Aeroportos, Portos

Nova política de biometria reforça segurança em portos, aeroportos e hidrovias

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) instituiu na segunda-feira (31) a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica, iniciativa que pretende modernizar os mecanismos de controle de acesso e ampliar a segurança nos transportes brasileiros.

A nova política estabelece diretrizes para o uso de tecnologias como reconhecimento facial e identificação digital em aeroportos, portos, instalações portuárias e hidrovias. A proposta é padronizar procedimentos e tornar mais eficiente a identificação de passageiros, tripulantes, trabalhadores e demais usuários dos sistemas de transporte.

Biometria deve agilizar embarques e acessos

Com a adoção da identificação biométrica, procedimentos que atualmente dependem de conferências manuais poderão ser realizados de forma automatizada e muito mais rápida.

A expectativa do governo é reduzir o tempo gasto em processos de embarque, acesso e fiscalização, além de aumentar a precisão das verificações. Em determinadas operações, procedimentos que podem levar horas poderão ser concluídos em poucos segundos.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a iniciativa coloca o cidadão no centro da modernização dos serviços.

Segundo o ministro, a biometria deve elevar os níveis de segurança, diminuir a burocracia e melhorar a experiência dos usuários. Ele também destacou o potencial da medida para aproximar o Brasil de padrões internacionais, reduzir custos de fiscalização, aperfeiçoar o controle de fronteiras e fortalecer a imagem do país como destino para negócios, turismo e grandes eventos.

Sistemas serão integrados a bases públicas

A política prevê a substituição progressiva da identificação manual por sistemas automatizados, capazes de realizar consultas e verificações a partir da integração com bases públicas.

Entre as instituições que poderão fornecer informações estão a Polícia Federal, Receita Federal, Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O tratamento dos dados deverá seguir as determinações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A política também prevê acompanhamento contínuo por parte do encarregado de proteção de dados e observância das orientações da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Governo não ficará restrito a uma tecnologia

Outro ponto estabelecido pela política é a chamada neutralidade tecnológica. Na prática, o governo não determinará a utilização de uma tecnologia ou fornecedor específico.

Em vez disso, serão definidos requisitos relacionados a desempenho, segurança e interoperabilidade. Diferentes soluções poderão ser utilizadas desde que atendam aos critérios estabelecidos pelos órgãos responsáveis pela regulamentação.

A política também prevê medidas de acessibilidade e inclusão. Usuários que não tenham condições de utilizar sistemas biométricos deverão contar com alternativas de identificação, garantindo atendimento adequado e sem discriminação.

Implantação será feita por etapas

A implementação da nova política ocorrerá gradualmente. Uma primeira prova de conceito (POC) já foi realizada no Porto de Santos, com testes voltados à integração dos sistemas e ao desempenho das tecnologias em um ambiente de intensa movimentação.

A próxima etapa está sendo conduzida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em parceria com o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

Para acompanhar a implantação, o MPor criará o Comitê Técnico Interinstitucional de Identificação Biométrica. O grupo reunirá representantes do ministério, da Anac, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Polícia Federal e de entidades do setor produtivo.

Entre as atribuições do comitê estarão o acompanhamento da execução da política, a proposição de melhorias e a elaboração de um plano específico para cada modal. O documento deverá ser publicado em até 90 dias após a publicação da portaria e incluirá o cronograma das ações.

Como funcionará a identificação biométrica

Nos portos e aeroportos, os equipamentos de reconhecimento facial serão conectados aos sistemas das empresas responsáveis pela operação. A partir dessa integração, será possível verificar em tempo real se uma pessoa possui autorização para acessar determinada área ou utilizar um serviço.

O mecanismo poderá ser empregado na identificação de passageiros, tripulantes, trabalhadores, prestadores de serviços e profissionais credenciados, sempre de acordo com as regras específicas de cada modalidade de transporte.

A política também pode servir de base para uma expansão do uso da biometria em outras atividades. Entre as possibilidades estão o acesso a benefícios sociais, serviços de saúde, operações financeiras e entrada em grandes eventos.

Nova estrutura reforça segurança cibernética

Durante o lançamento da política, o ministro Tomé Franca também assinou uma portaria que cria a Equipe de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos do MPor (ETIR-MPOR).

