Portos

Leilões portuários de 2026 incluem Porto de Itajaí e canal de acesso

O Porto de Itajaí está confirmado no pacote de leilões portuários de 2026 anunciado pelo governo federal. Os projetos foram apresentados pelo Ministério de Portos e Aeroportos e incluem tanto a concessão do terminal portuário quanto do canal de acesso do rio Itajaí-Açu, reforçando a agenda de investimentos em infraestrutura logística no país.

As iniciativas fazem parte de um conjunto de 18 leilões de portos e quatro concessões de canais de acesso previstos para o próximo ano.

Projetos no Sul integram cronograma nacional

Além de Itajaí, a Região Sul também contará com concessões do Porto de Porto Alegre e do sistema aquaviário dos portos do Sul e da Lagoa Mirim. Os editais integram o planejamento estratégico do ministério para ampliar a participação da iniciativa privada e modernizar a estrutura portuária brasileira.

De acordo com o cronograma oficial, os primeiros leilões de 2026 ocorrerão em fevereiro, envolvendo os portos de Macapá (AP), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Recife (PE). Esse bloco soma R$ 229 milhões em investimentos previstos. Já em março, está programado o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos (Tecon Santos 10), com aporte estimado em R$ 6,4 bilhões.

Concessões do Porto de Itajaí e do canal portuário

No caso de Itajaí, o edital de concessão do canal de acesso portuário deve ser publicado até março, enquanto o leilão do terminal portuário está previsto para ocorrer até junho. O edital definirá o arrendamento definitivo do Porto de Itajaí, com contrato de 35 anos e projeção de investimentos de R$ 2,8 bilhões.

A concessão do canal seguirá um modelo inédito, já adotado em 2025 no acesso ao Porto de Paranaguá (PR). O projeto prevê R$ 311 milhões em investimentos, incluindo o aprofundamento do canal para 16 metros, o que permitirá a operação de navios de até 400 metros, os maiores em circulação atualmente.

Carteira de leilões cresce e supera anos anteriores

O volume de leilões portuários previstos para 2026 é mais que o dobro do registrado em 2025, quando foram realizadas oito concessões, totalizando R$ 10,3 bilhões em investimentos. Desde 2023, início do atual governo, já foram estruturados 26 projetos, com foco na modernização e ampliação da infraestrutura portuária.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, 2025 marcou a consolidação da retomada dos investimentos em infraestrutura. Ele destacou que 2026 já começa com uma agenda robusta, incluindo cinco leilões programados para o primeiro trimestre.

Itajaí lidera crescimento entre portos públicos

O ministro também ressaltou o desempenho da movimentação portuária nacional, que deve encerrar o ano acima de 1,3 bilhão de toneladas. O Porto de Itajaí teve papel de destaque nesse cenário, liderando o crescimento entre os portos públicos, com alta superior a 300%. Em 2025, o terminal movimentou cerca de 4 milhões de toneladas.

No total, o ministério prepara 40 leilões para 2026, sendo 21 aeroportos, 18 portos e uma hidrovia, com a concessão inédita da navegação no rio Paraguai. A estratégia, segundo o governo, busca ampliar a infraestrutura, descentralizar operações e impulsionar emprego, renda e turismo.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Portos

Portos brasileiros avançam em 2025 com crescimento histórico e novos investimentos em logística

O setor portuário brasileiro encerra 2025 com um dos melhores desempenhos da série recente, consolidando um ciclo contínuo de expansão. Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram 1,16 bilhão de toneladas, resultado 4,03% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O volume confirma a importância da infraestrutura portuária para o escoamento da produção, o avanço das exportações e a inserção do Brasil nas cadeias globais de comércio.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem uma política pública baseada em planejamento, investimentos e segurança jurídica, que tem fortalecido o ambiente logístico nacional.

Desempenho regional impulsiona crescimento equilibrado

O avanço da movimentação portuária em 2025 foi sustentado por resultados positivos em todas as regiões do país, com destaque para Norte, Nordeste e Sul.

Na Região Norte, os portos registraram 12,6 milhões de toneladas movimentadas em outubro, crescimento superior a 31% na comparação anual. O desempenho evidencia a relevância da navegação interior e o papel estratégico da região no transporte de cargas minerais, energéticas e agrícolas.

