Importação

Alta nas importações de trigo expõe escassez no Brasil

Brasil importou 487,04 mil toneladas de trigo em junho

A indústria moageira brasileira tem aumentado a importação de trigo, principalmente da Argentina. A medida busca contornar a escassez de oferta interna e antecipar possíveis impactos da redução de área cultivada na safra atual. A movimentação acende o alerta para a dependência externa do país em um momento de incertezas no mercado nacional.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o Brasil importou 487,04 mil toneladas de trigo em junho, sendo que 94,1% desse volume teve origem na Argentina — cerca de 458,18 mil toneladas. O Paraguai foi responsável por 5,9% do total, com 28,85 mil toneladas embarcadas. No acumulado do primeiro semestre de 2025, o volume importado somou 3,58 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 6,3% em relação ao mesmo período de 2024.

O movimento reflete, além da baixa disponibilidade interna, a estratégia dos moinhos em se antecipar a uma possível redução na produção nacional. A perspectiva de menor área cultivada, somada a fatores climáticos e incertezas econômicas, tem levado os agentes a buscar segurança no abastecimento via importação.

Mesmo com o aumento na entrada do cereal no país, os preços domésticos seguem em queda. Levantamentos do Cepea apontam que o recuo é influenciado pela pressão do câmbio e pela menor atuação dos compradores no mercado. A desvalorização tem gerado cautela por parte dos vendedores, que preferem adiar negociações à espera de melhores condições.

Esse cenário reforça a sensibilidade do mercado brasileiro de trigo às dinâmicas externas, especialmente à produção argentina. O país vizinho, historicamente o principal fornecedor de trigo para o Brasil, mantém sua posição estratégica no abastecimento nacional.

Nos próximos meses, o comportamento cambial e a evolução da safra nos países do Mercosul devem continuar influenciando os preços internos e o ritmo das importações. A atenção também se volta à nova temporada brasileira, que ainda apresenta incertezas quanto à área e produtividade.

Fonte: AgroLink

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Importação

ANMAT não intervirá nas importações de determinados produtos

A agência não intervirá nos procedimentos de autorização de importação de cosméticos, produtos de limpeza doméstica e de higiene

Em 9 de junho de 2025, a Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT) da Argentina emitiu a Regulação 4033/2025, publicada no Diário Oficial em 10 de junho de 2025. A regulação estabelece que a ANMAT não intervirá nos procedimentos de autorização de importação iniciados por estabelecimentos autorizados para produtos cosméticos, produtos de limpeza doméstica, produtos de higiene bucal, produtos higiênicos descartáveis de uso externo e produtos higiênicos de uso intravaginal importados para serem comercializados ou distribuídos gratuitamente.

A ANMAT também não intervirá nos procedimentos de importação desses produtos quando se tratar de amostras exclusivamente para exposições ou demonstrações com fins de viabilizar operações comerciais, amostras destinadas a laboratórios de ensaio, produtos doados e matérias-primas destinadas às indústrias desses produtos.

A regulação determina que os estabelecimentos que importam tais produtos devem apresentar — no prazo de 48 horas após a nacionalização dos produtos — a Notificação de Importação (uma declaração juramentada) por meio da Plataforma de Procedimentos à Distância (TAD). Da mesma forma, tanto os estabelecimentos importadores quanto os produtos correspondentes devem cumprir as normas sanitárias aplicáveis.

A medida faz parte de uma estratégia mais ampla para simplificar os processos administrativos e economizar recursos.

A Regulação 4033/2025 entrará em vigor 30 dias após sua publicação no Diário Oficial.

Fonte: Marval

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Comércio, Importação

BYD Vai Começar a Montar Veículos na Bahia, Reduzindo Importações

Para se antecipar a tarifas mais altas, BYD enviou cerca de 22 mil carros da China ao Brasil nos cinco primeiros meses de 2025

A BYD está prestes a iniciar a montagem de veículos elétricos em uma nova fábrica no Brasil, possivelmente já neste mês, disse seu principal executivo no país, buscando reduzir importações à medida que as tarifas começam a subir em seu maior mercado fora da China.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, disse que o objetivo é montar cerca de 50.000 carros este ano na fábrica na Bahia a partir de kits importados, acrescentando que está negociando uma alíquota de imposto menor para esses veículos.

