Logística

Investimento de R$ 175 milhões fortalece logística no Nordeste com aeroportos e portos

Um novo pacote de investimentos em infraestrutura logística promete impulsionar o desenvolvimento do Nordeste brasileiro. Ao todo, R$ 175 milhões serão destinados à modernização de aeroportos e portos em cidades estratégicas, ampliando a capacidade de transporte e criando novas oportunidades para o setor.

Os recursos contemplam os municípios de Patos, Ilhéus e Cabedelo, reforçando a estratégia de descentralização das operações logísticas no país.

Obras ampliam capacidade e eficiência operacional

Os aportes incluem melhorias em aeroportos regionais e na estrutura portuária, com destaque para o Porto de Cabedelo, que tem papel relevante na movimentação de cargas no litoral nordestino.

Na prática, as intervenções devem aumentar a eficiência das operações, reduzir gargalos e melhorar o desempenho de empresas que dependem dessas rotas para distribuição de mercadorias.

Integração entre modais ganha força

Com a modernização, a expectativa é fortalecer a logística intermodal, integrando diferentes tipos de transporte, como aéreo, rodoviário e marítimo.

Essa integração cria alternativas mais ágeis e eficientes, além de aliviar a sobrecarga do transporte rodoviário, historicamente predominante no Brasil.

Regiões ganham protagonismo econômico

Os investimentos também devem estimular o crescimento econômico local. Com melhor infraestrutura, cidades como Ilhéus e Patos passam a ter mais relevância no cenário logístico nacional.

Esse avanço tende a atrair novos negócios, ampliar a presença de centros de distribuição e fortalecer cadeias produtivas regionais, especialmente nos setores industrial e comercial.

Infraestrutura logística impulsiona desenvolvimento

O pacote de investimentos reforça uma tendência crescente no país: o fortalecimento da infraestrutura logística regional como motor de desenvolvimento econômico.

Além de abrir novas rotas, a iniciativa exige adaptação das empresas a um modelo logístico mais distribuído, estratégico e eficiente, acompanhando as transformações do mercado.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/

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Portos

Terminais privados no Brasil: diagnóstico da ANTAQ revela entraves a R$ 36,8 bilhões em investimentos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou um diagnóstico detalhado sobre a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no Brasil, destacando os principais obstáculos que têm impedido a operação de empreendimentos já autorizados. O estudo também aponta impactos diretos para o setor portuário e para a economia nacional.

O levantamento foi apresentado em Brasília, com participação de representantes da Agência e do setor, e traz uma análise aprofundada sobre a situação de projetos autorizados nos últimos anos.

Panorama dos terminais autorizados

O estudo analisou 178 terminais privados autorizados entre 2013 e 2019, com foco naqueles que não iniciaram suas atividades dentro do prazo legal de cinco anos. A avaliação considerou o estágio operacional, os motivos dos atrasos, os investimentos previstos e os pedidos de prorrogação.

Segundo os dados, 21 terminais seguem sem operar. Apesar de representarem uma parcela reduzida do total, esses projetos concentram cerca de R$ 36,8 bilhões em investimentos ainda não realizados, além de uma área estimada em 48,3 milhões de metros quadrados fora da infraestrutura portuária ativa.

Entraves ambientais lideram obstáculos

Entre os principais fatores que travam a implantação dos TUPs, as questões ambientais aparecem como o maior desafio. Durante a apresentação, foi ressaltada a necessidade de maior integração entre órgãos reguladores e ambientais para acelerar os processos sem ampliar a burocracia.

Além disso, representantes do setor privado destacaram que a autorização para operação é apenas uma etapa inicial. A implantação efetiva dos terminais exige um longo percurso, que envolve licenciamento, viabilidade econômica e articulação institucional.

Desafios estruturais e institucionais

O diagnóstico também evidencia que os entraves vão além da regulação, envolvendo fatores ambientais, financeiros e judiciais. Esses elementos, muitas vezes combinados, explicam grande parte dos atrasos observados.

A análise indica que o setor portuário brasileiro já apresenta maior maturidade institucional, mas ainda enfrenta gargalos que dificultam a execução dos projetos e a entrada em operação dos terminais.

