Informação

CBS e IBS: Fazenda define metodologia para calcular alíquotas sobre combustíveis

O Ministério da Fazenda e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) estabeleceram a metodologia que será utilizada para calcular a carga tributária de referência dos combustíveis na definição das futuras alíquotas da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

A regra servirá de base para a definição das alíquotas da CBS, que entrarão em vigor a partir de 2027, e do IBS, com aplicação prevista a partir de 2029.

A portaria conjunta foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (5 de outubro de 2026). O texto define os critérios de cálculo, mas não estabelece os valores finais das alíquotas.

Como será calculada a carga da CBS

Para a CBS, a metodologia considera uma parcela de tributação direta e outra de tributação indireta.

A carga direta corresponde aos valores atualmente recolhidos por meio de PIS/Pasep, PIS/Pasep-Importação, Cofins e Cofins-Importação nas etapas de produção, importação e comercialização dos combustíveis.

Já a carga indireta leva em conta esses mesmos tributos, além do IPI e do IOF incidente sobre seguros, quando esses impostos recaem sobre insumos, serviços e bens de capital utilizados na cadeia produtiva e não podem ser recuperados posteriormente como crédito.

IBS terá limites progressivos durante a transição

A regulamentação também estabelece limites para a participação do IBS na carga tributária de referência durante o período de transição.

Em 2029, o IBS não poderá superar 10% da soma das cargas direta e indireta de referência. O limite sobe gradualmente para 20% em 2030, 30% em 2031 e 40% em 2032.

A partir de 2033, o percentual máximo passa a ser de 100% da carga tributária de referência.

É importante destacar que esses percentuais representam limites sobre a carga tributária de referência e não significam que os combustíveis serão submetidos a alíquotas nominais de 10%, 20%, 30% ou 40%.

Biocombustíveis terão tributação menor

A portaria prevê um tratamento tributário diferenciado para biocombustíveis e para o hidrogênio de baixa emissão de carbono.

A regra determina que a tributação desses produtos seja inferior à aplicada aos combustíveis fósseis utilizados como referência.

No caso dos biocombustíveis, as alíquotas deverão corresponder a uma faixa entre 40% e 90% da alíquota definida para o combustível fóssil equivalente.

Etanol e biodiesel terão regra específica

Para o etanol anidro e o biodiesel puro destinados à mistura obrigatória aos combustíveis fósseis, a regulamentação estabelece um percentual específico.

Nessas situações, a alíquota do IBS será equivalente a 90% daquela aplicada, respectivamente, à gasolina A e ao diesel A.

A metodologia faz parte do processo de transição para o novo sistema de tributação sobre o consumo, que substituirá gradualmente tributos atuais e estabelecerá a CBS e o IBS como componentes centrais do novo modelo.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

G-7 Libera 100 Milhões de Barris de Petróleo e Diesel para Conter Alta Recorde de Preços

Diante da disparada histórica nos custos dos combustíveis que atinge os Estados Unidos e a Europa, o G-7 — grupo formado pelas sete maiores economias industrializadas do mundo — anunciou a liberação de 100 milhões de barris de petróleo e derivados nas próximas semanas. A medida emergencial priorizará volumes expressivos de diesel, combustível que recentemente registrou patamares recordes de preço nas bombas americanas e europeias.

Pressão Política e Impacto do Conflito no Oriente Médio

O avanço vertiginoso nos valores da energia reflete diretamente os impactos econômicos de conflitos geopolíticos prolongados no Oriente Médio, que afetaram rotas logísticas vitais e o fornecimento de combustíveis. Com o galão de diesel alcançando marcas históricas nos Estados Unidos, a administração do presidente Donald Trump e o Partido Republicano enfrentam crescente pressão eleitoral às vésperas do pleito de novembro.

O presidente norte-americano garantiu que a distribuição de diesel começará de forma imediata e antecipada nos próximos dias, estendendo-se ao longo de quatro meses. A decisão conjunta do G-7 busca injetar liquidez no mercado global, aliviar o mercado de petróleo e mitigar o impacto inflacionário sobre os consumidores.

Desdobramentos na Europa e Ajustes no Mercado Global

Sob a presidência rotativa da França, liderada por Emmanuel Macron, o bloco alinhou a estratégia de distribuição de estoques refinados para conter a crise. A iniciativa soma-se aos compromissos assumidos anteriormente junto à Agência Internacional de Energia (AIE) para estabilizar o abastecimento internacional.