“Devemos inaugurar nos próximos dias”, disse Baldy em uma entrevista no final da sexta-feira, sem especificar uma data, pois as aprovações regulatórias finais ainda estão a caminho. “O que tínhamos para este ano já foi importado para que a gente pudesse aproveitar (o momento), antes do aumento do imposto de importação que aconteceu no dia 1 de julho.”

Para aproveitar tarifas temporariamente mais baixas, a BYD havia enviado uma grande quantidade de carros acabados para o Brasil este ano, cerca de 22.000 veículos da China nos primeiros cinco meses do ano, de acordo com cálculos da Reuters.

Isso gerou reclamações na indústria automotiva brasileira de que a BYD estivesse privilegiando a fabricação chinesa em detrimento da produção de sua nova fábrica na Bahia, onde uma investigação trabalhista e fortes chuvas afetaram os planos.

Um secretário de trabalho estadual disse em maio que a fábrica só estaria “totalmente funcional” no final de 2026. No entanto, Baldy disse que a fábrica está na direção de iniciar a produção local completa em julho de 2026, após montar veículos a partir de kits “complete knock down” (CKD) pelos próximos 12 meses.

Uma vez totalmente operacional, disse ele, o complexo em Camaçari deve gerar até 20.000 empregos diretos e indiretos.

As altas expectativas para a operação, no local de uma antiga fábrica da Ford assumida pela BYD em 2023, foram abaladas em dezembro, quando o Ministério Público do Trabalho apresentou acusações de abusos trabalhistas envolvendo empreiteiros chineses contratados para construir o complexo.

O MPT entrou com uma ação judicial em maio responsabilizando a montadora chinesa e empreiteiras por suposto tráfico de pessoas e submissão de trabalhadores a “condições análogas à escravidão”, após o fracasso das negociações para um acordo.

“Nós sempre buscamos respeitar a lei brasileira, a dignidade humana”, disse Baldy, acrescentando que a empresa queria chegar a uma resolução. Ele, entretanto, não disse por que falharam os esforços para um acordo.

Fonte: Forbes

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Comércio Exterior, Importação

Portal Único de Comércio Exterior torna mais ágil e simples o pagamento de taxas para importação

Pagamento de taxa de fiscalização da Anvisa para a importação de itens sujeitos a licenciamento passa a ser realizado em poucos minutos

O processo de facilitação de operações brasileiras de importação no âmbito do Portal Único de Comércio Exterior avança mais uma etapa. O pagamento centralizado da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária (TFVS), relacionada à importação de qualquer mercadoria sob anuência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), será feito somente por meio do Portal Único.

Em junho, foi concluída a migração dos pagamentos de taxas relacionadas às importações sob a responsabilidade da Anvisa. “É uma facilidade que se traduz em economia de tempo e dinheiro. O tempo médio gasto neste processo caiu de até 48 horas para cerca de 5 minutos” avalia o coordenador-geral de Facilitação do Comércio, Tiago Barbosa, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A migração seguiu um cronograma faseado, iniciado em abril, que abrangeu as petições relativas à licença de importação de alimentos; seguido por cosméticos, saneantes, padrões, mamadeiras e material biológico; medicamentos e substâncias controladas; e, por último, dispositivos médicos.

O coordenador explica que, antes, o solicitante tinha que entrar na plataforma da Anvisa, solicitar a emissão da Guia de Recolhimento da União (GRU), fazer o pagamento e aguardar o registro da quitação do boleto para que a Anvisa iniciasse a análise da licença de importação.

Agora, a operação é imediata, com o cálculo da taxa e o pagamento realizados integralmente dentro do Portal Único, por meio da conta Gov.br.  O importador, pessoa física ou jurídica, deve cadastrar previamente a conta bancária autorizada para o débito. Em média, são realizadas, por dia, quase duas mil operações.

