Logística

Roubos de Carga no Brasil em 2025: queda em algumas áreas, mas crime persiste e se espalha pelo país

O roubo de cargas continua sendo um dos principais desafios para a segurança pública, apesar de sinais de retração em algumas regiões e iniciativas de combate por parte das forças de segurança. Dados oficiais e levantamentos de setor mostram que a criminalidade ainda afeta fortemente as rotas logísticas, com variações significativas entre estados e modalidades de operação.

Distribuição geográfica e tendências de 2025

Segundo o relatório “Análise de Roubo de Cargas”, elaborado pela NSTECH — empresa especializada em soluções para supply chain — o Sudeste permaneceu como a região com maior concentração de roubos de carga no primeiro semestre de 2025, apesar de ter perdido participação relativa em relação ao mesmo período de 2024. 

  • Sudeste: concentrou 62,4% dos prejuízos com roubos de cargas no país entre janeiro e junho — queda de 18,2 pontos percentuais em comparação com 2024. 
  • Nordeste: registrou 21,3% dos prejuízos, um aumento de 5,5 pontos percentuais no mesmo comparativo, sinalizando dispersão dos crimes para outras regiões. 

Levantamentos mais detalhados do terceiro trimestre de 2025 indicaram que, embora o Sudeste ainda lidere em números absolutos, outras regiões como Norte e Nordeste passaram a responder por parcelas maiores das ocorrências. 

Casos emblemáticos e variações estaduais

  • No estado do Rio de Janeiro, os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostraram um aumento de 99% nos roubos de cargas em fevereiro de 2025 quando comparado ao mesmo mês em 2024 — passando de 160 ocorrências para 319. 
  • Já no estado de São Paulo, maior pista logística do país, o número de roubos de carga registrou queda expressiva ao longo de 2025. De acordo com o balanço oficial divulgado em dezembro, houve uma redução de 25,2% nos casos entre janeiro e novembro, atingindo o menor índice dos últimos 25 anos.
    Mesmo assim, um levantamento econômico aponta que o Estado teve cerca de 2.726 ocorrências entre janeiro e agosto de 2025, uma média de 11 roubos ou furtos de cargas por dia, com maior incidência em itens como cigarros, bebidas e eletroeletrônicos. 

Em contraste com essas duas realidades estaduais, municípios como Jundiaí (SP) celebraram resultados inéditos em 2025 — com zero ocorrências de roubo de carga em setembro, um feito atribuído ao reforço de ações de inteligência e policiamento. 

Perfil dos crimes e fatores de risco

O padrão dos roubos de cargas em 2025 mostra algumas características marcantes:

  • Predominância noturna: o relatório da NSTECH registrou um aumento de 14,3 pontos percentuais em roubos noturnos, com picos às sextas-feiras, o que evidencia a necessidade de estratégias específicas de policiamento em horários de maior vulnerabilidade. 
  • Evolução tecnológica dos crimes: além dos métodos tradicionais de abordagem, cibercrime associado ao roubo de cargas começou a aparecer como vetor emergente, com quadrilhas usando ataques digitais para desviar veículos e fraudar sistemas de gerenciamento de fretes, embora relatórios ainda sejam mais preliminares neste aspecto. 

Impactos econômicos e sociais

O roubo de cargas não é apenas uma questão de segurança pública — ele também tem forte impacto econômico. Dados de 2024, frequentemente referenciados por analistas do setor, indicam que o país registrou mais de 10 mil roubos de carga no ano passado, com prejuízos estimados em cerca de R$ 1,2 bilhão para o setor logístico. 

Empresários apontam que os custos associados à insegurança — como contratação de escoltas, tecnologia de rastreamento e seguros mais caros — acabam sendo incorporados no preço final de produtos, elevando o custo logístico do país como um todo.

O que esperar para 2026

Especialistas do setor e autoridades de segurança esperam que as políticas integradas de combate ao roubo de cargas, com uso de tecnologia, inteligência policial e cooperação entre estados e iniciativa privada, possam reforçar a tendência de queda iniciada em algumas regiões em 2025. Ainda assim, a dispersão geográfica do crime e a possível incorporação de métodos digitais por redes criminosas apontam para um desafio contínuo.

