Portos

Governo prepara sistema para monitorar saturação dos portos brasileiros até 2030

O Ministério de Portos e Aeroportos está desenvolvendo uma ferramenta para acompanhar os níveis de saturação dos portos brasileiros entre 2027 e 2030. A iniciativa pretende identificar possíveis gargalos na infraestrutura portuária e avaliar se a capacidade dos terminais será suficiente para atender ao crescimento da movimentação de cargas nos próximos anos.

O sistema deverá monitorar periodicamente a relação entre demanda e capacidade operacional, além de avaliar os níveis de serviço das operações portuárias. A proposta abrange todos os complexos portuários do país e alguns Terminais de Uso Privado (TUPs).

Com os dados, o governo pretende identificar quais estruturas estão próximas do limite de operação e quais ainda possuem condições de receber volumes adicionais de mercadorias, contribuindo para o planejamento de investimentos e ampliações.

Crescimento da movimentação de contêineres pressiona infraestrutura

A criação do monitoramento ocorre em meio a preocupações com a capacidade dos principais portos brasileiros. Um estudo da Macroinfra, divulgado pela CNN, aponta que importantes terminais de contêineres podem atingir seus limites operacionais até 2030 caso os projetos de expansão e a implantação de novas estruturas não avancem.

O levantamento identificou sinais de pressão sobre a capacidade em quatro áreas portuárias estratégicas: Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí e Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

As projeções consideram o aumento esperado na movimentação de contêineres e a capacidade operacional prevista para os próximos anos. O cenário reforça a necessidade de ampliar a infraestrutura para acompanhar a evolução do comércio exterior brasileiro.

Porto de Santos registra aumento na ocupação dos terminais

O Porto de Santos, principal complexo portuário do país, exemplifica os desafios relacionados ao crescimento da demanda. Segundo o estudo, a taxa de ocupação dos principais terminais de contêineres chegou a 79,7% no último ano analisado, ante 55,9% em 2015.

Embora a produtividade tenha avançado no período, o ganho não foi suficiente para acompanhar o ritmo de expansão da demanda, de acordo com o levantamento.

O aumento da utilização da infraestrutura também está associado a preocupações com filas de navios, custos logísticos e tempo necessário para a realização das operações.

Espera para atracação em Santos chega a 35 horas

Dados apresentados à CNN pelo consultor Luis Cláudio Montenegro, da Neowise Consultoria, mostram uma elevação expressiva no tempo médio de espera para atracação no Porto de Santos.

Em 2019, os navios aguardavam aproximadamente oito a nove horas para atracar. Em 2024, esse intervalo chegou a cerca de 35 horas, indicando maior pressão sobre a operação portuária.

Os custos de movimentação de contêineres também registraram aumento. Conforme o levantamento da consultoria, o valor médio estimado do THC (Terminal Handling Charge), taxa relacionada à movimentação de contêineres nos terminais, passou de uma faixa entre US$ 70 e US$ 100 por TEU, em 2019, para aproximadamente US$ 500 em 2026.

TEU é a unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, utilizada como referência na medição da capacidade e da movimentação de cargas conteinerizadas.

Novo monitoramento deve orientar investimentos portuários

A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é que a ferramenta funcione como um indicador antecipado de possíveis gargalos. Ao acompanhar a evolução da demanda em relação à capacidade disponível, o governo poderá identificar situações que exijam intervenções antes que as limitações comprometam o desempenho das operações.

As informações deverão apoiar decisões sobre expansão de terminais, investimentos em infraestrutura portuária e planejamento logístico para o período de 2027 a 2030.

O acompanhamento sistemático também poderá contribuir para estabelecer prioridades entre os complexos portuários, considerando o ritmo de crescimento das cargas e a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento.

Tecon Santos 10 prevê ampliar capacidade do porto em 50%

Entre os projetos considerados importantes para enfrentar as limitações de capacidade em Santos está o Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para ampliar em 50% a capacidade do complexo portuário.

O empreendimento tem previsão de atrair quase R$ 6 bilhões em investimentos. A ampliação é vista como uma das alternativas para atender ao crescimento da demanda e reduzir a pressão sobre a infraestrutura existente.

O projeto, entretanto, ainda enfrenta discussões sobre o modelo de leilão e possíveis restrições à participação de empresas que já operam no Porto de Santos.

