Industria

Na FIESC, indústria catarinense apresenta soluções estratégicas para defesa nacional

Projetos em áreas como energia, nanotecnologia, bioproteção e defesa balística receberam fomento de de R$ 6,3 milhões em recursos de subvenção

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) reuniu representantes de 13 empresas catarinenses contempladas na primeira edição do Edital Estímulo a Tecnologias de Interesse para a Soberania e Defesa Nacionais, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O encontro ocorreu nesta terça-feira (16) para apresentação dos resultados dos projetos.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, recebeu os convidados e reforçou que os projetos apresentados tiveram origem na SC Expo Defense de 2024. “Foram ideias que ganharam apoio, viraram pesquisa aplicada e agora estão virando resultado de verdade. Tem inovação em várias áreas: energia, nanotecnologia, bioproteção, defesa balística. E tudo isso feito por 13 empresas catarinenses. É motivo de muito orgulho para nós”, frisou.

Fábio Wagner Pinto, presidente da Fapesc, afirmou que o governo tem olhado com especial atenção para a indústria. “Fomos instigados a estruturar um edital voltado à defesa e inovação. Queremos continuar nos aproximando da indústria e do setor de defesa para fortalecer o nosso desenvolvimento e a nossa soberania nacional; São tantas as possibilidade de atuar junto às Forças Armadas, então é oportuno apoiar esse movimento por meio de fomento”.

O contra-almirante Charles Conti, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Produtos de Defesa, também ressaltou que Santa Catarina tem demonstrado que a indústria está pronta para atender o setor de defesa. O general de Divisão do Exército Brasileiro, Armando Morado Ferreira, reforçou que toda a ajuda é bem-vinda para fortalecer temas de defesa, um desafio acatado pela FIESC e pela Fapesc.

O edital, lançado durante a edição 2024 da SC Expo Defense, destinou R$ 6,3 milhões em subvenção econômica a projetos de até R$ 500 mil, vigentes entre novembro de 2024 e novembro de 2025. O objetivo é fomentar soluções capazes de fortalecer a defesa nacional por meio do desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, estimulando a modernização, a digitalização de processos e a participação da indústria catarinense em projetos estratégicos.

Entre os projetos apresentados estão:

  • TechPain (Florianópolis) – Nanotecnologia aplicada ao tratamento da dor.
  • Polar Sapiens (Florianópolis) – Protocolos de biossegurança e bioproteção.
  • Hidrológica (Lages) – Sistema de previsão de eventos climáticos extremos.
  • MEV Tech (Florianópolis) – Módulo de bateria para acionamento elétrico de motor foguete.
  • Green Innovation (São João do Sul) – Pacotes de baterias de estado sólido para energias renováveis.
  • Cetarch (Criciúma) – Materiais compósitos de alta performance para proteção balística.
  • TNS Nanotecnologia (Florianópolis) – Fardas autolimpantes com nanotecnologia.
  • Cellep Biotecnologia (Florianópolis) – Desenvolvimento de insumos bioativos para saúde e defesa.
  • Evolusis (Joinville) – Sistemas inteligentes para monitoramento ambiental e de fronteiras.
  • Tesseract Defense (Blumenau) – Soluções em drones de reconhecimento com autonomia ampliada.
  • NanoAlvo (Florianópolis) – Nanopartículas para aplicações em bioproteção.
  • HydroSafe (Itajaí) – Tecnologias de purificação e monitoramento de água em campo.
  • PhotonTech (São José) – Dispositivos ópticos para comunicação segura em ambientes militares.
     

Participaram lideranças da indústria, FIESC, Fapesc e do Ministério da Defesa, que acompanharam a avaliação das iniciativas.

Fomento à pesquisa

Nesta quarta-feira (17), na abertura do Seminário Pró-Pesquisa, a Fapesc lança novo edital para fomento à pesquisa em SC, com foco nas áreas de engenharias, ciências biológicas, ciências da saúde, ciências exatas e da Terra, ciências humanas e outras. Serão mais R$ 6 milhões em recursos destinados a pesquisadores vinculados a Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) públicas ou privadas sem fins lucrativos, sediadas e com CNPJ no estado de Santa Catarina. O valor máximo por projeto é de R$ 500 mil. A expectativa da Fapesc é divulgar o resultado no primeiro trimestre de 2026.  