Fontes

  • nstech – Relatório de Análise de Roubo de Cargas (2025)
  • Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística)
  • MundoLogística
  • Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ)
  • Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP)
  • Agência SP – Governo do Estado de São Paulo
  • Tecnologística
  • IstoÉ Dinheiro
  • SEGS – Portal Nacional de Seguros, Transportes e Logística

EDITORIAL: Este conteúdo foi produzido com o apoio de inteligência artificial, sob curadoria, revisão e validação editorial da equipe do ReConecta News, com base em fontes públicas, dados oficiais e práticas jornalísticas.

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Logística

Custos logísticos devem pressionar empresas brasileiras em 2026, aponta ILOS

Um cenário de atenção começa a se desenhar para as empresas brasileiras em 2026. Um estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) indica que mais da metade das companhias do país prevê aumento nos custos de transporte, enquanto despesas com armazenagem e manutenção de estoques também tendem a subir.

Transporte lidera expectativa de alta de custos

De acordo com o levantamento, 52% das empresas entrevistadas esperam elevação nos preços do transporte em 2026. Já os custos de armazenamento aparecem como preocupação para 22% das companhias, enquanto 13% avaliam que haverá aumento nas despesas relacionadas aos estoques.

Os dados reforçam o peso crescente da logística na estrutura de custos corporativa, especialmente em um ambiente de crescimento da demanda e gargalos estruturais persistentes.

Logística representa 15,5% do PIB brasileiro

O estudo do ILOS aponta ainda que os custos logísticos no Brasil equivalem a 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, evidenciando o impacto do setor sobre a economia nacional. Apesar disso, o preço do transporte rodoviário de cargas registrou queda de 1% na comparação anual, movimento que não foi suficiente para compensar outros aumentos ao longo da cadeia.

Infraestrutura não acompanha crescimento do setor

Em nota, o sócio-diretor do ILOS, Maurício Lima, destacou que o volume de cargas transportadas no país cresceu 25% nos últimos dez anos, sem que os investimentos em infraestrutura acompanhassem esse avanço.

Segundo ele, a defasagem estrutural pressiona os custos logísticos de forma contínua. “Os investimentos em infraestrutura não evoluíram no mesmo ritmo do setor logístico. Esse descompasso encarece a operação e limita a capacidade de crescimento do país”, afirmou.

Setores mais impactados pelos custos logísticos

O relatório também detalha quais segmentos sentem com mais intensidade o peso da logística em suas receitas. As empresas de materiais de construção lideram, com custos que representam 14,3% do faturamento. Na sequência aparecem os setores de óleo e gás (13,3%) e de higiene, limpeza e cosméticos (9,9%).

Na média geral, os gastos logísticos correspondem a 8,7% da receita das empresas, percentual que registrou um aumento de 15,5% ao longo de 2025, segundo o ILOS.

Fonte: Times Brasil, com informações do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS).

TEXTP: REDAÇÃO

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Portos

Superporto no Brasil vai receber navios gigantes e impulsionar comércio internacional

O Brasil, que perde bilhões todos os anos por gargalos de infraestrutura, dá um passo importante para o comércio exterior. As obras de ampliação em portos estratégicos, como o Porto de Itapoá (SC) e as dragagens em Santos (SP), estão sendo concluídas antes do prazo, preparando o país para receber navios gigantes de 366 metros, conhecidos como New Panamax.

A modernização desses terminais não apenas aumenta a capacidade de movimentação de cargas, como também posiciona o Brasil na rota das principais linhas de navegação global, deixando de ser apenas um destino secundário.

Navios colossais: o que são e por que importam

Um navio New Panamax de 366 metros é comparável a mais de três campos de futebol enfileirados ou a um prédio de 120 andares deitado. Cada um desses gigantes do mar pode transportar até 15.000 contêineres, aumentando significativamente a eficiência do comércio internacional.

A chegada desses navios ao litoral brasileiro representa não apenas avanço tecnológico, mas também um impacto direto na competitividade do país no mercado global, tornando exportações mais rápidas e baratas.

Dragagem e alargamento: obras essenciais para operação segura

Para que esses supernavios possam atracar, os portos precisam de calado profundo e canais de acesso mais largos. As obras de aprofundamento em Santos e ampliação em Itapoá garantem a segurança das manobras e permitem que os navios operem com carga máxima.

