Comércio Exterior

Infraestrutura portuária impulsiona exportações e consolida Brasil como líder global da carne bovina em 2025

O Brasil encerrou 2025 consolidado como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos e alcançando um marco histórico para o agronegócio nacional. O resultado foi sustentado pela eficiência da infraestrutura portuária, que respondeu ao aumento da produção com agilidade logística e capacidade operacional.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país exportou 3,45 milhões de toneladas de carne bovina ao longo do ano, crescimento de 20,9% em relação a 2024.

Receita recorde e integração logística

O desempenho nas exportações gerou uma receita histórica de US$ 18 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 95 bilhões, representando um avanço de 39,31% frente aos US$ 12,8 bilhões registrados no ano anterior. O resultado reflete a integração entre o aumento da produtividade no campo e os investimentos na modernização dos portos brasileiros.

Estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais lideraram a produção, enquanto os terminais portuários garantiram o escoamento da carne bovina para mais de 170 países. Entre os principais destinos estão mercados de alta exigência sanitária, como China e União Europeia.

Portos ganham protagonismo no escoamento da proteína

A estrutura portuária foi decisiva para absorver o crescimento da demanda internacional. O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional e movimentou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 13,3% em comparação com o ano anterior.

O Porto de Paranaguá (PR) se destacou como o principal corredor de exportação de proteína animal congelada do país. O terminal registrou crescimento expressivo de 46,5% na movimentação de carne bovina, totalizando 1,2 milhão de toneladas no período.

Já o Porto de São Francisco do Sul (SC) consolidou-se como a terceira principal rota logística do setor, com aumento de 20% nos embarques e volume total de 180 mil toneladas.

Infraestrutura como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam que a infraestrutura logística se tornou um diferencial estratégico para o país. Segundo ele, o papel dos portos foi garantir que o crescimento da produção não encontrasse gargalos no escoamento.

“O agronegócio brasileiro bateu recordes de produção, e nosso desafio foi assegurar que essa mercadoria chegasse ao mercado internacional com eficiência. O desempenho de portos como Santos e Paranaguá mostra que o Brasil está preparado para sustentar o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Logística eficiente fortalece competitividade internacional

Além de sustentar o aumento do volume exportado, a eficiência logística também ajudou o setor a enfrentar desafios externos, como o avanço de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A redução de custos operacionais e a agilidade nos embarques contribuíram para preservar a competitividade da carne bovina brasileira, além de viabilizar a ampliação das exportações para novos mercados na Ásia e no mundo árabe.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / MDIC / Abiec

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO MPOR

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Exportação

Produção e exportações impulsionam o Brasil como líder global da pecuária

Em 2025, a pecuária brasileira atingiu um marco histórico: além de manter a liderança como maior exportador de carne bovina, o país superou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor mundial pela primeira vez em décadas. Segundo dados do USDA compilados por consultorias privadas, o Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas, contra 11,8 milhões de toneladas nos EUA.

O resultado reflete mudanças estruturais no setor, como aumento da produtividade, uso intensivo de tecnologia e reorganização do ciclo pecuário. Com participação de cerca de 20% da produção global de carne bovina, o país consolida seu papel estratégico na segurança alimentar internacional.

Fatores que impulsionaram a produção

A consultoria Athenagro aponta que parte do avanço se deve ao maior abate de fêmeas nos últimos anos, típico de ciclos de liquidação, que aumentou a oferta de carne no curto prazo. Além disso, ganhos de eficiência dentro da porteira elevaram o peso médio das carcaças e reduziram a idade ao abate, garantindo mais produção sem expansão do rebanho.

Liderança nas exportações

No mercado internacional, o Brasil também se destaca. Dados da Abiec mostram que as exportações de carne bovina somaram mais de 3,5 milhões de toneladas em 2025, atendendo mais de 150 países e registrando a maior receita da história. Segundo a associação, a cadeia da pecuária de corte movimenta bilhões de dólares, gera milhões de empregos e é pilar do superávit da balança comercial brasileira.

