Industria

Expectativa de crescimento da indústria em 2025 cai para 1,7%, diz CNI

Projeção de crescimento econômico continua em 2,3%. Agro e mercado de trabalho devem sustentar PIB em meio ao tarifaço

Pressionada pelos juros altos e o cenário externo turbulento, a indústria deve crescer menos em 2025. O Informe Conjuntural do 2º trimestre, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (19), reduz de 2% para 1,7% a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do setor. Por outro lado, a projeção para a agropecuária é de alta significativa, passando de 5,5% para 7,9%. O setor, somado a um mercado de trabalho aquecido, deve sustentar o crescimento de 2,3% do PIB mesmo em meio ao aumento das tarifas americanas sobre as exportações brasileiras. 

O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, ressalta que a composição do crescimento da economia para 2025 não deve ser tão positiva como no ano passado. 


“Quando abrimos os números, identificamos um problema: os setores mais próximos do ciclo econômico, como a indústria e os serviços, têm apresentado um dinamismo cada vez menor. Nesse cenário, a projeção para o PIB não mudou porque a safra agrícola foi maior do que imaginávamos e o mercado de trabalho continua bastante aquecido, mas a composição do crescimento não é tão positiva”, avalia. 


Confira o comentário completo do diretor:

Exportações devem cair mais de US$ 5 bi 

Embora o volume de exportações tenha crescido 2%, os preços das exportações caíram 2% entre janeiro e julho de 2025. Nesse cenário, as exportações totalizaram US$ 198 bilhões no período, ante US$ 197,8 bilhões entre janeiro e julho de 2024. 

Além disso, a imposição de uma tarifa de 50% para parte das exportações brasileiras pode desacelerar o fluxo de vendas da indústria de transformação para os Estados Unidos. Nos sete primeiros meses do ano, o setor exportou US$ 19 bilhões para os EUA, 7% a mais do que no mesmo recorte do ano passado. Parte do resultado positivo se deve à antecipação de importações pelas empresas americanas como resposta à nova política comercial dos EUA. 

Em meio ao cenário externo incerto, a CNI diminuiu de US$ 347,3 bilhões para US$ 341,9 bilhões o valor previsto para as exportações brasileiras, uma queda de US$ 5,4 bilhões em relação ao Informe Conjuntural do 1º trimestre. 

“Grande parte da redução nas exportações se deve ao aumento das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros. É importante que essas taxas adicionais sejam reduzidas, pois as medidas compensatórias anunciadas pelo governo são positivas, mas não são capazes de substituir o mercado americano para um número grande de empresas e setores”, explica Mário Sérgio Telles.

Apesar dos riscos de desvio de comércio e do crescimento da compra de bens intermediários e de bens de capital no 1º semestre, as importações devem perder ritmo no restante do ano por causa da desaceleração da atividade industrial. Projeta-se que as importações atinjam US$ 285,2 bilhões e não mais US$ 283,3 bilhões, como previsto. 

Com isso, a balança comercial brasileira deve ser superavitária em US$ 56,6 bilhões em 2025, valor 14% menor do que no passado. 

Indústria de transformação vai crescer menos que o previsto

A indústria de transformação registrou resultados negativos no 1º semestre de 2025, depois de crescer 3,8% em 2024. A demanda por bens industriais não apresenta o mesmo ritmo do ano passado, o que impactou a produção e o faturamento do setor nos últimos meses. A CNI avalia que os juros altos, o ritmo aquecido das importações e a provável queda das exportações – por causa da nova política comercial dos EUA – vão restringir a atividade industrial. Por isso, projeta-se que o PIB da indústria de transformação deve subir 1,5% em 2025. Vale lembrar que a CNI previa crescimento de 1,9% para o setor. 

Para o diretor de Economia da CNI, a perda de ritmo da indústria de transformação é preocupante. “Mesmo com várias medidas acertadas, como a Nova Indústria Brasil e o Programa de Depreciação Acelerada, o crescimento da indústria de transformação deve cair muito em comparação ao ano passado. Isso se deve, principalmente, à taxa de juros elevadíssima e ao aumento das importações, em parte por causa da política comercial americana”, destaca Mário Sérgio Telles. 

Embora também sinta os efeitos da desaceleração econômica, a indústria da construção seguirá aquecida graças à continuidade dos projetos iniciados em 2024 e ao bom desempenho do programa Minha Casa, Minha Vida, cujos lançamentos cresceram 31,7% no 1º trimestre. Por isso, a CNI mantém em 2,2% a estimativa de crescimento do PIB do setor. 

