Logística, Sustentabilidade

Gestão de resíduos nos portos reduz riscos de contaminação do solo e da água

A operação de navios e a movimentação de cargas nos portos geram diferentes tipos de resíduos, que precisam ser coletados, transportados e destinados de maneira adequada. A gestão de resíduos portuários é fundamental para reduzir riscos de contaminação do solo, da água e de outras áreas do ambiente.

Restos de alimentos, lixo doméstico e embalagens produzidos durante as viagens se somam a papelão, madeira, materiais utilizados em serviços de manutenção e resíduos das áreas administrativas. Como cada material possui características próprias, a separação e o armazenamento corretos são etapas essenciais antes da coleta, do tratamento, da reciclagem ou de outra forma de destinação.

Resíduos de navios exigem procedimentos específicos

O primeiro passo para o gerenciamento adequado é identificar a natureza do resíduo. Nas embarcações podem ser encontrados materiais comuns e recicláveis, como restos de alimentos e resíduos domésticos, mas também itens que demandam cuidados especiais.

Entre eles estão resíduos oleosos, água oleosa de porão, produtos químicos, esgoto e resíduos provenientes de serviços de saúde, entre outros materiais que podem apresentar riscos ambientais.

Nos portos públicos e nas instalações portuárias autorizadas, a retirada desses materiais das embarcações segue regras estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A Resolução Antaq 99/2023 regulamenta o serviço e determina que a coleta seja feita por prestadores habilitados pela autoridade responsável pelo controle da instalação portuária.

Contenção evita vazamentos durante a coleta

O manejo dos resíduos exige atenção especial quando há possibilidade de vazamentos ou derramamentos. Nesses casos, devem ser utilizados equipamentos de contenção compatíveis com as características do material.

A medida busca impedir que resíduos oleosos, substâncias químicas e outros contaminantes cheguem ao cais, ao solo ou aos corpos d’água próximos às instalações portuárias.

Além do cuidado durante a coleta, o deslocamento dos resíduos também precisa ser acompanhado por documentação específica.

O Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) acompanha o material durante o trajeto até sua destinação final ambientalmente adequada. O documento reúne informações sobre o resíduo e permite acompanhar sua movimentação ao longo do processo.

Portos também geram resíduos durante as operações

Não são apenas os navios que produzem materiais descartáveis. A própria rotina dos complexos portuários gera resíduos em atividades como movimentação de cargas, manutenção, oficinas e serviços administrativos.

Para organizar esse fluxo, as instalações portuárias contam com o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). O documento estabelece procedimentos que abrangem desde a geração dos materiais até sua destinação final.

Entre as etapas previstas estão:

  • Separação dos resíduos conforme suas características;
  • Acondicionamento adequado;
  • Armazenamento temporário;
  • Coleta e transporte;
  • Reaproveitamento e reciclagem;
  • Tratamento e destinação final;
  • Disposição adequada dos materiais que não podem ser recuperados.

Resíduos recicláveis podem ser encaminhados para reutilização ou reciclagem, enquanto materiais perigosos ou contaminados precisam passar por procedimentos específicos de tratamento e destinação.

Armazenamento adequado reduz riscos ambientais

A forma como os resíduos permanecem armazenados também é importante para a segurança ambiental nos portos. Materiais líquidos ou que apresentam potencial de contaminação exigem estruturas e procedimentos capazes de impedir vazamentos e derramamentos.

Essas medidas reduzem a possibilidade de que substâncias contaminantes atinjam o solo ou a água e fazem parte das práticas de gerenciamento ambiental adotadas nas instalações.

Antaq acompanha desempenho ambiental dos portos

A gestão ambiental das instalações portuárias também é monitorada pela Antaq por meio do Índice de Desempenho Ambiental (IDA).

O indicador reúne diferentes aspectos relacionados à sustentabilidade e ao controle ambiental das operações. Entre os critérios avaliados estão:

  • Gerenciamento de resíduos sólidos;
  • Retirada de resíduos das embarcações;
  • Monitoramento da qualidade da água;
  • Sistemas de drenagem pluvial;
  • Aspectos relacionados ao solo;
  • Prevenção e controle de riscos ambientais.

Dessa forma, o acompanhamento considera não apenas a destinação dos resíduos, mas também outras medidas voltadas à prevenção de impactos ambientais provocados pelas atividades portuárias.

Sustentabilidade ganha espaço na infraestrutura portuária

A gestão de resíduos integra uma agenda mais ampla de sustentabilidade para o setor de transportes. A Política de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, instituída pela Portaria MPor 58/2025, estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança para os setores portuário, aeroportuário e hidroviário.

Entre os objetivos estão o uso sustentável dos recursos naturais, a prevenção de impactos ambientais e a adaptação da infraestrutura às mudanças climáticas.

Por meio do Pacto pela Sustentabilidade, o MPor também busca estimular empresas e entidades do setor a estabelecer planos de ação e indicadores relacionados ao desempenho ambiental.