Prorrogações e maturação dos projetos

Outro ponto relevante é o uso recorrente de prorrogações de prazo para início das operações. Embora previstas na legislação e necessárias diante da complexidade dos investimentos portuários, essas extensões podem indicar baixa maturidade de alguns projetos.

O estudo também aponta um descompasso entre o volume de autorizações concedidas após a Lei nº 12.815/2013 e a efetiva implementação dos empreendimentos, reforçando a necessidade de maior alinhamento entre planejamento e execução.

Impactos econômicos e sociais

A não implantação dos terminais privados gera impactos significativos. No campo econômico, há redução da capacidade logística e frustração de investimentos bilionários, afetando a competitividade do setor portuário brasileiro.

Já no aspecto social, estima-se que mais de 533 mil empregos deixaram de ser gerados em função dos atrasos. Do ponto de vista regulatório, o cenário exige maior esforço de monitoramento e compromete a previsibilidade do planejamento setorial.

Caminhos para o aprimoramento regulatório

Como resultado, o diagnóstico oferece subsídios para o aperfeiçoamento da atuação regulatória. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Monitoramento mais rigoroso dos cronogramas
  • Revisão dos instrumentos de outorga
  • Avaliação dos critérios de prorrogação
  • Fortalecimento da coordenação entre instituições

A iniciativa integra a agenda de estudos da ANTAQ e amplia a base técnica para decisões mais assertivas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária no Brasil.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTAQ

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Transporte

Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para atuar no transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil. A medida foi oficializada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.

Com a liberação, a companhia poderá operar rotas internacionais regulares, ampliando as alternativas de envio e recebimento de mercadorias e fortalecendo a conectividade logística brasileira com outros mercados.

Impacto na competitividade e no comércio exterior

A entrada de novas empresas estrangeiras no setor tende a impulsionar a logística no Brasil, aumentando a competitividade e facilitando o escoamento da produção nacional.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da malha aérea de cargas contribui diretamente para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, a presença de novos operadores melhora as condições para integrar o país às cadeias globais de suprimentos e amplia as rotas disponíveis.

Crescimento da carga aérea no Brasil

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico, principalmente no envio de produtos de alto valor agregado ou que exigem rapidez.

Dados da Anac mostram que, em 2025, os aeroportos brasileiros movimentaram cerca de 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando operações nacionais e internacionais.

  • Voos internacionais: 881,7 milhões de quilos (65,4%)
  • Voos domésticos: 465,4 milhões de quilos (34,6%)

Entre os principais destinos e origens das cargas estão países como Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram grande parte das operações.

Expansão global impulsiona o setor

O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência mundial. Relatório da International Air Transport Association (IATA) aponta que a demanda global por carga aérea internacional cresceu 4,3% em 2025, com alta de 5,5% nas operações entre países.

Esse crescimento é impulsionado por fatores como:

  • Expansão do comércio eletrônico
  • Reorganização das cadeias globais de suprimento
  • Necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo

Perspectivas para o mercado brasileiro

A chegada de novos operadores internacionais, como a TM Aerolíneas, reforça a infraestrutura logística brasileira e amplia a integração do país ao mercado global. A tendência é de aumento na oferta de rotas e maior eficiência no transporte de cargas, beneficiando diversos setores da economia.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Logística

Investimentos em operadores logísticos crescem quase 70%, aponta levantamento da Abol

Os operadores logísticos no Brasil intensificaram o ritmo de investimentos nos últimos anos. Levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) mostra que 68% das empresas do setor ampliaram seus aportes, mesmo diante de um cenário de custos elevados e desafios econômicos.

O estudo mais recente sobre o perfil dos operadores logísticos indica ainda que 23% das companhias mantiveram o mesmo nível de investimento, enquanto 10% registraram retração no volume aplicado.

Empresas de grande porte lideram expansão dos investimentos

O crescimento dos aportes foi mais expressivo entre empresas de maior faturamento. De acordo com o levantamento, 82% das companhias de grande porte, com receita superior a R$ 600 milhões, aumentaram os investimentos.

Entre os operadores logísticos de médio porte, com faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 600 milhões, 67% ampliaram os recursos aplicados. Já entre as empresas de pequeno porte, com receita de até R$ 100 milhões, 57% também registraram aumento nos investimentos.