Desafios nos Estados Unidos

Enquanto o Brasil cresce, os EUA enfrentam dificuldades. O rebanho americano está no menor nível em cerca de 70 anos, afetado por secas severas que reduziram pastagens e elevaram custos de alimentação. O país se aproxima do segundo maior volume de importações de carne bovina da história, atrás apenas de 2004, ano marcado por casos de encefalopatia espongiforme bovina.

Segundo Hyberville Neto, diretor da HN Agro, a situação atual reflete uma inversão histórica: “Mais de duas décadas depois, os EUA aumentam importações, enquanto o Brasil alcança seu recorde de exportações”.

China: motor da expansão

A China foi responsável por quase metade do faturamento e do volume das exportações brasileiras em 2025, com mais de 1,5 milhão de toneladas importadas, segundo a Athenagro. A demanda chinesa estimulou investimentos em tecnologia, ampliação da produção e ajustes nos sistemas produtivos, especialmente para o boi jovem, abatido antes dos 30 meses, reduzindo o ciclo pecuário e aumentando o giro de capital.

A relação entre Brasil e China se tornou central no comércio internacional de carne bovina, permitindo que o país respondesse rapidamente a aumentos de demanda e se consolidasse como fornecedor estratégico de proteína animal.

Tecnologias e sistemas produtivos avançados

O crescimento da pecuária brasileira também está ligado à adoção de sistemas intensivos e semi-intensivos, onde o gado é terminado em áreas controladas com alimentação balanceada, acelerando ganho de peso e reduzindo tempo até o abate.

O aprimoramento da genética tropicalizada, especialmente da raça Nelore e cruzamentos industriais, aumentou a eficiência alimentar e o rendimento de carcaça. A integração lavoura-pecuária transformou áreas degradadas em sistemas produtivos de alta eficiência, elevando a taxa de lotação e reduzindo a necessidade de novas áreas.

Projeções da HN Agro indicam que, em 2026 e 2027, o Brasil pode iniciar uma fase de ajuste do rebanho, enquanto os EUA começam a estabilizar seu plantel, ainda que lentamente. A diferença estrutural entre os dois sistemas, porém, permanece significativa.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: karandaev/GettyImages

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Exportação

Indonésia habilita frigoríficos do Brasil e amplia exportação de carne bovina

A Indonésia autorizou a exportação de carne bovina de mais 14 frigoríficos do Brasil, ampliando de forma significativa a presença brasileira em um dos mercados mais estratégicos da Ásia. Com a nova liberação, o total de frigoríficos habilitados para vender ao país asiático chega a 52 unidades.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luís Rua, outras 17 plantas já haviam sido habilitadas em setembro do ano passado. Antes desse movimento, apenas 21 frigoríficos brasileiros estavam autorizados a acessar o mercado indonésio.

Processo reforça profissionalização do setor

De acordo com o Mapa, a ampliação das habilitações é resultado de um trabalho conjunto entre governo e setor privado, marcado por um processo contínuo de profissionalização, alinhamento técnico e atendimento às exigências do mercado internacional.

Entre as novas unidades habilitadas estão três plantas da JBS, localizadas em Andradina (SP), Anastácio (MS) e Campo Grande (MS).

Frigoríficos habilitados em diferentes estados

Em São Paulo, também receberam autorização unidades da Minerva, em Barretos, e da Zancheta, em Bauru. O Tocantins passa a contar com a Cooperfrigu, em Gurupi, enquanto Rondônia teve habilitação da Distriboi, em Ji-Paraná.

O Maranhão entra na lista com a Fribal, em Imperatriz. No Pará, foram habilitadas duas plantas: a Frigol, em São Félix do Xingu, e a Mercúrio, em Castanhal. Já o Mato Grosso foi contemplado com o Frigorífico Pantanal, em Várzea Grande, e Minas Gerais com a Primafoods, em Araguari. No Acre, a unidade habilitada é a Frisacre, em Rio Branco.