A agenda inclui iniciativas de economia circular, logística reversa, redução do envio de resíduos para aterros e reaproveitamento de materiais. Essas ações, no entanto, complementam — e não substituem — as obrigações legais e regulatórias que devem ser cumpridas individualmente por cada instalação portuária.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Unsplash

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Sustentabilidade

Economia circular já é adotada por 57% das indústrias brasileiras, aponta CNI

Pesquisa da CNI mostra avanço de práticas de economia circular na indústria brasileira, com destaque para reciclagem, logística reversa e reaproveitamento de materiais

Mais da metade das indústrias adota práticas de economia circular

A economia circular já faz parte da rotina de 57% das empresas industriais brasileiras. Isso significa que quase seis em cada dez indústrias adotam pelo menos uma prática relacionada ao uso mais eficiente, à recuperação ou ao reaproveitamento de recursos nos processos produtivos.

Os dados integram a Sondagem Especial nº 102 – Economia Circular 2026, elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a partir de entrevistas com mais de 1.600 empresários do setor em todo o país.

A adesão varia conforme o porte das empresas. Entre as grandes indústrias, o percentual chega a 66%. Nas médias, a taxa é de 54%, enquanto entre as pequenas empresas fica em 43%.

Por segmento, os maiores índices de adoção aparecem em equipamentos de informática e eletrônicos, com 86%, produtos de borracha, com 85%, celulose e papel, com 78%, calçados, com 76%, e biocombustíveis, com 75%.

Para Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, os resultados mostram que a sustentabilidade na indústria também vem sendo associada à busca por maior eficiência. Ele ressalta, porém, a diferença de adesão entre empresas de diferentes portes e a necessidade de políticas voltadas às companhias menores.

Reciclagem lidera entre as práticas adotadas

A reciclagem é a iniciativa de economia circular mais presente entre as empresas consultadas. Segundo a pesquisa, 32% das indústrias afirmam utilizar essa estratégia para recuperar valor de produtos e materiais.

Na sequência aparecem a logística reversa de produtos e embalagens, citada por 26% das empresas, e a utilização de materiais reciclados ou recuperados na fabricação de produtos, também mencionada por 26%.

Os dados indicam que diferentes formas de reaproveitamento de recursos já estão incorporadas aos processos produtivos de uma parcela significativa da indústria nacional.

Economia circular também é relacionada à redução de emissões

Entre as empresas industriais que adotam práticas de economia circular, 57% consideram que essas iniciativas ajudam a diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

A percepção é maior entre as grandes empresas, alcançando 64%. Nas médias, o índice é de 53%, enquanto entre as pequenas chega a 46%.

Alguns segmentos apresentam percentuais superiores a 70% de empresas que reconhecem essa relação. É o caso de biocombustíveis, produtos de borracha, bebidas e celulose e produtos de papel.

Larissa Malta, analista de Políticas e Indústria da CNI, destaca que a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira no âmbito do Acordo de Paris considera a economia circular uma ferramenta que vai além da gestão de resíduos, relacionando-a às estratégias de mitigação das mudanças climáticas e à meta de neutralidade climática do país até 2050.

Segundo a analista, práticas voltadas à eficiência no uso de recursos e à utilização de biomateriais podem contribuir para diminuir a intensidade das emissões da indústria.

Redução de custos aparece entre os principais benefícios

Os ganhos econômicos também estão entre os fatores associados à adoção da economia circular na indústria. A redução dos custos operacionais é apontada por 40% das empresas como o principal benefício esperado.

Outros resultados também são destacados pelos empresários:

  • 31% citam a melhoria da imagem corporativa;
  • 30% apontam o estímulo à inovação em produtos, processos e serviços.

Davi Bomtempo afirma que a expansão da economia circular está diretamente relacionada ao avanço da inovação tecnológica. Segundo ele, novas tecnologias podem permitir a criação de produtos mais duráveis, reparáveis e fáceis de desmontar, além de aprimorar processos de separação, reciclagem e reaproveitamento de materiais.

A pesquisa, no entanto, revela uma dificuldade na mensuração dos resultados. Embora 40% das empresas associem as práticas circulares a ganhos financeiros, 46% ainda não conseguem identificar de forma direta o impacto desses investimentos sobre o faturamento.

Entre as possíveis razões estão a dificuldade de medir determinados benefícios e o fato de parte dos resultados aparecer apenas no médio e longo prazo, como a redução de desperdícios, o aumento da eficiência no uso de recursos e a abertura de novas oportunidades de mercado.

Crédito, tecnologia e demanda estão entre os principais desafios

A pesquisa da CNI também avaliou os obstáculos encontrados pelas empresas para ampliar os investimentos em economia circular. As barreiras foram divididas em três grupos: econômicas; tecnológicas e de inovação; e culturais, relacionadas principalmente à percepção do mercado consumidor.

