Investimento

BNDES financia investimento de R$ 390 milhões no Chile com equipamentos WEG

Com linha de financiamento Exim Pós-embarque, a empresa brasileira Alupar, por meio da sua subsidiária chilena Sincro Energia del Desierto, vai instalar infraestrutura de energia usando equipamentos WEG

Uma das ações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) BNDES para aquecer mais a economia brasileira é o financiamento a exportações por meio da linha Exim Pós-embarque. Nesta quarta-feira, o banco informou que aprovou financiamento de US$ 71,4 milhões (R$ 390 milhões) para a Sincro Energía del Desierto (SED), subsidiária chilena do Grupo Alupar Investimento S/A, do Brasil. Esse projeto será instalado com produtos da multinacional catarinense WEG, impulsionando assim a indústria de Jaraguá do Sul.

Para atender a esse projeto, a WEG vai exportar compensadores síncronos, transformadores de força e sistemas auxiliares para duas novas subestações de energia elétrica no país, localizadas nas províncias de Antofagasta e Atacama.

Segundo o BNDES, com esse investimento, a SED contribuirá para o fortalecimento da infraestrutura de transmissão elétrica no Chile, assegurando maior confiabilidade no fornecimento de energia em uma região estratégica para a expansão das fontes renováveis. As subestações Ana María e Illapa serão operadas pela Alupar por um período de 25 anos.

-O apoio do BNDES às exportações de empresas brasileiras para diferentes mercados internacionais é essencial para fortalecer a indústria nacional e a geração de empregos dentro do Brasil. Mas também cumpre a função, sob a condução do presidente Lula, de contribuir com o que país seja capaz de buscar cada vez mais parceiros comerciais mundo afora, evitando que medidas individuais comprometam o desempenho da economia – disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

– O apoio do BNDES reforça a estratégia de consolidar a expansão regional da Alupar, única transmissora 100% brasileira a desenvolver e operar projetos em diversos países da América Latina. Após consolidar sua presença no Brasil, a companhia expandiu sua atuação para o Peru e para a Colômbia e reforça sua posição no Chile, retornando ao país após uma experiência bem-sucedida entre 2005 e 2016 – afirmou Luiz Coimbra, diretor de Relações com Investidores da Alupar.

Esse projeto no Chile foi uma vitória da Alupar em licitação pública internacional, realizada em janeiro de 2024, para a construção e exploração de serviço complementar de controle de tensão por aportes de potência de curto-circuito, explica o banco. O projeto está alinhado ao momento de transição energética vivido pelo Chile e à crescente integração de energias renováveis em sua matriz elétrica.

Fonte: NSC Total

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Investimento

Investimento chinês dobra no Brasil, que agora é o terceiro principal destino

“É excelente a entrada da China. Vai promover um choque de competitividade com outras empresas no setor brasileiro industrial”, disse Uallace Moreira, chefe de desenvolvimento industrial do MDIC

O Brasil se tornou o terceiro maior destino de investimentos chineses no mundo e o número 1 fora da Europa, segundo um novo estudo, com dezenas de projetos em diversos setores atraindo US$4,2 bilhões no ano passado, em meio ao fortalecimento dos laços diplomáticos.

O estudo do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC), um centro de estudos, mostrou que o investimento direto chinês no Brasil mais que dobrou em 2024 em relação a 2023, com empresas investindo tanto em projetos de energia quanto em novas áreas como carros elétricos.

“É excelente a entrada da China. Vai promover um choque de competitividade com outras empresas no setor brasileiro industrial”, disse Uallace Moreira, chefe de desenvolvimento industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). “Mas a gente precisa ir além e fazer com que esses investimentos desenvolvam as cadeias produtivas aqui”, acrescentou.

Muitas fábricas chinesas no país ainda importam peças fabricadas na China para montagem final no Brasil, incluindo algumas montadoras de carros elétricos. Esse tipo de investimento gera menos empregos e estimula menos fábricas novas ao longo das cadeias produtivas, que são essenciais para o crescimento econômico, segundo Moreira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês, Xi Jinping, se encontraram duas vezes no último ano, anunciando parcerias em diversos setores, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a guerra comercial, impondo tarifas elevadas sobre produtos de ambos os países.

