Portos

Portos brasileiros avançam em 2025 com crescimento histórico e novos investimentos em logística

O setor portuário brasileiro encerra 2025 com um dos melhores desempenhos da série recente, consolidando um ciclo contínuo de expansão. Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram 1,16 bilhão de toneladas, resultado 4,03% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O volume confirma a importância da infraestrutura portuária para o escoamento da produção, o avanço das exportações e a inserção do Brasil nas cadeias globais de comércio.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem uma política pública baseada em planejamento, investimentos e segurança jurídica, que tem fortalecido o ambiente logístico nacional.

Desempenho regional impulsiona crescimento equilibrado

O avanço da movimentação portuária em 2025 foi sustentado por resultados positivos em todas as regiões do país, com destaque para Norte, Nordeste e Sul.

Na Região Norte, os portos registraram 12,6 milhões de toneladas movimentadas em outubro, crescimento superior a 31% na comparação anual. O desempenho evidencia a relevância da navegação interior e o papel estratégico da região no transporte de cargas minerais, energéticas e agrícolas.

O Nordeste também apresentou evolução consistente, com 7,7 milhões de toneladas movimentadas em outubro, alta acima de 4%. A ampliação da capacidade operacional e os investimentos em modernização portuária vêm fortalecendo a posição da região nas rotas logísticas nacionais e internacionais.

Já a Região Sul alcançou 108,4 milhões de toneladas no acumulado do ano, consolidando-se como um dos principais polos logísticos do país, especialmente no escoamento de produtos agrícolas, industriais e cargas conteinerizadas.

Para o secretário nacional de Portos, Alex Avila, os dados regionais demonstram a efetividade da política portuária adotada. Segundo ele, o crescimento respeita as vocações de cada região e amplia a eficiência dos terminais.

Exportações e contêineres lideram alta da movimentação

As exportações brasileiras seguiram como principal motor do crescimento em 2025. O minério de ferro manteve a liderança, com 348 milhões de toneladas, avanço de 5,30%. O petróleo bruto e derivados somaram 183 milhões de toneladas, crescimento de 7,27%, enquanto a soja alcançou 131 milhões de toneladas, alta de 11,25%.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho expressivo, com 12,6 milhões de TEUs, crescimento de 9,94%, indicando maior diversificação da pauta logística. Entre os principais destinos das exportações estão China, Malásia, Japão, Singapura e Espanha.

Leilões e obras ampliam capacidade dos portos

Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou oito leilões portuários, que somam R$ 10,3 bilhões em investimentos nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Os projetos têm foco na ampliação da capacidade, modernização da infraestrutura e aumento da eficiência operacional.

Entre as iniciativas de destaque estão investimentos no Porto de Paranaguá, Porto do Rio de Janeiro, Porto de Maceió, no Canal de Acesso de Paranaguá e no Túnel Santos-Guarujá, considerado uma das obras logísticas mais relevantes do país.

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, os leilões consolidam um novo ciclo de investimentos estruturantes, ampliando a competitividade do Brasil e criando melhores condições para o crescimento econômico.

Capital privado fortalece expansão do setor

O ano de 2025 também foi marcado pelo avanço dos investimentos privados. Foram concedidas oito novas autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs), totalizando R$ 4,59 bilhões, além de 31 alterações contratuais, que somam R$ 1,218 bilhão. Ao todo, 39 atos representaram R$ 5,81 bilhões em aportes privados.

Na gestão contratual, os investimentos chegaram a R$ 2,07 bilhões, com participação de operadores como ICTSI Rio Brasil Terminal 1, Ultracargo, Timac Agro, Tequimar, Píer Mauá e Intersal, voltados à modernização e ao ganho de eficiência.

Alex Avila destacou que a parceria com a iniciativa privada tem sido determinante para ampliar a produtividade e preparar os portos brasileiros para as exigências do comércio global.

