Indústria

Máquinas antigas e juros altos pressionam a produtividade da indústria brasileira

A combinação de máquinas envelhecidas, juros elevados e dificuldades de acesso a investimentos ajuda a explicar um dos principais entraves da indústria brasileira: a baixa produtividade. Enquanto grandes empresas conseguem incorporar tecnologias avançadas, uma parcela significativa das fábricas ainda opera com equipamentos próximos do fim de sua vida útil.

Na unidade da ABB Robotics em Sorocaba, no interior de São Paulo, entre dez e 15 robôs industriais usados chegam todos os meses. Muitos passaram anos trabalhando em linhas de montagem de veículos, realizando tarefas como soldagem, pintura e movimentação de componentes.

Os equipamentos são desmontados, atualizados e submetidos a testes antes de voltar ao mercado. Um robô reformado pode custar entre 40% e 60% do valor de um modelo novo e, depois da recuperação, costuma ser vendido para indústrias de máquinas, alimentos, plásticos e autopeças.

Esse mercado de equipamentos recondicionados revela um problema mais amplo: o envelhecimento do parque industrial brasileiro.

Indústria brasileira opera com máquinas cada vez mais antigas

As máquinas utilizadas pela indústria nacional têm, em média, 14 anos. De acordo com uma sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 38% dos equipamentos já atingiram ou estão próximos da idade considerada adequada para o fim de seu ciclo de vida pelo fabricante.

Para Rafael Cagnin, economista-chefe e diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), o cenário mostra o limite ao qual parte das empresas chegou para manter equipamentos antigos em operação.

Máquinas envelhecidas tendem a apresentar mais falhas e consumir mais energia. Além disso, os recursos destinados à manutenção deixam de ser utilizados na renovação das linhas de produção.

Nesse contexto, o retrofit industrial, que consiste na modernização de equipamentos existentes, aparece como alternativa para empresas que querem avançar na automação industrial sem assumir o custo integral de uma máquina nova.

Baixa produtividade é um problema histórico

A dificuldade para disseminar tecnologia entre empresas de diferentes portes contribui para um problema que acompanha a economia brasileira há décadas: a baixa produtividade do trabalho.

Em 2025, cada hora trabalhada no Brasil gerou, em média, US$ 21,2, considerando dólares de 2021 ajustados pela paridade do poder de compra, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O resultado correspondia a 26% da produtividade registrada nos Estados Unidos e a 62% da observada no Chile. O indicador considera não apenas as máquinas disponíveis, mas também fatores como organização da produção, qualificação dos trabalhadores e infraestrutura.

O cenário ganha importância diante do envelhecimento da população brasileira. O chamado bônus demográfico, que respondeu por aproximadamente 70% do crescimento médio do PIB per capita nos anos 1990, já deixou de impulsionar a economia.

Com uma população economicamente ativa crescendo mais lentamente, o aumento da renda dependerá cada vez mais da capacidade de produzir mais a cada hora trabalhada.

Brasil ainda utiliza poucos robôs industriais

Apesar da presença de fornecedores internacionais de tecnologia e de linhas públicas de financiamento, o Brasil continua com uma densidade relativamente baixa de robôs industriais.

O país não aparece entre os dez maiores mercados de novas instalações de robôs no levantamento mais recente da Federação Internacional de Robótica (IFR).

Em 2024, a média mundial chegou a 132 robôs em funcionamento para cada 10 mil trabalhadores da indústria manufatureira. A Coreia do Sul, líder do indicador, registrava 1.220. No México, cuja indústria automobilística está fortemente integrada às cadeias produtivas dos Estados Unidos, eram 62.

No Brasil, segundo dados da IFR citados por Adrian Covi, gerente da área de Indústrias Gerais da ABB Robotics para a América do Sul, havia 19 robôs para cada 10 mil trabalhadores. Na indústria automotiva, a proporção chegava a 139, enquanto nos demais segmentos industriais era de apenas 13.

A ABB também realiza avaliações nas fábricas para identificar processos nos quais a robotização poderia trazer ganhos iniciais de eficiência.

Grandes empresas avançam, mas tecnologia não se espalha de forma uniforme

Rafael Cagnin, do IEDI, define o cenário brasileiro como uma situação de “heterogeneidade estrutural”. O conceito descreve a convivência entre empresas altamente tecnológicas e uma grande parcela do setor produtivo que permanece defasada.