No aspecto econômico, a falta de demanda por produtos circulares e as altas taxas de juros aparecem empatadas como os principais entraves, citados por 25% das empresas. Em seguida está a ausência de isonomia tributária entre materiais reciclados e matérias-primas virgens, apontada por 23%.

Entre os desafios tecnológicos, 30% das indústrias consideram a viabilidade econômica das soluções necessárias como a principal barreira.

Nas pequenas empresas, a falta de mão de obra qualificada ganha destaque e é apontada por 21% dos entrevistados como um dos principais obstáculos internos.

Já no campo cultural, 37% dos industriais mencionam o comportamento e a falta de conhecimento do consumidor final como fatores relacionados à baixa demanda por produtos circulares. Outros 21% apontam a percepção negativa dos consumidores sobre esse tipo de produto.

Para Marcello Lira Doudement, analista de Políticas e Indústria da CNI, o custo do crédito dificulta a modernização das empresas e a adoção de novas tecnologias voltadas à circularidade.

Indústria defende incentivos para ampliar a circularidade

Na avaliação do setor industrial, políticas públicas capazes de oferecer maior previsibilidade e incentivos podem contribuir para acelerar a adoção de práticas circulares no Brasil.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão os incentivos econômicos para investimentos em infraestrutura de reciclagem e logística reversa. Essa alternativa é defendida por 47% dos empresários.

Outros 46% apontam a necessidade de incentivos para projetos de inovação em economia circular.

Os resultados da sondagem mostram, portanto, que a adoção de práticas circulares já alcança uma parcela expressiva da indústria brasileira, mas ainda existem diferenças importantes entre empresas de diferentes portes e desafios relacionados a financiamento, tecnologia, qualificação profissional e demanda do consumidor.

FONTE: Agência de Notícias da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CNI

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Sustentabilidade

Programa Selo Verde Brasil abre consulta pública sobre sustentabilidade de produtos e serviços

O Programa Selo Verde Brasil entrou em uma nova etapa de participação social. Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) abriu consulta pública sobre a proposta de Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC) voltados à sustentabilidade de produtos e serviços.

Interessados podem enviar sugestões, críticas e informações técnicas até 18 de outubro, por meio da plataforma Brasil Participativo. A consulta é destinada a fabricantes, prestadores de serviços, entidades representativas, organismos de avaliação da conformidade, especialistas, instituições acadêmicas, consumidores, órgãos públicos e demais setores interessados.

Consulta pública busca aperfeiçoar regras do Selo Verde

A proposta tem como objetivo estabelecer critérios para que o Selo Verde Brasil possa atestar, de forma confiável e verificável, o desempenho de produtos e serviços em aspectos ambientais, sociais e de governança (ASG).

A participação da sociedade nesta fase também pretende identificar pontos que possam ser aprimorados antes da implementação das regras. Entre os aspectos que podem receber contribuições estão possíveis dificuldades de aplicação, custos, riscos e impactos que não tenham sido previstos na elaboração dos requisitos.

Segundo a proposta, o programa também pode contribuir para ampliar as oportunidades de produtos brasileiros no mercado ao incentivar a redução de impactos ambientais, a economia circular e o desenvolvimento de soluções mais inclusivas.

A iniciativa ainda busca fortalecer cadeias produtivas e favorecer ganhos de eficiência industrial.

Regras gerais e critérios de certificação

O documento submetido à consulta apresenta a regra geral do programa, os procedimentos administrativos necessários para a certificação e as diretrizes para a identidade visual do Selo de Identificação da Conformidade.

Entre as disposições previstas estão:

  • Aplicação exclusiva a produtos e serviços nacionais;
  • Certificação composta por avaliação inicial, auditorias periódicas e processos de recertificação;
  • Auditoria do Sistema de Gestão Ambiental baseada na norma ISO 14001;
  • Verificações anuais para comprovar a continuidade da conformidade com os requisitos estabelecidos.

Essas regras deverão orientar os processos de concessão, manutenção e renovação da certificação do Selo Verde Brasil.

Requisitos específicos abrangem polímeros de fonte renovável

Além das regras gerais, a proposta apresenta dois anexos com critérios específicos. Nesta fase da consulta, estão em avaliação os requisitos destinados aos polímeros de eteno de fonte renovável e aos produtos produzidos com esses materiais.

A lista inclui itens como embalagens, frascos, sacolas e outros produtos plásticos.

O conteúdo foi desenvolvido pelo Inmetro em conjunto com a Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC) e representantes dos segmentos inicialmente definidos como prioritários pelo Comitê do Programa.

RAC define como a conformidade será verificada

Os Requisitos de Avaliação da Conformidade complementam as exigências estabelecidas pelas normas técnicas e pelos regulamentos gerais de avaliação da conformidade.

Na prática, as normas determinam o que precisa ser cumprido, enquanto os RAC estabelecem como será verificado o atendimento a essas exigências.

