Exportação

Brasil endurece regras para exportação de carne à União Europeia e exige novos controles sanitários

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou novas exigências para a certificação de produtos de origem animal destinados à União Europeia. A medida atende às normas adotadas pelo bloco europeu sobre o uso de antimicrobianos na produção pecuária e altera os critérios para emissão dos certificados sanitários internacionais.

As determinações estão previstas no Ofício-Circular nº 24/2026/CGCOA/DIPOA/SDA/MAPA, encaminhado aos serviços oficiais de inspeção e aos estabelecimentos habilitados para exportação. A partir de 3 de setembro de 2026, somente poderão ser certificados os produtos que comprovarem conformidade com a legislação europeia.

Exportadores terão de comprovar rastreabilidade e conformidade

Com as novas regras, frigoríficos e demais empresas exportadoras deverão manter sistemas de controle auditáveis que comprovem a elegibilidade de animais, matérias-primas e insumos utilizados na produção.

Entre as exigências estão registros de rastreabilidade, documentação que ateste a conformidade dos produtos, mecanismos para separar lotes aptos e não aptos à exportação e procedimentos para bloquear cargas que deixarem de atender aos critérios estabelecidos. A fiscalização oficial ficará responsável por verificar a implantação e a eficiência desses controles durante as auditorias.

As mudanças têm como base o Regulamento Delegado (UE) 2023/905 e o Regulamento de Execução (UE) 2022/1255, que impedem a entrada no mercado europeu de animais e produtos oriundos de sistemas que utilizem antimicrobianos para promoção de crescimento ou medicamentos considerados críticos para a medicina humana.

Impacto varia entre os setores da produção animal

As novas exigências abrangem carnes, ovos, mel, pescado, aquicultura e outros produtos de origem animal, mas os efeitos deverão ser diferentes em cada cadeia produtiva.

Nos setores de aves, ovos e aquicultura, o MAPA passa a exigir programas documentados de qualificação e monitoramento dos fabricantes de alimentação animal utilizados nos lotes destinados à União Europeia. Também será necessária a comprovação de que esses fornecedores estejam devidamente registrados junto ao ministério.

Nas integrações avícolas, boletins sanitários e registros dos programas de alimentação passam a integrar a documentação sujeita à fiscalização oficial.

Já na bovinocultura, a adaptação tende a ser mais desafiadora devido ao longo ciclo de produção. A certificação exigirá documentação que demonstre que o animal permaneceu em conformidade com as normas europeias durante toda a sua vida produtiva, reforçando a necessidade de sistemas robustos de rastreabilidade desde a cria até o abate.

Fiscalização passa a avaliar programas de autocontrole

Outra mudança importante é a ampliação das responsabilidades das empresas exportadoras. A fiscalização deixará de concentrar sua análise apenas na etapa final de processamento e passará a avaliar os programas de autocontrole adotados pelos estabelecimentos.

O Serviço Oficial deverá verificar se esses procedimentos são suficientes para assegurar a manutenção da elegibilidade sanitária dos produtos destinados ao mercado europeu, analisando sua adequação, implementação e efetividade.

O documento também informa que os mesmos critérios servirão de base para as exportações ao Reino Unido enquanto permanecerem em vigor requisitos equivalentes relacionados ao uso de antimicrobianos, embora não existam novas restrições sanitárias impostas pelas autoridades britânicas neste momento.

Adequação acompanha mudanças na legislação europeia

As novas orientações fazem parte do processo de adequação do Brasil às recentes mudanças regulatórias promovidas pela União Europeia. Em maio, o bloco atualizou a relação de países autorizados a oferecer garantias sobre o controle de antimicrobianos na produção animal e estabeleceu prazo até setembro para adaptação dos sistemas de certificação.

Antes disso, o governo brasileiro já havia publicado a Portaria SDA nº 1.617/2026, proibindo o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal. A medida integra o alinhamento da legislação nacional às normas internacionais voltadas ao combate da resistência antimicrobiana.