Empresas chinesas têm buscado expandir seus negócios no Brasil e em outras economias em desenvolvimento, à medida que recuam dos Estados Unidos, disse Tulio Cariello, autor principal do estudo do CEBC, destacando que os investimentos chineses nos EUA atingiram apenas US$2,2 bilhões no ano passado.

“É uma tendência causada por essas tensões geopolíticas”, afirmou ele.

Ainda assim, os Estados Unidos continuam sendo a maior fonte de investimento estrangeiro direto no Brasil, com US$8,5 bilhões enviados no ano passado, segundo dados do governo. O investimento chinês no Brasil e em muitos outros países também está abaixo dos níveis anteriores.

Entre 2015 e 2019, empresas chinesas investiram em média US$6,6 bilhões por ano no Brasil. Mas Cariello explicou que muitos desses investimentos foram direcionados a poucos projetos gigantes de petróleo e energia, como linhas de transmissão e campos de petróleo offshore.

Agora, empresas chinesas estão investindo em um número recorde de 39 projetos no Brasil, em uma gama mais diversificada de setores, colocando o país atrás apenas do Reino Unido e da Hungria como destino global de capital chinês, segundo o CEBC.

O Brasil havia ocupado a nona posição entre os destinos globais em 2023 e 2022, de acordo com o estudo.

Por exemplo, as empresas de tecnologia Meituan e Didi entraram no setor de entrega de alimentos este ano, observou Cariello.

Moreira, do Ministério do Desenvolvimento, disse que muitas empresas chinesas ainda enfrentam dificuldades no Brasil devido às cadeias produtivas mais caras, ao sistema tributário complexo e às leis trabalhistas mais rigorosas.

Neste ano, procuradores processaram a montadora chinesa BYD após autoridades resgatarem 163 trabalhadores que teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão em uma fábrica que a empresa está construindo no Brasil. A empresa negou qualquer irregularidade.

Fonte: InfoMoney

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Investimento

Terminal na mira de operação receberia meio bilhão em investimento

Operação de órgãos de segurança mira aquisição e movimentação no PAR50, no Porto de Paranaguá

A operação de órgãos de segurança deflagrada na manhã desta quinta-feira (28), que investiga fraudes no setor de combustíveis, investiga a aquisição do terminal portuário PAR50, do Porto de Paranaguá (PR).

A operação dos órgãos de segurança investiga fundos de investimentos envolvidos na aquisição do terminal. Entre eles está o Atena Fundo de Investimento em Participações — que é o único cotista da Stronghold, que adquiriu a Liquipar e venceu o leilão do terminal em 2023.

Liquipar arrematou o terminal por R$ 1 milhão num leilão realizado em 2023. O PAR50 tem cerca de 85 mil m² e capacidade para armazenar 70 mil m³ de combustíveis e outros granéis líquidos — o equivalente a 28 piscinas olímpicas.

No ano passado, a empresa que administra o terminal anunciou planos ambiciosos para expandir a movimentação do terminal. A promessa era de investir R$ 572 milhões para triplicar a capacidade de escoamento de líquidos pelo terminal, passando para 205 mil m³.

Em nota à CNN, a Liquipar disse que o investimento “tem como objetivo exclusivo a modernização, a segurança e a ampliação da infraestrutura do terminal, de acordo com o previsto no contrato de arrendamento, em conformidade com todas as exigências legais e ambientais”.

A empresa ainda afirma que “jamais movimentou qualquer carga de combustíveis, incluindo metanol, no Terminal PAR50, no Porto de Paranaguá”. “Desde que assumiu a administração do terminal, em abril de 2024, a Liquipar ainda não realizou nenhuma operação, inclusive, seus tanques permanecem vazios e nenhum tipo de produto foi movimentado até o presente momento”, indicou.

“A ordem de serviço, que é emitida pela Autoridade Portuária e é indispensável para o início das operações, só foi expedida em junho de 2025. Até então, o terminal não estava apto a operar, o que tornaria tecnicamente impossível qualquer movimentação de cargas nesse período”, completou.

Veja abaixo a nota completa:

A Liquipar Operações Portuárias esclarece que jamais movimentou qualquer carga de combustíveis, incluindo metanol, no Terminal PAR50, no Porto de Paranaguá. Desde que assumiu a administração do terminal, em abril de 2024, a Liquipar ainda não realizou nenhuma operação, inclusive, seus tanques permanecem vazios e nenhum tipo de produto foi movimentado até o presente momento.