A indústria extrativa também será um dos destaques positivos do crescimento econômico de 2025. Não à toa, a CNI dobrou de 1% para 2% a expectativa de alta do setor, principalmente pelo aumento da produção de petróleo. Já o segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos teve sua previsão de alta mantida em 2,5%. 

As condições climáticas favoráveis, a produção animal e a safra recordes impulsionam a agropecuária, que deve liderar o crescimento da economia em 2025, com alta de 7,9%. Além disso, o setor é menos sensível ao ciclo econômico e, por ser voltado principalmente à demanda externa, seu mercado consumidor é bem menos afetado pelos juros elevados. 

O setor de serviços deve continuar apresentando ritmo de crescimento modesto ao longo do ano, e o mercado de trabalho aquecido e a expectativa de crescimento robusto do rendimento médio dos trabalhadores devem impedir uma retração do setor, cujo PIB deve subir 1,8% em 2025.

Mercado de trabalho vai crescer acima das expectativas 

A criação de empregos e a massa de rendimento dos trabalhadores cresceram acima das expectativas da CNI nos primeiros meses do ano. Para a segunda metade de 2025, o mercado de trabalho deve apresentar relativa estabilidade, uma vez que a economia deve crescer menos. O número de pessoas ocupadas deve aumentar 1,5% em 2025, 0,6 ponto percentual acima da projeção anterior.

Já a massa de rendimento real deve subir 5,5%, 0,7 ponto percentual a mais do que estimava o 1º Informe Conjuntural.  Com isso, a taxa de desocupação média deverá registrar o menor patamar da história pelo segundo ano consecutivo, ficando em 6%. 

Selic vai continuar igual e inflação cairá para 5%

Até julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 5,2% em 12 meses, situando-se acima da meta de 3%. No entanto, a inflação deve começar a ceder no 2º semestre, fechando o ano em 5%, acima do resultado de 2024, quando subiu 4,8%. 

A inflação atual, as expectativas para o IPCA e as incertezas do cenário externo devem contribuir para que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantenha a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano até o fim de 2025. A política monetária contracionista deve limitar a 5,8% o crescimento real das concessões de crédito, abaixo dos 10,6% de 2024. 

Governo deve cumprir meta de resultado primário

As despesas primárias do governo federal devem crescer 3,3% em 2025, ante uma elevação de 2,2% da receita líquida, já considerando a arrecadação extra por causa do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) e pela antecipação dos leilões de áreas não contratadas do pré-sal. Com isso, o governo deve encerrar o ano com déficit primário de R$ 22,9 bilhões, o equivalente a 0,2% do PIB, respeitando o limite inferior da meta de resultado primário, que é de déficit de R$ 31 bilhões (0,25% do PIB). 

A dívida bruta deve subir de 76,5% do PIB, em 2025, para 79% do PIB, em 2025. Para a CNI, sem um controle mais rígido das despesas obrigatórias, não será possível reverter a trajetória de crescimento da dívida pública.

Fonte: Portal da Indústria

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Economia

Indústria da zona do euro encolhe mais do que o esperado em junho, mas PIB cresce no 2º tri

A produção industrial da zona do euro caiu mais do que o esperado em junho, mesmo com crescimento econômico geral no segundo trimestre, contrariando as opiniões de que a união monetária de 20 países permanece resiliente às consequências de uma guerra comercial global.

A produção industrial caiu 1,3% em junho sobre o mês anterior com uma grande queda na Alemanha e a fraqueza da produção de bens de consumo, pior do que a expectativas de retração de 1,0%, mostraram dados do Eurostat nesta quinta-feira.

Além da surpresa negativa, o Eurostat também revisou sua estimativa de crescimento da produção para maio de 1,7% para 1,1%, sugerindo que a tendência subjacente é mais fraca do que se pensava.

Enquanto isso, o PIB cresceu 0,1% no segundo trimestre sobre os três meses anteriores, em linha com a estimativa preliminar, e o emprego aumentou apenas 0,1% no trimestre, em linha com as expectativas em uma pesquisa da Reuters mas abaixo dos 0,2% nos três meses anteriores.

Uma série recente de indicadores relativamente positivos alimentou a narrativa de que o consumo está mantendo o bloco resiliente às tensões comerciais, mas números mais recentes, como encomendas à indústria e uma leitura importante de confiança da Alemanha, contrariaram essa visão.

Ainda assim, os investidores continuam apostando em uma recuperação modesta com base na premissa de que o recente acordo comercial da UE com os EUA proporciona a certeza necessária e que os planos da Alemanha de aumentar acentuadamente os gastos orçamentários darão suporte ao crescimento.