Dessa forma, os requisitos colocados em consulta pública servirão como referência para os processos de certificação relacionados ao Selo Verde Brasil, estabelecendo critérios para avaliar e comprovar a sustentabilidade dos produtos e serviços abrangidos pelo programa.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Fitec Ambiental

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Economia

Brasil apresenta iniciativas de economia circular na OMC para impulsionar competitividade e inclusão

Durante o Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC), a ApexBrasil e a Missão Permanente do Brasil promoveram um painel dedicado a debater o papel da sustentabilidade no comércio internacional. Com o tema “Circular Services for an Inclusive Circular Economy”, o evento reuniu especialistas para demonstrar como soluções sustentáveis e o reaproveitamento de materiais podem gerar valor econômico, inovação e empregos.

Casos práticos e inovação na cadeia produtiva

O debate evidenciou que a transição ecológica vai muito além de uma pauta puramente ambiental, conectando-se diretamente à resiliência industrial e às oportunidades de negócios. Entre os cases de destaque apresentados no painel, focado integralmente na liderança feminina:

  • Logística reversa de calçados: Iniciativas como o programa da Alpargatas com as sandálias Havaianas já recolheram centenas de toneladas de material usado, transformando resíduos em novos produtos como pisos e mobiliário.
  • Tecnologia e rastreabilidade: Plataformas digitais apresentadas por especialistas ajudam a mapear o retorno de materiais para a indústria, garantindo transparência e eficiência.
  • Créditos e financiamento: Debates sobre mecanismos financeiros para apoiar a infraestrutura de reciclagem e a recuperação de recursos, especialmente em países em desenvolvimento.

O papel estratégico dos serviços e da cooperação internacional

Especialistas ressaltaram que escalar a sustentabilidade empresarial exige adaptar modelos operacionais às realidades locais, sem perder de vista os princípios globais de preservação. Além disso, foi enfatizada a urgência de uma responsabilidade compartilhada entre o Norte e o Sul Global no gerenciamento adequado de resíduos.

A mensagem central do encontro reforça que nenhum setor ou nação consegue caminhar sozinho rumo a um modelo produtivo regenerativo. A cooperação internacional, alinhada a políticas comerciais eficientes, funciona como a chave mestra para manter materiais em circulação e fortalecer a economia global.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Comércio Internacional

Pacto Verde Europeu: indústria precisa ampliar rastreabilidade para manter acesso ao mercado europeu

As novas regras ambientais da União Europeia (UE) estão mudando a forma como empresas precisam comprovar a origem, a composição e os impactos de seus produtos. Para a indústria catarinense, especialmente para os setores ligados ao comércio exterior, o Pacto Verde Europeu representa um novo desafio para manter e ampliar a presença no mercado europeu.

A tendência é que sustentabilidade deixe de ser apenas um diferencial competitivo e passe a integrar os requisitos necessários para participar de determinadas cadeias globais de fornecimento.

“Para a indústria catarinense, o Pacto Verde Europeu não deve ser visto apenas como uma exigência regulatória, mas como uma nova condição de inserção nas cadeias globais de valor. As empresas precisam estar preparadas para fornecer dados confiáveis sobre seus produtos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Passaporte Digital do Produto ganha importância

Entre os mecanismos que devem transformar a relação das empresas com o mercado europeu está o Passaporte Digital do Produto (DPP), previsto pelo Regulamento de Concepção Ecológica para Produtos Sustentáveis (ESPR).

A proposta é criar uma espécie de identidade digital para os produtos, concentrando informações que possam ser verificadas ao longo da cadeia. Entre os dados estão a composição, a origem das matérias-primas, impactos ambientais, durabilidade, possibilidade de reparo, reutilização e reciclagem. Na prática, a exigência não ficará restrita aos exportadores diretos.

Empresas brasileiras que fornecem componentes, insumos ou matérias-primas para outras companhias também poderão precisar disponibilizar informações detalhadas sobre seus produtos e processos. Isso significa que a adequação às regras europeias tende a alcançar diferentes elos das cadeias produtivas.

Indústria catarinense está entre os setores impactados

A implementação das novas exigências será gradual e deverá atingir segmentos com forte participação na economia de Santa Catarina. Entre os setores que precisam acompanhar de perto as mudanças estão têxtil e vestuário, siderurgia, alumínio, móveis e tecnologia, além de outras atividades integradas às cadeias de fornecimento europeias.

O desafio, porém, não se limita à adoção de práticas ambientais. As empresas precisarão desenvolver sistemas capazes de coletar, organizar, rastrear e comprovar informações sobre produtos e processos. Isso amplia a responsabilidade também para fornecedores e parceiros envolvidos na produção.

Preparação começa antes das novas regras

Para as empresas que atuam ou pretendem atuar no mercado europeu, antecipar a adequação pode ser um diferencial. A preparação envolve desde o conhecimento da cadeia de fornecedores até a estruturação de dados ambientais e produtivos.