Fonte:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional

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Comércio Exterior

Tarifaço: indústria nacional de madeira demite 4 mil pessoas e coloca 5,5 mil em férias coletivas

Um mês e uma semana após a entrada em vigor do tarifaço de 50% imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros, fabricantes de molduras, itens de marcenaria e madeira processada — que têm no mercado americano seu principal destino — já registraram 4 mil demissões, colocaram 5,5 mil funcionários em férias coletivas e suspenderam temporariamente o contrato de 1,1 mil trabalhadores, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci).

O setor emprega diretamente 180 mil pessoas no País e a maior parte dos fabricantes afetados pela sobretaxa está nos Estados do Sul, Paraná e Santa Catarina, sobretudo em pequenos municípios. Caso o tarifaço continue, a entidade prevê mais 4,5 mil demissões nos próximos 60 dias.

Segundo a Abimci, os cortes no emprego refletem a retração nas exportações de madeira industrializada para os EUA. Após o anúncio do tarifaço em julho, diz a entidade, os contratos e os embarques começaram a ser cancelados. Também houve queda no fechamento de novos contratos.

Exportações despencam

O resultado do tarifaço é que as exportações de alguns dos principais produtos de madeira processada para os Estados Unidos em agosto despencaram. Caíram entre 35% e 50% na comparação com julho, informa a entidade.

Paulo Pupo, superintendente da Abimci, diz que a entidade foi inúmeras vezes a Brasília para participar de reuniões como ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que sempre demonstrou boa vontade, mas não houve ação efetiva para reverter a situação.

Puppo diz que o setor espera que tratativas ocorram em regime de urgência, porque é função do governo federal estar à frente nas negociações das tarifas, uma vez que é muito difícil o setor fazer inclusões nas ordens executivas. “É de responsabilidade do governo federal o avançar (nas negociações) para estacar o grande número de demissões que estamos tendo.”

No ano passado, os Estados Unidos importaram US$ 1,6 bilhão de madeira industrializada. Nesse grupo existem produtos para finalidades diferentes na construção civil, como compensado laminado, moldura muito usada nas casas americanas, madeira serrada para cerca, pellets, portas e pisos, por exemplo.

Os EUA concentram, em média, 50% das compras da produção nacional. Em alguns segmentos, a dependência é ainda maior, com 100% das vendas voltadas exclusivamente ao mercado americano.

Fonte: Estadão

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Industria

Avança a elaboração da política industrial rumo a 2050

O Ministério da Indústria, Energia e Mineração (MIEM) realizou o segundo Conselho da Indústria, uma reunião mensal com representantes do setor privado, sindicatos, academia e autoridades do Ministério do Trabalho e Seguridade Social (MTSS); com o objetivo de desenhar uma política industrial de médio e longo prazo até 2050.

A ministra Fernanda Cardona e o diretor de Indústria, Adrián Míguez, lideraram o encontro no LATU, onde os participantes visitaram o Centro Tecnológico do Plástico, o Centro de Automação Industrial e Mecatrônica (Caime) e o Centro de Desenvolvimento de Conteúdos da Dinatel. Cardona destacou a importância de articular o setor privado, os trabalhadores e a academia em torno de uma visão integrada e territorial.

Durante o encontro, foi apresentado um projeto conjunto de diagnóstico da indústria manufatureira, elaborado pela CIU, pelo Instituto Cuesta Duarte do Pit-Cnt e pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (Inefop). Esse documento permitirá identificar necessidades de produtividade, capacitação e mapeamento territorial dos trabalhadores industriais.

Está previsto analisar 12 núcleos industriais, incluindo metal-mecânico, vestuário e calçados, farmacêutico, cárneo e lácteo, com o objetivo de propor medidas que fortaleçam a competitividade regional e nacional.