Portos se consolidam como eixo do desenvolvimento nacional

O balanço de 2025 confirma o setor portuário como um dos pilares do desenvolvimento econômico do país. Com crescimento consistente, investimentos estruturantes e expansão regional equilibrada, os portos do Brasil reforçam seu papel estratégico na logística nacional, promovendo integração, competitividade e desenvolvimento sustentável.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Exportação

Exportações crescem 43,8% até a segunda semana de janeiro de 2026, aponta Secex

A balança comercial brasileira encerrou a segunda semana de janeiro de 2026 com superávit de US$ 2 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 10 bilhões, enquanto as compras do exterior alcançam US$ 5,9 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Média diária das exportações avança 43,8%

Na comparação entre as médias diárias de exportações, os dados mostram forte crescimento. Até a segunda semana de janeiro de 2026, a média foi de US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,154 bilhão registrados em janeiro de 2025, o que representa uma alta de 43,8%.

Já as importações, pela média diária, apresentaram queda de 7,0%, passando de US$ 1 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 974,86 milhões no mesmo período de 2026.

Corrente de comércio cresce quase 20%

Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 2,635 bilhões por dia até a segunda semana de janeiro de 2026. O saldo médio diário foi de US$ 685,61 milhões. Na comparação com a média de janeiro de 2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de janeiro de 2026 e comparando com igual período do ano anterior, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Agropecuária: aumento de US$ 55,96 milhões, alta de 32,5%
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 274,11 milhões, avanço de 82,3%
  • Indústria de Transformação: elevação de US$ 173,41 milhões, expansão de 27,0%

Importações recuam em todos os setores

Do lado das importações, o desempenho também foi analisado pela média diária no mesmo comparativo anual. Todos os setores registraram retração:

  • Agropecuária: queda de US$ 7,32 milhões (-26,2%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 17,37 milhões (-34,6%)
  • Indústria de Transformação: redução de US$ 44,64 milhões (-4,6%)

O resultado reforça o início positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, com forte crescimento das exportações e controle das importações, ampliando o superávit comercial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Petróleo bruto lidera exportações brasileiras pelo segundo ano consecutivo

O petróleo bruto voltou a ocupar o topo do ranking das exportações brasileiras em 2025, mantendo a liderança pelo segundo ano seguido. As vendas do produto ao mercado externo somaram US$ 44,67 bilhões, mesmo diante de um cenário de queda nos preços internacionais da commodity.

Petróleo segue no topo da pauta exportadora

Apesar de ter sido poupado da tarifa adicional de 40% imposta pelos Estados Unidos, o petróleo brasileiro registrou leve retração nas exportações. O recuo foi de 0,7% em relação a 2024, quando o valor negociado chegou a US$ 44,96 bilhões.

A principal pressão veio da desvalorização do petróleo tipo Brent, referência global de preços, que acumulou queda superior a 18% ao longo do ano.

Produção nacional de petróleo cresce quase 14%

Mesmo com o recuo nos preços, a produção de petróleo no Brasil apresentou avanço significativo. Em novembro, o país produziu 3,773 milhões de barris por dia, volume 13,9% maior na comparação com o mesmo mês de 2024.

Soja mantém força e ocupa a segunda posição

A soja aparece como o segundo produto mais exportado pelo Brasil em 2025, com faturamento de US$ 43,54 bilhões. O resultado representa uma alta de 1,4% em relação ao ano anterior.

Historicamente, o grão tem papel central na balança comercial brasileira, tendo liderado as exportações entre 2016 e 2020, além dos períodos de 2022 a 2023.

Minério de ferro e carne bovina completam o ranking

O minério de ferro ficou na terceira colocação entre os principais itens exportados, com US$ 28,96 bilhões em vendas externas. O desempenho representa um recuo de 3% frente a 2024. Ainda assim, o produto segue como um dos pilares da pauta exportadora, tendo liderado o ranking em 2021.