Para a associação, esses números indicam que o setor mantém uma postura estratégica de crescimento, mesmo em um ambiente econômico desafiador.

Tecnologia e infraestrutura concentram os principais aportes

Os dados apontam que a transformação digital na logística tem sido uma das principais prioridades das empresas. Em 2024, cerca de 83% dos operadores logísticos investiram em softwares, superando o índice de 80% registrado em 2022.

A modernização de infraestrutura logística também segue entre os principais destinos de capital, com 78% das empresas direcionando recursos para atualização de instalações e estruturas operacionais.

Esse movimento reflete a busca por ganhos de eficiência, aumento da competitividade e maior capacidade operacional.

Aquisição de equipamentos e ampliação de frota

Além da digitalização e da infraestrutura, os operadores também ampliaram investimentos em equipamentos e ativos operacionais.

Segundo o levantamento:

  • 69% das empresas investiram na compra de máquinas e equipamentos
  • 57% aplicaram recursos na ampliação ou renovação de frota, incluindo veículos, implementos rodoviários, embarcações e vagões ferroviários
  • 55% destinaram valores à aquisição de ativos logísticos, como caixas, pallets e mobiliário operacional
  • 33% investiram na compra de terrenos ou novas unidades operacionais

Estratégia para atender cadeias logísticas mais complexas

Na avaliação da Abol, os resultados mostram que o setor mantém uma estratégia consistente de expansão. Mesmo com pressões de custo, as empresas seguem direcionando recursos tanto para tecnologia logística quanto para o fortalecimento da estrutura física das operações.

A combinação entre digitalização, modernização da infraestrutura e aumento da capacidade operacional é vista como essencial para atender cadeias produtivas cada vez mais complexas e sustentar o crescimento da logística no Brasil.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Transporte

Transporte ferroviário de cargas bate recorde no Brasil e alcança 555 milhões de toneladas em 2025

O transporte ferroviário de cargas no Brasil registrou um novo recorde em 2025. De acordo com o Ministério dos Transportes, foram movimentadas 555,48 milhões de toneladas úteis (TU) ao longo do ano, volume 2,57% maior que o registrado em 2024.

O resultado representa o terceiro recorde consecutivo do setor e reflete o avanço das políticas públicas voltadas à expansão da malha ferroviária brasileira. A estratégia integra o plano do Governo Federal para fortalecer a logística nacional, melhorar o escoamento da produção e ampliar a competitividade no comércio exterior.

Para 2026, o governo projeta a realização de oito leilões ferroviários, com expectativa de atrair cerca de R$ 140 bilhões em investimentos no setor. A estimativa é que, ao longo dos próximos anos, o modal ferroviário receba até R$ 600 bilhões em aportes.

Segundo o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, os números mostram que as medidas de planejamento e regulação vêm produzindo resultados.

“Pela terceira vez consecutiva batemos o recorde de movimentação de cargas por ferrovias no Brasil, ao mesmo tempo em que registramos investimentos privados históricos no setor”, afirmou.

Ferrovia melhora logística e reduz custos no transporte de cargas

O avanço do transporte ferroviário de cargas também está ligado à busca por soluções logísticas mais eficientes. A prioridade do governo tem sido aprimorar as cadeias de deslocamento terrestre, garantindo infraestrutura adequada para o escoamento de insumos e mercadorias.

Nas rotas de longa distância, por exemplo, grãos produzidos em Mato Grosso, principal polo agrícola do país, podem ser transportados por trilhos até o Sudeste e aos portos da região. Esse modelo reduz a dependência do transporte rodoviário, diminui o fluxo de caminhões nas estradas e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Agronegócio lidera crescimento da carga transportada

Levantamento da Infra S.A. aponta que o agronegócio apresentou o melhor desempenho entre os segmentos que utilizam o transporte ferroviário. Em 2025, o setor registrou crescimento de 4,62% na movimentação de cargas.

Outros produtos também apresentaram expansão, com aumento de 3,43% no transporte de mercadorias diversas.

O minério de ferro continua sendo o principal item transportado pelas ferrovias brasileiras, somando 401,35 milhões de toneladas úteis, com crescimento de 2,72%.

