Comércio Internacional

Estreito de Ormuz pode perder relevância com novas rotas logísticas no Golfo Pérsico

Investimentos em infraestrutura energética e rotas alternativas de transporte podem reduzir a dependência global do Estreito de Ormuz nos próximos cinco anos. A avaliação é de Georges Elhedery, CEO do HSBC, que aponta a expansão de dutos e o acesso a outros portos como estratégias para diminuir os impactos de conflitos no Oriente Médio sobre o comércio internacional.

A declaração foi feita durante o HSBC Future Forum, realizado em Dubai. Segundo o executivo, a crise envolvendo o Irã evidenciou a vulnerabilidade das cadeias globais de abastecimento diante de possíveis interrupções em corredores marítimos estratégicos.

Novas rotas buscam reduzir dependência de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais passagens para o transporte mundial de energia. Antes da intensificação do conflito, a rota concentrava cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

Diante dos riscos à navegação, países do Golfo Pérsico estão direcionando recursos para alternativas logísticas, incluindo a construção de dutos que permitam transportar petróleo e outros produtos energéticos até portos fora da região mais vulnerável.

Para Elhedery, essas iniciativas podem transformar a dinâmica do transporte de energia e reduzir a importância estratégica do estreito. O executivo avalia que, em cinco anos, a passagem poderá se tornar menos necessária para parte das operações comerciais.

Apesar das incertezas, o CEO do HSBC considera que o Oriente Médio tem condições de superar os efeitos da guerra e retomar sua trajetória de crescimento, desde que mantenha os investimentos em infraestrutura.

Região planeja US$ 1,4 trilhão em infraestrutura

O potencial de expansão logística é reforçado pelos projetos previstos para o Oriente Médio, o Norte da África e a Turquia. Segundo relatório do HSBC, essas regiões reúnem um portfólio de infraestrutura de US$ 1,4 trilhão, incluindo US$ 872 bilhões em projetos individuais ainda em fase de oferta ou planejamento para contratação.

Os dados citados pelo banco são da MEED, plataforma especializada em inteligência de mercado para o setor de construção, sediada em Dubai.

Uma pesquisa realizada pelo HSBC com mais de 1.600 líderes empresariais e aproximadamente 820 investidores institucionais internacionais também indicou que o Golfo Pérsico continua sendo considerado um destino atrativo para investimentos.

Mesmo com as perspectivas de expansão no longo prazo, o cenário econômico regional permanece desafiador. Após crescer 3,3% em 2025, a região do Oriente Médio, Norte da África e Paquistão deverá registrar contração de 1,3% em 2026, segundo projeção do Banco Mundial citada na reportagem. A expectativa é de recuperação em 2027, embora em ritmos diferentes entre os países.

As tensões geopolíticas também afetaram o calendário de eventos econômicos. A principal conferência de investimentos da Arábia Saudita, que contaria com a participação de representantes do mercado financeiro internacional, foi adiada para 2027, conforme as informações divulgadas na ocasião.

A diversificação das rotas de transporte surge como uma estratégia para ampliar a segurança energética e reduzir a exposição do comércio internacional a conflitos regionais. Caso os investimentos avancem, a construção de novos dutos e a ampliação da infraestrutura portuária poderão modificar os fluxos de petróleo e gás no Golfo Pérsico.

A possível redução da dependência do Estreito de Ormuz, porém, dependerá da execução dos projetos e da capacidade das novas rotas de atender à demanda internacional.

Fonte: Terra, com informações da Reuters.

Texto: Redação

Imagem: ReConecta News / Google Earth

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Portos

Porto Itapoá mira liderança na América do Sul e prevê ampliar capacidade para 3,2 milhões de TEUs

O Porto Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, traça uma estratégia de expansão para se tornar o maior, mais eficiente e mais seguro terminal de contêineres da América do Sul até 2040. Quinze anos após receber seu primeiro navio, o empreendimento ocupa a terceira posição no ranking brasileiro de movimentação de contêineres, gera mais de 2 mil empregos diretos e está entre os terminais que mais crescem no País.

A trajetória também é marcada por dez anos consecutivos de liderança em satisfação dos clientes no setor portuário brasileiro, segundo o indicador NPS (Net Promoter Score).

À frente dessa estratégia, o CEO Ricardo Arten, que acumula 35 anos de experiência em logística e infraestrutura portuária, destaca a ampliação da capacidade operacional, os investimentos em tecnologia e a melhoria dos acessos terrestres e marítimos como pilares para o crescimento do terminal.

Desde o início das operações, foram investidos cerca de R$ 3 bilhões. Agora, a empresa discute uma quinta fase de expansão, que poderá elevar a capacidade anual de movimentação de 1,8 milhão para 3,2 milhões de TEUs até 2033.