A equipe terá atuação permanente e trabalhará em conjunto com o Ministério dos Transportes e os órgãos centrais de segurança cibernética do Governo Federal.

A função da estrutura será coordenar ações de proteção digital, identificar e reduzir vulnerabilidades e atuar na resposta a incidentes tecnológicos. A medida busca garantir maior continuidade e segurança dos serviços públicos essenciais administrados pelas duas pastas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Embarque biométrico em aeroportos brasileiros deve ganhar política nacional em julho

O governo federal está finalizando uma política nacional para ampliar o uso do embarque biométrico nos aeroportos brasileiros. A previsão é que o documento seja assinado no início de julho, segundo informou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

A proposta prevê que o acesso às áreas de embarque e a entrada nas aeronaves sejam realizados por meio de biometria facial, substituindo etapas tradicionais de conferência de documentos e tornando o processo mais automatizado.

Biometria passa a ser tratada como questão de segurança nacional

Desenvolvida pelo Ministério de Portos e Aeroportos e com implementação prevista pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a medida permitirá que a coleta de dados biométricos dos passageiros seja enquadrada como uma ação de segurança nacional.

Na prática, isso poderá eliminar a necessidade de autorização individual para o uso da tecnologia, exigência atualmente prevista pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nos projetos-piloto em operação.

A estrutura da base de dados deverá utilizar informações fornecidas pelo Serpro, estatal de tecnologia do governo federal, em parceria com empresas privadas responsáveis pela validação e gestão dos registros.

Objetivo é modernizar operações e agilizar embarques

A iniciativa integra uma estratégia de modernização dos aeroportos brasileiros e busca aproximar a experiência dos passageiros dos padrões já adotados em grandes terminais internacionais.

De acordo com o ministro Tomé Franca, a proposta não surgiu para corrigir falhas existentes no fluxo de passageiros, mas para preparar o setor para demandas futuras. Segundo ele, os processos atuais de acesso às áreas de embarque e às aeronaves não apresentam gargalos significativos.

Mesmo assim, a avaliação do governo é de que o uso do reconhecimento facial pode trazer ganhos importantes, como maior agilidade operacional, reforço na segurança e redução de etapas durante a jornada do passageiro.

Aeroportos já realizam testes com reconhecimento facial

Atualmente, o embarque biométrico facial já está em funcionamento de forma experimental em alguns aeroportos do país. Os terminais de Viracopos, em Campinas, e do Galeão, no Rio de Janeiro, utilizam sistemas de reconhecimento facial em diferentes etapas da experiência do passageiro.

Segundo o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, os testes revelaram uma adesão abaixo do esperado por parte dos usuários. Esse cenário contribuiu para a decisão do governo de criar uma política nacional para ampliar o alcance da tecnologia.

Em Campinas, por exemplo, apenas a companhia aérea Azul solicita atualmente o cadastro biométrico prévio dos passageiros. A expectativa é que a nova regulamentação aumente significativamente o número de usuários aptos a utilizar o sistema.

Além disso, o Aeroporto Internacional de Guarulhos também estuda iniciar testes com soluções de reconhecimento facial.

Implementação será realizada em etapas

A adoção da tecnologia ocorrerá de forma gradual. Após a assinatura da política nacional, os aeroportos que já possuem projetos-piloto ou sistemas em funcionamento deverão adaptar seus procedimentos às novas diretrizes estabelecidas pelo governo.

Em uma etapa posterior, a Anac deverá elaborar uma regulamentação específica para o setor, incluindo mecanismos de reequilíbrio contratual para operadores que adotarem a tecnologia.

Ainda não há definição sobre a obrigatoriedade do uso da biometria facial em aeroportos, cabendo à agência decidir se a adesão será exigida ou apenas recomendada aos terminais brasileiros.

Programa Aeroportos Mais Seguros

A nova política também fará parte do programa Aeroportos Mais Seguros, iniciativa criada pelo governo federal para fortalecer ações de controle, monitoramento e proteção nos terminais aeroportuários do país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Webagentur Meerbusch/Pixabay

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