Comércio Exterior

Mercosul e Canadá retomam negociações para acordo de livre comércio

Nova rodada de diálogo em Brasília busca atualizar compromissos bilaterais

O Mercosul e o Canadá deram início, nesta quinta-feira (9/10), em Brasília (DF), a uma nova rodada de negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Canadá. As discussões, conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), seguem até esta sexta-feira (10/10).

O objetivo do encontro é atualizar os entendimentos comerciais entre o bloco sul-americano e o país norte-americano diante do atual cenário internacional, fortalecendo a integração econômica e as oportunidades de negócios.

Visita canadense abriu caminho para retomada

As negociações foram reativadas após a visita ao Brasil do ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, em agosto de 2025. Na ocasião, Sidhu se reuniu com o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, reforçando o interesse mútuo em ampliar o diálogo econômico e retomar a agenda de cooperação.

De acordo com a Secex, o processo reflete o compromisso do Mercosul em firmar acordos modernos, equilibrados e benéficos para ambas as partes, seguindo modelos de negociações recentes com Singapura, União Europeia e EFTA.

Temas em negociação

A rodada de discussões reúne chefes negociadores e equipes técnicas dos quatro Estados Partes do Mercosul e do Canadá. A agenda inclui balanço dos avanços já alcançados, revisão de pendências e definição de prioridades em capítulos estratégicos, como:

  • Acesso a mercados e regras de origem;
  • Facilitação de comércio e barreiras técnicas;
  • Medidas sanitárias e fitossanitárias;
  • Serviços, investimentos e compras governamentais;
  • Propriedade intelectual e meio ambiente;
  • Questões relacionadas à concorrência, micro e pequenas empresas, gênero, trabalho e povos indígenas.

Relação comercial Brasil–Canadá

O Canadá é um parceiro estratégico para o Brasil. Em 2024, a corrente de comércio bilateral alcançou US$ 9,1 bilhões, consolidando o país como o 19º destino das exportações brasileiras.

Do total exportado pelo Brasil ao Canadá, que somou US$ 6,3 bilhões, cerca de 91% correspondeu à indústria de transformação. Entre os principais produtos estão alumínio, ouro, aço, máquinas e equipamentos, aeronaves e café.Nova rodada de diálogo em Brasília busca atualizar compromissos bilaterais

O Mercosul e o Canadá deram início, nesta quinta-feira (9/10), em Brasília (DF), a uma nova rodada de negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Canadá. As discussões, conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), seguem até esta sexta-feira (10/10).

O objetivo do encontro é atualizar os entendimentos comerciais entre o bloco sul-americano e o país norte-americano diante do atual cenário internacional, fortalecendo a integração econômica e as oportunidades de negócios.

Visita canadense abriu caminho para retomada

As negociações foram reativadas após a visita ao Brasil do ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, em agosto de 2025. Na ocasião, Sidhu se reuniu com o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, reforçando o interesse mútuo em ampliar o diálogo econômico e retomar a agenda de cooperação.

De acordo com a Secex, o processo reflete o compromisso do Mercosul em firmar acordos modernos, equilibrados e benéficos para ambas as partes, seguindo modelos de negociações recentes com Singapura, União Europeia e EFTA.

Temas em negociação

A rodada de discussões reúne chefes negociadores e equipes técnicas dos quatro Estados Partes do Mercosul e do Canadá. A agenda inclui balanço dos avanços já alcançados, revisão de pendências e definição de prioridades em capítulos estratégicos, como:

  • Acesso a mercados e regras de origem;
  • Facilitação de comércio e barreiras técnicas;
  • Medidas sanitárias e fitossanitárias;
  • Serviços, investimentos e compras governamentais;
  • Propriedade intelectual e meio ambiente;
  • Questões relacionadas à concorrência, micro e pequenas empresas, gênero, trabalho e povos indígenas.

Relação comercial Brasil–Canadá

O Canadá é um parceiro estratégico para o Brasil. Em 2024, a corrente de comércio bilateral alcançou US$ 9,1 bilhões, consolidando o país como o 19º destino das exportações brasileiras.

