Tecnologia

BYD registra R$ 700 milhões em vendas no Brasil e acelera meta de liderança até 2030

A BYD no Brasil segue ampliando sua presença no mercado e deu mais um passo relevante rumo à meta de se tornar líder do setor automotivo até 2030. Em apenas 48 horas, a montadora chinesa alcançou R$ 700 milhões em vendas de carros elétricos e híbridos, impulsionada pela crescente aceitação desse tipo de veículo entre os consumidores brasileiros.

Recorde de vendas em campanha de 48 horas

Entre os dias 20 e 21 de março, a empresa comercializou cerca de 4,3 mil veículos, estabelecendo um novo recorde interno. A ação, chamada de “48 horas eletrizantes”, superou com folga a edição anterior, realizada em julho de 2025, quando foram registrados 2,6 mil pedidos — um avanço de 64%.

O destaque ficou para o sábado, responsável por 3,2 mil unidades vendidas, o maior volume já registrado pela marca em um único dia de fim de semana no país.

Crescimento reforça confiança do consumidor

Segundo executivos da companhia, o resultado reflete o aumento da confiança do público, especialmente entre consumidores que ainda tinham dúvidas sobre a adoção de carros elétricos.

A estratégia da montadora tem sido focada em ampliar o conhecimento do mercado sobre benefícios, custos e desempenho dos veículos eletrificados, reduzindo barreiras de entrada e acelerando a adesão.

Mercado em expansão favorece veículos elétricos

O desempenho recente acompanha um cenário de crescimento consistente. Em 2025, a BYD vendeu 112,8 mil veículos no Brasil, um salto de 47% na comparação anual.

Desde o início das operações no país, em 2022, já foram comercializadas mais de 200 mil unidades entre elétricos e híbridos plug-in, consolidando o Brasil como o principal mercado da empresa fora da China.

Além disso, a montadora lidera com folga o segmento de veículos elétricos, concentrando mais de 70% de participação de mercado, segundo dados do setor.

Produção nacional avança com fábrica na Bahia

Para sustentar o crescimento, a BYD acelera os investimentos na produção local. A empresa está destinando cerca de R$ 5,5 bilhões para sua fábrica em Camaçari (BA), antiga unidade da Ford.

A expectativa é ampliar gradualmente a produção:

  • Meta de 800 veículos por dia no curto prazo
  • Projeção de até 25 mil carros por mês até o fim do ano

Atualmente, parte dos veículos ainda chega ao Brasil em regime semimontado, mas o plano é aumentar a produção nacional e reduzir a dependência de importações.

Nacionalização e cadeia produtiva

Outro objetivo estratégico é alcançar 50% de nacionalização nos componentes dos veículos. Para isso, a empresa pretende fortalecer a cadeia de fornecedores locais e, quando necessário, atrair novos investimentos industriais para o país.

Essa estratégia busca não apenas reduzir custos, mas também consolidar a presença da marca no longo prazo.

Política industrial e ambiente regulatório

A BYD também avalia de forma positiva as mudanças recentes na política de importação, incluindo o fim gradual de benefícios fiscais para veículos semimontados.

Segundo a empresa, o processo ocorreu de maneira transparente e alinhada com o governo, sem comprometer os planos de expansão no Brasil.

Perspectivas para o setor automotivo

Com o avanço da eletrificação e maior aceitação do consumidor, o mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos deve continuar em expansão nos próximos anos.

Nesse cenário, a BYD aposta em escala, produção local e fortalecimento da marca para disputar a liderança do setor até o fim da década.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Tecnologia

Geely EX5 EM-i chega ao Brasil e estreia nova fase dos SUVs híbridos plug-in

A Geely trouxe ao Brasil as primeiras unidades do EX5 EM-i, seu novo SUV híbrido plug-in. Os veículos desembarcaram no Porto de Paranaguá antes do início oficial das vendas no país.

Apresentado ao público durante o Salão do Automóvel de São Paulo 2025, o modelo marca a entrada da montadora em um segmento mais tecnológico e de maior valor agregado no mercado brasileiro.

SUV híbrido reforça estratégia de eletrificação

O EX5 EM-i inaugura uma nova etapa da Geely no Brasil, ampliando o portfólio da marca com foco em mobilidade eletrificada. O modelo combina motor elétrico e combustão, atendendo consumidores que buscam eficiência energética sem abrir mão de autonomia em longas distâncias.

Os híbridos plug-in vêm ganhando espaço no país por oferecerem flexibilidade no uso urbano e rodoviário, além de menor impacto ambiental.

