Sustentabilidade

Latam Cargo amplia eletrificação das operações e pode reduzir até 187 toneladas de CO₂ por ano

A Latam Cargo deu um importante passo em sua estratégia de sustentabilidade ao atingir praticamente 100% de eletrificação dos equipamentos utilizados nas operações em solo no Brasil. A modernização inclui os principais equipamentos de movimentação de cargas, especialmente as empilhadeiras, responsáveis por grande parte das atividades nos terminais e pelo potencial de evitar a emissão de até 187 toneladas de CO₂ anualmente.

A iniciativa reforça o compromisso da empresa em combinar inovação, eficiência operacional e redução dos impactos ambientais.

Modernização avança nos terminais de carga brasileiros

Atualmente, a transformação já está presente em nove dos 30 Terminais de Cargas (Teca) da companhia no Brasil que utilizam esses equipamentos. O processo vem sendo implementado de forma gradual e deve alcançar a totalidade da frota de empilhadeiras até o fim de 2026.

Em 2025, cerca de 72% desses equipamentos já eram elétricos. Utilizadas tanto na movimentação de mercadorias dentro dos terminais quanto no transporte até as aeronaves, as empilhadeiras elétricas contribuem para tornar as operações mais seguras, produtivas e ambientalmente responsáveis.

Segundo Otávio Meneguette, diretor da Latam Cargo Brasil, a estratégia busca unir desempenho operacional e responsabilidade ambiental.

“Para a Latam Cargo, sustentabilidade e eficiência precisam caminhar juntas. Ao modernizar nossas operações em solo e reduzir seu impacto ambiental, também fortalecemos a segurança, a produtividade e a qualidade do serviço prestado aos nossos clientes. São decisões operacionais que, somadas, geram resultados concretos para a companhia”, afirmou.

Novas baterias aumentam produtividade e reduzem tempo de recarga

Além dos benefícios ambientais, a adoção de equipamentos elétricos trouxe ganhos relevantes em eficiência energética. As novas baterias de lítio oferecem rendimento de até 95%, enquanto o tempo de recarga caiu de um intervalo entre oito e 12 horas para cerca de duas horas.

Outro avanço é a maior autonomia das baterias, que elimina a necessidade de substituições durante a operação. Nos modelos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), a troca dos cilindros exigia a participação de duas pessoas e podia consumir até 20 minutos, reduzindo a produtividade das equipes.

Grupo Latam amplia ações para reduzir emissões de carbono

A eletrificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas adotadas pelo Grupo Latam Airlines para diminuir as emissões de carbono sem comprometer a eficiência das operações. Atualmente, a companhia estima evitar a liberação de mais de um milhão de toneladas de CO₂ por ano graças a medidas operacionais e tecnológicas voltadas à redução do consumo de combustível.

Entre as ações estão o taxiamento das aeronaves utilizando apenas um motor, a aplicação do revestimento AeroSHARK, inspirado na pele de tubarão para reduzir a resistência aerodinâmica, a utilização de assentos mais leves e a retirada gradual das telas suspensas que deixaram de ser utilizadas nas cabines.

Reconhecimento internacional em sustentabilidade

As iniciativas fazem parte da estratégia de descarbonização e melhoria contínua dos processos do Grupo Latam. Como resultado, a empresa foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo pela S&P Global entre as companhias aéreas com melhor desempenho em sustentabilidade no mundo.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto Itapoá conquista Selo Ouro do GHG Protocol pelo quinto ano seguido

O Porto Itapoá foi reconhecido, pelo quinto ano consecutivo, com o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, certificação concedida às organizações que elaboram inventários completos e auditados de emissões de gases de efeito estufa (GEE). A premiação corresponde ao ciclo de 2026, com base nos dados de emissões registrados em 2025 e validados por auditoria independente.

A conquista reforça o compromisso do terminal com a sustentabilidade, a transparência ambiental e a adoção de práticas voltadas à redução da pegada de carbono nas operações portuárias.

Intensidade de carbono cai 11,7% em relação ao ano anterior

Entre os principais indicadores apresentados no inventário está a redução de 11,7% na intensidade de carbono por contêiner movimentado. O índice passou de 13,22 para 11,67 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) por TEU, demonstrando que o crescimento das operações ocorreu de forma mais eficiente do ponto de vista ambiental.

Esse indicador mede a quantidade de emissões geradas em relação ao volume de carga movimentada e evidencia ganhos em eficiência, mesmo diante da expansão das atividades do terminal.

Inventário orienta decisões e investimentos ambientais

De acordo com o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, o inventário de emissões tornou-se uma ferramenta estratégica para a gestão ambiental da empresa.

Segundo o executivo, o monitoramento detalhado das emissões permite direcionar investimentos, estabelecer prioridades e acompanhar a evolução dos resultados ao longo dos anos. Para ele, a conquista do quinto Selo Ouro consecutivo confirma a consistência das ações implementadas pela companhia.

Emissões são monitoradas nos três escopos do GHG Protocol

O levantamento aponta que o terminal registrou 23.217 toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) em 2025, considerando os três escopos previstos pela metodologia do GHG Protocol.

As emissões diretas (Escopo 1), relacionadas ao consumo de combustíveis por veículos e equipamentos próprios, representaram 14.462 tCO₂e, correspondendo a 62% do total.