Do total exportado pelo Brasil ao Canadá, que somou US$ 6,3 bilhões, cerca de 91% correspondeu à indústria de transformação. Entre os principais produtos estão alumínio, ouro, aço, máquinas e equipamentos, aeronaves e café.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Comércio Exterior

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Brasília foi palco de um importante avanço na inclusão de gênero no comércio exterior, durante o 11º Encontro da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul (CEMM), realizado em 8 de outubro. A secretária em exercício de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Daniela Matos, destacou o compromisso do governo federal em ampliar a presença feminina nas exportações brasileiras e incorporar a pauta de gênero nos acordos comerciais.

Diagnóstico revela desafios e avanços na liderança feminina

Segundo Daniela Matos, fortalecer a participação das mulheres no comércio internacional é uma das prioridades da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Um estudo realizado pela Secex em 2023 revelou que apenas 14% das empresas exportadoras brasileiras tinham liderança feminina em sua composição societária. Embora um novo levantamento divulgado em 2025 indique avanços, os obstáculos ainda são significativos.

“Esse diagnóstico nos mostrou o tamanho do desafio. As mulheres continuam sendo minoria entre as exportadoras e enfrentam barreiras maiores que os homens. Por isso, o MDIC passou a tratar o tema como prioridade, com iniciativas como o programa Elas Exportam e a inclusão da perspectiva de gênero em acordos comerciais”, afirmou Daniela.

Acordo Mercosul–União Europeia inclui capítulo sobre empoderamento feminino

Um dos destaques do evento foi a menção ao novo capítulo do Acordo Mercosul–União Europeia, que trata especificamente de comércio e empoderamento feminino. O texto prevê ações de cooperação, intercâmbio de experiências e políticas voltadas à ampliação da participação das mulheres no comércio internacional.

“Esses dispositivos são fundamentais para garantir que os benefícios do acordo cheguem às empresas brasileiras, especialmente aquelas lideradas por mulheres. A diversidade precisa estar refletida no comércio exterior, promovendo oportunidades mais justas e inclusivas”, completou Daniela.

Lideranças do Mercosul celebram protagonismo feminino

A coordenadora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul, Laura Velásquez, classificou a inclusão da pauta de gênero como um marco histórico. “As mulheres empresárias têm papel essencial na economia dos nossos países. É fundamental que elas também ocupem espaço nos acordos comerciais. Esse novo capítulo é um avanço significativo”, declarou.

O embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, também participou do painel e destacou o progresso nas negociações do acordo entre os blocos. “As disciplinas jurídicas estão compatibilizadas e há disposição total do Mercosul para que o acordo entre em vigor ainda sob a presidência brasileira”, afirmou.

Evento reúne lideranças femininas do setor produtivo

O painel de abertura do CEMM, com o tema “Atualizações sobre o Acordo Mercosul–União Europeia”, foi conduzido por Lilian Schiavo, diretora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Brasil. O encontro reuniu empresárias da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de representantes governamentais, instituições financeiras e entidades do setor produtivo.

FONTE: Com informações de Agência Gov, Conexão Maríliaconexaomarilia.com.br e Rádio Itatiaia.
TEXTO: REDAÇÃO

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Comércio Exterior

Tarifaço de Trump atinge exportações brasileiras, mas impacto inicial é menor que o esperado

Dois meses após a entrada em vigor do tarifaço de Donald Trump, os efeitos sobre a economia brasileira se mostram menos devastadores do que se temia. Segundo levantamento da Amcham Brasil, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), apenas 44,6% das exportações nacionais foram diretamente atingidas pela alíquota máxima de 50%. Outros 29,5% enfrentam sobretaxas menores, enquanto 25,9% seguem livres de tarifas adicionais.

Commodities encontram saída, mas indústria sofre

O impacto mais forte recaiu sobre café, carne e açúcar, produtos que representam pilares da pauta exportadora nacional. No caso do café, as vendas para os Estados Unidos caíram 56% em setembro e devem ser zeradas nas próximas semanas. Países europeus, como Alemanha e Itália, passaram a absorver parte dessa produção.

Para Fabrizio Panzini, diretor de Políticas Públicas da Amcham, a capacidade de redirecionar commodities para outros mercados reduziu os prejuízos imediatos. Já Marcos Matos, diretor do Cecafé, alerta que a reorganização global está em curso: a Colômbia deve reforçar suas exportações aos EUA, enquanto o Brasil tende a concentrar esforços na Europa.

Fora do agronegócio, no entanto, a pressão é muito maior. Setores como madeira, móveis e máquinas enfrentam estoques parados, aumento de custos e até demissões em massa. Produtos regionais, como o mel do Nordeste, também sentem os efeitos.