Plataforma global prioriza eficiência e espaço

O utilitário esportivo é construído sobre a arquitetura GEA (Global Intelligent Electric Architecture), desenvolvida para veículos de baixas emissões e emissões zero.

Segundo a fabricante, a base tecnológica prioriza:

  • Melhor aproveitamento do espaço interno
  • Maior integridade estrutural
  • Eficiência no consumo energético

A proposta também inclui uma experiência de condução mais refinada, embora detalhes técnicos como potência, autonomia elétrica e capacidade da bateria ainda não tenham sido divulgados para o mercado brasileiro.

Produção nacional começa no Paraná

Inicialmente importado, o EX5 EM-i terá produção local a partir do segundo semestre de 2026 no Complexo Industrial Ayrton Senna.

A nacionalização da montagem deve trazer ganhos logísticos, ampliar a oferta e fortalecer o pós-venda, além de consolidar a presença da marca no país.

Expansão das marcas chinesas no Brasil

A chegada do novo SUV ocorre em um momento de crescimento das montadoras chinesas no Brasil, com investimentos em tecnologia automotiva e eletrificação.

Com o EX5 EM-i, a Geely busca se posicionar de forma mais competitiva em um segmento que combina inovação, sustentabilidade e demanda crescente.

Até o momento, a empresa não informou preços nem a data oficial de lançamento, mas confirmou que a estreia comercial ocorrerá em breve.

FONTE: iG
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Exportação

BYD exportação Brasil: fábrica na Bahia vai enviar 100 mil carros para América Latina

A montadora chinesa BYD anunciou que utilizará sua fábrica em Camaçari (BA) como base para a exportação de veículos na América Latina, ampliando o papel estratégico da unidade além do mercado brasileiro.

O plano inicial prevê o envio de 100 mil carros produzidos no Brasil, com destino principalmente a México e Argentina.

Brasil como hub de exportação da BYD

O anúncio foi feito pela vice-presidente executiva da empresa, Stella Li, que destacou o Brasil como peça-chave na expansão regional da marca.

Segundo a executiva, a fábrica baiana será responsável por abastecer diferentes países latino-americanos, começando com:

  • 50 mil veículos para o México
  • 50 mil veículos para a Argentina

Ainda não há data confirmada para o início das exportações, mas a capacidade produtiva já foi reservada para atender à demanda.

Produção começa em 2026

A unidade de Camaçari deve iniciar a produção completa de veículos a partir de julho. Atualmente, a operação funciona no modelo SKD (semi knocked down), no qual os carros chegam parcialmente desmontados para montagem local.

A expectativa é que os envios internacionais ocorram de forma gradual, acompanhando o ritmo de consumo dos mercados atendidos.

Estratégia segue padrão de outras montadoras

A decisão da BYD segue uma prática comum entre grandes fabricantes instaladas no Brasil, que utilizam o país como base de exportação regional.

Entre as montadoras que já adotam esse modelo estão:

  • Volkswagen
  • Toyota
  • Fiat
  • Jeep

Essa estratégia reforça a importância da indústria automotiva brasileira no comércio exterior da região.

Estrutura da fábrica em Camaçari

O complexo industrial da BYD na Bahia é considerado o maior da empresa fora da China. A unidade possui:

  • área total de 4,6 milhões de m²
  • investimentos estimados em R$ 5,5 bilhões

Atualmente, são montados no local os modelos:

  • Dolphin Mini
  • Song Pro
  • King

A capacidade inicial é de 150 mil veículos por ano, podendo dobrar para 300 mil unidades em uma segunda fase de expansão.

Expansão da BYD na América Latina

Com a iniciativa, a BYD no Brasil consolida sua presença na região e fortalece a cadeia de produção local, além de ampliar a participação no mercado internacional de veículos.

A estratégia também acompanha o crescimento da demanda por carros elétricos e híbridos na América Latina.

FONTE: AutoEsporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Negócios

GWM anuncia nova fábrica de veículos no Espírito Santo com capacidade de 200 mil carros

A GWM confirmou a construção da sua segunda fábrica de veículos no Brasil, desta vez em Aracruz, no Espírito Santo. O complexo será instalado em uma área de 1,7 milhão de metros quadrados no Parque Industrial da cidade e terá capacidade produtiva anual de até 200 mil carros, superando a unidade de Iracemápolis (SP), que não possui estamparia.