Entre as principais medidas estão:

  • Mapear fornecedores e matérias-primas, ampliando a rastreabilidade da cadeia;
  • Digitalizar informações sobre produtos, processos e impactos ambientais;
  • Medir e reduzir a pegada de carbono, com iniciativas de eficiência e descarbonização;
  • Adequar produtos à economia circular, considerando durabilidade, reparabilidade e reciclabilidade;
  • Comprovar as informações ambientais, evitando alegações de sustentabilidade que não tenham respaldo técnico.

Sustentabilidade passa a ser requisito de competitividade

Mais do que cumprir uma nova legislação, a adaptação às regras europeias pode representar uma mudança estrutural na forma como a indústria brasileira se relaciona com seus clientes internacionais.

Para empresas catarinenses inseridas no comércio exterior, investir em rastreabilidade, gestão de dados, transparência e sustentabilidade tende a ser cada vez mais importante para preservar mercados, atender compradores europeus e permanecer competitiva nas cadeias globais de valor.

Fonte: FIESC, com informações divulgadas em 8 de setembro de 2026.

Texto: Redação

Imagem: FIESC / Adobe Stock

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Tecnologia

BMW recicla até 51% dos materiais de carros antigos em novos veículos

O Grupo BMW demonstrou que é possível ampliar significativamente o reaproveitamento de componentes de veículos em fim de vida dentro de uma operação industrial. O projeto de pesquisa Car2Car elevou de 6% para 51% a chamada taxa de reaproveitamento de materiais, mostrando como peças e matérias-primas de automóveis descartados podem voltar à cadeia produtiva.

O estudo envolveu as marcas BMW, Mini, Rolls-Royce e BMW Motorrad e utilizou novas técnicas de triagem, trituração e separação de materiais. O objetivo foi recuperar matéria-prima com qualidade suficiente para ser utilizada novamente na fabricação de veículos.

Como funciona a reciclagem de carros da BMW

A chamada taxa Car2Car indica a proporção de materiais de um veículo descartado que pode ser recuperada com qualidade adequada para novas aplicações industriais.

Para alcançar o índice de 51%, os pesquisadores combinaram tecnologias de pré-triagem, processos de trituração adaptados e sistemas de classificação equipados com sensores de alta precisão.

Um dos diferenciais do projeto foi evitar uma desmontagem excessivamente complexa. O processo utilizou apenas as etapas consideradas obrigatórias antes da reciclagem convencional de veículos.

Metais concentram os maiores avanços

Os resultados mais expressivos apareceram na recuperação de metais automotivos, considerados estratégicos para reduzir custos e emissões de carbono na indústria.

A pesquisa analisou 433 veículos em fim de vida, pertencentes a 60 modelos diferentes da BMW. Com os novos métodos de processamento, os índices de aproveitamento aumentaram de forma significativa:

  • Aço: de 1% para 81%;
  • Alumínio: de 23% para 52%;
  • Cobre: de 48% para 68%.

O avanço na reciclagem do aço foi um dos principais resultados do projeto. Um dos obstáculos para reutilizar a sucata de veículos na fabricação de aço automotivo de alta qualidade é a presença de cobre proveniente de fios, cabos e conectores.

Para solucionar o problema, o Car2Car incorporou uma etapa adicional capaz de diminuir de maneira direcionada a contaminação por cobre. O processo permitiu obter uma sucata mais limpa e já resultou em um pedido de patente.

Mais de 100 mil peças foram produzidas

A tecnologia deixou a fase puramente experimental e chegou à produção industrial. Durante um teste realizado na fábrica do BMW Group em Leipzig, mais de 100 mil peças de série foram fabricadas utilizando o aço recuperado pelo projeto.

Segundo Hilke Schaer, gerente do Car2Car no Grupo BMW, os componentes foram posteriormente instalados em veículos, demonstrando na prática a aplicação dos resultados obtidos pela pesquisa.

O avanço reforça o potencial da economia circular na indústria automotiva, especialmente no reaproveitamento de matérias-primas que tradicionalmente seriam destinadas a processos de menor valor agregado.

Plástico e vidro ainda são obstáculos

Apesar dos resultados positivos com metais, a reciclagem de plásticos e vidros automotivos continua sendo uma das principais dificuldades.

A diversidade de polímeros utilizados nos veículos, a presença de estruturas compostas e os requisitos rigorosos de segurança tornam mais complexa a recuperação desses materiais em escala industrial.

O estudo aponta que a cadeia de reciclagem de plásticos ainda precisa desenvolver soluções mais eficientes de separação e processamento. O desafio é alcançar níveis de pureza compatíveis com os padrões exigidos pela indústria para componentes como painéis e revestimentos internos.

Projeto pode influenciar novas regras europeias

As conclusões do Car2Car podem ultrapassar os limites do Grupo BMW. O conjunto de dados obtido pela pesquisa pode contribuir para que o setor automotivo se prepare para novas exigências regulatórias europeias relacionadas ao tratamento de veículos em fim de vida.