Já as emissões indiretas de energia elétrica (Escopo 2) somaram 3.461 tCO₂e, equivalentes a 15% das emissões.

O Escopo 3, que inclui atividades indiretas da cadeia logística, como transporte terceirizado, viagens corporativas e gestão de resíduos, respondeu por 5.294 tCO₂e, ou 23% do inventário.

Eletrificação da operação impulsiona resultados

Entre as iniciativas responsáveis pela redução das emissões estão os investimentos na eletrificação da frota, na ampliação do uso de equipamentos elétricos e na operação de RTGs híbridos, além de ações permanentes voltadas à eficiência energética.

Atualmente, o Porto Itapoá opera 27 caminhões elétricos, considerada a maior frota desse tipo em funcionamento no Brasil, além de diversos equipamentos movidos à energia elétrica que contribuem para diminuir o consumo de combustíveis fósseis.

Crescimento operacional aliado à sustentabilidade

Desde 2021, o Porto Itapoá ampliou em 75,3% a movimentação de contêineres, mantendo a estratégia de reduzir proporcionalmente as emissões de carbono.

Segundo Ricardo Arten, os resultados comprovam que é possível expandir a capacidade operacional sem elevar os impactos ambientais, graças aos investimentos em tecnologias limpas, eficiência energética e soluções voltadas à descarbonização da atividade portuária.

O que representa o Selo Ouro do GHG Protocol

O Programa Brasileiro GHG Protocol é a principal referência nacional na elaboração e divulgação de inventários corporativos de gases de efeito estufa.

O Selo Ouro é concedido às organizações que apresentam inventários completos, elaborados conforme a metodologia do programa e submetidos à verificação independente, demonstrando compromisso com a transparência e a gestão das emissões ambientais.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portal Portuário

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Evento

XXXIII Encontro Cooperaportos debate ESG, sustentabilidade e segurança no setor portuário

O XXXIII Encontro Cooperaportos já tem data marcada. Entre os dias 26 e 28 de agosto, representantes do setor portuário, especialistas e autoridades participarão de um dos principais fóruns nacionais voltados à discussão de sustentabilidade, segurança e ESG nos portos. Nesta edição, o tema central será “Portos na Fronteira ESG”.

O encontro acontecerá em formato híbrido. As atividades presenciais serão realizadas no Auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), com participação mediante convite, enquanto o público também poderá acompanhar toda a programação de forma virtual por meio da plataforma Teams. O link de acesso será divulgado pela organização em data próxima ao evento.

Parceria reúne principais entidades do setor portuário

A realização do encontro faz parte do Protocolo de Intenções firmado entre a ANTAQ, a ABEPH, a ABTP e a ATP, entidades que atuam na promoção de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do sistema portuário brasileiro. Em 2026, a Vports será a anfitriã do evento.

A iniciativa também integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária (AASA) 2025/2026, elaborada pela Gerência de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ANTAQ. O programa reúne ações voltadas ao fortalecimento da governança ambiental, da segurança aquaviária e da adoção das melhores práticas de ESG no setor.

Programação abordará desafios estratégicos para os portos

A agenda oficial será divulgada nos próximos dias, mas a organização já confirmou que o evento contará com painéis, palestras e debates sobre temas considerados estratégicos para o futuro da atividade portuária.

Entre os assuntos previstos estão o licenciamento ambiental, a descarbonização, a segurança operacional, a resposta a emergências, a preservação da biodiversidade e a integração entre porto e cidade, temas que vêm ganhando espaço nas discussões sobre infraestrutura e logística.

O encerramento da programação será marcado por uma visita técnica ao Porto Organizado de Vitória, permitindo aos participantes conhecer de perto as operações e iniciativas desenvolvidas no complexo portuário.

Cooperaportos completa mais de duas décadas promovendo cooperação

Criado em 2000, o Cooperaportos tornou-se um espaço permanente de cooperação entre instituições públicas e privadas voltado ao fortalecimento das ações socioambientais e de segurança no setor portuário. O primeiro encontro foi realizado em 29 de junho daquele ano, nas instalações da então Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Realizado anualmente, o fórum reúne técnicos, gestores, representantes de administrações portuárias, órgãos públicos e especialistas para promover a troca de experiências, disseminar boas práticas, incentivar o aperfeiçoamento regulatório e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos portos brasileiros.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Exportação

CBAM muda regras para exportações brasileiras de aço e alumínio à Europa

O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM), criado pela União Europeia, já começou a alterar a dinâmica das exportações brasileiras de aço e alumínio. O que antes era visto apenas como uma exigência futura de conformidade ambiental agora influencia negociações comerciais, contratos de fornecimento e a competitividade das empresas brasileiras no mercado europeu.

Diante desse novo cenário, exportadores aceleram investimentos em medição, verificação e certificação das emissões de carbono para atender às exigências impostas pelo bloco europeu.

Empresas correm para adaptar processos de emissões

Segundo Rafael Della Barba, coordenador de riscos climáticos e descarbonização da WayCarbon, parte da indústria siderúrgica iniciou sua preparação ainda em 2023, antecipando as novas exigências regulatórias. Outras empresas, porém, adiaram investimentos e agora buscam adequar seus processos em um curto espaço de tempo.

