Logística

Áreas de armazenamento nos portos: como funcionam e qual é sua importância

Entre a chegada ao porto e o destino final, uma carga pode passar por diferentes etapas. Nesse processo, as áreas de armazenamento nos portos desempenham um papel fundamental ao receber mercadorias que aguardam o próximo deslocamento e organizar o fluxo entre navios, caminhões e trens.

Esses espaços funcionam como pontos de conexão dentro da logística portuária, permitindo que os produtos permaneçam temporariamente no complexo portuário até o momento adequado para continuar a viagem.

Como funciona a armazenagem de cargas nos portos

A armazenagem portuária tem como uma de suas principais funções organizar o fluxo de mercadorias de acordo com o planejamento da operação e as características de cada produto.

Uma carga pode chegar ao porto por rodovia ou ferrovia, ser direcionada para uma área de armazenamento e, posteriormente, embarcar em um navio. No sentido inverso, produtos desembarcados também podem permanecer armazenados antes de seguir por caminhão ou trem até o destino final.

Dessa forma, os espaços de armazenamento contribuem para integrar diferentes modais de transporte e permitem que as operações ocorram de maneira coordenada.

Estrutura varia conforme o tipo de carga

As instalações utilizadas na armazenagem dependem das características dos produtos e das condições necessárias para sua conservação durante o período de permanência no porto.

No caso dos contêineres, por exemplo, as unidades são organizadas em áreas específicas e podem ser empilhadas conforme o planejamento operacional e a capacidade da estrutura.

Para os granéis sólidos, como soja, milho e farelo de soja, são necessárias instalações capazes de receber e movimentar grandes volumes. Entre elas estão os silos, utilizados para armazenar os produtos antes do embarque.

No Porto de Paranaguá, o complexo de exportação possui silos verticais e horizontais conectados aos terminais. Juntas, essas estruturas têm capacidade aproximada de 1 milhão de toneladas.

Os produtos chegam ao porto, frequentemente por caminhões, e são encaminhados aos terminais onde permanecem até o momento do embarque nos navios.

Tanques são utilizados para granéis líquidos

As características da carga também determinam a estrutura necessária para sua armazenagem. No caso dos granéis líquidos, por exemplo, são utilizados tanques específicos.

No Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, cinco terminais destinados ao armazenamento de combustíveis somam capacidade para 700 mil metros cúbicos de granéis líquidos.

Esse segmento representa uma parcela relevante das operações do complexo. No primeiro semestre de 2026, foram movimentadas 9,14 milhões de toneladas de granéis líquidos em Suape, com destaque para petróleo e derivados.

Cargas que exigem controle de temperatura

Algumas mercadorias precisam de condições específicas durante o período em que permanecem armazenadas. É o caso das cargas frigorificadas, como carnes, pescados, frutas e hortaliças.

Esses produtos necessitam de controle adequado de temperatura para preservar suas características e manter a qualidade durante a permanência no porto.

Por isso, os procedimentos de armazenamento de cargas são definidos de acordo com o tipo de mercadoria e suas necessidades de conservação e movimentação.

Armazenagem ajuda a organizar o fluxo entre modais

A dinâmica de um porto envolve a chegada e a saída de diferentes veículos em horários distintos. Enquanto os navios recebem ou desembarcam grandes volumes, caminhões e trens também chegam ao complexo para entregar ou retirar mercadorias.

As áreas de armazenamento permitem administrar essa diferença de horários. Assim, a operação não depende da chegada simultânea de todos os meios de transporte envolvidos no processo.

Depois de recebida, a carga pode ser conferida e movimentada com equipamentos específicos antes de ser encaminhada ao local de armazenamento. Conforme o planejamento, o produto posteriormente é levado ao próximo modal de transporte.

Um elo entre diferentes etapas da logística

Mais do que espaços destinados a guardar mercadorias, as áreas de armazenamento fazem parte da estrutura que conecta diferentes etapas do transporte de cargas.

Enquanto alguns produtos aguardam o próximo embarque, outros chegam ao porto, passam por conferência e movimentação ou seguem diretamente para outra etapa da operação.