Acre pode superar US$ 50 milhões em exportações

Com a inclusão do frigorífico acreano, a estimativa do Mapa e da ApexBrasil é de que o estado exporte mais de US$ 50 milhões em proteína animal ao longo de 2026, considerando carne bovina e suína.

Segundo Luís Rua, a habilitação no Acre fortalece a cadeia produtiva local e contribui para o desenvolvimento de uma pecuária mais competitiva e estruturada. O secretário também participa da feira internacional Gulfood, em Dubai.

Indonésia mantém demanda por carne brasileira

Durante coletiva realizada no início de janeiro, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou que a Indonésia é um mercado estratégico e deve manter demanda consistente por carne bovina brasileira ao longo de 2026.

Com cerca de 283 milhões de habitantes, o país é o quarto mais populoso do mundo. Segundo o Mapa, o consumo de carne bovina vem crescendo, impulsionado pelo aumento da renda e pela expansão da classe média urbana.

Brasil se destaca como fornecedor confiável

A necessidade de importações para atender a demanda interna, aliada à busca por fornecedores confiáveis, coloca o Brasil em posição favorável. O ministério destaca que a carne bovina brasileira atende às exigências sanitárias e religiosas do mercado indonésio, fator considerado essencial para a sustentabilidade das exportações.

Em 2024, a Indonésia importou cerca de US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para os complexos sucroalcooleiro, soja, além de fibras e produtos têxteis.

A ampliação do número de frigoríficos habilitados fortalece a presença do Brasil no mercado indonésio e amplia as perspectivas de crescimento das exportações de carne bovina nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mei Mei Chu

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Agronegócio

China deve seguir importando carne bovina brasileira em 2026, aponta Santander

Mesmo com a adoção de cotas e tarifas sobre a carne bovina importada, a China deve continuar recorrendo ao mercado externo nos próximos anos. A avaliação é do banco Santander, que vê um cenário estruturalmente favorável às exportações — especialmente para a carne bovina brasileira, que mantém forte competitividade internacional.

A análise consta em relatório assinado pelos analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata, divulgado nesta quarta-feira (14).

Rebanho menor e consumo em alta pressionam oferta interna

Segundo o Santander, o rebanho bovino chinês vem diminuindo de forma estrutural. O movimento é atribuído ao aumento do abate de fêmeas, fator que compromete a reposição dos animais e limita a produção local.

Em paralelo, o consumo de carne bovina na China segue em trajetória de crescimento, ampliando a necessidade de importações para equilibrar o mercado.

“Mesmo com tarifas, o diferencial de preços entre o mercado doméstico e os fornecedores externos tende a sustentar a demanda por carne importada”, destacam os analistas.

Cotas de importação não alteram cenário-base

No fim de 2025, a China anunciou a aplicação de tarifas adicionais de 55% sobre importações de carne bovina de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, caso os volumes ultrapassem os limites estabelecidos.

De acordo com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM), a cota total prevista para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. O Brasil, principal fornecedor do produto ao país asiático, ficará com 41,1% desse volume, o equivalente a 1,1 milhão de toneladas.

Para o Santander, a medida não altera a perspectiva de demanda chinesa firme ao longo de 2026.

Preço competitivo favorece carne bovina brasileira

Um dos principais diferenciais do Brasil está no custo da arroba, estimado em cerca de US$ 4 por quilo. O valor é inferior ao observado nos Estados Unidos e na Austrália, onde gira em torno de US$ 5/kg, além de ficar abaixo do preço médio de importação da China (US$ 5,5/kg) e do valor praticado no atacado chinês (US$ 9/kg).

Esse cenário beneficia exportadores sul-americanos mais competitivos, como Brasil, Argentina e Austrália.

China lidera compras de carne bovina do Brasil

Em 2025, a China manteve a posição de principal destino da carne bovina brasileira, com 1,7 milhão de toneladas importadas e movimentação financeira de US$ 8,90 bilhões. Os números representam altas de 25,5% em volume e 48,3% em valor na comparação com 2024.