Segundo o MAPA, a emissão dos certificados sanitários internacionais, a partir de 3 de setembro de 2026, dependerá da comprovação de que os produtos atendem integralmente às exigências previstas pela legislação europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China desacelera e frigoríficos brasileiros suspendem parte da produção

Frigoríficos brasileiros começaram a reduzir o ritmo de produção e a conceder férias coletivas a funcionários diante da expectativa de esgotamento da cota anual de importação de carne bovina da China. A medida afeta unidades em diferentes estados e deve impactar temporariamente o setor até a reabertura das compras pelo mercado chinês.

A previsão das empresas é que os importadores da China retomem os pedidos apenas em outubro, quando os embarques já poderão ser contabilizados na cota de 2027.

Cota chinesa reduz demanda por carne brasileira

Empresas como Frigol, Better Beef, Iguatemi Beef e Plena Alimentos anunciaram a suspensão parcial do abate de bovinos e da produção de carne. O objetivo é ajustar a oferta diante da queda na demanda do principal destino das exportações brasileiras do setor.

No fim de 2025, a China estabeleceu limites anuais de importação para fornecedores como Brasil, Austrália e Estados Unidos, em uma estratégia para fortalecer a produção interna. Para o Brasil, a cota foi fixada em 1,106 milhão de toneladas, abaixo das cerca de 1,7 milhão de toneladas exportadas pelo país no ano anterior.

As cargas dentro da cota pagam tarifa de 12%. Já os volumes que ultrapassam esse limite passam a sofrer uma tributação total de 67%, tornando as operações menos competitivas.

Embora ainda seja junho, exportadores acreditam que a cota esteja próxima do limite porque o governo chinês contabiliza os volumes conforme a data de chegada aos portos do país, e não pela data de embarque no Brasil.

Empresas adotam férias coletivas e reduzem abates

A Frigol informou que cerca de mil colaboradores da unidade de Água Azul do Norte (PA) entrarão em férias coletivas por 18 dias a partir de 1º de julho. A planta destinava aproximadamente 70% da produção ao mercado chinês.

Nas demais unidades, a empresa reduzirá o ritmo de abates em cerca de 20%. Mesmo após o retorno dos funcionários, a expectativa da companhia é operar entre 30% e 40% abaixo da capacidade anterior, devido à dificuldade de redirecionar toda a produção para outros mercados.

A Better Beef também anunciou mudanças nas operações. A unidade de Araçatuba (SP) terá as atividades suspensas entre 20 de julho e 10 de agosto. Enquanto isso, a planta de Rancharia passará a abastecer o mercado interno e outros destinos internacionais, como Estados Unidos, Chile e países do Oriente Médio.

A empresa, que faturou cerca de R$ 3 bilhões no ano passado, esperava crescer aproximadamente 10% em 2026. Com as restrições nas compras chinesas, a projeção foi revista para um desempenho semelhante ao registrado em 2025.

Mato Grosso do Sul e outras regiões também são afetados

A Iguatemi Beef, instalada em Mato Grosso do Sul, colocará aproximadamente 650 dos 850 funcionários em férias coletivas durante julho. A unidade exporta entre 90% e 95% da produção, sendo que cerca de 80% tem como destino a China.

Segundo a empresa, a redução temporária dos abates ajudará a controlar custos em um cenário de demanda enfraquecida e preços elevados do gado. Parte da produção já foi direcionada antecipadamente para mercados como Estados Unidos, Reino Unido, Oriente Médio e o próprio mercado brasileiro.

A Plena Alimentos também confirmou férias coletivas para cerca de 1.500 colaboradores em plantas localizadas em Goiás e Tocantins, durante 21 dias úteis. Já a Astra Foods pretende ampliar o abastecimento do mercado regional com a carne que deixará de ser exportada nos próximos meses.

Grandes frigoríficos buscam reduzir impactos

As maiores empresas do setor contam com uma estrutura mais diversificada para enfrentar o cenário. A estratégia inclui ampliar as vendas para outros mercados internacionais e utilizar plantas instaladas em diferentes países.

No caso da Minerva Foods, unidades brasileiras devem reforçar o fornecimento aos Estados Unidos, enquanto operações na Argentina, Uruguai e Colômbia continuam atendendo a demanda chinesa.