Empresas como Embraer e WEG, por exemplo, conseguem competir internacionalmente utilizando tecnologias avançadas. Ao redor delas, porém, existe uma extensa cadeia de fornecedores menores, muitas vezes mais dependentes do mercado interno e com acesso limitado ao crédito.

Essa diferença de condições ajuda a explicar por que a modernização tecnológica não ocorre no mesmo ritmo em todos os segmentos da indústria brasileira.

Juros altos dificultam investimento em máquinas

A decisão de substituir uma máquina envolve também uma comparação financeira. Para uma empresa com recursos disponíveis, investir em equipamentos significa assumir riscos e esperar anos pelo retorno.

Em um ambiente de juros altos, entretanto, aplicações financeiras de menor risco podem oferecer uma alternativa mais atraente para o capital.

Em setembro, a taxa Selic estava em 13,75% ao ano, enquanto o IPCA acumulava alta de 4,22% em 12 meses. O juro real retrospectivo ficava, portanto, próximo de 9,5%.

Na prática, um projeto de expansão ou modernização industrial precisa apresentar retorno superior ao custo de oportunidade do dinheiro para se tornar financeiramente interessante.

O problema afeta principalmente pequenas e médias indústrias. Grandes grupos têm mais facilidade para emitir dívida ou captar recursos no exterior, enquanto empresas menores dependem do crédito bancário doméstico ou do próprio caixa.

Quando as vendas diminuem ou o custo do financiamento aumenta, a tendência é postergar a compra de novos equipamentos.

Investimento em automação pode aliviar falta de mão de obra

O baixo investimento em automação industrial também interfere na capacidade de aumentar a produção por trabalhador.

À medida que a mão de obra se torna mais escassa e os salários avançam, o investimento em tecnologia pode permitir que as empresas produzam mais sem depender proporcionalmente do aumento do número de trabalhadores.

Para Cagnin, esse mecanismo é fundamental para elevar a produtividade da indústria. O obstáculo, segundo o economista, é que o elevado custo do investimento dificulta justamente essa transição.

Impostos também entram na conta da modernização

O custo da automação brasileira não é determinado apenas pelos juros. A política de importação de máquinas e equipamentos também influencia o preço final.

A unidade da ABB Robotics em Sorocaba ocupa cerca de 4 mil metros quadrados e concentra atividades como treinamento, manutenção, montagem e testes de células robotizadas. A fabricação dos braços robóticos, porém, ocorre em outras unidades da empresa.

A ABB possui fábricas de robôs na China, nos Estados Unidos e na Suécia. No mercado brasileiro, os equipamentos são principalmente importados da China. Já componentes como garras, ferramentas e sistemas de visão podem ser desenvolvidos pela engenharia local e produzidos por fornecedores brasileiros.

Em fevereiro, o governo elevou para 20% o Imposto de Importação aplicado a um conjunto de máquinas e equipamentos, incluindo braços robóticos. A reação do setor levou a mudanças ainda naquele mês: o imposto voltou a zero para mais de cem produtos e retornou ao nível anterior para outros 15.

As alterações na tributação aumentam a incerteza para as empresas que precisam calcular o prazo de retorno de investimentos em células robotizadas e outras tecnologias de automação.

China ganha espaço no mercado de máquinas e robôs

A importância da China no fornecimento de equipamentos industriais também aparece nos números globais.

Em 2024, foram instalados 542 mil robôs industriais em todo o mundo, dos quais 295 mil na China, segundo a IFR. O país asiático respondeu por 54% das novas instalações e seus fabricantes conquistaram 57% do próprio mercado.

No primeiro bimestre de 2026, a China representou 36,2% das importações brasileiras de máquinas e equipamentos. Estados Unidos, Alemanha e Itália, juntos, responderam por 29,8%, de acordo com levantamento da Abimaq.

Um exemplo está na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia. Cerca de 200 robôs de pintura utilizados no projeto foram fornecidos pela ABB na China. No Brasil, ficaram a instalação dos equipamentos e aproximadamente US$ 1 milhão em serviços e mão de obra.

Pela metodologia da IFR, esses robôs entram nas estatísticas de instalações realizadas no mercado brasileiro, embora tenham sido fabricados na China. O dado, portanto, registra a modernização da unidade industrial, mas não significa que a fabricação dos equipamentos tenha ocorrido no país.

