem na logística nacional.

A iniciativa ganhou força regulatória em 2025 com a regulamentação de medidas previstas na legislação aprovada em 2022.

Entre os principais pontos do programa estão a flexibilização do afretamento de navios estrangeiros, o aumento da oferta de embarcações e estímulos à concorrência no setor de navegação.

O governo federal avalia que a medida poderá reduzir custos logísticos e aumentar a participação da cabotagem no transporte doméstico nos próximos anos.

Porto Piauí quer se consolidar como corredor logístico

Para a Companhia Porto Piauí, o investimento na cabotagem faz parte da estratégia de transformar o litoral piauiense em um novo corredor logístico regional.

A expectativa é atender setores ligados ao agronegócio, combustíveis, fertilizantes e movimentação de contêineres, fortalecendo a presença do estado nas principais rotas marítimas do país.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

BR do Mar impulsiona nova rota marítima entre Nordeste e Sul do Brasil

Uma nova conexão marítima pode transformar a logística de transporte de cargas no país ao ligar o Nordeste e o Norte ao Sul do Brasil por meio da cabotagem. A proposta envolve o trajeto entre o Porto de Luís Correia, no Piauí, e o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, com foco em reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência no escoamento de mercadorias.

A iniciativa ganhou força após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias. O objetivo é avaliar a viabilidade da implantação de linhas regulares de transporte marítimo, alinhadas ao programa federal BR do Mar.

Acordo vai analisar viabilidade da nova rota

O documento firmado pelas empresas prevê estudos técnicos e econômicos para identificar as melhores condições de operação entre os terminais portuários. Entre os pontos que serão avaliados estão os modelos logísticos, os custos envolvidos e o potencial de movimentação de cargas para o estado do Piauí.

A proposta busca fortalecer a cabotagem no Brasil, modalidade de transporte feita entre portos do mesmo país, considerada estratégica para diminuir a dependência das rodovias e tornar o setor logístico mais competitivo.

Rotas em estudo podem integrar várias regiões do país

Os levantamentos iniciais apontam que a futura operação poderá conectar o Sul às regiões Nordeste e Norte, criando um corredor marítimo nacional mais amplo. Além dos portos do Piauí e de Santa Catarina, o trajeto também pode incluir operações no estado de São Paulo.

Segundo a Companhia Porto Piauí, a parceria permitirá a troca de informações técnicas e o desenvolvimento de pesquisas voltadas à modernização das operações portuárias.

Porto de Luís Correia terá papel estratégico

Conhecido também como Porto Piauí, o complexo portuário de Luís Correia conta com áreas destinadas a diferentes tipos de cargas, além de infraestrutura de apoio logístico, acessos rodoviários e ferroviários e espaços administrativos.

A expectativa é que o terminal se torne um importante ponto de integração das rotas marítimas brasileiras, ampliando a competitividade do litoral piauiense no cenário nacional.

Empresas apostam em logística mais barata

Para a Companhia Porto Piauí, a criação da nova rota pode gerar alternativas mais eficientes para empresas que dependem do transporte de mercadorias entre diferentes regiões do país.

A estatal também destaca que a experiência da SC Portos em logística internacional e operação de terminais será fundamental para garantir estudos técnicos mais consistentes e viáveis.

Memorando antecede contratos definitivos

O Memorando de Entendimento funciona como um acordo preliminar utilizado para formalizar interesses entre empresas antes da assinatura de contratos definitivos. Esse tipo de documento é comum em projetos de cooperação e parcerias estratégicas no setor de infraestrutura e logística.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yuri Lima

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Importação

Ceará amplia importações da China e fortalece papel como hub logístico no Brasil

O Ceará iniciou 2026 com uma mudança relevante em seu perfil de comércio exterior: em apenas dois meses, o estado passou a importar 92 novos tipos de produtos da China, itens que não estavam presentes na pauta no mesmo período do ano anterior. O movimento reforça a estratégia de transformar o estado em um hub logístico entre Ásia e Brasil.

Diversificação das importações sinaliza mudança estrutural

Mais do que o aumento no volume, o destaque está na variedade dos produtos que começaram a entrar no estado. A inclusão desses novos itens indica avanço na diversificação e na inserção do Ceará em diferentes cadeias produtivas.