Na JBS, o diretor da Friboi, Renato Costa, já havia informado anteriormente que a empresa deixaria de produzir determinados cortes destinados à China a partir da segunda quinzena de junho. Procurada, a companhia não confirmou se também adotará férias coletivas para parte dos funcionários. Minerva e MBRF optaram por não comentar o assunto.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images/Canva

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Exportação

Exportação de carne bovina: Vietnã autoriza mais duas plantas brasileiras

O mercado do Vietnã ampliou o acesso da carne bovina brasileira ao aprovar mais duas unidades frigoríficas para exportação. As plantas da Naturafrig, localizada em Pirapozinho (SP), e da Sulbeef, em Aparecida do Taboado (MS), receberam a habilitação oficial das autoridades vietnamitas para comercializar seus produtos no país asiático.

Com a nova autorização, o Brasil passa a contar com 12 unidades aptas a exportar cortes bovinos para o mercado vietnamita, reforçando a presença nacional em um destino considerado estratégico para o agronegócio.

Número de frigoríficos habilitados chega a 12

A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira ocorreu em março de 2025. Desde então, cinco grupos empresariais conquistaram autorização para operar no país.

Atualmente, a lista de unidades habilitadas inclui quatro plantas da JBS, quatro da Minerva, duas da MBRF e as duas recém-aprovadas da Naturafrig e da Sulbeef.

A ampliação do número de frigoríficos autorizados representa mais oportunidades para o setor de exportação de carne bovina, que busca expandir sua participação nos mercados internacionais.

Mercado vietnamita tem potencial de crescimento

O interesse da indústria brasileira pelo Vietnã continua elevado. Quase 100 plantas frigoríficas em diferentes estados já protocolaram a documentação necessária para obter a habilitação e aguardam análise das autoridades locais.

A expectativa do setor é significativa, já que o mercado vietnamita apresenta potencial para absorver cerca de 300 mil toneladas de carne bovina por ano.

Coreia do Sul amplia compras de carne de aves

Além dos avanços nas exportações de carne bovina, o Brasil também registrou expansão no comércio de carne de frango com a Coreia do Sul.

O número de frigoríficos autorizados a exportar produtos avícolas para o mercado sul-coreano aumentou de 45 para 54 unidades. Já a quantidade de armazéns frigorificados habilitados passou de nove para dez estabelecimentos.

O avanço das habilitações fortalece a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e amplia as oportunidades para os setores de proteínas animais em mercados de alto potencial de consumo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Carne brasileira: governo busca reverter veto da União Europeia antes de entrada em vigor

O governo federal intensificou as negociações para tentar reverter a decisão da União Europeia que retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A medida está relacionada às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária e deve passar a valer em 3 de setembro.

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, o Ministério das Relações Exteriores mantém diálogo com representantes europeus na tentativa de encontrar uma solução antes da implementação das restrições.

Governo e setor produtivo buscam alternativas

Além da atuação diplomática, o Ministério da Agricultura e representantes do setor privado trabalham para apresentar as garantias sanitárias exigidas pelas autoridades europeias. Entre as iniciativas em discussão estão visitas técnicas presenciais a propriedades rurais e sistemas de produção animal para comprovar a adequação às normas do bloco.

O objetivo é, ao menos, reduzir os impactos da decisão ou obter uma flexibilização parcial das exigências enquanto as adequações são avaliadas.

Exportações de carne e outros produtos serão afetadas

A nova regulamentação foi publicada pela União Europeia na última sexta-feira (5). Na relação divulgada em 2024, o Brasil aparecia entre os países autorizados a exportar carne bovina, carne de frango, carne equina, além de produtos como tripas, pescado e mel.

Com a atualização da lista, esses produtos deixam de ter acesso ao mercado europeu até que o país comprove o atendimento integral das exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Entenda o motivo da restrição

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou informações suficientes para demonstrar o cumprimento das regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

Essas substâncias são utilizadas para prevenir e tratar doenças em rebanhos, mas algumas também podem atuar como promotoras de crescimento. A União Europeia adota regras rigorosas sobre o tema como forma de reduzir os riscos associados à resistência bacteriana em seres humanos.