A ordem de serviço, que é emitida pela Autoridade Portuária e é indispensável para o início das operações, só foi expedida em junho de 2025. Até então, o terminal não estava apto a operar, o que tornaria tecnicamente impossível qualquer movimentação de cargas nesse período.

É importante ressaltar que o licenciamento concedido pelo órgão ambiental IAT, não contempla a movimentação de metanol, limitando-se apenas a diesel, biodiesel e etanol;

Essas informações podem ser facilmente comprovadas:
– Pelas guias de importação, que não registram qualquer operação realizada pela Liquipar;
– Pelas estatísticas oficiais disponíveis no site da Portos do Paraná;
– Pelo ofício expedido pela Autoridade Portuária (PROTOCOLO nº: 24.368.330-0) em 6 de agosto de 2025 no qual solicita explicações pela ausência de movimentação junto ao terminal da Liquipar, o que comprova de forma inequívoca e incontroversa, que até o presente momento, não há qualquer movimentação de produtos no PAR 50, área arrendada cujo arrendatário é a Liquipar;
Além disso, destaca que:
– Todas as operações portuárias são controladas e fiscalizadas pela ANTAQ, Receita Federal, Portos do Paraná e demais autoridades competentes;

O investimento de R$ 572 milhões anunciado pela empresa tem como objetivo exclusivo a modernização, a segurança e a ampliação da infraestrutura do terminal, de acordo com o previsto no contrato de arrendamento, em conformidade com todas as exigências legais e ambientais.

A Liquipar é por definição um terminal portuário destinado ao armazenamento de líquidos em tanques fixos, ela não realiza transporte de mercadorias ou tampouco formula combustíveis.

A Liquipar atua com absoluta transparência e está à disposição das autoridades para cooperar com as investigações, prestando todos os esclarecimentos necessários, em coerência com seu compromisso com a legalidade, a segurança e o desenvolvimento do Porto de Paranaguá.

Fonte: CNN Brasil

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Portos

Concessões no setor de portos somam R$ 30 bi em investimentos

Ministro Silvio Costa Filho defendeu a agenda de concessões do MPor em palestra de abertura no Fórum de Infraestrutura

As concessões no setor portuário, promovidas pelo governo federal de 2023 a 2026, somarão R$ 30 bilhões em investimentos, reforçou nesta segunda-feira (18), o ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, ao participar do Fórum de Infraestrutura da revista Veja, em São Paulo. Defendendo a agenda de concessões do MPor, o ministro lembrou que nesses quatro anos do governo Lula, serão mais de 60 leilões para a modernização dos portos brasileiros e da infraestrutura portuária.

“Em 2024, nós tivemos o melhor ano das concessões na história do Brasil, concessões em portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, hidrovias, poligonais e várias concessões nos governos estaduais, o que significa mais de R$ 200 bilhões de investimentos contratados em concessões no Brasil. E isso está tendo um impacto social e de empregabilidade no Brasil muito forte”, afirmou Silvio Costa Filho, em sua palestra de abertura do Fórum, sobre o papel das concessões na melhoria da infraestrutura logística do país. O ministro participou do evento, que contou também com a participação dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O ministro discorreu sobre o bom momento que vive o Brasil, tanto do ponto de vista econômico quanto social, mencionando o crescimento do PIB nos dois últimos anos, a queda no nível de desemprego, que atingiu o menor índice da história (5,8%), e a elevação da produção do país, entre outros indicadores. Isso, somado à valorização da democracia e das instituições, segundo o ministro, cria as melhores condições para investimentos no País.

“Quando a gente analisa as agendas das concessões do país, nós estamos vivendo, na minha avaliação, o melhor momento da história do Brasil”, disse o ministro, lembrando que a agenda de desenvolvimento do Brasil é uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está traçada a partir do Plano Nacional de Logística (PNL), com metas até 2035. “Não tem governo que dialogue mais com as concessões e com a agenda Brasil que o governo atual”, completou.

Entre os empreendimentos que somam R$ 30 bilhões, o ministro citou o leilão do Túnel Santos-Guarujá, que está agendado para o dia 5 de setembro e prevê investimentos de R$ 6 bilhões, numa obra conjunta com o governo de São Paulo. Costa Filho falou também sobre o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos, o Tecon Santos 10, que ampliará em 50% a capacidade de operação do porto, e que tem investimentos previstos de R$ 5,6 bilhões.