A transformação dos resultados em um padrão industrial, porém, dependerá de mudanças estruturais. Entre os principais desafios estão investimentos em infraestrutura de desmontagem e reciclagem, criação de modelos de negócios economicamente sustentáveis e regulamentações capazes de estimular a recuperação e a permanência das matérias-primas dentro da cadeia produtiva.

BMW busca unir reciclagem e viabilidade econômica

Para Alexander Efthimiou, vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios do BMW Group, o projeto evidencia que o potencial da economia circular automotiva aumenta quando diferentes etapas da cadeia de valor trabalham de maneira integrada.

A empresa afirma que os resultados obtidos com parceiros do projeto serão utilizados no desenvolvimento de novos processos e modelos de negócios que conciliem redução de impactos ambientais, reaproveitamento de materiais e eficiência econômica.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Sucata de alumínio começa a faltar no Brasil após aumento das exportações para a China

O crescimento das exportações de sucata de alumínio para a China já provoca reflexos no mercado brasileiro. A redução da oferta do material, considerado essencial para a reciclagem de alumínio e para a descarbonização da indústria, tem preocupado fabricantes, que alertam para riscos à competitividade e aos investimentos no setor.

Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), cerca de 80% da sucata exportada pelo Brasil segue para países asiáticos. A China concentra quase um quarto desse volume, impulsionando um aumento de 590% nos embarques desde 2022.

Reciclagem depende da disponibilidade de sucata

A reciclagem é apontada como uma das principais estratégias para reduzir as emissões de carbono na produção de alumínio. O reaproveitamento do material permite uma economia de até 95% no consumo de energia em comparação à fabricação a partir da bauxita.

Entretanto, a escassez de sucata de alumínio tem dificultado o avanço dessa transição. Empresas do setor afirmam que a concorrência com o mercado externo vem reduzindo a oferta do insumo no país.

A Novelis, líder em reciclagem de alumínio no Brasil, chegou a encerrar um centro de coleta em Juiz de Fora (MG) devido à dificuldade de obter matéria-prima. Já a Alumini1 informou que enfrentou interrupções no abastecimento em março deste ano, período em que fornecedores priorizaram exportações após mudanças temporárias na tributação das vendas internas.

Falta de matéria-prima ameaça competitividade

Para a indústria, o aumento das exportações de sucata pode comprometer não apenas a produção nacional, mas também a geração de valor agregado no país.

A Novelis afirma que suas chapas de alumínio já possuem cerca de 80% de conteúdo reciclado e que esse índice poderia ser ainda maior caso houvesse maior disponibilidade de sucata no mercado interno. A empresa possui capacidade para reciclar até 500 mil toneladas de alumínio por ano e mantém uma rede de centros de coleta em diferentes regiões do Brasil.

Representantes do setor defendem que o país priorize a transformação da matéria-prima em produtos industrializados antes de exportá-la, fortalecendo a economia e preservando empregos.

Brasil mantém vantagem ambiental

Especialistas destacam que o Brasil possui uma posição privilegiada na produção de alumínio de baixo carbono. A fabricação do alumínio primário utiliza predominantemente energia hidrelétrica, enquanto a reciclagem reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa.

Outro diferencial é o índice de reciclagem de latas de alumínio. Em 2024, o país reaproveitou 97,3% das embalagens consumidas, equivalente a quase 34 bilhões de unidades, desempenho considerado o melhor do mundo.

Atualmente, a reciclagem representa cerca de 57% da oferta nacional de alumínio, contribuindo para diminuir o consumo de energia e os impactos ambientais.

Disputa global por sucata deve aumentar

O avanço das tecnologias ligadas à transição energética, como veículos elétricos, painéis solares e sistemas de transmissão de energia, deve ampliar ainda mais a demanda mundial por alumínio.

Estimativas do International Aluminium Institute (IAI) indicam que o consumo global do metal poderá crescer cerca de 40% até 2030. Já a procura por alumínio destinado às energias renováveis e aos carros elétricos deve quintuplicar até 2035.

Esse cenário intensifica a disputa internacional pela sucata, considerada um insumo estratégico para ampliar a produção sustentável.

Setor defende medidas para preservar o mercado interno

Diante da crescente concorrência internacional, entidades do setor avaliam que o Brasil precisa discutir mecanismos para garantir o abastecimento da indústria nacional.

Entre as alternativas defendidas estão a criação de um imposto sobre a exportação de sucata ou a adoção de regras que priorizem o atendimento da demanda doméstica antes das vendas ao exterior, prática já utilizada por alguns países.

