Exportação

Exportações brasileiras para a Argentina recuam 18% em um ano, aponta balança comercial

As exportações brasileiras para a Argentina registraram queda de 18,1% nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A comparação considera o mesmo período do ano anterior e mostra uma redução nas vendas ao terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China e Estados Unidos.

Apesar da retração, o mercado argentino continua desempenhando papel estratégico para a balança comercial brasileira, especialmente para setores ligados à indústria.

Vendas ao país vizinho diminuem em junho

Em junho, o Brasil exportou cerca de US$ 1,3 bilhão para a Argentina. No mesmo mês do ano anterior, o volume negociado havia alcançado aproximadamente US$ 1,6 bilhão, reduzindo a participação do país vizinho nas exportações brasileiras de 5,6% para 3,7%.

A indústria automotiva permanece como o principal segmento das vendas brasileiras ao mercado argentino, concentrando boa parte dos embarques de veículos e componentes.

Principais produtos exportados para a Argentina em junho de 2026

  • Veículos automóveis – US$ 223 milhões (16,86%)
  • Partes e acessórios para veículos – US$ 105 milhões (7,93%)
  • Veículos para transporte de mercadorias e usos especiais – US$ 57 milhões (4,34%)
  • Veículos rodoviários – US$ 38 milhões (2,88%)
  • Máquinas e aparelhos elétricos – US$ 34 milhões (2,58%)

Importações de produtos argentinos apresentam crescimento

Enquanto as exportações brasileiras recuaram, as importações da Argentina avançaram 3,8% em junho na comparação com o mesmo período de 2025.

Assim como ocorre nas exportações, o setor automotivo lidera o fluxo comercial entre os dois países, representando a maior parte das compras brasileiras.

Produtos mais importados da Argentina em junho de 2026

  • Veículos para transporte de mercadorias e usos especiais – US$ 352 milhões (27,41%)
  • Automóveis de passageiros – US$ 134 milhões (10,44%)
  • Trigo e centeio não moídos – US$ 77 milhões (6%)
  • Óleos brutos de petróleo e minerais betuminosos – US$ 71 milhões (5,53%)
  • Polímeros de etileno em formas primárias – US$ 58 milhões (4,53%)

Queda ocorre em meio a tensão diplomática entre Brasil e Argentina

A redução nas exportações para a Argentina acontece em um momento de desgaste nas relações diplomáticas entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente argentino Javier Milei.

No último fim de semana, Milei voltou a fazer críticas públicas a Lula durante um evento político ligado ao senador Flávio Bolsonaro. Na sequência, o governo brasileiro manifestou oficialmente seu descontentamento por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em reunião com o embaixador argentino, Daniel Raimondi.

As declarações também repercutiram entre integrantes do governo federal, ampliando o clima de tensão diplomática entre os dois países.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luis Robayo/ AFP

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Negócios

BYD amplia fábrica na Bahia e projeta produzir 600 mil veículos por ano no Brasil

A BYD acelera a expansão de sua fábrica em Camaçari (BA) com a meta de transformar a unidade no maior complexo automotivo da empresa fora da China. Após investir R$ 5,5 bilhões, a montadora pretende elevar gradualmente sua capacidade produtiva até alcançar 600 mil veículos por ano, volume superior ao da fábrica da Fiat, em Betim (MG).

Além de atender ao mercado brasileiro, o projeto prevê que a unidade baiana se torne uma plataforma de exportação para outros países das Américas.

Produção nacional entra em nova fase a partir de agosto

Desde outubro de 2025, a fábrica realiza a montagem dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro no sistema SKD, em que os veículos chegam parcialmente desmontados e recebem a montagem final no Brasil.

A partir de agosto, a empresa pretende iniciar uma etapa experimental de um processo produtivo mais completo, ampliando a nacionalização da fabricação.

Até o fim de 2026, o complexo deverá contar com novas áreas de estamparia, soldagem e pintura, consideradas essenciais para aumentar a produção local de componentes e reduzir a dependência de peças importadas.

Projeto prevê 17 unidades industriais

O empreendimento ocupa uma área de 4,65 milhões de metros quadrados, equivalente a cerca de 645 campos de futebol, tornando-se o maior investimento industrial da BYD fora do território chinês.

Ao todo, o projeto contempla 17 unidades operacionais, incluindo instalações voltadas à fabricação de peças e componentes, ampliando a verticalização da cadeia produtiva no Brasil.

Segundo a empresa, os investimentos já realizados abrangem tanto a expansão da infraestrutura quanto a produção nacional de componentes automotivos.