Para Leonardo Ribeiro, o fortalecimento das ferrovias acompanha a expansão da economia brasileira e indica a importância estratégica do setor para os próximos anos.

“O crescimento do transporte ferroviário vai além de uma tendência. Trata-se de uma infraestrutura essencial para o desenvolvimento econômico do país”, destacou.

Governo aposta em concessões e nova política de outorgas ferroviárias

Atualmente, o Ministério dos Transportes administra 14 concessões ferroviárias em operação. A pasta também busca reestruturar projetos que ficaram parados nos últimos anos.

Uma das iniciativas foi o lançamento da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, criada para organizar e ampliar a carteira de ativos disponíveis para concessão. A medida inclui diretrizes de planejamento, governança e sustentabilidade para novos projetos.

Após a revisão do Marco Legal das Ferrovias, em 2023, o governo também autorizou a primeira nova ferrovia dentro do modelo atualizado.

Concessões em fim de contrato passam por análise

Outra frente de trabalho envolve cinco malhas ferroviárias com contratos próximos do término:

• Malha Sul
• Malha Oeste
• Ferrovia Centro-Atlântica
• Ferrovia Tereza Cristina
• Ferrovia Transnordestina Logística

O objetivo é definir novas soluções logísticas para garantir continuidade dos serviços e ampliar a eficiência do sistema ferroviário.

Trechos ociosos podem voltar a operar

O governo também encaminhou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) as diretrizes para o primeiro chamamento público de trechos ferroviários.

O modelo permitirá que o setor privado assuma a operação de linhas atualmente classificadas como ociosas. O primeiro projeto envolve o Corredor Minas–Rio, que poderá servir de referência para novos processos.

A expectativa é que a iniciativa possibilite a recuperação de até 10 mil quilômetros da malha ferroviária federal.

Investimentos ferroviários crescem 60% desde 2023

Entre 2023 e 2025, os investimentos em ferrovias no Brasil chegaram a R$ 40 bilhões, valor cerca de 60% maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando os aportes somaram R$ 25 bilhões.

Um dos principais projetos retomados foi a Ferrovia Transnordestina, considerada estratégica para a logística do Nordeste. As obras foram reiniciadas em 2023 e já alcançaram 71% de avanço físico.

O empreendimento possui investimento estimado em R$ 15 bilhões, sendo que R$ 11,3 bilhões já foram aplicados. O cronograma prevê a conclusão da primeira fase em 2027 e da segunda etapa em 2028.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Felipe Brasil/MT

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Portos

Expansão do Porto de Santos pode viabilizar até 30 novos terminais no litoral de São Paulo

A expansão do Porto de Santos deve abrir caminho para a instalação de até 30 novos terminais e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no litoral paulista. A projeção é da Autoridade Portuária de Santos, que pretende iniciar as licitações das áreas recém-incorporadas a partir de 2027.

Com a atualização da poligonal, o complexo passou de 9,3 km² para 14,5 km² — um crescimento territorial de 56%, conforme portaria do Ministério de Portos e Aeroportos publicada no Diário Oficial da União.

Licitações e novos investimentos previstos

O presidente da autoridade portuária, Anderson Pomini, informou que a estratégia prevê o arrendamento das novas áreas à iniciativa privada. O objetivo é ampliar a eficiência operacional, modernizar estruturas e acompanhar o ritmo de crescimento da economia.

Atualmente, o porto mantém conexões com cerca de 600 destinos em quase 200 países. Com a ampliação, a expectativa é fortalecer ainda mais o papel do complexo como principal hub logístico da América do Sul.

Áreas prioritárias da ampliação

A APS definiu três regiões estratégicas para o avanço do projeto:

  • Largo do Caneu: aproximadamente 5 km², com potencial para novos terminais e implantação de uma ZPE;
  • Alemoa: área de cerca de 114 mil m², com acesso ao canal do porto;
  • Monte Cabrão (área continental de Santos): aproximadamente 180 mil m² disponíveis para expansão.

O pedido original encaminhado ao ministério previa ampliação da poligonal para até 20,4 km². Após consulta pública realizada em 2025, foi autorizada a expansão parcial.

