Investimento

Túnel Santos-Guarujá recebe financiamento de R$ 2,5 bilhões para avanço das obras

O projeto do Túnel Santos-Guarujá ganhou um novo impulso com a formalização de um financiamento de R$ 2,5 bilhões concedido pelo Banco do Brasil. O recurso será utilizado como contrapartida do Governo de São Paulo dentro da parceria público-privada (PPP) que viabiliza a obra.

O investimento total do empreendimento chega a R$ 6,8 bilhões, integrando o Novo PAC do Governo Federal. A União participa com pouco mais de R$ 2,5 bilhões, enquanto a construtora portuguesa Mota-Engil responde por um aporte de R$ 1,6 bilhão. A concessão terá duração de 30 anos.

Estrutura moderna e integração de modais

Com 1,5 km de extensão — sendo 870 metros submersos — o túnel imerso Santos-Guarujá contará com três faixas de tráfego em cada sentido. O projeto inclui ainda uma faixa exclusiva para o VLT, além de acessos destinados a pedestres e ciclistas.

A infraestrutura também prevê conexões urbanas, edifícios operacionais e sistemas de apoio ao funcionamento da travessia, reforçando a proposta de mobilidade integrada.

Impacto na mobilidade e geração de empregos

A obra promete transformar a dinâmica de deslocamento na Baixada Santista. Atualmente, o trajeto entre Santos e Guarujá pode levar até 50 minutos, dependendo do uso de balsas. Com o túnel, a expectativa é reduzir o tempo para cerca de 5 minutos.

O projeto deve beneficiar uma população de aproximadamente 2 milhões de pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos durante sua execução.

Cronograma prevê início em 2027

A previsão é que as obras comecem em 2027, com entrada em operação estimada para 2031. A estrutura deve atender a uma demanda diária de até 78 mil usuários.

Hoje, mais de 21 mil veículos utilizam diariamente a travessia entre as duas cidades, além de milhares de ciclistas e pedestres.

Obra deve impulsionar o Porto de Santos

O Porto de Santos, o maior da América Latina, também será diretamente beneficiado. A nova ligação terrestre tende a reduzir conflitos logísticos com o tráfego marítimo e aumentar a eficiência das operações portuárias.

A expectativa é que o projeto fortaleça a infraestrutura logística brasileira, ampliando a competitividade do comércio exterior e atraindo novos investimentos para a região.

Projeto é considerado marco para a região

Autoridades destacaram o potencial transformador da obra, tanto para a mobilidade urbana quanto para o desenvolvimento econômico. O túnel deve integrar diferentes modais de transporte e melhorar a qualidade de vida na Baixada Santista.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Logística

Crise logística no Brasil eleva custos e desafia competitividade da economia

A crise logística no Brasil segue como um dos principais entraves ao crescimento econômico. Mesmo sendo uma das maiores economias do mundo, o país ainda enfrenta dificuldades para distribuir sua produção internamente, reflexo da forte dependência do transporte rodoviário.

Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e alta no preço do petróleo, essa dependência expõe fragilidades estruturais que encarecem produtos e reduzem a competitividade nacional.

Custos logísticos superam padrões internacionais

Dados do estudo “Custos Logísticos e o Impacto nas Empresas Brasileiras” indicam que os custos logísticos atingiram R$ 1,96 trilhão em 2025, o equivalente a 15,5% do PIB.

Em comparação, países desenvolvidos registram índices entre 8% e 12%, evidenciando o atraso da infraestrutura logística brasileira e seus impactos diretos sobre a economia.

Agronegócio sente impacto direto nos preços

Setores como o agronegócio brasileiro são fortemente afetados. A produção de soja, concentrada no interior do país, depende de longos trajetos rodoviários até os portos, muitas vezes realizados por caminhões movidos a diesel.

Com o aumento dos custos de frete e combustível, o preço final da soja brasileira sobe, reduzindo margens de lucro e comprometendo a competitividade no mercado internacional.

Estradas precárias agravam o problema

Além dos custos elevados, a qualidade das rodovias também contribui para o problema. Estradas em más condições aumentam o consumo de combustível, elevam o tempo de transporte e ampliam perdas de carga.