Com o CBAM, as emissões deixam de ser calculadas apenas em nível corporativo e passam a exigir informações detalhadas por produto, incluindo o processo produtivo, rastreabilidade e dados auditáveis. A mudança obriga até empresas que já publicam inventários de carbono a revisar suas metodologias.

A ausência de informações confiáveis pode elevar custos, já que produtos sem comprovação de emissões reduzidas poderão ser enquadrados em valores-padrão mais altos, diminuindo uma das principais vantagens competitivas do Brasil: sua matriz energética de menor intensidade de carbono.

Exportações de alumínio enfrentam oscilações

Os embarques brasileiros de alumínio para a Europa registraram queda no acumulado do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, as exportações de tarugos recuaram 43,9%, enquanto os embarques de lingotes diminuíram 47,3% na comparação com igual período de 2025.

Apesar da retração inicial, o mercado apresentou recuperação a partir de março. O aumento dos prêmios do alumínio na Europa, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, tornou as exportações brasileiras mais competitivas, compensando parte dos custos adicionais relacionados ao CBAM.

Entre março e junho, os embarques de lingotes cresceram 61,9% sobre o mesmo período do ano anterior, demonstrando que a valorização do produto no mercado europeu abriu novas oportunidades para os exportadores.

Ainda assim, operadores apontam que o novo mecanismo europeu tornou as negociações mais complexas, principalmente devido às exigências de comprovação das emissões e à maior cautela de compradores europeus.

Exportações de aço avançam com força

Enquanto o alumínio enfrentou oscilações, as exportações brasileiras de aço tiveram desempenho expressivo.

Os embarques de placas de aço destinadas à União Europeia ultrapassaram 1 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de aproximadamente 284% em relação ao mesmo período do ano passado.

O aumento da demanda reflete o interesse de siderúrgicas europeias por matéria-prima produzida em países considerados menos intensivos em carbono. Mesmo com novas obrigações de reporte ambiental, o aço semiacabado brasileiro permanece competitivo no mercado europeu.

Segundo informações da Fastmarkets, produtores europeus ampliaram as compras de placas brasileiras diante dos elevados custos das licenças de emissão de carbono na própria Europa, tornando a importação uma alternativa economicamente mais viável.

Certificação será decisiva para manter competitividade

Especialistas destacam que a vantagem ambiental do Brasil não garante, por si só, benefícios dentro das regras do CBAM.

Para transformar a matriz energética baseada em fontes renováveis em vantagem comercial, será necessário comprovar as emissões por meio de sistemas reconhecidos internacionalmente e integrar toda a cadeia de suprimentos aos padrões exigidos pela União Europeia.

Sem certificações robustas e dados auditáveis, empresas brasileiras poderão perder espaço para concorrentes que comprovem com maior facilidade a baixa intensidade de carbono de seus produtos.

Além disso, o mecanismo europeu não permite o uso do sistema conhecido como mass balance, impedindo que fabricantes concentrem os benefícios ambientais apenas em parte da produção. As emissões precisam ser calculadas com base em médias da operação.

Mercado brasileiro de carbono ganha importância

Outro fator considerado estratégico é a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, criado pela Lei nº 15.042/2024.

Embora o marco legal já tenha sido aprovado, o mercado nacional de carbono ainda está em fase de regulamentação. O cronograma prevê avanços regulatórios ao longo de 2026, início do sistema de reporte em 2027, monitoramento obrigatório das emissões entre 2028 e 2029 e o começo da negociação das permissões de emissão em 2030.

Enquanto isso, o CBAM continuará evoluindo. A União Europeia estuda ampliar o alcance do mecanismo para incluir novas categorias de produtos e outros tipos de emissões nas revisões previstas para os próximos anos.

Adaptação passa a ser prioridade para exportadores

O novo cenário deixa claro que o CBAM deixou de representar apenas um desafio regulatório futuro e passou a influenciar diretamente preços, contratos, estratégias de abastecimento e decisões de investimento.

Empresas brasileiras que acelerarem os processos de contabilização, verificação e certificação das emissões de carbono tendem a conquistar maior vantagem competitiva e preservar espaço no mercado europeu, cada vez mais orientado por critérios ambientais.

FONTE: Fastmarkets
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

GWM inicia operação de caminhão a hidrogênio no Brasil e amplia estratégia global de descarbonização

A GWM deu um passo importante na expansão de sua tecnologia de hidrogênio verde ao iniciar oficialmente a operação comercial de seu caminhão movido a célula de combustível no Brasil. O primeiro abastecimento do veículo foi realizado no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA), marcando o início da única operação da divisão GWM Hydrogen fora da China.

O abastecimento representa a entrada do caminhão em uma nova fase de testes operacionais utilizando combustível renovável produzido no país. Paralelamente, a fabricante iniciou as negociações comerciais do modelo e pretende realizar as primeiras entregas na América Latina ainda este ano.

Mercado brasileiro impulsiona projeções da GWM

A montadora aposta no Brasil como um dos principais mercados para sua estratégia de mobilidade sustentável. A expectativa é alcançar um faturamento de R$ 20 milhões em 2026 com a comercialização de caminhões e soluções baseadas em células de combustível de hidrogênio.

