Agronegócio

Abertura de Mercado: Brasil conquista novos acordamentos com Malásia e Coreia do Sul

O Brasil garantiu novas aberturas de mercado na Malásia e na República da Coreia, após concluir negociações fitossanitárias que liberam a exportação de DDG, além de amêndoas de macaúba e noz-pecã. A medida reforça a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e diversifica o portfólio de produtos enviados ao exterior.

Malásia autoriza importação de DDG
As autoridades sanitárias malásias aprovaram a entrada do DDG brasileiro, coproduto da produção de etanol à base de grãos – especialmente milho –, usado como ingrediente de alta proteína em rações para bovinos, suínos e aves.
Com população superior a 35 milhões de pessoas, a Malásia comprou mais de US$ 1,2 bilhão em itens agropecuários do Brasil no último ano, reforçando um mercado em expansão para produtos com maior valor nutricional.

A nova liberação se soma às autorizações recentes para o envio de pescados, maçãs, melões, ovo em pó e gergelim, ampliando a participação brasileira tanto no setor de alimentos processados quanto no segmento ligado a serviços, turismo e hospitalidade do país asiático.

Coreia do Sul abre mercado para macaúba e noz-pecã
Na República da Coreia, o governo local aprovou a importação de amêndoas de macaúba e de noz-pecã. A macaúba, palmeira típica do território brasileiro, produz frutos com polpa e sementes ricas em óleo utilizado pelas indústrias alimentícia, cosmética e energética. Já a noz-pecã representa cerca de 3% a 4% do mercado global de nozes e castanhas, e sua produção no Brasil cresce rapidamente, especialmente na região Sul — o país já é o quarto maior produtor mundial.

Em 2024, a Coreia do Sul importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para grãos, carnes e oleaginosas. A nova abertura para macaúba e noz-pecã se soma às recentes autorizações para gergelim e couro bovino, aprofundando a relação comercial entre os dois países e ampliando o acesso a produtos brasileiros de maior valor agregado.

Expansão de oportunidades para o agronegócio brasileiro
A diversificação de destinos e produtos — de insumos para ração animal a itens de cadeias emergentes da bioeconomia — fortalece o papel do Brasil como fornecedor seguro e competitivo no cenário global. As novas aberturas geram oportunidades para produtores, cooperativas e agroindústrias de diversas regiões.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 491 novas oportunidades comerciais desde o início de 2023, resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Exportações de frutas do Brasil têm melhor outubro em 10 anos e movimentam US$ 177,5 milhões

As exportações de frutas brasileiras registraram, em 2025, o melhor mês de outubro da última década. A receita chegou a US$ 177,5 milhões, alta de 4,60% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Comex Stat do MDIC. Nos últimos dez anos, apenas novembro de 2024 superou esse patamar, com US$ 217 milhões em embarques de frutas e nozes não oleaginosas frescas ou secas.

Volume exportado ultrapassa marca do ano anterior

Em outubro, o Brasil enviou ao exterior 209,4 mil toneladas de frutas, equivalentes a 2,61% das exportações do agronegócio. Mesmo com participação modesta no total do setor, a fruticultura segue como o quinto segmento mais relevante da pauta agropecuária. De janeiro a outubro, o país já atingiu 1 milhão de toneladas, igualando o volume exportado ao longo de todo o ano passado.

Receita anual se aproxima de US$ 1 bilhão

De janeiro a outubro de 2025, as vendas externas do segmento somaram US$ 1 bilhão, contra os US$ 1,2 bilhão registrados ao fim de 2024. No ano passado, as frutas representaram 1,66% das exportações do agronegócio, mantendo-se na quinta posição entre os principais produtos enviados ao mercado internacional.

Setor mostra resiliência apesar dos desafios

Para Renato Francischelli, diretor da Ascenza Brasil, o desempenho positivo reflete a capacidade de adaptação do produtor brasileiro diante de crises climáticas e de mercado. Ele destaca que a fruticultura segue como um dos pilares do agro nacional, com peso significativo tanto no abastecimento interno quanto nas exportações.