O projeto prevê um ciclo completo de produção, incluindo estamparia, soldagem, pintura e montagem final, consolidando o empreendimento como o mais moderno da montadora no país.

Investimento bilionário e geração de empregos

A nova fábrica integra o pacote de investimentos de R$ 10 bilhões da GWM no Brasil, anunciado em 2022 e válido até 2032. Durante a construção, a expectativa é criar de 1.500 a 3.500 empregos. Após a operação plena, o complexo poderá gerar até 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a chegada de fornecedores à região.

Expansão acelerada após a fábrica paulista

A decisão de instalar uma unidade no Espírito Santo reforça a estratégia de crescimento da GWM no mercado brasileiro. Em agosto de 2025, a montadora inaugurou sua primeira fábrica nacional em Iracemápolis, interior de São Paulo, adquirida da Mercedes-Benz em 2021, com capacidade inicial de 30 mil carros em 2026. Atualmente, a unidade paulista produz os SUVs Haval H6 e H9 e a picape média Poer.

O complexo em Aracruz, no entanto, terá volume e integração fabril superiores, tornando-se peça-chave para a expansão da marca no país. A escolha do local levou em conta fatores logísticos e tributários, iniciados ainda em 2023, e oferece vantagens estratégicas para importação de peças e futura exportação para a América Latina.

Antes do início da construção, serão realizados levantamentos topográficos, sondagens, licenciamento ambiental e preparação do terreno.

Foco em picapes e SUVs diesel

O aumento da capacidade de produção permitirá à GWM atender à demanda pelos recentes lançamentos no Brasil, incluindo os SUVs Haval H6 e H9 e a picape média Poer P30. Esses veículos são equipados com motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,9 kgfm de torque, destinados ao uso off-road e para cargas mais pesadas.

Com a nova fábrica, a GWM espera reduzir a dependência de importações e fortalecer a base de componentes nacionais, consolidando sua posição entre os principais fabricantes do Mercosul.

FONTE: Quatro Rodas
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Fernando Pires/Quatro Rodas

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Indústria

Brasil entra na disputa global pela indústria dos carros elétricos

O Brasil passou a integrar a corrida internacional pela nova indústria dos carros elétricos, em um momento em que a eletrificação deixou de ser apenas uma tendência ambiental e se transformou em um eixo central de reorganização da indústria automotiva global. Um relatório recente da Carbon Tracker aponta que o avanço dos veículos elétricos a bateria (BEVs) vem alterando custos, cadeias de suprimentos e decisões de investimento em todo o mundo.

Escala chinesa redefine o mercado global

O estudo destaca que a principal mudança estrutural ocorreu a partir da escala produtiva da China, que conseguiu reduzir de forma expressiva o custo das baterias elétricas ao longo da última década. Com isso, os carros elétricos deixaram de ser um produto restrito a nichos e passaram a disputar o mercado de massa.

Atualmente, a China concentra a maior parte da produção global de BEVs e seus fabricantes avançam para mercados internacionais, ampliando a competição e pressionando montadoras tradicionais.

Tarifas em países ricos impulsionam emergentes

Ao mesmo tempo, Estados Unidos e Europa elevaram tarifas para proteger suas indústrias locais, o que tem redirecionado investimentos para economias emergentes. Nesse contexto, o Brasil surge como um dos destinos mais estratégicos para a expansão industrial ligada à eletrificação.

Segundo a Carbon Tracker, essa dinâmica transforma a transição energética em uma disputa industrial, na qual países que atraem produção local tendem a concentrar empregos, tecnologia e capital, enquanto aqueles que se limitam ao consumo correm o risco de perder relevância.

Vantagens competitivas do Brasil

O relatório aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para capturar parte dessa nova cadeia produtiva. Entre os principais fatores estão:

  • Matriz elétrica majoritariamente limpa
  • Reservas de minerais estratégicos
  • Base industrial automotiva consolidada

Esses elementos ampliam a capacidade do país de receber fábricas, centros de desenvolvimento e investimentos ligados aos veículos elétricos.

Riscos regulatórios e sinais contraditórios

Apesar das oportunidades, o estudo alerta que atrasos regulatórios e mensagens pouco claras de política industrial podem comprometer o ritmo da transição. Segundo a Carbon Tracker, a falta de direcionamento aumenta o risco de o Brasil permanecer atrelado a tecnologias que o mercado global começa a deixar para trás.

Nesse cenário, a crescente presença de fabricantes chineses no país passa a representar mais do que uma estratégia comercial: é um indicativo de uma mudança estrutural na indústria automotiva brasileira.