Porto Itapoá aposta em expansão e eficiência operacional

A disponibilidade de áreas para crescimento é apontada por Ricardo Arten como uma das principais vantagens competitivas do terminal catarinense. Segundo o executivo, outros importantes complexos portuários brasileiros, como Santos, Itajaí, Navegantes e Paranaguá, enfrentam limitações de espaço para novas expansões.

Outro diferencial está na agilidade para executar projetos estratégicos. Entre as iniciativas prioritárias está o aprofundamento do canal de acesso da Baía da Babitonga para 16 metros, por meio de uma parceria público-privada envolvendo o Porto Itapoá e o Governo de Santa Catarina.

A intervenção deverá permitir a operação de embarcações maiores, com ganhos de escala e eficiência no transporte marítimo.

Paralelamente, o terminal mantém investimentos em automação portuária, equipamentos, operações remotas, inteligência operacional e novas tecnologias. A estratégia busca aumentar a produtividade e movimentar volumes maiores de carga sem comprometer o desempenho das operações.

O planejamento também considera a infraestrutura do entorno. Para a administração do porto, ampliar a capacidade de um terminal exige garantir condições adequadas para o escoamento das mercadorias.

Acessos rodoviários e ferrovia são prioridades logísticas

A expansão do Porto Itapoá depende também de melhorias na conexão com os principais corredores de transporte de Santa Catarina.

Entre as prioridades estão as obras de duplicação das rodovias SC-416 e SC-417, que fazem a ligação do porto com a BR-101. O empreendimento trabalha em conjunto com o governo estadual para viabilizar os investimentos.

Além de beneficiar o transporte de cargas, as intervenções podem contribuir para a mobilidade urbana, o turismo e o desenvolvimento econômico da região.

A implantação de uma ligação ferroviária também integra os planos defendidos pelo terminal. O ramal está previsto no Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT) e é considerado estratégico para diversificar as alternativas de escoamento da produção.

A conexão por trilhos poderá reduzir a pressão sobre as rodovias, diminuir congestionamentos e aumentar a eficiência da logística de transporte.

Dragagem pode ampliar a movimentação de contêineres

O aprofundamento da Baía da Babitonga é considerado um dos projetos com maior potencial de impacto econômico para Santa Catarina.

De acordo com Ricardo Arten, cada metro adicional de profundidade permite que um navio de 366 metros transporte entre 800 e 1 mil contêineres extras. Com o aumento previsto de dois metros, a estimativa apresentada pelo executivo é de aproximadamente 130 mil contêineres adicionais por mês, o equivalente a cerca de 1,5 milhão por ano.

Essa capacidade adicional poderá ampliar as oportunidades de importação e exportação para a indústria catarinense, com embarcações transportando volumes maiores em cada viagem.

O executivo também ressalta o efeito econômico da movimentação portuária. Segundo ele, cada contêiner movimentado gera cerca de R$ 10 mil na cadeia logística, envolvendo diferentes serviços e atividades relacionadas ao transporte de mercadorias.

Terminal quer atrair navios maiores e ampliar rotas marítimas

Com o canal mais profundo, o Porto Itapoá pretende ampliar sua participação nas rotas marítimas internacionais e disputar a condição de primeira escala de navios de grande porte em Santa Catarina.

Atualmente, embarcações desse perfil podem realizar sua primeira parada no Porto de Santos. A melhoria das condições de acesso marítimo poderá aumentar a competitividade do terminal catarinense na atração desses serviços.

Outra possibilidade é fortalecer sua atuação como hub port, modelo em que um porto concentra cargas transportadas por grandes navios oceânicos e redistribui parte dos volumes para outros destinos por meio de embarcações menores.

Essa configuração permitiria ao terminal ampliar sua relevância nas rotas do Sul da América do Sul e reforçar a posição de Santa Catarina na rede internacional de transporte marítimo.

Logística eficiente é diferencial para atrair indústrias

Na avaliação de Ricardo Arten, três fatores são fundamentais para atrair novos investimentos industriais para Santa Catarina: políticas de incentivo competitivas, disponibilidade de mão de obra qualificada e eficiência logística.

Antes de escolher onde instalar uma operação, as empresas analisam os custos, a previsibilidade e a confiabilidade de toda a cadeia de transporte. Nesse cenário, a infraestrutura portuária tem papel importante na competitividade dos negócios.

O CEO afirma que a eficiência operacional também ajuda o Porto Itapoá a conquistar cargas que tradicionalmente utilizavam outros terminais brasileiros.

Um dos exemplos citados é o transporte de proteína bovina produzida no Centro-Oeste. Parte dessa carga, antes direcionada principalmente ao Porto de Santos, passou a utilizar Itapoá, mesmo com o percurso rodoviário mais longo.