É por isso que os investidores financeiros acham que o Banco Central Europeu pode ter terminado de cortar as taxas de juros e que as autoridades vão esperar uma queda temporária na inflação abaixo da meta de 2%, já que as pressões sobre os preços no médio prazo já estão se acumulando.

Fonte: MSN

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Industria

Exército se aproxima da indústria de SC para reduzir importações

Departamento de engenharia da Força apresenta demandas para empresas de SC; ideia é firmar parcerias para desenvolvimento de produtos nacionais, fortalecendo a base industrial de defesa

Fortalecimento da base industrial de defesa, redução de custos, autonomia e agilidade no fornecimento estão entre os benefícios de ampliar o volume de compras nacionais pelas Forças Armadas. Com o objetivo de ampliar a aproximação do Exército com a indústria catarinense para encontrar e desenvolver produtos brasileiros para as necessidades do Departamento de Engenharia da Força, o General de Brigada Luís Cláudio Brion Cardoso, diretor de Material de Engenharia do Exército Brasileiro, detalhou nesta quarta-feira (30) as demandas de materiais para os membros do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa – CONDEFESA da FIESC.

A lista inclui embarcações de trabalho, embarcações blindadas e embarcações pneumáticas. A ideia é desenvolver em conjunto com a indústria, reduzindo a dependência de importações – o que reduz custos, dá mais agilidade e fomenta a soberania tecnológica. 

As demandas contemplam kits de defesa civil – com materiais necessários pelas unidades de engenharia -, placas reforçadoras de solo, lançadores de esteiras e membranas para estações de tratamento de água. Na área de tecnologia, as necessidades incluem drones, robôs e equipamentos para controle de máquinas à distância que possam ser acoplados. Explosores e equipamentos de mergulho também estão entre as possibilidades de compra. 

Durante a reunião, José Augusto Crepaldi Affonso, Presidente Executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança – ABIMDE, destacou os desafios atuais do setor de defesa, considerando o cenário geopolítico. Ele salientou que contratos de empresas brasileiras já estão sendo afetados. Salientou ainda que parcerias estratégicas ao redor do globo estão sendo questionadas em um cenário de desconfiança e aumenta o receio de que – em caso de importações de produtos ou tecnologias – o suporte ao longo do ciclo de vida seja descontinuado. Isso afetaria a compra de peças de reposição, assistência técnica e atualizações de programas, por exemplo. Diante do ambiente mais hostil, Crepaldi reforçou a necessidade de as Forças Armadas ampliarem parcerias com a base industrial de defesa brasileira. 

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Industria, Mercado de trabalho

Indústria lidera geração de empregos no primeiro semestre em SC, com 42 mil vagas

Construção civil puxa desempenho, com 12,1 mil postos, seguido do setor têxtil, com 6,1 mil; estado cria 80,4 mil vagas no acumulado de janeiro a junho

O setor industrial liderou a geração de empregos em Santa Catarina no primeiro semestre, quando registrou saldo de 42 mil vagas. Ao todo, o estado criou 80,4 mil novos postos de trabalho formais no período, segundo dados do Novo Caged. O desempenho, no entanto, já mostra sinais de desaquecimento da produção industrial. “A maioria dos setores industriais apresentou saldo inferior ao registrado no primeiro semestre do ano passado”, explicou o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar.

Dentre os ramos da indústria que tiveram aumento de vagas em relação ao primeiro semestre de 2024 destacam-se o de máquinas e equipamentos, que gerou 4,2 mil empregos no período, um aumento de 55,6% na comparação com igual período do ano anterior. O resultado foi impactado pela produção de tratores e máquinas e equipamentos voltados à agropecuária, segundo o Observatório FIESC.

Entre os empregos industriais, a construção civil foi o segmento que mais criou vagas: 12,1 mil. O litoral norte de Santa Catarina é um dos mercados imobiliários mais aquecidos do país, com cidades catarinenses liderando o ranking de preços do metro quadrado.  

O segmento têxtil, de confecção, couro e calçados foi o segundo na geração de empregos, com 6,1 mil novas oportunidades no primeiro semestre. O economista Bruno Haeming explica que o ramo se mostrou resiliente, puxado pelo consumo das famílias, a despeito da perda de fôlego da economia. “Em relação ao mesmo período do ano passado, o saldo de vagas apresentou leve recuo, refletindo sinais de moderação na atividade econômica”, informou.

O consumo familiar ainda aquecido também foi responsável pelos resultados do setor de alimentos e bebidas, que apresentou saldo positivo de 4,2 mil empregos com carteira assinada no ano, até junho. “Surpreendeu na análise o crescimento de vagas em atividades como produção de suplementos, granolas, misturas e alimentos voltados à praticidade e alimentos funcionais”, destacou Haeming.