Entre os produtos estão:

  • máquinas industriais
  • insumos químicos
  • equipamentos médicos
  • componentes tecnológicos

Essa mudança aponta para um novo posicionamento: o estado deixa de atuar apenas como destino final de mercadorias e passa a integrar processos produtivos, ampliando o uso de insumos industriais importados.

Porto do Pecém impulsiona transformação logística

O crescimento das importações está diretamente ligado ao avanço do Porto do Pecém, que vem sendo modernizado para operar como um dos principais eixos logísticos do país.

A localização estratégica do terminal reduz distâncias em relação às rotas tradicionais do Sudeste, permitindo:

  • menor tempo de transporte
  • redução de custos logísticos
  • maior eficiência na movimentação de cargas

Com isso, o porto se consolida como peça-chave na estratégia de ampliar o comércio internacional no Nordeste.

Relação comercial com a China ganha protagonismo

O fortalecimento das rotas diretas com a China tem ampliado a importância do Ceará como porta de entrada de produtos asiáticos no Norte e Nordeste.

Esse movimento contribui para:

  • descentralizar o fluxo de importações no Brasil
  • reduzir a dependência de portos do Sudeste
  • acelerar a distribuição regional de mercadorias

Ao mesmo tempo, abre espaço para que empresas locais utilizem a mesma estrutura para exportar, criando um fluxo mais equilibrado de importação e exportação.

Impactos na indústria e atração de investimentos

A diversificação dos produtos importados pode estimular o desenvolvimento de setores industriais no estado. O acesso a novos insumos e tecnologias tende a:

  • aumentar a capacidade produtiva local
  • agregar valor à produção
  • atrair novos investimentos

Esse cenário favorece a consolidação do Ceará como um polo de integração entre logística, indústria e comércio exterior.

Estratégia logística busca mais eficiência

Outro ponto estratégico é a tentativa de reduzir o retorno de navios com capacidade ociosa. Com maior volume e diversidade de cargas, o estado cria condições para equilibrar o fluxo logístico.

Produtos locais, como frutas, castanhas e rochas ornamentais, podem ocupar o espaço nos embarques de saída, melhorando a eficiência e reduzindo custos.

Ceará busca protagonismo no comércio global

A ampliação das importações faz parte de um plano mais amplo de reposicionamento. O objetivo é transformar o estado em um corredor estratégico entre a Ásia e o Brasil, aproveitando sua localização geográfica e investimentos em infraestrutura.

Esse movimento ocorre em um contexto global de reorganização das cadeias de suprimento, no qual novas rotas e polos logísticos ganham relevância.

Historicamente concentrado em poucos portos, o comércio exterior brasileiro pode passar por um processo de descentralização — e o Ceará surge como um dos principais candidatos a assumir esse novo papel.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística, Transporte

Investimentos em transportes e logística atingem recorde em 11 anos no Brasil

O Brasil registra um avanço significativo nos investimentos em transportes e logística, consolidando um novo ciclo de expansão na infraestrutura nacional. De acordo com dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), divulgados no Livro Azul da Infraestrutura, os aportes públicos e privados somaram cerca de R$ 76,5 bilhões em 2025 — o maior volume desde 2015 e um dos mais expressivos da série histórica.

Crescimento acelera nos últimos anos

A evolução recente evidencia uma mudança consistente no ritmo de investimentos. Entre 2019 e 2022, o setor acumulou pouco mais de R$ 138 bilhões, com média anual próxima de R$ 33 bilhões. Já no período de 2023 a 2025, os números praticamente dobraram: foram mais de R$ 200 bilhões investidos, com média superior a R$ 65 bilhões por ano.

Esse avanço reflete um ambiente mais estável e propício ao planejamento de longo prazo. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o cenário atual favorece a ampliação de projetos estruturados e a maior participação do capital privado, contribuindo para a modernização da infraestrutura e o aumento da eficiência logística no país.

Setor privado lidera aportes

Um dos principais motores desse crescimento é o protagonismo da iniciativa privada. Em 2025, cerca de R$ 53,6 bilhões — a maior parte dos investimentos — vieram de empresas privadas, reforçando o modelo baseado em concessões e parcerias público-privadas (PPPs).

O Governo Federal também tem atuado como facilitador desse movimento. Apenas no setor portuário, foram viabilizados R$ 7,8 bilhões em contratos e autorizações em 2025. No acumulado entre 2023 e 2025, o montante chegou a R$ 38,8 bilhões — um salto superior a 400% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, os investimentos públicos em portos cresceram 120% no mesmo período, totalizando R$ 3,1 bilhões.