Segundo o executivo, a escolha está relacionada à disponibilidade operacional, à infraestrutura e à previsibilidade dos serviços oferecidos pelo terminal.

O porto também recebe cargas de celulose e algodão provenientes do Centro-Oeste, ampliando sua atuação para além dos fluxos tradicionalmente associados à economia catarinense.

Porto Itapoá atende exportações e importações da indústria catarinense

O terminal atende a diferentes segmentos da indústria estadual, tanto nas operações de exportação quanto nas de importação.

No mercado externo, destaca-se o atendimento às cadeias de carne suína e de frango, com investimentos para ampliar a capacidade de movimentação de contêineres refrigerados, essenciais ao transporte de produtos que exigem controle de temperatura.

Nas importações, o porto recebe matérias-primas e componentes utilizados pela indústria, incluindo cobre, produtos químicos, peças automotivas e outros insumos industriais.

Essa diversidade de cargas fortalece a integração do terminal com as cadeias produtivas e contribui para a movimentação de mercadorias destinadas a diferentes mercados.

Expansão portuária busca fortalecer a economia de Santa Catarina

Para Ricardo Arten, a atuação do Porto Itapoá vai além da movimentação de contêineres. O terminal busca contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura nacional e para o crescimento econômico de Santa Catarina.

Nesse sentido, a empresa mantém articulações com os governos para viabilizar melhorias nos acessos rodoviários, na infraestrutura marítima e, futuramente, na conexão ferroviária.

A estratégia também inclui compromissos sociais e ambientais associados à expansão das operações.

Com o aumento da capacidade, a modernização dos equipamentos e a melhoria das conexões logísticas, o Porto Itapoá pretende fortalecer sua posição no mercado nacional e internacional. A expectativa é que os ganhos de eficiência beneficiem exportadores, importadores, trabalhadores e diferentes setores da indústria catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Porto do Meio: Cedro obtém aval ambiental para investir R$ 3,6 bilhões em Itaguaí

A Cedro Participações recebeu aprovação da Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) para a emissão da Licença Ambiental Integrada (LAI) do Porto do Meio, novo terminal de minério de ferro projetado para o Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O empreendimento prevê investimentos de R$ 3,6 bilhões e poderá gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção.

A autorização, aprovada na terça-feira (13), representa um avanço no processo de implantação do complexo portuário. A estrutura terá capacidade inicial para movimentar menos de 15 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e atenderá tanto à produção da Cedro quanto a cargas de outras mineradoras.

Com a aprovação ambiental, a companhia poderá avançar nas próximas etapas do projeto, respeitando as exigências e condicionantes previstas no licenciamento.

Segundo José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações, o terminal será estratégico para os planos de expansão da empresa no setor mineral. A estrutura própria deverá ampliar a autonomia da companhia nas exportações de minério de ferro e contribuir para o crescimento das operações até o início da próxima década.

Obras do Porto do Meio devem gerar 3 mil empregos

A implantação do terminal portuário em Itaguaí tem prazo estimado de três anos. O cronograma inclui obras civis, dragagem, instalação de equipamentos e serviços de montagem eletromecânica.

Durante o período de maior demanda por mão de obra, a expectativa é de aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos. Após o início das operações, o empreendimento deverá contar com 256 funcionários diretos.

A empresa também projeta a geração de R$ 1,2 bilhão em tributos municipais, embora não tenha especificado o período considerado para essa estimativa.

O complexo ocupará uma área de aproximadamente 250 mil metros quadrados, situada entre os terminais da Vale e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A localização entre essas duas estruturas portuárias inspirou o nome Porto do Meio.

A infraestrutura planejada inclui pátio para armazenamento de minério de ferro e um berço de atracação para navios, com profundidade prevista de até 20 metros. O objetivo é integrar as etapas de recebimento, estocagem e embarque da carga destinada ao mercado internacional.

Ferrovia da MRS conectará Minas Gerais ao terminal

A integração com a malha ferroviária da MRS Logística será um dos principais diferenciais logísticos do projeto. A rede conecta áreas produtoras de minério de ferro em Minas Gerais ao litoral do Rio de Janeiro, permitindo transportar a produção até o terminal de exportação.

A conexão deverá ampliar as alternativas de escoamento do minério extraído no Quadrilátero Ferrífero, uma das principais regiões mineradoras do país.

Além da proximidade com áreas produtoras e estruturas portuárias existentes, a combinação entre transporte ferroviário e operações marítimas poderá contribuir para a eficiência logística do empreendimento.

Para a Cedro, contar com um terminal próprio significa diminuir a dependência de instalações administradas por outras companhias e conquistar maior controle sobre o planejamento dos embarques. A iniciativa está alinhada à estratégia de expansão da produção mineral prevista para os próximos anos.