Nordeste concentra mais de 80% da receita

Quatro estados nordestinos responderam por 84,3% da receita obtida em outubro. Pernambuco liderou com US$ 56,1 milhões (31,6%), seguido por Bahia (US$ 38,6 milhões — 21,8%), Rio Grande do Norte (US$ 36,1 milhões — 20,3%) e Ceará (US$ 18,8 milhões — 10,6%).

Europa domina compras e Holanda é a principal importadora

A Europa permaneceu como o maior destino das frutas brasileiras, com 66,4% da receita. A Holanda liderou as compras com US$ 71,7 milhões (40,4%). Em seguida apareceram o Reino Unido (US$ 31,2 milhões — 17,6%) e a Espanha (US$ 14,9 milhões — 8,4%). Os Estados Unidos, que reduziram tarifas de importação de frutas recentemente, compraram US$ 15,5 milhões, enquanto a Argentina se destacou na América do Sul com US$ 8,5 milhões.

Mercado externo cresce como oportunidade para pequenos produtores

Francischelli ressalta que grande parte das frutas exportadas vem de propriedades familiares. Ele afirma que conhecer as regras e exigências dos países importadores é crucial para acessar preços mais altos e maior estabilidade comercial.

Segundo o diretor, processos como boas práticas agrícolas, rastreabilidade, qualidade pós-colheita e respeito às normas fitossanitárias são fundamentais para atender às demandas internacionais.

Organização e tecnologia ajudam a ganhar escala

O representante da Ascenza orienta produtores a cooperarem para ganhar escala, reduzir custos logísticos e melhorar competitividade, especialmente em produtos perecíveis. Escolha de culturas adequadas, diversificação e planejamento da produção ajudam a reduzir riscos e ampliar possibilidades no mercado externo.

Manter a qualidade, o frescor e a aparência durante transporte e armazenamento também é decisivo, assim como evitar superprodução por meio de calendários produtivos bem definidos.

Proteção da lavoura é essencial para exportar

Para garantir desempenho no mercado internacional, Francischelli reforça a necessidade de controle de pragas e adoção de manejo fitossanitário adequado. Monitoramento constante, uso correto de defensivos e respeito aos limites de resíduos são passos indispensáveis.

Ele destaca ainda que o produtor deve avaliar qualidade do solo, nutrição, irrigação e proteção contra condições climáticas adversas. O cumprimento de boas práticas ambientais e sociais pode abrir portas para mercados premium, que valorizam origem e sustentabilidade.

FONTE: Comex Stat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva

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Exportação

União Europeia restabelece pre-listing para exportações brasileiras de carne de aves e ovos

A União Europeia confirmou oficialmente ao governo brasileiro o restabelecimento do sistema de pre-listing para estabelecimentos que exportam carne de aves e ovos. A retomada foi comunicada por meio de carta enviada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), marcando o fim de um bloqueio que durava desde 2018.

Mercado europeu volta a abrir portas ao setor avícola
O ministro Carlos Fávaro celebrou a decisão, classificando-a como uma “grande notícia” para o setor. Segundo ele, o mercado europeu — considerado remunerador e estratégico — permaneceu fechado por sete anos às plantas brasileiras de frango e ovos.

Processo de habilitação ganha agilidade
Com o pre-listing restabelecido, os estabelecimentos que cumprirem os requisitos sanitários da União Europeia poderão ser indicados diretamente pelo Mapa. Após a comunicação ao bloco europeu, as plantas ficam aptas a exportar sem a necessidade de inspeção individual pelas autoridades da UE.
O modelo devolve agilidade, previsibilidade e facilita o fluxo de comércio, já que o Mapa passa a atestar quais unidades atendem plenamente às normas europeias.

Três anos de negociações até a reabertura
Fávaro lembrou que o processo exigiu três anos de trabalho técnico e diplomático. Com a confirmação europeia, todas as agroindústrias brasileiras que produzem frango e ovos e que atendam aos critérios sanitários passam a ter acesso imediato ao mercado europeu.