Eventos climáticos extremos agravam ainda mais a situação. Um exemplo recente foram as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, que interromperam o fluxo logístico terrestre e evidenciaram a vulnerabilidade do sistema.

Diversificação de modais é caminho estratégico

Especialistas apontam que a solução passa pela diversificação dos modais de transporte, com maior investimento em ferrovias e hidrovias. O Brasil possui amplo potencial para expandir essas alternativas, especialmente devido à sua extensa malha de rios navegáveis.

Embora essas iniciativas exijam planejamento de longo prazo, podem reduzir custos, gerar empregos e aumentar a eficiência logística.

Inovação e planejamento são essenciais

A modernização da logística no Brasil depende de uma mudança estrutural, que inclua inovação, investimentos e políticas públicas voltadas à integração de diferentes modais.

Reduzir a dependência das rodovias não apenas diminui custos, mas também protege a economia de oscilações externas, como crises energéticas e conflitos internacionais.

Transformação logística é prioridade para o país

Mais do que um desafio pontual, a crise logística exige uma estratégia nacional que priorize eficiência, sustentabilidade e competitividade.

Com recursos e potencial disponíveis, o Brasil tem condições de avançar — desde que transforme essa agenda em prioridade e invista em soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico de forma consistente.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Portos

Portos brasileiros podem atingir limite de contêineres até 2030, aponta estudo

Um estudo da consultoria Macroinfra revela que os principais portos brasileiros já operam próximos do limite de capacidade e podem enfrentar esgotamento na movimentação de contêineres antes de 2030. A análise, baseada em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) entre 2015 e 2025, indica um cenário de saturação em terminais estratégicos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí/Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

Caso projetos de ampliação e novos terminais não avancem, o limite operacional pode ser atingido em até quatro anos, pressionando ainda mais a infraestrutura logística do país.

Operação no limite eleva custos e riscos

De acordo com a consultoria, a operação próxima ou acima da capacidade prática gera impactos diretos na cadeia logística, como aumento de custos, atrasos nas operações e perda de confiabilidade. Esse cenário também amplia o risco de paralisações.

O sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, destaca que a sobrecarga se intensificou a partir de 2020, quando os principais terminais passaram a operar de forma contínua no limite.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, registrou crescimento significativo na taxa de ocupação, saindo de 55,9% em 2015 para 79,7% no último ano. Apesar do avanço na produtividade — de 72 para 86 TEUs por hora —, o ganho não acompanha a demanda crescente.

Em Paranaguá, o terminal TCP atingiu níveis críticos, com ocupação de 86% em 2025. Embora tenha apresentado evolução operacional ao longo dos anos, houve recuo recente na produtividade.

Já o Porto Itapoá, em Santa Catarina, também apresenta sinais de sobrecarga, com taxa de utilização chegando a 88,7%. Ainda assim, o terminal mantém crescimento consistente na produtividade.

TEU (Twenty-foot Equivalent Unit) é a unidade padrão utilizada para medir a capacidade de contêineres no transporte marítimo.

Migração de cargas e novos polos logísticos

Com a saturação dos principais corredores, a logística marítima brasileira tem passado por uma redistribuição geográfica. Portos considerados secundários vêm ganhando espaço, como o do Rio de Janeiro, que praticamente dobrou sua participação no fluxo nacional de contêineres entre 2015 e 2025.

Outros terminais, como Salvador, Pecém (CE) e Suape (PE), também ampliaram sua relevância ao absorver parte da demanda deslocada.

O avanço do comércio exterior e da cabotagem contribui para o cenário de pressão. Nos últimos dez anos, as exportações e importações marítimas cresceram cerca de 60%, enquanto a navegação de cabotagem avançou 111%.

Apesar disso, a expansão da capacidade portuária não acompanha o ritmo da demanda. Mesmo com projetos em andamento, como o terminal STS10 em Santos e novas estruturas em Suape, o setor pode enfrentar um colapso operacional a partir de 2030.

A projeção indica que, em quatro anos, a demanda deve alcançar 20,4 milhões de TEUs, consumindo quase toda a capacidade estimada de 23 milhões. O cenário reforça a necessidade urgente de novos investimentos e planejamento estratégico para sustentar o crescimento econômico.