Esse fluxo coordenado permite integrar navios, caminhões e trens, contribuindo para que as mercadorias avancem pelo sistema logístico até os mais diferentes destinos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Internet

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Portos

Porto de Suape bate recorde histórico de movimentação de cargas em agosto

O Porto de Suape, em Pernambuco, alcançou em agosto a maior movimentação mensal de cargas desde o início de suas operações. Foram 2,726 milhões de toneladas movimentadas no mês, superando o recorde anterior, de 2,670 milhões de toneladas, registrado em agosto de 2024.

O resultado reforça o desempenho do complexo portuário de Suape, que vem apresentando crescimento na movimentação de cargas ao longo do ano.

Granéis líquidos lideram movimentação

Os granéis líquidos responderam pela maior parcela da movimentação registrada em agosto. Ao todo, foram 1,977 milhão de toneladas, o equivalente a 72,5% da carga movimentada pelo porto no período.

Segundo o Porto de Suape, o volume representa um crescimento de 61% em relação a agosto de 2025.

O avanço está relacionado principalmente ao aumento da produção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), instalada no complexo portuário. Conforme informado por Suape, a unidade está atualmente programada para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Porto movimenta 18,8 milhões de toneladas no ano

O desempenho de agosto também contribuiu para o resultado acumulado de 2026. Entre janeiro e agosto, o Porto de Suape movimentou 18,835 milhões de toneladas de cargas.

O volume representa uma alta de 22,8% na comparação com o mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, o complexo registrou 1.103 atracações de navios, número 9,6% superior ao contabilizado nos oito primeiros meses do ano anterior.

O crescimento da movimentação e do número de atracações mantém Suape entre os principais complexos portuários do Nordeste em volume de operações.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafael Medeiros/Suape

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Portos

Porto de Suape movimenta 13,7 milhões de toneladas e registra crescimento de 25,6% no semestre

O Porto de Suape encerrou o primeiro semestre de 2026 com um desempenho expressivo na movimentação de cargas. Entre janeiro e junho, o complexo industrial portuário movimentou 13.726.969 toneladas, volume 25,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os dados fazem parte do balanço operacional encaminhado mensalmente à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pela consolidação das estatísticas do setor portuário brasileiro.

Granéis líquidos lideram operações no terminal

Os granéis líquidos responderam pela maior parte da movimentação no semestre, com participação de 66,6% do total. Em seguida aparecem as cargas conteinerizadas, que representaram 25,7% das operações.

Já os granéis sólidos corresponderam a 5,8% da carga movimentada, enquanto a carga geral solta respondeu por 1,9%.

Atualmente, o Porto de Suape ocupa a quarta colocação entre os portos públicos do Brasil em volume de cargas e permanece entre os principais hubs logísticos do Nordeste.

Número de atracações também cresce em 2026

Além do aumento na movimentação de mercadorias, o complexo registrou expansão no fluxo de embarcações. No primeiro semestre foram contabilizadas 832 atracações, resultado 14,3% superior ao observado no mesmo intervalo do ano passado.

Segundo o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o desempenho demonstra a diversidade operacional do porto e reforça sua relevância para atender às cadeias produtivas nacionais. Ele destaca ainda que os indicadores servem como base para o planejamento de investimentos em infraestrutura e para o aprimoramento da eficiência das operações.

Petróleo impulsiona crescimento dos granéis líquidos

A movimentação de granéis líquidos, formada principalmente por petróleo e derivados processados pela Refinaria Abreu e Lima, instalada no complexo, alcançou 9.142.864 toneladas no semestre. O volume representa crescimento de 40,1% em relação ao mesmo período de 2025.

Na operação de contêineres, foram registrados 333.786 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), mantendo estabilidade frente ao resultado obtido no ano anterior.

Granéis sólidos e veículos apresentam desempenho positivo

As operações com granéis sólidos, que incluem cargas como trigo, clínquer e coque, totalizaram 799.510 toneladas, alta de 39% na comparação anual.

Já a movimentação de veículos chegou a 33.779 unidades, com predominância de automóveis produzidos no Polo Automotivo da Stellantis, em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

Para o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, José Constantino, o acompanhamento contínuo dos indicadores operacionais é fundamental para orientar decisões sobre infraestrutura e direcionar investimentos capazes de atender ao crescimento da demanda logística.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Obras do molhe de proteção de Suape atingem 42% e reforçam segurança do porto externo

As obras de requalificação do molhe de proteção do Complexo Industrial Portuário de Suape chegaram a 42% de execução, conforme atualização divulgada pela administração do porto. Iniciada em outubro de 2024, a quarta e última etapa da intervenção segue dentro do cronograma estabelecido.