Robôs usados podem levar tecnologia a empresas menores

Existe ainda outro caminho para a disseminação da automação: a revenda de equipamentos usados.

Os robôs que chegam à unidade da ABB em Sorocaba são recuperados e podem deixar o setor automotivo, onde a densidade de equipamentos é maior, para atender segmentos industriais com menor nível de robotização.

Essa circulação de máquinas reformadas pode ampliar o acesso à tecnologia industrial entre empresas que não têm capital suficiente para comprar equipamentos novos.

O desafio para o Brasil é fazer com que a modernização ultrapasse as grandes fábricas e alcance uma parcela maior do parque produtivo. Em um cenário de envelhecimento populacional, o ritmo desse processo terá impacto direto sobre quanto a economia conseguirá produzir a cada hora de trabalho.

O avanço da produtividade industrial, portanto, dependerá da capacidade de superar simultaneamente obstáculos como máquinas antigas, crédito caro, tributação e desigualdade no acesso à tecnologia. São questões que estarão entre os desafios econômicos enfrentados pelo próximo governo, independentemente de quem vencer as eleições.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniela Arbex

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Negócios

WEG firma contrato com a Engie para expansão da Hidrelétrica Jaguara em projeto de R$ 1,2 bilhão

A WEG anunciou a assinatura de um contrato com a Engie Brasil para fornecer duas unidades geradoras destinadas à ampliação da capacidade da Usina Hidrelétrica Jaguara, empreendimento localizado no Rio Grande, entre os municípios de Rifaina (SP) e Sacramento (MG).

O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão e permitirá o acréscimo de 232 megawatts (MW) à capacidade instalada da usina. A expansão será realizada com a instalação de duas unidades geradoras de 116 MW cada, aproveitando estruturas já existentes, sem necessidade de construção de um novo reservatório.

Equipamentos devem entrar em operação em 2030

Segundo a WEG, a previsão é de que as novas turbinas iniciem operação em 2030. A empresa destaca que a modernização da hidrelétrica fortalece o papel da energia hidrelétrica na transição energética, contribuindo para atender aos momentos de maior demanda por eletricidade e ampliar a segurança do sistema elétrico brasileiro.

A utilização da infraestrutura existente também favorece a expansão da geração de energia com menor impacto ambiental, tornando o projeto mais eficiente do ponto de vista operacional e sustentável.

Projeto reforça atuação da WEG no setor elétrico

Em comunicado ao mercado, a fabricante informou que sua participação no empreendimento demonstra a capacidade da companhia em desenvolver e fornecer soluções completas para projetos de grande porte no setor elétrico, incluindo tecnologias voltadas à geração de energia.

A empresa é uma das principais fornecedoras de equipamentos para usinas no Brasil e amplia sua presença em iniciativas estratégicas voltadas ao fortalecimento da matriz energética nacional.

Engie aposta na modernização da Usina Jaguara

A Usina Hidrelétrica Jaguara integra o parque gerador da Engie Brasil, uma das maiores companhias privadas de geração de energia elétrica do país. A ampliação da capacidade faz parte da estratégia da empresa de elevar a oferta de energia utilizando ativos já implantados, reduzindo a necessidade de novas intervenções ambientais e aumentando a eficiência operacional.

Com o investimento, a expectativa é fortalecer a contribuição da usina para o abastecimento do Sistema Interligado Nacional e acompanhar o crescimento da demanda por energia nos próximos anos.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Invest

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Portos

Simpar vende terminais do Porto de Aratu para ICTSI em negócio de R$ 1,8 bilhão

A Simpar anunciou a venda da CS Porto Aratu, sua subsidiária responsável pela operação de terminais portuários na Bahia, para a International Container Terminal Services (ICTSI). A transação foi avaliada em R$ 1,8 bilhão e faz parte da estratégia da companhia de otimização de seu portfólio de ativos.

Estrutura do pagamento da operação

De acordo com os termos do contrato, a negociação prevê um pagamento inicial em dinheiro de R$ 750 milhões. Desse total, R$ 650 milhões serão quitados na conclusão da operação, enquanto os R$ 100 milhões restantes serão pagos como bônus, a partir de 18 meses após o fechamento do negócio, desde que as condições previstas sejam atendidas.