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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Logística

Expansão ferroviária em Paranaguá deve elevar capacidade logística em 20%

A expansão ferroviária em Paranaguá avança com um novo projeto anunciado pela TCP, responsável pelo Terminal de Contêineres, em parceria com a Brado Logística. A iniciativa prevê a construção de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras no pátio operacional, com potencial de aumentar em aproximadamente 20% a capacidade do transporte ferroviário no local.

O investimento inclui a adição de 757 metros de trilhos, permitindo que o terminal eleve sua movimentação anual de contêineres por ferrovia de 55 mil para até 66 mil unidades até 2027.

Operação simultânea de trens aumenta produtividade

Com a nova configuração, será possível operar dois trens ao mesmo tempo, enquanto um terceiro realiza o processo de saída. Essa dinâmica deve otimizar o fluxo logístico e ampliar o volume por encoste, podendo atingir até 82 contêineres por operação.

Segundo a TCP, a integração direta entre a área alfandegada e o ramal ferroviário é um diferencial competitivo do terminal no Sul do Brasil, reduzindo etapas e aumentando a eficiência no escoamento de cargas.

Modal ferroviário ganha destaque no agronegócio

O transporte ferroviário de cargas tem se consolidado como peça-chave, especialmente no escoamento de produtos refrigerados. Em 2025, cerca de 55% da movimentação via ferrovia foi composta por contêineres reefer, com destaque para proteínas animais destinadas à exportação.

As cargas têm origem principalmente em polos agroindustriais como Cascavel e Cambé, regiões estratégicas para a produção de frango no Paraná.

Investimentos reforçam corredor logístico do Paraná

A ampliação também está alinhada à estratégia de fortalecer o corredor logístico do estado, ampliando a participação da ferrovia na matriz de transporte dos clientes, sobretudo no agronegócio brasileiro.

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu cerca de R$ 500 milhões em melhorias estruturais. Entre as ações, destacam-se a eletrificação de guindastes RTG, a aquisição de novos veículos operacionais e a implantação de uma subestação de energia.

Impacto na competitividade do comércio exterior

A modernização da infraestrutura e a integração entre modais tornam o terminal mais competitivo, contribuindo diretamente para a eficiência da cadeia logística nacional. A expectativa é que a iniciativa fortaleça o papel de Paranaguá como ponto estratégico para exportações, especialmente nos setores de proteína animal e papel e celulose.

FONTE: Tribuna PR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tribuna PR

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Logística

Investimento de R$ 175 milhões fortalece logística no Nordeste com aeroportos e portos

Um novo pacote de investimentos em infraestrutura logística promete impulsionar o desenvolvimento do Nordeste brasileiro. Ao todo, R$ 175 milhões serão destinados à modernização de aeroportos e portos em cidades estratégicas, ampliando a capacidade de transporte e criando novas oportunidades para o setor.

Os recursos contemplam os municípios de Patos, Ilhéus e Cabedelo, reforçando a estratégia de descentralização das operações logísticas no país.

Obras ampliam capacidade e eficiência operacional

Os aportes incluem melhorias em aeroportos regionais e na estrutura portuária, com destaque para o Porto de Cabedelo, que tem papel relevante na movimentação de cargas no litoral nordestino.

Na prática, as intervenções devem aumentar a eficiência das operações, reduzir gargalos e melhorar o desempenho de empresas que dependem dessas rotas para distribuição de mercadorias.

Integração entre modais ganha força

Com a modernização, a expectativa é fortalecer a logística intermodal, integrando diferentes tipos de transporte, como aéreo, rodoviário e marítimo.

Essa integração cria alternativas mais ágeis e eficientes, além de aliviar a sobrecarga do transporte rodoviário, historicamente predominante no Brasil.

Regiões ganham protagonismo econômico

Os investimentos também devem estimular o crescimento econômico local. Com melhor infraestrutura, cidades como Ilhéus e Patos passam a ter mais relevância no cenário logístico nacional.