A modernização da estrutura tem como objetivo ampliar a proteção do porto externo e aumentar a segurança das operações realizadas nos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs), responsáveis pela movimentação de petróleo, combustíveis, derivados e outros granéis líquidos.

Intervenção fortalece infraestrutura portuária

De acordo com o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o molhe desempenha papel estratégico para o funcionamento do porto.

Segundo ele, a recuperação da estrutura melhora as condições de segurança da navegação, protege as operações marítimas e preserva uma infraestrutura essencial para a atividade portuária.

Investimento de R$ 123 milhões contempla 1,8 quilômetro da estrutura

A obra abrange 1,8 quilômetro do molhe de abrigo. Para recompor a estrutura, estão sendo utilizadas rochas com peso entre 300 quilos e 12 toneladas, posicionadas com o auxílio de equipamentos de grande porte e seguindo critérios de engenharia marítima capazes de resistir à ação das ondas, correntes e marés.

O investimento total é de R$ 123 milhões, sendo R$ 73 milhões provenientes do Governo de Pernambuco e R$ 50 milhões do governo federal.

Segundo a diretora de Engenharia e Obras de Suape, Renata Loyo, esse tipo de intervenção exige planejamento constante devido às condições do ambiente marítimo. Ela destaca que o acompanhamento operacional contínuo, a precisão na execução e o trabalho de equipes especializadas permitiram manter o cronograma mesmo durante o período de chuvas.

Movimentação de cargas reforça importância de Suape

A recuperação do molhe de proteção faz parte do conjunto de investimentos em infraestrutura portuária em andamento no Complexo de Suape.

Entre janeiro e maio de 2026, o porto movimentou 11,27 milhões de toneladas de cargas, sendo 7,45 milhões de toneladas de granéis líquidos. No mesmo intervalo, foram contabilizadas 693 atracações de embarcações, evidenciando a relevância do terminal para a logística nacional.

Conclusão está prevista para 2028

A expectativa é que a requalificação seja concluída em agosto de 2028. Com a entrega da obra, o Complexo de Suape deverá ampliar a vida útil do molhe de proteção, garantindo melhores condições operacionais para o porto externo e assegurando a continuidade das operações nos Píeres de Granéis Líquidos, responsáveis por grande parte da movimentação de cargas líquidas do complexo.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Informação

Leilões de terminais da Ferrovia Norte-Sul devem ocorrer em setembro, prevê Infra S.A.

A Infra S.A. prevê realizar, em setembro deste ano, os leilões de novos terminais da Ferrovia Norte-Sul, reforçando o plano do governo federal para ampliar a participação da iniciativa privada na infraestrutura ferroviária. A informação foi confirmada pelo diretor de Empreendimentos da estatal, André Ludolfo.

Os projetos em fase de preparação contemplam dois terminais logísticos de granéis agrícolas, localizados nos municípios de Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins. Além deles, também estão em consulta pública outros três terminais destinados à movimentação de granéis líquidos, instalados no complexo ferroviário do Pátio de Integração Multimodal de Porto Nacional.

Esses empreendimentos atendem ao transporte e armazenamento de diesel, biodiesel, gasolina e etanol, abastecendo o mercado regional.

Consultas públicas seguem abertas para contribuições

Os interessados ainda podem enviar sugestões para aperfeiçoar os documentos que irão nortear as futuras concessões. O prazo para contribuições termina em 17 de julho para os terminais de granéis agrícolas e em 24 de julho para os terminais de granéis líquidos.

Podem participar da consulta investidores, operadores logísticos, usuários do sistema ferroviário e demais representantes do setor, com propostas para aprimorar as minutas dos editais e dos contratos.

Projetos fortalecem corredor de escoamento da produção agrícola

Segundo a Infra S.A., os ativos possuem papel estratégico no transporte da produção agrícola do Centro-Oeste e da região do Matopiba, que reúne o Tocantins e áreas do Maranhão, Piauí e Bahia.