O ministro ressaltou ainda que o Mpor vai realizar, neste ano, a primeira concessão para dragagem de um canal de acesso, que será do Porto de Paranaguá (PR), com investimentos de R$ 1 bilhão e que servirá de modelo também para o canal de Santos, também previsto para 2025, entre outras concessões.

“A Lei de Portos foi criada em 2013 e nesses 10 anos, até 2022, nós tivemos, o equivalente a 41 leilões no Brasil. Em 4 anos do governo atual, nós vamos fazer 60 leilões no país”, afirmou.

Hidrovias 

O ministro ressaltou ainda que o Ministério está preparando também a concessão da hidrovia do Paraguai, que será a primeira concessão de hidrovia no País. “O Brasil tem mais de 60 mil quilômetros de hidrovias navegáveis, nós temos um grande potencial que vai reduzir quase 40% dos custos logísticos, ajudar na sustentabilidade e na descarbonização”, afirmou Costa Filho.

“Eu acho que é isso que a gente precisa, criar uma construção coletiva e sonhar cada vez mais com o Brasil mais justo, mais humano, mais solidário, e sobretudo, de mais oportunidades para o povo brasileiro”, acrescento, lembrando que esses projetos sustentáveis estão despertando um grande interesse de investidores da Ásia, Europa e da América Latina. Além da hidrovia do Paraguai, estão em estudo as hidrovias do Madeira, Lagoa Mirim, Tocantins e Tapajós.

O ministro comentou ainda sobre o projeto BR do Mar, para estimular o uso da cabotagem no transporte de cargas entre portos nacionais. “A ideia é que a gente possa transformar os 8 mil quilômetros de costa litorânea brasileira em grandes BRs, ajudando no amplo processo de cabotagem e no transporte de cargas pela costa brasileira, chegar nos portos e fazer essa distribuição pelos portos brasileiros”, explicou.

Aeroportos

O Ministro concluiu sua participação no Fórum falando dos avanços no setor aéreo, por meio dos programas de investimentos na modernização de terminais e na expansão da malha aeroviária. “A gente está tendo um fortalecimento na aviação do país, apesar de todas as dificuldades. Para você ter uma ideia, em 2022, nós tivemos 98 milhões de passageiros. Esse ano nós vamos terminar com 128 milhões de passageiros. São 30 milhões de passageiros a mais que estão sendo incluídos na aviação brasileira. Devemos chegar a 2025 com 135 milhões de passageiros”, afirmou.

O MPor está desenvolvendo diversos projetos no setor aéreo, entre eles o AmpliAR, para fortalecer a aviação regional, com investimentos de R$ 1,25 bilhão, em 19 aeroportos de 11 estados das regiões da Amazônia Legal e do Nordeste. Destaque também para o Investe + Aeroportos, que prevê R$ 4,5 bilhões em investimentos em projetos de diferentes naturezas, fomentado a eficiência da logística aeroportuária.

Fonte: Modais em Foco

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Comércio, Negócios

MDIC e República Democrática do Congo discutem ampliação de comércio e investimento bilateral

Há interesse dos dois países em promover o comércio e as oportunidades de investimentos

Ampliar a cooperação em áreas estratégicas como comércio e investimento foram os temas centrais da reunião da terça-feira (12/8) entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o ministro de Comércio Exterior da República Democrática do Congo (RDC), Julien Paluku Kahongya, em visita oficial ao Brasil.

O governo congolês tem interesse em ampliar e fortalecer a parceria histórica com o Brasil por intermédio de um entendimento, principalmente na área de facilitação e promoção comerciais. O secretário Márcio Elias propôs adicionalmente um diálogo sobre investimentos. “Poderíamos explorar a possibilidade de se avançar na cooperação e na facilitação de investimentos recíprocos”, ressaltou.

Ele lembrou que atualmente o Brasil tem uma política industrial que busca atrair investimentos nas seis áreas em que está estruturada, seja em agroindústria, defesa, bioeconomia e energia renovável, entre outros. Há interesse dos dois países em explorar a possibilidade de se organizar missões e fóruns empresariais para o levantamento de oportunidades comerciais e de investimentos. 

Cooperação ambiental

Além da importância comercial, o ministro Kahongya lembrou que Brasil e o Congo já têm uma importante parceria na área ambiental por conta da grandeza de suas florestas: detêm as maiores florestas tropicais do mundo e atuam conjuntamente em diversos fóruns. “Os dois países, somado à Indonésia, representam quase 80% do pulmão do mundo”, disse.