Novo terminal poderá atender mineradoras de médio porte

Embora tenha sido concebido para atender à demanda da própria Cedro, o Porto do Meio também deverá disponibilizar capacidade de movimentação para outras empresas do setor.

A proposta inclui atender especialmente mineradoras de médio porte que não possuem terminais próprios e dependem de grandes operadores portuários ou de empresas comercializadoras de commodities para acessar o mercado internacional.

Com uma nova alternativa de infraestrutura, essas companhias poderão ampliar suas possibilidades de negociação com compradores estrangeiros e, dependendo dos contratos estabelecidos, reduzir a participação de intermediários nas operações comerciais e logísticas.

A Cedro também destaca o potencial de acordos de longo prazo e de maior previsibilidade na programação dos embarques. A proximidade das regiões produtoras de Minas Gerais e a ligação ferroviária são apontadas como fatores que podem favorecer os custos de transporte.

A abertura do terminal para cargas de terceiros poderá, assim, ampliar as opções de exportação em um setor no qual o acesso à infraestrutura portuária tem influência direta sobre a competitividade das empresas.

Cedro venceu leilão federal da área portuária em 2024

O desenvolvimento do Porto do Meio ganhou impulso em dezembro de 2024, quando a Cedro Participações venceu o leilão federal de arrendamento da área ITG02, localizada no Porto de Itaguaí.

O contrato de arrendamento tem prazo de 35 anos, com possibilidade de renovação por igual período. A concessão estabeleceu as bases para a elaboração dos estudos e o planejamento da infraestrutura.

A aprovação da CECA constitui mais uma etapa no avanço do projeto. A formalização da licença ambiental e o atendimento às condições estabelecidas pelos órgãos competentes serão importantes para a continuidade da implantação.

Com aporte estimado em R$ 3,6 bilhões, o Porto do Meio pretende fortalecer a capacidade de exportação de minério de ferro pelo litoral fluminense e criar uma alternativa logística para conectar a produção de Minas Gerais aos mercados internacionais.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Sustentabilidade

Ministério de Portos e Aeroportos atualiza diagnóstico de sustentabilidade nos setores portuário, aeroportuário e de navegação

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) iniciou a atualização do diagnóstico sobre sustentabilidade nos setores portuário, aeroportuário e de navegação. A segunda edição do levantamento busca identificar a evolução das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) adotadas pelas organizações que atuam nesses segmentos.

A iniciativa dá continuidade ao trabalho realizado em 2025, quando o ministério elaborou um panorama inicial sobre as ações de sustentabilidade nos três setores. Agora, a proposta é ampliar a participação das empresas e organizações e comparar os novos resultados com a linha de base estabelecida na primeira edição.

Conduzido pela Diretoria de Sustentabilidade do MPor, o levantamento pretende identificar avanços, mapear desafios e destacar iniciativas que possam servir de referência para outras organizações.

Diagnóstico apoia políticas de sustentabilidade

Além de acompanhar a evolução das práticas ESG, o diagnóstico deve contribuir para o planejamento das ações do ministério. A iniciativa busca conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e uma infraestrutura logística mais sustentável.

O levantamento também reforça a importância da transparência e da responsabilidade socioambiental nos setores que integram a infraestrutura de transportes do país.

Descarbonização e inclusão estão entre os temas avaliados

O diagnóstico reúne diferentes dimensões da sustentabilidade. Na área ambiental, são analisadas iniciativas como descarbonização, inventários de emissões, regularização ambiental e adoção de fontes de energia mais limpas.

No aspecto social, entram ações voltadas à capacitação profissional, inclusão, diversidade, acessibilidade, prevenção e combate ao assédio, além do relacionamento com comunidades.

Já no eixo de governança, o levantamento considera práticas relacionadas à transparência, compliance, auditorias e políticas internas.

Na primeira edição, realizada em 2025, todas as empresas participantes do setor aéreo declararam desenvolver projetos de descarbonização, regularização ambiental, iniciativas sociais e ações de combate ao assédio.

Entre os participantes do setor portuário, 96,2% informaram possuir regularização ambiental. Já 73,1% disseram manter uma política de sustentabilidade e a mesma parcela afirmou desenvolver projetos de descarbonização.

Empresas podem participar até setembro

Empresas e organizações dos setores portuário, aeroportuário e de navegação são convidadas a contribuir com a atualização do diagnóstico. A participação busca ampliar a representatividade dos dados e oferecer um retrato mais abrangente das práticas adotadas nos diferentes modais.

As informações coletadas poderão apoiar a elaboração e o aprimoramento de políticas públicas, programas e ações de sustentabilidade voltados à infraestrutura logística brasileira.

