Transporte

Trem elétrico autossuficiente revoluciona transporte ferroviário pesado na mineração

O transporte ferroviário pesado entrou em uma nova fase com a operação do Infinity Train, um trem elétrico autossuficiente desenvolvido pela mineradora australiana Fortescue. A solução começou a operar nas ferrovias da região de Pilbara, na Austrália Ocidental, e é considerada um marco para a descarbonização do setor ferroviário, ao eliminar totalmente o uso de combustíveis fósseis e a necessidade de recargas externas frequentes.

Sistema usa recuperação de energia nas descidas

O projeto é baseado em locomotivas equipadas com baterias de alta capacidade, carregadas inicialmente com energia elétrica convencional. Após esse primeiro carregamento, o trem passa a operar de forma contínua graças à recuperação de energia gerada durante as frenagens nos trechos de descida, comuns no transporte de minério.

Essa energia cinética é convertida em eletricidade e armazenada novamente nas baterias, permitindo que o trem retorne vazio ao ponto de origem sem necessidade de reabastecimento energético adicional.

Fim do diesel reduz custos e impactos ambientais

A inovação elimina a dependência de diesel e dispensa a instalação de infraestrutura dedicada de recarga ao longo da ferrovia. Segundo estimativas da Fortescue, a adoção do Infinity Train pode evitar o consumo anual de mais de 82 milhões de litros de diesel, o que representa uma redução de cerca de 235 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Esse volume equivale a aproximadamente 11% das emissões diretas da companhia, reforçando o potencial da tecnologia para acelerar a transição energética no setor de mineração e logística pesada.

Testes em longa distância validaram a tecnologia

Antes de entrar em operação comercial, o Infinity Train passou por testes extensivos, percorrendo aproximadamente 1.100 quilômetros entre Perth e Pilbara. Os resultados comprovaram a capacidade do sistema de atender às exigências do transporte ferroviário de minério, que envolve cargas elevadas, longos trajetos e operação contínua em ambientes severos.

Projeto aponta novo padrão tecnológico para ferrovias

Anunciado inicialmente em 2022, o Infinity Train foi desenvolvido em parceria com empresas especializadas em engenharia ferroviária e energia. A entrada em operação reforça a viabilidade de soluções sustentáveis para ferrovias de carga pesada, especialmente em regiões com relevo favorável à geração de energia por gravidade.

Para o setor ferroviário global, a iniciativa indica um caminho concreto para operações livres de combustíveis fósseis, com potencial de aplicação em outros corredores logísticos e industriais ao redor do mundo.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Sustentabilidade

Silvio Costa Filho destaca compromisso com a descarbonização e a transição energética na abertura do Espaço do Desenvolvimento durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou, nesta segunda-feira (10), da abertura do Espaço do Desenvolvimento, iniciativa do Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) em parceria com o MPor e o Ministério dos Transportes, realizada na Green Zone da COP30, em Belém (PA). O encontro reuniu autoridades brasileiras, entidades internacionais e representantes do setor produtivo para discutir caminhos para a descarbonização do transporte e a expansão da transição energética no país.

Transição energética e logística verde como prioridades

Durante a cerimônia, o ministro Silvio Costa Filho reforçou que a modernização do setor portuário e hidroviário precisa caminhar lado a lado com as metas globais de sustentabilidade. Ele ressaltou que o Brasil tem condições de assumir papel central na redução de emissões de carbono e na implantação de uma infraestrutura verde.

O ministro também adiantou que novas ações de modernização logística, com foco em energia limpa e inovação, serão apresentadas ao longo da conferência. “O Brasil tem condições de liderar a transição energética do transporte mundial, unindo sustentabilidade, eficiência e geração de empregos verdes”, afirmou.

Integração entre transporte, portos e meio ambiente

Costa Filho destacou que a participação do MPor na COP30 simboliza o compromisso do governo em construir políticas integradas entre transporte, meio ambiente e infraestrutura portuária. Ele citou ainda a relevância do estande da CNT, que promove debates sobre combustíveis sustentáveis, especialmente o SAF (Sustainable Aviation Fuel), considerado essencial para a redução de emissões no setor aéreo.

O ministro ressaltou também a parceria histórica entre o governo federal e o Sistema Transporte. “A CNT é uma parceira fundamental da agenda de desenvolvimento do Brasil, contribuindo para o crescimento econômico e para a evolução da nossa logística”, afirmou.