Terminais movimentam 9,5 milhões de toneladas por ano

A CS Porto Aratu administra os terminais 12 e 18 do Porto de Aratu, localizado em Candeias, na Bahia. A estrutura possui capacidade para movimentar cerca de 9,5 milhões de toneladas por ano e já recebeu investimentos superiores a R$ 900 milhões, voltados à expansão e modernização das operações.

Negócio ainda depende de aprovações regulatórias

A conclusão da venda ainda está sujeita ao cumprimento de etapas regulatórias. Entre elas estão a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a autorização do poder concedente, requisitos necessários para que a transação seja oficialmente finalizada.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Negócios

BYD amplia fábrica na Bahia e projeta produzir 600 mil veículos por ano no Brasil

A BYD acelera a expansão de sua fábrica em Camaçari (BA) com a meta de transformar a unidade no maior complexo automotivo da empresa fora da China. Após investir R$ 5,5 bilhões, a montadora pretende elevar gradualmente sua capacidade produtiva até alcançar 600 mil veículos por ano, volume superior ao da fábrica da Fiat, em Betim (MG).

Além de atender ao mercado brasileiro, o projeto prevê que a unidade baiana se torne uma plataforma de exportação para outros países das Américas.

Produção nacional entra em nova fase a partir de agosto

Desde outubro de 2025, a fábrica realiza a montagem dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro no sistema SKD, em que os veículos chegam parcialmente desmontados e recebem a montagem final no Brasil.

A partir de agosto, a empresa pretende iniciar uma etapa experimental de um processo produtivo mais completo, ampliando a nacionalização da fabricação.

Até o fim de 2026, o complexo deverá contar com novas áreas de estamparia, soldagem e pintura, consideradas essenciais para aumentar a produção local de componentes e reduzir a dependência de peças importadas.

Projeto prevê 17 unidades industriais

O empreendimento ocupa uma área de 4,65 milhões de metros quadrados, equivalente a cerca de 645 campos de futebol, tornando-se o maior investimento industrial da BYD fora do território chinês.

Ao todo, o projeto contempla 17 unidades operacionais, incluindo instalações voltadas à fabricação de peças e componentes, ampliando a verticalização da cadeia produtiva no Brasil.

Segundo a empresa, os investimentos já realizados abrangem tanto a expansão da infraestrutura quanto a produção nacional de componentes automotivos.

Capacidade pode superar fábrica da Fiat em Betim

A primeira fase da operação prevê capacidade para fabricar 150 mil veículos por ano. Em uma segunda etapa, esse número deverá dobrar para 300 mil unidades anuais.

Quando todas as fases do projeto forem concluídas, a expectativa é atingir uma produção de até 600 mil veículos por ano, superando a capacidade atual da fábrica da Fiat, pertencente à Stellantis, em Betim, Minas Gerais.

Fábrica já montou 100 mil veículos em nove meses

A BYD também anunciou que a unidade de Camaçari alcançou a marca de 100 mil veículos montados apenas nove meses após o início das operações.

O automóvel que simbolizou o marco foi um Dolphin Mini, modelo que lidera as vendas de veículos elétricos no varejo brasileiro há cinco meses consecutivos e já ultrapassou 35 mil unidades comercializadas em 2026.

Além do compacto elétrico, a linha de produção inclui o sedã híbrido King e o SUV híbrido Song Pro, reforçando a estratégia da montadora de ampliar sua participação nos segmentos de veículos eletrificados.

Investimento também prevê geração de empregos

Atualmente, o complexo emprega cerca de 5,5 mil trabalhadores diretos. Com a conclusão das próximas etapas de expansão, a expectativa da BYD é contribuir para a criação de aproximadamente 20 mil empregos, entre vagas diretas e indiretas.

Segundo a empresa, todo o investimento de R$ 5,5 bilhões já foi destinado ao desenvolvimento da unidade industrial e à ampliação da produção nacional.

Marca premium Denza pode integrar produção futura

A expansão da fábrica também abre possibilidade para a fabricação de veículos da Denza, marca premium pertencente ao grupo BYD. Embora a montadora ainda não tenha confirmado oficialmente essa produção no Brasil, modelos como o Denza B5 são apontados como tecnicamente compatíveis com a estrutura do complexo baiano.