Competitividade

De acordo com a Anvisa, essa agilidade tem impacto direto na competitividade das empresas, uma vez que cada dia de carga parada aguardando autorização pode representar um custo de 0,8% sobre o valor total da mercadoria.

Para a assessora da Gerência de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Anvisa, Mônica Figueirêdo, o sucesso da integração ao PCEE é resultado de uma construção conjunta entre diferentes instituições. “É uma conquista coletiva que só traz benefícios para diferentes segmentos da sociedade”, avalia.

Integração e agilidade

A migração desse serviço integra um projeto mais amplo de modernização das operações brasileiras de importação por meio do Portal Único do Comércio Exterior. A transição está sendo implementada em fases, mas os avanços já são perceptíveis pelo setor privado. Com a mudança, estima-se uma redução de 9 para 5 dias no tempo médio de liberação de cargas, o que pode gerar uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para os operadores privados.

O Portal Único reduz em 99% o uso de papel, permite uso de uma mesma licença para múltiplas operações e promove a interoperabilidade na troca de certificados, além de outros benefícios. É uma iniciativa do governo federal para reduzir a burocracia, o tempo e os custos nas exportações e importações brasileiras, a fim de atender com mais eficiência às demandas do comércio exterior.

Sua implementação foi iniciada em 2014 e está sendo realizada de forma modular, em substituição ao Siscomex antigo. O programa já processa 100% das exportações brasileiras e contemplará também todas as importações ao final do processo.

Ao longo do primeiro semestre de 2025, os órgãos anuentes vêm aderindo progressivamente ao Novo Processo de Importação do Portal Único de Comércio Exterior, como parte dos esforços de modernização e integração dos procedimentos aduaneiros brasileiros.

A fim de sinalizar os avanços recentes e ajustes necessários para garantir uma transição eficiente, a Secex e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) divulgaram uma atualização no cronograma de adesão dos anuentes, publicada na seguinte notícia: https://www.gov.br/siscomex/pt-br/comunicados/alteracao-cronograma-adesao-dos-anuentes

Avanços

Entre os avanços promovidos pelo Portal Único estão: integração entre os sistemas dos órgãos públicos e privados; informações preenchidas uma única vez; fiscalização concomitante pelos órgãos anuentes e pela Receita Federal; notificações de tarefas pendentes; pagamentos de tributos federais e estaduais na mesma plataforma; declarações aduaneiras recebidas e distribuídas imediatamente para análise, sem a necessidade de se aguardar horários específicos do dia; e análise mais precisa dos dados de importação, o que melhora o gerenciamento de riscos.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Internacional, Mercado Internacional

China estuda protocolos para rever restrições à carne de frango do Brasil, diz ministro

Afirmação é do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que teve reunião bilateral com o primeiro-ministro chinês no Brics. ‘Disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro’, contou.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse neste domingo (6) durante a Cúpula do Brics que a China estuda um protocolo para rever as restrições à carne de frango brasileira.

As restrições foram impostas depois do primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial no país, registrado em Montenegro (RS), em maio.

O ministro disse que ainda não há uma data para o fim das restrições.

“Eu tive a oportunidade, durante a bilateral do presidente Lula com o primeiro-ministro chinês [Li Qiang] para que eles pudessem, então, já rever o posicionamento de restrição. Ele disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro.”

Maior exportador de frango do mundo, o Brasil se declarou livre da doença em 18 de junho, depois de cumprir um prazo de 28 dias sem novos casos em aves comerciais.

Fávaro disse que a exportação e venda de carne de frango estão em um momento de recuperação no país. Segundo ele, a Organização Mundial de Saúde Animal reconheceu o país como livre da gripe aviária, após caso registrado em São Paulo.

“Hoje, são nove mercados ainda restringindo o consumo da carne de frango brasileira, três deles não têm relação comercial. Portanto, são só seis que são importantes a gente retomar, de 20 e poucos países que restringiram a compra contra o caso ocorrido”, disse Fávaro.