O Nordeste também apresentou evolução consistente, com 7,7 milhões de toneladas movimentadas em outubro, alta acima de 4%. A ampliação da capacidade operacional e os investimentos em modernização portuária vêm fortalecendo a posição da região nas rotas logísticas nacionais e internacionais.

Já a Região Sul alcançou 108,4 milhões de toneladas no acumulado do ano, consolidando-se como um dos principais polos logísticos do país, especialmente no escoamento de produtos agrícolas, industriais e cargas conteinerizadas.

Para o secretário nacional de Portos, Alex Avila, os dados regionais demonstram a efetividade da política portuária adotada. Segundo ele, o crescimento respeita as vocações de cada região e amplia a eficiência dos terminais.

Exportações e contêineres lideram alta da movimentação

As exportações brasileiras seguiram como principal motor do crescimento em 2025. O minério de ferro manteve a liderança, com 348 milhões de toneladas, avanço de 5,30%. O petróleo bruto e derivados somaram 183 milhões de toneladas, crescimento de 7,27%, enquanto a soja alcançou 131 milhões de toneladas, alta de 11,25%.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho expressivo, com 12,6 milhões de TEUs, crescimento de 9,94%, indicando maior diversificação da pauta logística. Entre os principais destinos das exportações estão China, Malásia, Japão, Singapura e Espanha.

Leilões e obras ampliam capacidade dos portos

Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou oito leilões portuários, que somam R$ 10,3 bilhões em investimentos nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Os projetos têm foco na ampliação da capacidade, modernização da infraestrutura e aumento da eficiência operacional.

Entre as iniciativas de destaque estão investimentos no Porto de Paranaguá, Porto do Rio de Janeiro, Porto de Maceió, no Canal de Acesso de Paranaguá e no Túnel Santos-Guarujá, considerado uma das obras logísticas mais relevantes do país.

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, os leilões consolidam um novo ciclo de investimentos estruturantes, ampliando a competitividade do Brasil e criando melhores condições para o crescimento econômico.

Capital privado fortalece expansão do setor

O ano de 2025 também foi marcado pelo avanço dos investimentos privados. Foram concedidas oito novas autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs), totalizando R$ 4,59 bilhões, além de 31 alterações contratuais, que somam R$ 1,218 bilhão. Ao todo, 39 atos representaram R$ 5,81 bilhões em aportes privados.

Na gestão contratual, os investimentos chegaram a R$ 2,07 bilhões, com participação de operadores como ICTSI Rio Brasil Terminal 1, Ultracargo, Timac Agro, Tequimar, Píer Mauá e Intersal, voltados à modernização e ao ganho de eficiência.

Alex Avila destacou que a parceria com a iniciativa privada tem sido determinante para ampliar a produtividade e preparar os portos brasileiros para as exigências do comércio global.

Portos se consolidam como eixo do desenvolvimento nacional

O balanço de 2025 confirma o setor portuário como um dos pilares do desenvolvimento econômico do país. Com crescimento consistente, investimentos estruturantes e expansão regional equilibrada, os portos do Brasil reforçam seu papel estratégico na logística nacional, promovendo integração, competitividade e desenvolvimento sustentável.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Terminais portuários do Espírito Santo devem receber R$ 6,5 bilhões em investimentos até 2030

O Espírito Santo avança na consolidação como um dos principais hubs logísticos do Brasil e já projeta uma nova etapa de crescimento para o setor portuário. Nos próximos cinco anos, os terminais capixabas devem receber R$ 6,5 bilhões em investimentos, de acordo com a Bússola do Investimento, levantamento do Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Mudança estrutural na operação portuária

Para o presidente da Findes, Paulo Baraona, o ciclo de investimentos marca uma transformação no perfil logístico do estado. Segundo ele, os aportes permitirão a migração de portos feeder, com menor profundidade, para hubs portuários capazes de operar navios de longo curso e movimentar cargas em maior escala.

A expectativa é de ganho de competitividade, aumento da eficiência operacional e fortalecimento do Espírito Santo como corredor estratégico de comércio exterior.

Porto da Imetame lidera volume de investimentos

O maior projeto em execução é o Porto da Imetame, em Aracruz, que concentra R$ 3 bilhões em investimentos e tem início de operações previsto para o próximo ano. Com área superior a 1 milhão de metros quadrados, o terminal terá perfil multipropósito, com foco inicial em cargas gerais e expansão gradual para contêineres, além de papel estratégico no escoamento da produção de petróleo.