Rota COP30 simboliza compromisso com a sustentabilidade

O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou a Rota COP30, ação que percorreu o trajeto até Belém por via rodoviária, como símbolo do comprometimento do país com práticas sustentáveis. Segundo ele, a iniciativa traduz a cooperação entre poder público e setor privado, com apoio direto da CNT. “A ação demonstra que é possível unir eficiência logística, responsabilidade ambiental e parceria institucional”, disse.

Brasil já possui histórico sólido em descarbonização

O presidente da CNT, Vander Costa, lembrou marcos importantes da trajetória brasileira rumo à eficiência energética, como o Proálcool (1975) e o Proconve (1986). Para ele, renovar frotas é indispensável para reduzir emissões no transporte de cargas e passageiros. “O Brasil já tem soluções consolidadas; não é preciso inventar a roda”, afirmou.

Espaço do Desenvolvimento promove inovação e integração setorial

Instalado na Green Zone da COP30, o Espaço do Desenvolvimento funciona como ponto de encontro entre governo, iniciativa privada e sociedade civil. A programação inclui painéis sobre mobilidade verde, inovação tecnológica, finanças sustentáveis e parcerias com o Pacto Global da ONU, além de atividades que valorizam a cultura amazônica e a economia de baixo carbono.

A cooperação entre o MPor, o Ministério dos Transportes e o Sistema Transporte reafirma a intenção do governo brasileiro de fortalecer soluções sustentáveis e consolidar o protagonismo do país nas discussões internacionais sobre clima, logística e desenvolvimento econômico.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Transporte

Maersk amplia testes com etanol e avalia mistura de 50% em combustível marítimo

A Maersk, líder global em transporte marítimo de contêineres, anunciou que os testes iniciais com etanol em combustíveis navais tiveram desempenho positivo. Com os bons resultados, a companhia ampliará as avaliações para uma mistura de 50% do biocombustível.

A empresa vê no etanol uma alternativa viável para diversificar as rotas de descarbonização do setor marítimo, responsável por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE).

Além disso, o uso do etanol pode impulsionar um novo mercado para o produto. Em outubro, durante a apresentação dos testes iniciais com mistura de 10%, executivos de grandes fabricantes brasileiras — o Brasil é o segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos EUA — participaram de reuniões com a companhia.

Etanol ganha espaço como combustível sustentável

Para Emma Mazhari, head de Mercados de Energia da Maersk, a meta climática do setor exige a exploração de várias tecnologias. “Acreditamos que múltiplos caminhos de combustível são essenciais para que a indústria marítima atinja suas metas climáticas. Isso significa explorar conscientemente diferentes opções e tecnologias”, afirmou.

A Maersk, que detém 15% do mercado global de contêineres, mantém o compromisso de atingir emissões líquidas zero até 2040, equilibrando o volume de GEE emitido com o removido da atmosfera.

Testes avançam rumo aos 100% de etanol

Os primeiros ensaios ocorreram entre outubro e novembro, com uma combinação de 10% etanol e 90% e-metanol, mistura que se mostrou segura e eficiente. Com base nesses resultados, a empresa iniciou uma nova fase utilizando 50% etanol e 50% metanol a bordo do Laura Maersk, o primeiro navio porta-contêineres bicombustível do mundo movido a metanol.

A companhia também planeja realizar um teste com 100% etanol, ampliando o entendimento sobre desempenho do motor e impactos na combustão. Segundo Mazhari, o etanol possui “histórico comprovado, mercado estabelecido e infraestrutura já existente”, fatores que reforçam sua viabilidade como combustível verde.

Desde 2021, a empresa vem investindo em embarcações bicombustível. A expectativa é que, até 2025, 19 navios desse tipo estejam ativos na frota.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Portos

Navio com guindastes elétricos segue da China ao Tecon Santos e marca nova fase de modernização

O Tecon Santos, administrado pela Santos Brasil, receberá em breve dois portêineres e oito RTGs elétricos enviados da China a bordo do navio Zhen Hua 28. Fabricados pela chinesa ZPMC, os equipamentos integram o projeto de ampliação, modernização e descarbonização do terminal, que soma investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões.

Os novos portêineres chegam equipados com o sistema TPS (Truck Position System), tecnologia que orienta com precisão o posicionamento das carretas para embarque e descarga. O diferencial desta leva é a possibilidade de operação remota, permitindo que operadores deixem as cabines e atuem diretamente do centro de operações no prédio administrativo — modelo já em uso nos guindastes de pátio.