Os bloqueios de exportação de carne são feitos para evitar a contaminação de granjas no exterior com material contaminado do Brasil, ainda que esta seja uma possibilidade remota.

⚠️ A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos, reitera o Ministério da Agricultura. O Brasil nunca teve um caso de gripe aviária em humanos.

Taxar alimentos é taxar o combate à fome, diz ministro

Fávaro também falou sobre o multilateralismo e o fim do protecionismo econômico, outro tema em debate no Brics. Segundo ele, houve envio de cargas de carne bovina brasileira neste final de semana para a Indonésia.

“Nós já temos 387 novos mercados abertos para agropecuária brasileira, um recorde absoluto. Tivemos a oportunidade de, ontem [sábado], embarcarmos a primeira carga de carne bovina brasileira para a Indonésia, um mercado muito vantajoso, muito importante, e isso está gerando oportunidade para nossa agropecuária”, afirmou, em entrevista coletiva.

“Todos defendem o multilateralismo. O mundo não precisa de taxação, de protecionismo. Veja que absurdo. Taxar a exportação de alimentos é taxar o a combate à fome. É encarecer a comida no mundo.”

Fonte: G1

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Importação, Tecnologia

Imposto de importação para carros elétricos e híbridos muda em julho; entenda

Nova alíquota de imposto de importação passou valer desde o início do mês

Híbridos, híbridos plug-in e elétricos importados podem ficar mais caros no Brasil. Isso se deve ao fato do aumento dos impostos de importação para esses veículos, num movimento do governo para tentar acelerar a produção nacional de veículos eletrificados. A mudança na alíquota passou a valer desde ontem, 1º de julho.  

Até o momento, Toyota, BMW, Caoa Chery e Fiat (essas duas últimas com híbridos-leves, os MHEV) são as únicas marcas que investem na produção de híbridos nacionais, enquanto a BYD anunciou recentemente a produção do 1º elétrico brasileiro, o Dolphin Mini (isso deve acontecer dentro das próximas semanas). As demais, principalmente chinesas, importam seus modelos eletrificados.  

Histórico de impostos

As novas alíquotas de impostos passam a ser de 25% para modelos 100% elétricos, 28% para híbridos plug-in e 30% para híbridos convencionais (HEV). Isso significa aumentos de 7%, 8% e 5%, respectivamente, frente as taxas válidas desde julho de 2024.  

Para efeito de comparação, em janeiro de 2024 as porcentagens de impostos eram de 10% para os carros totalmente elétricos, 12% para os híbridos plug-in e 15% para os híbridos convencionais.

Os próximos aumentos estão programados para julho de 2026, quando as três categorias de veículos eletrificados pagarão os mesmos 35% de impostos de importação, sem diferença entre híbridos, plug-in e elétricos.  

O que muda no mercado de carros elétricos e híbridos?  

As fabricantes que importam esses modelos eletrificados podem repassar esses novos impostos para o consumidor, ou não. Caso a primeira opção seja a escolhida, os preços poderão subir proporcionalmente ao aumento das taxas.  

Exemplos práticos: um BYD Song Plus, híbrido plug-in vindo da China por R$ 239.990 com 20% de impostos, pode passar dos R$ 255.000 com as novas taxas (28%). No caso de um 100% elétrico, como o GWM Ora 03 Skin de R$ 169 mil, a etiqueta pode subir mais de R$ 10 mil por conta dos novos impostos (de 18 para 25%).  

No caso dos híbridos convencionais, que tiveram a alíquota aumentada de 25% para 30%, temos o exemplo do Hyundai Kona HEV na versão Ultimate: dos R$ 215.990, ele pode passar a custar mais de R$ 223,5 mil, caso todo o aumento seja repassado ao consumidor.  

Porém, mais uma vez, vale lembrar: a marca pode optar por segurar os aumentos de impostos para ela, sem repassar novos preços mais altos ao consumidor. Em alguns casos, pode acontecer a boa e velha jogada de manter os preços num primeiro momento, e depois aplicar aumentos discretos, até que as novas alíquotas sejam totalmente transferidas ao público.  