Segundo a empresa, a projeção é conservadora diante do interesse demonstrado pelo mercado. Atualmente, a GWM mantém negociações avançadas com sete empresas privadas e centros de tecnologia brasileiros, além de prospectar clientes em outros países da América do Sul.

Para 2027, a meta é elevar a receita para R$ 200 milhões, consolidando o Brasil como um mercado estratégico para a expansão global da fabricante. O otimismo é sustentado pela experiência da matriz chinesa, que já possui mais de 2 mil caminhões a hidrogênio em operação em diferentes condições de uso.

Caminhão a hidrogênio alia potência e emissão zero

O veículo foi desenvolvido com tecnologia FCEV (Veículo Elétrico Movido por Célula de Combustível), que transforma o hidrogênio armazenado em eletricidade para alimentar o motor elétrico. Durante a operação, a única emissão pelo escapamento é vapor d’água.

O conjunto mecânico reúne tanques de fibra de carbono com capacidade para armazenar até 40 quilos de hidrogênio, além de uma bateria auxiliar de 105 kWh, responsável por recuperar energia durante as frenagens.

Entre as principais características do modelo estão:

  • Potência de 544 cv (400 kW) e torque de 2.300 Nm;
  • Autonomia de até 500 quilômetros com tanque cheio a 350 bar;
  • Peso Bruto Total (PBT) de 49 toneladas;
  • Tara de 10,8 toneladas, cerca de 500 quilos inferior à de caminhões a diesel da mesma categoria, permitindo maior capacidade de carga.

Nos testes realizados no complexo do Senai Cimatec, na Bahia, o caminhão já percorreu mais de 500 quilômetros, com previsão de ultrapassar a marca de 1.000 quilômetros nos próximos meses.

Retrofit amplia alternativas para renovação de frotas

Além da venda de veículos novos, a GWM oferecerá no Brasil o serviço de retrofit, que permite converter caminhões movidos a diesel em modelos elétricos abastecidos por hidrogênio.

O processo substitui o conjunto mecânico convencional por um sistema composto por célula de combustível, tanques de alta pressão, motor elétrico e módulos eletrônicos instalados sobre o chassi original.

De acordo com a empresa, essa solução reduz o investimento inicial para transportadoras interessadas na transição energética e facilita a implantação de operações com abastecimento próprio, minimizando os impactos da ainda limitada infraestrutura pública de postos de hidrogênio no país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: GWM Brasil

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Logística

Cabotagem ganha força como alternativa para reduzir emissões na logística brasileira

A busca por operações mais sustentáveis está mudando a forma como as empresas movimentam mercadorias no Brasil. Em um cenário em que aproximadamente 63% do transporte de cargas ainda ocorre pelas rodovias, o modal escolhido para a logística deixou de ser apenas uma decisão de custo e prazo. Hoje, ele também influencia metas de descarbonização, inventários de carbono e estratégias de ESG.

Nesse contexto, a cabotagem surge como uma alternativa capaz de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa, principalmente em viagens de longa distância.

Estudo aponta redução superior a 70% nas emissões

Levantamento realizado pela empresa de navegação costeira Norcoast indica que suas operações evitaram a emissão de cerca de 317,8 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) ao longo de 2025, quando comparadas a um cenário em que toda a carga tivesse sido transportada exclusivamente por caminhões.

O estudo avaliou 49.611 operações de frete, responsáveis pela movimentação de aproximadamente 957 mil toneladas de cargas durante o período.

Segundo os dados, a operação intermodal, que combina transporte marítimo e trechos rodoviários para coleta e entrega, gerou 123,2 mil toneladas de CO₂e. Já uma operação totalmente rodoviária alcançaria 441 mil toneladas de CO₂e, representando uma redução de 72,1% nas emissões.

A intensidade de carbono também foi menor na cabotagem: 128,7 quilos de CO₂e por tonelada transportada, contra 460,7 quilos no transporte exclusivamente rodoviário.

De acordo com Fabiano Lorenzi, CEO da Norcoast, a cabotagem não substitui o caminhão, mas reduz a necessidade de percorrer grandes distâncias pelas estradas, diminuindo a intensidade de carbono da cadeia logística.

Matriz logística brasileira segue concentrada nas rodovias

Apesar do avanço da cabotagem, a logística nacional ainda depende majoritariamente do transporte rodoviário.

Dados do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) mostram que 63,4% das cargas brasileiras são transportadas por caminhões. As ferrovias respondem por 18%, o transporte aquaviário representa 14,6%, os dutos concentram 4,1% e o modal aéreo participa com apenas 0,1%.

Na avaliação da Norcoast, essa predominância ocorre não apenas pela preferência histórica pelo caminhão, mas também pela oferta limitada de alternativas eficientes para grandes distâncias.

Rodovias concentram a maior parte das emissões do setor

A concentração da matriz logística também se reflete na emissão de gases de efeito estufa.

Segundo o Inventário CNT 2025, o setor de transportes brasileiro lançou cerca de 190 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2023. Desse total, 92,9% vieram do transporte rodoviário.

Os caminhões representam aproximadamente 34% dessas emissões, enquanto os automóveis flex respondem por cerca de 30%.