Capacidade pode superar fábrica da Fiat em Betim

A primeira fase da operação prevê capacidade para fabricar 150 mil veículos por ano. Em uma segunda etapa, esse número deverá dobrar para 300 mil unidades anuais.

Quando todas as fases do projeto forem concluídas, a expectativa é atingir uma produção de até 600 mil veículos por ano, superando a capacidade atual da fábrica da Fiat, pertencente à Stellantis, em Betim, Minas Gerais.

Fábrica já montou 100 mil veículos em nove meses

A BYD também anunciou que a unidade de Camaçari alcançou a marca de 100 mil veículos montados apenas nove meses após o início das operações.

O automóvel que simbolizou o marco foi um Dolphin Mini, modelo que lidera as vendas de veículos elétricos no varejo brasileiro há cinco meses consecutivos e já ultrapassou 35 mil unidades comercializadas em 2026.

Além do compacto elétrico, a linha de produção inclui o sedã híbrido King e o SUV híbrido Song Pro, reforçando a estratégia da montadora de ampliar sua participação nos segmentos de veículos eletrificados.

Investimento também prevê geração de empregos

Atualmente, o complexo emprega cerca de 5,5 mil trabalhadores diretos. Com a conclusão das próximas etapas de expansão, a expectativa da BYD é contribuir para a criação de aproximadamente 20 mil empregos, entre vagas diretas e indiretas.

Segundo a empresa, todo o investimento de R$ 5,5 bilhões já foi destinado ao desenvolvimento da unidade industrial e à ampliação da produção nacional.

Marca premium Denza pode integrar produção futura

A expansão da fábrica também abre possibilidade para a fabricação de veículos da Denza, marca premium pertencente ao grupo BYD. Embora a montadora ainda não tenha confirmado oficialmente essa produção no Brasil, modelos como o Denza B5 são apontados como tecnicamente compatíveis com a estrutura do complexo baiano.

Em junho, o SUV liderou o segmento premium no mercado brasileiro, com 566 unidades emplacadas, tornando-se o primeiro veículo de uma marca chinesa a alcançar esse resultado. No mesmo período, a BMW manteve a liderança entre as fabricantes premium em volume total de emplacamentos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Exterior

Tarifas dos EUA ainda não convencem montadoras a transferir produção para o país

Mais de um ano após o governo de Donald Trump ampliar as tarifas sobre o setor automotivo, a maioria das montadoras continua evitando transferir fábricas para os Estados Unidos. Embora a Toyota tenha anunciado a ampliação da produção da picape Tacoma em território americano, especialistas avaliam que o movimento é uma exceção, e não uma tendência da indústria.

Toyota amplia produção nos EUA, mas mantém operação no México

A Toyota informou que passará a fabricar cerca de metade das unidades da picape Tacoma em sua fábrica de San Antonio, no Texas, que será ampliada para atender à nova demanda. Atualmente, a unidade já produz a picape Tundra e o SUV Sequoia.

Apesar da mudança, a montadora japonesa continuará produzindo a Tacoma no México, preservando parte da cadeia de produção no país vizinho.

Donald Trump comemorou o anúncio e afirmou que a decisão demonstra que sua política tarifária está surtindo efeito. A Toyota, porém, negou que a mudança tenha sido motivada exclusivamente pelas tarifas, afirmando que seus investimentos seguem um planejamento estratégico de longo prazo.

Construir novas fábricas custa bilhões

Segundo analistas do setor, o alto custo para construir ou ampliar unidades industriais faz com que muitas fabricantes prefiram absorver o impacto das tarifas a investir em novas plantas nos Estados Unidos.

Além do investimento bilionário, o processo pode levar vários anos até que uma nova fábrica entre em operação, tornando a decisão arriscada diante das constantes mudanças na política comercial americana.

Para Ivan Drury, diretor de pesquisas do site Edmunds, a estratégia mais segura para as montadoras tem sido manter a estrutura atual, mesmo pagando mais impostos sobre veículos importados.

Indústria teme mudanças em acordo comercial

Outro fator que aumenta a cautela das fabricantes é a possível revisão do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), firmado durante o primeiro mandato de Trump.

O presidente norte-americano já sinalizou que poderá abandonar o tratado caso não obtenha condições mais favoráveis às empresas americanas. A possibilidade preocupa as montadoras, que dependem da circulação de peças e componentes entre os três países para manter suas linhas de produção.

Em nota, o American Automakers Policy Council, entidade que representa General Motors, Ford e Stellantis, defendeu uma solução rápida que garanta previsibilidade para investimentos de longo prazo.

Tarifas aumentam custos das montadoras

Mesmo sem provocar uma migração em massa da produção para os Estados Unidos, as tarifas já pesam no caixa das fabricantes.