Outros setores
No primeiro semestre de 2025, o segmento de serviços gerou 31,3 mil novas vagas, enquanto o comércio criou 6,7 mil postos de trabalho formais. A agropecuária registrou saldo positivo de 385 vagas no ano até junho.

Santa Catarina ocupou a terceira posição entre os estados que mais geraram empregos na indústria, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Emprego em junho
Considerando apenas junho, o segmento de serviços liderou a criação de empregos formais. Foram 3,3 mil vagas no mês. A indústria registrou 1,7 mil novos postos de trabalho, enquanto o comércio gerou 1 mil vagas. A agropecuária foi responsável por 489 oportunidades em junho.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Industria, Negócios

Da cana-de-açúcar ao império Portobello: Cesar Gomes, o vitorioso líder industrial catarinense

Da cana-de-açúcar ao império Portobello: Cesar Gomes, o vitorioso líder industrial catarinense

Zeloso seguidor dos princípios e valores proclamados pelo pai, o patriarca Valério Gomes, o empresário Cesar Bastos Gomes tem merecido nas duas últimas semanas cumprimentos e manifestações de aplausos por sua singular trajetória como vitorioso líder industrial catarinense.

Está celebrando 97 anos, com um robusto e exemplar legado de concretas realizações.

Entre as principais, destaca-se o vigoroso Grupo Portobello, constituído pela Portobello Indústria Cerâmica (Tijucas), Portobello Shop (Florianópolis), Pointer (Alagoas) e Portobello America (USA).

E iniciativas pioneiras com filhos e netos, criando a Multilog Logística (Itajaí), uma das maiores do gênero no Brasil; a Cidade Criativa Pedra Branca-Hurbana (Palhoça), o Passeio Cultural Primavera e a Fiori Empreendimentos (Rancho Queimado).

Neste ano, o inovador empresário tem direito a festejar outra data absolutamente excepcional e significativa: 80 anos de relacionamento com sua atual esposa, a professora Maria Helena Ramos Gomes, dos quais 74 anos de harmoniosa convivência matrimonial, numa invejável, convergente e compartilhada parceria familiar.


Pioneirismo de Cesar Gomes

Cesar Gomes nasceu em Tijucas, filho do comerciante Valério Gomes, que de forma pioneira decidiu abrir a primeira usina de cana-de-açúcar em São João Batista. Com a fusão com a Usina Adelaide (Ilhota), outra em Gaspar, nascia a Usati (Usina de Açúcar Adelaide Tijucas).

O grupo expandiu atividades até a década de 1990, com a instalação de uma refinaria. Quando as usinas foram desativadas pela impossibilidade de competição com as grandes indústrias paulistas, veio a decisão de investir em outros negócios.

Como a região possuía matéria-prima de qualidade, a nova opção industrial foi a indústria cerâmica, que florescia dinâmica na região Sul, projetando marcas tradicionais catarinenses no mercado mundial. Estudos técnicos indicavam uma indústria em Itajaí, Tijucas e até Minas Gerais, pela proximidade com o maior mercado consumidor.

Cesar Gomes decidira pela instalação em Tijucas, também por amor à sua terra natal. E repetia que seu pai “tinha grande preocupação com a melhoria das condições de vida das famílias nas margens do rio Tijucas. E isso ele passou para mim”.

Com apenas 18 anos, atuou como oficial de gabinete do deputado Leoberto Leal, e aos 21 assumiu a administração da usina de açúcar em São João Batista, com fortes vínculos comunitários.

Cesar Gomes, empresário de fino trato

Para os líderes que atuam na Fiesc, “um gentleman, um empresário de fino trato”. Sua luminosa trajetória e a forma diplomática com que se relacionou com todos produziram muitas homenagens.

A mais importante, a Comenda da Ordem do Mérito Industrial da CNI, em 2001. Fato inédito em Santa Catarina e no Brasil: o filho, Cesar Junior, recebeu a mesma condecoração da CNI em 2022.

Portobello é a maior fabricante de revestimentos cerâmicos do Brasil

Fundado há 46 anos, o Grupo Portobello desponta hoje como o maior fabricante de revestimentos cerâmicos do Brasil e dos mais inovadores do continente, exporta para mais de 60 países.