Agenda bilateral intensa garantiu o avanço
A retomada é fruto de uma negociação contínua entre o Mapa e a Comissão Europeia. Em 2 de outubro, uma missão brasileira em Bruxelas — liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua — apresentou pedidos prioritários, como o retorno do pre-listing para proteína animal, o avanço para a reabertura dos pescados e o reconhecimento da regionalização de enfermidades.
No dia 23 de outubro, uma reunião de alto nível em São Paulo entre Rua e o comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, consolidou os entendimentos sanitários. O encontro registrou o avanço para o pre-listing de aves, encaminhou o mesmo procedimento para ovos e definiu a realização de uma auditoria europeia no sistema de pescados.

Cooperação sanitária será permanente
As duas partes também acertaram a criação de um mecanismo permanente de diálogo para tratar de temas sanitários e regulatórios, com nova reunião prevista para o primeiro trimestre de 2026. A medida busca fortalecer transparência, previsibilidade e reduzir entraves técnicos no comércio agropecuário.

Reconhecimento reforça inspeção brasileira
Com o pre-listing restabelecido, o Brasil reafirma a força e a credibilidade de seus serviços oficiais de inspeção sanitária, garantindo conformidade com as exigências do mercado europeu. A decisão também impulsiona uma agenda de facilitação de comércio, baseada em critérios técnicos e cooperação regulatória entre Brasil e União Europeia.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

Brasil alcança corrente de comércio de US$ 12,5 bi na segunda semana de novembro

Comércio exterior mantém ritmo estável em novembro
O Brasil registrou uma corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões na segunda semana de novembro de 2025. Segundo dados da Secex/MDIC, o período fechou com superávit de US$ 0,5 bilhão, resultado de exportações que somaram US$ 6,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.

Desempenho do mês
No acumulado de novembro, as exportações alcançam US$ 14,3 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 12 bilhões. Com isso, o saldo comercial permanece positivo em US$ 2,3 bilhões, e a corrente de comércio chega a US$ 26,4 bilhões.

Resultados no ano
Entre janeiro e 17 de novembro de 2025, o país já exportou US$ 304,049 bilhões e importou US$ 249,373 bilhões. O superávit acumulado é de US$ 54,677 bilhões, com corrente de comércio de US$ 553,422 bilhões, reforçando o desempenho robusto do comércio exterior brasileiro ao longo do ano.

Médias diárias mostram variações importantes
As exportações médias diárias até a segunda semana de novembro ficaram em US$ 1,432 bilhão, uma leve queda de 2,3% frente ao mesmo mês de 2024. Já as importações médias diárias cresceram 8,3%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.
A corrente de comércio diária atingiu US$ 2.635,47 milhões, alta de 2,3% na comparação anual.

Setores exportadores: agro puxa alta, indústria extrativa recua
No recorte por setor, considerando as médias diárias até a segunda semana de novembro de 2025, o desempenho das exportações mostra:

  • Agropecuária: crescimento de 34,3% (+US$ 80,96 milhões)
  • Indústria Extrativa: queda de 27,4% (–US$ 109,46 milhões)
  • Indústria de Transformação: leve recuo de 0,5% (–US$ 4,13 milhões)

Setores importadores também avançam
Nas importações, a comparação anual revela:

  • Agropecuária: avanço de 0,4% (+US$ 0,09 milhão)
  • Indústria Extrativa: aumento de 6,9% (+US$ 4,28 milhões)
  • Indústria de Transformação: crescimento de 8,7% (+US$ 88,27 milhões)

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

SC lidera PIB industrial per capita na América do Sul

Santa Catarina alcançou o maior PIB industrial per capita da América do Sul, superando todos os estados brasileiros e até economias nacionais como a Argentina. O resultado é atribuído à diversidade produtiva e ao alto nível de complexidade industrial do estado, impulsionados pela capacidade de inovação das empresas catarinenses.

Durante apresentação na reunião de diretoria da FIESC, o economista Paulo Gala destacou que SC possui a menor proporção entre trabalhadores formais e beneficiários do Bolsa Família no país, reflexo de uma economia baseada na indústria de transformação e em produtos de alto valor agregado. Para ele, o modelo catarinense deveria servir de referência ao restante do Brasil.