Além de fortalecer a logística, algumas intervenções, como a recuperação de faixas de areia, podem beneficiar o turismo local. No entanto, o foco principal continua sendo econômico: aumentar a eficiência e reduzir perdas no transporte de cargas.

Impacto econômico para produtores e consumidores

O efeito dessas obras é sentido em todo o país. Com portos capazes de receber navios maiores, o custo do frete internacional por contêiner diminui, reduzindo o chamado “Custo Brasil”. Isso torna produtos como a soja do Mato Grosso e manufaturados de São Paulo mais competitivos em mercados da Ásia e da Europa.

A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) acompanha de perto o setor, garantindo que os ganhos logísticos se reflitam em maior eficiência e menor custo para produtores e consumidores.

Brasil preparado para o novo ciclo global

Com terminais privados entregando obras antecipadas e concessões públicas em andamento, o país demonstra preparo para um novo ciclo do comércio internacional. A capacidade de receber navios colossais não é apenas um diferencial: é uma exigência para competir globalmente.

Para acompanhar o andamento das obras, o site do Porto de Santos disponibiliza atualizações constantes sobre dragagens, ampliações e modernizações dos terminais.

FONTE: BMC News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BMC News

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Logística

Recuo da FedEx no Brasil escancara crise das transportadoras com custos elevados e infraestrutura deficiente

O encerramento das entregas domésticas da FedEx no Brasil, anunciado no início do mês, evidencia problemas estruturais que vêm afastando grandes transportadoras do país. A decisão da multinacional americana se soma a uma sequência de saídas registradas nos últimos anos, impulsionadas por custos logísticos elevados, infraestrutura deficiente e insegurança operacional.

De acordo com o Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial, que avalia a qualidade da infraestrutura ligada ao comércio e ao transporte, o Brasil obteve nota 3,2 em uma escala que vai até 5, refletindo dificuldades históricas do setor.

Subinvestimento em infraestrutura limita competitividade

Para Cláudio Frischtak, ex-economista do Banco Mundial e sócio-gestor da Inter.B Consultoria, a saída da FedEx não é um episódio isolado. Segundo ele, o país enfrenta um subinvestimento crônico em infraestrutura, aliado à complexidade do sistema tributário.

“O Brasil investe cerca de um terço do que deveria em transporte. Estamos falando de portos, aeroportos e rodovias, com um nível de investimento muito abaixo do necessário”, avalia.

Frischtak observa que a FedEx optou por deixar especificamente a operação de última milha, mantendo atividades voltadas a entregas internacionais e soluções de supply chain, segmentos que oferecem maior previsibilidade de receita. Já a última etapa da entrega ao consumidor final envolve margens reduzidas e riscos elevados.

Reposicionamento global e peso do mercado brasileiro

Segundo Paulo Resende, diretor do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), a decisão também reflete um reposicionamento estratégico global da empresa. A FedEx vem concentrando esforços em operações B2B, logística integrada e cadeias globais de suprimentos.

Apesar de manter entregas domésticas em outros países, o Brasil apresenta fatores específicos que pesaram na decisão. “O país tem o maior custo logístico entre as 20 maiores economias do mundo. Esse custo representa 13,85% do PIB, sem considerar estoques. Nos Estados Unidos, é 8,8%. Na Índia, 9,8%”, destaca Resende.

Dependência rodoviária e déficit de mão de obra

O consultor Marco Antonio Oliveira Neves, proprietário da Tigerlog, lembra que a FedEx adquiriu a Rapidão Cometa em 2012, apostando em escala e rentabilidade no mercado brasileiro — expectativa que não se concretizou.

Para Neves, falhas regulatórias, baixo cumprimento das normas e a dependência excessiva do transporte rodoviário tornam o ambiente pouco atrativo. Mais de 65% das mercadorias no Brasil circulam por estradas, muitas em más condições, elevando gastos com diesel, pneus e manutenção, além de aumentar o tempo de viagem.

Outro gargalo crítico é a escassez de motoristas profissionais. “Existe um déficit enorme. Muitas transportadoras têm caminhões parados por falta de condutores. A profissão perdeu atratividade por salários, descontos, longos períodos longe da família e más condições de trabalho”, afirma.