O registro de trabalhadores industriais também busca facilitar a reinserção no mercado de trabalho, especialmente após o fechamento da empresa japonesa de autopeças Yazaki em Colônia e Las Piedras, que afetou cerca de 1.100 trabalhadores. Segundo Danilo Dárdano, presidente da Confederação de Sindicatos Industriais (CSI), avalia-se a extensão de benefícios e também programas de capacitação para quem está em seguro-desemprego.

Fonte: Todo Logistica News

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Industria

BNDES apresenta novas linhas de fomento à indústria na FIESC

Evento no dia 17/09 traz detalhes de programas de apoio a exportadoras, inovação e indústria 4.0 e Nova Indústria Brasil; encontro será transmitido pelo YouTube da FIESC.

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) recebe, no próximo dia 17 de setembro, às 14h, o Diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon. O executivo apresenta o papel estratégico do BNDES na Nova Indústria Brasil e as novas oportunidades de financiamento para o setor industrial, em três programas:

  • Brasil Soberano: R$ 40 bilhões para apoiar exportadores impactados pelas tarifas norte-americanas. Com taxas diferenciadas de até 0,58% ao mês, oferece suporte essencial para empresas que tiveram perdas superiores a 5% do faturamento.
  • Crédito Indústria 4.0: Nova linha de R$ 10 bilhões do BNDES + R$ 2 bilhões da Finep para modernização do parque industrial brasileiro, com foco na difusão de equipamentos que aumentam a produtividade e reduzem o impacto ambiental.
  • Nova Indústria Brasil (NIB): R$ 300 bilhões com foco em quatro eixos estratégicos: inovação e digitalização, exportação, sustentabilidade e produtividade.

As inscrições podem ser feitas no link. O evento será híbrido, na sede da FIESC em Florianópolis e com transmissão pelo YouTube.
 

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Economia, Industria

Indústria manufatureira desacelera mais do que o PIB

Enquanto o PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores, indústria da transformação registrou queda de 0,5%, refletindo aumento do custo do crédito e da inadimplência

A política monetária mais contracionista vem surtindo efeito na atividade econômica, tanto que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou desaceleração para 0,4% em relação à alta de 1,4% nos três meses anteriores;

Entre os setores mais afetados pelos impactos dos juros mais elevados está a indústria da transformação, que registrou queda pelo segundo trimestre seguido e ainda teve uma contração mais profunda do que a do PIB, de 0,5%.

Enquanto isso, na média, o setor industrial apresentou variação positiva de 0,5% de abril a junho, na comparação com os três meses anteriores. Especialistas destacam os juros altos e o aumento do endividamento das famílias como fatores para que o consumo de bens duráveis encolha, afetando os dados da indústria da transformação.

Conforme dados do Banco Central, divulgados na semana passada, as novas concessões de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) recuaram 2% nas operações de empréstimos para as famílias, somando R$ 644,1 bilhões. No acumulado do ano até julho, as novas contratações nominais avançaram 12,3% no volume total, mas com as concessões às famílias crescendo em ritmo menor, de 9,5%. Os dados do BC ainda mostram que a inadimplência vem crescendo de forma expressiva. Em julho, chegou a 5,2%, patamar mais elevado desde novembro de 2017.

No primeiro trimestre, a indústria de transformação recuou 1% em relação aos três meses anteriores, enquanto o PIB avançou 1,4% na mesma base de comparação. De acordo com analistas, no segundo trimestre, a indústria seguirá em queda, puxada por esse ramo de atividade. Os setores mais sensíveis à política monetária vêm enfraquecendo, com destaque aos bens de capital e bens de consumo duráveis.

Entidades do setor produtivo, como Confederação Nacional da Indústria (CNI) e coligadas, seguem criticando o atual patamar da taxa básica da economia (Selic), de 15% ao ano, e defendem que o Banco Central já deveria ter iniciado o ciclo de cortes de juros. Analistas, no entanto, estimam que a Selic só deverá começar a cair no início de 2026, em grande parte, devido ao desarranjo das contas públicas que tende a limitar o impacto da política monetária.