Eletrificação como caminho inevitável

Para a Carbon Tracker, a eletrificação já não é mais uma hipótese futura, mas uma transformação inevitável. O diferencial entre os países passa a ser a velocidade de adaptação e a capacidade de se posicionar estrategicamente na nova configuração do setor.

Após protagonizar duas grandes mudanças — com o etanol e os veículos flex —, o Brasil se depara com mais uma inflexão tecnológica. Desta vez, impulsionada pelos carros elétricos e pela reorganização global da produção automotiva.

No fim, a discussão vai além dos veículos. Trata-se de definir onde estarão os empregos, as fábricas e os investimentos do futuro. Para o Brasil, a questão central já não é se os elétricos vão dominar o mercado, mas qual papel o país pretende desempenhar na próxima fase da indústria automotiva.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BYD

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Indústria

Montadoras pressionam contra cotas para carros chineses e alertam para impacto de R$ 103 bilhões

Disputa sobre cotas de importação ganha força
As montadoras instaladas no Brasil e fabricantes de autopeças intensificaram a mobilização contra as cotas de importação de carros chineses híbridos e elétricos isentos de imposto. O setor avalia que a manutenção do benefício pode gerar um impacto negativo de R$ 103 bilhões na cadeia automotiva nacional.

Cálculos técnicos foram elaborados pela Anfavea, entidade que representa os fabricantes de veículos, como parte da preparação para o debate sobre o desempenho do setor em 2026 e os efeitos da política atual de importações.

Prazo das cotas termina no fim do mês
As cotas vigentes expiram no próximo dia 31 e permitem a importação, sem imposto, de veículos eletrificados parcialmente ou totalmente desmontados, desde que a montagem final ocorra no Brasil. O modelo é conhecido como SKD (Semi Knocked Down) e CKD (Completely Knocked Down), formato adotado por montadoras chinesas como a BYD, na Bahia.

A indústria teme que o benefício seja prorrogado e atua de forma preventiva para influenciar o governo antes mesmo de um eventual pedido chegar à Camex.

Modelo produtivo preocupa indústria nacional
Segundo a Anfavea, as cotas reduzem a complexidade produtiva no País. Em um cenário extremo, no qual montadoras com operação completa passassem a apenas montar veículos importados, a cadeia de autopeças teria queda anual de R$ 103 bilhões em encomendas.

Esse movimento resultaria em perda estimada de R$ 26 bilhões em arrecadação de ICMS e PIS/Cofins, além de impactos severos no emprego e na balança comercial.

Empregos e arrecadação em risco
O estudo aponta a possível eliminação de 69 mil postos de trabalho nas montadoras e outras 227 mil vagas em fornecedores, o que reduziria em R$ 18 bilhões a arrecadação de tributos federais sobre a folha. O custo adicional com seguro-desemprego poderia chegar a R$ 4 bilhões.

Também são estimados R$ 12 bilhões em saques do FGTS e uma redução de R$ 35 bilhões no poder de compra dos trabalhadores. Na balança comercial, o impacto poderia alcançar R$ 42 bilhões, considerando exportações que deixariam de ocorrer.

Efeito em cadeia preocupa setor
Mesmo uma migração parcial para esse modelo já traria consequências relevantes. Segundo a Anfavea, se apenas 10% da indústria adotasse o formato de baixa complexidade, o impacto sobre fornecedores chegaria a R$ 10,3 bilhões.

A entidade alerta ainda que investimentos já anunciados por montadoras e fabricantes de componentes, que somam R$ 190 bilhões, podem perder sentido caso o modelo de importação com benefícios seja ampliado.

Críticas ao modelo CKD e SKD
Para o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, os regimes CKD e SKD podem ser aceitáveis como fase inicial de instalação de novas montadoras, mas se tornam problemáticos quando associados a grandes volumes.

Segundo ele, esse formato reduz custos trabalhistas, logísticos e industriais no Brasil, favorecendo importações com carga tributária menor e criando uma concorrência desigual com quem produz localmente com impostos cheios.

Cotas envolvem até 30 mil veículos
As cotas atuais autorizam a importação de até US$ 463 milhões em veículos híbridos e elétricos desmontados, volume estimado em cerca de 30 mil automóveis. O receio do setor é que prazos sejam estendidos ou que novas cotas sejam liberadas.

Até o momento, a Camex informou que não recebeu pedido formal de renovação, mas entidades do setor, como o Sindipeças, já se manifestaram oficialmente contra qualquer prorrogação.