Aviação e hidrovias ganham destaque

Na aviação civil, o crescimento segue consistente, com R$ 8,7 bilhões aplicados pela iniciativa privada entre 2023 e 2025. Projetos voltados à infraestrutura aeroportuária regional, como o Programa AmpliAR, também impulsionam o setor — só o primeiro leilão garantiu cerca de R$ 731 milhões para aeroportos regionais.

Já as hidrovias, consideradas estratégicas para reduzir custos e ampliar a integração logística, receberam cerca de R$ 1,3 bilhão no período, fortalecendo esse modal no transporte nacional.

Impactos positivos na economia

O aumento dos investimentos já se reflete diretamente na atividade econômica. Em 2025, a movimentação nos portos brasileiros alcançou aproximadamente 1,35 bilhão de toneladas — o melhor resultado dos últimos sete anos.

No transporte aéreo, o país atingiu um recorde histórico de cerca de 130 milhões de passageiros, impulsionado por uma expansão contínua — foram 30 milhões de passageiros a mais entre 2023 e 2025.

O transporte hidroviário também apresentou desempenho recorde. A movimentação de cargas pelos rios chegou a 140 milhões de toneladas em 2025, enquanto a cabotagem registrou 223 milhões de toneladas, indicando maior uso desse modal e ganhos de escala na logística nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Terra

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Transporte

Transporte de carga ganha inovação com projetos na Suíça e Turquia e inspira o Brasil

O avanço do transporte de carga em países como Suíça e Turquia tem mostrado como a combinação de tecnologia avançada e infraestrutura logística pode transformar cadeias de suprimento. Essas iniciativas vêm sendo apontadas como referência para o Brasil, que enfrenta desafios históricos no setor e busca maior competitividade no comércio internacional.

Sistema subterrâneo suíço aposta em eficiência

Na Suíça, o projeto Cargo Sous Terrain (CST) propõe um modelo inovador de logística subterrânea, com veículos elétricos autônomos circulando por túneis que podem chegar a 500 quilômetros de extensão.

A solução reduz a circulação de caminhões nas rodovias, diminui congestionamentos e pode cortar custos de construção em até 30%. Além disso, o sistema contribui para a sustentabilidade no transporte, ao reduzir emissões e otimizar o uso do espaço em áreas urbanas densas.

Turquia investe em ferrovia de alta capacidade

Já a Turquia aposta em escala com o projeto INRAIL, uma nova linha ferroviária de 127 quilômetros que promete ampliar significativamente a capacidade de transporte de cargas — de 3 milhões para até 50 milhões de toneladas por ano.

A iniciativa conta com financiamento do Banco Mundial e busca consolidar o país como um importante hub logístico entre Europa, Ásia e Oriente Médio. Além disso, a expectativa é de geração de centenas de milhares de empregos, impulsionando a economia regional.

Brasil enfrenta desafios logísticos históricos

No Brasil, o transporte rodoviário de cargas ainda domina, respondendo por mais de 60% da movimentação. Essa dependência eleva custos e reduz a competitividade, especialmente diante de gargalos na infraestrutura ferroviária.

Projetos como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e a Ferrogrão indicam esforços para modernizar o setor, conectando regiões produtoras a portos estratégicos. No entanto, obstáculos como financiamento irregular e questões ambientais ainda dificultam a execução dessas obras.

Inovação e integração são caminhos para o futuro

As experiências internacionais mostram que investir em logística ferroviária, automação e soluções sustentáveis pode gerar ganhos expressivos. A adoção de tecnologias como veículos autônomos e sistemas integrados pode reduzir custos, emissões e acidentes, além de aumentar a eficiência operacional.

Outro ponto estratégico é a integração regional. Projetos como o Corredor Bioceânico podem ampliar a conectividade do Brasil com países vizinhos, fortalecendo sua posição como eixo logístico na América do Sul.

Modernização é essencial para competitividade

A transformação do transporte de carga no Brasil passa pela combinação de investimentos, inovação e planejamento de longo prazo. Os exemplos da Suíça e da Turquia reforçam que a modernização não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para países que buscam crescimento sustentável e inserção nas cadeias globais.

Ao adaptar essas experiências à realidade nacional, o Brasil pode avançar rumo a um sistema logístico mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais.