O formulário de participação ficará disponível até 30 de setembro de 2026.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO; Redação

IMAGEM: Magnific

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Logística

Infraestrutura logística: acessos ruins e falta de espaço nos portos elevam custos no Brasil

A expansão da produção brasileira esbarra em gargalos logísticos que vão além da capacidade dos terminais portuários. Quando rodovias, ferrovias e hidrovias não acompanham o ritmo do setor produtivo, os impactos aparecem principalmente nos períodos de safra, com filas de caminhões, aumento do frete, riscos para a qualidade das cargas e pressão sobre os preços.

Filas de caminhões se agravam durante a safra

Um exemplo ocorreu em fevereiro, no auge da colheita da soja. O acesso ao Porto de Miritituba, no Pará, registrou uma fila de caminhões de aproximadamente 40 quilômetros na BR-163, uma das principais rotas de ligação entre o Centro-Oeste e o Arco Norte.

Transportadoras e produtores relataram aumento das despesas e dificuldades para cumprir os horários programados de entrega. O cenário evidencia como limitações na infraestrutura podem comprometer toda a cadeia de escoamento da produção agrícola.

As filas surgem quando a quantidade de veículos que chega aos terminais em um curto intervalo supera a capacidade de atendimento dos pontos de recebimento e controle existentes ao longo do corredor.

Durante o pico da safra, a concentração do fluxo em determinadas janelas torna o sistema ainda mais vulnerável. Chuvas, acidentes, fiscalizações e condições ruins de tráfego podem reduzir a velocidade dos veículos e provocar interrupções. Na chegada aos terminais, os acessos e pátios também operam próximos do limite.

Com a demora na descarga, os veículos se acumulam nas entradas e em vias do entorno. O resultado é um ciclo de congestionamento que aumenta progressivamente o tempo de espera e os custos da operação.

Demurrage pode ampliar impacto sobre a carga

Os efeitos dos gargalos não ficam restritos ao transporte rodoviário. Segundo Jesualdo Silva, diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), atrasos também podem elevar os custos do transporte marítimo.

Um dos principais fatores é o demurrage, cobrança aplicada quando navios ou contêineres permanecem retidos além do período estabelecido em contrato. De acordo com a entidade, a taxa pode chegar a cerca de US$ 40 mil por dia, custo que acaba incorporado à operação e repassado à carga.

Para Silva, o impacto recai sobre toda a cadeia, reduzindo as margens de quem produz e movimenta as mercadorias.

Investimentos em infraestrutura ainda são insuficientes

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera que os congestionamentos registrados nos períodos de safra fazem parte de um problema estrutural. Para a entidade, a solução depende de planejamento de longo prazo, investimentos e melhorias na gestão dos corredores logísticos.

Embora os aportes federais tenham aumentado nos últimos dois anos, a avaliação da CNT é de que os recursos ainda não são suficientes para recuperar trechos considerados críticos.

O presidente da confederação, Vander Costa, defende maior integração entre os diferentes modais de transporte. Entre as medidas apontadas estão a implantação de pátios de triagem, sistemas de agendamento para recebimento de cargas e condomínios logísticos nas proximidades dos terminais.

A entidade também destaca a necessidade de ampliar a utilização de ferrovias e hidrovias, além de investimentos em dragagem e manutenção de vias navegáveis.

Dependência das rodovias aumenta os gargalos

Para Ronei Glanzmann, CEO do MoveInfra, o Brasil enfrenta custos elevados para contornar deficiências de sua infraestrutura logística. Na avaliação dele, o adiamento de projetos estruturantes pode tornar o problema ainda mais caro no futuro.

Apesar da forte dependência do transporte rodoviário, Glanzmann ressalta a importância de avançar com projetos ferroviários e hidroviários. Segundo ele, grandes obras de infraestrutura exigem tempo para serem concluídas, o que torna necessário iniciar os projetos com antecedência.

O acesso aos terminais de Miritituba é apontado pelo executivo como exemplo do descompasso entre o crescimento da produção e a capacidade da infraestrutura de transporte.

A produção agrícola e mineral brasileira está concentrada em áreas do interior do país. Por isso, a eficiência dos portos depende também das condições das rotas utilizadas para levar as cargas até os terminais.

Condições das rodovias pressionam o escoamento

Os dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 reforçam o cenário. Dos 13,9 mil quilômetros analisados na região Norte, 81,3% foram classificados como regulares, ruins ou péssimos.

Segundo a CNT, problemas relacionados ao pavimento, à sinalização e à geometria das estradas interferem diretamente no desempenho dos corredores que conectam áreas produtoras aos portos do Arco Norte.

Além de aumentar o tempo de deslocamento e os custos operacionais, as condições inadequadas das vias elevam o risco de acidentes e dificultam o planejamento das entregas.

Porto de Santos também enfrenta limite de capacidade

Os gargalos não estão concentrados apenas no Norte do país. Em Santos, o aumento da movimentação, combinado a dificuldades de planejamento e à demora para liberar novas áreas, pode pressionar a capacidade de armazenamento e movimentação de contêineres.