Com 50 metros de altura e 70 metros de lança, cada portêiner tem capacidade para movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés, somando até 100 toneladas.

RTGs elétricos ampliam frota sustentável

Os novos RTGs elétricos se juntam às oito unidades já em operação no terminal. Considerados de última geração, eles também permitem operação remota, iniciada de forma pioneira no Brasil no final de 2024.
Nos próximos anos, outros 30 RTGs elétricos substituirão equipamentos movidos a diesel, garantindo mais segurança, ergonomia e redução expressiva de poluentes.

A expectativa é que cada unidade elimine cerca de 20 toneladas de CO₂ por mês, enquanto a substituição total da frota evitará a emissão de 713 toneladas mensais, reduzindo em 97% as emissões desses equipamentos no terminal.

Investimentos até 2031 reforçam plano climático

O programa de expansão do Tecon Santos começou em 2019 e prevê cerca de R$ 3 bilhões em investimentos até 2031, sendo R$ 2 bilhões já aplicados. O projeto está alinhado ao Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que estabelece a meta de alcançar net zero até 2040.

Segundo Bruno Stupello, diretor de Operações de Terminais Portuários de Contêineres, a companhia trabalha para manter a competitividade do comércio exterior brasileiro por meio de tecnologia, produtividade e melhores condições laborais:
“Enquanto modernizamos nosso parque operacional, também aprimoramos o ambiente de trabalho, com treinamento rigoroso para que nossas equipes dominem essas novas máquinas”, afirma.

Os RTGs elétricos contam com 23 câmeras, scanners a laser, sensores e painéis com três telas, operados por joysticks e com possibilidade de trabalho em pé. Parte das funções já opera com nível assistido de automação, aumentando a precisão e a segurança.

Chegada dos equipamentos e início das operações

O navio Zhen Hua 28, que deixou a China no dia 15, deve atracar no Porto de Santos na primeira quinzena de janeiro. Os guindastes chegam montados no convés e serão descarregados diretamente para o cais por meio de trilhos.

As operações padrão estão previstas para começar em fevereiro. A operação remota, porém, depende de testes e treinamento das equipes e deve ser implementada gradualmente ao longo do ano, podendo levar até 12 meses.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santos Brasil

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Sustentabilidade

Governo lança programa de descarbonização para preparar portos e navegação à taxação global de emissões

O Governo Federal instituiu um conjunto de medidas inéditas para descarbonização dos portos e da navegação, antecipando-se à futura taxação global de emissões prevista para entrar em vigor nos próximos anos. As ações integram os Programas Nacionais de Descarbonização de Portos e da Navegação, anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) durante a COP30, em Belém.

A iniciativa alinha o país às discussões em andamento na Organização Marítima Internacional (IMO), que estuda a aplicação de taxas variando entre US$ 100 e US$ 380 por tonelada de CO₂ emitida. A previsão é que o mecanismo seja implementado em 2027, em sintonia com o compromisso global de emissões próximas ao zero até 2050.

Portos mais modernos e energia limpa nas operações

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, as novas diretrizes impulsionam a transição energética e modernizam toda a cadeia logística. O programa estimula desde a eletrificação de estruturas portuárias até o uso de combustíveis sustentáveis nas embarcações.

Um dos eixos centrais é a eletrificação dos portos, permitindo que navios atracados utilizem energia limpa e reduzam o consumo de combustíveis fósseis. A estratégia é considerada essencial para cortar emissões diretas. Durante a COP30, por exemplo, o uso de Gás Natural Liquefeito (GNL) no abastecimento das embarcações-hotel reduziu entre 20% e 30% das emissões quando comparado ao diesel, apesar de ainda ser um combustível fóssil.

Incentivo à sustentabilidade e boas práticas ESG

Em 2025, o MPor também lançou o Pacto pela Sustentabilidade, criado para reconhecer empresas que adotam boas práticas socioambientais e de governança. As participantes poderão receber selos ambientais, reforçando o compromisso voluntário com a agenda ESG e com a descarbonização do setor portuário e da navegação.

Navegação fluvial e cabotagem ganham protagonismo

Além das ações em infraestrutura, o governo intensifica a promoção da navegação fluvial, modal que emite cerca de cinco vezes menos que o transporte rodoviário. A Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) conduz as primeiras concessões de hidrovias do país, aumentando a previsibilidade e a segurança jurídica para o transporte de cargas.