Brasil poderá voltar à lista de exportadores

Quando a decisão foi anunciada, em maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderá ser reintegrado à lista de países habilitados assim que comprovar o cumprimento dos requisitos exigidos.

Na ocasião, o governo brasileiro declarou ter recebido a medida com surpresa e informou que buscaria negociações para evitar prejuízos ao comércio com o mercado europeu.

Acordo Mercosul-União Europeia não deve ser afetado

Apesar das restrições impostas às exportações de produtos de origem animal, a decisão não interfere diretamente no acordo entre Mercosul e União Europeia. A medida é considerada uma regulamentação sanitária específica, aplicada pelo bloco para garantir padrões de segurança alimentar.

Enquanto o Brasil enfrenta o processo de adequação, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar seus produtos para o mercado europeu.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Banco de Imagens

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Comércio Exterior

China reconhece Brasil livre de febre aftosa e suspende restrições comerciais à carne

A China oficializou o reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa, suspendendo as restrições sanitárias que ainda atingiam parte do território nacional. O anúncio foi feito pela agência alfandegária chinesa na terça-feira (2), em comunicado oficial.

Com a decisão, todo o território brasileiro passa a ser considerado livre da doença, o que abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina e outros produtos de origem animal.

China é principal destino da carne brasileira

O Brasil, líder global na exportação de carne bovina e de frango, direcionou mais da metade de suas vendas externas de carne bovina para o mercado chinês no ano passado.

A China, maior importadora mundial de carne bovina, já comprou quase US$ 3 bilhões em carne brasileira apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais.

Governo vê avanço em exportações de carne bovina e suína

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores destacaram que a decisão deve ampliar as oportunidades de venda para o mercado asiático.

Segundo o governo, a medida pode beneficiar não apenas a carne bovina, mas também a carne suína, incluindo miúdos e cortes com osso.

As autoridades brasileiras afirmaram ainda que o reconhecimento é resultado de mais de duas décadas de negociações entre os dois países.

Negociações diplomáticas e diálogo estratégico

O anúncio ocorre após a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, em um encontro que a China classificou como “diálogo estratégico” bilateral.

No mês anterior, o Brasil havia solicitado maior abertura para ampliar o envio de carne bovina ao país asiático. Durante missão em Pequim no fim de maio, o ministro da Agricultura, André de Paula, também defendeu a redistribuição de cotas de exportação não utilizadas por outros países. A proposta, no entanto, foi rejeitada, segundo informações divulgadas pela Reuters.

China adotou medidas após surtos recentes de febre aftosa

No campo sanitário, a China enfrentou um surto de febre aftosa no final de março, com registros em 219 bovinos distribuídos em dois rebanhos nas regiões de Gansu e Xinjiang, totalizando 6.229 animais.

Após os casos, o governo chinês reforçou o controle nas fronteiras, acelerou a aprovação de vacinas e implementou ações de abate sanitário e desinfecção para conter a disseminação da doença.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Barreto

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Exportação

Exportação de carne bovina para China pode seguir com cortes específicos mesmo após nova tarifa

A nova tarifa aplicada pela China sobre a carne bovina brasileira fora da cota de importação elevou o custo total para cerca de 67%, cenário considerado inviável para grande parte das negociações entre exportadores e compradores chineses.

Mesmo assim, frigoríficos brasileiros ainda enxergam oportunidades pontuais para exportação de determinados cortes com alta demanda no mercado asiático. A expectativa do setor é que ajustes de preços entre Brasil e China possam abrir espaço para operações rentáveis nos próximos meses.

Cortes dianteiros e peças específicas seguem no radar

Entre os produtos que ainda podem encontrar mercado na China estão cortes como músculo dianteiro e traseiro, bananinha, costela e lagarto. Segundo representantes da indústria, a elevada produção de carne bovina no Brasil pode gerar excesso de oferta no mercado interno, especialmente desses cortes menos valorizados pelo consumidor brasileiro.

O CEO da Frigol, Luciano Pascon, avalia que uma possível redução nos preços no Brasil, combinada com aumento de preços no mercado chinês, pode tornar algumas exportações economicamente viáveis mesmo com a incidência da nova taxa.