Minerva Foods segue bem posicionada

Dentro desse contexto, empresas com forte exposição ao mercado chinês, como a Minerva Foods, tendem a continuar se beneficiando, segundo o relatório.

A companhia é citada como um dos principais fornecedores de carne bovina para a China, apoiada por sua presença diversificada na América do Sul.

Ações da Minerva: avaliação do Santander

O Santander manteve recomendação neutra para as ações da Minerva, com preço-alvo de R$ 6,80, o que representa potencial de valorização de 26,8% frente à cotação de R$ 5,36 registrada em 13 de janeiro de 2026.

De acordo com o banco, o papel negocia a 5,2 vezes o EV/EBITDA projetado para 2026, nível considerado justo diante da visibilidade limitada para expansão de margens e dos riscos regulatórios e sanitários.

Riscos e perspectivas para o setor

Os analistas apontam dois fatores de atenção para a Minerva:

  • Incertezas na alocação das cotas chinesas de importação;
  • Possibilidade de sanções sanitárias que afetem plantas brasileiras habilitadas.

Ainda assim, o relatório ressalta que a carne bovina representa uma fatia relativamente pequena do consumo total de proteínas na China, mercado amplamente dominado pela carne suína. Esse espaço abre oportunidades de crescimento, impulsionadas pela sofisticação do consumo urbano e por mudanças nos hábitos alimentares da população.

Mesmo diante dos desafios, a Minerva segue vista como uma empresa altamente competitiva no mercado global, com maior resiliência a choques pontuais graças à sua diversificação geográfica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Exportação

Vietnã autoriza mais quatro frigoríficos brasileiros a exportar carne bovina

O Vietnã concluiu a avaliação técnica e habilitou mais quatro frigoríficos brasileiros para a exportação de carne bovina, tanto com osso quanto desossada. A decisão foi tomada pelas autoridades sanitárias vietnamitas após análise dos requisitos exigidos para o acesso ao mercado.

Unidades estão em três estados brasileiros

Os frigoríficos habilitados estão localizados em Rondônia (2 unidades), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1). Com as novas autorizações, essas plantas se somam a outras quatro já aptas a exportar, instaladas em Goiás (3) e Mato Grosso (1).

Avaliação técnica confirmou padrões sanitários

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os dossiês técnicos apresentados foram aprovados após verificação do cumprimento das exigências sanitárias e dos critérios de inocuidade dos alimentos estabelecidos pelo país asiático.

Mercado foi aberto após décadas de negociação

O mercado vietnamita de carne bovina foi oficialmente aberto em 2025, depois de anos de negociações bilaterais. O avanço ocorreu durante a missão oficial do presidente brasileiro a Hanói, que fortaleceu o relacionamento entre os países e ampliou as oportunidades comerciais para produtos do Brasil.

Capacidade de oferta dobra com novas autorizações

Com a inclusão das novas plantas, o Brasil passa a contar com oito estabelecimentos habilitados, dobrando a capacidade atual de oferta ao Vietnã. O movimento reforça a presença da carne bovina brasileira em um mercado que vem registrando forte crescimento no consumo de proteína animal.

Parceria técnica e comercial segue em expansão

O avanço é resultado de diálogo técnico e negocial contínuo entre os dois países. O Mapa informou que continuará trabalhando para ampliar o número de frigoríficos habilitados e diversificar os mercados internacionais, com base na transparência, no sistema oficial de inspeção e na qualidade dos produtos brasileiros.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Brasil reage às cotas chinesas sobre carne bovina e tenta conter perdas bilionárias

O Brasil reagiu às cotas impostas pela China à carne bovina e iniciou uma ofensiva diplomática e comercial para reduzir os impactos da medida sobre o setor exportador. As restrições chinesas colocam em risco um dos principais eixos do comércio bilateral e podem gerar perdas bilionárias já a partir de 2026.