FONTE: O Cafezinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Cafezinho

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Portos

Portos do Paraná investe R$ 100 milhões em segunda etapa de modernização do píer de líquidos

A ampliação da estrutura permitirá a atracação de navios maiores e ampliará a eficiência operacional no Porto de Paranaguá

Para dar sequência ao projeto de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL), no Porto de Paranaguá, a Portos do Paraná concluiu o processo de seleção e contratação da empresa responsável pela execução da segunda etapa da obra. O anúncio foi publicado nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado. O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço.

A ampliação da estrutura é necessária para permitir a atracação de navios maiores, tanto em comprimento total (LOA) quanto em calado (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação). “O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Atualmente, a capacidade operacional do PPGL encontra-se limitada, permitindo apenas a recepção de embarcações com até 190 metros de comprimento e calado de 11,60 metros. Com as atualizações das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a poder receber navios com até 13,30 metros de calado.

“Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado”, destacou o diretor.

Também será instalado um dolfim de amarração — estrutura marítima fixa e isolada, construída com estacas e concreto armado para amarração de navios fora do cais —, além de dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto inicial das embarcações, e uma nova plataforma de operação. A reforma também irá otimizar a conexão com os terminais retroportuários.

Primeira fase da obra
As obras de readequação do PPGL tiveram início em 2025. Foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização do píer, incluindo a construção de um dolfim, substituição das defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, adequação da iluminação e das instalações elétricas, reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura de elevação de mangotes. A obra segue em andamento, com o novo dolfim já concluído.

Produtividade
Em 2025, os granéis líquidos representaram 12,75% da movimentação anual nos portos paranaenses. Os principais produtos exportados foram óleo de soja (848.253 toneladas) e óleo combustível (461.692 toneladas). Na importação, destacaram-se o óleo diesel (3.245.872 toneladas) e o metanol (1.383.673 toneladas).

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Portos do Nordeste crescem 17% e Suape e Itaqui lideram movimentação

Os portos públicos do Nordeste iniciaram o ano com desempenho positivo. Em janeiro, a movimentação total alcançou 6,3 milhões de toneladas, um avanço de 17% na comparação com o mesmo período de 2025.

O crescimento foi puxado principalmente por dois terminais estratégicos: o Porto de Suape, em Pernambuco, e o Porto do Itaqui, no Maranhão. Juntos, eles responderam por cerca de 20% de toda a carga movimentada na região.

Os dados fazem parte do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Suape e Itaqui lideram crescimento no Nordeste

O Porto de Suape registrou movimentação de 2,2 milhões de toneladas, com crescimento expressivo de 38,5%. O desempenho foi impulsionado pelo aumento no fluxo de cargas, maior número de atracações e avanço nos segmentos de granéis líquidos e contêineres.

Já o Porto do Itaqui alcançou 2,1 milhões de toneladas, com alta ainda mais significativa de 44%. O resultado foi puxado principalmente pela movimentação de granéis sólidos e líquidos, com destaque para fertilizantes, milho e soja.

Estratégia logística fortalece o Nordeste

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o desempenho reflete políticas públicas voltadas à modernização da gestão portuária e ao fortalecimento da região como hub logístico internacional.

A avaliação é de que o Nordeste vem se consolidando como uma importante rota de exportação, ampliando sua competitividade no comércio exterior.

Indicadores reforçam competitividade dos portos

A administração do Porto de Suape destacou que o crescimento consistente demonstra confiança do mercado e eficiência operacional. Já os dados do Porto do Itaqui apontam que janeiro de 2026 foi o melhor da história do terminal, superando inclusive recordes anteriores.

Tipos de cargas e modalidades de navegação

Entre os principais produtos movimentados nos portos nordestinos estão:

  • Petróleo e derivados
  • Contêineres
  • Fertilizantes
  • Sal

Na navegação de longo curso (internacional), foram registradas 3,7 milhões de toneladas, com crescimento de 13,8%. Já a cabotagem (transporte entre portos nacionais) movimentou 1,6 milhão de toneladas, alta de 22%.