Insegurança e roubo de cargas elevam custos

A insegurança logística é outro fator decisivo. Resende aponta que o risco de roubo de cargas obriga empresas a ampliar gastos com segurança e seguros. Dados da NTC&Logística indicam que, em 2024, foram registrados 10.478 roubos de carga, com prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão.

Além disso, as indenizações de seguros de transporte somaram R$ 904 milhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 46,5% na comparação anual. “No Brasil, investe-se muito para evitar o roubo: rastreamento, bloqueio remoto, travamento de motor, seguro do veículo e da carga”, explica Resende.

E-commerce muda dinâmica do setor

Na avaliação de especialistas, o avanço acelerado do comércio eletrônico transformou profundamente o mercado. A última milha tornou-se altamente competitiva, com margens mínimas, informalidade e pressão sobre preços.

Resende observa que grandes varejistas passaram a investir em logística própria, contratando transportadoras apenas para trechos específicos. A entrega final ficou concentrada em operadores regionais, enquanto a inteligência logística passou a ser controlada por plataformas como Mercado Livre, Amazon e Shopee.

“Empresas que não têm foco em e-commerce tendem a se realocar. No Brasil, isso significa menos players e operações mais concentradas”, afirma.

Neves acrescenta que o crescimento do e-commerce também pressionou o mercado de galpões logísticos, elevando preços e reduzindo espaço para operadores tradicionais. “Hoje, a entrega é feita por carros, vans ou motoristas cadastrados em aplicativos. Antes, isso era papel exclusivo das transportadoras”, conclui.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Logística

Concessão do Anel Ferroviário do Sudeste avança e impulsiona modernização ferroviária no Brasil

O Anel Ferroviário do Sudeste deu um passo decisivo rumo à concessão. O Ministério dos Transportes do Brasil publicou no Diário Oficial da União a portaria que aprova o plano de outorga da Estrada de Ferro EF-118, autorizando o avanço das etapas para construção e operação da ferrovia. A iniciativa reforça a modernização da malha ferroviária e amplia a diversificação dos modais de transporte no país.

Primeira concessão greenfield do setor ferroviário

De acordo com Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, a concessão da EF-118 representa o primeiro projeto greenfield da história ferroviária brasileira. O empreendimento marca o início da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, baseada em um modelo de parceria público-privada, com participação do governo federal para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do projeto.

Traçado principal e possibilidade de expansão

O plano de concessão prevê como trecho central a ligação ferroviária entre Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ), com cerca de 246 quilômetros de extensão. O projeto também contempla uma expansão futura até Nova Iguaçu (RJ), incorporando trechos da EF-103, o que poderá acrescentar 325 quilômetros adicionais, condicionados a critérios técnicos e econômicos específicos.

Integração logística e conexão com portos estratégicos

Considerada estratégica para o Sudeste brasileiro, a EF-118 fará a conexão direta do Porto do Açu (RJ) com o Espírito Santo, além de permitir integração com a rede ferroviária existente e outros complexos portuários, como os portos de Ubu e Central. A estrutura deve ampliar a eficiência do transporte de cargas, fortalecendo a ligação entre polos industriais, regiões produtoras e terminais portuários.

Investimentos e capacidade de transporte

O projeto está estruturado para receber R$ 6,6 bilhões em investimentos (cerca de US$ 1,32 bilhão) na fase de implantação. Os custos operacionais ao longo do período de concessão são estimados em R$ 3,61 bilhões (aproximadamente US$ 722 milhões). A ferrovia terá capacidade para movimentar até 24 milhões de toneladas por ano, incluindo carga geral, granel sólido e líquido, produtos agrícolas e minerais.

Próximos passos do processo de concessão

Com a aprovação ministerial, o plano de outorga da EF-118 será encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela condução das próximas etapas do processo concessório.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

Asia Shipping expande logística no Sul do Brasil e fortalece atuação em setores regulados

A Asia Shipping, multinacional brasileira e uma das maiores integradoras logísticas da América Latina, avança em sua estratégia de crescimento no país ao ampliar a atuação em logística para setores regulados. A companhia passa a operar com duas unidades licenciadas pela Anvisa, voltadas ao armazenamento de medicamentos, produtos para saúde, saneantes e cosméticos, incluindo áreas climatizadas e refrigeradas para cargas sensíveis.