Fonte: MotorShow

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Novos dados DataLiner: Comércio Exterior Brasileiro em 2025: Exportações Estagnadas e Importações em Alta com Impactos do Câmbio e da Indústria

Dados recém-divulgados pela equipe de Business Intelligence da Datamar sobre a movimentação brasileira de contêineres apontam que, no período de janeiro a maio de 2025, as exportações brasileiras caíram 0,4% em comparação com os cinco primeiros meses de 2024. Apesar disso, na comparação apenas entre maio de 2025 e o mesmo mês do ano anterior, os embarques registraram uma leve recuperação, com alta de 1,2%.

Confira a seguir um comparativo das exportações brasileiras de contêineres no período de janeiro a maio de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Contêineres | Jan-Mai 2022–2025 | TEU

Entre as principais cargas exportadas pelo Brasil nesse período, as carnes seguem na liderança, com um volume 3,3% superior ao registrado entre janeiro e maio de 2024. A madeira, por outro lado, apresentou queda de 6,3%, enquanto os embarques de algodão aumentaram 2,2%.

Em relação aos destinos, a China manteve-se como o principal parceiro comercial, mesmo com uma queda expressiva de 17,3% no volume de contêineres recebidos em comparação com o mesmo período de 2024. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com crescimento de 3% no volume importado do Brasil.

No sentido oposto, as importações brasileiras via contêineres apresentaram desempenho mais robusto. Houve alta de 10,5% no volume total desembarcado no país entre janeiro e maio de 2025, em relação a igual período do ano passado. Apenas no mês de maio, o avanço foi de 8,6%.

As principais mercadorias importadas no acumulado do ano foram reatores, caldeiras e máquinas, com incremento de 44,1% sobre 2024. Em seguida vieram os plásticos, com aumento de 4,4%, e os equipamentos elétricos, que cresceram 24,8%.

Quanto às origens das importações brasileiras, a China lidera com alta de 14,1%, seguida por Estados Unidos (-0,6%) e Alemanha (-1,6%).

Veja abaixo a evolução da importação de contêineres no Brasil nos cinco primeiros meses dos últimos quatro anos:

Importações Brasileiras de Contêineres | Jan-Mai 2022–2025 | TEU

Panorama regional – Argentina e Uruguai

Na Argentina, as exportações via contêineres cresceram 3% entre janeiro e maio de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. O país também registrou forte avanço nas importações por contêiner, com alta de 60,3% no acumulado do ano.

O Uruguai, por sua vez, exportou um volume 6,1% superior ao do mesmo período de 2024, enquanto suas importações cresceram 7,9% nos cinco primeiros meses de 2025.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Informação

O impacto silencioso da gripe aviária

Recentemente, o país sofreu o impacto da gripe aviária nas granjas brasileiras. A doença é causada pelo vírus Influenza tipo A, altamente contagioso, que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos. O primeiro caso foi registrado em maio de 2025, no Rio Grande do Sul, sendo a primeira ocorrência em uma granja comercial no Brasil.

Após a confirmação, o país adotou medidas protetivas voltadas à segurança sanitária. Foi decretado estado de emergência zoossanitária e implementadas ações emergenciais nas zonas de proteção e de vigilância ao redor do foco da ocorrência. Devido às medidas adotadas tanto pelo Brasil quanto por países com os quais mantém relações comerciais, o país enfrentou 28 dias de restrição e suspensão nas exportações de carne de frango, mantendo um plano de vigilância ativo para controle da doença.

Repercussões no mercado interno e dinâmica dos preços

Embora o incidente tenha sido pontual, restrito a um único estado e sem resultar em contaminação em massa, suas repercussões no mercado interno foram significativas. A divulgação da gripe aviária causou uma reação inicial intensa no mercado, gerando especulações sobre as medidas a serem adotadas e seus possíveis efeitos. Isso provocou uma movimentação seguida por uma queda nos preços.