De acordo com ele, a China continua sendo praticamente o único mercado capaz de absorver grandes volumes desses produtos.

Mercado aguarda ajustes após fim da cota

Até o momento, não houve fechamento de contratos considerando a sobretaxa. Exportadores e importadores ainda evitam assumir os custos adicionais sem maior clareza sobre o comportamento dos preços.

O gerente de exportação da Masterboi, Flávio Silva, afirma que o setor acompanha atentamente a reação do consumidor chinês após o encerramento da cota brasileira.

Segundo ele, mesmo com a nova tributação, alguns cortes podem continuar competitivos devido ao prêmio pago pela China em comparação com outros mercados internacionais.

Parcerias estratégicas ganham força no mercado chinês

Além da venda tradicional de carne in natura, frigoríficos brasileiros também apostam em estratégias de maior valor agregado para manter espaço no mercado chinês.

A Naturafrig, por exemplo, firmou parceria com uma empresa chinesa especializada em processamento e porcionamento de carne bovina. O modelo permite que os produtos cheguem aos supermercados já embalados e identificados com a marca da companhia brasileira.

Para o diretor-executivo da Naturafrig, Fabrizzio Capuci, esse tipo de parceria representa uma evolução da presença da carne brasileira na China e pode ampliar a rentabilidade das exportações.

Ele destaca ainda que o mercado chinês possui diferentes perfis regionais de consumo, criando oportunidades para atuação em nichos específicos.

Setor aposta em diversificação de mercados

Na avaliação do CEO da Estrela Alimentos, Pedro Bordon, a imposição de limites e tarifas deve levar os frigoríficos brasileiros a adotarem estratégias comerciais mais segmentadas.

Segundo ele, o segundo semestre tende a exigir maior planejamento na destinação dos cortes bovinos, com diversificação de mercados compradores conforme o perfil de consumo de cada país.

Apesar das incertezas envolvendo a China, o cenário internacional segue favorável para o Brasil. O mercado global projeta déficit de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de carne bovina em 2026, impulsionado pela menor oferta nos Estados Unidos e na Austrália.

Com isso, exportadores brasileiros podem encontrar novas oportunidades para ampliar as vendas a outros países importadores.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels

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Comércio Exterior

China suspende frigoríficos brasileiros após detectar substância proibida em carne bovina

A China suspendeu as importações de carne bovina brasileira de três frigoríficos após identificar resíduos de acetato de medroxiprogesterona, substância vetada pelo país asiático em animais destinados ao abate. A decisão foi tomada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e já está em vigor.

Frigoríficos brasileiros afetados pela suspensão

As unidades desabilitadas para exportação ao mercado chinês pertencem às empresas:

  • JBS, em Pontes e Lacerda (MT);
  • PrimaFoods, localizada em Araguari (MG);
  • Frialto, em Matupá (MT).

Segundo registros do sistema chinês Ciferquery SingleWindow, utilizado para controle de empresas autorizadas a exportar alimentos ao país, a suspensão passou a valer na quarta-feira, dia 20.

Até a publicação da medida, as empresas e o Ministério da Agricultura não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso.

China aponta presença de hormônio proibido

De acordo com informações encaminhadas ao governo brasileiro, o motivo da suspensão foi a detecção de resíduos hormonais em cargas de carne bovina exportadas pelas plantas frigoríficas.

O composto identificado, o acetato de medroxiprogesterona, é um hormônio sintético utilizado em medicamentos veterinários para controle reprodutivo de animais. No entanto, a legislação chinesa proíbe o uso da substância em animais de corte destinados ao consumo humano.

Governo brasileiro foi comunicado por Pequim

A decisão da autoridade sanitária chinesa foi comunicada ao Ministério da Agricultura por meio da adidância agrícola brasileira em Pequim. O aviso foi enviado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), responsável pelo acompanhamento sanitário das exportações.

Apesar disso, as suspensões ainda não haviam sido registradas no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) até a divulgação do caso.

Número de frigoríficos suspensos sobe para quatro

Com a nova medida, sobe para quatro o número de frigoríficos brasileiros impedidos de exportar carne bovina para a China por suspeita de presença da substância proibida.