As unidades localizadas em Itajaí e Araquari (SC) reforçam a oferta de um serviço end-to-end, com foco em controle rigoroso, rastreabilidade total e conformidade com exigências regulatórias do setor da saúde.

Operação licenciada e foco em cargas sensíveis

Segundo Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, a empresa está preparada para atender demandas de alto nível técnico. “Temos uma operação licenciada, segura e estruturada para receber produtos que exigem cuidados especiais. O setor regulado é estratégico para nosso crescimento, e estamos prontos para operar com alto padrão de controle e rastreabilidade”, afirma.

A certificação das unidades posiciona a companhia como uma opção robusta para empresas que atuam em segmentos altamente regulados e que exigem confiabilidade logística.

Tecnologia própria e logística inteligente

A expansão também envolve investimentos em tecnologia e automação. Toda a operação é integrada por meio de RFID, garantindo rastreamento preciso, inventários ágeis e alta acuracidade operacional. O sistema proprietário de Business Intelligence, conectado ao WMS, permite acompanhamento em tempo real de estoques, pedidos e movimentações.

Os centros logísticos contam ainda com sistemas completos de prevenção e combate a incêndios, iluminação em LED e uma frota de equipamentos elétricos com baterias de íon-lítio, o que reduz emissões, aumenta a segurança e contribui para uma operação mais sustentável.

Expansão estrutural e consolidação logística

Nos últimos anos, a Asia Shipping acelerou sua expansão no Brasil, fortalecendo sua estrutura de distribuição e ampliando a integração entre transporte e armazenagem. A aquisição da operação da Hórus Logística, em Santa Catarina, no fim de 2024, marcou um passo importante nesse processo.

Atualmente, a empresa opera três centros de distribuição em Itajaí e Araquari, somando cerca de 20 mil metros quadrados destinados à armazenagem, gestão de estoques e distribuição. Esse avanço também refletiu no crescimento da carteira de clientes, que já reúne aproximadamente 30 empresas atendidas por essa frente de negócios.

Expansão nacional no radar

Além da presença consolidada em Santa Catarina, a Asia Shipping mantém um escritório em São José dos Pinhais (PR) e planeja expandir sua operação logística para o Estado de São Paulo em 2026, acompanhando polos estratégicos e ampliando sua capilaridade no mercado nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Asia Shipping

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Logística

Cabotagem no Brasil: 1 em 5 Indústrias Poderia Migrar com Portos Melhores

Cresce o interesse da indústria pelo transporte marítimo

Uma em cada cinco indústrias brasileiras está disposta a adotar a cabotagem caso haja melhorias na infraestrutura portuária. A constatação vem de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e evidencia a forte dependência do país no transporte rodoviário, considerado mais caro e ineficiente.

Atualmente, apenas 29% das indústrias utilizam a navegação entre portos nacionais, e a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transporte do país. Deste percentual, cerca de 75% são dedicados ao transporte de petróleo e derivados.

“Os custos de transporte no Brasil são elevados, pois utilizamos de forma equivocada o modal rodoviário em longas distâncias”, afirma Paula Bogossian, analista de infraestrutura da CNI. Segundo a entidade, uma redistribuição mais equilibrada dos modais poderia reduzir os custos logísticos em até 13%.

Programa BR do Mar ainda pouco conhecido

Apesar de estar em vigor desde julho de 2024, o Programa BR do Mar, criado para estimular a cabotagem, ainda é desconhecido por 76% dos empresários que utilizam o modal. O programa, sancionado em 2022, prevê incentivos para aumentar a frota e investimentos no transporte aquaviário.

Entre os que conhecem a iniciativa, 90% reconhecem benefícios, sendo a redução de custos apontada como principal vantagem — 85% das empresas que usam cabotagem e 70% das que ainda não adotaram o modal citaram essa melhoria.

Barreiras geográficas e infraestrutura

A pesquisa revela que 45% das empresas alegam incompatibilidade geográfica como motivo para não usar a cabotagem. No entanto, os números mostram que muitas poderiam migrar caso houvesse condições adequadas: 20% das indústrias que não utilizam o modal demonstraram interesse.