Seu fundador, Cesar Gomes, estudou no Colégio Catarinense, morou durante anos com a esposa em São João Batista, junto à usina, foi salvo com a família por um helicóptero do Ministério da Agricultura nas pavorosas enchentes de 1961, que destruíram sua residência e a fábrica. A Portobello teve escritórios no centro histórico na rua Deodoro, na rua Dib Mussi e, atualmente, na SC-401.

Para filhos, netos, bisnetos, Cesar Gomes é “um agregador”, “um exímio conciliador”, uma pessoa que aprecia conversar com todo mundo, que nas empresas conhece os mais antigos pelo nome, que sempre se preocupou com as condições de trabalho e o progresso social deles.

“Jornada Cesalena”

Uma obra, de circulação restrita, fartamente ilustrada e caprichosamente elaborada, intitulada “Cesalena”, fusão de Cesar e Helena, traçou um minucioso histórico sobre a admirável jornada percorrida pelo casal durante décadas, sempre com encontros periódicos de toda a família.

Dessa convivência, permanecem os traços do singular perfil, proclamado de forma unânime. É definido também, entre familiares e amigos, como um homem “cerimonioso, de absoluta retidão em tudo, que tem na união da família o seu maior patrimônio”.

Uma máxima que transmitiu aos descendentes, verdadeira aula de administração empresarial e pública: “Ter sempre pessoas melhores do que a gente nos acompanhando”.

Aficionado em mecânica, cogitou de cursar engenharia, mas acabou colando grau em direito. Procura sempre se atualizar em leituras, reuniões, conversas sobre as empresas, sobre a comunidade e sobre o Brasil.

Viajou por vários países e continentes, sempre ligado. Nos programas de lazer, sempre com a esposa e algumas vezes com familiares, observa tudo para extrair lições dos bons exemplos. As agendas são organizadas pela esposa Maria Helena, que cuida de todos os detalhes e costuma escrever o diário de bordo já no embarque.

Católica, dona Maria Helena dedicou-se a vários projetos sociais, entre os quais, dedicando 28 anos de permanente atividade como voluntária do Educandário Santa Catarina, em São José, instituição que garante hoje educação e assistência a 540 crianças carentes.

Case internacional e dobradinha imbatível

Cesar Gomes, durante décadas não se descuidou dos avanços tecnológicos no exterior, participando de eventos nacionais e internacionais ligados ao setor cerâmico. Nos roteiros de trabalho e lazer, adotava a máxima “ler para aprender, viajar para estudar”.

O crescimento sólido e constante da Portobello, no Brasil e no mundo, teve outros componentes, como sua presença física constante na indústria, ouvindo os técnicos e simples colaboradores.

Até recentemente, ia a Tijucas, entrava na magnífica fábrica, cumprimentava funcionários mais antigos que conhecia e pedia para acompanhá-lo, indagando, observando e procurando inteirar-se dos problemas e dos progressos.

A Cerâmica Portobello é um case internacional de sucesso, também pelo comando de Cesar Gomes Júnior, o segundo filho do casal.

Formado em Administração pela Esag e “Business Administration and Management”, pela Harvard University, e MBA na Suíça, Cesinha, como é conhecido, atua na indústria há mais de 50 anos, sendo 33 anos como presidente executivo, e mais de cinco anos como presidente do conselho.

Os dois Cesares formaram uma dobradinha imbatível: o pai, na fábrica cuidando, inovando e aprimorando os produtos cerâmicos: o filho, identificando com ações inovadoras de vendas as reais necessidades do mercado. A rigor, a Portobello produzia aquilo que mais os consumidores desejavam. E, também, criava produtos que enriqueciam os ambientes.

Diversificação de mercado

O caçula da família, Eduardo Gomes, dedicou-se ao ramo de imóveis, fundando a Fiori Empreendimentos Imobiliários, que lançou projetos em Florianópolis e tem como maior realização um maravilhoso complexo residencial e de lazer em Rancho Queimado: o Jardim da Serra e o Terramilia.

A nova relação de criativos empreendedores dos Gomes é o neto engenheiro Marcelo, que batalhou desde o início na Pedra Branca e hoje preside a Hurbana, a empresa com megaprojetos inovadores, de lazer, serviços, gastronomia, comércio e habitação. Um fenômeno!

Pais, filhos e netos, em múltiplas atividades empresariais, seguem adotando um dos princípios do patriarca Valério Gomes, como “o valor da solidariedade humana” ou “a importância de dar vida à economia das comunidades e das cidades”. E um mandamento sagrado: “Sempre queremos fazer bem feito”.

Experiência internacional e a iniciativa de criar showrooms

A nova sistemática adotada pela Portobello Shop, idealizada por Cesar Junior, a partir dos estudos na Suíça, criou uma inovadora dinâmica comercial no Brasil, fortalecendo fina sintonia entre o mercado e a fábrica.