Esse avanço tende a atrair novos negócios, ampliar a presença de centros de distribuição e fortalecer cadeias produtivas regionais, especialmente nos setores industrial e comercial.

Infraestrutura logística impulsiona desenvolvimento

O pacote de investimentos reforça uma tendência crescente no país: o fortalecimento da infraestrutura logística regional como motor de desenvolvimento econômico.

Além de abrir novas rotas, a iniciativa exige adaptação das empresas a um modelo logístico mais distribuído, estratégico e eficiente, acompanhando as transformações do mercado.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/

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Portos

Terminais privados no Brasil: diagnóstico da ANTAQ revela entraves a R$ 36,8 bilhões em investimentos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou um diagnóstico detalhado sobre a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no Brasil, destacando os principais obstáculos que têm impedido a operação de empreendimentos já autorizados. O estudo também aponta impactos diretos para o setor portuário e para a economia nacional.

O levantamento foi apresentado em Brasília, com participação de representantes da Agência e do setor, e traz uma análise aprofundada sobre a situação de projetos autorizados nos últimos anos.

Panorama dos terminais autorizados

O estudo analisou 178 terminais privados autorizados entre 2013 e 2019, com foco naqueles que não iniciaram suas atividades dentro do prazo legal de cinco anos. A avaliação considerou o estágio operacional, os motivos dos atrasos, os investimentos previstos e os pedidos de prorrogação.

Segundo os dados, 21 terminais seguem sem operar. Apesar de representarem uma parcela reduzida do total, esses projetos concentram cerca de R$ 36,8 bilhões em investimentos ainda não realizados, além de uma área estimada em 48,3 milhões de metros quadrados fora da infraestrutura portuária ativa.

Entraves ambientais lideram obstáculos

Entre os principais fatores que travam a implantação dos TUPs, as questões ambientais aparecem como o maior desafio. Durante a apresentação, foi ressaltada a necessidade de maior integração entre órgãos reguladores e ambientais para acelerar os processos sem ampliar a burocracia.

Além disso, representantes do setor privado destacaram que a autorização para operação é apenas uma etapa inicial. A implantação efetiva dos terminais exige um longo percurso, que envolve licenciamento, viabilidade econômica e articulação institucional.

Desafios estruturais e institucionais

O diagnóstico também evidencia que os entraves vão além da regulação, envolvendo fatores ambientais, financeiros e judiciais. Esses elementos, muitas vezes combinados, explicam grande parte dos atrasos observados.

A análise indica que o setor portuário brasileiro já apresenta maior maturidade institucional, mas ainda enfrenta gargalos que dificultam a execução dos projetos e a entrada em operação dos terminais.

Prorrogações e maturação dos projetos

Outro ponto relevante é o uso recorrente de prorrogações de prazo para início das operações. Embora previstas na legislação e necessárias diante da complexidade dos investimentos portuários, essas extensões podem indicar baixa maturidade de alguns projetos.

O estudo também aponta um descompasso entre o volume de autorizações concedidas após a Lei nº 12.815/2013 e a efetiva implementação dos empreendimentos, reforçando a necessidade de maior alinhamento entre planejamento e execução.

Impactos econômicos e sociais

A não implantação dos terminais privados gera impactos significativos. No campo econômico, há redução da capacidade logística e frustração de investimentos bilionários, afetando a competitividade do setor portuário brasileiro.

Já no aspecto social, estima-se que mais de 533 mil empregos deixaram de ser gerados em função dos atrasos. Do ponto de vista regulatório, o cenário exige maior esforço de monitoramento e compromete a previsibilidade do planejamento setorial.

Caminhos para o aprimoramento regulatório

Como resultado, o diagnóstico oferece subsídios para o aperfeiçoamento da atuação regulatória. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Monitoramento mais rigoroso dos cronogramas
  • Revisão dos instrumentos de outorga
  • Avaliação dos critérios de prorrogação
  • Fortalecimento da coordenação entre instituições

A iniciativa integra a agenda de estudos da ANTAQ e amplia a base técnica para decisões mais assertivas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária no Brasil.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTAQ

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Transporte

Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para atuar no transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil. A medida foi oficializada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.