A iniciativa integra a estratégia do governo para ampliar a capacidade logística dos principais corredores ferroviários utilizados no escoamento de grãos e outros produtos do agronegócio.

Expectativa é gerar mais de R$ 760 milhões em receitas

A estimativa da estatal aponta que os contratos dos terminais de granéis líquidos poderão gerar aproximadamente R$ 674 milhões em receitas ao longo da vigência das concessões. Já os terminais destinados aos granéis agrícolas têm previsão de arrecadar cerca de R$ 92 milhões durante o período contratual.

Embora as estruturas já estejam em operação, os contratos atuais estão próximos do encerramento, o que motivou a abertura de um novo processo licitatório.

De acordo com André Ludolfo, a atualização dos contratos permitirá modernizar o modelo de concessão, incorporar melhores práticas de gestão, ampliar a segurança jurídica para operadores e investidores e aperfeiçoar o sistema de remuneração da Infra S.A.

O diretor também destacou que, caso haja mudança na empresa responsável pela operação dos terminais, será adotado um período de transição para garantir a continuidade dos serviços sem impactos às atividades.

Infra S.A. prepara oferta permanente de novas áreas

Além das licitações em andamento, a estatal pretende ampliar seu portfólio de projetos com a criação de uma oferta pública permanente de áreas voltadas à implantação de novos terminais greenfield, complementando os ativos já existentes, conhecidos como brownfield.

Com esse modelo, empresas interessadas poderão acessar continuamente áreas disponíveis para novos investimentos, sem depender da publicação de editais específicos para cada projeto.

Planejamento segue mesmo com cenário eleitoral

A Infra S.A. informou que mantém o cronograma de projetos definido pelo Ministério dos Transportes e que o calendário eleitoral não altera, neste momento, o andamento das iniciativas.

Entre os empreendimentos previstos estão a estruturação dos terminais ferroviários no Tocantins, o desenvolvimento da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e os estudos para o futuro leilão da Ferrovia Açailândia-Barcarena.

Segundo André Ludolfo, a estatal continuará executando os projetos previstos enquanto não houver mudanças nas diretrizes do governo federal. Caso novas orientações sejam estabelecidas futuramente, a empresa afirma que adequará sua atuação às prioridades definidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

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Portos

Suape movimenta mais de 11,2 milhões de toneladas e registra crescimento de 26,9% em 2026

O Porto de Suape encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com resultados expressivos na movimentação de cargas. Entre janeiro e maio, o complexo portuário pernambucano registrou 11.268.644 toneladas transportadas, volume 26,9% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.

Com o desempenho acumulado até maio, Suape ocupa a quarta posição entre os portos públicos mais movimentados do Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado reforça a importância estratégica do terminal para a logística nacional e para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Granéis líquidos lideram operações e impulsionam crescimento

A principal contribuição para o avanço da movimentação veio dos granéis líquidos, segmento responsável por 66,2% das cargas movimentadas no período.

Ao todo, foram registradas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, derivados e outros produtos líquidos, representando um crescimento de 41,9% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Segundo o complexo portuário, o aumento está diretamente relacionado à expansão das atividades da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que atualmente possui capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Movimentação de contêineres permanece estável

O terminal de contêineres, conhecido como Tecon Suape, manteve um volume consistente de operações ao longo do período.

Entre janeiro e maio, foram movimentados 275.714 TEUs, desempenho semelhante ao registrado no mesmo intervalo de 2025. O segmento respondeu por 25,9% de toda a movimentação do complexo.

A estabilidade demonstra a manutenção da demanda pelos serviços de transporte marítimo de contêineres, fundamentais para a conexão de Pernambuco com mercados nacionais e internacionais.

Granéis sólidos avançam mais de 40%

Outro destaque foi o crescimento das operações de granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas, avanço de 43,6% na comparação anual.

Os principais produtos movimentados foram trigo, cimento, clínquer e coque, refletindo o fortalecimento das cadeias industriais e da construção civil. As cargas gerais soltas representaram 2,1% do volume total registrado pelo porto.

Número de embarcações cresce e reforça atividade portuária

O aumento da movimentação também impactou o fluxo marítimo em Suape. Nos cinco primeiros meses de 2026, o complexo recebeu 693 embarcações de diferentes perfis e portes, número 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O resultado evidencia a intensificação das operações e o fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda logística.