Já a carne bovina brasileira teve forte crescimento no comércio internacional. As exportações alcançaram US$ 16,61 bilhões em 2025, uma alta expressiva de 42,5% na comparação anual.

Exportações brasileiras batem recorde histórico

No total, as exportações do Brasil atingiram US$ 348,7 bilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde. O avanço foi de 3,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações do Brasil em até US$ 7 bilhões, projeta Apex.

Agro lidera ganhos com tratado comercial entre os blocos, segundo a agência.

A possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve gerar um incremento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o mercado europeu. A projeção é da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que avalia impactos positivos sobre o agronegócio, a indústria e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Após 26 anos de negociações, o tratado tende a consolidar um dos maiores mercados integrados do planeta, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões, atrás apenas da economia norte-americana.

União Europeia já é parceiro-chave do Brasil

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás somente da China. O intercâmbio é considerado equilibrado, com volumes semelhantes de exportações e importações.

De acordo com a Apex, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, reflexo da reorganização das cadeias globais e da busca por novos mercados diante do aumento de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria ganha espaço com produtos de maior valor agregado

Os dados da agência mostram que mais de um terço das exportações brasileiras ao bloco europeu é composto por bens industrializados, o que reforça o potencial de expansão em segmentos de maior valor agregado.

No campo industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para itens como máquinas, equipamentos de transporte, motores, geradores de energia, autopeças e aeronaves. Também devem surgir novas oportunidades para couro, peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e produtos químicos.

Agronegócio é o principal beneficiado

No agronegócio, a expectativa é de redução gradual das tarifas, chegando à alíquota zero para diversas commodities, respeitando cotas previamente definidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para a União Europeia estão carne de aves, carne bovina e etanol, setores que tendem a ampliar participação no mercado europeu.

Complementaridade fortalece integração econômica

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias é um dos principais trunfos do acordo. Enquanto o Mercosul oferece produção agrícola contínua, a União Europeia reúne alto poder de consumo e demanda industrial sofisticada.

Essa combinação deve estimular o comércio bilateral, aprofundar a integração das cadeias produtivas e gerar efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

Fonte: ApexBrasil
Fonte: Redação

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Comércio Internacional

Brasil amplia estratégia comercial após Mercosul-UE e mira acordos com Índia, Canadá e Emirados Árabes

Após o sinal verde do Conselho Europeu ao acordo Mercosul-União Europeia, o Brasil definiu novas frentes para aprofundar sua inserção no comércio internacional. Para 2026, o governo federal pretende concentrar esforços na ampliação e conclusão de acordos comerciais do Mercosul com Índia, Canadá e Emirados Árabes Unidos, considerados mercados estratégicos para a diversificação das exportações brasileiras.

Índia entra no radar para expansão do comércio agroindustrial

Entre as prioridades, a Índia ocupa posição de destaque. O governo brasileiro avalia que o país asiático, atualmente o mais populoso do mundo e com forte processo de industrialização nas últimas duas décadas, ainda é pouco explorado pelos exportadores nacionais.

Hoje, a pauta brasileira destinada à Índia é concentrada em óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto, que respondem por mais da metade das vendas. A avaliação oficial é de que há espaço para ampliar a presença de produtos como minério de ferro, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas, além de itens como carne de aves, pescados, café e suco de laranja.

Tarifas elevadas são principal obstáculo nas negociações com a Índia

O maior desafio nas tratativas com Nova Délhi está nas altas tarifas de importação. Atualmente, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo de comércio preferencial existente com o Mercosul. O tratado inclui cerca de 450 categorias de produtos, de um universo aproximado de 10 mil, com reduções tarifárias limitadas, entre 10% e 20%.

A meta do governo é ampliar a cobertura do acordo, incluir novos produtos — especialmente do agronegócio brasileiro —, negociar cortes tarifários mais amplos e reduzir barreiras comerciais. Em 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Índia sinalizou positivamente para a expansão do acordo após conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi.