Setores mais afetados pelas tarifas

Em 2024, 74,1% dos produtos brasileiros vendidos aos EUA sofreram algum tipo de sobretaxa. Entre eles:

  • Commodities agrícolas: sofreram primeiro uma tarifa de 10% e, depois, a sobretaxa de 40%, totalizando 50%;
  • Ferro fundido, aeronaves e suco de laranja: atingidos apenas pela tarifa inicial de 10%;
  • Medicamentos e pescados: incluídos no segundo pacote, com alíquota de 40%;
  • Aço, alumínio e cobre: taxados em 50% pela seção 232 da Lei de Expansão do Comércio dos EUA;
  • Automóveis e autopeças: sobretaxa de 25%.

Apesar disso, de janeiro a agosto, as exportações brasileiras aos EUA ainda registraram crescimento de 1,6% em relação a 2023. Porém, em agosto, a queda foi brusca: -18,5%.

Indústria de máquinas busca alternativas

Nos equipamentos e máquinas, setor que depende em 27% do mercado americano, empresas tentam reorganizar estratégias. Cristina Zanella, diretora da Abimaq, explica que há um esforço para realocar exportações para outros destinos. Algumas fábricas compensaram perdas com a demanda interna, mas outras sofrem com cancelamentos de contratos e dificuldade de crédito.

Pressão política e busca por isenções

Enquanto setores tentam se adaptar, cresce a pressão política em Brasília e em Washington. Indústrias como celulose e ferro-gusa já conseguiram isenções. O empresário Joesley Batista se reuniu com Trump em setembro para negociar a taxação da carne. Paralelamente, companhias transferem parte da produção para países vizinhos, como Paraguai e Colômbia, para escapar da tarifa de 50%.

O advogado tributarista Leonardo Briganti avalia que o prejuízo maior recai sobre os EUA. “A ideia de reindustrializar os Estados Unidos não aconteceu. Houve aumento de custos e pequenas empresas importadoras estão sofrendo”, afirma.

Demissões e estoques parados

Na indústria da madeira, os efeitos são dramáticos. A empresa paranaense Randa perdeu 30% do faturamento e demitiu 200 funcionários. Outros 600 estão em férias coletivas. “Estamos pagando armazéns para estocar mercadorias. É insustentável”, diz o CEO Guilherme Ranssolin.

A Engemasa, fabricante de peças de aço inox, reduziu 10% do quadro de funcionários e acumula produtos sem destino. Já a Fider Pescados, que exportava tilápia, reduziu as vendas aos EUA e buscou clientes no mercado interno e no Canadá para compensar.

Perspectivas

De acordo com a Amcham, o Brasil conseguiu amortecer os impactos iniciais do tarifaço graças à força do agronegócio. No entanto, se as sobretaxas persistirem, a pressão sobre a indústria pode resultar em maior desemprego e retração econômica.

O governo dos EUA estuda liberar um pacote de US$ 10 bilhões para socorrer seus produtores rurais, especialmente os de soja, enquanto no Brasil cresce a expectativa por medidas de apoio à indústria nacional.

FONTE: Agenda do Poder
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agenda do Poder

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA completa 50 dias e ainda atinge 73,8% das exportações brasileiras

Impacto do tarifaço nas vendas ao mercado americano

A sobretaxa imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras completou 50 dias em vigor e continua afetando fortemente o comércio bilateral. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 73,8% dos produtos brasileiros exportados ao país seguem sob tarifas adicionais, mesmo após a abertura de exceções pelo governo norte-americano.

O estudo aponta que 6.033 itens de diferentes setores ainda estão sobretaxados. Antes das isenções, o impacto atingia 77,8% das vendas.

Produtos liberados da sobretaxa

Na última atualização, 39 produtos foram retirados da tarifa extra de 50%, incluindo minerais críticos, químicos industriais e metais preciosos. Desses, apenas 13 tiveram exportação registrada pelo Brasil em 2024, movimentando US$ 1,7 bilhão, equivalente a 4,1% do total vendido aos EUA.

Três desses itens agora estão totalmente livres de tarifas adicionais: dois tipos de pastas químicas de madeira e o ferroníquel. Já os outros dez produtos permanecem com sobretaxa de 40%, entre eles níquel, grafite natural, artigos de ouro e ímãs permanentes.