Para Lorenzi, a crescente preocupação das empresas com a pegada de carbono faz com que a análise das emissões passe a influenciar diretamente a escolha do modal logístico, juntamente com fatores como custo e prazo.

Brasil reúne condições favoráveis para ampliar a cabotagem

A extensa faixa litorânea, a concentração populacional próxima à costa e os corredores logísticos que ligam polos produtores aos principais centros consumidores colocam o Brasil em posição estratégica para ampliar o uso da cabotagem.

A própria Norcoast nasceu com esse objetivo. Criada pela brasileira Norsul em parceria com a alemã Hapag-Lloyd, a empresa iniciou suas operações em fevereiro de 2024 apostando no crescimento do transporte de contêineres pela costa brasileira e na migração de cargas hoje transportadas por rodovias.

Dados da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC) mostram que o segmento movimentou 1,9 milhão de TEUs em 2025, crescimento de 24% em relação ao ano anterior. Desse volume, 876 mil TEUs corresponderam ao transporte doméstico, que avançou 15% no período.

Maior capacidade dos navios reduz intensidade das emissões

Segundo Bruno Alonso, especialista em emissões da Norcoast e responsável pelo estudo, a principal vantagem ambiental da cabotagem está na elevada capacidade de transporte dos navios.

Enquanto uma embarcação da empresa pode transportar até 3,5 mil TEUs em uma única viagem, um caminhão normalmente leva apenas um contêiner padrão, podendo chegar a dois em configurações específicas e respeitando os limites de peso das rodovias.

Mesmo utilizando combustíveis fósseis, o transporte marítimo consegue distribuir as emissões por uma quantidade muito maior de carga, reduzindo a intensidade de carbono por tonelada transportada.

Além disso, a empresa afirma adotar medidas como controle de velocidade das embarcações, otimização dos motores e utilização de combustível marítimo com baixo teor de enxofre (LSFO). Também acompanha o desenvolvimento de soluções como biocombustíveis e hidrogênio verde, embora reconheça que essas tecnologias ainda enfrentam desafios técnicos e elevados custos para adoção em larga escala.

Agenda climática aumenta importância da logística sustentável

Especialistas avaliam que a escolha do modal logístico ganhou relevância também por causa das exigências relacionadas ao Escopo 3 do GHG Protocol, que contabiliza as emissões indiretas da cadeia de suprimentos.

Ao mesmo tempo, o transporte marítimo mundial enfrenta novas metas ambientais. A Organização Marítima Internacional (IMO) definiu objetivos progressivos para reduzir as emissões do setor, com cortes previstos até 2030 e 2040, além da meta de alcançar emissões líquidas zero por volta de 2050.

Entre os mecanismos já implementados está o Carbon Intensity Indicator (CII), indicador que mede anualmente a eficiência de carbono das embarcações. Segundo a Norcoast, sua frota já é monitorada com base nesse sistema.

Cabotagem ainda representa pequena parcela do transporte de cargas

Apesar do crescimento recente, a cabotagem ainda responde por cerca de 11% da matriz logística brasileira. O segmento de transporte de contêineres representa aproximadamente 1% de toda a movimentação de cargas no país.

Para a Norcoast, o avanço do modal não depende da substituição dos caminhões, mas da ampliação da integração entre diferentes meios de transporte. A proposta é utilizar o modal marítimo nos longos percursos e manter o transporte rodoviário nas etapas de coleta e distribuição, tornando a logística nacional mais eficiente e com menor emissão de carbono.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Logística

Cabotagem ganha força como alternativa para reduzir emissões na logística brasileira

A busca por operações mais sustentáveis está transformando a forma como as empresas transportam mercadorias pelo Brasil. Em um cenário em que o transporte rodoviário ainda responde pela maior parte da movimentação de cargas no país, cresce o interesse por alternativas capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como a cabotagem.

Hoje, cerca de 63% das cargas brasileiras são transportadas por rodovias, modalidade que também concentra a maior parcela das emissões do setor. Com isso, a escolha do modal logístico passou a fazer parte das estratégias corporativas voltadas à descarbonização, influenciando inventários de carbono e metas ambientais.

Cabotagem evitou mais de 317 mil toneladas de CO₂ em 2025

Levantamento realizado pela empresa de navegação costeira Norcoast mostra o potencial ambiental da cabotagem. Segundo o estudo, as operações da companhia impediram a emissão de aproximadamente 317,8 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) em 2025, na comparação com um cenário em que todas as cargas fossem transportadas exclusivamente por caminhões.

Durante o período, foram realizados 49.611 fretes, responsáveis pela movimentação de cerca de 957 mil toneladas de cargas.

A análise aponta que a operação intermodal da empresa — que combina transporte marítimo com trechos rodoviários de coleta e entrega — emitiu 123,2 mil toneladas de CO₂e. Caso todo o percurso tivesse sido feito apenas por rodovias, o volume chegaria a 441 mil toneladas, uma diferença de 72,1%.

Outro indicador reforça a vantagem ambiental: a intensidade de carbono foi de 128,7 quilos de CO₂e por tonelada transportada, enquanto no transporte exclusivamente rodoviário esse índice alcançaria 460,7 quilos.