Perspectivas

Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento prevê recuo de 1% a 2% na produção do setor neste ano por conta dos juros mais altos. A maioria das vendas de eletrodomésticos da linha branca e da linha marrom e bens duráveis em geral, depende do crédito, porque é feita de forma parcelada. Além disso, ele ressaltou que, neste ano, não há os mesmos estímulos do governo de 2024, como o Desenrola (programa de renegociação de dívidas). “O setor teve uma boa performance em 2024, mas, neste ano, com os juros mais elevados e o endividamento das famílias está aumentando e a inadimplência também, estamos prevendo queda”, disse.

De acordo com Nascimento, o impacto do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 50% sobre os produtos brasileiros nas indústrias do setor de eletroeletrônico no país é pequeno, porque as vendas para o mercado norte-americano “não chegam a 1% da produção nacional”.

E analistas alertam que a inadimplência já está nos maiores patamares do atual governo, dando sinais de que não deve parar de subir, mesmo com os estímulos para o crédito consignado para o trabalhador privado podem não garantir um avanço maior para a indústria. “De fato, já vemos taxas atualizadas negativas no volume de concessões de crédito de recursos livres também em julho, na recente nota de crédito divulgada nesta semana pelo Banco Central”, destacou Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos.

 “As nossas exportações para os EUA são muito pequenas, e o tarifaço não impacta o nosso negócio. Mas, se houver reciprocidade do governo brasileiro, aí, sim, nossos insumos, como semicondutores e compressores, terão os preços elevados”, afirmou. Contudo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou recentemente ao governo norte-americano que começou os estudos para adotar medidas de reciprocidade.

O presidente da Eletros ainda demonstrou otimismo de que as conversas do setor com o governo para a adoção de políticas públicas visando estimular a troca de eletrodomésticos mais eficientes, tanto no consumo de energia, quanto no consumo de água na produção, além do estímulo fiscal para as famílias de baixa renda mobiliarem as residências adquiridas por meio do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), devem ser retomadas no fim deste ano ou no início do ano que vem. “Estamos tentando retomar as conversas com o governo para essas políticas e buscamos também ampliar os estímulos para a logística reversa, dando destinação mais adequada aos aparelhos antigos na hora da troca”, destacou. 

Fonte: Correio Braziliense


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Industria

IPP: inflação da indústria caiu 0,30% em julho, segundo dados do IBGE

Com 6º resultado negativo seguido, índice acumula queda de 3,42%

O IPP, Índice de Preços ao Produtor, conhecido como a inflação da indústria ou de “porta de fábrica”, por considerar os preços sem impostos e fretes, caiu 0,30% em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo IBGE.

É o sexto resultado mensal negativo seguido, que faz com que o índice acumule uma queda de 3,42% em 2025. Já no resultado dos últimos 12 meses até julho, o índice tem alta de 1,36%.

Analisando as atividades pesquisadas, houve um equilíbrio entre resultados positivos e negativos, segundo o gerente da pesquisa, Murilo Alvim:

“Com 12 delas apresentando menores preços em julho, na comparação com o mês anterior, assim como também 12 atividades atividades apresentaram maiores preços, mas as duas principais influências tiveram variações negativas, o que ajuda a explicar o resultado geral da indústria. Pelo terceiro mês seguido, o setor de alimentos foi o que mais influenciou o resultado do IPP no mês. A atividade foi puxada pelos menores preços de diversos produtos, com destaque para o açúcar e o café. O recuo observado nos açúcares está em linha com a queda dos preços internacionais.”

Já o café tem seus menores preços explicados pelos custos de produção mais baixos. Por outro lado, a alta dos minérios de ferro, um movimento que acompanhou a cotação no mercado internacional, foi a principal responsável pelo resultado do setor extrativo, que seguiu na direção contrária da média da indústria e apresentou alta de 2,42% no mês, sendo a principal influência positiva no resultado geral do IPP.