Com a liberação, a companhia poderá operar rotas internacionais regulares, ampliando as alternativas de envio e recebimento de mercadorias e fortalecendo a conectividade logística brasileira com outros mercados.

Impacto na competitividade e no comércio exterior

A entrada de novas empresas estrangeiras no setor tende a impulsionar a logística no Brasil, aumentando a competitividade e facilitando o escoamento da produção nacional.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da malha aérea de cargas contribui diretamente para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, a presença de novos operadores melhora as condições para integrar o país às cadeias globais de suprimentos e amplia as rotas disponíveis.

Crescimento da carga aérea no Brasil

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico, principalmente no envio de produtos de alto valor agregado ou que exigem rapidez.

Dados da Anac mostram que, em 2025, os aeroportos brasileiros movimentaram cerca de 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando operações nacionais e internacionais.

  • Voos internacionais: 881,7 milhões de quilos (65,4%)
  • Voos domésticos: 465,4 milhões de quilos (34,6%)

Entre os principais destinos e origens das cargas estão países como Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram grande parte das operações.

Expansão global impulsiona o setor

O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência mundial. Relatório da International Air Transport Association (IATA) aponta que a demanda global por carga aérea internacional cresceu 4,3% em 2025, com alta de 5,5% nas operações entre países.

Esse crescimento é impulsionado por fatores como:

  • Expansão do comércio eletrônico
  • Reorganização das cadeias globais de suprimento
  • Necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo

Perspectivas para o mercado brasileiro

A chegada de novos operadores internacionais, como a TM Aerolíneas, reforça a infraestrutura logística brasileira e amplia a integração do país ao mercado global. A tendência é de aumento na oferta de rotas e maior eficiência no transporte de cargas, beneficiando diversos setores da economia.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Logística

Investimentos em operadores logísticos crescem quase 70%, aponta levantamento da Abol

Os operadores logísticos no Brasil intensificaram o ritmo de investimentos nos últimos anos. Levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) mostra que 68% das empresas do setor ampliaram seus aportes, mesmo diante de um cenário de custos elevados e desafios econômicos.

O estudo mais recente sobre o perfil dos operadores logísticos indica ainda que 23% das companhias mantiveram o mesmo nível de investimento, enquanto 10% registraram retração no volume aplicado.

Empresas de grande porte lideram expansão dos investimentos

O crescimento dos aportes foi mais expressivo entre empresas de maior faturamento. De acordo com o levantamento, 82% das companhias de grande porte, com receita superior a R$ 600 milhões, aumentaram os investimentos.

Entre os operadores logísticos de médio porte, com faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 600 milhões, 67% ampliaram os recursos aplicados. Já entre as empresas de pequeno porte, com receita de até R$ 100 milhões, 57% também registraram aumento nos investimentos.

Para a associação, esses números indicam que o setor mantém uma postura estratégica de crescimento, mesmo em um ambiente econômico desafiador.

Tecnologia e infraestrutura concentram os principais aportes

Os dados apontam que a transformação digital na logística tem sido uma das principais prioridades das empresas. Em 2024, cerca de 83% dos operadores logísticos investiram em softwares, superando o índice de 80% registrado em 2022.

A modernização de infraestrutura logística também segue entre os principais destinos de capital, com 78% das empresas direcionando recursos para atualização de instalações e estruturas operacionais.

Esse movimento reflete a busca por ganhos de eficiência, aumento da competitividade e maior capacidade operacional.

Aquisição de equipamentos e ampliação de frota

Além da digitalização e da infraestrutura, os operadores também ampliaram investimentos em equipamentos e ativos operacionais.

Segundo o levantamento:

  • 69% das empresas investiram na compra de máquinas e equipamentos
  • 57% aplicaram recursos na ampliação ou renovação de frota, incluindo veículos, implementos rodoviários, embarcações e vagões ferroviários
  • 55% destinaram valores à aquisição de ativos logísticos, como caixas, pallets e mobiliário operacional
  • 33% investiram na compra de terrenos ou novas unidades operacionais

Estratégia para atender cadeias logísticas mais complexas

Na avaliação da Abol, os resultados mostram que o setor mantém uma estratégia consistente de expansão. Mesmo com pressões de custo, as empresas seguem direcionando recursos tanto para tecnologia logística quanto para o fortalecimento da estrutura física das operações.