Integração ferroviária amplia capacidade logística

Um dos diferenciais do Porto da Imetame é o ramal ferroviário de 6,5 quilômetros, que fará conexão direta com a Estrada de Ferro Vitória–Minas (EFVM) e, a partir de Minas Gerais, com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A integração entre modais permitirá o transporte eficiente de grãos, minerais e grandes volumes, reforçando a posição do estado na logística nacional.

O terminal está inserido no Parklog, parque logístico em desenvolvimento que reúne portos, rodovias, ferrovias, aeródromos e retroáreas, além de abrigar a primeira Zona de Processamento de Exportações (ZPE) privada do país, também em implantação.

Porto Central e granéis líquidos ganham destaque

Outro investimento relevante é o Porto Central, em Presidente Kennedy, com R$ 2,6 bilhões destinados à fase 1 do terminal, voltada à operação de granéis líquidos e ao transbordo de petróleo. O projeto é considerado estratégico para a cadeia de óleo e gás no Sudeste.

Vila Velha concentra projetos de modernização

Em Vila Velha, os investimentos somam R$ 650 milhões. O Consórcio Navegantes destina R$ 550 milhões à implantação de um Terminal de Granéis Líquidos (TGL) em Capuaba. Já a Vports investe R$ 100 milhões em melhorias no cais de Capuaba, incluindo recuperação da pera ferroviária, ampliação da capacidade e automação das operações.

ZPE e outros aportes completam o pacote

Além dos grandes terminais, estão previstos R$ 85 milhões para a implantação da ZPE de Aracruz, também ligada ao grupo Imetame, e R$ 165 milhões em outros investimentos mapeados no setor portuário capixaba.

Distribuição dos investimentos previstos

  • Imetame Logística Porto (Aracruz) – R$ 3 bilhões
  • Porto Central (Presidente Kennedy) – R$ 2,6 bilhões
  • Consórcio Navegantes (Vila Velha) – R$ 550 milhões
  • Vports (Vila Velha) – R$ 100 milhões
  • ZPE Aracruz (Imetame) – R$ 85 milhões
  • Outros projetos – R$ 165 milhões

FONTE: Folha Vitória
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha Vitória

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Logística

Governo Federal investe mais de R$ 500 milhões em hidrovias e registra recorde em 2025

O Governo Federal aplicou mais de R$ 500 milhões em hidrovias ao longo de 2025, alcançando um volume recorde de investimentos voltados à modernização da infraestrutura aquaviária, ampliação da navegabilidade e aumento da segurança no transporte fluvial. As ações foram coordenadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Os recursos contemplam obras de dragagem, sinalização náutica, recuperação de estruturas, operação de eclusas e melhorias em canais de navegação em diversas regiões do país.

Amazônia e corredores estratégicos concentram investimentos

Grande parte dos recursos foi direcionada às hidrovias da região Amazônica e a corredores logísticos estratégicos. Entre os trechos atendidos estão os rios Madeira, Amazonas, Solimões e Tocantins, além do Delta do Parnaíba e dos rios Grajaú, Pindaré e Mearim, no Maranhão. No Sul, receberam investimentos os rios Jacuí e Taquari, no Rio Grande do Sul.

Somente na hidrovia do Rio Tocantins, foram aplicados R$ 11,6 milhões em melhorias no canal de navegação, com foco no escoamento da produção e no aumento da segurança das embarcações. Já no Rio Solimões, cerca de R$ 11 milhões foram destinados a serviços de dragagem para garantir a navegabilidade, especialmente durante o período de estiagem.

Infraestrutura fortalece integração e logística nacional

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos reforçam o papel estratégico das hidrovias no desenvolvimento do país.
“Estamos promovendo melhorias estruturais que tornam o transporte fluvial mais eficiente, reduzem custos logísticos e contribuem para a integração nacional, especialmente em regiões onde os rios são essenciais para a mobilidade”, afirmou.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou que o objetivo é assegurar a navegabilidade durante todo o ano. “Essas ações garantem rotas seguras e contínuas para o transporte de cargas e passageiros, fortalecendo a logística e a economia regional”, explicou.

Terminais fluviais ampliam acesso e impacto social

Os investimentos também alcançaram terminais fluviais em diferentes estados. No Amazonas, foram beneficiados municípios como Barcelos, Lábrea, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira e São Paulo de Olivença. No Pará, os recursos chegaram a Juruti, Oriximiná, Conceição do Araguaia, Vitória do Xingu e Abaetetuba. Já no Amapá, o município de Santana recebeu mais de R$ 10 milhões, além de aportes em cidades da Bahia e de Alagoas.