Autopeças também alertam para perdas
O Sindipeças estima que as importações de veículos eletrificados retiram cerca de R$ 97 bilhões em faturamento do setor de autopeças e representam uma renúncia fiscal de R$ 24 bilhões. A entidade também aponta risco de redução expressiva da força de trabalho e desestímulo a novos investimentos.

Histórico de tensão com montadoras chinesas
Em 2024, pedidos da BYD para redução permanente das alíquotas já haviam provocado reação da indústria, incluindo manifestação direta ao presidente da República. Na ocasião, as montadoras tradicionais alertaram para riscos de desindustrialização, enquanto a marca chinesa acusou o setor de tentar barrar a inovação.

A Camex não reduziu as tarifas, mas autorizou as cotas temporárias, agora próximas do vencimento.

Posição das empresas
A GWM, que monta veículos em Iracemápolis, afirmou que não solicitou renovação de cotas ou isenções para produção em CKD. A BYD não se manifestou até a publicação.

Para a Anfavea, o ponto central é garantir competição equilibrada. Segundo Calvet, conceder incentivos tributários para grandes volumes importados compromete a sustentabilidade da indústria automotiva nacional.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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Indústria

GWM planeja segunda fábrica de carros no Brasil

A montadora chinesa Great Wall Motors (GWM) planeja instalar sua segunda fábrica de carros no Brasil no Espírito Santo. O termo de compromisso para viabilizar o projeto foi assinado nesta quarta-feira (14), na China, pelo vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) e representantes da empresa.

A iniciativa marca um novo passo na estratégia de expansão da GWM no mercado brasileiro, com foco na produção de carros elétricos.

Aracruz é apontada como sede da nova fábrica
A previsão é que a nova unidade industrial seja instalada em Aracruz, no Norte do estado, em uma área destinada ao desenvolvimento do ParkLog, polo logístico e industrial da região.

A informação foi confirmada pelo governador Renato Casagrande (PSB) durante um evento realizado em Vitória. Segundo ele, a chegada da montadora chinesa representa um avanço estrutural para a economia local.

Economia mais sofisticada e novos investimentos
De acordo com Casagrande, a instalação de uma fábrica de automóveis no Espírito Santo tende a elevar o nível de complexidade da economia estadual e atrair novos negócios ligados à cadeia automotiva.

O governador destacou que o projeto pode estimular a vinda de fornecedores, prestadores de serviços e outros empreendimentos industriais associados ao setor.

Plano bilionário da GWM no Brasil
No ano passado, a GWM anunciou um plano de investimentos de aproximadamente R$ 10 bilhões no Brasil ao longo de dez anos. Apenas na segunda fase do projeto, prevista para o período entre 2027 e 2032, a expectativa é de aportes superiores a R$ 6 bilhões.

Os valores reforçam a aposta da montadora chinesa na expansão da produção nacional e no crescimento do mercado de veículos elétricos e híbridos.

Empregos e capacidade ainda não foram divulgados
Procurada para detalhar a capacidade produtiva da futura fábrica e o número de empregos que poderão ser gerados no Espírito Santo, a empresa informou que ainda não há dados oficiais sobre esses pontos.

As definições devem ocorrer nas próximas etapas do projeto.

Única fábrica atual fica em São Paulo
Atualmente, a GWM conta com apenas uma fábrica nas Américas e no Hemisfério Sul. A unidade foi inaugurada em agosto de 2025, em Iracemápolis, no interior de São Paulo.

A planta paulista emprega cerca de 600 trabalhadores e possui capacidade para produzir 50 mil veículos por ano.

Modelos produzidos no Brasil
Na fábrica de Iracemápolis, a montadora produz três modelos: o SUV híbrido Haval H6, a picape média Poer P30 e o SUV de sete lugares Haval H9.

Com a possível instalação da nova unidade no Espírito Santo, a expectativa é de ampliação do portfólio e da presença da marca no mercado nacional.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/GWM

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Transporte

Move Brasil oferece R$ 10 bilhões em crédito para renovação da frota de caminhões

O governo federal lançou nesta quinta-feira (8) o programa Move Brasil, iniciativa voltada à renovação da frota de caminhões no país. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, com foco em eficiência logística, segurança viária e sustentabilidade ambiental.

Crédito com juros reduzidos para caminhoneiros e transportadoras

O Move Brasil disponibiliza financiamento com taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos, cooperados e empresas de transporte rodoviário de cargas. Os recursos podem ser usados na compra de caminhões novos ou seminovos, desde que atendam a critérios de conteúdo local e padrões ambientais.