No último ano fiscal, a Toyota desembolsou cerca de US$ 8,4 bilhões em tarifas, o que levou suas operações na América do Norte a registrarem prejuízo.

A General Motors informou gastos de aproximadamente US$ 3,1 bilhões com tarifas em 2025, enquanto a Ford teve um impacto de cerca de US$ 1 bilhão.

Algumas empresas já mudaram parte da produção

Embora sejam poucos os casos, algumas fabricantes decidiram realocar parte da produção.

Além da Toyota, a General Motors anunciou que transferirá do México para os Estados Unidos a fabricação de dois modelos de SUVs. A empresa também deixará de importar um utilitário esportivo da China e passará a produzir um novo modelo em fábricas localizadas nos estados do Kansas e Tennessee.

No entanto, a montadora aproveitou instalações já existentes, que ficaram com capacidade ociosa após reduzir investimentos na produção de veículos elétricos.

Especialistas apontam fatores econômicos

Para especialistas, a decisão da Toyota também faz sentido do ponto de vista operacional, já que a fábrica de San Antonio já concentra boa parte da produção de picapes da marca nos Estados Unidos.

Além disso, outros fatores continuam favorecendo a manutenção das operações fora do país, como o menor custo da mão de obra no México, o elevado investimento necessário para construir novas fábricas e a possibilidade de futuras mudanças na política comercial americana.

Outro aspecto relevante é a demanda aquecida por veículos. As vendas de automóveis nos Estados Unidos cresceram 2% no último ano, mesmo com os preços em níveis historicamente elevados, reduzindo o incentivo para que as montadoras alterem rapidamente suas cadeias globais de produção.

FONTE: CNN Business
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ariana Drehsler/Bloomberg/Getty Images

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Tecnologia

BYD, Geely e Changan unem forças em pesquisas sobre baterias para carros elétricos

Embora disputem espaço no mercado global de veículos elétricos, fabricantes chinesas como BYD, Geely, Changan e Great Wall Motors têm adotado uma estratégia de cooperação em áreas consideradas essenciais para o avanço tecnológico da indústria. A parceria foi evidenciada entre os vencedores da mais recente edição do State Science and Technology Progress Awards, uma das principais premiações de ciência e engenharia da China.

Os projetos reconhecidos reúnem montadoras, universidades e centros de pesquisa em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de baterias, plataformas inteligentes, sistemas eletrônicos e processos avançados de fabricação.

Pesquisas priorizam segurança, recarga rápida e durabilidade das baterias

Um dos trabalhos premiados concentra esforços na evolução dos sistemas de gerenciamento de baterias, com foco em aumentar a segurança, prolongar a vida útil e permitir recargas ultrarrápidas.

Apesar da colaboração, cada fabricante continua utilizando tecnologias próprias em seus veículos. A cooperação ocorre apenas em soluções consideradas pré-competitivas, como protocolos de monitoramento e gerenciamento, sem compartilhar a química das células, a arquitetura física das baterias ou projetos exclusivos.

Software inteligente melhora desempenho durante o carregamento

O principal avanço destacado pela premiação está no desenvolvimento de softwares responsáveis pelo gerenciamento térmico das baterias.

Esses sistemas monitoram constantemente a temperatura das células durante recargas de alta potência, identificando variações diversas vezes por segundo. Com essas informações, os mecanismos de resfriamento são acionados de forma preventiva, permitindo carregamentos mais rápidos sem comprometer a segurança ou acelerar o desgaste da bateria.

A proposta estabelece padrões comuns de controle eletrônico, enquanto cada montadora mantém suas tecnologias proprietárias.

Cada empresa preserva suas soluções exclusivas

Mesmo participando dos projetos conjuntos, as fabricantes continuam investindo em suas próprias plataformas de baterias.

A BYD segue utilizando a arquitetura Blade Battery, baseada em células prismáticas de fosfato de ferro-lítio (LFP) integradas à estrutura do veículo. A Changan mantém a tecnologia Golden Shield, voltada para maior segurança e durabilidade, enquanto a Geely aposta nas baterias Short Blade, recentemente homologadas para suportar recargas superiores a 1 megawatt de potência.

Segundo os organizadores da premiação, aproximadamente 100 mil veículos equipados com tecnologias de recarga ultrarrápida desenvolvidas nesses projetos já circulam na China.

Plataformas inteligentes também fazem parte da cooperação

Outro projeto premiado reúne a Universidade Tsinghua, BYD, Geely e Great Wall Motors no desenvolvimento de plataformas elétricas inteligentes.