Fonte: Agência Brasil

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Industria

Missão da indústria aos EUA abre oportunidades para acordos futuros, avalia Fiesc

Representante de SC na comitiva da CNI, o 1º vice-presidente da Fiesc, André Odebrecht, avalia que a série de reuniões permitiram maior entendimento sobre o mercado dos EUA

Apesar da questão política ainda impedir um acordo entre Brasil e Estados Unidos para reduzir a tarifa de 50%, a missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) a Washington quarta e quinta-feira (03 e 04) desta semana teve resultados positivos na avaliação do 1º Vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), André Odebrecht. Ele destaca que o grupo de industriais do Brasil participou de reuniões com diversas lideranças americanas representantes do Congresso, Câmaras de Comércio, órgãos do governo, associações setoriais e clientes de empresas brasileiras.

– Todos estes protagonistas estão mais bem informados sobre o ambiente de negócios brasileiro, a qualidade dos produtos e a capacidade de inovação e competitividade de nossas indústrias. Além disso, estão cientes do risco que a ausência de produtos brasileiros em algumas cadeias produtivas ou mercados consumidores pode provocar tanto do ponto de vista de perda de qualidade como da diminuição da concorrência e seus potenciais efeitos negativos sobre a economia norte-americana – destacou Odebrecht.

De acordo com o industrial catarinense, integrantes da missão concluíram que falta muita informação sobre a realidade brasileira em Washington. Além disso, o setor industrial do Brasil precisa acompanhar as investigações que o governo americano está realizando nas seções 232 e 301.

O grupo pôde acompanhar, na quarta-feira (03), uma defesa oral em favor do Brasil, feita pelo embaixador Roberto Azevêdo. Foi no escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a investigação aberta na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Para Odebrecht, a série de contatos feitos pelos industriais durante essas visitas abre caminhos para futuras negociações, “quando o ambiente político estiver mais favorável”.

Os empresários da missão aproveitaram esses contatos para mostrar o quanto boa parte das empresas brasileiras exportadoras são inovadoras e estratégicas ao mercado americano.

Odebrecht destacou também o fato de empresários dos EUA serem os que mais investem no Brasil e, também, o aumento de investimentos de empresas brasileiras nos EUA, em especial indústrias.

Os Estados Unidos são o país com o maior montante de investimentos privados no Brasil, mas os investimentos diretos de empresas brasileiras também cresceram no mercado americano. Desde 2019, o país ocupa a 5ª posição entre os principais destinos de investimento do Brasil.

Presidente da CNI avalia missão

Líder da missão empresarial aos EUA, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse ao jornal O Globo, que os presidentes dos dois países – Brasil e EUA – precisam conversar para buscar uma redução de tarifas. Segundo ele, isso deve ser encaminhado após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.  

A missão empresarial da CNI foi integrada por 130 empresários e líderes de associações setoriais e incluiu agendas nesta quarta e quinta-feira (03 e 04 de setembro). O objetivo foi abrir caminhos para reverter a taxa de 50% a produtos brasileiros nos EUA.

Empenho frente ao tarifaço

O forte empenho da diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina na busca de solução para o tarifaço tem mais de uma razão. A primeira é porque os EUA são o maior mercado exportador da indústria catarinense e diversas empresas estão sem poder vender para aquele mercado deste a entrada em vigor da taxação de 50%.

Outra razão é que, tanto o presidente da entidade, Gilberto Seleme, quanto o 1º vice-presidente, André Odebrecht, são acionistas e líderes de empresas que exportam para os Estados Unidos. Por isso, conhecem praticamente todos os desafios do tarifaço.

Fonte: NSC Total

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Investimento

Investimento chinês dobra no Brasil, que agora é o terceiro principal destino

“É excelente a entrada da China. Vai promover um choque de competitividade com outras empresas no setor brasileiro industrial”, disse Uallace Moreira, chefe de desenvolvimento industrial do MDIC

O Brasil se tornou o terceiro maior destino de investimentos chineses no mundo e o número 1 fora da Europa, segundo um novo estudo, com dezenas de projetos em diversos setores atraindo US$4,2 bilhões no ano passado, em meio ao fortalecimento dos laços diplomáticos.

O estudo do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC), um centro de estudos, mostrou que o investimento direto chinês no Brasil mais que dobrou em 2024 em relação a 2023, com empresas investindo tanto em projetos de energia quanto em novas áreas como carros elétricos.