Integração entre modais reduz impacto ambiental

De acordo com Fabiano Lorenzi, CEO da Norcoast, a proposta não é substituir os caminhões, mas reduzir sua utilização em trajetos de longa distância.

Segundo o executivo, o transporte rodoviário continua indispensável nas etapas de coleta e distribuição, porém a integração com a cabotagem contribui para diminuir significativamente a intensidade de carbono das operações logísticas.

Rodovias ainda dominam a matriz logística brasileira

Dados do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) mostram que o Brasil mantém forte dependência das rodovias. Os caminhões respondem por 63,4% da movimentação de cargas, enquanto as ferrovias representam 18%. O transporte aquaviário participa com 14,6%, seguido pelos dutos, com 4,1%, e pelo modal aéreo, com apenas 0,1%.

Na avaliação da empresa, essa concentração está relacionada não apenas à preferência histórica pelo transporte rodoviário, mas também à oferta limitada de alternativas para percursos de longa distância.

Transporte rodoviário concentra emissões do setor

A predominância dos caminhões também se reflete na emissão de gases de efeito estufa.

Segundo o Inventário CNT 2025, o setor de transportes lançou 190 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2023. Desse total, 92,9% tiveram origem no transporte rodoviário. Os caminhões foram responsáveis por cerca de 34% das emissões, enquanto os automóveis flex responderam por aproximadamente 30%.

Para Lorenzi, medir a pegada de carbono das cadeias logísticas tornou-se uma necessidade crescente. Com informações detalhadas por rota e operação, as empresas conseguem considerar critérios ambientais ao lado de fatores como custo e prazo na definição do modal.

Crescimento da cabotagem acompanha demanda por logística sustentável

A Norcoast foi criada em 2024 por meio de uma parceria entre a brasileira Norsul e a alemã Hapag-Lloyd, com foco na expansão do transporte de contêineres pela costa brasileira.

Segundo a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), o segmento movimentou 1,9 milhão de TEUs em 2025, crescimento de 24% em relação ao ano anterior. As cargas domésticas representaram 876 mil TEUs, o equivalente a 45% do total, registrando alta de 15%.

Com quatro embarcações em operação e aproximadamente 600 clientes, a empresa acredita haver espaço para ampliar sua participação em um mercado estimado em cerca de quatro mil embarcadores.

Escala do transporte marítimo favorece menor emissão de carbono

Bruno Alonso, especialista em emissões da Norcoast, explica que a principal vantagem ambiental do transporte marítimo está na capacidade de transportar grandes volumes em uma única viagem.

Enquanto um navio da companhia pode levar até 3,5 mil TEUs, um caminhão convencional normalmente transporta apenas um contêiner padrão, chegando a dois TEUs em modelos de maior porte, dependendo do peso permitido.

Essa característica permite diluir as emissões por carga transportada, tornando a cabotagem menos intensiva em carbono, embora ainda utilize combustíveis fósseis.

Além da escala, a empresa adota medidas para aumentar a eficiência energética, como controle da velocidade das embarcações, otimização dos motores e utilização de combustível marítimo de baixo teor de enxofre (LSFO). Também acompanha o desenvolvimento de alternativas como biocombustíveis e hidrogênio verde, considerados promissores para o futuro do setor.

Agenda climática amplia importância da logística

Especialistas apontam que a escolha do modal logístico passou a influenciar diretamente as estratégias de sustentabilidade das empresas, especialmente diante da crescente exigência de investidores e órgãos reguladores para contabilização das emissões indiretas, conhecidas como Escopo 3, conforme o GHG Protocol.

No cenário internacional, a Organização Marítima Internacional (IMO) estabeleceu metas para reduzir progressivamente as emissões do transporte marítimo até 2050, além de incentivar o uso de combustíveis de baixa emissão e criar mecanismos para avaliação da eficiência ambiental das embarcações.

Entre eles está o Carbon Intensity Indicator (CII), indicador adotado desde 2023 para medir o desempenho de carbono dos navios.

Desafio é ampliar participação da cabotagem

Apesar do avanço, a cabotagem ainda representa uma fatia reduzida da matriz logística nacional, com cerca de 11% do transporte de cargas. No segmento de contêineres, a participação é de aproximadamente 1%.

Para o setor, o caminho está na ampliação da integração entre os diferentes modais. A combinação entre transporte marítimo e rodoviário pode contribuir para uma logística mais eficiente, competitiva e alinhada às metas de redução das emissões de carbono.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Norcoast

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Portos

Etanol impulsiona Porto de Santos na disputa pelo bunker verde

O Porto de Santos deu um passo importante na transição energética do transporte marítimo ao realizar o primeiro abastecimento, em território brasileiro, de um navio porta-contêineres transoceânico com etanol. A operação reforça o potencial do maior complexo portuário da América Latina para se consolidar como um hub de bunker verde e coloca o Brasil em posição de destaque na corrida global por combustíveis marítimos de baixo carbono.

O procedimento foi realizado no último dia 12 com o navio CMA CGM IRON, embarcação com capacidade para 13 mil TEU equipada com motor tricombustível, certificado para operar com etanol, metanol e combustíveis convencionais.

A ação envolveu a participação da CMA CGM, Copersucar, Bunker One, Santos Brasil, AGEO Terminais e da fabricante de motores marítimos Everllence.