O objetivo é criar sistemas redundantes de direção e frenagem eletrônicas capazes de manter o controle do veículo mesmo diante de eventuais falhas nos sistemas digitais. As pesquisas também envolvem novos algoritmos para frenagem regenerativa, tecnologia que melhora a eficiência energética e pode ampliar a autonomia dos veículos em trajetos urbanos.

Avanços também alcançam os processos industriais

Além das pesquisas voltadas às baterias e à eletrônica embarcada, os projetos premiados contemplam melhorias nos processos de fabricação.

Entre as inovações estão novas técnicas de soldagem para estruturas de aço de alta resistência e alumínio, utilizando monitoramento em tempo real da corrente elétrica. A tecnologia reduz deformações durante a produção e aumenta a qualidade das peças fabricadas em larga escala.

Cooperação acelera inovação sem eliminar a competição

Os projetos mostram que a indústria automotiva chinesa adota um modelo em que empresas concorrentes compartilham pesquisas em áreas estratégicas, como software, segurança, eletrônica e processos produtivos, enquanto preservam suas soluções exclusivas para diferenciação no mercado.

Dessa forma, características como arquitetura das baterias, calibração eletrônica, desempenho e integração dos sistemas continuam sendo fatores que distinguem os modelos de cada fabricante.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Changan

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Comércio Internacional

Argentina zera imposto de exportação para produtos da mineração e indústria

O governo da Argentina oficializou a redução para 0% dos direitos de exportação incidentes sobre diversos produtos ligados aos setores de mineração e indústria. A medida foi estabelecida pelo Decreto nº 566/2026, publicado em 1º de julho de 2026 no Boletim Oficial do país.

A nova regra elimina imediatamente a cobrança sobre exportações de aço, alumínio, cobre, zinco, estanho e outros metais industriais relacionados no Anexo I do decreto. O benefício também passa a valer para diferentes produtos da indústria automotiva, fortalecendo a competitividade desses segmentos no mercado internacional.

Redução será gradual para outros produtos

Além das mudanças imediatas, o decreto prevê um cronograma de redução progressiva das alíquotas para outro grupo de produtos dos mesmos setores, listados no Anexo II, além de determinados hidrocarbonetos constantes no Anexo III.

Segundo o governo argentino, a diminuição ocorrerá de forma escalonada até que a alíquota alcance 0% em junho de 2027, ampliando o alcance da política de incentivo às exportações.

Governo aposta no fortalecimento das exportações

A iniciativa integra uma estratégia voltada ao fortalecimento da economia argentina, com foco na ampliação das exportações, no aumento da competitividade internacional e na geração de divisas.

De acordo com o Poder Executivo, a redução dos tributos também busca diminuir os custos fiscais e financeiros enfrentados pelos exportadores, mantendo, ao mesmo tempo, o equilíbrio das contas públicas.

FONTE: Marval
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marval

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Tecnologia

Imposto de Importação de 35% entra em vigor e impacta mercado de carros importados no Brasil

O mercado de carros importados inicia uma nova fase a partir desta quarta-feira (1º), com a entrada em vigor da alíquota integral de 35% do Imposto de Importação para veículos eletrificados totalmente montados (CBU) e para modelos semidesmontados (SKD) que ultrapassarem a cota de isenção estabelecida pelo governo.

Apesar da mudança, o consumidor não verá, necessariamente, um aumento imediato de 35% no preço dos veículos. Isso porque o tributo incide sobre a importação, enquanto o valor final também considera fatores como câmbio, logística, margem das montadoras, custos de estoque e estratégias comerciais.

Entenda como ficam as novas regras

A nova política tributária diferencia os tipos de importação de veículos.

Os modelos CBU, importados completamente montados, passam a recolher integralmente os 35% de Imposto de Importação, sem qualquer cota de isenção.

Já os veículos CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), destinados à montagem no Brasil, terão acesso a uma cota temporária de importação com imposto zerado, limitada a US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões), válida por seis meses.

Após o esgotamento desse limite, os modelos SKD passam a pagar 35% de imposto. No caso dos veículos CKD, a tributação permanece em 14% até o fim de 2026, alcançando os 35% somente em janeiro de 2027.

A estratégia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) busca estimular a montagem de veículos no país e reduzir a dependência da importação de automóveis prontos.

Preços devem variar conforme estratégia das montadoras

O impacto da nova tributação não será uniforme entre as fabricantes.

Veículos importados que chegaram ao Brasil antes da mudança ainda poderão ser comercializados pelos preços atuais enquanto houver estoque. Nos últimos meses, diversas montadoras ampliaram as importações justamente para formar estoques antes da entrada em vigor das novas alíquotas.