A combinação entre digitalização, modernização da infraestrutura e aumento da capacidade operacional é vista como essencial para atender cadeias produtivas cada vez mais complexas e sustentar o crescimento da logística no Brasil.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Transporte

Transporte ferroviário de cargas bate recorde no Brasil e alcança 555 milhões de toneladas em 2025

O transporte ferroviário de cargas no Brasil registrou um novo recorde em 2025. De acordo com o Ministério dos Transportes, foram movimentadas 555,48 milhões de toneladas úteis (TU) ao longo do ano, volume 2,57% maior que o registrado em 2024.

O resultado representa o terceiro recorde consecutivo do setor e reflete o avanço das políticas públicas voltadas à expansão da malha ferroviária brasileira. A estratégia integra o plano do Governo Federal para fortalecer a logística nacional, melhorar o escoamento da produção e ampliar a competitividade no comércio exterior.

Para 2026, o governo projeta a realização de oito leilões ferroviários, com expectativa de atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos no setor. A estimativa é que, ao longo dos próximos anos, o modal ferroviário receba até R$ 600 bilhões em aportes.

Segundo o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, os números mostram que as medidas de planejamento e regulação vêm produzindo resultados.

“Pela terceira vez consecutiva batemos o recorde de movimentação de cargas por ferrovias no Brasil, ao mesmo tempo em que registramos investimentos privados históricos no setor”, afirmou.

Ferrovia melhora logística e reduz custos no transporte de cargas

O avanço do transporte ferroviário de cargas também está ligado à busca por soluções logísticas mais eficientes. A prioridade do governo tem sido aprimorar as cadeias de deslocamento terrestre, garantindo infraestrutura adequada para o escoamento de insumos e mercadorias.

Nas rotas de longa distância, por exemplo, grãos produzidos em Mato Grosso, principal polo agrícola do país, podem ser transportados por trilhos até o Sudeste e aos portos da região. Esse modelo reduz a dependência do transporte rodoviário, diminui o fluxo de caminhões nas estradas e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Agronegócio lidera crescimento da carga transportada

Levantamento da Infra S.A. aponta que o agronegócio apresentou o melhor desempenho entre os segmentos que utilizam o transporte ferroviário. Em 2025, o setor registrou crescimento de 4,62% na movimentação de cargas.

Outros produtos também apresentaram expansão, com aumento de 3,43% no transporte de mercadorias diversas.

O minério de ferro continua sendo o principal item transportado pelas ferrovias brasileiras, somando 401,35 milhões de toneladas úteis, com crescimento de 2,72%.

Para Leonardo Ribeiro, o fortalecimento das ferrovias acompanha a expansão da economia brasileira e indica a importância estratégica do setor para os próximos anos.

“O crescimento do transporte ferroviário vai além de uma tendência. Trata-se de uma infraestrutura essencial para o desenvolvimento econômico do país”, destacou.

Governo aposta em concessões e nova política de outorgas ferroviárias

Atualmente, o Ministério dos Transportes administra 14 concessões ferroviárias em operação. A pasta também busca reestruturar projetos que ficaram parados nos últimos anos.

Uma das iniciativas foi o lançamento da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, criada para organizar e ampliar a carteira de ativos disponíveis para concessão. A medida inclui diretrizes de planejamento, governança e sustentabilidade para novos projetos.

Após a revisão do Marco Legal das Ferrovias, em 2023, o governo também autorizou a primeira nova ferrovia dentro do modelo atualizado.

Concessões em fim de contrato passam por análise

Outra frente de trabalho envolve cinco malhas ferroviárias com contratos próximos do término:

• Malha Sul
• Malha Oeste
• Ferrovia Centro-Atlântica
• Ferrovia Tereza Cristina
• Ferrovia Transnordestina Logística

O objetivo é definir novas soluções logísticas para garantir continuidade dos serviços e ampliar a eficiência do sistema ferroviário.