Contou com parcerias importantes das indústrias de azulejos, eis que a empresa tijuquense produzia pisos e revestimentos cerâmicos.

O formato Portobello Shop, concebido pelo jovem presidente, teve a criativa liderança da irmã Eleonora, filha única de Cesar Gomes.

Ela estabeleceu uma excepcional rede de relacionamentos com arquitetos, decoradores e os principais técnicos e profissionais envolvidos com construção, design e decoração.

O revolucionário sistema começou com a instalação de showrooms em todos os Estados e a criação em seguida de lojas de revenda dos produtos catarinenses. Ela montou e comandou pessoalmente uma megaloja em São Paulo, que vendia por 10 unidades.

Cesar Junior também já presidiu a Anfacer (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos de Cerâmica para Revestimentos) e hoje integra o conselho. Ganhou projeção no Brasil e no exterior como um dos idealizadores da Expo Revestir, a principal feira de produtos cerâmicos.

Tijucas teve antes e depois da fundação da Portobello

A família Sgrott tem especial gratidão pelo grupo Portobello e carinho singular pelo fundador Cesar Gomes. Uilson Sgrott, o pai, com 74 anos, começou a trabalhar com o empresário na usina de açúcar em janeiro de 1975, como técnico agrícola.

Atuou em várias empresas do grupo e, sobretudo, a partir de 1991 na Portobello, com a terceirização dos serviços de transporte da fábrica. Tinha apenas um caminhão e hoje sua empresa conta com 74 veículos, além de máquinas e carros menores.

Prefeito de Tijucas entre 2001 e 2005, não se cansa de elogiar o nível de relacionamento com a empresa e profunda admiração pelo fundador.

Destaca que o município teve duas fases: antes e depois da Portobello. A indústria oxigenou várias atividades econômicas, gerou empregos diretos para a população, impulsionou o comércio e o setor de serviços.

“Cesar Gomes é um homem fantástico. Todos aqui o tem como um grande amigo de Tijucas”, afirma o vitorioso empresário Uilson Sgrott.

O filho e atual prefeito, Maickon Sgrott, revela que a Portobello é responsável por 21,23% da receita total do município. No ano passado, contribuiu com R$ 750.345.399,05, além de inúmeras empresas que ali se instalaram no ciclo econômico.

“O Cesar Gomes é um catarinense muito além de seu tempo. Uma pessoa extraordinária, muito admirado aqui em Tijucas e em Santa Catarina. Seu legado representa um rico patrimônio para as futuras gerações”, completa o chefe do Executivo.

Perfil do grupo

O Portobello Grupo é composto por quatro unidades: Portobello, com duas fábricas no Brasil, em Tijucas e Marechal Deodoro (AL); a Portobello Shop, maior rede do país com 163 lojas de design e vendas; e a Portobello America, inaugurada em 2023, em Baxter, no Tennessee.

Conta com 4.500 colaboradores e produz 45 milhões de metros quadrados por ano de produtos cerâmicos. Sua receita líquida em 2024 foi de R$ 2,4 bilhões.

Fonte: ND+

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Agronegócio, Comércio Exterior, Industria

Do agro à indústria, empresas têm vendas aos EUA suspensas antes de tarifas

Setores de pescados, suco de laranja, madeira e ferro-gusa já relatam danos a contratos quatro dias antes de taxa de 50% vigorar

Às vésperas de entrar em vigor a tarifa de 50% prometida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, empresas brasileiras do agronegócio à indústria têm contratos de exportação suspensos e embarques de mercadorias ao país norte-americano cancelados.

Um dos setores que já admite perdas é o de pescados. O presidente da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), Eduardo Lobo, disse em entrevista à CNN que “todos os embarques de mercadorias foram suspensos e pedidos foram cancelados”.

“Em vigorando a taxa de 50% ninguém vai exportar e a cadeia produtora vai travar”, completou o executivo.

Relata situação semelhante o segmento madeireiro. Paulo Roberto Pupo, superintendente da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), disse à CNN que “há alguns contratos cancelados e uma série de embarques postergados até que a situação da tarifa se defina”.

“Em função disso, várias empresas já estão diminuindo produção, cortando turnos e várias já têm anúncio de férias coletivas”, concluiu.

Já importadores norte-americanos de ferro-gusa — matéria-prima para o aço — anunciaram a suspensão de contratos com fornecedores do Brasil, segundo Fernando Varela, presidente do Sindifer (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo).