Além disso, fabricantes com maior capacidade financeira poderão absorver parte do aumento para preservar competitividade, enquanto outras devem optar por reajustes, redução de versões, revisão dos pacotes de equipamentos ou até adiamento de lançamentos.

Cada segmento tende a reagir de maneira diferente, seja entre carros elétricos, híbridos plug-in ou modelos premium.

Mercado de eletrificados deve sentir maior impacto

Segundo o consultor Cássio Pagliarini, CMO da Bright Consulting, a aplicação da alíquota integral pode representar um reajuste de até 8% nos preços dos veículos elétricos importados.

A medida encerra o cronograma gradual de aumento do Imposto de Importação, iniciado em janeiro de 2024. Até o fim de junho, as alíquotas variavam entre 25% e 30%, dependendo da tecnologia do veículo.

O segmento de veículos eletrificados é considerado o mais sensível à mudança, já que seu crescimento recente foi impulsionado por preços competitivos, elevado nível tecnológico e ampla oferta de equipamentos.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que, em maio, foram comercializadas 51,6 mil unidades eletrificadas, representando quase 20% das vendas de veículos leves no país.

Ao mesmo tempo, a participação dos eletrificados importados caiu de 94% em maio de 2025 para 61% no mesmo período de 2026. Já os veículos fabricados ou montados no Brasil ampliaram sua participação de 6% para 39%, indicando um movimento gradual de nacionalização da produção.

Indústria nacional pode ganhar competitividade

Com a nova tributação, o governo espera fortalecer a indústria automotiva instalada no Brasil, incentivando investimentos em produção local, geração de empregos e expansão da cadeia de fornecedores.

No entanto, especialistas destacam que ampliar a montagem de veículos no país não significa, automaticamente, elevar o índice de nacionalização. Componentes como baterias, semicondutores, motores elétricos, eletrônica de potência e softwares ainda representam desafios para a indústria brasileira.

Montadoras chinesas entram em fase decisiva

As fabricantes chinesas, responsáveis por impulsionar a expansão dos carros elétricos no Brasil, terão agora o desafio de consolidar sua presença industrial no país.

Marcas como BYD, GWM, Leapmotor, MG, Omoda & Jaecoo e Geely deverão acelerar projetos de montagem nacional para reduzir os efeitos da nova carga tributária.

Empresas que conseguirem ampliar sua produção local e fortalecer a rede de concessionárias tendem a enfrentar melhor o novo cenário. Já aquelas que mantiverem forte dependência da importação de veículos prontos poderão sofrer maior pressão sobre preços e competitividade.

Mercado deve passar por período de adaptação

Especialistas avaliam que o setor deve enfrentar três movimentos nos próximos meses: liquidação dos estoques importados adquiridos antes da mudança tributária, valorização dos modelos produzidos ou montados no Brasil e reajustes mais expressivos nos veículos importados de segmentos premium.

Além disso, o mercado de seminovos eletrificados também poderá ser beneficiado. Caso os preços dos veículos zero quilômetro aumentem, modelos usados com boa garantia e assistência técnica estruturada tendem a preservar melhor seu valor de revenda.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Gabriel Lordello

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Tecnologia

Cota zero para CKD e SKD impulsiona mercado de veículos eletrificados no Brasil

O Governo Federal anunciou uma nova medida que altera o cenário da mobilidade elétrica no país. O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou uma cota de US$ 463 milhões (aproximadamente R$ 2,4 bilhões) para a importação de veículos eletrificados nos regimes CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), com isenção do Imposto de Importação entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2026.

A decisão, porém, não contempla os veículos CBU, que chegam ao Brasil totalmente montados. Esses modelos voltarão a pagar a tarifa integral de 35% de imposto a partir de julho.

Benefício vale apenas para veículos desmontados

A nova política não representa uma isenção ampla para todos os carros elétricos e híbridos importados. O incentivo foi direcionado exclusivamente aos kits destinados à montagem em território nacional.

Após o esgotamento da cota, os veículos no regime SKD passarão a recolher 35% de imposto de importação já em julho. Já os modelos CKD continuarão sujeitos à alíquota de 14% até o fim de 2026, quando também passarão a pagar 35%, em janeiro de 2027.

Mercado passa a operar em dois cenários

A medida cria uma diferença significativa entre fabricantes que produzem localmente e aquelas que dependem da importação de veículos prontos.

Empresas que comercializam modelos totalmente importados poderão enfrentar aumento de custos, necessidade de reajustar preços ou recorrer aos estoques para manter a competitividade. Em contrapartida, montadoras que já possuem ou estão implantando linhas de montagem no Brasil ganham uma vantagem tributária durante o período de transição.