O interesse é distribuído entre estados como Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%) e Santa Catarina (13%). Além da geografia, outros obstáculos são indisponibilidade de rotas (39%), maior tempo de trânsito (15%) e distância até portos (15%), desafios que dependem de investimentos federais.

“Para a indústria, que transporta grandes volumes, a cabotagem é um diferencial competitivo. Por isso, o BR do Mar é tão relevante”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Pequenas empresas ainda estão de fora

O levantamento indica que o uso da cabotagem cresce conforme o porte empresarial: apenas 7% das pequenas indústrias adotam o modal, 22% das médias e 44% das grandes. Entre estas últimas, 8% usam intensivamente a navegação entre portos.

Empresas que utilizam cabotagem transportam cargas mais longas — média de 1.213 km contra 862 km das que não utilizam — e destacam a redução de custos (79%) e a segurança no transporte (21%) como principais vantagens.

Regulamentação ainda incompleta

Embora o BR do Mar esteja regulamentado, dispositivos essenciais ainda não foram detalhados, incluindo portarias sobre contratos de longo prazo para afretamento de navios e definição de embarcações sustentáveis.

Muniz ressalta que a integração da indústria com políticas ambientais e sociais é prioridade, mas alerta que exigências excessivas não podem impedir a expansão do modal nem afetar o desenvolvimento da indústria naval brasileira.

Infraestrutura precária limita potencial do país

O principal desafio identificado pelos empresários é a baixa infraestrutura portuária — citado por 69% das empresas que usam cabotagem e 70% das que ainda não adotaram o modal.

Com uma costa de mais de 7.400 km, o Brasil tem grande potencial para transporte aquaviário, mas segue dependente de rodovias caras e desgastadas, comprometendo a competitividade industrial. A pesquisa da CNI evidencia que a falta de investimento não é apenas um problema técnico, mas uma escolha que custa bilhões à economia brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Operadores Logísticos ampliam atuação e já estão presentes em mais de 20 setores da economia

Diversificação do setor cresce desde 2022

Os Operadores Logísticos (OLs) vêm expandindo sua presença em diferentes cadeias produtivas do Brasil. De acordo com o estudo Perfil dos Operadores Logísticos, realizado pela Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), 64% das empresas do setor diversificaram sua atuação desde 2022, atendendo a uma base cada vez mais ampla de indústrias.

Atualmente, os operadores estão inseridos em mais de 20 segmentos da economia, com média de atendimento a nove mercados distintos por empresa.

Setores que mais cresceram

O levantamento destaca a expansão dos OLs nos seguintes segmentos:

  • Bebidas: 72% de presença (alta de 14 pontos percentuais)
  • Automotivo e autopeças: 70% (alta de 13 pontos)
  • Metal-mecânico: 43% (alta de 13 pontos)
  • Vestuário e têxtil: 48% (alta de 10 pontos)

Além disso, setores como cosméticos (66%), alimentos processados (64%), varejo/atacado (60%) e eletroeletrônicos (60%) também figuram entre os mais representativos. O estudo ainda aponta avanços em áreas emergentes, como tecnologia, saúde animal e petroquímicos.

Por outro lado, a indústria farmacêutica apresentou ligeira retração: apesar de ainda relevante, com 53% de participação, caiu três pontos percentuais em comparação a 2022.

Importância estratégica dos Operadores Logísticos

A diversificação reforça o papel dos Operadores Logísticos como elos estratégicos na eficiência das cadeias produtivas, oferecendo soluções sob medida para indústrias com diferentes níveis de exigência e alto valor agregado.

Segundo a Abol, o setor reúne cerca de 1.300 empresas, de pequeno, médio e grande porte. Do total, 127 operadores colaboraram diretamente com o levantamento, representando 40% do faturamento do mercado, cuja Receita Bruta Operacional (ROB) chega a R$ 192 bilhões.

Abol e a regulamentação do setor

Criada em 2012, a Abol – Associação Brasileira de Operadores Logísticos tem como missão regulamentar a atividade dos OLs no Brasil, reduzindo a burocracia, aumentando a segurança jurídica e atraindo investimentos para o setor.

Hoje, a entidade reúne os 30 maiores players nacionais e internacionais, que juntos concentram 16% da receita bruta do mercado. Além disso, a Abol atua na promoção da competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento contínuo do segmento.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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