Ao todo, serão ofertados R$ 10 bilhões em crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES, responsável pela operação das linhas de financiamento. Desse montante, R$ 1 bilhão é destinado exclusivamente a autônomos e cooperativas.

Durante visita a uma concessionária em Brasília, Alckmin destacou que a medida contribui para retirar veículos antigos de circulação, reduzir emissões, aumentar a segurança nas estradas e fortalecer a indústria nacional de caminhões.

Regras financeiras e incentivos à reciclagem

A criação das linhas de crédito foi autorizada por medida provisória publicada em dezembro, enquanto portarias do MDIC definiram os critérios técnicos e ambientais. O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras, com benefícios adicionais para quem entregar um caminhão antigo para desmonte.

O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por beneficiário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses. As taxas de juros anuais variam entre 13% e 14%, conforme o risco do tomador, já incluindo custos financeiros. As operações podem contar com cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que assegura até 80% do valor financiado.

Exigências para caminhões novos e seminovos

O financiamento de caminhões novos é permitido apenas para veículos de fabricação nacional, alinhando o programa aos objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB), que busca fortalecer cadeias produtivas e gerar emprego e renda.

Já os caminhões seminovos devem comprovar conteúdo local e atender a requisitos mínimos, sendo aceitos apenas veículos fabricados a partir de 2012. Nessa modalidade, o crédito é restrito a caminhoneiros autônomos e cooperados.

Também é autorizada a inclusão de seguro do bem e seguro prestamista nos financiamentos, quando contratados junto com o veículo.

Entrega de veículo antigo é contrapartida

Como parte das contrapartidas, o programa exige a retirada definitiva de caminhões antigos. O veículo entregue para desmonte deve estar em condições de rodagem, com licenciamento regular a partir de 2024 e mais de 20 anos de emplacamento.

O beneficiário terá até 180 dias para apresentar à instituição financeira a certidão de baixa do registro e a nota fiscal da desmontadora, comprovando o descarte adequado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Negócios

Concorrência com a China na indústria automotiva é desigual, afirma CEO da Ford

Concorrer com a China no setor automotivo se assemelha a disputar uma partida em condições desiguais. Essa é a avaliação de Martín Galdeano, CEO da Ford para a América do Sul, que compara o cenário atual a “jogar futebol em um campo inclinado”, em referência às diferenças regulatórias e ao peso do apoio estatal chinês.

Regras assimétricas afetam a competição global

Em entrevista recente, Galdeano afirmou que a concorrência com fabricantes chineses ainda não é totalmente compreendida pelas montadoras tradicionais. Segundo ele, há um conjunto de regras e práticas que não são equivalentes entre os mercados, especialmente no que diz respeito à atuação dos governos.

O executivo questiona o nível de envolvimento estatal nas condições de competição, citando possíveis subsídios governamentais, incentivos fiscais e barreiras indiretas que favorecem empresas chinesas no mercado global.

Produzir na China não é exclusividade de marcas locais

Apesar das críticas, Galdeano pondera que produzir na China não é uma vantagem restrita às montadoras chinesas. Grandes fabricantes globais também utilizam o país como base industrial.

A Ford, por exemplo, produz a Ranger tanto na América do Sul quanto em território chinês. Para o CEO, o desafio central está menos na origem do concorrente e mais na capacidade das empresas tradicionais de se tornarem mais eficientes em um ambiente global distorcido por práticas assimétricas.

Subsídios chineses geram reações internacionais

Estudos recentes apontam que a China mantém níveis de subsídio industrial superiores aos registrados em países da OCDE, por meio de aportes diretos, crédito com juros abaixo do mercado e benefícios tributários. Esse cenário levou diversos setores a pressionarem por medidas compensatórias.

Na Europa, a Comissão Europeia abriu, em 2023, uma investigação específica sobre subsídios a fabricantes chineses de veículos elétricos. A apuração resultou na aplicação de tarifas compensatórias que variam entre 17% e 35%.

No Brasil, entidades como a Anfavea também dialogam com o governo federal sobre práticas consideradas de dumping e concorrência desleal, especialmente diante do aumento das importações de veículos chineses.

Exportações de elétricos chineses disparam

O debate ocorre em meio a uma forte expansão das exportações chinesas. Entre janeiro e setembro de 2025, as vendas externas de carros elétricos cresceram 89%, alcançando cerca de 1,76 milhão de unidades, o que intensificou a pressão sobre mercados tradicionais.