Trechos ociosos podem voltar a operar

O governo também encaminhou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) as diretrizes para o primeiro chamamento público de trechos ferroviários.

O modelo permitirá que o setor privado assuma a operação de linhas atualmente classificadas como ociosas. O primeiro projeto envolve o Corredor Minas–Rio, que poderá servir de referência para novos processos.

A expectativa é que a iniciativa possibilite a recuperação de até 10 mil quilômetros da malha ferroviária federal.

Investimentos ferroviários crescem 60% desde 2023

Entre 2023 e 2025, os investimentos em ferrovias no Brasil chegaram a R$ 40 bilhões, valor cerca de 60% maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando os aportes somaram R$ 25 bilhões.

Um dos principais projetos retomados foi a Ferrovia Transnordestina, considerada estratégica para a logística do Nordeste. As obras foram reiniciadas em 2023 e já alcançaram 71% de avanço físico.

O empreendimento possui investimento estimado em R$ 15 bilhões, sendo que R$ 11,3 bilhões já foram aplicados. O cronograma prevê a conclusão da primeira fase em 2027 e da segunda etapa em 2028.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Felipe Brasil/MT

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Portos

Expansão do Porto de Santos pode viabilizar até 30 novos terminais no litoral de São Paulo

A expansão do Porto de Santos deve abrir caminho para a instalação de até 30 novos terminais e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no litoral paulista. A projeção é da Autoridade Portuária de Santos, que pretende iniciar as licitações das áreas recém-incorporadas a partir de 2027.

Com a atualização da poligonal, o complexo passou de 9,3 km² para 14,5 km² — um crescimento territorial de 56%, conforme portaria do Ministério de Portos e Aeroportos publicada no Diário Oficial da União.

Licitações e novos investimentos previstos

O presidente da autoridade portuária, Anderson Pomini, informou que a estratégia prevê o arrendamento das novas áreas à iniciativa privada. O objetivo é ampliar a eficiência operacional, modernizar estruturas e acompanhar o ritmo de crescimento da economia.

Atualmente, o porto mantém conexões com cerca de 600 destinos em quase 200 países. Com a ampliação, a expectativa é fortalecer ainda mais o papel do complexo como principal hub logístico da América do Sul.

Áreas prioritárias da ampliação

A APS definiu três regiões estratégicas para o avanço do projeto:

  • Largo do Caneu: aproximadamente 5 km², com potencial para novos terminais e implantação de uma ZPE;
  • Alemoa: área de cerca de 114 mil m², com acesso ao canal do porto;
  • Monte Cabrão (área continental de Santos): aproximadamente 180 mil m² disponíveis para expansão.

O pedido original encaminhado ao ministério previa ampliação da poligonal para até 20,4 km². Após consulta pública realizada em 2025, foi autorizada a expansão parcial.

Além da área terrestre, houve ampliação do trecho aquaviário, que passou de 355,2 km² para 367,2 km². Com isso, a área total sob utilização do porto saltou de 383,8 km² para 401 km².

Potencial econômico e desafios de infraestrutura

Especialistas avaliam que a oferta de áreas greenfield e a localização estratégica do complexo fortalecem o ambiente para novos investimentos em terminais portuários e na futura Zona de Processamento de Exportação.

O especialista em políticas públicas Leandro Lopes afirma que a medida pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, consolidando o complexo — responsável por cerca de 30% da balança comercial brasileira — como protagonista no comércio exterior da região.

Ele pondera, no entanto, que o avanço da movimentação de cargas exige melhorias em infraestrutura logística, acesso ferroviário, mobilidade urbana e integração operacional para evitar gargalos.

Segurança jurídica e conceito Porto-Indústria

Para o advogado João Paulo Braun, a redefinição da poligonal amplia a previsibilidade regulatória e reduz riscos de saturação, tornando o porto ainda mais competitivo para grandes operadores.

Na avaliação dele, a nova configuração territorial é essencial para viabilizar a ZPE e fortalecer o conceito de Porto-Indústria, modelo que prevê a instalação de fábricas e centros produtivos próximos ao cais, reduzindo custos logísticos e estimulando a presença de multinacionais exportadoras.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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