O secretário Márcio Elias Rosa observou que os dois países podem trabalhar em conjunto para desenvolver projetos na área de bioeconomia. Ele lembrou do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), órgão vinculado ao MDIC, que pode auxiliar neste trabalho. “Podemos transformar atrativos da floresta em riqueza econômica, à luz do conhecimento científico”, disse.

O CBA é uma organização social dedicada a promover bionegócios na Amazônia, integrando pesquisa científica, inovação e sustentabilidade para valorizar e proteger a biodiversidade da região, em estreita colaboração com diversas entidades e comunidades locais para desenvolver soluções que combinam desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

Em novembro de 2022, Brasil, RDC e Indonésia assinaram uma Declaração Conjunta sobre Cooperação em Florestas Tropicais e Ação Climática, fortalecendo sua posição nas negociações climáticas internacionais. Em agosto de 2023, o presidente congolês Félix Tshisekedi participou da Cúpula da Amazônia em Belém — a primeira visita de um presidente da RDC ao Brasil.

Comércio

O comércio entre o Brasil e a RDC atingiu o maior valor da série histórica em 2024, na marca de US$ 259 milhões (aumento de 28% em relação a 2023). O Brasil exportou US$ 191,5 milhões em produtos, com a pauta concentrada em açúcares (36%), carnes de aves (19%) e carne suína (8,6%). As importações oriundas da RDC, em US$ 67,6 milhões, foram principalmente de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos (99,8%).

Fotos: Júlio César Silva/MDIC
Fonte: MDIC

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Investimento, Portos

Porto de Itajaí arrecada mais de R$ 2 milhões em ISS e investe em cultura e esporte na cidade

O Porto de Itajaí segue impulsionando o desenvolvimento econômico e social do município. Apenas no primeiro semestre de 2025, a arrecadação com o Imposto Sobre Serviços (ISS) ultrapassou a marca de R$ 2 milhões.

“Esse porto movimentado é resultado da federalização, que já trouxe mais de R$ 2 milhões em ISS para o município e gerou um faturamento de R$ 105 milhões. Isso representa pão na mesa do trabalhador e investimentos diretos na nossa cidade. É um movimento para a economia local, enquanto o país enfrenta um verdadeiro atentado estrangeiro. O Porto segue firme”, afirmou o superintendente João Paulo Tavares Bastos. 

Parte desse montante está sendo direcionada para iniciativas esportivas e culturais da cidade, por meio da Lei Municipal nº 6.825/2017 (Incentivo ao Esporte) e da Lei Municipal nº 6.637/2015 (Incentivo à Cultura). Isso permite que empresas contribuintes do ISS repassem até 30% do valor devido para apoiar projetos aprovados pelas fundações competentes.

Além de movimentar a economia e gerar empregos, o Porto de Itajaí também colabora para o fortalecimento da cidadania, contribuindo com investimentos que impactam positivamente a vida da população.

Fonte: Porto de Itajaí

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Inovação, Negócios, Tecnologia

Uber investe US$ 300 milhões para criar frota de robotáxis e terá carros autônomos em 2026

Empresa planeja lançar táxis autônomos nos EUA já em 2026 e comprará 20 mil veículos elétricos do modelo Lucid Gravity

O aplicativo de transporte Uber anunciou que investirá cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,67 bilhão, na cotação atual) na compra de ações da fabricante americana de carros elétricos Lucid Motors, com o objetivo de criar sua própria frota de robotáxis.

O setor de táxis autônomos tem despertado o interesse de vários investidores, como a Waymo — empresa controlada pelo Google — que, até o momento, lidera esse mercado nos Estados Unidos.

No final de junho, a Tesla estreou seu primeiro serviço de táxis autônomos em Austin, no Texas, operando em uma área restrita e com uma frota ainda pequena.

A Uber, por outro lado, firmou uma parceria com a Waymo e já disponibiliza um serviço de veículos autônomos em Atlanta, na Geórgia, e também em Austin.

Contudo, o acordo anunciado nesta quinta-feira representa um avanço importante: a Uber adquiriu cerca de 3% do capital da Lucid Motors, com base na cotação atual das ações.