Em nota divulgada na quarta-feira (31), os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) informaram que acompanham a decisão “com atenção” e que atuarão de forma integrada com o setor privado para defender os interesses da cadeia produtiva da carne bovina brasileira.

Diálogo bilateral e possível atuação na OMC

Segundo o governo, o tema será tratado tanto no diálogo bilateral com Pequim quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora as salvaguardas não tenham sido justificadas por práticas desleais, como dumping ou subsídios ilegais, autoridades brasileiras avaliam que a iniciativa gera distorções relevantes em um mercado no qual o Brasil se consolidou como fornecedor estratégico.

O comunicado oficial ressalta que as medidas chinesas são aplicáveis a importações de todas as origens, mas o impacto sobre o Brasil tende a ser mais expressivo devido ao elevado volume exportado ao país asiático.

Cotas e sobretaxa afetam volumes e preços

As restrições chinesas à carne bovina entraram em vigor no dia 1º e terão validade inicial de três anos. As novas regras fixam uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para as importações do produto brasileiro. O volume que ultrapassar esse limite será taxado com uma sobretaxa de 55%, além da tarifa de importação de 12% já existente.

A combinação de cotas e tarifas deve afetar diretamente os volumes embarcados e a formação de preços, reduzindo a competitividade da carne brasileira no mercado chinês.

China é principal destino da carne brasileira

A China ocupa atualmente a posição de maior importador mundial e segundo maior consumidor de carne bovina, atrás apenas dos Estados Unidos. Nos últimos anos, tornou-se o principal destino das exportações brasileiras, com influência decisiva sobre os preços internacionais do produto.

Em 2024, mais de um terço da carne bovina exportada pelo Brasil teve como destino o mercado chinês, evidenciando o grau de dependência comercial do setor em relação ao país asiático.

Setor estima perdas de até US$ 3 bilhões

Para a indústria brasileira, o impacto financeiro pode ser expressivo. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) estima que as salvaguardas impostas pela China possam resultar em uma perda de até US$ 3 bilhões em receita em 2026, caso não haja flexibilização das regras ou redirecionamento relevante das exportações.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Ladeira/Folhapress

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Agronegócio

Carne premium brasileira ganha espaço no mercado global e fortalece exportações

Maior produtor mundial de carne bovina, o Brasil também vem consolidando sua presença no mercado de carnes premium, impulsionado pela valorização da qualidade, da genética e da padronização produtiva. Em 2025, o segmento operou em um cenário favorável, inclusive no mercado externo, o que sustentou o crescimento das exportações. Para 2026, o principal desafio será manter a oferta de animais diante do aumento recente do abate de fêmeas.

Ainda assim, as perspectivas seguem positivas. A redução do rebanho nos Estados Unidos — outro grande fornecedor global de carne de alta qualidade — abre espaço para que o produto brasileiro avance em mercados estratégicos.

Demanda internacional impulsiona carne premium brasileira

De acordo com Maychel Borges, gerente do programa Certified Angus Beef no Brasil, a escassez global de carne de qualidade favorece diretamente o país. “Os consumidores de carne premium ficaram desabastecidos, e o Brasil é o único país capaz de atender essa demanda com volume e qualidade”, afirma.

Em 2025, cerca de 550 mil animais passaram pelo programa, um crescimento entre 18% e 20% em relação a 2024. Aproximadamente 70% eram fêmeas. Entre os principais destinos estão China, México, Chile, Arábia Saudita, Líbano e Israel. A expectativa é de fortalecimento desse movimento em 2026, já que a recomposição do rebanho norte-americano deve ocorrer apenas a partir de 2027.

Oferta de gado é o principal desafio para 2026

A meta do programa Certified Angus Beef é, no mínimo, repetir o volume de abates de 2025. O maior obstáculo, porém, é a disponibilidade de animais. A queda na venda de sêmen e a redução dos investimentos em tecnologia, motivadas pela pressão sobre o preço da arroba, resultaram em maior envio de fêmeas ao abate.

