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Neivor Canton receberá a comenda máxima da indústria brasileira

Indicado pela FIESC, o diretor-presidente da Aurora Coop será agraciado com a Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria, durante solenidade no dia 27 de junho, em Florianópolis

O industrial Neivor Canton, diretor-presidente da Aurora Coop, receberá a Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) — a comenda máxima da indústria brasileira. O nome de Canton foi indicado pela Federação das Indústrias (FIESC) e o anúncio foi realizado nesta terça-feira, dia 29. A comenda será entregue no dia 27 de junho, durante solenidade, em Florianópolis.

“É uma justa homenagem a uma das principais referências do cooperativismo catarinense e brasileiro, com longa trajetória dedicada ao setor. Hoje, Neivor está à frente do terceiro maior grupo agroindustrial de proteína animal do país e lidera a ampliação da presença global da companhia, com a abertura de uma unidade em Shanghai, na China, ainda em 2025”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Neivor, natural de Ipumirim, é graduado em Direito e especializado em direito tributário e em direito administrativo. É vice-presidente para assuntos estratégicos da FIESC e presidiu entidades como: a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia).

Fonte: FIESC

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Comércio, Internacional, Negócios

Sem indústria, não há como se tornar uma grande potência, diz professor HOC

Em reunião de diretoria da FIESC, ele destacou que os conflitos internacionais e a guerra tarifária têm levado economias desenvolvidas a olhar além do custo de produção de um país e incorporar o fator geopolítico na tomada de decisão

Em reunião de diretoria da Federação das Indústrias (FIESC), o cientista político Heni Ozi Cukier, o professor Hoc, disse que um país não consegue se tornar uma grande potência sem a participação da indústria. Ele destacou que os conflitos internacionais e a guerra tarifária em curso têm levado as economias desenvolvidas a olhar não somente os custos de produção para produzir em um país, mas incorporado o fator geopolítico na tomada de decisão de investimentos.

Um exemplo concreto disso é o anúncio recente da Apple de que planeja produzir a maioria dos iPhones na Índia para reduzir a dependência da China e mitigar os riscos associados às tarifas e às tensões geopolíticas.

Em sua palestra, realizada nesta sexta-feira, dia 25, em Florianópolis, Hoc explicou que o pano de fundo que motivou a guerra comercial é o desequilíbrio comercial mundial, muito influenciado pelo avanço econômico da China e a consequente perda de espaço da indústria norte-americana. 

“Os Estados Unidos identificaram um problema e ele é real: existe um grande desequilíbrio no comércio internacional, criado por medidas adotadas por países como a China, que tem excesso de capacidade produtiva e não tem um mercado interno capaz de absorver essa produção”, explicou, lembrando que, quando não se consegue absorver, ou se fecha fábricas e se entra numa recessão econômica ou se encharca outros países com seus produtos.

“E isso é uma maneira de exportar desemprego porque em vez de você reduzir a sua capacidade produtiva e criar desemprego internamente, você joga o desemprego para outro país. E esse é o diagnóstico do que está acontecendo com o comércio internacional”, salientou. 

Essa situação afeta principalmente os Estados Unidos e a sua indústria. E esse setor é o mais estratégico por duas questões: primeiro, do ponto de vista econômico, é o que produz a maior eficiência econômica e traz a fronteira da tecnologia. “O segundo ponto é que você não se torna uma grande potência e não vence um confronto militar se não tiver uma indústria”, disse. 

Fonte: FIESC

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