Setor marítimo acelera busca por combustíveis sustentáveis

A iniciativa acontece em meio ao avanço das metas globais de descarbonização da navegação. Com regras ambientais cada vez mais rigorosas, armadores e operadores portuários vêm ampliando os investimentos em alternativas ao óleo combustível tradicional.

A Organização Marítima Internacional (IMO) estabeleceu como objetivo alcançar a neutralidade climática do setor até meados deste século, enquanto o regulamento europeu FuelEU Maritime passou a exigir redução gradual da intensidade de carbono dos combustíveis utilizados por navios que operam em portos da Europa.

As metas começam com redução de 2% nas emissões em 2025 e deverão chegar a 80% até 2050, aumentando os incentivos para o uso de energias renováveis na navegação internacional.

Corrida tecnológica movimenta indústria naval

Responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, o transporte marítimo vive uma disputa entre diferentes tecnologias para combustíveis de baixa emissão.

Entre as principais alternativas estão metanol, etanol, amônia, hidrogênio, biometano e outros biocombustíveis líquidos.

Enquanto a Maersk concentra sua estratégia no metanol verde, a CMA CGM aposta em uma matriz diversificada, investindo simultaneamente em gás natural liquefeito (GNL), metanol, biometano e combustíveis renováveis para reduzir riscos tecnológicos.

Esse movimento também se reflete na construção de novos navios. Dados da consultoria Clarksons Research apontam que 590 embarcações aptas a utilizar combustíveis alternativos foram encomendadas em 2025, elevando para quase duas mil unidades a carteira global desse tipo de tecnologia. Deste total, 385 navios já possuem capacidade para operar com metanol, considerado uma das principais apostas da indústria para reduzir emissões.

Brasil ganha vantagem com produção de etanol

O Brasil aparece como um dos mercados mais competitivos nesse cenário por reunir ampla oferta de biomassa, produção consolidada de etanol e infraestrutura logística capaz de atender à demanda internacional.

Especialistas avaliam que a compatibilidade tecnológica entre motores preparados para metanol e etanol pode facilitar a adoção do biocombustível brasileiro pela nova geração de embarcações, ampliando as oportunidades para o setor sucroenergético nacional.

Além de utilizar uma cadeia produtiva já estabelecida, o etanol reduz a necessidade de investimentos em novas estruturas industriais, tornando-se uma alternativa economicamente competitiva para a descarbonização da navegação.

Operação reforça papel estratégico do Porto de Santos

O abastecimento exigiu uma operação logística integrada, envolvendo transporte do combustível, armazenamento em estrutura dedicada e transferência ao navio por meio de uma barcaça especializada, seguindo protocolos internacionais de segurança.

Com isso, o Porto de Santos fortalece sua posição como candidato a centro regional de fornecimento de combustíveis marítimos renováveis para o Atlântico Sul, beneficiado pela proximidade com a principal região produtora de etanol do país e pela infraestrutura já existente.

A estratégia também acompanha o fortalecimento da presença da CMA CGM no Brasil após a aquisição da Santos Brasil, concluída em 2025, ampliando os investimentos do grupo francês na infraestrutura logística e na transição energética do transporte marítimo.

Nova geração de navios amplia mercado para biocombustíveis

Entregue em 2025, o CMA CGM IRON é o primeiro de uma série de 12 porta-contêineres de 13 mil TEU equipados com motores tricombustíveis preparados para operar com etanol.

A companhia projeta colocar em operação cerca de 200 embarcações movidas por energias de baixo carbono até 2031.

Caso a demanda mundial por combustíveis sustentáveis continue crescendo na próxima década, o Brasil poderá ampliar sua liderança no mercado de biocombustíveis, estendendo ao transporte marítimo o protagonismo já consolidado no setor rodoviário e fortalecendo o papel estratégico dos portos nacionais na transição energética global.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Portos

Descarbonização dos portos brasileiros avança com estudo que orientará políticas para o setor

Um levantamento desenvolvido pelo LabTrans, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com as secretarias nacionais de Portos e de Hidrovias e Navegação, vinculadas ao Ministério de Portos e Aeroportos, mapeou os principais caminhos para acelerar a descarbonização dos portos brasileiros e da navegação nacional.

O diagnóstico reúne desafios, tendências e oportunidades para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte aquaviário e nas operações portuárias, servindo de base para a formulação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade do setor.

Estudo servirá de base para programas nacionais

As informações levantadas irão subsidiar a elaboração do Programa Nacional de Descarbonização dos Portos (PND-Portos) e do Programa Nacional de Descarbonização da Navegação (PND-Navegação).

As iniciativas têm como objetivo estabelecer diretrizes para promover uma matriz logística mais sustentável, estimular a inovação tecnológica e reduzir o impacto ambiental das atividades portuárias e da navegação no Brasil.

Diagnóstico reúne nove áreas estratégicas

O estudo organiza as ações prioritárias em nove eixos considerados essenciais para a transição energética do setor.

Entre os temas analisados estão energia e combustíveis alternativos, eletrificação dos portos, sistemas de onshore power supply (OPS), modernização da infraestrutura portuária, melhoria dos acessos aquaviários e terrestres, eficiência operacional, digitalização, governança, financiamento climático, inovação, inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE), além de capacitação profissional e promoção de uma transição justa.