De acordo com o diretor do Departamento de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, os terminais têm papel essencial na vida das comunidades ribeirinhas. “Eles garantem mobilidade, acesso a serviços básicos e melhoram significativamente a qualidade de vida das populações atendidas”, afirmou.

Ações no Sul e recuperação pós-enchentes

No Sul do país, o MPor destinou R$ 3,2 milhões para dragagem e sinalização da Lagoa Mirim, além de R$ 12,8 milhões para recuperar a navegabilidade das hidrovias do Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes de 2024.

Outros investimentos relevantes incluem R$ 155 milhões para operação de terminais hidroviários, R$ 46,6 milhões para operação de eclusas e mais de R$ 174 milhões voltados à recuperação de estruturas públicas, especialmente na Região Hidrográfica Amazônica.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Leilão do Porto de Itajaí deve sair no primeiro semestre de 2026

O Governo Federal avançou em mais uma etapa estratégica para a concessão definitiva do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) aprovou a versão final dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e encaminhou a documentação à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pela elaboração das minutas do edital e do contrato de arrendamento. A expectativa é de que o leilão ocorra no primeiro semestre de 2026.

Dispensa de nova audiência pública acelera cronograma

No despacho enviado à Antaq, a Secretaria Nacional de Portos solicitou a dispensa de uma nova audiência pública. Segundo o ministério, o modelo atual já contempla as contribuições apresentadas anteriormente pela sociedade e pelo mercado, o que elimina a necessidade de repetir a etapa de consultas.

Com isso, o MPor busca agilizar o envio do projeto ao Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de obtenção do aval até abril de 2026.

Concessão garante previsibilidade e ciclo de investimentos

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a aprovação dos estudos consolida o esforço do governo para recuperar e fortalecer o porto. Segundo ele, a concessão definitiva oferece segurança jurídica e previsibilidade ao setor produtivo, abrindo espaço para investimentos estruturantes de longo prazo.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, reforça que a medida busca otimizar prazos sem comprometer o rigor técnico. De acordo com ele, o Porto de Itajaí tem papel estratégico para a logística nacional e internacional, o que justifica a adoção de soluções que reduzam entraves burocráticos com responsabilidade.

Investimentos de R$ 2,8 bilhões e modernização da infraestrutura

O projeto de arrendamento prevê R$ 2,8 bilhões em investimentos, com foco inicial na rápida modernização do complexo portuário. Desse total, R$ 920 milhões deverão ser aplicados nos primeiros três anos de contrato, priorizando novos equipamentos e melhorias operacionais para atracação e manobra de navios.

A modelagem inclui a construção de um novo terminal de contêineres, com capacidade estática de 37.152 TEUs, além de uma ampliação de 90% nas áreas de pátio, medida que deve eliminar gargalos históricos e aumentar a eficiência logística do porto.

Impacto econômico e geração de empregos

Além dos avanços operacionais, a concessão definitiva do Porto de Itajaí tende a gerar impactos positivos para a economia regional, com criação de empregos diretos e indiretos, aumento da renda local e fortalecimento da cadeia produtiva ligada ao comércio exterior.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: PORTO DE ITAJAÍ

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Portos

Nomeação de vice-CEO fortalece estratégia da TCP no setor portuário

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, anunciou em dezembro de 2025 a nomeação de Michael Zhang para o cargo de vice-CEO. Com ampla atuação nas áreas de operações portuárias, logística e desenvolvimento de negócios, o executivo chega com a missão de reforçar a posição da companhia como referência em eficiência operacional e inovação portuária na América Latina.

TCP consolida crescimento e recordes operacionais

Atualmente, a TCP ocupa a posição de terceiro maior terminal portuário do Brasil e lidera a movimentação de contêineres na Região Sul. Entre janeiro e novembro de 2025, o terminal movimentou 1.518.385 TEUs, superando a marca de 1,5 milhão de unidades ainda em novembro, 20 dias antes do registrado em 2024.

O desempenho reforça a relevância da TCP no comércio exterior brasileiro, especialmente em um cenário de expansão da demanda logística.