“Projetamos uma oferta mais restrita de animais em 2026, o que limita um pouco nossas metas”, explica Borges.

Hereford cresce e amplia presença internacional

O Programa Carne Certificada Hereford também registrou avanços. Segundo Felipe Azambuja, gerente do programa, o crescimento está ligado ao trabalho contínuo de comunicação com o consumidor.

O ágio da carne certificada sobre a convencional varia entre 10% e 50%, dependendo do corte. “O consumidor sabe que não terá surpresas: encontra marmoreio, suculência e maciez garantidas pelo processo de certificação”, afirma. Para os pecuaristas, os bônus podem chegar a 10%.

As exportações da carne Hereford atingiram 263 toneladas, alta de 54% em relação ao ano anterior, com destinos como Maldivas, Portugal, México e Itália. Segundo Azambuja, tarifas impostas pelos Estados Unidos a outros países favoreceram o produto brasileiro. “Alguns mercados reduziram compras dos EUA e buscaram alternativas”, explica. Novas aberturas de mercado são esperadas para 2026.

Copa do Mundo e consumo de carne premium

Outro fator que pode estimular a demanda em 2026 é a Copa do Mundo, marcada para ocorrer entre junho e julho. A expectativa é de aumento no consumo de carnes nobres, especialmente para churrascos. “A tendência é de maior consumo de carne premium, especialmente se o Brasil avançar na competição”, destaca Azambuja.

Genética e qualidade transformam cortes bovinos

A evolução genética e o manejo mais eficiente transformaram o perfil da carne bovina brasileira. Hoje, cortes do dianteiro, antes destinados a cozidos, passaram a ganhar espaço nas grelhas.

István Wessel, da Carnes Wessel, lembra que, nos anos 1970, o churrasco se limitava a poucos cortes tradicionais. “Hoje, cortes do dianteiro se tornaram protagonistas graças à melhoria genética, ao abate mais jovem e à alimentação balanceada”, afirma.

Entre os destaques estão flat iron, denver steak e short ribs, que passaram a oferecer maciez e sabor comparáveis aos cortes nobres tradicionais. Em dezembro, as vendas da empresa cresceram cerca de 10% em relação ao mesmo mês de 2024.

O chef parrillero Chico Mancuso, do restaurante Rincon Escondido, confirma a mudança: “A evolução genética trouxe sabor e qualidade a cortes antes subvalorizados”. Já Henrique Freitas, consultor das casas Corrientes 348 e Assador, destaca que o consumidor aprendeu a reconhecer qualidade ao longo dos últimos 15 anos. “Quem experimenta carne premium dificilmente volta atrás”, afirma.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Reis/Valor

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Exportação

Vietnã autoriza novos frigoríficos brasileiros da JBS a exportar carne bovina

O Vietnã incluiu mais duas unidades brasileiras na lista de empresas autorizadas a exportar carne bovina para o país. Os frigoríficos da JBS localizados em Naviraí (MS) e Senador Canedo (GO) receberam a liberação nesta segunda-feira (15/12). Com a decisão, o Brasil passa a ter quatro plantas habilitadas para atender o mercado vietnamita, todas pertencentes à companhia, somando-se às unidades de Mozarlândia e Goiânia, ambas em Goiás.

Setor cobra mais agilidade nas liberações
Apesar do avanço, a lentidão no processo de habilitação segue gerando insatisfação entre os frigoríficos brasileiros. Desde março, aproximadamente 100 plantas já encaminharam a documentação exigida e continuam aguardando aval das autoridades sanitárias do Vietnã. A expectativa do setor é elevada, já que o país asiático representa um mercado potencial de cerca de 300 mil toneladas por ano, volume próximo a 10% das exportações brasileiras de carne bovina.

Acordo bilateral abriu mercado, mas efeitos ainda são limitados
O acesso do Brasil ao mercado vietnamita foi formalizado em março de 2025, dentro de um acordo bilateral que também permitiu a entrada da tilápia vietnamita no mercado brasileiro. A medida, no entanto, enfrentou resistência da piscicultura nacional, que manifestou preocupação com o impacto da concorrência externa.