Terminais também registram movimentação relevante

Além dos portos públicos, terminais autorizados apresentaram resultados variados:

  • Terminal Portuário do Pecém, no Ceará: 1,5 milhão de toneladas (+0,3%)
  • Terminal Marítimo de Ponta da Madeira: 9,9 milhões de toneladas
  • Terminal Aquaviário de Madre de Deus, na Bahia: 1,5 milhão de toneladas

Panorama geral da movimentação na região

No total, os portos e terminais do Nordeste movimentaram 21,5 milhões de toneladas em janeiro. A maior parte corresponde a granéis sólidos, com 14,5 milhões de toneladas. Já a carga conteinerizada somou 1,7 milhão de toneladas.

Os granéis líquidos, por sua vez, registraram crescimento de 8%, totalizando 4,1 milhões de toneladas, com destaque para petróleo e derivados.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

Crise alimentar global: escassez de alimentos pode se agravar antes de 2050

A possibilidade de uma crise alimentar global nas próximas décadas já preocupa especialistas e organismos internacionais. Segundo análise do geopolítico De Leon Petta, doutor em Geografia Humana, o cenário aponta para uma escassez de alimentos cada vez mais evidente antes de 2050, com impactos diretos sobre a população mundial.

De acordo com ele, o aumento da expectativa de vida tem elevado a demanda por alimentos, enquanto o envelhecimento populacional reduz a oferta de mão de obra, especialmente no campo. Esse desequilíbrio tende a pressionar ainda mais os sistemas produtivos.

Guerra entre Rússia e Ucrânia agrava o cenário

O conflito entre Rússia e Ucrânia é apontado como um fator determinante na desestabilização do abastecimento global. Ambos os países figuravam entre os principais exportadores de alimentos e insumos agrícolas.

Com a guerra, a Ucrânia deixou de desempenhar seu papel no mercado internacional e passou a enfrentar dificuldades até para suprir o próprio consumo. Já a Rússia, além de reduzir exportações, sofreu sanções econômicas que impactaram a distribuição de fertilizantes, prejudicando a produção em diversos países.

Impactos já começaram e tendem a piorar

Embora os efeitos mais severos ainda não tenham sido plenamente sentidos, os preços dos alimentos registraram alta significativa nos últimos anos. A expectativa é de agravamento contínuo no curto prazo.

Mesmo com um eventual fim do conflito, a recuperação da capacidade produtiva ucraniana pode levar entre 15 e 20 anos. Isso compromete o equilíbrio do sistema alimentar global ao longo de boa parte do século XXI.

Produção agrícola enfrenta desafios estruturais

A queda na produção mundial levanta questionamentos sobre alternativas para suprir a demanda. Países com potencial agrícola, como a Argentina, poderiam ter desempenhado papel mais relevante, mas enfrentam entraves políticos e econômicos.

No caso do Brasil, apesar da vasta extensão territorial e do avanço em tecnologia agrícola, há limitações importantes. Entre elas, destacam-se questões logísticas, como a dificuldade de escoamento da produção e a dependência do transporte rodoviário.

Infraestrutura e energia são pontos-chave para o Brasil

Para ampliar sua competitividade no agronegócio brasileiro, especialistas defendem investimentos em infraestrutura e energia. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Expansão da matriz energética, com redução de custos;
  • Ampliação da malha ferroviária para melhorar a logística;
  • Modernização dos portos, hoje considerados defasados.

Essas ações poderiam impulsionar a produção sem a necessidade de expansão sobre áreas sensíveis, como a Amazônia.

Concorrência internacional é acirrada

No cenário global, o Brasil enfrenta forte concorrência de países como Estados Unidos e França, que possuem sistemas logísticos mais eficientes e maior integração com mercados estratégicos.

A disputa por espaço no comércio internacional de alimentos envolve não apenas questões econômicas, mas também interesses geopolíticos.

Agronegócio é pilar da economia brasileira

Com a perda de força da indústria nas últimas décadas, o agronegócio se consolidou como um dos principais motores da economia brasileira. O setor é responsável por geração de empregos e por grande parte das exportações.

Nesse contexto, especialistas alertam que enfraquecer o setor pode agravar ainda mais os desafios diante de uma possível crise alimentar global.

Fome também é reflexo de disputas de poder

Apesar das projeções alarmantes, há um ponto crucial: o mundo atualmente produz alimentos suficientes para toda a população. O problema central, segundo a análise, está na distribuição e nas disputas geopolíticas.

A utilização da fome como instrumento de poder e pressão internacional é apontada como um dos principais fatores por trás do risco de insegurança alimentar global.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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