Leis trabalhistas entram no debate

Além das regras comerciais, Galdeano destaca a necessidade de um marco regulatório global mais rígido, que inclua também aspectos trabalhistas. Embora considere o impacto menor, ele avalia que diferenças nesse campo também afetam a concorrência.

A China é frequentemente citada por ONGs internacionais por condições de trabalho consideradas precárias. Um relatório divulgado em julho de 2025 pela China Labor Watch apontou jornadas superiores a 10 horas diárias, sete dias por semana, em oficinas fornecedoras da Shein, além de pagamento por produção e retenção parcial de salários.

Estratégia da Ford na América do Sul

Apesar do cenário competitivo, a Ford projeta crescimento de dois dígitos em 2025 e nos anos seguintes na América do Sul. No Brasil, as vendas avançaram 68% em 2024, totalizando 48.498 unidades.

Entre janeiro e novembro de 2025, a montadora emplacou cerca de 49 mil veículos, alta de 12,6% na comparação anual, desempenho muito superior ao crescimento médio da indústria, de 1,3%.

No continente, a Ford somou 123.700 emplacamentos, com crescimento de 21%, mais que o dobro do registrado pelo mercado sul-americano.

Foco em picapes e SUVs impulsiona resultados

Há alguns anos, a Ford deixou de fabricar carros de entrada e modelos compactos, como o Fiesta, descontinuado em 2019. A estratégia passou a priorizar picapes e SUVs, alinhada ao redesenho global da companhia.

O movimento acompanha o mercado brasileiro, que registrou recorde de vendas de SUVs no primeiro semestre de 2025, com cerca de 469 mil unidades, segundo a Fenabrave. No período, os utilitários esportivos representaram 53% dos emplacamentos de veículos 0 km no país.

Produção fora do Brasil e foco em tecnologia

A Ford encerrou a produção industrial no Brasil há cerca de quatro anos e avalia positivamente a decisão, embora não descarte um eventual retorno no futuro, dependendo da estratégia global.

Atualmente, o Brasil responde por mais de 50% do faturamento da montadora na América do Sul. Os veículos vendidos no país são importados de mercados vizinhos onde a empresa mantém fábricas.

Sem produção local, a operação brasileira passou a ter foco estratégico em engenharia e inovação, com cerca de 1,5 mil engenheiros atuando no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia e no Campo de Provas de Camaçari (BA) e Tatuí (SP).

FONTE: Istoé Dinheiro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Monteiro

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Indústria

Nova Indústria Brasil impulsiona reindustrialização com inovação e sustentabilidade

Ao longo de 2025, o Brasil consolidou a retomada dos investimentos industriais, com impactos diretos na geração de empregos, na inovação e no crescimento econômico. A política da Nova Indústria Brasil (NIB) tem demonstrado como a aplicação estratégica de recursos públicos pode acelerar a reindustrialização do país, ampliar oportunidades de trabalho e elevar a qualidade dos produtos oferecidos à população.

O principal instrumento financeiro da iniciativa, o Plano Mais Produção, alcançou R$ 643,3 bilhões em recursos no último ano. Desse total, R$ 588,4 bilhões já foram direcionados, entre 2023 e 2025, a cerca de 406 mil projetos distribuídos em todas as regiões do país. As ações seguem as seis missões estratégicas da NIB e têm fortalecido fábricas, modernizado parques industriais, incentivado novas tecnologias e ampliado a produção sustentável em empresas de diferentes portes.

Ciência e tecnologia no centro da reindustrialização

A inovação industrial é um dos pilares da Nova Indústria Brasil. A política aproxima universidades, institutos de pesquisa e ICTs do setor produtivo, levando o conhecimento científico diretamente para a indústria e o comércio.

Iniciativas como o desenvolvimento de um ônibus elétrico 100% nacional, a criação de um coquetel enzimático para produção de etanol a partir de resíduos agrícolas e soluções avançadas em inteligência artificial exemplificam como o investimento em ciência se converte em competitividade, redução de impactos ambientais e avanço tecnológico.

Em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o potencial brasileiro. “Não existe hoje ninguém capaz de competir com a fartura de possibilidades que nós temos”, afirmou. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que os dados confirmam a estratégia adotada. “O presidente Lula disse que 2025 seria o ano da colheita. Os investimentos mostram a qualidade das sementes plantadas neste governo”, declarou.