Lula e Trump: aproximação em meio ao impasse

O governo brasileiro busca retomar o diálogo com Washington. A expectativa é que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se encontrem na próxima semana, após uma primeira aproximação durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a urgência de avançar nas negociações:
“A situação não beneficia ninguém. Esperamos que a reunião entre Lula e Trump seja o início de um processo oficial para reverter o tarifaço.”

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que atuou nos bastidores para viabilizar a conversa, afirmou que a reunião é um “passo importante” para buscar um acordo que favoreça os dois países.

Especialistas pedem cautela

Apesar da sinalização positiva, analistas lembram que a política comercial do governo Trump é marcada por imprevisibilidade. A professora de Relações Internacionais da Unifesp, Regiane Bressan, alerta que negociações podem ocorrer, mas sempre em cenários de incerteza.

Recentemente, Trump anunciou novas tarifas sobre caminhões, móveis e produtos farmacêuticos, reforçando a linha dura de sua política comercial.

Para o diretor da BMJ Consultores, José Pimenta, os EUA podem flexibilizar em alguns pontos, mas dificilmente vão abandonar o aumento tarifário como estratégia:
“Podem ocorrer ajustes ou exceções, mas a elevação das tarifas segue como parte central da política americana.”

Já o sócio-fundador da BMJ, Welber Barral, aponta que a sobretaxa levou o Brasil a diversificar mercados, aumentando as exportações de carne para países como México e China.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Protagonismo feminino no comércio exterior: programa da ApexBrasil vence prêmio internacional na África do Sul

Iniciativa “Mulheres e Negócios Internacionais” (MNI) é reconhecida como a melhor do mundo em inclusão e sustentabilidade de negócios pelo WTPO Awards 2024

O programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), conquistou mais um reconhecimento global ao vencer o WTPO Awards 2024 – na categoria “Melhor iniciativa que garante a inclusão e sustentabilidade de um negócio”. A premiação, promovida pelo International Trade Centre (ITC), foi entregue nesta terça-feira (22) em Joanesburgo, África do Sul, durante a primeira Reunião Ministerial Global de Pequenas e Médias Empresas.

A premiação destaca o impacto transformador do programa no fortalecimento da presença feminina no comércio exterior, tornando o Brasil referência em iniciativas de inclusão de gênero e empoderamento feminino no mercado internacional.

Mulheres liderando negócios globais

Idealizado por Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, o MNI foi criado em 2023 com o propósito de inserir mais mulheres no ecossistema de exportações e promover a equidade de gênero no comércio exterior. “A aspiração de trazer mais mulheres para os negócios internacionais está se concretizando em ações efetivas, impactando centenas de empresárias e ecoando no trabalho de diferentes entidades e parceiros governamentais”, afirmou Repezza.

Com ações estruturadas e parcerias estratégicas, o MNI já transformou a trajetória de mais de 1.400 empresas lideradas por mulheres, com 63% dessas empresas sendo de micro e pequeno porte, segmento prioritário para o desenvolvimento inclusivo do Brasil.

Reconhecimento global e impacto local

Esse é o terceiro prêmio internacional que a iniciativa recebe. Em 2024, o programa também foi laureado com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Além disso, o programa “Elas Exportam”, do MDIC – vinculado ao MNI – ganhou o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, da OMC, na Suíça.

Segundo Repezza, combate à desigualdade de gênero exige ações permanentes: “Incluir mulheres nos fluxos de comércio exterior gera riqueza, renda e impactos intergeracionais. Cada reconhecimento reforça nosso compromisso com uma economia mais inclusiva.”

MNI: inclusão de gênero como estratégia institucional

Desde sua criação, o MNI tornou-se ação transversal na ApexBrasil, influenciando todos os projetos da Agência com a aplicação de uma lente de gênero. O objetivo é ampliar as oportunidades para empreendedoras brasileiras nos mercados internacionais, com apoio estruturado em capacitação, inteligência de mercado e inserção em feiras e rodadas de negócio.

MPEs ganham protagonismo na exportação brasileira

O apoio às micro e pequenas empresas (MPEs) tem sido uma das prioridades da ApexBrasil. Em 2024, a Agência apoiou 20.596 empresas, sendo 54,2% de micro e pequeno porte – um aumento de mais de 50% em relação a 2023. O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) capacitou 5.071 empresas este ano, 70% delas MPEs.