Em abril, o país asiático já havia suspendido as compras da Frigosul, localizada em Várzea Grande (MT), após a identificação do mesmo composto em um lote de carne bovina congelada desossada.

A China é atualmente um dos principais destinos da carne bovina brasileira, e decisões sanitárias como essa costumam gerar impacto direto no setor exportador e no agronegócio nacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mattes/Wikimedia Commons

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Comércio Exterior

China libera frigoríficos brasileiros e retoma importação de carne bovina

A China voltou a autorizar a importação de carne bovina brasileira produzida por três frigoríficos que estavam suspensos desde março de 2025. A decisão reabre espaço para exportações ao principal mercado consumidor do produto no exterior.

Segundo o Ministério da Agricultura, a medida foi anunciada após reunião entre o ministro André de Paula e representantes da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), em Pequim.

Frigoríficos retomam acesso ao mercado chinês

Com a nova liberação, três unidades brasileiras voltam a ficar habilitadas para exportar carne bovina para a China. As empresas autorizadas são:

  • Frisa Frigorífico Rio Doce, em Nanuque (MG);
  • Bon-Mart Frigorífico, em Presidente Prudente (SP);
  • JBS S/A, em Mozarlândia (GO).

A atualização já aparece na plataforma oficial de registro de empresas exportadoras da China, conhecida como Cifer. A retomada das importações passou a valer oficialmente em 19 de maio.

Suspensão ocorreu após auditorias sanitárias

Os frigoríficos estavam impedidos de vender ao mercado chinês desde março do ano passado. Na época, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes informou que a suspensão ocorreu após auditorias remotas realizadas pelas autoridades chinesas.

As inspeções identificaram inconsistências relacionadas aos requisitos exigidos pela China para o cadastro de estabelecimentos estrangeiros aptos a exportar produtos de origem animal.

Brasil amplia presença nas exportações de carne

Atualmente, 66 frigoríficos brasileiros possuem autorização para exportar carne bovina brasileira ao mercado chinês, conforme dados da GACC.

Durante o encontro em Pequim, autoridades sanitárias da China também comunicaram o início da certificação eletrônica para produtos cárneos a partir do próximo mês. A medida deve modernizar processos e agilizar operações comerciais entre os dois países.

A China segue como um dos principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro, especialmente no setor de exportação de carne bovina.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Internacional

Guerra no Oriente Médio pressiona custos da carne, afirma CEO da JBS em Nova York

O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou nesta quarta-feira, durante o Summit Valor Brazil-USA 2026, em Nova York, que a guerra no Oriente Médio vem elevando os custos em toda a cadeia de produção de carnes e proteínas.

Segundo o executivo, os impactos chegam desde embalagens plásticas até fertilizantes e fretes logísticos, pressionando os custos operacionais da indústria alimentícia mundial.

JBS aposta em diversificação geográfica para reduzir impactos

Durante o painel, Tomazoni explicou que a companhia tem conseguido minimizar os efeitos do cenário internacional por meio da sua presença global e da diversificação de mercados.

De acordo com ele, a estratégia permite equilibrar dificuldades regionais e manter o abastecimento em diferentes países.

“O grande fornecedor do Oriente Médio é o Brasil. Não tivemos ruptura de abastecimento, mas foi necessário reorganizar a estratégia logística, utilizando novos portos e transporte interno para garantir a entrega ao cliente final”, destacou o executivo.

A empresa também reforçou o foco em segurança alimentar e na otimização da infraestrutura para enfrentar períodos de instabilidade geopolítica.

Alta da demanda compensou aumento nos custos

Apesar do avanço das despesas operacionais, o CEO da JBS afirmou que o crescimento da demanda global por proteína animal ajudou a compensar os custos adicionais registrados nos últimos meses.

Segundo Tomazoni, a companhia manteve seus investimentos e operações sem alterar o planejamento estratégico de médio e longo prazo.

A Seara, controlada pela JBS, segue entre os principais negócios do grupo no Brasil, incluindo operações relevantes em Santa Catarina.

Mercado americano enfrenta baixa oferta de animais

Ao comentar o cenário dos Estados Unidos, Tomazoni afirmou que o país vive dificuldades específicas relacionadas à baixa oferta de animais para abate.