Crescimento sustentável exige inovação
Gala reforçou que, embora programas de transferência de renda sejam relevantes, o desenvolvimento econômico não pode depender exclusivamente do assistencialismo. Ele lembrou que, nos últimos quatro anos, o crescimento nacional foi impulsionado por programas que somaram R$ 1,3 trilhão, efeito que não se traduz em ganhos permanentes de produtividade.

Segundo o economista, o país seria mais eficiente se direcionasse parte desses recursos para áreas que estimulam inovação, aumento de salários médios e expansão de setores industrializados. A renda, afirma, deve aumentar como consequência da sofisticação produtiva e do fortalecimento regional.

Diversificação garante fôlego à economia catarinense
O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que, mesmo com uma leve desaceleração, Santa Catarina continua entre as economias que mais crescem no Brasil. A diversificação industrial é um dos principais fatores para esse desempenho.

Bittencourt destacou que essa variedade de setores ajudou SC a driblar os efeitos da queda das vendas aos Estados Unidos. O estado ampliou exportações para mercados já consolidados e abriu novos destinos, especialmente nos itens que lideram sua pauta exportadora. O resultado aparece na alta de 5,1% das exportações entre janeiro e outubro, mesmo diante do tarifaço.

Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, a expectativa é de retomada em setores importantes na geração de empregos, impulsionada pelo possível recuo da taxa de juros. No entanto, Bittencourt projeta que, no segundo semestre, a economia pode perder ritmo. Segundo ele, o aumento da renda disponível — com a ampliação da faixa isenta do Imposto de Renda — e juros mais baixos podem levar a um avanço do endividamento, o que tende a frear o consumo.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Comércio Exterior

EUA retiram tarifas agrícolas, mas Brasil segue em desvantagem

A decisão dos Estados Unidos de suspender as tarifas recíprocas de 10% para 238 itens agrícolas deve favorecer outros países exportadores, enquanto o Brasil permanece com desvantagem competitiva. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que lembra que os produtos brasileiros continuam enfrentando uma sobretaxa de 40% no mercado americano, mesmo após o anúncio da Casa Branca.

Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, a revisão parcial não muda a realidade atual. Segundo ele, países não afetados pela sobretaxa tendem a ampliar suas vendas aos EUA. Alban defende que o Brasil busque rapidamente um acordo para restabelecer condições mais equilibradas de competição em seu principal destino de exportações industriais.

Produtos beneficiados e limitações do recuo
Uma análise preliminar feita pela CNI indica que a retirada da tarifa de 10% se aplica a 80 produtos brasileiros, entre os 238 listados pelos EUA. Entre os beneficiados estão carne bovina, tomates, café, bananas e outros itens do agronegócio. No entanto, apenas quatro produtos – três tipos de suco de laranja e castanha-do-pará – ficarão totalmente livres de tarifas.

Os demais 76 itens, incluindo setores nos quais o Brasil possui forte presença internacional, como carne bovina e café não torrado, continuarão sujeitos à tarifa de 40% para entrar no mercado americano. Em 2024, as exportações desses 80 produtos somaram US$ 4,6 bilhões, cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos Estados Unidos.

FIEMG vê avanço tímido e impacto ainda incerto
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) reconhece que o gesto dos EUA representa um avanço, mas ressalta que seus efeitos são limitados para os exportadores brasileiros. A entidade destaca que persistem dúvidas relevantes sobre a manutenção da sobretaxa de 40%, que continua prejudicando segmentos como carnes e café, fundamentais para a competitividade industrial mineira.

Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, o movimento americano demonstra disposição ao diálogo, mas ainda está longe de garantir condições adequadas de concorrência. Ele defende que as negociações avancem para eliminar barreiras adicionais e recuperar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos EUA.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Alex Wong/Getty Images

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Internacional

Acordo Argentina–EUA acende alerta sobre futuro do Mercosul, aponta FIESC

O novo acordo comercial entre Argentina e Estados Unidos levantou preocupações entre representantes da indústria brasileira. Para a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o gesto do governo argentino sinaliza um enfraquecimento do compromisso do país com o Mercosul, especialmente por ter sido anunciado de forma unilateral. A entidade acompanha os próximos passos e teme reflexos diretos nas tratativas entre o bloco e a União Europeia, negociadas há cerca de duas décadas.