Investimentos ampliam competitividade do complexo

De acordo com a administração do porto, os números refletem um ciclo contínuo de expansão sustentado pelo crescimento industrial, pelas operações ligadas ao setor energético e pelos investimentos realizados nos últimos anos.

A estratégia inclui obras de modernização, ampliação da capacidade operacional e melhorias na infraestrutura, fortalecendo a posição de Suape como um dos principais hubs logísticos, industriais e energéticos do país.

Além disso, novos investimentos previstos para os píeres destinados à movimentação de granéis líquidos devem aumentar a eficiência operacional e preparar o porto para acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, segmento que concentra a maior parte das cargas movimentadas no complexo.

FONTE: Porto de Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Porto de Suape registra crescimento de 26,9% na movimentação de cargas em 2026

O Complexo Industrial Portuário de Suape manteve o ritmo de expansão em 2026 e alcançou a marca de 11,26 milhões de toneladas de cargas movimentadas entre janeiro e maio. O volume representa um crescimento de 26,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Com o desempenho registrado nos cinco primeiros meses do ano, o porto pernambucano consolidou sua posição entre os principais terminais do país, ocupando atualmente o quarto lugar entre os portos públicos brasileiros mais movimentados, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Crescimento acompanha avanço das atividades industriais

Os resultados reforçam a tendência positiva observada desde o início do ano. Em janeiro, Suape já havia apresentado forte expansão, com alta de 38,6% na movimentação de cargas e aumento de 26,2% nas atracações em relação ao mesmo mês de 2025.

O avanço reflete o fortalecimento das operações industriais instaladas no complexo e a ampliação das conexões logísticas que ligam Pernambuco aos mercados nacional e internacional.

Granéis líquidos lideram movimentação do porto

O segmento de granéis líquidos foi o principal responsável pelo crescimento das operações. Entre janeiro e maio, foram movimentadas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, combustíveis, derivados e outros produtos líquidos, um aumento de 41,9% na comparação anual.

O desempenho está diretamente relacionado à ampliação da produção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que atualmente opera com capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Ao todo, os granéis líquidos representaram 66,2% de toda a carga movimentada pelo complexo no período.

Movimentação de contêineres permanece estável

O Tecon Suape, terminal especializado em contêineres, registrou movimentação de 275.714 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés) nos primeiros cinco meses do ano.

O resultado ficou praticamente no mesmo patamar observado em 2025 e respondeu por 25,9% de toda a movimentação do porto.

Granéis sólidos apresentam forte avanço

Outro destaque do período foi o crescimento das operações com granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas movimentadas, representando uma alta de 43,6%.

Entre os produtos com maior participação estão trigo, cimento, clínquer e coque. Já o segmento de cargas gerais soltas respondeu por 2,1% do volume total registrado no complexo.

Número de embarcações também aumenta

O aumento da movimentação de cargas impactou diretamente o fluxo marítimo do porto. Entre janeiro e maio, Suape recebeu 693 embarcações de diferentes categorias, resultado 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Investimentos fortalecem competitividade do complexo

De acordo com o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, os números demonstram a consolidação de um ciclo sustentável de crescimento impulsionado pelos investimentos realizados nos últimos anos.

Segundo ele, a expansão do parque industrial, o fortalecimento das operações ligadas ao setor energético e os projetos de modernização vêm ampliando a competitividade do porto e reforçando sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil.

Expansão da infraestrutura deve sustentar crescimento

O momento positivo também acompanha os investimentos em infraestrutura, modernização operacional e ampliação da capacidade portuária.

Para o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, José Constantino, o aumento da demanda por combustíveis e derivados evidencia a necessidade de avançar com os projetos de ampliação dos Píeres de Granéis Líquidos.

Segundo ele, as melhorias previstas serão fundamentais para elevar a eficiência operacional, aumentar a capacidade de atendimento e acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, responsável pela maior parte da movimentação do complexo.