A SNHN também atualizou a política de estímulo à navegação de cabotagem — a BR do Mar. A partir de agora, empresas que ampliarem sua frota com novos navios deverão priorizar embarcações com menor nível de emissão, fortalecendo o papel da cabotagem na transição para uma matriz de transportes mais equilibrada e sustentável.

Redução de prazos e mais eficiência

Outro destaque é o Programa Porto Sem Papel, que reduziu de 20 para 4 dias o tempo médio de permanência dos navios nos portos ao eliminar etapas duplicadas e integrar informações de diferentes órgãos. A redução do tempo de operação diminui o consumo de combustível e contribui diretamente para as metas de descarbonização.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Transporte

Caminhão elétrico cruza o Brasil com 91 recargas e expõe desafios da mobilidade sustentável

A Aurora Lab concluiu, neste ano, uma expedição inédita: levar um caminhão elétrico de Porto Alegre a Fortaleza. A jornada, realizada em 100 dias e marcada por 91 recargas, buscou testar a viabilidade do transporte de carga pesado movido a eletricidade no Brasil e mapear os principais gargalos da infraestrutura nacional.

Para entender o projeto, o Mobilidade Estadão conversou com Gabi Vuolo, diretora executiva da empresa e idealizadora da iniciativa.

Como nasceu a expedição elétrica pelo Brasil

Segundo Gabi Vuolo, a proposta surgiu no fim do ano passado, quando o time discutia ações para a COP-30. A meta era usar as estradas como um “laboratório real” para avaliar os obstáculos da descarbonização do transporte rodoviário, ainda pouco explorada no setor de cargas.

A executiva explica que o objetivo era simples e ambicioso ao mesmo tempo: comprovar se um veículo totalmente elétrico conseguiria cruzar o País e, ao mesmo tempo, identificar os entraves vividos pelos caminhoneiros.

Infraestrutura limitada e barreiras antes da largada

A expedição encontrou três grandes dificuldades antes mesmo de iniciar o trajeto.

A primeira foi conseguir uma empresa disposta a alugar um caminhão elétrico para a rota completa. A segunda barreira foi ainda mais sensível: nenhuma seguradora aceitou cobrir a viagem, revelando o despreparo do mercado para esse segmento.

O terceiro ponto crítico envolveu a escassez de eletropostos, já que a maioria é pensada para carros de passeio e se torna ainda mais rara conforme se avança para o Norte e Nordeste. Para contornar o problema, a equipe desenvolveu um adaptador que permitiu carregar o veículo em diferentes tipos de sistemas, incluindo tomadas 220V trifásicas. Com autonomia de apenas 150 km por carga, cada parada exigiu planejamento minucioso.

De Sul ao Nordeste: onde o caminhão conseguiu recarregar

No total, foram registradas 91 recargas:

  • Sul: 9 recargas (7 em eletropostos)
  • Sudeste: 34 recargas (20 em eletropostos)
  • Nordeste: 48 recargas (apenas 7 em eletropostos)

A meta original era seguir até Brasília e finalizar o trajeto em Belém, mas a dificuldade crescente de encontrar pontos de recarga ao Norte levou a equipe a encerrar o percurso em Fortaleza, por segurança.

Repercussão na COP-30

Ao apresentar o caminhão na COP-30, Gabi se surpreendeu com o interesse do público. Segundo ela, as discussões giraram em três eixos principais:

  • necessidade de regulamentação para eletropostos e veículos
  • responsabilidade das empresas na transição energética
  • mudança cultural para ampliar a aceitação da mobilidade elétrica

Principais entraves para descarbonizar o transporte de cargas

Entre os desafios centrais, está a baixa autonomia dos veículos disponíveis hoje. “Nenhum caminhoneiro percorre apenas 150 km por dia”, afirma Gabi. Além disso, o tempo de recarga ainda é um fator limitante — em alguns pontos, foram necessárias oito horas para completar a bateria.

Com uma frota estimada em 2 milhões de caminhoneiros, segundo o Censo de 2019, a executiva considera que o avanço da mobilidade elétrica no transporte de carga ainda depende de tecnologias mais maduras e infraestrutura mais robusta.

Comparativo de custos: diesel x elétrico

A equipe também comparou o custo total da viagem com um caminhão movido a diesel. Um veículo com rendimento médio de 2,5 km/l teria consumido cerca de 2.423 litros, o que resultaria em um gasto aproximado de R$ 14.665.