Em junho, o SUV liderou o segmento premium no mercado brasileiro, com 566 unidades emplacadas, tornando-se o primeiro veículo de uma marca chinesa a alcançar esse resultado. No mesmo período, a BMW manteve a liderança entre as fabricantes premium em volume total de emplacamentos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Mercado de trabalho

Mercado Livre anuncia 28 mil novas vagas de emprego no Brasil em 2026

O Mercado Livre anunciou a criação de 28,2 mil novas vagas na área de logística ao longo de 2026 no Brasil. Com as contratações, a empresa deverá encerrar o ano com 78,1 mil colaboradores no setor logístico em território nacional, conforme informou a companhia nesta segunda-feira (6).

Na América Latina, a expansão elevará o quadro de funcionários da operação logística para aproximadamente 133 mil trabalhadores.

Expansão faz parte de investimento bilionário no Brasil

A abertura das novas vagas integra o plano de investimentos de R$ 57 bilhões anunciado pela empresa em março para fortalecer sua atuação no mercado brasileiro.

Além das contratações, o projeto prevê a inauguração de 14 novos Centros de Distribuição Fulfillment, ampliando a rede para 48 unidades no país. O crescimento representa um aumento de 50% na quantidade de centros logísticos em comparação ao ano anterior.

Cidades concentram maior número de oportunidades

As contratações estarão concentradas principalmente em municípios que já abrigam importantes operações logísticas da empresa.

As cidades com maior oferta de vagas são:

  • Cajamar (SP): 5,5 mil postos;
  • Araçariguama (SP): 2,5 mil vagas;
  • Governador Celso Ramos (SC): 2,4 mil oportunidades;
  • Campinas (SP): 1,6 mil vagas;
  • Extrema (MG): 930 postos de trabalho.

Crescimento do e-commerce impulsiona expansão

Segundo Patricia Monteiro de Araújo, diretora de Pessoas do Mercado Livre no Brasil, o país segue entre os maiores mercados de e-commerce do mundo, embora a participação das compras online ainda corresponda a cerca de 17% do varejo nacional.

A executiva destaca que fatores como entregas mais rápidas, redução do custo do frete e maior disponibilidade de produtos têm incentivado novos consumidores a comprar pela internet, além de aumentar a frequência de compras dos clientes já ativos. Nesse cenário, a ampliação da infraestrutura logística contribui para sustentar o crescimento da operação.

Aporte recorde fortalece logística, marketplace e serviços financeiros

O investimento de R$ 57 bilhões representa um aumento de 50% em relação ao valor aplicado pela companhia no Brasil no ano anterior e é o maior já realizado pela empresa no país.

Os recursos serão destinados principalmente à expansão da infraestrutura logística, ao fortalecimento do marketplace e ao crescimento do Mercado Pago, braço de serviços financeiros da companhia.

Na ocasião do anúncio do aporte, o vice-presidente executivo de Commerce do Mercado Livre para a América Latina, Fernando Yunes, afirmou que a empresa pretende manter o ritmo de investimentos após consolidar resultados recordes em participação de mercado e satisfação dos clientes.

Brasil permanece como principal mercado da empresa

O Brasil continua sendo o maior mercado do grupo na América Latina. Em 2025, o país respondeu por 52,6% da receita total da companhia, com faturamento líquido de R$ 84,5 bilhões, reforçando sua importância na estratégia de expansão do Mercado Livre.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Tecnologia

Gigante de SC investe R$ 350 milhões em nova fábrica automatizada e cria 950 empregos

A Aurora Coop, cooperativa fundada em Chapecó (SC), concluiu a ampliação do Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (FASGO), em Mato Grosso do Sul. O projeto recebeu investimento de R$ 350 milhões e marca uma nova etapa da empresa, com forte aposta em automação industrial, modernização da produção e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência.

A inauguração da nova estrutura está prevista para 2 de julho de 2026, em São Gabriel do Oeste.

Capacidade de produção cresce 60%

Com a expansão, a unidade amplia sua capacidade de abate de suínos de 3.200 para 5 mil animais por dia, um crescimento de 60%. O aumento coloca o frigorífico entre os maiores do Centro-Oeste no processamento da proteína suína.

Além do reforço na produção, a ampliação terá reflexos no mercado de trabalho. A expectativa é de criação de cerca de 950 vagas de emprego diretas, com prioridade para trabalhadores de São Gabriel do Oeste e municípios vizinhos.