BYD e outras montadoras são favorecidas

Entre as empresas beneficiadas está a BYD, que mantém operações em Camaçari (BA) e defendia a ampliação do prazo para utilização das cotas sem incidência do imposto enquanto conclui sua estrutura industrial no país.

A medida também favorece a GWM, que iniciou a produção em Iracemápolis (SP), além da General Motors e da MG, que deverá iniciar operações no polo automotivo do Ceará em outubro.

Nos bastidores da indústria, a decisão intensificou o debate entre fabricantes recém-chegadas e montadoras tradicionais instaladas no Brasil.

Governo reforça estratégia para ampliar produção nacional

Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira, a iniciativa está alinhada às políticas de renovação da frota, inovação tecnológica e descarbonização da indústria automotiva.

De acordo com o governo, a cota funciona como um mecanismo de transição entre a simples importação de veículos e a produção nacional, permitindo que fabricantes em fase de instalação mantenham competitividade até ampliarem suas operações industriais no país.

Moreira também destacou que o objetivo é consolidar o Brasil como referência na fabricação de veículos eletrificados, fortalecendo toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de autopeças, baterias, engenharia e software.

Indústria automotiva e setor de autopeças criticam medida

A decisão gerou reação da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que afirmou que a mudança altera uma política previamente estabelecida pelo próprio governo sem consulta ao setor produtivo.

Em nota, a entidade argumenta que a medida pode comprometer a estratégia criada para incentivar simultaneamente a expansão da eletromobilidade e a atração de investimentos industriais de longo prazo.

O setor de autopeças também demonstrou preocupação. Abipeças e Sindipeças criticaram a criação da nova cota, alegando que a redução do imposto para kits importados diminui o incentivo à nacionalização de componentes, colocando em risco investimentos, empresas e empregos ligados à cadeia automotiva brasileira.

ABVE vê medida como incentivo temporário

Para o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos, a política possui prazo e orçamento definidos, funcionando como um incentivo temporário para acelerar a adoção de novas tecnologias.

Segundo ele, a tributação dos veículos prontos permanece conforme o cronograma estabelecido em 2023 dentro do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), preservando a política industrial de médio e longo prazo.

Bastos avalia que a medida favorece o abastecimento do mercado com produção nacional, reduzindo a necessidade de importar veículos totalmente montados.

Mercado de eletrificados deve seguir em expansão

A ABVE projeta que as vendas de veículos elétricos e híbridos poderão atingir cerca de 400 mil unidades, número que sobe para aproximadamente 430 mil quando considerados também os modelos híbridos leves (MHEV).

Embora a nova cota reduza a carga tributária das montadoras que utilizam os regimes CKD e SKD, o mercado ainda acompanhará se essa redução será efetivamente repassada ao consumidor final nos preços praticados por fabricantes como BYD, General Motors, GWM, Caoa Chery e MG.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: BYD

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Tecnologia

Greve na Hyundai Motor: sindicato usa ameaça de paralisação contra implantação do robô Atlas humanoide

A Hyundai Motor enfrenta uma crescente tensão trabalhista após seu sindicato sinalizar que pode recorrer a uma greve na Hyundai como forma de pressionar a montadora a garantir proteção de empregos diante da implantação do robô humanoide Atlas nas linhas de produção.

Votação massiva autoriza paralisação

Mais de 86% dos cerca de 40 mil trabalhadores sindicalizados votaram a favor de uma paralisação na última quarta-feira. O resultado abre caminho para um embate direto envolvendo reajustes salariais, segurança no emprego e a introdução de tecnologias de automação.

Na quinta-feira, o sindicato também conquistou respaldo legal para avançar com a greve, após uma comissão estatal de mediação trabalhista suspender o processo de arbitragem entre as partes.

Automação e inteligência artificial entram no centro da disputa

Tradicionalmente focadas em salários e benefícios, as negociações anuais da montadora passaram a incluir um novo eixo central: a automação industrial e o impacto da inteligência artificial (IA) no emprego.

A Hyundai Motor Group anunciou planos para implementar gradualmente o robô Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, em suas principais fábricas no mundo. A medida, no entanto, gerou forte resistência sindical.

Expansão do robô Atlas preocupa trabalhadores

O cronograma da empresa prevê o uso do Atlas a partir de 2028 na fábrica Hyundai Motor Group Metaplant America, localizada na Geórgia, nos Estados Unidos. A tecnologia deve ser aplicada inicialmente para aumentar a eficiência produtiva e, posteriormente, expandida para outras unidades.

O sindicato, porém, vê o avanço da robótica como uma ameaça direta aos postos de trabalho e incluiu na pauta de negociação a exigência de “garantia de emprego e condições de trabalho relacionadas à IA”.