Analistas de energia apontam que, embora a medida traga um alívio temporário para os motoristas, a queima de reservas estratégicas carrega riscos a médio e longo prazo. Especialistas alertam que os países envolvidos precisarão, futuramente, recompor esses estoques, além de destacarem que restrições a exportações poderiam desequilibrar ainda com mais força a oferta de derivados de petróleo nas refinarias globais.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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Comércio Exterior

Petróleo sobe 2% após China suspender exportações de derivados

Os preços do petróleo avançavam cerca de 2% nesta quinta-feira (1º), depois que a China determinou a suspensão das exportações de derivados de petróleo. A decisão aumenta a pressão sobre a oferta global de combustíveis, que já enfrenta restrições provocadas por conflitos e problemas na capacidade de refino.

O mercado também acompanha as movimentações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã, em meio às tentativas de encontrar uma saída para o conflito entre os dois países.

Brent supera US$ 100 por barril

O contrato futuro do petróleo Brent para dezembro era negociado a US$ 100,09 por barril, alta de 2,1%, equivalente a US$ 2,06, em relação ao fechamento anterior.

Na quarta-feira, o contrato do Brent com vencimento em novembro encerrou a sessão cotado a US$ 103,50 por barril. Considerando o contrato de vencimento mais próximo, a valorização acumulada em setembro ficou em aproximadamente 14%.

Nos Estados Unidos, o petróleo WTI também operava em alta. O contrato avançava US$ 2,06, ou 2,28%, e chegava a US$ 92,48 por barril.

China suspende exportações de combustíveis

Refinarias chinesas interromperam, até segunda ordem, as exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau, segundo especialistas consultados pela Reuters.

A medida pode reduzir ainda mais a disponibilidade de combustíveis no mercado internacional, em um momento no qual a oferta já é afetada pelos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

A sessão desta quinta-feira foi marcada por forte oscilação. No início dos negócios, as cotações chegaram a recuar mais de 1%, mas posteriormente recuperaram as perdas e passaram a registrar alta.

Para Giovanni Staunovo, analista do UBS, a decisão chinesa sinaliza preocupação com o abastecimento do mercado interno.

“A proibição de exportação chinesa sugere preocupações com a disponibilidade de produtos no mercado interno”, afirmou o analista.

Staunovo também destacou que ainda não é possível determinar se a suspensão das exportações fará a China aumentar suas compras de petróleo bruto no exterior. O país registrou recentemente uma queda nos estoques de petróleo bruto e de combustíveis.

Estoques e oferta de diesel entram no radar

A disponibilidade de diesel no mercado internacional ficou mais limitada após uma redução na capacidade de refino relacionada a ataques decorrentes dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

O cenário aumenta a preocupação dos governos com os efeitos da alta dos preços dos combustíveis sobre consumidores e empresas.

Segundo fontes próximas às discussões, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria orientado Alemanha e França a recorrerem a seus estoques emergenciais de diesel como forma de aliviar a pressão sobre os preços internacionais.

As mesmas fontes afirmam que Washington avalia restringir as exportações de diesel dos Estados Unidos caso os países europeus não utilizem suas reservas.

Mercado de petróleo monitora oferta global

A suspensão das exportações chinesas acrescenta um novo fator de pressão a um mercado que já acompanha de perto os níveis de produção, estoques e capacidade de refino.

Além da decisão de Pequim, os investidores seguem atentos aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia e às negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, fatores que podem influenciar a oferta e os preços do petróleo e de seus derivados.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tania Rego / Agência Brasil

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Transporte

Caminhões elétricos na China já ajudam a reduzir consumo de petróleo, diz IEA

A expansão dos veículos elétricos na China já tem impacto mensurável sobre o consumo de petróleo. Segundo estimativa da Agência Internacional de Energia (IEA), a eletrificação da frota evitou o uso de aproximadamente 1 milhão de barris de petróleo por dia no país em 2025.

O cálculo considera o volume de combustível que seria necessário para abastecer veículos com motores a combustão caso eles não tivessem sido substituídos por modelos elétricos. Do total poupado na China, os caminhões elétricos responderam por mais de 10%.

A estimativa da IEA considera todas as categorias de veículos elétricos, e não exclusivamente os caminhões.