Enquanto a definição do empreendimento segue em debate, o monitoramento da capacidade portuária deverá ajudar o governo a acompanhar os riscos de saturação e a planejar medidas para preservar a eficiência da logística portuária brasileira nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Portos

Governo marca leilão de terminal de contêineres em Fortaleza para dezembro

O governo federal agendou para 9 de dezembro o leilão do terminal de contêineres MUC04, localizado no Porto de Fortaleza, no Ceará. A disputa será a primeira promovida pelo governo federal para arrendamento de um terminal desse tipo em dez anos.

Considerado estratégico para a movimentação de cargas no Nordeste, o empreendimento recebeu, em setembro, autorização do Tribunal de Contas da União (TCU) para avançar à etapa de leilão.

A rodada também incluirá outros dois terminais portuários voltados ao transporte e à movimentação de fertilizantes, ampliando a agenda de concessões portuárias prevista para o fim do ano.

Leilão portuário terá três terminais em disputa

Além do MUC04, no Ceará, o cronograma prevê a concessão de duas instalações destinadas à movimentação de fertilizantes: uma no Porto de Salvador, na Bahia, e outra no Porto do Itaqui, no Maranhão.

Confira os principais detalhes dos empreendimentos:

  • MUC04 — Porto de Fortaleza (CE): terminal de contêineres considerado estratégico para a logística portuária do Nordeste.
  • SSD-A3 — Porto de Salvador (BA): instalação para movimentação de fertilizantes, com contrato de arrendamento de dez anos e previsão de R$ 6,4 milhões em investimentos. O projeto seguirá o modelo de arrendamento portuário simplificado.
  • IQI16 — Porto do Itaqui (MA): terminal destinado à movimentação de fertilizantes, com investimentos previstos de R$ 147 milhões.

A realização dos três leilões integra os esforços para ampliar a participação de operadores privados na infraestrutura portuária brasileira.

Porto de Fortaleza terá primeiro leilão de contêineres em dez anos

A licitação do MUC04 representa um marco para o setor, já que será a primeira vez em uma década que o governo federal realizará um leilão de terminal de contêineres.

A instalação tem relevância para a movimentação de cargas no Nordeste e poderá integrar os esforços para atender à demanda crescente por operações de comércio exterior.

A autorização do TCU, concedida em setembro, permitiu que o projeto avançasse para a fase de disputa pública, etapa necessária para a definição do futuro arrendatário.

Infraestrutura portuária enfrenta pressão por capacidade

O leilão ocorre em meio às discussões sobre a necessidade de ampliar a capacidade dos portos brasileiros para acompanhar o crescimento do transporte de contêineres.

Estudos recentes apontam sinais de pressão sobre a infraestrutura de alguns dos principais complexos portuários do país. O aumento da movimentação de cargas reforça a importância de investimentos em terminais, equipamentos e eficiência operacional.

Nesse cenário, as novas concessões podem contribuir para ampliar a capacidade logística e melhorar as condições de atendimento à demanda do comércio nacional e internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Amanda Perobelli

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Logística

EUA investem US$ 774 milhões em infraestrutura portuária para fortalecer logística e economia

Os Estados Unidos anunciaram um investimento de US$ 774 milhões voltado à modernização da infraestrutura portuária em diversas regiões do país. A iniciativa será executada por meio do Programa de Desenvolvimento de Infraestrutura Portuária (PIDP), coordenado pela Administração Marítima (MARAD), ligada ao Departamento de Transportes.

Ao todo, 37 projetos foram selecionados para receber os recursos, com foco na ampliação da capacidade operacional, aumento da eficiência logística e fortalecimento da cadeia de suprimentos em portos marítimos, fluviais e da região dos Grandes Lagos.

Investimentos priorizam segurança e tecnologia

Os aportes contemplam melhorias estruturais e tecnológicas. Entre as principais ações estão a expansão de túneis ferroviários para aumentar o fluxo de cargas, modernização de sistemas de inspeção para reforçar a segurança portuária, além da construção de cais adaptáveis capazes de operar em diferentes condições climáticas.