Estratégia de longo prazo e foco em competitividade

A chegada de Zhang integra um plano estratégico voltado à expansão da capacidade operacional, ao fortalecimento da liderança regional e à aceleração dos objetivos de crescimento sustentável da empresa. A experiência internacional do novo vice-CEO é vista como um diferencial para alinhar inovação, eficiência e competitividade.

Entre as prioridades da gestão estão o aumento da capacidade para atender ao avanço do comércio exterior, a transformação digital dos processos, o aprimoramento da experiência do cliente e o fortalecimento das iniciativas de sustentabilidade, em consonância com padrões ambientais globais.

Inovação, tecnologia e sustentabilidade no centro da gestão

Segundo Zhang, no curto prazo, os clientes devem perceber melhorias na qualidade dos serviços e maior agilidade operacional. No horizonte estratégico, a TCP seguirá investindo em tecnologias de ponta, soluções logísticas inovadoras e práticas sustentáveis, ampliando o papel do Brasil nas cadeias globais de comércio.

A visão é posicionar o terminal como uma referência latino-americana em eficiência e inovação, contribuindo diretamente para a competitividade da economia nacional.

Formação acadêmica e trajetória internacional

Michael Zhang possui mestrado em administração de empresas e gestão de projetos, além de cursar doutorado em Transportes e Logística na Southeast University, na China. Ao longo da carreira, acumulou passagens por cargos estratégicos em empresas e grupos internacionais ligados à infraestrutura portuária, investimentos e compliance corporativo.

O executivo destaca sua experiência na condução de projetos complexos e na integração de equipes como fatores essenciais para impulsionar o desempenho da TCP em um setor altamente competitivo.

Valorização de pessoas e cultura organizacional

Zhang também ressalta o compromisso da companhia com uma gestão transparente, o desenvolvimento profissional dos colaboradores e o fortalecimento de uma cultura baseada em inovação, colaboração e sustentabilidade. Atualmente, a TCP é o maior empregador privado do litoral paranaense, com mais de 1.700 colaboradores.

A estratégia inclui investimentos contínuos em infraestrutura e serviços, com o objetivo de reduzir custos logísticos, aumentar a confiabilidade da cadeia de suprimentos e apoiar o crescimento econômico do país.

Estrutura e diferenciais da TCP

Fundada em 1998, a TCP se destaca por oferecer soluções logísticas completas para exportadores e importadores. O terminal conta com a maior frota de terminal tractors e guindastes RTG entre os portos brasileiros, além do maior pátio para contêineres refrigerados da América do Sul, armazém alfandegado próprio, área dedicada a cargas perigosas e acesso ferroviário direto à zona alfandegada, exclusividade na Região Sul.

Desde 2018, a TCP integra o portfólio da China Merchants Port Holding Company (CMPort), um dos maiores operadores e investidores portuários do mundo.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Novo modelo de concessão garante dragagem contínua e amplia eficiência do Porto de Paranaguá

Projeto inédito moderniza acesso a portos públicos e aumenta segurança da navegação

O novo modelo de licitação do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) marca o início de uma fase de modernização para os portos públicos brasileiros. A iniciativa, lançada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Infra S.A., prevê dragagem contínua e manutenção permanente dos canais de navegação — medida essencial para reforçar a segurança operacional e a previsibilidade do transporte marítimo.

Até então, a gestão dos canais ficava sob responsabilidade de empresas públicas estaduais. Com o novo modelo de concessão portuária, as obrigações passam a ser definidas em edital, garantindo clareza e eficiência na execução das obras. O formato adotado em Paranaguá será replicado em outros importantes terminais, como Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).


Aprofundamento do canal amplia capacidade operacional

As intervenções previstas vão aumentar a profundidade do canal de 13,5 para 15,5 metros, possibilitando a entrada de navios de até 366 metros de comprimento. Com isso, o porto poderá movimentar embarcações de maior porte, ampliando sua capacidade de carga de 80 mil para 120 mil toneladas por operação.

Essa modernização trará mais segurança e fluidez nas manobras, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a competitividade do Porto de Paranaguá no comércio internacional.


Retirada da “Pedra da Palangana” melhora navegação

Um dos destaques do projeto é a retirada da Pedra da Palangana, uma formação rochosa que atua como um “quebra-molas natural” no canal, prejudicando o fluxo de embarcações conforme o nível da maré. A remoção será executada em fases, com conclusão estimada em cinco anos, e deve ampliar a bacia de evolução — área de manobra dos navios.