China concentra mercado de caminhões elétricos

O avanço dos caminhões elétricos também aparece nos números globais. As vendas desse tipo de veículo mais que dobraram em 2025 e superaram 400 mil unidades no mundo.

A China foi responsável por mais de 90% das vendas globais no período, consolidando a liderança do país nesse mercado.

Entre os caminhões pesados, os modelos elétricos passaram de 13% das vendas chinesas em 2024 para cerca de 28% em 2025. Em dezembro do ano passado, a participação chegou a aproximadamente 50%.

Os dados mais recentes também indicam continuidade do crescimento. No primeiro trimestre de 2026, as vendas de caminhões elétricos na China avançaram mais de 20% em relação aos três primeiros meses de 2025.

Eletrificação reduz demanda por diesel e petróleo

Considerando todas as categorias de veículos elétricos, a IEA estima que aproximadamente 1,7 milhão de barris de petróleo por dia deixaram de ser consumidos em todo o mundo em 2025.

A China respondeu por cerca de 1 milhão de barris diários desse volume. A estimativa representa o combustível que deixou de ser utilizado porque veículos movidos por motores a combustão foram substituídos por alternativas elétricas.

No caso dos caminhões, o efeito está diretamente relacionado à redução do uso de diesel, combustível amplamente utilizado por veículos pesados.

Portos e mineração estão entre os setores com maior adoção

A IEA observa que a eletrificação dos caminhões avança especialmente em atividades nas quais as rotas e os horários de operação são mais previsíveis.

Entre as aplicações citadas estão portos, mineração e transporte industrial. Nesses segmentos, é possível estabelecer pontos fixos de recarga ou adotar sistemas de troca de baterias, facilitando o planejamento das operações.

A disponibilidade de infraestrutura de recarga é apontada como um dos fatores que influenciam a adoção dos caminhões elétricos.

China estabelece meta para caminhões de nova energia

O governo chinês estabeleceu como objetivo que os veículos de nova energia correspondam a 40% das vendas de caminhões pesados até 2030.

Além de ser o principal mercado consumidor, a China também concentra a produção mundial de caminhões elétricos. De acordo com a IEA, mais de 90% das unidades comercializadas globalmente em 2025 foram vendidas no país.

Caminhão elétrico pode alcançar equilíbrio de custos

A análise da IEA indica que, em determinadas aplicações, os caminhões elétricos podem alcançar paridade no custo total de propriedade com modelos a diesel em aproximadamente cinco anos.

A comparação considera não apenas o preço de aquisição, mas também despesas com energia e os custos de operação durante o período de utilização do veículo.

Essa avaliação pode variar conforme o tipo de operação, a distância percorrida, os preços de energia e combustível e as condições de uso dos caminhões.

IEA prevê aumento da economia de petróleo até 2030

A tendência de eletrificação deve ampliar o impacto sobre a demanda por petróleo nos próximos anos.

No cenário baseado nas políticas atualmente adotadas, a IEA projeta que os veículos elétricos, considerando diferentes categorias, poderão evitar o consumo de aproximadamente 5 milhões de barris de petróleo por dia até 2030.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Informação

Governo prorroga subvenção ao diesel de R$ 2,12 por litro por mais 30 dias

O governo federal decidiu estender por mais 30 dias a subvenção ao óleo diesel, mantendo o benefício em R$ 2,12 por litro. A medida foi formalizada por uma portaria do Ministério da Fazenda.

A nova regra entrou em vigor neste domingo (27), garantindo a continuidade do valor atualmente aplicado ao diesel A rodoviário.

Medida mantém benefício ao diesel

A subvenção econômica estava prevista nas Medidas Provisórias (MPs) 1.363 e 1.391, cuja vigência terminaria no sábado (26).

Em comunicado divulgado na manhã deste sábado, o Ministério da Fazenda afirmou que a prorrogação busca assegurar a continuidade do benefício diante da persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

Segundo a pasta, a mudança ocorre porque a MP 1.363 perde a validade e, por isso, foi necessário ajustar a regulamentação para garantir que os R$ 2,12 por litro continuem sendo aplicados integralmente a partir de domingo.

Governo diz que não houve aumento da subvenção

O Ministério da Fazenda esclareceu que a alteração não representa uma elevação do benefício concedido ao combustível.

De acordo com a pasta, o objetivo é preservar o valor total da subvenção atualmente praticado e impedir que o montante seja reduzido com o fim da vigência da MP 1.363/2026.