Também está prevista a implantação de um novo terminal de cargas, contribuindo para tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Impactos econômicos e geração de empregos

De acordo com o Departamento de Transportes, os investimentos em logística portuária têm impacto direto na economia, ao garantir o abastecimento interno, fortalecer o setor exportador e gerar empregos.

As autoridades destacam ainda que a modernização dos portos deve reduzir o tempo de transporte e os custos para embarcadores, o que pode refletir na diminuição dos preços de produtos para os consumidores.

Rede portuária estratégica para o país

Os Estados Unidos contam com mais de 300 portos, administrados por governos locais e pela iniciativa privada. Esse sistema desempenha papel essencial no comércio e na distribuição de mercadorias, sendo considerado estratégico para o crescimento econômico e a competitividade internacional.

Com os novos investimentos, a expectativa é de ganhos duradouros em eficiência e resiliência logística, fortalecendo o país tanto no curto quanto no longo prazo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Megaleilões impulsionam expansão dos portos brasileiros com R$ 15 bilhões em investimentos

O Brasil vive um novo ciclo de megaleilões portuários. Nos últimos três anos, foram realizados 26 certames que somam mais de R$ 15 bilhões em investimentos contratados. Entre eles, quatro projetos ultrapassam individualmente a marca de R$ 1 bilhão e concentram, juntos, cerca de R$ 12 bilhões.

Os destaques incluem o ITG02, no Porto de Itaguaí, o Túnel Santos-Guarujá no Porto de Santos, além do canal de acesso e três terminais no Porto de Paranaguá.

As iniciativas, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, integram a estratégia do Ministério de Portos e Aeroportos para modernizar a infraestrutura portuária, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a relação entre porto e cidade.

Itaguaí consolida polo de minério no Rio

O terminal ITG02 foi o primeiro do ciclo a superar R$ 1 bilhão. Arrendado pela Cedro Participações, o projeto prevê R$ 3,5 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos.

Com área de 348,9 mil m² e capacidade estimada em 20 milhões de toneladas por ano, o terminal reforça o papel estratégico do Porto de Itaguaí na exportação de minério de ferro. A expectativa é gerar cerca de 2.800 empregos indiretos na implantação e aproximadamente 2 mil postos diretos e indiretos na fase operacional.

Túnel Santos-Guarujá terá impacto logístico e urbano

Considerada a maior obra do Novo PAC, a ligação submersa entre Santos e Guarujá receberá R$ 6,8 bilhões em aportes, em parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo. O projeto será executado pela portuguesa Mota-Engil.

Primeiro túnel imerso da América Latina, a estrutura reduzirá o tempo de travessia de 50 para cinco minutos. Com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem de pedestres e espaço para VLT, a obra deve beneficiar mais de 720 mil pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos. Além da mobilidade urbana, o projeto amplia a eficiência logística do maior porto da região.

Paranaguá inaugura novo modelo de concessão

O leilão do canal de acesso do Porto de Paranaguá marcou a primeira concessão de canal público no país. Realizado em outubro de 2025, o contrato prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos por 25 anos.

A iniciativa inclui dragagem para ampliar o calado de 13,5 metros para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte. O contrato também contempla manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, elevando o padrão de segurança e previsibilidade operacional.

O modelo poderá ser replicado em outros portos estratégicos, como Itajaí, Santos e unidades do Rio Grande do Sul.

Terminais ampliam escoamento agrícola

No Porto de Paranaguá, os terminais PAR14, PAR15 e PAR25 consolidaram um pacote integrado para expansão da movimentação de granéis sólidos vegetais.

O PAR14, arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading, prevê R$ 1,01 bilhão em investimentos, incluindo implantação de nova área e construção do Píer em “T”, com quatro berços adicionais. O projeto também prevê integração ao Moegão, ampliando a capacidade ferroviária. A estimativa é de mais de 1,6 mil empregos diretos e 3,4 mil indiretos.

O PAR15, vencido pela Cargill Brasil, contará com R$ 604 milhões em aportes e capacidade para cerca de 4 milhões de toneladas por ano.

Já o PAR25, arrematado pelo Consórcio ALDC, formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi, prevê R$ 565 milhões em investimentos, reforçando a infraestrutura logística e ampliando o potencial de escoamento da safra agrícola.