Reivindicações salariais e bônus milionário

Além das preocupações com automação, os trabalhadores também pedem um bônus de desempenho equivalente a 30% do lucro líquido da montadora em 2024, o que pode ultrapassar 3 trilhões de won (cerca de US$ 1,94 bilhão).

A possibilidade de paralisação surge como uma ferramenta de pressão em meio às negociações estagnadas.

Pressão econômica e cenário global desafiador

A eventual greve na Hyundai Motor representa um risco adicional para a empresa em um momento de incerteza no comércio internacional.

No primeiro trimestre, a montadora registrou receita de 45,94 trilhões de won, alta de 3,4% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro operacional caiu 30,8%, impactado por tarifas nos Estados Unidos.

Além disso, a concorrência crescente de fabricantes chineses, especialmente no setor de veículos elétricos, intensifica a pressão sobre a montadora sul-coreana.

Desafio para a gestão: emprego versus automação

Para a administração da Hyundai, o principal impasse está na exigência sindical de manter garantias de emprego mesmo com a expansão da robótica e da IA.

Historicamente, as negociações trabalhistas da empresa se concentravam em salários, bônus e benefícios de aposentadoria. Agora, porém, o debate avança para questões estruturais de longo prazo, envolvendo o futuro do trabalho diante da automação industrial.

FONTE: Korea Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Korea Times

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Comércio Exterior

Montadoras defendem incentivos fiscais para veículos com maior conteúdo nacional

As principais montadoras instaladas no Brasil iniciaram negociações com o governo federal para criar mecanismos que favoreçam a produção local de veículos. A proposta em discussão prevê que automóveis com maior participação de componentes fabricados no país tenham tributação reduzida, enquanto modelos com menor índice de nacionalização sejam submetidos a uma carga tributária mais elevada.

A iniciativa surge em um momento de forte crescimento das importações, especialmente de veículos produzidos na China, e busca fortalecer a competitividade da indústria automotiva brasileira.

Setor avalia mudanças no Mover e no Imposto Seletivo

Entre as alternativas analisadas pela indústria está a revisão do Programa Mover, política voltada ao desenvolvimento do setor automotivo. Outra possibilidade envolve ajustes na aplicação do Imposto Seletivo, tributo criado pela reforma tributária e previsto para entrar em vigor em janeiro.

Conhecido popularmente como “imposto do pecado”, o novo tributo tem como objetivo aumentar a taxação de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Como os veículos estão entre os itens que serão impactados, representantes da indústria defendem que critérios relacionados à produção nacional também sejam considerados na definição das alíquotas.

Importações crescem antes da alta da tarifa

O debate acontece às vésperas da elevação da tarifa de importação para veículos híbridos e elétricos, que passará a 35% a partir de 1º de julho.

Com a proximidade do reajuste, importadores intensificaram os embarques para o país. Dados do setor apontam que os estoques de veículos importados alcançam atualmente cerca de 300 mil unidades, volume significativamente superior às pouco mais de 70 mil unidades produzidas localmente.

Volkswagen alerta para pressão sobre fabricantes nacionais

Segundo Ciro Possobom, presidente da Volkswagen no Brasil, o elevado volume de veículos importados em estoque tem provocado uma disputa mais intensa por consumidores, levando a reduções de preços que afetam diretamente os fabricantes instalados no país.

O executivo também destacou a situação dos veículos importados no sistema CKD (Completely Knocked Down), montados localmente a partir de kits de peças importadas. Atualmente, essa modalidade continua sujeita a uma tarifa de apenas 14% até janeiro do próximo ano, percentual considerado insuficiente para equilibrar a concorrência com a produção nacional.

Para Possobom, a combinação entre grandes estoques importados e a manutenção da tarifa reduzida para CKD deve tornar os próximos meses desafiadores para a indústria automotiva brasileira.

Concorrência chinesa domina debate do setor

O avanço das fabricantes chinesas esteve entre os principais temas discutidos durante a segunda edição do Anfavea Visions, evento promovido pela associação que representa as montadoras no país.

Além da concorrência internacional, o encontro abordou temas como eletrificação, combustíveis alternativos, conectividade veicular e os impactos da inteligência artificial na transformação da indústria automotiva.

Volkswagen aposta em produção local e eletrificação

Ao comentar os desafios do mercado, Possobom afirmou que busca integrar diferentes características culturais na gestão da operação brasileira. Segundo ele, a disciplina tradicional da indústria alemã, a velocidade das empresas chinesas e a criatividade brasileira precisam caminhar juntas para enfrentar as mudanças do setor.