Dados da Secex/MDIC mostram que o número de pequenas empresas exportadoras cresceu 112,45% nos últimos 10 anos.Em 2024, foram 5.952 microempresas e MEIs e 5.480 pequenas empresas exportando ativamente.

No entanto, o desafio permanece: as MPEs respondem por menos de 1% do valor total exportado pelo Brasil (US$ 2,6 bilhões dos US$ 337 bilhões). Por isso, ações como o MNI são fundamentais para quebrar barreiras de entradaconectar empresárias a compradores internacionais e incentivar a internacionalização de negócios liderados por mulheres.

Próximos passos: interseccionalidade e redes globais

De acordo com Maira Cauchioli, especialista líder do programa MNI, o foco agora é expandir as ações para além da questão de gênero: “Vamos atuar na interseccionalidade com raça/etnia e fortalecer redes de relacionamento internacionais. Também vamos mapear mulheres atuantes no comércio exterior e conectá-las a compradores e investidores inclusivos.”

A ApexBrasil acredita que o comércio exterior pode ser uma ferramenta poderosa de transformação social, e que mulheres protagonistas nos negócios internacionais representam uma força crescente na economia brasileira.

Texto: REDAÇÃO / FONTE: APEX BRASIL

Imagem: DIVULGAÇÃO

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Economia, Internacional, Mercado Internacional

Tarifa de 50% sobre exportações brasileiras: decisão de Trump gera reações e acirra tensões políticas e econômicas

O anúncio feito por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto, provocou uma onda de reações no Brasil e no exterior. O motivo declarado por Trump foi o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de tentar liderar um golpe de Estado. O gesto foi amplamente interpretado como uma interferência direta nos assuntos internos do Brasil e gerou repercussões em diferentes esferas: política, econômica e diplomática.

A decisão, classificada pelo economista e Nobel Paul Krugman como parte de um “programa de proteção a ditadores”, foi duramente criticada por autoridades brasileiras, instituições empresariais, especialistas e parlamentares. Enquanto o governo Lula vê a medida como uma afronta à soberania nacional, políticos da oposição acusam o atual governo de criar tensões com os EUA.

Governo reage e convoca reunião de emergência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à decisão convocando uma reunião de emergência com ministros e afirmou que o Brasil responderá com base na Lei de Reciprocidade Econômica, em vigor desde abril. Nas redes sociais, Lula destacou que “qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida” e reforçou que o processo judicial contra Bolsonaro “é de competência da Justiça Brasileira”.

Para o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, a iniciativa de Trump tem potencial político relevante: “Certamente, essa dimensão política é algo positivo para a administração Lula”, afirmou. No entanto, Cortez pondera que o efeito pode ser limitado pela polarização política e pelo forte apoio da base bolsonarista.

Especialistas alertam para riscos à soberania e impacto diplomático

Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destacou que “ingerências externas não pegam bem no Brasil” e que até críticos de Lula podem ver o gesto como um ataque à soberania. Já Creomar de Souza, da consultoria Dharma Politics, afirmou que a medida é uma “bola quicando” para o governo, mas alerta que “a questão é saber se o governo terá uma resposta organizada e uníssona”.

Ian Bremmer, cientista político americano, afirmou que “seria intolerável para líderes americanos se outro país fizesse o mesmo com os EUA”, enquanto Krugman classificou as tarifas como “megalomaníacas” e sem justificativa econômica, observando que o comércio com os EUA representa menos de 2% do PIB brasileiro.

Setores econômicos pedem diplomacia e cautela

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação e defendeu diálogo. “Os impactos dessas tarifas podem ser graves para a nossa indústria, que é muito interligada ao sistema produtivo americano”, afirmou Ricardo Alban, presidente da entidade.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também pediu cautela: “A nova alíquota atinge o agronegócio nacional, impactando o câmbio e a competitividade”. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) enfatizaram os riscos de prejuízos econômicos e danos à imagem do Brasil no exterior. “É uma das maiores taxações já aplicadas na história do comércio internacional”, destacou José Augusto de Castro, presidente da AEB.