Emirados Árabes avançam para acordo de livre comércio com o Mercosul

No Oriente Médio, o foco está na conclusão do acordo de livre comércio entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos. As negociações, iniciadas em 2024, avançaram de forma acelerada e já passaram por quatro rodadas, a última encerrada em novembro.

Embora houvesse expectativa de assinatura ainda em 2025, alguns pontos sensíveis ficaram pendentes e devem ser resolvidos ao longo de 2026. Entre eles está a demanda dos Emirados pela eliminação de tarifas para produtos petroquímicos, segmento em que o país árabe é altamente competitivo e que gera preocupação na indústria brasileira.

Comércio e investimentos fortalecem relação Brasil–Emirados

Atualmente, os principais produtos exportados pelo Brasil aos Emirados Árabes são carne de frango, carne bovina e açúcar. No sentido inverso, o Brasil importa principalmente petróleo, ureia, enxofre e peças aeronáuticas.

Além do comércio, a relação bilateral tem sido impulsionada por investimentos estrangeiros. Grupos como Mubadala, ADIG, Edge Group e DP World ampliaram significativamente sua atuação no Brasil, reforçando o status da parceria como estratégica e confiável.

Canadá é visto como porta de entrada para mercados de maior valor agregado

Com o Canadá, o objetivo é avançar nas negociações de um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá, considerado essencial para ampliar o acesso brasileiro a setores de maior valor agregado, como mineração, além de beneficiar o agronegócio.

As negociações tiveram início em 2018, mas foram retomadas com mais intensidade em 2025, em meio às incertezas no comércio global provocadas por medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos. O acordo busca reduzir tarifas, facilitar o comércio de bens e serviços e aprofundar a cooperação em áreas como investimentos, compras governamentais e regras ambientais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Exportação

Venezuela despenca no ranking de destinos das exportações brasileiras após 12 anos de crise sob Maduro.

A Venezuela perdeu relevância de forma acelerada no comércio exterior brasileiro ao longo dos últimos 12 anos. O país caiu da 7ª para a 52ª posição entre os maiores destinos das exportações do Brasil durante o período em que Nicolás Maduro esteve no poder. No intervalo, as vendas brasileiras recuaram de US$ 4,8 bilhões em 2013 para US$ 751 milhões em 2025, refletindo o aprofundamento da crise econômica, produtiva e institucional no país vizinho.

De parceiro estratégico a mercado periférico

Quando Maduro assumiu a presidência, em 2013, após a morte de Hugo Chávez, a Venezuela figurava entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Naquele ano, foi o sétimo maior destino das exportações nacionais, atrás apenas de China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos, Japão e Alemanha.

Doze anos depois, o cenário mudou radicalmente. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, o país apareceu apenas na 52ª colocação, com compras que não chegam a um quinto do valor registrado no início do governo Maduro.

Agronegócio concentrava a maior parte das vendas

O agronegócio brasileiro sempre teve papel central no comércio com a Venezuela. Em 2013, o setor respondeu por US$ 2,6 bilhões, o equivalente a 54% de tudo o que o Brasil exportou ao país, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O auge ocorreu em 2014, quando as importações venezuelanas de produtos agropecuários se aproximaram de US$ 3 bilhões, tornando o país o quarto maior destino do agro brasileiro, atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia.

Proteína animal sofre colapso histórico

A crise venezuelana afetou de forma especialmente severa as exportações de proteína animal. Entre 2013 e 2025, o volume de carnes, animais vivos e laticínios enviados ao país despencou de 364,3 mil toneladas para 5,2 mil toneladas, uma queda de 98,6%.

Em valor, o tombo é ainda mais expressivo. As exportações de carnes somaram apenas US$ 13 milhões em 2024, o que representa cerca de 1% da receita obtida em 2014, ano recorde, quando o faturamento atingiu US$ 1,3 bilhão.