Planejamento de longo prazo

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a agenda coloca a infraestrutura logística no centro do desenvolvimento econômico. Já o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma que os projetos consolidam um planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e modernização regulatória.

O novo ciclo de concessões sinaliza uma mudança estrutural na gestão portuária brasileira, ampliando a capacidade operacional, atraindo investimentos privados e fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves

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Portos

Leilões de terminais portuários da Antaq estão confirmados para 26 de fevereiro

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) confirmou que os leilões de terminais portuários ocorrerão no dia 26 de fevereiro, na B3, em São Paulo. Os certames envolvem o arrendamento de quatro áreas portuárias e tiveram seus editais publicados no Diário Oficial da União.

Os empreendimentos estão localizados nos portos de Natal (RN), Santana (AP), Porto Alegre (RS) e Recife (PE).

Terminais atendem diferentes tipos de cargas

No Porto Organizado de Natal, o leilão contempla uma área destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais. Já no Porto de Santana, no Amapá, o terminal será voltado para granéis sólidos vegetais, ampliando a capacidade logística da região Norte.

Em Porto Alegre, o arrendamento prevê um espaço para armazenagem e movimentação de granel sólido, reforçando a infraestrutura do porto gaúcho.

Terminal de passageiros do Recife terá edital próprio

Além dos três terminais de cargas, a Antaq informou que será lançado um edital específico para a cessão do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Organizado do Recife. O leilão também está programado para fevereiro e integra o mesmo pacote de investimentos portuários anunciado pela Agência.

Investimentos somam R$ 229 milhões

Segundo a Antaq, os investimentos previstos nos quatro projetos totalizam R$ 229 milhões. O maior volume está concentrado no Porto de Santana, com R$ 150,20 milhões previstos para um contrato de 25 anos.

O Terminal de Passageiros do Recife deverá receber R$ 2,3 milhões, também com prazo contratual de 25 anos. Em Natal, os investimentos estimados chegam a R$ 55,17 milhões, com contrato de 15 anos, enquanto o terminal de Porto Alegre prevê aportes de R$ 21,13 milhões ao longo de 10 anos.

Editais estão disponíveis ao público

A Agência destacou que todas as informações sobre os leilões portuários, incluindo critérios de participação, obrigações contratuais e modelos de concessão, estão disponíveis no Diário Oficial da União e no site oficial da Antaq. Os documentos também podem ser consultados presencialmente na sede da Agência, em Brasília.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Portos do Paraná regulariza 100% das áreas e garante R$ 5,1 bilhões em investimentos

O Governo do Estado e a Portos do Paraná regularizaram 100% das áreas portuárias do Paraná — denominadas PAR — destinadas à exploração privada, além de terem promovido a concessão do Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá em 2025. Os investimentos vão alcançar R$ 5,1 bilhões e marcam um novo momento para a logística estadual.

Além dos valores estipulados em contrato para obras, reformas e ampliações das áreas, potencializando o comércio exterior paranaense, a Portos do Paraná recebeu mais R$ 1,3 bilhão proveniente das outorgas para aplicar na modernização e ampliação da infraestrutura. 

“O Paraná está na vanguarda no setor portuário. Fomos a primeira autoridade portuária brasileira a obter a delegação de competências para realizar seus próprios leilões, a primeira a regularizar 100% das áreas e a primeira a leiloar o próprio Canal de Acesso”, destaca Ratinho Junior. “E os números já estão apontando essa mudança. Alcançamos em 2025 movimentação superior a 70 milhões de toneladas, um recorde na nossa história”.

“Com a regularização das áreas, estamos trazendo novos investimentos que garantem mais segurança operacional. Com isso, teremos mais eficiência na movimentação de cargas, mais competitividade e, consequentemente, mais negócios para os nossos portos”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A principal vantagem das concessões realizadas na Bolsa de Valores é a regularização dos contratos de arrendamento. Várias delas estavam com contratos precários há mais de uma década. Até 2018, áreas eram exploradas com instrumentos que impediam a realização de novos investimentos. Ao mesmo tempo, não havia remuneração adequada para a Autoridade Portuária. Com os novos arrendamentos, haverá um incremento significativo nas infraestruturas de todo o complexo portuário, elevando a eficiência e a produtividade do hub logístico.