Empresários afirmam que o Porto de Santos se aproxima do limite operacional em determinados segmentos, com restrições de espaço nos terminais.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que a ocupação ideal dos terminais para evitar filas de navios e caminhões seja de até 65% da capacidade.

No Porto de Santos, entretanto, o nível de utilização já ultrapassa 70%, segundo os dados citados no levantamento, sinalizando um cenário de pressão crescente sobre a capacidade portuária brasileira.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Latam Cargo acelera entregas e atinge 90% de cargas em até 48h no Brasil

A Latam Cargo registrou avanço significativo na eficiência logística no Brasil e passou a entregar 90% das cargas em até 48 horas entre março e maio deste ano. O desempenho supera os 82% registrados no mesmo período do ano anterior e reforça a estratégia de expansão da companhia no mercado nacional.

Eficiência logística cresce com investimentos em infraestrutura e automação

O resultado é atribuído a um conjunto de ações que inclui investimentos em infraestrutura logística, automação de processos e ampliação da malha aérea. No período analisado, o volume de cargas entregues dentro do prazo subiu mais de 10%, enquanto o total transportado avançou 11% na comparação anual.

Entre os destaques operacionais estão os segmentos de cargas gerais, com alta de 10%, e eletroeletrônicos, que cresceram 28%, impulsionados pela maior demanda e pela ampliação da capacidade operacional.

Expansão da malha aérea impulsiona desempenho da carga aérea

A melhora no desempenho também está ligada à expansão de 7% da malha doméstica de passageiros da Latam. A medida ampliou a disponibilidade de espaço nos porões das aeronaves para o transporte de cargas, fortalecendo a integração logística entre regiões do país.

A estratégia busca reduzir prazos de entrega e aumentar a competitividade da operação de transporte aéreo de cargas, especialmente em setores como indústria, varejo e e-commerce.

Regiões Norte e Nordeste lideram avanço operacional

Os maiores ganhos foram registrados nas rotas que conectam o Norte e Nordeste ao restante do Brasil. Nessas regiões, a participação de entregas em até 48 horas subiu de 80% para cerca de 90% no período.

Além disso, os envios dentro do prazo cresceram 18%, enquanto o volume transportado aumentou 14%. O destaque ficou novamente com os eletroeletrônicos, que avançaram 47%, e as cargas gerais, com alta de 19%.

Investimentos reforçam capacidade logística em Guarulhos e Manaus

Para sustentar o crescimento, a companhia ampliou sua estrutura logística, com foco no Terminal de Cargas de Guarulhos (TECA GRU). A área dedicada ao comércio eletrônico foi expandida, elevando em 47% a capacidade do segmento.

Outro avanço foi o reforço da rota Guarulhos–Manaus, que passou de 10 para até 12 frequências semanais, adicionando cerca de 110 toneladas de capacidade por semana.

A empresa também implantou um sistema automatizado de triagem com capacidade para processar até 72 mil pacotes por dia e ampliou em 2,9 mil m² a estrutura do terminal.

Mercado e expansão internacional da Latam Cargo

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Latam Cargo manteve liderança no mercado doméstico de transporte de cargas em porões de aeronaves de passageiros, com 39,2% de participação em abril de 2026.

No cenário internacional, a companhia conecta o Brasil a mais de 15 países, com uma rede superior a 70 destinos. Entre as rotas recentes estão conexões como Miami–São José dos Campos, Brasília–Miami e Amsterdã–Curitiba, ampliando as opções para importadores e exportadores.

Expansão da frota e novos profissionais reforçam operação

A Latam também avança em sua estratégia de crescimento com a preparação para operação dos jatos Embraer E195-E2, voltados à aviação regional. Em abril, mais de 50 pilotos e copilotos foram contratados e já passam por treinamento.

Em maio, a companhia abriu um banco de talentos para copilotos interessados em atuar na nova aeronave, antecipando a demanda por profissionais para sustentar a expansão da operação.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Latam

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Portos

Movimentação de cargas nos portos gaúchos atinge maior nível da última década

Os portos públicos do Rio Grande do Sul alcançaram o melhor desempenho em movimentação de cargas dos últimos dez anos. Entre janeiro e maio de 2026, os terminais de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre somaram 17,59 milhões de toneladas movimentadas, volume 5,15% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os números reforçam a importância dos portos gaúchos para a logística nacional e evidenciam o avanço da atividade portuária no estado.

Eficiência operacional fortalece competitividade do sistema portuário

De acordo com a Portos RS, o crescimento ocorre em um cenário de reconhecimento da eficiência operacional dos terminais administrados pela autarquia. Recentemente, o Complexo Portuário do Rio Grande foi apontado como o segundo mais eficiente do Brasil, consolidando sua relevância no cenário logístico nacional.