Automação e robôs impulsionam a modernização da fábrica

O investimento contempla a substituição completa da linha de abate, que passa a operar com maior velocidade, precisão e melhores condições ergonômicas para os colaboradores.

A nova fase da planta também prepara a unidade para futuras aplicações de robotização em etapas específicas da produção, além da instalação de equipamentos industriais de última geração e novos sistemas de processamento.

Do total investido, aproximadamente R$ 125 milhões foram destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, R$ 130 milhões às obras civis e outros R$ 95 milhões às instalações industriais.

Segundo a cooperativa, as melhorias também fortalecem os padrões de segurança alimentar, qualidade dos produtos e sustentabilidade dos processos.

Produção de industrializados será ampliada

Com a modernização da unidade, a Aurora Coop também expandirá a fabricação de produtos derivados da carne suína.

A expectativa é elevar a produção diária de itens como presuntos, produtos cozidos, defumados, embutidos frescos e banha, fazendo com que a capacidade de industrializados ultrapasse 400 toneladas por dia.

A produção abastecerá tanto o mercado brasileiro quanto os mercados internacionais onde a cooperativa já possui habilitação para exportação, incluindo países da Ásia, Europa, América Latina e Oriente Médio.

Investimento fortalece a economia regional

Além de ampliar a produção, o projeto deverá impulsionar a economia da região centro-norte de Mato Grosso do Sul, com expectativa de movimentar centenas de milhões de reais em atividades ligadas à cadeia produtiva.

A unidade opera integrada ao sistema de produção da cooperativa, que reúne produtores rurais e cooperativas filiadas responsáveis pelo fornecimento de suínos para o frigorífico.

Obras ampliaram estrutura e reforçaram sustentabilidade

As obras começaram em 2022 e mobilizaram mais de 250 trabalhadores nos períodos de maior atividade, além da participação de diversas empresas terceirizadas.

A expansão acrescentou mais de 9,5 mil metros quadrados à planta industrial. Entre as novas estruturas estão restaurante industrial, vestiários, ambulatório, áreas administrativas, setores de processamento e a ampliação da estação de tratamento de efluentes.

A cooperativa também adotou um novo sistema de tratamento de resíduos por lodos ativados, tecnologia que melhora a eficiência ambiental da operação, reduz a emissão de gases de efeito estufa e eleva a qualidade do tratamento dos efluentes.

Plano de expansão da Aurora Coop segue em ritmo acelerado

A ampliação do frigorífico faz parte da estratégia nacional de crescimento da Aurora Coop, que vem ampliando sua capacidade industrial e fortalecendo sua presença no mercado global de proteínas.

Nos últimos anos, a cooperativa destinou bilhões de reais à expansão de suas operações, com investimentos em novas unidades, modernização industrial e geração de milhares de empregos em diferentes estados brasileiros.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aurora Coop

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Portos

Porto de Paranaguá investe R$ 81,3 milhões em subestação para ampliar infraestrutura energética

O Porto de Paranaguá está investindo R$ 81,3 milhões na construção de uma moderna subestação de energia que irá reforçar a capacidade elétrica do complexo portuário e atender aos projetos de crescimento previstos para os próximos 30 anos.

A estrutura terá potência instalada de 60 megawatts (MW) e será conectada à rede em 138 quilovolts (kV). A execução ficará sob responsabilidade do Consórcio ETR, que terá prazo de até dois anos para concluir a obra.

Capacidade atenderá demanda equivalente a até 60 mil residências

Quando entrar em operação, a nova subestação terá capacidade de fornecimento de energia comparável ao consumo mensal de cerca de 30 mil a 60 mil residências, considerando uma média entre 150 e 250 kWh por imóvel.

Segundo a Portos do Paraná, o investimento foi dimensionado para acompanhar a expansão das atividades do terminal e garantir maior segurança no abastecimento elétrico das operações portuárias.

Projeto contempla futuras ampliações do complexo portuário

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a infraestrutura foi planejada para suportar os novos empreendimentos previstos para o porto, entre eles a construção dos futuros píeres em T e em F, considerados estratégicos para o aumento da capacidade operacional.

Ligação direta com a Copel deve aumentar eficiência

Um dos principais benefícios do projeto será a conexão direta da subestação com a rede principal da Copel, eliminando a necessidade de fornecimento por meio de subestações intermediárias. A medida tende a aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e reduzir perdas no abastecimento.