Quedas por segmento

  • Carne de frango: de 200 mil toneladas (2014) para 927 toneladas (2024), retração de 99,5%
  • Carne bovina: de 160,3 mil toneladas para 723 toneladas, queda semelhante
  • Animais vivos: de 248,3 mil toneladas para apenas 25 toneladas (-99,9%)
  • Leite e derivados: de 39,2 mil toneladas para 2,2 mil toneladas (-94,3%)

Produtos básicos ganham espaço na pauta

Com o recuo de itens de maior valor agregado, a pauta exportadora passou a ser dominada por produtos básicos, com menor nível de processamento industrial. Destacam-se os aumentos nas vendas de cereais (+162,5%), óleo de soja (+718%) e preparações à base de cereais (+183,6%), hoje entre os principais produtos enviados pelo Brasil à Venezuela.

Importações brasileiras também encolhem

A deterioração comercial é bilateral. O Brasil também reduziu significativamente suas compras do país vizinho, acompanhando o enfraquecimento da capacidade produtiva venezuelana.

Segundo o MDIC, as importações brasileiras caíram de US$ 1,18 bilhão em 2013 para US$ 422 milhões em 2024, uma retração de 64,2%.

Fertilizantes substituem petróleo

Em 2013, petróleo e derivados representavam 78% de tudo o que o Brasil importava da Venezuela, somando US$ 925,8 milhões. Em 2024, a pauta mudou completamente.

Os principais itens passaram a ser fertilizantes (US$ 168,1 milhões), alumínio e seus produtos (US$ 105,3 milhões) e álcoois e derivados (US$ 67,8 milhões). A mudança reflete o colapso da indústria petrolífera venezuelana, apesar de o país deter a maior reserva comprovada de petróleo do mundo.

A produção, que chegou a 3,4 milhões de barris por dia entre 2005 e 2008, caiu para 664,8 mil barris diários em 2021. Em 2024, houve recuperação parcial para 960 mil barris por dia, ainda 64,3% abaixo do nível registrado em 2014.

Mudança política no Brasil agravou a ruptura comercial

Analistas apontam que a queda do comércio não se explica apenas pela crise interna venezuelana. A partir de 2016, com o impeachment de Dilma Rousseff, houve um afastamento político e comercial entre Brasília e Caracas.

Um dos pilares da relação era o Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR), que permitia transações sem uso de dólares. Com o aumento da inadimplência venezuelana, o Brasil passou a endurecer sua posição.

Segundo pesquisadores do Ipea, a redução do diálogo diplomático e a menor tolerância com dívidas junto ao Banco Central e ao BNDES impactaram diretamente o fluxo comercial.

Calotes levaram ao fim do acordo regional

Em 2017, o Banco Central suspendeu as operações com a Venezuela no CCR devido aos atrasos recorrentes. Entre 2017 e 2018, o Tesouro Nacional teve prejuízo de R$ 1,38 bilhão ao acionar o Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para cobrir calotes.

Em abril de 2019, já no governo Jair Bolsonaro, o Brasil deixou unilateralmente o CCR, decisão inédita na política externa brasileira. Segundo o Ipea, a situação venezuelana foi o principal fator para essa saída.

Crise estrutural vem de décadas

A crise econômica da Venezuela teve início ainda nos anos 2000, sob Hugo Chávez, mas se aprofundou a partir de 2015 com a queda da produção de petróleo e dos preços internacionais da commodity. O cenário se agravou com denúncias de violações de direitos humanos, repressão à oposição e questionamentos sobre a legitimidade do processo político, resultando em sanções internacionais, especialmente dos Estados Unidos, que isolaram ainda mais o país.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Texto: Redação

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Exportação

Desoneração da exportação: projeto avança no Senado e pode ser votado em fevereiro

O projeto de desoneração da exportação está pronto para entrar na pauta do Senado e deve ser votado já em fevereiro, segundo o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A proposta prevê a concessão de crédito tributário de 3% para estimular empresas brasileiras a ampliar ou retomar vendas ao exterior.