Além da área terrestre, houve ampliação do trecho aquaviário, que passou de 355,2 km² para 367,2 km². Com isso, a área total sob utilização do porto saltou de 383,8 km² para 401 km².

Potencial econômico e desafios de infraestrutura

Especialistas avaliam que a oferta de áreas greenfield e a localização estratégica do complexo fortalecem o ambiente para novos investimentos em terminais portuários e na futura Zona de Processamento de Exportação.

O especialista em políticas públicas Leandro Lopes afirma que a medida pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, consolidando o complexo — responsável por cerca de 30% da balança comercial brasileira — como protagonista no comércio exterior da região.

Ele pondera, no entanto, que o avanço da movimentação de cargas exige melhorias em infraestrutura logística, acesso ferroviário, mobilidade urbana e integração operacional para evitar gargalos.

Segurança jurídica e conceito Porto-Indústria

Para o advogado João Paulo Braun, a redefinição da poligonal amplia a previsibilidade regulatória e reduz riscos de saturação, tornando o porto ainda mais competitivo para grandes operadores.

Na avaliação dele, a nova configuração territorial é essencial para viabilizar a ZPE e fortalecer o conceito de Porto-Indústria, modelo que prevê a instalação de fábricas e centros produtivos próximos ao cais, reduzindo custos logísticos e estimulando a presença de multinacionais exportadoras.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Aportes em logística fortalecem crescimento do Brasil e atraem investimentos globais, afirma Renan Filho

O ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu que os aportes em logística colocam o Brasil em posição estratégica no atual cenário econômico internacional. A avaliação foi apresentada durante a CEO Conference 2026, realizada nesta terça-feira (10), em São Paulo, evento que reuniu empresários, investidores e autoridades para discutir os rumos da economia global.

Segundo o ministro, o país atravessa um momento histórico de investimentos em infraestrutura logística, em contraste com economias desenvolvidas que enfrentam déficits fiscais elevados, aumento de riscos e instabilidade geopolítica. Esse cenário, de acordo com ele, tem redirecionado o capital internacional para mercados mais previsíveis, como o brasileiro.

Previsibilidade regulatória impulsiona concessões

Renan Filho destacou que, desde o início da atual gestão, o Brasil passou a oferecer segurança jurídica, contratos sustentáveis e capacidade de execução, fatores considerados decisivos para a atração de capital privado. Com instituições democráticas consolidadas, o país reúne condições para transformar projetos em obras e entregas efetivas.

Para o ministro, a infraestrutura precisa sair do papel para gerar impacto real. Ele ressaltou que investimentos bem estruturados ajudam a reduzir o custo Brasil, estimular o crescimento econômico e ampliar a geração de empregos.

Rodovias ampliam eficiência logística e competitividade

Nos últimos três anos, o Ministério dos Transportes realizou 22 leilões de rodovias, com R$ 247 bilhões contratados. As concessões abrangem mais de 10 mil quilômetros e contribuem para a melhoria da logística nacional, redução de custos de transporte e aumento da segurança viária. Um dos destaques foi a participação de oito empresas estrangeiras nos certames.

Renan Filho comparou os números atuais com ciclos anteriores e afirmou que, até o fim do mandato, o governo deve alcançar 35 leilões rodoviários, com cerca de R$ 400 bilhões em investimentos, multiplicando por quatro os aportes em infraestrutura terrestre.

Para 2026, estão previstos 13 novos leilões, que devem mobilizar R$ 149,1 bilhões e alcançar 6.407 quilômetros de corredores logísticos estratégicos.

Ferrovias recebem política nacional inédita

No setor ferroviário, o governo lançou, em dezembro de 2025, a Política Nacional de Concessões Ferroviárias, considerada inédita no país. A iniciativa estabelece diretrizes de planejamento, governança, sustentabilidade e um novo modelo de funding, combinando recursos públicos e privados.

A carteira prevista para 2026 inclui oito projetos ferroviários, com R$ 140 bilhões em investimentos. O impacto potencial é estimado em até R$ 600 bilhões, com ampliação da malha ferroviária e fortalecimento de rotas estratégicas para o escoamento da produção.