“É excelente a entrada da China. Vai promover um choque de competitividade com outras empresas no setor brasileiro industrial”, disse Uallace Moreira, chefe de desenvolvimento industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). “Mas a gente precisa ir além e fazer com que esses investimentos desenvolvam as cadeias produtivas aqui”, acrescentou.

Muitas fábricas chinesas no país ainda importam peças fabricadas na China para montagem final no Brasil, incluindo algumas montadoras de carros elétricos. Esse tipo de investimento gera menos empregos e estimula menos fábricas novas ao longo das cadeias produtivas, que são essenciais para o crescimento econômico, segundo Moreira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chinês, Xi Jinping, se encontraram duas vezes no último ano, anunciando parcerias em diversos setores, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a guerra comercial, impondo tarifas elevadas sobre produtos de ambos os países.

Empresas chinesas têm buscado expandir seus negócios no Brasil e em outras economias em desenvolvimento, à medida que recuam dos Estados Unidos, disse Tulio Cariello, autor principal do estudo do CEBC, destacando que os investimentos chineses nos EUA atingiram apenas US$2,2 bilhões no ano passado.

“É uma tendência causada por essas tensões geopolíticas”, afirmou ele.

Ainda assim, os Estados Unidos continuam sendo a maior fonte de investimento estrangeiro direto no Brasil, com US$8,5 bilhões enviados no ano passado, segundo dados do governo. O investimento chinês no Brasil e em muitos outros países também está abaixo dos níveis anteriores.

Entre 2015 e 2019, empresas chinesas investiram em média US$6,6 bilhões por ano no Brasil. Mas Cariello explicou que muitos desses investimentos foram direcionados a poucos projetos gigantes de petróleo e energia, como linhas de transmissão e campos de petróleo offshore.

Agora, empresas chinesas estão investindo em um número recorde de 39 projetos no Brasil, em uma gama mais diversificada de setores, colocando o país atrás apenas do Reino Unido e da Hungria como destino global de capital chinês, segundo o CEBC.

O Brasil havia ocupado a nona posição entre os destinos globais em 2023 e 2022, de acordo com o estudo.

Por exemplo, as empresas de tecnologia Meituan e Didi entraram no setor de entrega de alimentos este ano, observou Cariello.

Moreira, do Ministério do Desenvolvimento, disse que muitas empresas chinesas ainda enfrentam dificuldades no Brasil devido às cadeias produtivas mais caras, ao sistema tributário complexo e às leis trabalhistas mais rigorosas.

Neste ano, procuradores processaram a montadora chinesa BYD após autoridades resgatarem 163 trabalhadores que teriam sido submetidos a condições análogas à escravidão em uma fábrica que a empresa está construindo no Brasil. A empresa negou qualquer irregularidade.

Fonte: InfoMoney

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Industria

Produção industrial recua 0,2% em julho e acumula efeitos do juro alto

Setor chega a quatro meses sem crescimento

A produção da indústria no país recuou 0,2% na passagem de junho para julho. Com esse resultado, o setor chega a quatro meses seguidos sem crescimento, o que é explicado pelo ambiente de juro alto.

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (3) pela Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De abril a julho, a indústria acumula perda de 1,5%, sendo quedas em abril (-0,7%) e maio (-0,6%) e estabilidade em junho (0%). A última vez que o parque industrial brasileiro somou quatro meses sem expansão foi entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023.

Em relação a julho de 2024, a produção da indústria nacional mostra avanço de 0,2%. Nos últimos 12 meses, o setor apresenta expansão de 1,9%.

O resultado de julho deixa o setor 1,7% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 15,3% abaixo do nível recorde já alcançado, de maio de 2011.

Em relação ao patamar final de 2024, o setor teve expansão de 0,3%.

Efeito do juro alto
De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o cenário predominante negativo desde abril é explicado pela política monetária restritiva, ou seja, os juros altos, ferramenta do Banco Central (BC) para tentar conter a inflação.