O anúncio provocou uma alta de quase 30% nas ações da Lucid em Wall Street, por volta das 11h40, no horário de Brasília.

Como parte do acordo, a Uber se comprometeu a adquirir pelo menos 20 mil carros autônomos, baseados no SUV Lucid Gravity, ao longo dos seis anos seguintes ao início da produção, previsto para o segundo semestre de 2026.

Os veículos serão projetados especialmente para a Uber, em colaboração com a Nuro, startup especializada em softwares de direção autônoma.

De acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Uber também fará um investimento na Nuro e pretende lançar seus novos veículos autônomos em uma “grande cidade dos Estados Unidos” até o final do próximo ano.

A Lucid e a Nuro já estão testando o protótipo do robotáxi em um circuito fechado na cidade de Las Vegas.

Fonte: G1

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Investimento, Portos

Portonave investe na preservação da restinga em Navegantes

O novo plano de recuperação, aprovado pelos órgãos ambientais municipais e estaduais, é um investimento de R$ 504 mil. Cerca de 6,5 mil mudas nativas serão produzidas e plantadas 🌱

A Portonave inicia um Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) da restinga das praias de Navegantes. Neste novo projeto, serão recuperados quatro trechos prioritários. A área total a ser restaurada é de 38.400 m². Foram considerados os pontos mais vulneráveis no bairro Meia Praia, onde em alguns pontos a restinga apresenta baixa densidade de vegetação arbustiva e herbácea, com maior exposição das dunas, presença de espécies exóticas invasoras e alto impacto das atividades humanas, como o descarte de resíduos.

As áreas a serem recuperadas foram indicadas pelo IAN, consistindo em aproximadamente 1.400 m², próximo ao ribeirão das Pedras; 20.000 m² entre as entradas 52 e 58 da praia; 11.600 m² entre os acessos 39 e 41; e 5.400 m² entre as entradas 34 e 36.

Além do plantio de 6,5 mil mudas nativas, o PRAD também prevê o controle de espécies exóticas invasoras – plantas que não são naturais da restinga – e que impedem o desenvolvimento das plantas nativas, além de reduzir a diversidade biológica do ecossistema. Nas áreas que serão recuperadas, as espécies exóticas invasoras já foram identificadas – 27 exemplares – e demarcadas para remoção por equipe técnica capacitada.

As áreas em recuperação serão protegidas com a instalação de cercas de contenção. O plano também contempla atividades de prevenção e controle do acesso de animais domésticos, adoção de medidas para conservação e atração de animais nativos dispersores de sementes, bem como a manutenção e monitoramento das áreas recuperadas por um período de 3 anos.

A preservação da restinga é de extrema importância devido ao papel que esse ecossistema tem na proteção da praia, principalmente pela fixação das dunas, que impedem o avanço do mar. Além disso, a vegetação também é essencial para a manutenção e equilíbrio da biodiversidade, uma vez que serve de abrigo de diversas espécies da fauna. Esse já é o segundo investimento que o Terminal Portuário realiza com o objetivo de restaurar o ecossistema costeiro em pontos em que se encontra degradado.

Etapas
A proposta do projeto teve início em 2022, com o envio das ações a serem executadas ao Instituto do Meio Ambiente (IMA). Em 2024, o órgão estadual aprovou a execução da compensação no formato proposto. A partir da aprovação iniciou-se o processo de contratação da empresa executora do PRAD, a Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental. O trabalho teve início em fevereiro, com a elaboração do plano e alinhamento junto ao Instituto Ambiental de Navegantes (IAN).

Como explica a responsável técnica do PRAD, professora e mestre em Oceanografia, Débora Lugli-Bernardes, o trabalho nos pontos determinados consiste em restaurar a cobertura vegetal da restinga. As mudas necessárias para o replantio são de espécies típicas desse ecossistema, e não há produtores dessa vegetação na região. “Desde abril, estamos coletando sementes e estolões (planta específica da restinga) nas dunas da orla da praia de Navegantes e em praias vizinhas, e desenvolvendo, com todo cuidado e técnica, as mudas que serão replantadas”, complementa. Segundo a prof.ª Débora, o objetivo é recuperar os processos ecológicos das áreas, monitorar a regeneração por meio de indicadores ambientais e avaliar a efetividade das ações de recuperação.