Para viabilizar a conexão, será necessária a modernização da rede elétrica, com a instalação de novos postes ao longo de aproximadamente quatro quilômetros de vias urbanas.

Com a nova estrutura, o Porto de Paranaguá reforça sua infraestrutura energética e cria condições para sustentar o crescimento da movimentação de cargas e dos investimentos previstos para as próximas décadas.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Paranaguá investe R$ 81,3 milhões em nova subestação de energia para ampliar capacidade

O Porto de Paranaguá anunciou um investimento de R$ 81,3 milhões na construção de uma nova subestação de energia, projeto considerado estratégico para sustentar a expansão do complexo portuário nas próximas décadas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (25).

A estrutura terá potência instalada de 60 megawatts (MW) e será conectada à rede em 138 quilovolts (kV). A execução ficará a cargo do Consórcio ETR, que terá prazo de dois anos para concluir a obra.

Capacidade atende ao consumo de até 60 mil residências

De acordo com a administração portuária, a capacidade da nova subestação equivale ao abastecimento de aproximadamente 30 mil a 60 mil residências, considerando um consumo médio mensal entre 150 e 250 kWh por imóvel.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o projeto foi desenvolvido para atender à demanda futura do porto e garantir suporte às obras de ampliação previstas.

“A subestação foi planejada para estruturar o Porto pelos próximos 30 anos, contemplando as expansões previstas para o futuro, como os píeres em T e em F”, afirmou.

Ligação direta com a Copel aumenta eficiência energética

Outro destaque do empreendimento é a conexão direta com a subestação principal da Copel, eliminando a necessidade de fornecimento por meio de subestações intermediárias. A expectativa é que essa configuração proporcione maior eficiência, confiabilidade e capacidade no fornecimento de energia ao terminal.

Para viabilizar a nova ligação elétrica, será necessário adaptar a infraestrutura da rede, incluindo a instalação de novos postes ao longo de cerca de quatro quilômetros de vias urbanas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: TCP

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ANVISA

Anvisa recebe entidades empresariais dos EUA para discutir inovação e ambiente regulatório

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realizou, na manhã de terça-feira (28/4), uma reunião com representantes de importantes entidades empresariais norte-americanas. O encontro contou com a participação da U.S. Chamber of Commerce e do Brazil-U.S. Business Council, reforçando o diálogo internacional sobre ambiente de negócios, inovação e saúde pública no Brasil.

Diálogo estratégico sobre regulação e investimentos

Durante a reunião, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou a importância de fortalecer a cooperação institucional e aprimorar a eficiência regulatória. Entre os principais temas debatidos, esteve o plano de ação voltado à redução das filas de medicamentos e dispositivos médicos, uma das prioridades da Agência.

Segundo Safatle, a iniciativa busca trazer mais previsibilidade ao setor produtivo e estimular novos investimentos. “Estamos enfrentando a questão das filas para dar mais segurança a quem investe no país”, afirmou.

Inovação e fortalecimento do setor de saúde

Outro ponto abordado foi a atuação do Comitê de Inovação da Anvisa, criado para acompanhar e avaliar tecnologias inovadoras consideradas estratégicas para a saúde pública. A medida integra ações mais amplas ligadas à Nova Indústria Brasil (NIB) e ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).

Essas estratégias têm como objetivo reduzir vulnerabilidades do Sistema Único de Saúde (SUS), incentivar a produção nacional e ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Empresas dos EUA ampliam presença no Brasil

A U.S. Chamber of Commerce, considerada a maior entidade empresarial dos Estados Unidos, atua no Brasil por meio do Brazil-U.S. Business Council. O grupo reúne companhias com forte presença no mercado brasileiro, especialmente nos setores farmacêutico, de alimentos e bebidas, tecnologia, logística, energia e bens industriais.

A aproximação entre a Anvisa e essas entidades reforça o interesse mútuo em expandir parcerias e aprimorar o ambiente regulatório no país.

FONTE: Anvisa
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jacqueline Spotto/Anvisa

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Portos

Portonave eleva excelência operacional com investimentos em infraestrutura e pessoas

Aportes modernizam o Terminal Portuário, qualificam profissionais e preparam para o crescimento da demanda futura

Líder nacional em satisfação e experiência do cliente pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, executa um plano de investimentos que passa dos R$ 2 bilhões para fortalecer sua competitividade no segmento. O pacote contempla a adequação do cais, a aquisição de novos equipamentos e a inauguração do centro de desenvolvimento operacional mais tecnológico da América do Sul. Com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, a Companhia adota visão de longo prazo alinhada à descarbonização e à sustentabilidade.