A prorrogação terá duração de 30 dias, período em que o governo continuará acompanhando o comportamento dos preços internacionais de petróleo e derivados.

Prorrogação já havia sido antecipada

A decisão não foi uma surpresa. Durante esta semana, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, havia indicado que o governo estudava manter a subvenção ao diesel por mais 30 dias.

Com a publicação da portaria, o benefício de R$ 2,12 por litro permanece vigente durante o novo período estabelecido pelo governo federal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jovem Pan

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Informação

Petrobras aumenta preço do diesel em R$ 1, mas subsídio evita alta nas refinarias

A Petrobras anunciou na quarta-feira (16) um aumento de R$ 1 por litro no preço do diesel nas refinarias, com validade a partir desta quinta-feira (19). Apesar do reajuste, o valor cobrado pela estatal não será alterado neste momento.

Isso ocorre porque o aumento será compensado integralmente por uma subvenção econômica ao diesel A rodoviário, também de R$ 1 por litro. O benefício foi estabelecido pela Portaria MF nº 2.813/2026, publicada na mesma data e com aplicação imediata pelo período de 30 dias.

Subsídio neutraliza aumento do diesel

Na prática, o valor da subvenção equivale ao reajuste anunciado pela Petrobras. Com isso, o preço do diesel permanece no mesmo nível nas refinarias durante a vigência do mecanismo de compensação.

A adesão ao programa de subvenção é facultativa. Segundo a Petrobras, a participação foi considerada compatível com os interesses comerciais da companhia.

A medida ocorre em um cenário de atenção aos custos do combustível e às oscilações do mercado internacional de petróleo e derivados.

Petrobras mantém estratégia de preços

Em comunicado, a Petrobras afirmou que sua política comercial considera a participação de mercado, o aproveitamento de seus ativos de refino e a busca por rentabilidade sustentável.

A companhia também destacou que procura evitar que variações de curto prazo nas cotações internacionais e na taxa de câmbio sejam repassadas imediatamente aos preços praticados no mercado interno.

Segundo a estatal, essa estratégia permite administrar os efeitos da volatilidade externa sobre os preços domésticos, mantendo como referência os objetivos comerciais da empresa.

O que muda para o preço do diesel?

Apesar do anúncio de aumento de R$ 1 por litro no preço de referência do diesel, a subvenção de mesmo valor impede, neste momento, uma elevação correspondente no preço cobrado pela Petrobras nas refinarias.

O mecanismo tem prazo de 30 dias, conforme estabelecido pela Portaria MF nº 2.813/2026. Ao longo desse período, a política poderá ser acompanhada de acordo com as regras definidas pelo governo e com a estratégia comercial da companhia.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters / Diego Vara / Direitos Reservados

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Notícias

ANP quer usar notas fiscais eletrônicas para fiscalizar mistura de biodiesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pretende ampliar e tornar mais rápida a fiscalização da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel. A diretoria da agência aprovou nesta sexta-feira (21) a realização de consulta e audiência públicas para alterar as regras do setor.

A proposta permitirá que a ANP tenha acesso diário às notas fiscais eletrônicas referentes às operações com biodiesel e diesel. A medida busca dar à autarquia uma visão mais atualizada das movimentações do mercado e facilitar a identificação de possíveis irregularidades.

Fiscalização da mistura de biodiesel será mais ágil

De acordo com a ANP, os arquivos eletrônicos das notas fiscais de biodiesel, diesel A e diesel B possibilitarão o acompanhamento contínuo das operações realizadas no mercado.

Com informações disponíveis em intervalos menores, a agência poderá detectar com maior rapidez eventuais casos de descumprimento da mistura obrigatória de biodiesel pelas distribuidoras.

Modelo atual depende de informações mensais

Atualmente, a fiscalização da mistura é baseada principalmente em dados informados mensalmente pelos agentes do mercado por meio do Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (i-SIMP).

Segundo a ANP, como essas informações são encaminhadas somente no mês seguinte às operações, o formato atual limita a capacidade de resposta imediata da agência diante de possíveis irregularidades.

A mudança proposta pretende adequar o sistema de controle às novas exigências previstas na legislação, permitindo que a fiscalização seja realizada de maneira mais próxima ao momento em que as operações acontecem.