Crédito tributário deve ampliar acesso a novos mercados

De acordo com Alckmin, a medida é estratégica para empresas que perderam espaço em mercados como os Estados Unidos e buscam redirecionar suas exportações. O ministro destacou que o mecanismo vai beneficiar companhias de todos os portes, das micro e pequenas empresas às grandes exportadoras.

Segundo ele, o texto já está maduro para deliberação no Congresso. A expectativa do governo é que, após a aprovação, o incentivo funcione como um impulso imediato para a competitividade das exportações brasileiras.

Comércio exterior deve crescer apesar do cenário geopolítico

Alckmin também demonstrou otimismo em relação ao saldo da balança comercial brasileira em 2026, mesmo diante das incertezas no cenário internacional. Ele ressaltou avanços logísticos recentes que contribuíram para maior eficiência no comércio exterior.

O tempo médio das exportações brasileiras caiu de mais de dez dias para cerca de quatro a cinco dias. Já nas importações, o prazo foi reduzido para um intervalo entre seis e oito dias. Para o ministro, esses ganhos operacionais são fundamentais para sustentar o crescimento do setor.

Argentina lidera crescimento das exportações brasileiras

Outro destaque citado por Alckmin foi o desempenho da Argentina como destino das exportações nacionais. O país registrou o maior crescimento percentual entre os principais parceiros comerciais do Brasil, impulsionado principalmente pelo setor automotivo.

Atualmente, os maiores compradores de produtos brasileiros são China, União Europeia, Estados Unidos e Argentina. Entre eles, no entanto, o mercado argentino apresentou a expansão mais expressiva, com crescimento superior a 30% nas vendas brasileiras.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Comércio exterior: governo define Índia, Canadá e Emirados como prioridades em 2026

O governo federal estabeleceu como foco do comércio exterior brasileiro em 2026 o avanço de negociações e a ampliação de acordos do Mercosul com Índia, Canadá e Emirados Árabes Unidos. A estratégia busca diversificar mercados, ampliar exportações e reduzir barreiras comerciais.

As diretrizes foram confirmadas pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante coletiva para apresentação dos resultados da balança comercial brasileira de 2025.

Segundo Alckmin, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação como instrumentos para fortalecer o livre comércio e a inserção internacional do país.

Índia: ampliar acordo e reduzir tarifas

No caso da Índia, o principal objetivo é expandir a cobertura do acordo de comércio preferencial firmado com o Mercosul, atualmente considerado restrito. O governo avalia que o país asiático, hoje o mais populoso do mundo e com forte processo de industrialização recente, ainda é pouco explorado pelos exportadores brasileiros.

Atualmente, a pauta de exportações do Brasil para o mercado indiano é concentrada: óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto respondem por mais de 60% das vendas. A avaliação oficial é de que há espaço para diversificação, com potencial para produtos como minério de ferro, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas. Outros itens, como carne de aves, pescado, café e suco de laranja, também aparecem como oportunidades.

O principal obstáculo está nas elevadas tarifas indianas. Hoje, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo, que inclui cerca de 450 categorias de produtos, de um universo aproximado de 10 mil, com reduções tarifárias entre 10% e 20%.

A meta do governo é ampliar a lista de produtos, sobretudo do agronegócio, negociar cortes mais expressivos de tarifas e eliminar barreiras comerciais. Em 2025, o presidente Lula afirmou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, sinalizou concordância em ampliar o escopo do acordo.

Emirados Árabes: acordo de livre comércio em fase final

Com os Emirados Árabes Unidos, a prioridade é concluir as negociações de um acordo de livre comércio entre o país árabe e o Mercosul. As tratativas tiveram início em 2024 e avançaram rapidamente, com quatro rodadas já realizadas.

Apesar da expectativa de conclusão ainda em 2025, as negociações finais ficaram para 2026. Um dos principais impasses envolve a demanda dos Emirados para zerar as tarifas de importação do Mercosul sobre cerca de duas dezenas de produtos petroquímicos.