No segmento do farelo de soja, a notícia da gripe aviária agravou uma tendência de queda já em curso, impulsionada também por uma safra recorde. A redução na demanda por farelo de soja destinado à nutrição animal, diretamente associada à gripe aviária, resultou em excedente de produto no mercado, pressionando ainda mais os preços. Mesmo com o fim do recesso sanitário, não há, até o momento, expectativa de recuperação dos preços, em razão da alta disponibilidade do produto.

O mercado de farinha, intimamente ligado ao de farelo, também foi afetado. Os preços caíram devido ao volume excedente de farelo e à queda na demanda, agravada pela ampla oferta de produtos.

Implicações no esmagamento de soja

Adicionalmente, a gripe aviária contribuiu para a redução no volume de esmagamento de soja. A atratividade dos preços tanto do óleo de soja (produto) quanto do farelo de soja (coproduto) diminuiu, com ambos registrando queda na demanda. A demanda por óleo de soja foi impactada pelo consumo de biodiesel, enquanto a do farelo foi afetada diretamente pela gripe aviária.

Em contrapartida, o preço do grão de soja aumentou, impulsionado pela demanda chinesa. Essa combinação de fatores tornou o esmagamento de soja economicamente desfavorável no período analisado.

Em suma, embora o surto de gripe aviária no Brasil, em maio de 2025, tenha sido prontamente contido por meio de rigorosas medidas sanitárias e restrições temporárias às exportações, seus efeitos no mercado interno foram expressivos. A confirmação da doença provocou especulações e levou à queda nos preços de commodities como o farelo de soja, que já enfrentava um cenário de safras recordes. A diminuição da demanda por nutrição animal e a elevada oferta de produtos acentuaram a desvalorização dos preços do farelo e da farinha. Além disso, a gripe aviária, aliada à baixa demanda por óleo de soja e ao aumento no preço do grão de soja devido à procura chinesa, desempenhou um papel importante na retração das operações de esmagamento de soja no país.

Fonte: AviSite

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Comércio Exterior, Importação, Informação

NAC Lança crédito exclusivo para cargas LCL na importação 

A NAC acaba de lançar uma solução inovadora para quem importa produtos via carga LCL (Less than Container Load) / Fracionada – uma modalidade que representa boa parte dos importadores brasileiros. Agora, é possível obter crédito na importação de carga LCL, tendo a própria carga como garantia, algo inédito no Comércio Exterior Brasileiro, e que promete destravar o crescimento de empresas que importam através dessa modalidade. 

“O primeiro ponto é entender a necessidade do importador. Quando ele importa de países como China, por exemplo, o primeiro desafio é que ele precisa pagar antecipado (…) Quando chega no Brasil, você vai precisar pagar impostos, que geralmente representam 50% do valor da mercadoria, pagar o frete marítimo, frete terrestre, levar para o seu armazém, produzir, vender, e depois de vender, geralmente, você precisa dar prazo para o cliente final ou prazo para plataformas de marketplace. Então estamos falando de um fluxo de caixa entre o pagamento inicial à venda das mercadorias que pode chegar a seis meses (180 dias), o que é desafiador”, explica Tiago Quaresma, Head Comercial da NAC.  

Solução exclusiva para importador de carga LCL 

A nova linha de crédito da NAC foi desenhada para resolver um dos maiores gargalos do comércio exterior: o tempo entre o pagamento antecipado e o retorno financeiro da operação. Em muitos casos, esse intervalo pode ultrapassar seis meses (180 dias), o que compromete o capital de giro e dificulta a escalabilidade das operações de importação. “Imagina aquele importador que precisa fazer uma operação mensal. É um fluxo de caixa muito apertado”, reforça Quaresma.  

O diferencial da NAC está em oferecer crédito tendo a carga como garantia, inclusive para cargas LCL / fracionada, sem exigir garantias tradicionais como imóveis ou aplicações financeiras — algo praticamente inexistente entre os bancos tradicionais. 