Consulta pública terá duração de 45 dias

A consulta pública da ANP ficará disponível por 45 dias. Durante esse período, agentes do setor e demais interessados poderão apresentar contribuições à proposta de alteração das regras.

O aprimoramento da fiscalização ocorre em um cenário de preocupação do governo e do mercado com possíveis fraudes na mistura de biodiesel. Além de reduzir a demanda pelo biocombustível, essas práticas podem provocar distorções competitivas e favorecer a concorrência desleal entre distribuidoras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing News

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Transporte

ANTT atualiza tabela do frete com novos pisos mínimos para o transporte rodoviário

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) oficializou a atualização da tabela do frete, que estabelece os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Os novos coeficientes foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) e passaram a valer imediatamente, servindo como referência obrigatória para a contratação de serviços de transporte.

A revisão faz parte da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e considera, principalmente, a oscilação do preço do óleo diesel, um dos principais componentes do custo operacional do setor.

Reajuste acompanha a alta dos custos operacionais

Pela legislação, a ANTT deve revisar os valores da tabela sempre que houver variação igual ou superior a 5% no preço do diesel, além das atualizações semestrais previstas em norma.

Na prática, os pisos mínimos de frete definem o valor mínimo que deve ser pago aos transportadores conforme fatores como tipo de carga, quantidade de eixos do veículo e distância percorrida. A medida busca assegurar uma remuneração capaz de cobrir os custos da operação e impedir a contratação de fretes abaixo do limite estabelecido por lei.

Impactos atingem transportadoras e embarcadores

Apesar de a atualização ocorrer de forma automática, seus reflexos se espalham por toda a cadeia logística. Sempre que há forte variação no preço dos combustíveis, transportadoras, embarcadores e clientes precisam revisar contratos para manter o equilíbrio financeiro das operações.

A pressão exercida pelo aumento do diesel sobre as negociações já havia sido destacada em reportagem da Transporte Moderno, que mostrou que o piso do frete representa apenas o valor mínimo previsto na legislação. Especialistas defendem que outros custos também devem ser considerados nas negociações para garantir a sustentabilidade do setor.

Diesel não é o único fator que influencia o frete

Em entrevista à Transporte Moderno, o economista Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, afirmou que o preço do diesel tem peso significativo nos custos, mas não explica sozinho a rentabilidade das empresas.

Segundo ele, despesas com manutenção, pneus, mão de obra, custos financeiros e até a disponibilidade de caminhões também impactam diretamente a formação do preço do frete.

Na mesma reportagem, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, destacou que uma remuneração compatível com os custos é fundamental para preservar a competitividade do transporte rodoviário. Para ele, quando o valor do frete não cobre as despesas da operação, toda a cadeia logística é prejudicada.

Descumprimento da tabela pode gerar penalidades

A atualização também reforça a obrigatoriedade de cumprimento da legislação. Empresas que contratarem serviços por valores inferiores aos pisos mínimos de frete podem sofrer sanções aplicadas pela ANTT, que vem ampliando a fiscalização sobre o cumprimento da norma nos últimos anos.

Os novos coeficientes já valem para todos os contratos firmados após a publicação da resolução e abrangem diferentes modalidades, como cargas gerais, granel, cargas frigorificadas, produtos perigosos, neogranel e operações de alto desempenho.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Diesel caro faz caminhoneiros investir em equipamentos para reduzir custos operacionais

O avanço do preço do diesel tem provocado mudanças nas estratégias de investimento dos caminhoneiros autônomos. Além de impactar a rotina financeira de transportadoras, o aumento dos custos operacionais tem levado motoristas a priorizar equipamentos que ofereçam maior eficiência energética e economia ao longo da vida útil do veículo.

De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o diesel representa cerca de 35% das despesas do transporte rodoviário de cargas, tornando qualquer alternativa de redução de consumo um diferencial importante para quem depende da estrada para trabalhar.

Eficiência energética passa a pesar mais na decisão de compra

Fabricantes de sistemas de climatização para caminhões apontam uma mudança no comportamento do mercado. Se anteriormente o menor preço era o principal fator na escolha dos equipamentos, atualmente critérios como baixo consumo de energia, durabilidade e menores custos de manutenção ganharam protagonismo.

A fabricante gaúcha Resfri Ar, com sede em Vacaria (RS), observa essa transformação entre seus clientes. Segundo o CEO da empresa, Thiago Castilhos, os motoristas estão mais atentos ao retorno financeiro proporcionado pelos equipamentos.