O tema é sensível para a indústria brasileira, que busca proteção frente à forte competitividade dos produtores árabes, grandes exportadores de derivados de petróleo.

Atualmente, o Brasil exporta principalmente carne de frango, carne bovina e açúcar para os Emirados. Já as importações incluem petróleo, ureia, enxofre e componentes aeronáuticos. Além do comércio, a relação bilateral tem sido fortalecida por investimentos crescentes de grupos como Mubadala, ADIG, Edge Group e DP World, consolidando a parceria estratégica entre os países.

Canadá: acesso a mercados de maior valor agregado

Em relação ao Canadá, o governo brasileiro pretende acelerar as negociações para um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá, visto como estratégico para ampliar o acesso a mercados de maior valor agregado, especialmente nos setores de mineração e agronegócio.

As conversas, iniciadas em 2018, foram retomadas em 2025 em meio às incertezas no comércio global, após medidas tarifárias anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O acordo em negociação prevê redução de tarifas, facilitação do comércio de bens e serviços e maior cooperação em áreas como investimentos, compras governamentais e regras ambientais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Risi / Audiovisual PR

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia avança e deve impulsionar comércio exterior, afirma Alckmin

Ao apresentar os resultados recordes da balança comercial de 2025, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (06/01) que o acordo Mercosul-União Europeia está em fase avançada. Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais é estratégica para fortalecer o comércio exterior brasileiro em um cenário global instável.

Negociação histórica em fase avançada

De acordo com Alckmin, o tratado entre Mercosul e União Europeia, negociado há mais de duas décadas, caminha para a conclusão. O ministro destacou a relevância do acordo em um contexto marcado por conflitos geopolíticos, protecionismo e tensões comerciais.

“Estamos otimistas. Será um acordo fundamental para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global. Em um momento de instabilidade internacional, poderá se tornar o maior acordo do mundo”, afirmou.

Acordos recentes ampliam presença do Mercosul

O ministro também lembrou avanços recentes do bloco sul-americano em outras frentes. Entre eles, o acordo firmado com Singapura, em 2023 — um dos principais destinos das exportações brasileiras — e o tratado com a EFTA, concluído em 2025, que reúne países com algumas das maiores rendas per capita do mundo, como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Segundo Alckmin, o fortalecimento das relações comerciais traz ganhos diretos para a economia. “Quando o comércio global cresce, quem ganha é a sociedade”, afirmou, ao comentar o recorde de US$ 349 bilhões em exportações registrado em 2025.

Novas negociações e relações bilaterais

Além dos acordos já firmados, o Brasil mantém negociações para novos tratados de livre-comércio, incluindo Canadá e Emirados Árabes Unidos. Também estão em andamento conversas com Índia e México para ampliar acordos de preferências tarifárias.

Questionado sobre a relação comercial com a Venezuela, no contexto de medidas adotadas pelos Estados Unidos, Alckmin ressaltou que o intercâmbio bilateral é limitado, somando cerca de US$ 1,2 bilhão em 2025. Ele lembrou ainda que o país vizinho já representou 12% do PIB da América do Sul nos anos 1970, participação hoje reduzida para cerca de 2%.

Medidas para fortalecer o comércio exterior

Durante a coletiva, Alckmin destacou ações do governo voltadas à desburocratização do comércio exterior e à ampliação da corrente de comércio. Um dos principais instrumentos citados foi o Portal Único de Comércio Exterior, que integra serviços de órgãos como Anvisa, Ibama e os ministérios da Agricultura e da Saúde.

Segundo o ministro, a ferramenta já conta com 80% de migração concluída e deve atingir 100% até setembro, com potencial de gerar economia de até R$ 40 bilhões e reduzir em 50% as operações de importação que exigem licenciamento.