A Obra de Adequação do Cais prepara a estrutura para operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros. A segunda etapa segue em andamento, com 1,4 mil profissionais dedicados às atividades no cais e canteiro de obras. De acordo com dados de final de março – último levantamento realizado – 72% da obra total está concluída. Mais do que o ganho operacional, o cais terá infraestrutura para futura instalação do sistema de shore power, que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados – tecnologia inédita no setor brasileiro.

Além disso, o Terminal Portuário receberá novos equipamentos portuários: dois guindastes Ship-to-Shore (STS) de maior capacidade, 14 Rubber Tyred Gantry (RTG) eletrificados – previstos para serem recebidos no segundo semestre deste ano. Em 2025, entraram em operação uma Reach Stacker (RS) elétrica e dois Scanners para vistoria de contêineres. Aliado aos investimentos em infraestrutura, a Portonave também investe continuamente na capacitação dos profissionais.

Somados, os aportes privados da empresa vão expandir a capacidade operacional anual de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Esse crescimento impulsiona o desenvolvimento socioeconômico, com impacto positivo direto na cadeia nacional e local. Nesse contexto, as práticas alinhadas aos princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança, em português), com foco em infraestrutura moderna, inovação e valorização das pessoas, tornam-se essenciais ao nortear as ações da Companhia de forma responsável, equilibrada e sustentável, alinhadas à visão de longo prazo

Foco em pessoas

Com foco no desenvolvimento contínuo e na capacitação de seus profissionais, o Centro de Desenvolvimento de Excelência Operacional está em fase de implementação final, com o objetivo de elevar a eficiência e a cultura de segurança da Companhia. Integrado ao Terminal Portuário, o hub conta com quatro simuladores da CM Labs, empresa canadense reconhecida mundialmente pela tecnologia e precisão de seus equipamentos, e tem capacidade para treinar cerca de 300 profissionais por ano, com uma equipe dedicada de instrutores. As capacitações no espaço estão previstas para serem iniciadas em maio.

Dois dos simuladores são do modelo Master Cab, o mais moderno disponível no mercado para capacitação no segmento e inédito na América do Sul. O equipamento é capaz de reproduzir, com alto grau de realismo, as operações dos guindastes STS e RTG, além das empilhadeiras de grande porte RS e Empty Container Handler (ECH) utilizadas na movimentação de contêineres. O Master Cab conta com 10 telas de LED, assento com sistema de motion, que reproduz as vibrações dos equipamentos reais, e controles idênticos aos das máquinas operacionais. Além disso, permite a troca de componentes, como joysticks e pedais, possibilitando a simulação dos quatro tipos de equipamentos em um único simulador.

O centro conta ainda com dois simuladores do modelo Trainer para a simulação dos Terminal Tractors (TT) no pátio de operações. Em ambos os modelos, é possível recriar condições adversas, como chuva, vento, neblina e baixa visibilidade, além de cenários de risco, como o afastamento do navio do cais ou a queda de contêineres.

Com a estrutura, os profissionais passam a contar com uma formação composta por 16 horas de aulas teóricas, 40 horas em simuladores e 184 horas de prática em campo. A iniciativa não substitui a experiência real, mas prepara os operadores para o desenvolvimento da memória motora e do domínio técnico em um ambiente seguro, além de permitir a análise das aptidões de cada profissional. Também será utilizado para a reciclagem de conhecimentos dos profissionais com maior tempo de experiência.

Sobre a Portonave

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil, controlada pelo grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL). No ranking nacional na movimentação contêineres cheios de longo curso, a empresa é a 4ª colocada, com 9% de participação, de acordo com o Datamar, em 2025. Também é destaque em eficiência, com a maior produtividade do Brasil, com média de 114 Movimentos por Hora (MPH) realizados por navio em 2025, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Como diferencial, possui uma câmara frigorífica totalmente automatizada que proporciona sinergia para as operações de produtos de temperatura controlada. Atualmente, gera cerca de 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

Saiba mais em: www.portonave.com.br

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