O presidente da federação, Mario Cezar de Aguiar Seleme, avalia que o movimento argentino pode indicar uma saída iminente do bloco. Segundo ele, ainda não está claro como Brasil, Paraguai e Uruguai vão responder ao episódio ou se haverá impacto no andamento do acordo Mercosul–UE.

Preferência aos produtos norte-americanos
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, chama atenção para detalhes publicados pelos dois governos. Os documentos oficiais mostram que a Argentina promete dar preferência a itens produzidos nos EUA em setores estratégicos. Isso poderia afetar diretamente as exportações brasileiras nesses nichos.

Entre os produtos citados pela Casa Branca estão medicamentos, produtos químicos, máquinas, tecnologia da informação, dispositivos médicos, veículos — com destaque para camionetes — e produtos agrícolas.

Bustamante alerta que, em áreas onde o Brasil compete com a Argentina pelo mercado americano, a indústria brasileira tende a perder terreno. Isso porque os produtos argentinos poderão chegar aos EUA com tarifas menores, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.

Redução de barreiras e novos padrões
O acordo firmado também prevê eliminar ou reduzir barreiras não tarifárias, como licenças de importação. Outro ponto relevante é a autorização para que empresas dos Estados Unidos usem seus próprios padrões técnicos — ou normas internacionais — na exportação de produtos, sem exigências extras de conformidade ao mercado argentino.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Visit Buenos Aires

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Portos

Porto de Itajaí fortalece relações com países árabes após visita da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

O Porto de Itajaí recebeu a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, entidade que representa os 22 países da Liga Árabe e atua na promoção de oportunidades comerciais. A reunião, realizada na sede da Superintendência, inaugura uma relação institucional voltada a expandir as exportações catarinenses e fortalecer o comércio exterior entre Santa Catarina e mercados árabes.

Setores com maior potencial de expansão

Durante o encontro, foram apresentadas possibilidades de ações conjuntas para abertura de novos mercados, com destaque para produtos de grande aderência ao consumo árabe. Entre os segmentos citados pela Câmara Árabe, estão carnes e proteína animal, com forte demanda no Oriente Médio; madeira e móveis; alimentos e bebidas processadas, inclusive itens com potencial de certificação Halal; além dos setores de têxteis e vestuário, tradicionais em Santa Catarina, e produtos químicos, cosméticos e higiene pessoal, em expansão nos países do Golfo.

A entidade também apresentou o cenário logístico e comercial da região árabe, reforçando o interesse em ampliar parcerias que conectem empresas catarinenses aos mercados do Oriente Médio e do Norte da África.

Participantes destacam potencial da cooperação

Representando o Porto de Itajaí, participaram da reunião o superintendente João Paulo Tavares Bastos Gama, o chefe de gabinete Artur Antunes Pereira e o assessor executivo Marcelo Peres. Pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, estiveram presentes o secretário-geral Mohamad Orra Mourad e a representante das Relações Internacionais e Governamentais, Elaine Prates.

Porto de Itajaí amplia papel no desenvolvimento catarinense

A aproximação reforça o protagonismo do Porto de Itajaí como um dos principais motores econômicos do Estado e abre espaço para novas rodadas de negócios, missões comerciais e iniciativas integradas. A expectativa é ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado árabe, considerado um dos mais dinâmicos e estratégicos do cenário global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Exportação

Brasil perde US$ 700 milhões em vendas de carne para os EUA: entenda o impacto

As exportações brasileiras de carne bovina fecharam outubro com faturamento de US$ 1,897 bilhão, avanço de 37,4% na comparação com outubro de 2024. O volume embarcado também cresceu: foram 360,28 mil toneladas, alta de 12,8%. Mesmo com a perda estimada de US$ 700 milhões entre agosto e outubro nas vendas para os Estados Unidos, outros mercados compensaram a queda.

Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que analisa dados da Secex/MDIC, os números incluem carne bovina in natura, industrializada, miudezas comestíveis, sebo bovino e demais subprodutos da cadeia.