Apesar de o cancelamento de pedidos ainda não estar na mesa, Varela ressalta que empresários encaram a proximidade do prazo e a falta de resolução com temor. “Está chegando o dia e até agora não foi vista uma ação concreta de negociação por parte do governo”, opinou.

No segmento de suco de laranja, não há relatos de cancelamentos de embarque ou suspensão de contratos, segundo um representante setorial consultado pela CNN. O relato, contudo, é de que a negociação de novas vendas estão paralisadas enquanto há incertezas sobre as taxas.

Nem todos os segmentos de exportação relevante aos EUA relatam impacto, contudo. Representantes dos setores de café e de carne bovina disseram à CNN que ainda não há registro de suspensão de contratos ou cancelamentos de embarques.

O setor produtivo, por meio de associações e entidades representativas, vem pedindo ao governo federal pragmatismo nas negociações com os EUA e a extensão do prazo para o início da vigência da taxa. Auxiliares de Donald Trump reiteraram nos últimos dias que os 50% valerão em 1º de agosto.

Fonte: CNN Brasil

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Industria

Setor florestal de Mato Grosso em alerta com possível taxação dos EUA

Indústrias já enfrentam prejuízos e pedem reação estratégica do governo brasileiro

A ameaça de um aumento de 50% na taxação sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos acendeu um sinal de alerta no setor de base florestal de Mato Grosso. A medida, que pode entrar em vigor no dia 1º de agosto, já provoca prejuízos concretos às indústrias da região.

Os Estados Unidos figuram entre os principais compradores da madeira mato-grossense. Apenas nos primeiros meses de 2025, o estado exportou US$ 8,3 milhões em produtos florestais para o mercado norte-americano — o que representa 11,8% de tudo o que foi vendido pelo setor no período.

A preocupação é ainda maior nos municípios do norte do estado, como Alta Floresta, Sinop, Colniza, Aripuanã, Nova Bandeirantes e Juína. Nesses locais, a cadeia da madeira é um dos principais motores da economia local.

Diante do cenário, o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Ednei Blasius, defende uma atuação firme por parte do governo federal.

A entidade também destaca seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade e o desenvolvimento das regiões florestais, e reforça a espera de uma solução imediata para evitar danos irreversíveis à cadeia produtiva.

Fonte: Canal Rural Mato Grosso

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Comércio, Negócios

Referência em automação, Torfresma diversifica mercado e fortalece presença na América

Indústria de São Miguel do Oeste produz equipamentos robotizados para diversas linhas produtivas e exporta para países estratégicos, atendendo gigantes do setor industrial

Com forte presença em toda a América, a Torfresma, de São Miguel do Oeste, tornou-se referência em automação para indústrias de diversos setores. A origem do negócio foi um torno mecânico, adquirido por Claudimar Bortolin depois de vender seu carro Escort.  

Segundo Bortolin, a Torfresma desenvolve máquinas e equipamentos para o abate, desossa e pré-embalagem de bovinos e suínos, além da área de packing, com soluções para encaixotamento, encartuchamento e paletização que atendem indústrias de diversos segmentos.

“Quando demos início ao negócio, tínhamos um objetivo muito claro: prestar serviços de tornearia, fresagem e manutenção. Depois, entramos no ramo frigorífico, a partir de 2009, investimos em automação e começamos a desenvolver os primeiros equipamentos robóticos”, relata Bortolin. Desde o lançamento da primeira cadeira ergonômica para frigoríficos, em 1997, até a aposta na automação industrial em 2009 e o início de operações no exterior, a Torfresma já implantou 1,5 mil linhas de produção para 350 clientes. 

Alçando novos voos

Há dez anos, a indústria de São Miguel do Oeste exporta parte da sua produção para diversos países da América. “Percebi que o Brasil seria pequeno para a Torfresma”, brinca o empresário. Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile foram os primeiros destinos. “Anualmente a gente cresce dois dígitos por ano e a expectativa é seguir nessa toada, sempre com foco nos três pilares que sustentam o nosso negócio: seriedade, honestidade e comprometimento”. 

Hoje, são 500 colaboradores diretos com operações em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, além de escritórios nos Estados Unidos e no Chile. 

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior, Economia

Escalada da tensão entre Brasil e EUA eleva preocupação da indústria, diz FIESC

Setor defende o diálogo para evitar a aplicação do tarifaço — que, se for confirmado, trará consequências graves não só para o setor produtivo, mas para toda a sociedade brasileira

A escalada da tensão política entre Brasil e Estados Unidos aumentou a preocupação da indústria catarinense. O setor defende o diálogo para evitar a aplicação do tarifaço — que, se for confirmado, trará consequências graves não só para o setor produtivo, mas para toda a sociedade brasileira. O assunto foi discutido na reunião de diretoria da Federação das Indústrias (FIESC), nesta sexta-feira, dia 18.