O resultado fortalece a competitividade dos portos do estado e amplia a capacidade de atração de novos negócios e investimentos.

Porto do Rio Grande lidera movimentação e amplia operações

Principal terminal do estado, o Porto do Rio Grande respondeu pela maior parte das operações no período, movimentando mais de 17 milhões de toneladas. O desempenho representa uma alta de 5,3% em comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

A movimentação de contêineres também apresentou avanço significativo. O terminal registrou 420.327 TEUs, crescimento de 12,45% na comparação anual.

Entre as cargas com maior destaque estão:

  • Celulose: 1,97 milhão de toneladas, aumento de 15,18%;
  • Milho: mais de 1,39 milhão de toneladas, crescimento de 77,9%;
  • Soja em grão: 1,88 milhão de toneladas movimentadas.

Pelotas e Porto Alegre também apresentam resultados positivos

O Porto de Pelotas movimentou 434.744 toneladas entre janeiro e maio, com destaque para as operações envolvendo toras de madeira, uma das principais cargas do terminal.

Já o Porto de Porto Alegre registrou 155.707 toneladas no período, volume que representa crescimento de 41,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Os dados demonstram a contribuição dos diferentes terminais para o fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Número de embarcações reforça atividade intensa nos terminais

Ao longo dos cinco primeiros meses de 2026, os portos administrados pela Portos RS receberam 1.550 embarcações, evidenciando o elevado ritmo das operações e a importância estratégica do sistema portuário gaúcho para o escoamento de cargas.

Para o presidente da Portos RS, Fábio Machado, os resultados refletem a capacidade dos terminais de atender ao aumento da demanda logística com eficiência e competitividade.

Segundo ele, o desempenho consolida o Rio Grande do Sul como uma das principais plataformas logísticas do país e contribui para ampliar o potencial de atração de investimentos para o setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Biocombustíveis devem transformar a logística brasileira nos próximos anos, avalia VLI

O avanço dos biocombustíveis tende a redesenhar o cenário da logística brasileira, criando novas demandas de transporte e impulsionando investimentos em infraestrutura. A avaliação é da VLI, que aponta a expansão dos combustíveis renováveis como um dos principais fatores de mudança na movimentação de cargas no país.

A análise faz parte do Relatório de Sustentabilidade 2025 da companhia, divulgado nesta segunda-feira (15), que destaca a evolução da matriz produtiva nacional e o surgimento de novos corredores logísticos voltados a produtos de maior valor agregado.

Crescimento dos combustíveis renováveis impulsiona investimentos

Segundo a empresa, as transformações já influenciam o planejamento estratégico e os projetos de expansão da companhia, especialmente no Corredor Norte, considerado uma das principais apostas para o crescimento das operações nos próximos anos.

A VLI avalia que o fortalecimento do mercado de combustíveis renováveis, aliado à criação de novos fluxos internos de cargas, exigirá uma estrutura logística mais eficiente e integrada para atender à crescente demanda.

Novo terminal em Tocantins amplia capacidade de transporte

Entre os projetos destacados no relatório está a construção de um novo terminal de combustíveis em Palmeirante, no Tocantins, desenvolvido em parceria com a Ultracargo.

Instalada ao lado do Terminal Integrador de Palmeirante (TIPA), a estrutura contará com um desvio ferroviário exclusivo e instalações voltadas ao abastecimento dos mercados do Tocantins e do nordeste de Mato Grosso.

De acordo com a companhia, o empreendimento possui potencial para movimentar aproximadamente 1 milhão de toneladas por ano, fortalecendo a integração entre os modais de transporte da região.

Expansão em Marabá elimina gargalos operacionais

Outro investimento citado pela empresa é a ampliação da capacidade logística em Marabá, no Pará, realizada em conjunto com a Ipiranga e a operadora da base local.

A iniciativa permitirá eliminar limitações de armazenagem e abrir espaço para um crescimento estimado em cerca de 300 mil toneladas anuais na movimentação de produtos.

Corredor Norte ganha protagonismo na matriz logística

Tradicionalmente ligado ao escoamento da produção agrícola, o Corredor Norte vem ampliando sua atuação para diferentes segmentos da economia.

A rota conecta regiões produtoras do Matopiba, Mato Grosso, Goiás e Pará ao Terminal Portuário São Luís, no Maranhão, e atualmente também atende operações relacionadas a fertilizantes, combustíveis, celulose e minerais.

Segundo o CEO da VLI, Fábio Marchiori, a companhia se prepara para uma nova configuração da demanda logística nacional, impulsionada pelas mudanças na matriz de cargas e pela expansão dos biocombustíveis.

Palmeirante se consolida como hub logístico estratégico

O relatório também destaca a evolução do complexo logístico de Palmeirante, que movimentou 530 mil toneladas em 2025.