Para especialistas, fortalecer a economia circular e ampliar o processamento do material dentro do país pode gerar mais competitividade, agregar valor à cadeia produtiva e evitar que investimentos brasileiros beneficiem apenas mercados estrangeiros.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Novelis

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Transporte

Vida útil dos pneus de carga: como aumentar a durabilidade e reduzir custos no transporte rodoviário

Em meio ao aumento dos custos logísticos, a busca por formas de ampliar a vida útil dos pneus de carga tornou-se prioridade para transportadoras e caminhoneiros. A estratégia impacta diretamente o custo por quilômetro rodado, além de favorecer a recapagem de pneus e reduzir o descarte de materiais.

Manutenção de pneus é essencial para reduzir custos operacionais

Especialistas do setor destacam que ações simples de manutenção preventiva de pneus, como calibragem adequada e inspeções regulares, podem ampliar de forma significativa a durabilidade dos pneus e melhorar a eficiência das frotas.

Segundo o diretor comercial da Bridgestone no Brasil, Marcos Aoki, os modelos atuais são desenvolvidos para múltiplos ciclos de uso, desde que a estrutura seja preservada.

“Um pneu de carga premium é projetado para mais de um ciclo de vida. Quando a carcaça é bem conservada, a recapagem permite que o ativo continue operando com segurança e desempenho”, explica.

Recapagem de pneus depende dos cuidados na primeira vida útil

Embora a recapagem de pneus de carga ocorra em centros especializados, sua viabilidade começa ainda na estrada. A forma como o pneu é utilizado na primeira etapa de vida influencia diretamente sua reutilização futura.

Fatores como excesso de carga, pressão incorreta, desalinhamento e impactos podem comprometer a carcaça e inviabilizar o reaproveitamento.

“A recapagem depende diretamente do estado da carcaça. Cada cuidado na primeira vida do pneu impacta sua possibilidade de reutilização”, reforça Aoki.

Entre as principais recomendações estão o controle da pressão, alinhamento, balanceamento e rodízio periódicos, além do respeito aos limites de carga e da escolha correta do modelo para cada operação.

Inspeção de pneus ajuda a evitar falhas e acidentes

A inspeção frequente também é considerada fundamental na gestão de pneus de frota. A verificação de cortes, desgaste irregular, objetos presos e danos visíveis permite identificar problemas antes que evoluam para falhas mais graves, reduzindo riscos e custos.

Tecnologia amplia ciclo de vida dos pneus de carga

O avanço tecnológico tem contribuído para aumentar a durabilidade e o potencial de recapagem. A Bridgestone lançou no Brasil o modelo R289, voltado para eixos direcionais e livres em operações rodoviárias de longa distância.

De acordo com a fabricante, o pneu foi desenvolvido com foco na redução de temperatura de operação, desgaste uniforme e maior preservação da carcaça. O modelo ainda oferece garantia de até a terceira recapagem por meio da rede Bandag.

Economia circular e sustentabilidade no setor de transporte

A estratégia também se conecta à lógica de economia circular no transporte rodoviário. Dados da Reciclanip apontam que mais de 5,6 milhões de toneladas de pneus inservíveis tiveram destinação ambientalmente adequada no Brasil entre 2011 e 2024.

“As transportadoras buscam soluções que combinem eficiência, redução de custos e sustentabilidade. O desenvolvimento dos pneus hoje considera todo o ciclo de vida da carcaça”, afirma Aoki.

Cuidados essenciais para aumentar a vida útil dos pneus de carga

A Bridgestone lista cinco práticas fundamentais para preservar a performance e ampliar a durabilidade dos pneus:

  • Calibragem correta de pneus – pressão inadequada acelera o desgaste, aumenta o consumo de combustível e pode comprometer a estrutura.
  • Alinhamento, balanceamento e rodízio – evitam desgaste irregular e aumentam a quilometragem.
  • Respeito aos limites de carga – excesso de peso eleva a temperatura e reduz a vida útil.
  • Escolha adequada do pneu de carga – produtos compatíveis com a operação garantem melhor desempenho e recapabilidade.
  • Inspeções frequentes de pneus – ajudam a identificar cortes, deformações e desgastes antes de falhas graves.

Eficiência e sustentabilidade caminham juntas

Para a indústria, prolongar o uso dos pneus antes da reciclagem é uma etapa estratégica para reduzir resíduos, otimizar recursos e tornar o transporte rodoviário mais sustentável e eficiente.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Sustentabilidade

JBS Biotech aposta em proteínas sob medida e inaugura centro de biotecnologia em Florianópolis

A JBS, considerada a maior empresa de alimentos do mundo, inaugurou um centro de pesquisa avançada em Florianópolis voltado ao desenvolvimento de proteínas sob medida. Instalado no Sapiens Parque, o complexo conta com cerca de 4.200 metros quadrados e reúne mais de 20 laboratórios especializados.

Batizado de JBS Biotech, o espaço foi criado para desenvolver soluções inovadoras em nutrição personalizada, com foco em ganho de massa muscular, fortalecimento do sistema imunológico e melhora do desempenho metabólico — tanto em humanos quanto em animais.