Integração entre modais reforça agenda logística

Os avanços na infraestrutura também foram destacados pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Segundo ele, 2024 e 2025 marcaram os dois melhores anos da história do país em concessões.

De acordo com o ministro, o Brasil encerrou 2025 com mais de R$ 500 bilhões em contratos assinados nas áreas de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, petróleo e gás e saneamento, consolidando uma agenda integrada entre os modais de transporte.

Debêntures ampliam participação do capital privado

O financiamento privado ganhou novo impulso com a Lei nº 14.801, sancionada em 2024, que passou a vincular diretamente as debêntures de infraestrutura a projetos do setor. O resultado foi um crescimento expressivo da captação: o volume saltou de R$ 4,6 bilhões em 2022 para R$ 58,6 bilhões em 2025, alta de 1.174%.

Em dezembro de 2025, ocorreu a primeira emissão de debêntures de infraestrutura em dólar, no valor de R$ 1,05 bilhão, destinada à construção de uma ferrovia de 86,7 quilômetros entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, voltada ao transporte de celulose.

Para Renan Filho, a dimensão continental do Brasil e sua vocação para o comércio exterior tornam a infraestrutura um fator decisivo para sustentar um ciclo contínuo de crescimento econômico.

Autoridades reforçam debate sobre economia global

Além de Renan Filho e Silvio Costa Filho, a CEO Conference 2026 contou com a presença de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos; Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União; e André Esteves, CEO do BTG Pactual, entre outras lideranças empresariais e institucionais.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcio Ferreira/MT

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Portos

Integração Indústria-Porto avança no Brasil e prepara nova fase a partir de 2026

A integração entre indústria e portos no Brasil vem ganhando força e se consolidando como um eixo estratégico para o desenvolvimento econômico do país. O tema foi destaque no programa Integração 5.0, que abordou a evolução do Encontro Regional Indústria Porto (INIP), iniciativa criada em 2022 e que hoje já se posiciona como um movimento de alcance nacional.

Desde sua criação, o evento tem como objetivo aproximar dois setores-chave da economia brasileira, ampliando o diálogo e estimulando soluções conjuntas para desafios estruturais da logística nacional.

Indústria e portos como vetor de competitividade

De acordo com o conteúdo apresentado no programa, o INIP surgiu a partir do entendimento de que indústria e ambiente portuário precisam atuar de forma integrada para que o Brasil avance em competitividade. O alinhamento é visto como essencial diante da crescente pressão global por eficiência logística, redução de custos e maior fluidez nas cadeias produtivas.

Com o passar das edições, a iniciativa ganhou relevância e ampliou sua presença em diferentes regiões do país, adaptando os debates às características econômicas e logísticas locais.

Debates regionais fortalecem a articulação nacional

Em Brasília, o encontro adotou uma abordagem mais institucional e estratégica, aproximando o setor produtivo dos centros de decisão política que influenciam diretamente a infraestrutura portuária e logística do país.

Já em São Paulo, principal polo econômico nacional, as discussões tiveram como foco a inovação, a eficiência operacional e a competitividade, reunindo executivos e especialistas de destaque no mercado.

No Recife, o evento evidenciou o potencial logístico do Nordeste, destacando o papel dos portos como indutores de desenvolvimento regional e apontando oportunidades para a expansão econômica fora do eixo tradicional.

Espaço para soluções e conexões estratégicas

Conforme ressaltado no Integração 5.0, o INIP se firmou como um ambiente de troca de experiências, fortalecimento de conexões e construção de soluções práticas para desafios recorrentes do setor. Entre os temas debatidos estão gargalos de infraestrutura, modernização portuária e a integração dos portos com as cadeias industriais.

A proposta é transformar o diálogo em ações concretas que contribuam para a evolução do sistema logístico brasileiro.

Nova etapa prevista para 2026

A organização do evento anunciou que uma nova fase do INIP será lançada em 2026, com a meta de ampliar ainda mais o alcance da iniciativa e conectar setores considerados estratégicos para o avanço do país. A expectativa é manter o foco em reflexões de longo prazo e no estímulo a projetos que promovam maior integração logística.