Além disso, a linha tem vantagens exclusivas: 

• Crédito em reais, evitando exposição cambial; 

• Isento de IOF, o que reduz o custo da operação; 

• Não compromete o limite de crédito do cliente nos bancos convencionais; 

• Não interfere no operacional da importação: o cliente mantém o mesmo fornecedor, o mesmo BL, os mesmos prazos. 

• Prazo de 6 meses (180 dias) 

Oportunidade para pequenos e médios importadores 

Essa solução atende diretamente os pequenos e médios empresários que importam em menor volume, mas enfrentam os mesmos desafios de quem importa por full conteiner. Por isso, o lançamento é visto como um divisor de águas no acesso ao crédito para o comércio exterior brasileiro. “Geralmente, esses importadores não têm muitas linhas de crédito, por quê? Porque são cargas fracionadas (…). Quando a gente fala da importação LCL, isso é uma novidade muito grande no mercado,” enfatiza Quaresma. 

NAC: especialista em crédito para comércio exterior 

Fundada por Gilliard Silva, conhecido como Gillis, a NAC nasceu com um DNA forte voltado ao comércio exterior e o propósito de quebrar barreiras no acesso ao crédito para importadores e exportadores brasileiros. Com mais de 20 anos de experiência no setor, Gillis identificou uma falha estrutural: o comércio exterior precisava de mais inovação e soluções financeiras alinhadas à sua complexidade operacional. 

Com um histórico consolidado em crédito para operações de full container, a NAC agora se torna referência também para quem atua com LCL, democratizando o acesso a soluções viáveis para empresas de todos os portes. Tudo isso com foco em liquidez, previsibilidade e crescimento sustentável, sem as amarras das exigências dos modelos tradicionais, sendo a primeira instituição a falar a mesma linguagem dos importadores e entender realmente os desafios do comercio exterior.  


Saiba mais no site: https://nacdigital.com.br/  

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Importação

Importações de aço no Brasil alcançam maior nível da história

O volume de aço importado pelo País em maio chegou a quase 700 mil toneladas

Obstáculo enfrentado pelo setor siderúrgico brasileiro já há algum tempo, as importações de aço no Brasil não param de crescer e, em maio deste ano, alcançaram um patamar recorde. Dados do Instituto Aço Brasil mostram que o País importou 699,7 mil toneladas no período, o maior volume em toda a série histórica da entidade – com início em 2013.

Para efeitos de comparação, em relação ao mesmo intervalo do ano passado, as importações expandiram 24,8%. Já no confronto com o mês imediatamente anterior, aumentaram 28,7%.

Conforme as estatísticas, a China foi a origem de 428,5 mil toneladas, ou seja, 61,2% do aço importado pelo Brasil. Os embarques do país asiático cresceram 53,9% e a participação no total comprado pelos brasileiros aumentou 11,6 pontos percentuais (p.p.).

Com o resultado de maio, as importações de aço chegaram a 2,93 milhões de toneladas no acumulado de 2025, quantidade equivalente a uma alta anual de 26,8%. Neste caso, os chineses foram responsáveis por enviar 1,91 milhão de toneladas, ou 51,9%, o que representa incrementos de 51,9% em volume e 10,8 p.p. em market share.

Vale lembrar que, desde junho de 2024, vigora no Brasil uma medida de defesa à siderurgia nacional com a tentativa de reduzir o nível de compras externas. O sistema implementado, o de cota-tarifa, não surtiu o efeito esperado. Apesar da ineficiência, o setor solicitou a renovação do mecanismo para o governo federal, justificando que era o mínimo a ser feito.

A barreira comercial, que venceria no mês passado, foi renovada por mais 12 meses nos mesmos moldes de sua criação, incluindo uma margem adicional de 30% calculada com base na média de importações ocorridas entre 2020 e 2022. No entanto, incluiu mais quatro produtos, elevando de 19 para 23, a lista de tipos de aço sujeitos à sobretaxa de 25%.

Fonte: Diário do Comércio


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