Neste mês, serão instaladas placas, com informações técnicas e legais do processo, nas passarelas e acessos das quatro áreas a serem recuperadas. Na sequência, serão iniciadas as demais atividades previstas para o projeto, como a remoção da vegetação exótica, plantio das espécies nativas e a instalação das cercas de proteção. O acompanhamento e a manutenção desse novo PRAD serão realizados por 3 anos pela Acquaplan. Quando concluído, o monitoramento da área seguirá sendo realizado pelos órgãos ambientais competentes.

Compensação ambiental
O PRAD atual é uma medida de compensação ambiental pela obra de adequação do cais da Portonave, iniciada em 2024. Cerca de R$ 504 mil serão destinados para a iniciativa pela empresa. Em 2016, como medida compensatória pelas obras de ampliação do pátio, a companhia desenvolveu o projeto “Nossa Praia” que, na época, além da recuperação da vegetação nativa, também revitalizou a orla da Praia de Navegantes com a construção de deques e passarelas ao longo de 10 km. Esse primeiro PRAD previa a manutenção e monitoramento da área por cinco anos. Concluído esse período, a área recuperada voltou a ser de responsabilidade dos órgãos ambientais competentes.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Para saber mais sobre o PRAD, assista ao vídeo:

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Investimento, Portos

Portonave investe R$ 709 mil em piscina no bairro São Paulo em Navegantes

Em parceria com o Projeto Nadar, o espaço vai atender cerca de 800 pessoas com aulas de natação e outras modalidades aquáticas

Mais do que movimentar contêineres, a Portonave apoia e realiza iniciativas para a transformação da comunidade em que está inserida. O Terminal Portuário apoiou a implantação da primeira piscina do Projeto Nadar, do Instituto Nadar, no bairro São Paulo, em Navegantes, inaugurada na cerimônia realizada nesta quarta-feira (9). Localizado na Praça de Lazer Carlos Eduardo Correa da Silva, o equipamento mede 15 metros de comprimento por 4,5 metros de largura e conta com sistema para água aquecida. O espaço possui estrutura completa, com vestiários femininos, masculinos e para pessoas com deficiência. No local, 800 pessoas serão atendidas, com prioridade para crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, matriculados na rede pública de ensino, e idosos.

Com investimento de R$ 709.687,66 por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, a Portonave foi responsável pelo aporte de quase 96% do valor do projeto, que também contou com o financiamento da empresa ENGIE Brasil Energia. O terreno foi cedido pela Prefeitura Municipal de Navegantes.

O Instituto Portonave apoiará a manutenção da piscina por um ano, com recursos diretos. As atividades serão conduzidas por dois professores e dois auxiliares do Instituto Nadar, de segunda a sexta-feira. Os requisitos para inscrição e as datas para as matrículas serão divulgadas a partir da próxima semana, nos canais oficiais do Instituto Nadar e Instituto Portonave – entidade sem fins lucrativos que tem a empresa como mantenedora.

Entre os objetivos da iniciativa, se destacam a integração de idosos com grupos de atividades físicas por meio da hidroginástica e a melhoria da qualidade de vida, saúde e segurança de crianças e adolescentes – estes, em certos casos, inclusive contam com acompanhamento de fisiologistas e nutricionistas. O projeto também incentiva o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças com deficiência, além de ensinar técnicas de prevenção de afogamentos.

A parceria da empresa com o Instituto Nadar começou em 2019 e, desde então, a Portonave apoia projetos de natação para a comunidade, tanto em Navegantes quanto em Itajaí. O Instituto Portonave e o Instituto Nadar ampliaram a parceria em 2023 e, em 2024, chegaram a atender 120 crianças, em espaços alugados em Navegantes, inclusive uma turma exclusiva para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

📌 Localização da piscina
• Praça de Lazer Carlos Eduardo Correa da Silva, no bairro São Paulo, em Navegantes, na rua João Manoel Gualberto, n° 398.

🔍 Sobre as inscrições
Em breve, mais informações serão divulgadas nas redes oficiais do Instituto Nadar e Instituto Portonave. Siga para acompanhar.