A avaliação apresentada no programa é que, em um país de dimensões continentais como o Brasil, fortalecer a relação entre indústria, portos e logística é decisivo para ampliar exportações, destravar a competitividade e impulsionar um desenvolvimento sustentável nas regiões.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Logística

Recuo da FedEx no Brasil escancara crise das transportadoras com custos elevados e infraestrutura deficiente

O encerramento das entregas domésticas da FedEx no Brasil, anunciado no início do mês, evidencia problemas estruturais que vêm afastando grandes transportadoras do país. A decisão da multinacional americana se soma a uma sequência de saídas registradas nos últimos anos, impulsionadas por custos logísticos elevados, infraestrutura deficiente e insegurança operacional.

De acordo com o Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial, que avalia a qualidade da infraestrutura ligada ao comércio e ao transporte, o Brasil obteve nota 3,2 em uma escala que vai até 5, refletindo dificuldades históricas do setor.

Subinvestimento em infraestrutura limita competitividade

Para Cláudio Frischtak, ex-economista do Banco Mundial e sócio-gestor da Inter.B Consultoria, a saída da FedEx não é um episódio isolado. Segundo ele, o país enfrenta um subinvestimento crônico em infraestrutura, aliado à complexidade do sistema tributário.

“O Brasil investe cerca de um terço do que deveria em transporte. Estamos falando de portos, aeroportos e rodovias, com um nível de investimento muito abaixo do necessário”, avalia.

Frischtak observa que a FedEx optou por deixar especificamente a operação de última milha, mantendo atividades voltadas a entregas internacionais e soluções de supply chain, segmentos que oferecem maior previsibilidade de receita. Já a última etapa da entrega ao consumidor final envolve margens reduzidas e riscos elevados.

Reposicionamento global e peso do mercado brasileiro

Segundo Paulo Resende, diretor do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), a decisão também reflete um reposicionamento estratégico global da empresa. A FedEx vem concentrando esforços em operações B2B, logística integrada e cadeias globais de suprimentos.

Apesar de manter entregas domésticas em outros países, o Brasil apresenta fatores específicos que pesaram na decisão. “O país tem o maior custo logístico entre as 20 maiores economias do mundo. Esse custo representa 13,85% do PIB, sem considerar estoques. Nos Estados Unidos, é 8,8%. Na Índia, 9,8%”, destaca Resende.

Dependência rodoviária e déficit de mão de obra

O consultor Marco Antonio Oliveira Neves, proprietário da Tigerlog, lembra que a FedEx adquiriu a Rapidão Cometa em 2012, apostando em escala e rentabilidade no mercado brasileiro — expectativa que não se concretizou.

Para Neves, falhas regulatórias, baixo cumprimento das normas e a dependência excessiva do transporte rodoviário tornam o ambiente pouco atrativo. Mais de 65% das mercadorias no Brasil circulam por estradas, muitas em más condições, elevando gastos com diesel, pneus e manutenção, além de aumentar o tempo de viagem.

Outro gargalo crítico é a escassez de motoristas profissionais. “Existe um déficit enorme. Muitas transportadoras têm caminhões parados por falta de condutores. A profissão perdeu atratividade por salários, descontos, longos períodos longe da família e más condições de trabalho”, afirma.

Insegurança e roubo de cargas elevam custos

A insegurança logística é outro fator decisivo. Resende aponta que o risco de roubo de cargas obriga empresas a ampliar gastos com segurança e seguros. Dados da NTC&Logística indicam que, em 2024, foram registrados 10.478 roubos de carga, com prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão.

Além disso, as indenizações de seguros de transporte somaram R$ 904 milhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 46,5% na comparação anual. “No Brasil, investe-se muito para evitar o roubo: rastreamento, bloqueio remoto, travamento de motor, seguro do veículo e da carga”, explica Resende.

E-commerce muda dinâmica do setor

Na avaliação de especialistas, o avanço acelerado do comércio eletrônico transformou profundamente o mercado. A última milha tornou-se altamente competitiva, com margens mínimas, informalidade e pressão sobre preços.

Resende observa que grandes varejistas passaram a investir em logística própria, contratando transportadoras apenas para trechos específicos. A entrega final ficou concentrada em operadores regionais, enquanto a inteligência logística passou a ser controlada por plataformas como Mercado Livre, Amazon e Shopee.