Em 2024, parte do obstáculo já havia sido eliminada, com 20% da estrutura rochosa derrocada, preparando o terreno para as próximas etapas da obra.


Sustentabilidade e descarbonização como pilares

O novo modelo de concessão portuária está alinhado à Política de Sustentabilidade do MPor, que incentiva práticas ambientais responsáveis e ações de descarbonização. O projeto passará por licenciamento ambiental rigoroso, com monitoramento da emissão de gases, qualidade da água, sedimentos e fauna marinha.

A concessionária também deverá adotar medidas de compensação e recuperação ambiental em áreas impactadas, garantindo que o avanço da infraestrutura ocorra de forma ecologicamente responsável.


Tecnologia e gestão inteligente de tráfego marítimo

Entre as inovações previstas está a implantação do VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System), sistema de gerenciamento e monitoramento em tempo real do tráfego marítimo. A tecnologia permite maior segurança na navegação, melhora a proteção ambiental e aumenta a eficiência das operações portuárias, tornando o processo de condução e atracação mais ágil e preciso.


Etapas de execução e cronograma

Nos dois primeiros anos de contrato, a concessionária deverá realizar o mapeamento da topografia submarina, levantamentos hidrográficos e estudos ambientais e de engenharia. A partir do terceiro ano, terão início as obras de alargamento, aprofundamento e derrocagem, até atingir o calado ideal.

Simultaneamente, ocorrerão as dragagens de manutenção e a implantação do sistema de sinalização náutica, assegurando navegabilidade contínua e segura em todo o percurso.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos e da Portos do Paraná.
TEXTO: Redação

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Portos

Leilão do canal portuário do Paraná é confirmado para o dia 22 pela B3

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) confirmou para o dia 22 de outubro o leilão do canal de acesso aos portos do Paraná, que será realizado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo. O certame, que já atraiu ao menos sete empresas interessadas, marca a primeira concessão de um canal portuário no Brasil e deve servir de referência para futuros projetos, incluindo o do Porto de Santos (SP), previsto para o primeiro semestre de 2026.

Investimento de R$ 1,2 bilhão e contrato de até 70 anos

O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos de contrato, com possibilidade de prorrogação por até 70 anos. Entre as principais melhorias, está o aprofundamento do canal de Paranaguá, que passará de 13,3 metros para 15,5 metros até o quinto ano de concessão.

O contrato também inclui obras de alargamento da bacia de evolução, ampliação da área de fundeio, dragagem de manutenção, derrocagem, sinalização náutica, batimetria e monitoramentos ambientais.

Para comparação, o canal do Porto de Santos, o maior complexo portuário do Hemisfério Sul, exigirá cerca de R$ 6,45 bilhões em investimentos no mesmo período contratual e deverá atingir profundidade de até 17 metros.

DTA Engenharia contesta edital e cita riscos à soberania nacional

A DTA Engenharia, responsável por obras de dragagem no Porto de Paranaguá, apresentou uma impugnação formal ao edital no prazo final estipulado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Segundo o gerente jurídico da empresa, Renan Beloto, o documento não considera o cenário do mercado nacional de dragagem e ignora riscos à soberania e à segurança do país. Ele ressalta que o setor é dominado globalmente por cinco grandes grupos, em sua maioria subsidiados por governos estrangeiros — como China, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

A empresa também alertou para potenciais conflitos de interesse caso operadores portuários e empresas de dragagem façam parte do mesmo grupo econômico, o que poderia gerar restrição de acesso à infraestrutura e distorções concorrenciais entre terminais.

Antaq vai analisar impugnações e publicar decisão oficial

Em nota, a Antaq informou que sua área técnica avaliará todas as impugnações apresentadas e divulgará as decisões em seu site oficial, conforme o cronograma previsto no edital.

A Portos do Paraná, por sua vez, afirmou que não foi oficialmente comunicada sobre o pedido da DTA, já que o leilão está sob responsabilidade da Antaq.

Outros leilões no mesmo certame

O mesmo evento incluirá também o leilão do terminal RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro, destinado à movimentação de cargas de apoio offshore, com investimentos estimados em R$ 99,4 milhões.

Outro destaque será o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP), no Porto de Maceió (AL), que receberá R$ 3,7 milhões em aportes para construção de estação de passageiros e estacionamento, com contrato de 25 anos prorrogável.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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