JBS anuncia investimentos estratégicos no Vietnã
Na mesma ocasião, a JBS anunciou um investimento de US$ 100 milhões para a construção de duas unidades industriais no Vietnã. O plano prevê o processamento de carne bovina, suína e de aves, com uso de matéria-prima brasileira, voltado tanto ao abastecimento do mercado local quanto à exportação para outros países do Sudeste Asiático.

Abrafrigo alerta para concentração das exportações
O tema já havia sido debatido em novembro, durante entrevista de Paulo Mustefaga, presidente executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), ao programa Pecuária e Mercado. Segundo ele, embora o acordo com o Vietnã tenha sido bem recebido após a missão presidencial, os resultados práticos ainda são restritos. Até o momento, apenas uma empresa brasileira opera efetivamente no mercado vietnamita, o que reforça a necessidade de continuidade das negociações.

Mustefaga também chama atenção para os riscos da excessiva concentração das exportações. Atualmente, cerca de 60% das vendas externas de carne bovina brasileira têm como destino a China, o que aumenta a vulnerabilidade do setor diante de mudanças comerciais, barreiras sanitárias ou decisões políticas.

Diversificação de mercados é estratégica para o Brasil
Para a Abrafrigo, ampliar e efetivar novos acordos comerciais é essencial para reduzir riscos e garantir maior estabilidade, previsibilidade e segurança às exportações brasileiras de proteína animal, fortalecendo a competitividade do país no mercado internacional.

FONTE: Trading View
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Sustentabilidade

Pecuária do Brasil reforça compromisso com sustentabilidade no World Meat Congress

O Brasil se prepara para apresentar sua pecuária sustentável em destaque no cenário global durante o World Meat Congress, que acontece entre 28 e 30 de outubro em Cuiabá, Mato Grosso. O evento reunirá representantes de cerca de 20 países e servirá como plataforma para apresentar políticas públicas, tecnologias e certificações de rastreabilidade que comprovam a produção responsável e ambientalmente consciente do país.

Para Caio Penido, presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o congresso é uma oportunidade estratégica para demonstrar, com dados concretos, a evolução do setor. “O Brasil já é o maior exportador de carne bovina do mundo, mas agora buscamos reconhecimento também como líder em sustentabilidade. Temos resultados, programas e evidências para mostrar — e o World Meat Congress é o palco ideal”, afirma.

“A nova era da carne”: foco em emissões e transparência

Promovido pela International Meat Secretariat (IMS) em parceria com o Imac, o congresso tem como tema central “A nova era da carne”, voltado a discutir como a pecuária global pode reduzir emissões, aumentar a transparência e atender às exigências de consumidores internacionais cada vez mais conscientes.

Programas e iniciativas brasileiras reforçam compromisso ambiental e social

Durante o evento, o Brasil apresentará programas que comprovam o compromisso socioambiental da cadeia produtiva. Um destaque é o Passaporte Verde, desenvolvido pelo Imac em colaboração com o Governo de Mato Grosso e entidades do setor. O programa define critérios de sustentabilidade e rastreabilidade, abrangendo toda a cadeia produtiva, do nascimento do animal até o abate.

“Com o Passaporte Verde, mostramos que a carne mato-grossense — e brasileira — é produzida com respeito à legislação ambiental, sem desmatamento ilegal e com inclusão de pequenos produtores. É a sustentabilidade comprovada com evidências, não apenas em discursos”, explica Penido. O sistema permitirá que consumidores, nacionais e internacionais, acessem informações sobre a origem e histórico socioambiental de cada animal.

Além do Passaporte Verde, o Brasil destacará o Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), que já recuperou milhares de hectares de áreas degradadas, e o novo selo “Carne de MT”, que certifica produtos com base em qualidade, bem-estar animal e sustentabilidade.