“Empresas que não têm foco em e-commerce tendem a se realocar. No Brasil, isso significa menos players e operações mais concentradas”, afirma.

Neves acrescenta que o crescimento do e-commerce também pressionou o mercado de galpões logísticos, elevando preços e reduzindo espaço para operadores tradicionais. “Hoje, a entrega é feita por carros, vans ou motoristas cadastrados em aplicativos. Antes, isso era papel exclusivo das transportadoras”, conclui.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Portos

Porto de Santos volta a ser alvo de disputa bilionária por projeto de condomínio logístico

Os planos de expansão do Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, voltaram a gerar um embate de grandes proporções financeiras. Em meio às discussões que envolvem o leilão do Tecon Santos 10, a Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu uma nova frente de controvérsia ao lançar um edital para a implantação de um condomínio logístico dentro da área portuária.

Publicado no fim de outubro, o edital prevê a cessão onerosa de aproximadamente 242 mil metros quadrados na margem direita do porto, destinada à construção de galpões e estruturas de apoio à logística terrestre. A estimativa da estatal é que o projeto gere mais de R$ 1,06 bilhão em receitas ao longo de 20 anos, com possibilidade de prorrogação contratual.

Modelo de cessão de uso gera reação do setor portuário

A escolha do modelo jurídico para a contratação foi o principal ponto de tensão. A APS optou pela cessão de uso, considerada mais simples do que o arrendamento portuário tradicional e com menor exigência regulatória. Outro fator que causou desconforto foi o prazo de apenas 22 dias entre a publicação do edital e a entrega das propostas.

Segundo a autoridade portuária, a área não interfere diretamente nas operações do porto. A estatal sustenta que o empreendimento terá caráter de infraestrutura de apoio logístico, atuando exclusivamente na fase pré-gate, antes do ingresso das cargas nos terminais.

Associações pedem anulação do edital

A interpretação da APS foi contestada por seis entidades nacionais do setor: Abratec, ABTL, ABTP, ABTRA, ATP e Fenop. Em carta conjunta enviada ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Antaq, as associações solicitaram a anulação do edital.

Para o setor privado, o terreno está inserido no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, aprovado em 2020, e classificado como área destinada à operação portuária nos horizontes de curto, médio e longo prazos. As entidades também apontam a ausência de estudos técnicos fundamentais, como o EVTEA, além de análises de impacto viário e de impacto de vizinhança.

O temor é que o condomínio provoque um aumento relevante no fluxo de caminhões, agravando gargalos já existentes na malha viária da região, sem que haja detalhamento sobre medidas de mitigação.

Ministério concorda com setor privado e licitação é suspensa

Após analisar as reclamações, a área técnica do Ministério de Portos e Aeroportos emitiu parecer alinhado à posição das associações. No documento, divulgado na primeira semana de janeiro, o ministério concluiu que a área prevista no projeto é, de fato, afeta à operação portuária, conforme o PDZ em vigor.

Diante do impasse, a licitação acabou paralisada por decisão judicial, após a 1ª Vara Federal de Santos conceder um mandado de segurança suspendendo o certame.

APS mantém posição e defende modelo adotado

Apesar da suspensão, a APS reafirmou seu entendimento. Em nota, a estatal declarou que considera equivocada a interpretação do ministério e das associações. Segundo a autoridade portuária, o local, conhecido como Terreno da Rede, antiga área da RFFSA, é historicamente classificado como não afeto às operações portuárias.

A APS argumenta que apenas áreas diretamente envolvidas na movimentação ou armazenagem de cargas vinculadas ao transporte aquaviário podem ser consideradas operacionais. O condomínio logístico, segundo a estatal, não contará com berços de atracação, não realizará movimentação direta de cargas dos navios e não fará parte do sistema operacional dos terminais.

Sobre o prazo para apresentação das propostas, a autoridade portuária afirma que o cronograma está em conformidade com a Lei das Estatais e que o edital não exige, nesta etapa, projetos de engenharia complexos.

Mesmo com a judicialização, a APS informou que pretende manter o modelo de contratação, alegando que as regras adotadas preservam a concorrência, evitam monopólios verticais e garantem acesso equitativo à infraestrutura logística do Porto de Santos.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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