Além do ciclo pecuário natural, a seca em algumas regiões americanas também vem pressionando a produção, fator que contribui para manter os preços da carne elevados.

Segundo o executivo, esse cenário reduz as chances de queda nos preços ao consumidor, tema frequentemente citado pelo presidente Donald Trump.

“O preço da carne depende diretamente da relação entre oferta e demanda”, ressaltou.

Redução de tarifas pode beneficiar Brasil e EUA

Tomazoni também defendeu a discussão sobre redução tarifária para a carne brasileira no mercado americano. Na avaliação dele, Brasil e Estados Unidos possuem mercados complementares no setor de proteína animal.

O executivo destacou ainda que a produção de carnes exige planejamento de longo prazo, o que diferencia o segmento de outras cadeias industriais.

JBS amplia presença e faturamento nos Estados Unidos

Durante o evento, mediado pelo jornalista Lauro Jardim, o CEO apresentou números das operações da JBS no mercado americano.

Segundo ele, a empresa atua há cerca de 20 anos nos EUA, onde concentra mais de 52% do faturamento global, superando US$ 40 bilhões em receita.

Atualmente, a companhia está presente em 31 estados americanos, conta com aproximadamente 78 mil colaboradores e possui uma rede de cerca de 10 mil fornecedores no país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Estela Benetti

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Exportação

Exportação de carne brasileira para a União Europeia cresce 132% e setor reage a restrições

As exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia registraram forte expansão em 2025, mesmo diante da decisão do bloco europeu de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal. A medida, publicada nesta terça-feira (12), passa a valer a partir de setembro e gera preocupação entre representantes do setor de proteína animal.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, apontam que os embarques ao mercado europeu alcançaram 128,9 mil toneladas neste ano, com faturamento de US$ 1,06 bilhão.

União Europeia ampliou compras de carne bovina brasileira

O volume exportado para o bloco europeu teve crescimento de 132,8% em comparação com 2024, colocando a União Europeia entre os mercados que mais ampliaram as compras da carne brasileira no período.

Apesar de ocupar a quarta posição entre os principais destinos da proteína bovina nacional — atrás de China, Estados Unidos e Chile —, o mercado europeu se destacou pelo alto valor agregado das negociações. A receita obtida com as exportações superou inclusive mercados com maior volume embarcado, como Rússia e México.

No cenário geral, o Brasil encerrou 2025 com exportações recordes de carne bovina, totalizando 3,50 milhões de toneladas e movimentando US$ 18,03 bilhões. Os produtos brasileiros chegaram a mais de 170 países ao longo do ano.

Restrição europeia envolve novas exigências sanitárias

Segundo a ABIEC, a decisão da União Europeia está ligada à adoção de novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. As exigências entram em vigor em setembro de 2026.

A entidade informou que o bloqueio das exportações só deverá ocorrer caso o Brasil não apresente, dentro do prazo estabelecido, as adequações técnicas e garantias solicitadas pelas autoridades europeias.

Governo brasileiro e setor privado iniciam negociações

Fontes ligadas ao setor afirmam que o Ministério da Agricultura e Pecuária criou um comitê de crise em conjunto com representantes da União Europeia para discutir a restrição e buscar alternativas antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira de Proteína Animal também informou que o governo brasileiro, com apoio técnico das empresas do setor, deverá encaminhar esclarecimentos às autoridades europeias sobre os protocolos relacionados aos antimicrobianos.

Já a Abrafrigo afirmou que não irá comentar o tema neste momento, destacando que a medida ainda depende de negociações e só passa a valer oficialmente em setembro.

Restrição atinge carnes, ovos, peixes e animais vivos

O documento europeu prevê a suspensão das exportações brasileiras de animais vivos destinados à produção de alimentos, além de produtos como carne bovina, aves, peixes, ovos e mel. Cavalos destinados ao mercado europeu também estão incluídos nas restrições.

A decisão aumenta a preocupação do setor exportador brasileiro, principalmente devido à relevância do mercado europeu para as vendas externas de proteína animal e ao impacto potencial sobre a cadeia produtiva nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Jana Rodenbusch

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