Parlamentares se dividem entre nacionalismo e acusação

Na arena política, a medida acirrou o embate entre governo e oposição. O senador Humberto Costa (PT-PE) classificou a atitude como “jogar contra o Brasil”, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ironizou que Lula “conseguiu ferrar o Brasil”. Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou os aliados de Bolsonaro de “traidores”, e Jaques Wagner (PT-BA) reforçou que “o Brasil não será quintal de ninguém”.

Deputados bolsonaristas, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Filipe Barros (PL-PR), culparam Lula e o STF pela crise diplomática. Já o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) criticou a “ideologia acima da economia”, enquanto Romeu Zema (Novo-MG) falou em “perseguições” e “provocações baratas”.

Eduardo Bolsonaro e bastidores da decisão

A medida de Trump veio na esteira da atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Em carta enviada ao jornalista Guga Chacra, assinada junto com o jornalista Paulo Figueiredo, Eduardo confirmou que manteve “intenso diálogo com autoridades do governo Trump” e que a decisão de taxar o Brasil é reflexo direto dessas conversas, com o objetivo de pressionar o STF e seu relator, Alexandre de Moraes.

STF e diplomatas reagem

O ministro Flávio Dino, do STF, destacou em publicação nas redes que a Corte age em defesa da “soberania nacional e da democracia”. Já o ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou diretamente sobre o assunto, mas bastidores apontam preocupação com o uso político da medida internacional para pressionar decisões judiciais.

O que esperar daqui para frente?

A escalada tarifária imposta por Trump reabre o debate sobre o uso de políticas comerciais para fins políticos. Apesar de seus efeitos diretos sobre o comércio exterior brasileiro serem limitados em termos absolutos — segundo dados da OMC, os EUA representam 11,4% das exportações brasileiras —, os impactos simbólicos e políticos podem ser significativos, especialmente em ano pré-eleitoral.

Há incerteza quanto aos desdobramentos diplomáticos. O governo brasileiro tenta articular uma resposta que preserve os interesses econômicos do país, sem acirrar ainda mais o conflito político. O sucesso dessa resposta, segundo especialistas, dependerá da habilidade do governo em unir diferentes frentes políticas e econômicas em torno de uma reação estratégica, firme, mas diplomática.

FONTE: COMPILADO DE NOTÍCIAS – BBC NEWS/BRASIL
FOTO: REUTERS/Ken Cedeno
TEXTO: REDAÇÃO

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Exportação, Industria, Informação, Mercado Internacional, Negócios

Brasil atinge recorde histórico de exportações de soja em março

O Brasil exportou 14,68 milhões de toneladas de soja em março de 2025, registrando o maior volume já embarcado na história para o mês. O resultado representa um aumento de 16,51% em relação ao mesmo período de 2024, reforçando a posição brasileira como principal fornecedor mundial da oleaginosa.

Esse volume expressivo, concentrado no primeiro trimestre, reflete sobretudo o apetite da China em recompor seus estoques. O mercado asiático enfrentou desabastecimento nos primeiros meses do ano, e os embarques recordes realizados em março devem começar a chegar aos portos chineses entre abril e maio — período em que o consumo costuma se intensificar no país.

Outro fator que contribuiu para o desempenho das exportações brasileiras foi a escalada tarifária recente entre os Estados Unidos e seus principais parceiros comerciais, o que tornou o produto brasileiro ainda mais competitivo no mercado internacional. Com esse cenário, a expectativa é de que o ritmo aquecido das exportações se mantenha nos próximos meses.

Fonte: Minuto MT
Brasil atinge recorde histórico de exportações de soja em março

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Gestão, Industria

Exportações de café não torrado superam US$ 1 bilhão em março de 2025

Dados divulgados nesta sexta-feira (4) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que as exportações brasileiras de café não torrado alcançaram um faturamento de US$ 1,424 bilhão em março de 2025.

O valor representa um expressivo aumento em relação ao mesmo mês de 2024, quando a receita somou US$ 739,283 milhões.

A média diária de faturamento também apresentou crescimento significativo, atingindo US$ 74,984 milhões em março de 2025 — avanço de 92,7% frente à média diária de US$ 39,964 milhões registrada em março do ano anterior.

No que se refere ao volume embarcado, foram exportadas 219,132 mil toneladas de café não torrado em março deste ano, ante 208,295 mil toneladas no mesmo período de 2024. A média diária de exportação foi de 11,533 mil toneladas, o que representa um aumento de 5,2% em relação à média de 10,414 mil toneladas registrada no ano anterior.