Com localização estratégica e integração às principais rotas marítimas do país, Suape segue ampliando sua relevância como plataforma logística, industrial e energética do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos registra recorde histórico com 16,5 milhões de toneladas em abril

O Porto de Santos voltou a bater recorde de movimentação de cargas e alcançou 16,5 milhões de toneladas em abril de 2026, consolidando o melhor resultado já registrado para o mês. O volume representa crescimento de 11,5% em comparação com abril do ano passado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 59,3 milhões de toneladas, avanço de 6,6% sobre o mesmo período de 2025 e novo recorde histórico para um primeiro quadrimestre.

Movimentação de contêineres cresce acima de 10%

A operação de contêineres também apresentou desempenho histórico. Em abril, o porto registrou 508,7 mil TEUs movimentados, alta de 10,7% na comparação anual.

No acumulado entre janeiro e abril, foram processados 1,91 milhão de TEUs — unidade padrão utilizada para medição de contêineres — representando crescimento de 5,4% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Granéis líquidos avançam com alta no diesel e gasolina

O segmento de granéis líquidos encerrou o primeiro quadrimestre com 6,6 milhões de toneladas movimentadas, resultado 10,1% superior ao registrado no ano anterior e novo recorde para o período.

Somente em abril, o setor respondeu por 1,7 milhão de toneladas. Entre os principais destaques aparecem os embarques de diesel, óleo combustível e gasolina, que cresceram 27,9%, 23,9% e 15,8%, respectivamente.

Soja e açúcar impulsionam granéis sólidos

A movimentação de granéis sólidos atingiu 29,2 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses de 2026, aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Os produtos com maior crescimento foram a soja em grãos, com avanço de 54,8%, seguida pelo açúcar, que subiu 16%, e pela soja peletizada, com alta de 12%.

Em abril, o segmento apresentou expansão de 16,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Porto de Santos amplia participação no comércio exterior

O Porto de Santos respondeu por 28,5% da corrente comercial brasileira no acumulado do quadrimestre, reforçando sua importância estratégica para o comércio exterior brasileiro.

A China permaneceu como principal parceiro comercial das operações realizadas no porto. Cerca de 31,9% das transações internacionais que passaram pelo complexo tiveram o país asiático como origem ou destino.

O volume financeiro movimentado nas negociações com a China alcançou US$ 18,98 bilhões no período. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com US$ 6,27 bilhões em operações comerciais.

São Paulo lidera operações comerciais pelo porto

O estado de São Paulo manteve a maior participação nas transações internacionais realizadas por meio do Porto de Santos no primeiro trimestre de 2026.

Ao todo, foram movimentados US$ 30,3 bilhões, valor equivalente a 50,9% de toda a corrente comercial operada pelo terminal santista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto Sudeste amplia estrutura para operação de granéis líquidos em Itaguaí

O Porto Sudeste iniciou uma nova fase de expansão logística com a construção de estruturas voltadas à operação de granéis líquidos, como petróleo e derivados. O projeto marca a entrada do terminal em uma frente estratégica ligada ao crescimento da produção nacional de petróleo, especialmente do pré-sal.

A ampliação ocorre por meio da implantação dos chamados dolfins, estruturas marítimas que passam a integrar a operação do terminal localizado na Baía de Sepetiba, em atividade desde 2015.

Expansão acompanha avanço da produção de petróleo

A obra já estava prevista na Licença de Instalação emitida em 2012 e posteriormente atualizada em 2023. Segundo o terminal, a iniciativa busca atender à crescente demanda por soluções logísticas voltadas ao escoamento e exportação de petróleo.

De acordo com Ulisses Oliveira, o aumento da produção nacional de petróleo vem exigindo maior capacidade operacional nos portos brasileiros.

Segundo ele, o crescimento das operações offshore impulsiona a necessidade de ampliar estruturas de transbordo, reduzir filas e garantir mais previsibilidade logística para exportação de óleo cru.

Entenda o que são os dolfins portuários

Apesar do nome pouco conhecido, os dolfins são estruturas comuns em grandes terminais marítimos. Construídos no mar, eles funcionam como pontos de atracação e amarração de embarcações durante operações de carga e descarga.

No caso do Porto Sudeste, os equipamentos serão utilizados em operações de transbordo “ship-to-ship”, modelo em que a transferência do petróleo ocorre entre dois navios posicionados lado a lado.