Mais inovação e produtividade nas empresas

Os números reforçam o avanço. O eixo Mais Inovação, dentro da NIB, já contratou R$ 108 bilhões, com R$ 60 bilhões desembolsados. O programa Crédito Indústria 4.0 destinou R$ 12 bilhões para a aquisição de máquinas modernas, apoiando a modernização industrial e o aumento da produtividade.

Outro destaque é o Brasil + Produtivo, que atendeu 67,5 mil pequenas e médias empresas em apenas dois anos. O programa registrou crescimento médio de 28% na produtividade e ganho de 19% em eficiência energética, alcançando setores da indústria, do comércio e dos serviços.

Depreciação acelerada estimula investimentos privados

Lançada em 2024, a política de depreciação acelerada tem se mostrado eficaz para incentivar a renovação do parque industrial. Com R$ 1,7 bilhão já utilizados, o programa estimulou R$ 4,7 bilhões em investimentos privados para a compra de máquinas e equipamentos novos em 24 setores industriais.

O mecanismo permite que empresas abatam o valor dos investimentos no Imposto de Renda e na Contribuição Social em apenas dois anos, em vez do prazo tradicional de cerca de dez anos, facilitando decisões de investimento e ampliando a capacidade produtiva.

Programa Mover fortalece a indústria automotiva

No setor automotivo, o Programa Mover simboliza a nova fase da política industrial. Em 2025, foram liberados R$ 3,8 bilhões em crédito, com previsão de R$ 3,9 bilhões para o próximo ano. A iniciativa já mobilizou R$ 190 bilhões em investimentos privados, fortalecendo a cadeia automotiva, das montadoras às autopeças, com foco em eficiência energética, inovação e segurança.

Esse ambiente favorável voltou a atrair grandes projetos industriais. A Great Wall Motor (GWM) inaugurou sua primeira fábrica nas Américas, em Iracemápolis (SP), dedicada à produção de veículos híbridos e elétricos. Já a BYD Brasil iniciou a produção nacional em Camaçari (BA), consolidando o país como polo estratégico da empresa na América Latina.

Brasil como polo da transição verde

Durante a inauguração da fábrica da BYD, o presidente global da empresa, Wang Chuanfu, destacou o país como cenário ideal para investimentos. Segundo ele, o Brasil reúne energia limpa abundante, sociedade aberta à inovação e uma política industrial voltada à transição verde. “O Brasil é líder na transformação verde e acreditamos que vamos ajudar a acelerar a transição energética, criar novas indústrias e empregos”, afirmou.

Carro Sustentável amplia acesso e fortalece a indústria

O Programa Carro Sustentável também trouxe benefícios diretos às famílias. A iniciativa zerou o IPI de veículos de entrada fabricados no Brasil, com motor flex, baixa emissão de CO₂ e alto índice de reciclabilidade. Desde julho, as vendas desses modelos cresceram 51% em relação ao mesmo período do ano anterior, sem impacto fiscal para o governo.

Medidas adicionais reduziram custos para trabalhadores do setor de transporte. Taxistas passaram a renovar o taxímetro a cada dois anos, com taxa zerada, enquanto caminhoneiros e empresas de ônibus tiveram redução no valor do cronotacógrafo, de R$ 207 para R$ 90.

Comércio exterior bate recordes históricos

Os reflexos da Nova Indústria Brasil também aparecem no comércio exterior. Em 2025, o país registrou US$ 349 bilhões em exportações, novo recorde histórico e US$ 9 bilhões acima do resultado de 2023. A corrente de comércio alcançou US$ 629,1 bilhões, o maior nível já registrado.

As negociações internacionais reduziram os impactos de tarifas impostas pelos Estados Unidos e preservaram a competitividade dos produtos brasileiros, especialmente os industriais. “Conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os existentes, mesmo em um cenário geopolítico desafiador”, afirmou Alckmin.

Os últimos três anos concentram os melhores resultados da balança comercial brasileira, impulsionados também por acordos como Mercosul–Singapura e Mercosul–EFTA, que ampliam o acesso a mercados estratégicos.

Ambiente de negócios atrai capital estrangeiro

A melhoria do ambiente regulatório é outro fator de destaque. A futura Janela Única de Investimento, desenvolvida em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), deve reduzir burocracias e custos para investidores.

Os efeitos já são visíveis. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil recebeu US$ 84 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto, o maior volume da última década, posicionando o país como o segundo maior destino de investimentos estrangeiros no mundo.

FONTE: Secretaria de Comunicação Social
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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