“Em termos conjunturais, destacam-se os efeitos de uma política monetária mais restritiva – que encarece o crédito, eleva a inadimplência e afeta negativamente as decisões de consumo e investimentos. Esses fatores contribuíram para limitar o ritmo de crescimento da produção industrial no período, refletindo-se em resultados mais moderados frente aos meses anteriores”, analisa Macedo.

Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o patamar mais alto desde julho de 2006. Os juros altos têm o efeito de desestimular o consumo e o investimento para esfriar a economia e diminuir a procura por bens e serviços, consequentemente, tirando força da inflação.

Em julho, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mostrou acúmulo de 5,23% em 12 meses, fora da meta do governo 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, indo até 4,5%.

A taxa está acima do teto desde setembro de 2024 (4,42%). Em abril, chegou a 5,53%, o ponto mais alto desde então. 

Setore
Na passagem de junho para julho, o IBGE identificou queda em 13 das 25 atividades industriais. Os destaques negativos foram:

  • metalurgia (- 2,3%)
  • outros equipamentos de transporte (-5,3%)
  • impressão e reprodução de gravações (-11,3%)
  • bebidas (-2,2%)
  • manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,7%)
  • equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2%)
  • produtos diversos (-3,5%)
  • produtos de borracha e de material plástico (-1%)

Entre as atividades com alta na produção, os principais impactos positivos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,9%), alimentícios (1,1%), indústrias extrativas (0,8%) e produtos químicos (1,8%).

Em relação às grandes categorias, bens de consumo duráveis (-0,5%) e bens de capital (-0,2%) registraram altas na passagem de junho para julho. Bens de capital são máquinas e equipamentos.

Por outro lado, bens intermediários, ou seja, que serão transformados em outros produtos, cresceram 0,5% e bens de consumo semi e não duráveis aumentaram 0,1%.

Tarifaço
De acordo com André Macedo, o resultado de julho teve reflexos também do tarifaço americano, que só começou na primeira semana de agosto. Isso se explica pelo fato de que a ameaça de taxação das exportações brasileiras para os Estados Unidos mexeu com expectativas e decisões futuras de empresários, principalmente os que têm atividades voltadas para o mercado externo.

Macedo ressalta que a predominância negativa desde abril é fundamentada pela política de juros.

“Dentro do resultado geral, [o tarifaço] não tem muita importância no momento”, disse.

Fonte: Folha de Pernambuco

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Industria

Tarifaço azeda de vez o humor da indústria brasileira, mostra CNI

Entre junho e agosto o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das empresas exportadoras caiu

O mau humor entre os exportadores  supera o pessimismo que já domina a indústria. Os exportadores brasileiros registraram índice de confiança inferior ao das indústrias que dependem apenas do mercado interno. O dado foi divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira, 1º.

Entre junho e agosto, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das empresas exportadoras caiu de 50,2 para 45,6 pontos, ficando  abaixo da linha de 50 que separa confiança de falta de confiança. Desde o dia 6 de agosto metade de tudo que o país exporta para os Estados Unidos está pagando nova tarifa de 50% O cenário de incerteza se amplia com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, previsto para esta semana, já que o tarifaço imposto ao Brasil tem forte motivação política.

Inversão

A queda ocorreu em duas etapas. Em julho, o ICEI recuou 1,7 ponto. Com a entrada em vigor do tarifaço americano sobre parte dos produtos brasileiros, em agosto, houve nova redução de 2,9 pontos, segundo a CNI.

O  movimento, segundo o gerente da pesquisa, altera o padrão em que exportadores costumavam apresentar indicadores acima da média. “As taxas de juros elevadas penalizam o consumo dentro do país. Mas as empresas exportadoras, com a opção de vender para o exterior, contornavam a queda da demanda no mercado doméstico e, por isso, mostravam confiança superior à média da indústria”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Agora o ICEI dos exportadores (45,6) ficou abaixo do ICEI geral (46,1), que  está em nível de falta de confiança há oito meses.

O resultado pesa no Índice de Expectativas, que mede a confiança em relação ao futuro da economia e dos próprios negócios, que recuou 5 pontos no período, de 52,2 para 47,2 pontos.

Fonte: Veja

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