A proposta é criar um planejamento integrado capaz de orientar investimentos e acelerar a adoção de soluções de baixo carbono na logística portuária brasileira.

Consulta pública irá ampliar participação do setor

A próxima etapa do processo será a abertura de uma consulta pública, que permitirá a participação de operadores portuários, entidades representativas, pesquisadores, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil e demais interessados.

As contribuições deverão complementar o diagnóstico e aperfeiçoar as diretrizes que irão compor os programas nacionais de descarbonização.

Brasil busca alinhar setor portuário às metas internacionais

Com a elaboração do PND-Portos e do PND-Navegação, o governo pretende estruturar políticas capazes de reduzir as emissões do sistema portuário brasileiro e tornar o transporte aquaviário mais sustentável.

A iniciativa também busca alinhar o país aos compromissos ambientais e às metas de redução de emissões estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO), fortalecendo a competitividade dos portos brasileiros diante das novas exigências do comércio global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM:  AESCOM/MPor

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Portos

Portonave amplia frota com novos guindastes elétricos e reforça investimentos em descarbonização

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes (SC), deu mais um passo no plano de modernização ao receber os primeiros sete guindastes elétricos e-RTG (Rubber Tyred Gantry) de um lote de 14 equipamentos previstos para 2026. A chegada das novas máquinas fortalece a estratégia de descarbonização, amplia a capacidade operacional do terminal e prepara a estrutura para atender navios de maior porte.

Com cerca de 28 metros de altura e 156 toneladas cada, os equipamentos são totalmente elétricos, dispensando motores a combustão. A expectativa é que as primeiras unidades iniciem operação em agosto, enquanto os demais guindastes devem chegar até o fim de julho e entrar em funcionamento no início de setembro.

Os novos guindastes partiram de Dalian, na China, transportados por um navio da companhia Cosco em uma viagem de aproximadamente 20 mil quilômetros. O processo de desembarque começou logo após a atracação da embarcação e deve ser concluído em cerca de um dia e meio de trabalho, período necessário para a transferência segura dos equipamentos até o cais.

Tecnologia aumenta eficiência e segurança nas operações

Os e-RTGs são responsáveis pela movimentação, organização e empilhamento de contêineres no pátio do terminal, além de realizarem a transferência das cargas entre caminhões e áreas de armazenagem.

Fabricados pela Konecranes, com projeto desenvolvido na Finlândia e produção na China, os equipamentos possuem capacidade para movimentar até 41 toneladas e operar com pilhas de até sete contêineres. Na Portonave, por questões de segurança operacional, o empilhamento é limitado a cinco unidades.

Entre os recursos tecnológicos embarcados estão sensores anticolisão, sistema eletrônico de controle do balanço da carga, frenagem automática durante a elevação, lubrificação automatizada e monitoramento do peso dos contêineres em tempo real, permitindo maior precisão e segurança durante as operações.

Frota elétrica reduz emissões e amplia compromisso ambiental

Os novos equipamentos chegam preparados para operar no sistema de eletrificação já existente no terminal, utilizando alimentação por baterias. A infraestrutura elétrica da Portonave foi implantada em 2016, quando os antigos RTGs movidos a diesel passaram por conversão para operação elétrica. Desde então, a empresa informa que houve redução de aproximadamente 96,5% na emissão de gases poluentes desses equipamentos.

O plano de renovação da frota segue ao longo do segundo semestre com a chegada de dois novos guindastes Ship-to-Shore (STS), além da entrega gradual de 30 Terminal Tractors elétricos e cinco Reach Stackers elétricas, prevista até janeiro de 2027.

A aquisição dos equipamentos foi realizada por meio do Reporto, regime tributário criado para incentivar investimentos na modernização da infraestrutura portuária e ferroviária brasileira, garantindo incentivos fiscais para compra de máquinas e equipamentos.

Investimentos preparam a Portonave para receber navios de até 400 metros

A aquisição dos 14 novos guindastes representa um investimento de aproximadamente R$ 210 milhões. As novas máquinas fazem parte de um amplo projeto de expansão do terminal, que inclui a Obra de Adequação do Cais, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2026. Após a finalização dos trabalhos, a Portonave estará apta a operar navios de até 400 metros de comprimento, entre os maiores do mundo.

Somando obras e aquisição de equipamentos, os investimentos ultrapassam R$ 2 bilhões. Com a expansão, o terminal passará a contar com oito guindastes STS e 32 RTGs, elevando sua capacidade anual de movimentação de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

Reconhecida como líder nacional em produtividade de navios, a Portonave registrou, em abril de 2026, a marca histórica de 15 milhões de TEUs movimentados desde o início de suas operações. Instalada em Navegantes desde 2007, a empresa foi o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil e integra o grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), responsável pela administração de cerca de 70 terminais portuários distribuídos em cinco continentes.

Segundo dados da ANTAQ, a Portonave alcançou média de 114 movimentos por hora (MPH) em 2025, consolidando-se como referência nacional em produtividade na movimentação de contêineres.

Fonte: Portonave.

Texto: Redação

Imagens: Portonave

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