Conforme relatos de industriais à Federação, embora ainda não estejam sendo cancelados pedidos, muitos clientes estão solicitando para que mercadorias encomendadas ainda não sejam embarcadas, até haver maior clareza sobre a situação.

“O ônus será para a sociedade. Dependemos muito dos Estados Unidos. É o destino para o qual exportamos produtos de valor agregado e que não conseguiremos redirecionar para outros mercados no curto prazo”, alertou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, ressaltando que os EUA são o principal destino dos embarques catarinenses.

No ano passado, SC exportou US$ 1,74 bilhão para os Estados Unidos. Entre os principais produtos embarcados estiveram: obras de carpintaria para construções, motores elétricos, partes de motor, madeira, transformadores elétricos e partes e acessórios para veículos.

“Reconquistar um cliente norte-americano perdido por conta de aplicação de tarifas é difícil e caro. Então, o prejuízo será enorme. Temos uma relação de 200 anos de comércio e cooperação. Não podemos perder isso”, declarou Aguiar.

Na quarta, dia 16, Aguiar reuniu-se com o vice-presidente da República e ministro de Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e defendeu o diálogo para tentar reverter os impactos do tarifaço. 

No encontro, ele salientou que retaliar seria o pior encaminhamento, pois ampliaria ainda mais os prejuízos para a indústria brasileira. “Além de tentar reduzir as tarifas, precisamos buscar alternativas como a prorrogação do prazo de início da aplicação, para haver mais tempo para as negociações e para que as empresas tenham fôlego para se reorganizar e buscar novos mercados”, disse, lembrando que a palavra de ordem é negociar. 

Fonte: FIESC

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Exportação, Industria, Internacional, Mercado Internacional

Ciudad del Este ganha nova cara com avanço da indústria e das exportações

Cidade paraguaia antes conhecida pelo comércio popular vive nova fase com crescimento industrial e aumento das exportações para o Brasil

Ciudad del Este, que sozinha responde por cerca de 10% do Produto Interno Bruto do Paraguai, é hoje “um dos centros nevrálgicos de geração de valor, produção e circulação de bens no Paraguai atual”, analisa o jornal ABC Color, em matéria especial.

Durante décadas, a cidade da fronteira paraguaia foi conhecida como sinônimo de compras, reexportação de produtos eletrônicos e dinamismo fronteiriço. Agora, avança para uma estrutura mais diversificada, com indústrias assentadas, empresas exportadoras formais e polos de investimento produtivo em crescimento, destaca o jornal.

Maquiadoras

Até março deste ano, quase metade (47%) das empresas maquiadoras do Paraguai estava instalada nesta região onde se localiza Ciudad del Este. Assim, o município se tornou o epicentro da indústria maquiadora paraguaia.

Em entrevista ao ABC Color, o vice-ministro da Indústria, Marco Riquelme, disse que “Ciudad del Este é o lugar atrativo por excelência dos maquiadores”, devido à proximidade com o Brasil — para onde a maior parte da produção é exportada — e de onde vem a maior parte das maquiadoras, atraídas pela baixa carga tributária, energia barata, capital humano, conectividade logística e segurança jurídica, completou o vice-ministro.

As exportações de indústrias maquiadoras já representam 68% de todas as manufaturas industriais do país, um crescimento de 16% no valor exportado até agosto de 2024. A balança comercial maquiadora beneficia o Paraguai, já que as empresas exportam quase o dobro do que importam.

Ciudad del Este concentra 12.627 empresas — quase a metade das mais de 26 mil ativas no departamento de Alto Paraná, segundo dados ainda de 2024.

O comércio, por sua vez, segue em alta, com investimentos cada vez maiores em grandes empreendimentos. Só o grupo Cellshop investiu US$ 40 milhões em seu projeto. Calcula-se que mais de US$ 3,3 bilhões em produtos importados pelo regime do turismo de compras circularam em Ciudad del Este em 2023.

Mas nem tudo são flores. Diz o ABC Color que “o crescimento sustentado de Ciudad del Este enfrenta desafios estruturais: a falta de estatísticas urbanas precisas, as lacunas no planejamento territorial, a pressão migratória interna e os atrasos na infraestrutura social continuam limitando seu salto qualitativo”.

E ressalva, para finalizar: “Ainda assim, o potencial para se tornar uma cidade logística, produtiva e financeiramente integrada à região é real”.

Fonte: Porta da Cidade

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