Entre os investimentos previstos estão as construções do Píer em “T” — que será o novo corredor de exportações leste — e do Píer em “F”, que conectará os terminais do novo corredor oeste. Também está prevista a expansão do píer de líquidos, com a interligação dos terminais que operam esse tipo de carga. E o novo Canal de Acesso garantirá aumento de produtividade.

LEILÕES – O Píer em “T”, por exemplo, será construído pelas empresas que conquistaram o direito de uso dos PARs 15, 14 e 25, além da própria Portos do Paraná. A primeira fase da nova estrutura contará com dois berços de atracação e um sistema ultramoderno de esteiras transportadoras, que levarão os produtos dos terminais aos porões dos navios em alta velocidade. 

Atualmente, o sistema movimenta cerca de 3 mil toneladas de soja e de outros grãos e farelos por hora em um único berço. Com a nova estrutura, esse volume subirá para 8 mil toneladas por hora em cada berço. Além desses investimentos em infraestrutura de acostagem, as arrendatárias deverão aplicar mais R$ 1 bilhão em melhorias nas áreas arrematadas, onde estão localizados os terminais.

Já o PAR 09, destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais e leiloado em 2023, também promoverá melhorias na área comum do porto. A empresa arrendatária deverá construir a primeira etapa do Píer “F”, que conectará os terminais do corredor oeste, além de realizar melhorias em sua área de atuação. O PAR 50, concedido em 2023, vai receber a expansão do Píer “L”, destinado às cargas líquidas. O píer conectará todos os terminais que movimentam granéis líquidos.

Os PARs 01 (movimentação e armazenagem de carga geral), 12 (veículos) e 32 (açúcar ensacado e a granel) foram os primeiros a serem leiloados e já concluíram as obras previstas em contrato. 

O PAR01, destinado à movimentação e armazenagem de carga geral – especialmente papel e celulose –, recebeu R$ 146 milhões e está em plena atividade. Somente em 2024, mais de 500 mil toneladas de celulose foram movimentadas na área.

O PAR12 recebeu R$ 32,4 milhões em melhorias para movimentação de cargas roll-on/roll-off (veículos). Somente em 2024, mais de 7,5 mil veículos passaram pelo pátio. De outubro de 2024 a janeiro de 2025, já são mais de 32 mil veículos. No PAR32 – destinado à exportação de cargas gerais, especialmente açúcar ensacado e a granel – foram aplicados mais de R$ 11,8 milhões.


CANAL DE ACESSO – E o leilão do Canal de Acesso garantirá o aprofundamento do canal, que permitirá o aumento do calado, passando dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos. O incremento de mais de dois metros no calado permitirá um salto na capacidade de embarque de mercadorias: um adicional de mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais em um único navio.

O Consórcio Canal da Galheta Dragagem, formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV, venceu a disputa ao oferecer o desconto máximo da tarifa (12,63%) e um lance de outorga de R$ 276 milhões.

O contrato prevê a ampliação, manutenção e exploração do Canal de Acesso Aquaviário dos Portos de Paranaguá e Antonina, que tem 34,5 km de extensão. “As vantagens do leilão para a Portos do Paraná, além de uma maior profundidade, são a garantia permanente de um canal dragado por 25 anos, a segurança da navegação e o desconto ao usuário, com uma tarifa mais barata pelo resultado do leilão”, destacou Garcia.

Com a concessão, a principal transformação será o aprofundamento do canal, que permitirá o aumento do calado — ponto mais profundo do navio até a superfície da água —, passando dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos. O incremento de mais de dois metros no calado permitirá um salto na capacidade de embarque de mercadorias: um adicional de mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais em um único navio.

Com isso, o Porto de Paranaguá estará preparado para operar porta-contêineres do tipo 366 carregados em sua capacidade máxima, com até 14 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Navios de granéis sólidos poderão carregar até 125 mil toneladas de soja, milho e farelos. Atualmente, o carregamento máximo de um navio graneleiro é, em média, 78 mil toneladas. Já os navios-tanque poderão acessar o canal com até 74 mil toneladas de produtos.

A concessão também promoverá uma redução de 12,63% no valor da tarifa Inframar, paga pelos navios para acessar os portos. A tarifa cobre os custos das dragagens necessárias para garantir as manobras com segurança.

FONTE: Governo do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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