Receita recorde no acumulado do ano

De janeiro a outubro, o Brasil registrou recorde histórico de receita: US$ 14,655 bilhões, um crescimento de 36% sobre o mesmo período do ano anterior. O volume exportado também atingiu marca inédita, chegando a 3,148 milhões de toneladas, aumento de 18%.

Queda forte nas vendas aos Estados Unidos

Embora seja o segundo maior comprador da carne brasileira, os Estados Unidos reduziram as importações após o tarifaço. Em outubro, as compras de carne bovina in natura recuaram 54%, somando US$ 58 milhões. A carne industrializada caiu 20,3% (US$ 24,9 milhões), enquanto sebo e gorduras bovinas despencaram 70,4% (US$ 5,7 milhões).

No acumulado de janeiro a outubro, porém, ainda há avanço: as vendas totais de produtos bovinos para os EUA cresceram 40,4%, atingindo US$ 1,796 bilhão — reflexo do ritmo forte antes da aplicação das tarifas.

Entre agosto e outubro, período em que as tarifas estiveram válidas, as exportações para o mercado norte-americano caíram 36,4%, resultando na perda de aproximadamente US$ 700 milhões.

A Abrafrigo avalia que, apesar de o aumento das vendas para outros países ter compensado o prejuízo, o Brasil poderia ter registrado desempenho ainda maior sem as tarifas impostas por Washington.

China mantém liderança e UE amplia compras

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. De janeiro a outubro de 2025, o país asiático gerou US$ 7,060 bilhões em receita e importou 1,323 milhão de toneladas, altas de 45,8% e 21,4%, respectivamente.

A União Europeia, tratada como mercado único, foi o segundo maior destino em outubro, com crescimento de 112% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O faturamento atingiu US$ 140 milhões. No acumulado do ano, as compras do bloco somaram US$ 815,9 milhões, avanço de 70,2%. O preço médio da carne bovina in natura enviada à região chegou a US$ 8.362 por tonelada.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Portos

TCP registra recorde histórico de movimentação de contêineres em outubro

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou outubro com o maior volume mensal já movimentado: 148.690 TEUs. O resultado supera o recorde anterior, obtido em setembro, e reflete o avanço das exportações de cargas refrigeradas, especialmente os embarques de carne bovina e frango, que consolidam o terminal como o principal corredor de proteína animal do país.

Em outubro, 13.817 contêineres refrigerados passaram pelo terminal — o terceiro maior volume já registrado pela TCP — reforçando a expansão contínua do segmento ao longo de 2025.

Exportações de proteína impulsionam crescimento

De janeiro a outubro, os embarques de carne bovina atingiram 29.966 boxes, equivalentes a 59.766 TEUs e 838 mil toneladas, crescimento de cerca de 50% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho de outubro soma-se aos recordes registrados ao longo de 2025, incluindo as marcas históricas de março, maio e setembro.

O avanço supera também a média nacional. Dados da ABIEC mostram que as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 16,6% no período, totalizando 2,79 milhões de toneladas. Cerca de 30% desse volume passou pela TCP, evidenciando sua relevância logística.

Eficiência operacional e infraestrutura como diferenciais

Para Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP, o crescimento contínuo é resultado da combinação entre capacidade operacional, integração logística e qualidade no atendimento às exportações. Ele destaca que as cargas refrigeradas seguem como um dos principais motores da movimentação no terminal.

A TCP possui o maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas para contêineres refrigerados, capazes de atender grandes volumes que exigem controle rigoroso de temperatura. Outro diferencial é a conexão ferroviária direta à área alfandegada, exclusiva no Sul do Brasil, que amplia a eficiência no escoamento de cargas vindas do interior.

Investimentos sustentam avanço das operações

Guidolim ressalta que o desempenho de outubro confirma a efetividade dos investimentos recentes em infraestrutura, automação e energia, reforçando o compromisso da TCP com eficiência e sustentabilidade. Segundo ele, o terminal está preparado para acompanhar o ritmo crescente das exportações brasileiras nos próximos anos.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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