Quanto ao preço médio do produto, houve uma valorização de 83,2%. Em março de 2025, o grão foi negociado a US$ 6.501,60 por tonelada, enquanto em março de 2024 o valor médio foi de US$ 3.549,20.

Confira abaixo um comparativo das exportações brasileiras de café nos últimos cinco anos. Os dados são do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Café | 2021 a 2025 | TEU

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Café torrado e derivados também registram alta na receita, apesar de queda no volume exportado

As exportações de café torrado, extratos, essências e concentrados totalizaram 7,438 toneladas em março de 2025, levemente abaixo das 7,877 toneladas embarcadas nos primeiros 20 dias de março de 2024. A média diária foi de 391 toneladas, queda de 5,6% em relação à média de 393 toneladas no ano anterior.

Apesar da redução no volume, o faturamento com essas exportações apresentou crescimento. A receita total em março de 2025 foi de US$ 94,799 milhões, contra US$ 65,707 milhões em março de 2024. A média diária ficou em US$ 4,989 milhões, representando um avanço de 44,3% frente aos US$ 3,285 milhões de março do ano passado.

O preço médio do produto também subiu de forma significativa. Em março de 2025, o valor negociado foi de US$ 12.745,00 por tonelada, o que equivale a uma valorização de 52,8% em comparação ao preço médio de US$ 8.341,70 registrado no mesmo mês de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio
https://www.portaldoagronegocio.com.br/agricultura/cafe/noticias/exportacoes-de-cafe-nao-torrado-superam-us-1-bilhao-em-marco-de-2025

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Negócios

Exportações de Carne de Frango do Brasil Sobem 13,7% no 1º Trimestre

As exportações brasileiras de carne de frango somaram 1,387 milhão de toneladas no primeiro trimestre, aumento de 13,7% ante o mesmo período de 2024, informou nesta segunda-feira (7) a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em receita, o crescimento é ainda “mais expressivo”, com alta de 20,8%, para US$ 2,5 bilhões (R$ 12,5 bilhões), acrescentou a ABPA em nota.

“Diversos dos mercados de mais alto valor agregado apresentaram altas expressivas, o que se refletiu, também, em uma receita em nível de crescimento mais elevado em relação aos volumes”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Em comunicado, ele acrescentou a média das exportações de carne de frango se manteve acima das 460 mil toneladas mensais neste primeiro trimestre, algo inédito no setor. Isso “aponta para uma provável superação das projeções iniciais da ABPA para este ano”, comentou.

Em março, as exportações do Brasil, maior exportador global, totalizaram 476 mil toneladas em março, avanço de 13,8% ante o mesmo mês de 2024. A receita gerada alcançou US$ 889,9 milhões (R$ 4,4 milhões), valor 18,5% maior.

Entre os principais destinos de exportação em março, a China manteve a liderança, com 46,4 mil toneladas embarcadas — volume 19,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Na sequência aparecem: Arábia Saudita, com 40,5 mil toneladas (+15,7%); Emirados Árabes Unidos, com 32,2 mil toneladas (-21%); Japão, com 29,8 mil toneladas (-5,5%).

Filipinas, com 25,1 mil toneladas (+43,6%), União Europeia, com 23 mil toneladas (+29,9%), México, com 20,4 mil toneladas (+52,4%) e Coreia do Sul, com 14,9 mil toneladas (+18,4%), são os outros destaques positivos, segundo a ABPA.

FONTE: FORBES
Exportações de Carne de Frango do Brasil Sobem 13,7% no 1º Trimestre

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Agricultura, Economia, Exportação, Industria, Informação, Internacional, Negócios, Notícias

Medidas Comerciais Adotadas pelo Governo dos Estados Unidos em 2 de abril de 2025

O governo brasileiro lamenta a decisão tomada pelo governo norte-americano no dia de hoje, 2 de abril, de impor tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras para aquele país.

A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA.

Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo.

Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a “reciprocidade comercial” não reflete a realidade.

Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiros, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais.

Nesse sentido, o governo brasileiro destaca a aprovação pelo Senado Federal do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, já em apreciação pela Câmara dos Deputados.

FONTE: MAPA.gov
Medidas Comerciais Adotadas pelo Governo dos Estados Unidos em 2 de abril de 2025 — Ministério da Agricultura e Pecuária

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