Com capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas, o terminal vem se consolidando como um importante hub logístico do Arco Norte, integrando operações de cargas agrícolas, fertilizantes e combustíveis em uma mesma plataforma multimodal.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Corredor Bioceânico: Receita Federal intensifica preparação aduaneira com expedição técnica internacional

A Receita Federal promoveu uma expedição técnica ao longo do Corredor Bioceânico entre os dias 30 de maio e 8 de junho, com o objetivo de aprimorar o planejamento das operações aduaneiras e logísticas ligadas ao projeto de integração regional.

A ação reuniu oito servidores especializados em áreas estratégicas, incluindo comércio exterior, repressão aduaneira, inteligência e relações internacionais.

Missão percorre quatro países da rota bioceânica

Durante a expedição, a equipe percorreu trechos da rota que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, visitando postos de fronteira, unidades alfandegárias, centros logísticos e portos localizados na costa do Oceano Pacífico.

O trabalho de campo teve como foco identificar desafios operacionais e oportunidades relacionadas à futura movimentação de cargas e ao aumento do fluxo comercial esperado com a consolidação do corredor.

Avaliação busca melhorar eficiência e segurança

Entre os principais pontos analisados estão a infraestrutura logística, os procedimentos de controle aduaneiro, os tempos de travessia nas fronteiras, a gestão de riscos e os mecanismos de cooperação entre os países envolvidos.

As informações coletadas servirão de base para fortalecer o planejamento institucional da Receita Federal, contribuindo para a modernização dos processos e para a adaptação às novas demandas de transporte e comércio internacional.

Integração e modernização das fronteiras

A iniciativa reforça a estratégia da Receita Federal de ampliar a integração entre os órgãos de controle e os parceiros internacionais, buscando equilibrar agilidade logística, segurança aduaneira e facilitação do comércio exterior.

Com a expectativa de crescimento das operações no Corredor Bioceânico, a expedição representa mais um passo na preparação das estruturas de fiscalização e controle para acompanhar a expansão das rotas comerciais na América do Sul.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Sustentabilidade

Pacto pela Sustentabilidade: empresas têm até 5 de junho para aderir à iniciativa do MPor

Empresas dos setores portuário, aquaviário e aeroportuário têm prazo até 5 de junho de 2026 para aderir ao Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa criada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para estimular práticas sustentáveis na infraestrutura de transporte do país.

O programa faz parte da Política de Sustentabilidade do ministério e busca alinhar o setor logístico brasileiro aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Selo de Sustentabilidade reconhecerá empresas participantes

As organizações que aderirem ao pacto poderão concorrer ao Selo de Sustentabilidade, dividido nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Diamante.

A classificação será definida conforme o nível de comprometimento das empresas e os resultados alcançados nas áreas de governança, meio ambiente e responsabilidade social.

Para participar da avaliação, as companhias deverão apresentar iniciativas ligadas aos três pilares da política: Planejamento e Governança, Meio Ambiente e Mudança do Clima e Responsabilidade Social.

Iniciativa prevê benefícios para participantes

Entre os incentivos oferecidos pelo programa estão prioridade na análise de projetos, acompanhamento de processos de licenciamento ambiental e reconhecimento institucional pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

A proposta é ampliar a adoção de práticas de ESG na logística, incentivando empresas a desenvolver ações voltadas à sustentabilidade ambiental, transparência corporativa e impacto social positivo.

Critérios para adesão ao programa

As inscrições devem ser realizadas no site oficial do MPor. A participação é voluntária, mas as empresas interessadas precisam atender alguns critérios estabelecidos pelo ministério.

Entre as exigências estão possuir mais de 100 funcionários, estar em conformidade com as obrigações trabalhistas e não ter histórico comprovado de práticas como trabalho infantil, trabalho forçado, assédio ou discriminação sem a devida apuração.

Além disso, será necessário apresentar um Plano de Ação contendo metas e iniciativas relacionadas às boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.

Política busca fortalecer sustentabilidade na logística

A Política de Sustentabilidade do MPor foi criada por meio da Portaria nº 58, publicada em janeiro de 2025. O objetivo é fortalecer a governança ambiental, climática e social nos segmentos portuário, aquaviário e aeroportuário.

A iniciativa pretende garantir que a infraestrutura logística brasileira avance de forma alinhada à preservação ambiental, responsabilidade social e transparência, além de incentivar maior participação do setor privado em projetos sustentáveis.

Serviço

O que é: adesão ao Pacto pela Sustentabilidade
Prazo: até 5 de junho de 2026
Quem pode participar: empresas dos setores portuário, aquaviário e aeroportuário com mais de 100 funcionários
Inscrições: disponíveis no site do Ministério de Portos e Aeroportos

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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