Foco em superproteínas e nutrição de precisão

A proposta do centro é avançar na chamada engenharia de alimentos em nível molecular. A partir do entendimento detalhado dos componentes dos alimentos, pesquisadores buscam criar proteínas funcionais com aplicações específicas no organismo.

Na prática, isso significa desenvolver ingredientes capazes de promover efeitos direcionados, como aumento de massa muscular, suporte à imunidade e otimização do metabolismo. A iniciativa também contempla aplicações na nutrição animal, com soluções que contribuem para o bem-estar e prevenção de doenças.

Outra frente relevante é o conceito de clean label, que busca reduzir o uso de aditivos químicos por meio de compostos naturais com propriedades antioxidantes e antimicrobianas, mantendo qualidade e durabilidade dos produtos.

Estrutura reúne tecnologia de ponta e ciência de dados

O JBS Biotech foi projetado para atuar em todas as etapas da pesquisa, desde a biologia molecular até a validação industrial. O complexo dispõe de tecnologias avançadas, como sequenciamento de DNA, análises ômicas (genômica, proteômica e metabolômica) e um biobanco com armazenamento criogênico.

Além disso, o centro possui infraestrutura para estudos com culturas celulares, microrganismos e plantas, permitindo mapear a composição dos alimentos e identificar combinações de compostos bioativos com efeitos específicos no organismo.

Economia circular transforma resíduos em valor

Um dos pilares estratégicos do laboratório é a bioconversão, processo que transforma subprodutos da cadeia produtiva em ingredientes de alto valor agregado, como suplementos e compostos bioativos.

A iniciativa reforça a aposta da empresa em economia circular, reduzindo desperdícios e abrindo novas oportunidades de negócios em setores como o farmacêutico, cosmético e médico.

Florianópolis se consolida como polo de inovação científica

A escolha de Florianópolis para sediar o projeto está alinhada ao posicionamento da cidade como um dos principais polos de tecnologia do país. O ambiente favorece a integração de profissionais de diversas áreas, como biologia, química, física e engenharia.

O centro também se conecta a iniciativas globais da empresa, incluindo pesquisas em proteínas cultivadas e soluções voltadas à segurança alimentar.

Estratégia global mira o futuro da alimentação

Com presença em mais de 20 países, a JBS posiciona o novo laboratório como peça-chave em sua estratégia de inovação. O objetivo é combinar melhorias em produtos já existentes com o desenvolvimento de soluções disruptivas para o mercado de alimentos.

A criação de alimentos personalizados, a redução de aditivos e o uso de ciência de dados aplicada à nutrição indicam uma mudança significativa na forma como os alimentos poderão ser produzidos e consumidos nas próximas décadas.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Sustentabilidade

Outorga Verde em Suape impulsiona projeto de energia a partir de resíduos

O Complexo Industrial Portuário de Suape foi escolhido como área de referência para a implementação da primeira Outorga Verde aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A proposta faz parte de um programa inovador que busca estimular soluções voltadas à transição energética nos portos e ao fortalecimento da economia circular no Brasil.

O projeto selecionado, apresentado pela empresa Hardrada Energy Tech, prevê investimentos de até R$ 28,8 milhões e será desenvolvido dentro de um ambiente regulatório experimental da agência.

Projeto transforma resíduos em energia limpa e insumos industriais

A iniciativa contempla a instalação de uma planta voltada ao processamento de resíduos urbanos e portuários, com foco na geração de energia renovável e na produção de novos insumos industriais.

Entre as tecnologias previstas estão a gaseificação e a pirólise, processos que permitem a decomposição térmica de materiais orgânicos em altas temperaturas, sem presença de oxigênio. O projeto também prevê integração com a cadeia de reciclagem e com a logística regional, garantindo o abastecimento de matéria-prima.

Suape reforça papel estratégico em inovação sustentável

A participação de Suape ocorre por meio de apoio institucional, alinhado à estratégia do complexo de incentivar a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a descarbonização das operações portuárias.

As etapas de implantação seguirão os procedimentos regulatórios específicos, incluindo uso de áreas e formalizações exigidas em cada fase do projeto.

Segundo a diretora interina da Antaq, Cristina Castro, a Outorga Verde representa um marco para o setor. A iniciativa busca transformar compromissos climáticos e políticas públicas de energia limpa em ações práticas, com colaboração entre agentes públicos e privados.

Já o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, destaca que o projeto reforça a capacidade do complexo de atrair iniciativas que conciliam desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Ambiente experimental amplia soluções de baixo carbono

Para o diretor de Sustentabilidade e Inovação de Suape, Sóstenes Alcoforado, o projeto contribui para expandir o ambiente de testes tecnológicos no porto. A proposta estimula alternativas capazes de transformar resíduos em recursos úteis, além de reduzir as emissões de carbono nas operações.

A Outorga Verde integra o primeiro sandbox regulatório da Antaq, que já selecionou propostas em áreas como energia renovável, combustíveis alternativos, eletrificação portuária e abastecimento com combustíveis limpos.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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