O projeto prevê a instalação de:

  • seis estruturas de amarração;
  • duas estruturas de atracação;
  • uma plataforma de apoio equipada com sistemas elétricos e de combate a incêndio.

Obras terão apoio de balsas e rebocadores

O início das intervenções está previsto para os próximos dias. Para a execução dos trabalhos, serão utilizados equipamentos marítimos especializados, como rebocadores e balsas operacionais.

Uma das balsas permanecerá fixa na área da obra, já delimitada por zona de exclusão de navegação. A embarcação contará com guindastes, martelos de cravação e demais equipamentos necessários para instalação das estruturas.

Outras três balsas menores serão responsáveis pelo transporte de materiais entre o canteiro de obras em Coroa Grande e o local de implantação, utilizando o corredor de navegação existente.

Área recebe sinalização especial para segurança marítima

Para garantir a segurança da navegação durante as obras, foram instaladas boias luminosas amarelas na região da intervenção.

A sinalização segue exigências da Marinha do Brasil e recebeu aprovação da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia da Capitania em Itacuruçá.

As atividades ocorrerão de segunda a sábado, de forma contínua, respeitando os limites de emissão sonora previstos na legislação ambiental. O projeto também contará com monitoramento acústico e acompanhamento ambiental permanente.

Obra deve ser concluída até dezembro de 2026

Segundo o cronograma do terminal, a implantação dos dolfins deve ser finalizada até dezembro de 2026.

Com a nova estrutura, o Porto Sudeste pretende ampliar sua atuação na logística de petróleo e fortalecer sua participação no escoamento de cargas estratégicas da região Sudeste.

FONTE: Porto Sudeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos bate recorde histórico de movimentação de cargas

O Porto de Santos voltou a registrar números expressivos e alcançou um novo marco na movimentação de cargas. Em março, foram movimentadas 16,9 milhões de toneladas, o melhor resultado já registrado para o mês e a segunda maior marca mensal da história do terminal.

No acumulado de 2026, o volume chegou a 42,8 milhões de toneladas, configurando também um recorde histórico para o período. O desempenho do primeiro trimestre já supera todo o volume movimentado em 1999 e se aproxima do melhor resultado anual do século XX, evidenciando o crescimento acelerado da principal estrutura portuária do hemisfério sul.

Movimentação de contêineres cresce no trimestre

A movimentação de contêineres também apresentou avanço. Em março, o porto operou 485 mil TEUs — unidade padrão para contêineres —, alta de 5,4% na comparação anual e recorde para o mês.

No acumulado do trimestre, o total chegou a 1,4 milhão de TEUs, crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando a expansão contínua das operações.

Alta nos granéis líquidos impulsiona resultado

O segmento de granéis líquidos foi um dos destaques do período. Nos três primeiros meses do ano, foram movimentadas 5 milhões de toneladas, avanço de 11,6% frente ao mesmo intervalo do ano passado — o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre.

Somente em março, o volume atingiu 1,8 milhão de toneladas. O crescimento foi puxado principalmente pelo aumento nos embarques de gasolina, óleo combustível, diesel e gasóleo, com altas significativas nas operações.

Granéis sólidos mantêm desempenho positivo

Já os granéis sólidos somaram 20,5 milhões de toneladas no trimestre, representando crescimento de 5,2% na comparação anual. Em março, foram movimentadas 8,8 milhões de toneladas, leve recuo de 0,3%.

Entre os produtos com melhor desempenho, destacam-se o açúcar e o farelo de soja a granel, ambos com aumento nas exportações.

Porto de Santos amplia relevância no comércio exterior

A importância do Porto de Santos para o comércio exterior brasileiro segue em alta. Nos três primeiros meses de 2026, o terminal respondeu por 28% da corrente comercial do país.

A China manteve a posição de principal parceiro comercial, representando cerca de 30,7% das operações que passaram pelo porto, com movimentação de US$ 12,98 bilhões. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com volume significativamente menor.

O estado de São Paulo lidera as transações, com participação de 51,9% e movimentação de US$ 21,84 bilhões no período.

Perspectivas de crescimento e investimentos

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, os resultados refletem a eficiência operacional e o trabalho conjunto da comunidade portuária. A expectativa é de continuidade no crescimento, com investimentos voltados à modernização e ampliação da capacidade para as próximas décadas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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