Incentivos e reforma tributária

Entre outras iniciativas, Alckmin mencionou o programa Acredita no Brasil, que permite a micro e pequenas empresas recuperar parte dos tributos pagos na cadeia produtiva de bens exportados.

O ministro também destacou a Reforma Tributária como elemento central para melhorar o ambiente de negócios. Segundo ele, a adoção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) elimina tributos embutidos nas exportações e investimentos. Estudos do Ipea indicam que, em 15 anos, a reforma pode elevar os investimentos em 14% e as exportações em 17%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Exportação

Exportações brasileiras atingem US$ 349 bilhões em 2025 e registram recorde histórico

As exportações brasileiras alcançaram um novo recorde em 2025, mesmo diante de um cenário internacional desafiador. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), indicam que o Brasil exportou US$ 348,7 bilhões ao longo do ano, valor US$ 9 bilhões superior ao recorde anterior, registrado em 2023. O desempenho consolida os últimos três anos como os melhores da história da balança comercial brasileira.

Crescimento supera média do comércio global

Na comparação com 2024, as exportações cresceram 3,5% em valor e 5,7% em volume. Esse avanço mais do que dobra a estimativa da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento do comércio global em 2025, projetado em 2,4%.

Além disso, mais de 40 mercados bateram recorde de compras de produtos brasileiros, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o resultado reflete a ampliação de mercados e políticas de estímulo à competitividade. “Mesmo diante de dificuldades geopolíticas, conseguimos abrir novos mercados e expandir os já existentes, apoiados por iniciativas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano”, afirmou.

Importações, corrente de comércio e superávit

As importações brasileiras também atingiram um patamar recorde em 2025, somando US$ 280,4 bilhões, alta de 6,7% em relação a 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do recorde anterior, de 2022.

Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 629,1 bilhões, o maior valor já registrado, com crescimento de 4,9% na comparação anual. O superávit comercial ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

Desempenho recorde em dezembro

Em dezembro de 2025, as exportações totalizaram US$ 31 bilhões, alta de 24,7% e recorde para o mês. As importações alcançaram US$ 21,4 bilhões (+5,7%), enquanto o saldo comercial foi de US$ 9,6 bilhões, crescimento de 107,8%, também o maior já registrado para dezembro. A corrente de comércio mensal somou US$ 52,4 bilhões, avanço de 16,2%.

Exportações por setores e produtos

A indústria de transformação registrou crescimento de 3,8% em valor, impulsionada por aumento de 6% em volume, atingindo o recorde de US$ 189 bilhões. Entre os destaques estão carne bovina, carne suína, alumina, veículos de carga, caminhões, café torrado, máquinas elétricas, produtos de perfumaria, cacau em pó e defensivos agrícolas.

Na indústria extrativa, o volume exportado cresceu 8%, com minério de ferro e petróleo atingindo recordes de embarque. Já os produtos agropecuários avançaram 3,4% em volume e 7,1% em valor, com destaque para o café verde, que alcançou valor recorde, além da soja e do algodão em bruto, que registraram volumes históricos.

Principais destinos das exportações

A China manteve-se como principal destino, com crescimento de 6% e exportações que chegaram a US$ 100 bilhões, puxadas por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro-gusa. Para a União Europeia, o aumento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, milho, minério de cobre e aeronaves.

As exportações para a Argentina avançaram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo. Já para os Estados Unidos, houve retração de 6,6% no ano, influenciada pelas tarifas impostas a produtos brasileiros, especialmente entre agosto e dezembro. Em dezembro, no entanto, os embarques superaram US$ 3 bilhões, sinalizando recuperação parcial.

Importações por categorias e origens

Nas importações, os bens de capital lideraram o crescimento, com alta de 23,7%, seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As compras de combustíveis recuaram 8,6%.

Entre as origens, aumentaram as importações da China (+11,5%), dos Estados Unidos (+11,3%) e da União Europeia (+6,4%). Já as compras de produtos da Argentina registraram queda de 4,7%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal do Boi

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