O executivo também ressaltou que a Volkswagen segue investindo na transição para a mobilidade elétrica, aproveitando experiências acumuladas em mercados como Europa e China. A estratégia inclui a adaptação de projetos globais para atender às necessidades dos consumidores brasileiros.

Apesar de reconhecer que oscilações econômicas podem tornar a importação mais atrativa em determinados momentos, Possobom reforçou sua confiança na produção nacional. A montadora está executando um plano de investimentos de R$ 16 bilhões entre 2024 e 2028 e considera a fabricação local fundamental para sustentar grandes volumes de vendas e reduzir a exposição às variações cambiais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Tecnologia

Carros elétricos devem atingir 23 milhões de vendas em 2026 e ganham espaço no mercado brasileiro

Os carros elétricos seguem avançando em ritmo acelerado no mercado global e devem alcançar um novo recorde de vendas em 2026. De acordo com o relatório Global EV Outlook 2026, divulgado pela Agência Internacional de Energia (AIE), a expectativa é que cerca de 23 milhões de veículos elétricos sejam comercializados em todo o mundo até o fim do ano, representando aproximadamente 30% das vendas globais de automóveis.

O crescimento reforça a consolidação dos veículos eletrificados como uma tendência definitiva da indústria automotiva, impulsionada pela expansão da infraestrutura de recarga, maior oferta de modelos e redução gradual dos custos em diversos mercados.

China lidera expansão global dos veículos elétricos

A China continua ocupando posição de destaque no segmento. Em 2025, as fabricantes chinesas responderam por cerca de 60% das vendas mundiais de veículos elétricos, ampliando ainda mais sua liderança no setor.

Enquanto isso, montadoras da Europa e da América do Norte concentraram aproximadamente 15% das vendas globais.

Apesar de oscilações registradas em alguns mercados, a eletrificação da frota mundial segue avançando. No primeiro trimestre de 2026, as vendas globais apresentaram retração de 8%, mas algumas regiões mantiveram forte crescimento.

A América Latina chamou atenção ao registrar aumento de 75% nas vendas de veículos elétricos, um dos melhores desempenhos observados no período.

Frota global pode superar 500 milhões de veículos até 2035

As projeções da Agência Internacional de Energia indicam que a transformação do setor automotivo ainda está longe de atingir seu limite.

Mesmo sem a adoção de novos incentivos governamentais, a frota mundial de veículos elétricos — excluindo motocicletas e triciclos — pode saltar dos atuais quase 80 milhões para cerca de 510 milhões de unidades até 2035.

O avanço da mobilidade elétrica vem alterando a dinâmica da indústria, aumentando a concorrência entre fabricantes e acelerando investimentos em novas tecnologias voltadas à eficiência energética e à sustentabilidade.

Brasil registra recorde de vendas de veículos eletrificados

O mercado brasileiro também acompanha essa tendência de crescimento. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que abril de 2026 registrou o maior volume mensal de emplacamentos de veículos elétricos e híbridos da história do país.

Foram comercializadas 38.516 unidades no período, resultado que representa alta de 9% em relação ao mês anterior e crescimento expressivo de 161% na comparação com abril de 2025.

No acumulado de 2026, as vendas já alcançam 122.463 veículos eletrificados, consolidando a expansão do segmento no mercado nacional.

Com esse desempenho, os modelos elétricos e híbridos passaram a representar 16% de participação no mercado automotivo brasileiro.

Sustentabilidade e mudança de comportamento impulsionam demanda

Especialistas apontam que a busca por alternativas mais sustentáveis tem sido um dos principais motores do crescimento dos carros elétricos e híbridos.

As metas globais de redução das emissões de carbono vêm pressionando montadoras a acelerar seus processos de eletrificação, ao mesmo tempo em que aumentam o interesse dos consumidores por tecnologias menos poluentes.

Outro fator relevante é a mudança no perfil do público comprador. Pesquisas de mercado indicam que consumidores das gerações Y e Z demonstram maior predisposição à adoção da mobilidade elétrica.

Segundo levantamento recente, 52% dos entrevistados dessas faixas etárias afirmaram já possuir ou planejar adquirir um veículo eletrificado nos próximos anos.

Mercado automotivo vive transformação estrutural

O crescimento das vendas globais, aliado ao recorde registrado no Brasil, evidencia uma mudança estrutural no setor automotivo.

Além da evolução tecnológica e das questões ambientais, cresce entre os consumidores a percepção de que os veículos movidos exclusivamente por combustíveis fósseis tendem a perder participação de mercado ao longo da próxima década.

Com projeções cada vez mais robustas, os veículos elétricos, híbridos e demais soluções de mobilidade sustentável assumem papel estratégico no futuro da indústria automotiva mundial.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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