• Instituto Nadar: instagram.com/institutonadar/

• Instituto Portonave: institutoportonave.org.br e instagram.com/institutoportonave/

Sobre o Instituto Nadar
O Instituto Nadar é mantido pelo Instituto César Cielo e teve início em 2002. Atualmente, possui quatro núcleos localizados em Itajaí, Navegantes e Camboriú e atende cerca de 6 mil famílias. As atividades oferecidas gratuitamente são: natação infantil e para bebês, hidroginástica, hidroterapia, natação com turmas especializadas para crianças com deficiência, natação competitiva, futebol, jiu-jítsu, judô, ginástica rítmica e pilates.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte do estado e iniciou as atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente são 1,2 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), é o mais eficiente em produtividade de navio e está entre os três portos que mais movimentam contêineres no país e o primeiro em Santa Catarina. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança).

Sobre o Instituto Portonave
Há 10 anos, o Instituto Portonave impulsiona o desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais a empresa mantenedora está inserida, e apoia a transformação positiva dos territórios com foco na redução das desigualdades sociais (ODS 10). Em 2024, a Companhia realizou e apoiou 50 iniciativas. Foram R$ 10,5 milhões investidos de modo direto e via as leis de incentivo fiscal.

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Investimento, Portos

Porto de São Francisco do Sul comemora 70 anos com R$ 600 milhões em investimentos

O Porto de São Francisco do Sul completou 70 anos nesta terça-feira (01/07). Durante a cerimônia, o governador Jorginho Mello anunciou novas obras e reforçou o compromisso com o desenvolvimento dos portos catarinenses.

O evento reuniu cerca de 400 pessoas, entre colaboradores, autoridades e convidados. A tradicional Banda Guarani, patrimônio cultural da cidade, animou o público.

Anúncios de peso

No discurso, o governador destacou os avanços recentes. Além disso, revelou novos investimentos para fortalecer a infraestrutura portuária. Ao todo, serão mais R$ 41,5 milhões em obras:

Terceira faixa na BR-280: R$ 12,5 milhões
Recuperação do Berço 201: R$ 18 milhões
Sistema de despoeiramento do Corredor de Exportação: R$ 11 milhões

Enquanto isso, o novo Parque Tecnológico do Porto já foi entregue. A obra recebeu R$ 10 milhões em recursos próprios. Com isso, a modernização do terminal avança em ritmo acelerado.

Distribuição de lucros

Por outro lado, os avanços não se limitam à infraestrutura. Jorginho Mello anunciou o Programa de Participação nos Resultados (PPR). O programa prevê a divisão dos lucros entre todos os colaboradores — de forma igualitária, da diretoria ao servidor com menor salário.

“O Porto vai muito bem. Antes estava largado. Agora tem outra cara”, afirmou o governador, sob aplausos. Portanto, a gestão atual busca valorizar tanto os investimentos quanto as pessoas.

Porto em alta

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, os últimos anos foram marcados por grandes conquistas. Ao fazer um balanço da gestão, ele afirmou que serão R$ 600 milhões em investimentos até o fim do mandato. São recursos públicos e privados que, segundo ele, “transformarão a história de São Francisco do Sul”.

Só em infraestrutura, o Porto já aplicou R$ 200 milhões nos últimos 30 meses. Além disso, a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga receberá R$ 324 milhões.

Com isso, o terminal se prepara para operar com mais profundidade e eficiência.

Destaque nacional

Atualmente, o Porto de São Francisco está entre os 10 maiores do Brasil em movimentação de carga. Além disso, lidera em Santa Catarina. Segundo Vieira, o complexo responde por 60% do volume de cargas do Estado.

Por consequência, o terminal se tornou referência em gestão pública. É um dos poucos portos públicos certificados pelas normas ISO 9001 e 14001 — que garantem qualidade e responsabilidade ambiental.

“Somos o porto público que mais cresceu no Brasil nos últimos dois anos. Aumentamos em 35% a movimentação de cargas”, afirmou o presidente.

Presença do governo

Vieira também agradeceu o apoio do governador. Segundo ele, Jorginho Mello visitou o terminal três vezes em dois anos e meio. Antes, fazia mais de uma década que um governador não pisava no cais.

Um porto com história

Embora tenha sido oficialmente inaugurado em 1955, o Porto de São Francisco tem raízes muito mais antigas. Desde os tempos coloniais, o local já era utilizado para comércio, primeiro pelos povos indígenas e, depois, por colonizadores.

Ao longo das décadas, o complexo evoluiu, tornando-se um símbolo do desenvolvimento do Norte catarinense. Hoje, é referência mundial na exportação e importação de grãos, fertilizantes e produtos siderúrgicos.

Fonte: Correio SC

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