Conforme o executivo, os sistemas elétricos de ar-condicionado da empresa funcionam de forma independente do motor do caminhão, permitindo manter a cabine climatizada durante as paradas sem necessidade de deixar o veículo ligado. A solução reduz o consumo de combustível e também contribui para diminuir o desgaste mecânico do motor.

Custos de manutenção reforçam busca por soluções mais econômicas

Além do impacto causado pelo preço do diesel, o aumento das despesas com manutenção também influencia as decisões de compra dos profissionais da estrada. Com margens de lucro cada vez mais apertadas, muitos caminhoneiros passaram a considerar o custo total de operação antes de investir em equipamentos auxiliares.

Estimativas do setor indicam que sistemas de ar-condicionado com baixa eficiência ou manutenção inadequada podem elevar o consumo de combustível em até 15%, embora esse percentual dependa das condições de uso, do estado do equipamento e do tipo de operação realizada.

Para atender essa demanda, fabricantes vêm investindo em tecnologias voltadas à redução do consumo elétrico. Entre elas está o compressor com tecnologia Inverter, que ajusta automaticamente a potência de funcionamento conforme a necessidade de refrigeração, aumentando a autonomia do sistema e reduzindo o consumo das baterias.

Segundo Castilhos, o desenvolvimento dessas soluções busca atender às condições enfrentadas diariamente pelos caminhoneiros nas rodovias brasileiras, marcadas por altas temperaturas, longas jornadas e pouca margem para paradas destinadas à manutenção.

Investimentos vão além da climatização

A busca por economia também tem impulsionado a aquisição de outros equipamentos, como geladeiras automotivas, que permitem transportar alimentos durante viagens longas e reduzir gastos com refeições em restaurantes às margens das rodovias.

Dados da CNT mostram que aproximadamente 70% dos cerca de 1,5 milhão de caminhoneiros em atividade no Brasil trabalham de forma autônoma. Nesse cenário, cresce a tendência de avaliar investimentos pelo retorno financeiro proporcionado ao longo do tempo, deixando o preço de compra em segundo plano.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Importação

Indústria de biodiesel celebra veto à importação e destaca fortalecimento da produção nacional

A decisão do governo federal de impedir a importação de biodiesel destinado à mistura obrigatória com o diesel comercializado no país foi recebida com entusiasmo pelo setor. Para representantes da indústria, a medida demonstra confiança na capacidade da produção nacional e fortalece a cadeia de biocombustíveis.

A resolução foi aprovada nesta terça-feira (14) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Com a nova regra, apenas o biodiesel fabricado por usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá ser utilizado na composição obrigatória do combustível vendido no mercado brasileiro.

Setor vê medida como avanço para a política de biocombustíveis

Na avaliação da AliançaBiodiesel, a decisão representa um passo importante para consolidar a política nacional de biocombustíveis. A entidade afirma que o veto reconhece a capacidade da indústria instalada no país e proporciona maior previsibilidade para toda a cadeia produtiva.

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o parque industrial brasileiro opera atualmente com cerca de 40% da capacidade instalada, o que demonstra potencial para ampliar a produção e atender plenamente à demanda interna.

Entidades afirmam que país tem estrutura para suprir o mercado

O presidente da Aprobio e integrante da AliançaBiodiesel, Jerônimo Goergen, afirmou que o Brasil possui infraestrutura, tecnologia e disponibilidade de matéria-prima suficientes para abastecer o mercado nacional sem depender de importações.

Segundo ele, a decisão também contribui para proteger investimentos, incentivar a expansão da produção e reforçar a segurança energética do país. Goergen ressaltou ainda que substituir a produção nacional por combustível importado enfraqueceria uma cadeia produtiva construída ao longo dos últimos anos e reconhecida internacionalmente pela qualidade e sustentabilidade.

Decisão pode estimular investimentos e inovação

Para o presidente da Abiove, André Nassar, também integrante da AliançaBiodiesel, a resolução do CNPE sinaliza que o governo considera a produção brasileira de biodiesel estratégica para a política energética nacional.

De acordo com o executivo, a medida cria um ambiente mais favorável para novos investimentos, expansão da capacidade produtiva e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao setor. Na avaliação de Nassar, esse cenário fortalece a agroindústria brasileira e amplia o protagonismo do país na transição energética global.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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