“A sustentabilidade se tornou o principal diferencial comercial do agronegócio. O Brasil tem condições de liderar essa agenda global”, reforça Penido. “Queremos mostrar que fazemos parte da solução para o clima, a segurança alimentar e o desenvolvimento rural.”

Presença de lideranças globais fortalece a iniciativa

O congresso contará com líderes internacionais como Juan José Grigera Naón, presidente da IMS; Michael Lee, vice-reitor da Harper Adams University; e Eric Mittenthal, diretor de Estratégia do Meat Institute dos Estados Unidos.

“Receberemos lideranças globais e vamos provar, com dados, que o Brasil é capaz de produzir carne com baixa emissão e alta produtividade. Esse é o futuro da pecuária — e nós já estamos nele”, conclui Penido.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio, Exportação

Receita com exportações de carne bovina da Argentina cresce 30% em maio/25

As exportações de carne bovina in natura da Argentina atingiram quase 53.800 toneladas em maio/25, gerando receita total de US$ 293,6 milhões, segundo informa o portal do Clarín, com base em dados do Consórcio de Exportadores de Carne da Argentina (ABC).

Em comparação com maio de 2024, os volumes exportados no mês passado caíram 3,8%. No entanto, considerando a mesma base de comparação, o faturamento obtido foi 30% maior, refletindo uma recuperação nos preços médios (as cotações da carne brasileira também têm registrado recuperação no exterior ao longo de 2025).

O valor médio da proteína argentina atingiu US$ 5.459/tonelada em maio/25, 7,9% a mais que em abril/25 e 35,1% superior ao preço médio de maio/24.

Na comparação com abril/25, os embarques de maio/25 apresentaram um leve aumento de 1,4%, enquanto a receita subiu 9,4% na mesma base de comparação

No entanto, os US$ 5.459/tonelada obtidos em maio/25 pelos exportadores argentinos estão US$ 840 abaixo dos picos registrados em abril de 2022.

Confira a seguir um histórico das exportações argentinas de carne bovina a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Argentinas de Carne Bovina | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

China comprou mais de 70% do total embarcado

Assim como o setor brasileiro de exportação de carne bovina in natura, a China continua sendo o mercado mais importante para a proteína argentina.

Em maio/25, o mercado chinês representou 70,9% do volume total exportado pela Argentina – uma dependência ainda mais forte que a apresentada pelo Brasil, que direciona ao país asiático em torno de 50% de tudo que embarca anualmente.

No mês passado, informa o Clarín, a China comprou da Argentina 13.600 toneladas de carne bovina com osso, no valor de US$ 27 milhões, e outras 24.500 toneladas de carne sem osso, avaliadas em US$ 117,7 milhões.

No total, o mercado chinês representou 67% das exportações acumuladas nos primeiros cinco meses de 2025, acrescenta a reportagem.

No entanto, o preço médio de venda da carne bovina argentina para a China ficou em US$ 4.802/tonelada em maio/25, bem longe dos US$ 5.900 atingidos em maio de 2022.

Resultado no acumulado do ano

Entre janeiro e maio de 2025, a Argentina exportou 250,4 mil toneladas de carne bovina resfriada e congelada, avaliada em US$ 1,262 bilhão, o que representa uma queda de 20,6% sobre igual intervalo do ano passado.

Porém, em receita, houve aumento de 4,9% nos embarques, considerando a mesma base de comparação.

Miúdos em ascensão

Além da carne resfriada e congelada, as exportações de miúdos bovinos e produtos preparados da Argentina apresentaram bom desempenho, relata o Clarín.

Em maio/25, foram embarcadas 9.200 toneladas, gerando receita de US$ 16,6 milhões, a um preço médio de quase US$ 1.820 por tonelada. Entre os produtos de destaque, estavam as línguas bovinas, com picos de quase US$ 3.500 por tonelada.

Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas de miudezas totalizaram 48.300 toneladas e geraram receitas de US$ 83,5 milhões.

Fonte: Portal DBO

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