No trajeto elétrico, foram gastos R$ 14.900 — porém, sem emitir 6,5 toneladas de CO₂ na atmosfera ao longo dos 6 mil quilômetros rodados. Para Gabi, a diferença mínima valida o potencial da eletrificação no transporte pesado.

FONTE: Mobilidade Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mobilidade Estadão

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Portos

Portos do Paraná recebe Selo Prata de Sustentabilidade durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) concedeu à Portos do Paraná o Selo Prata de Sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A cerimônia de entrega fez parte do lançamento do Selo de Sustentabilidade 2025, iniciativa que valoriza boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor portuário.

O evento também marcou o lançamento do livro “Nós e a natureza: somos um com o planeta”, da escritora Aline Campos, com ilustrações de Luana Chinaglia.

Pacto pela Sustentabilidade reconhece boas práticas

A premiação integra o Pacto pela Sustentabilidade, criado pela Portaria nº 58/2025, que tem como objetivo estimular a adoção de políticas ESG nas operações portuárias brasileiras.

Para a avaliação, as empresas apresentaram planos de ação baseados nos eixos Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Governança. O desempenho técnico foi analisado pelo MPor, resultando na concessão dos selos Bronze, Prata, Ouro ou Diamante. Nesta primeira edição, 63 organizações participaram do programa e 36 foram premiadas.

Compromisso com cidades sustentáveis

Durante a COP30, o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, participou do painel “Ação climática urbana e cidades sustentáveis”, onde apresentou o Inventário da Pegada de Carbono da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport. O estudo mensura as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do complexo portuário paranaense.

Emissões e próximos passos para descarbonização

Segundo o levantamento, em 2023 as atividades dos portos do Paraná geraram cerca de 678 mil toneladas de CO₂, distribuídas em três escopos:

  • Escopo 1: emissões diretas da Autoridade Portuária, representando 2,7% do total;
  • Escopo 2: emissões indiretas pelo consumo de energia elétrica, com 0,1%;
  • Escopo 3: emissões indiretas de terminais, transportes terrestres, serviços de apoio e navios, responsáveis por 97,1% das emissões.

A próxima fase do projeto será o Plano de Descarbonização da Comunidade Portuária, que busca reduzir as emissões e alinhar o setor às metas da Agenda 2030 e 2050.
“Estamos somando esforços para avançar na redução dos gases de efeito estufa e garantir um futuro mais sustentável”, destacou o diretor João Paulo Santana.

FONTE: Portos de Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos de Paraná

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Portos

Porto de Santos investe R$ 40 milhões em tarifas verdes para impulsionar transição energética

Enquanto o Brasil consolida seu papel de destaque na agenda climática global com a COP30, o Porto de Santos busca protagonismo nacional na transição energética do setor marítimo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) vem implementando uma série de ações alinhadas às metas de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO) e do Acordo de Paris, transformando o maior porto da América Latina em um polo de logística sustentável.

Desde 2023, a APS abriu mão de R$ 40,6 milhões em tarifas portuárias para incentivar navios e terminais verdes. Somente em 2025, os descontos chegam a R$ 16,8 milhões, valor destinado a estimular práticas ambientais responsáveis, como a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e o uso de matrizes energéticas limpas.

Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a renúncia de receita representa um investimento estratégico: “Não é perda, é investimento. Estar à frente desse processo significa consolidar uma vantagem competitiva para atrair parceiros que priorizam cadeias logísticas sustentáveis”, afirmou.

Três pilares da descarbonização portuária

O transporte marítimo é responsável por 80% do comércio mundial e por 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE), conforme a IMO. Por isso, a transformação dos portos é considerada essencial para cumprir os compromissos do Acordo de Paris. As frentes de atuação envolvem eficiência logística, uso de biocombustíveis e energia elétrica renovável.

Em outubro, a APS assinou contrato com a Fundação Valenciaport para desenvolver um Plano de Descarbonização e um Plano Diretor Energético (PDE). O trabalho, com duração prevista de 22 meses, irá definir metas e ações para reduzir as emissões em todas as operações do complexo portuário da Baixada Santista, abrangendo navios, terminais, transporte ferroviário e rodoviário.

O PDE estabelecerá diretrizes para a substituição gradual dos combustíveis fósseis por fontes de energia limpa, reforçando o compromisso do Porto de Santos com uma infraestrutura de baixo carbono.

Energia renovável e tecnologia no cais

Desde 2024, o Porto de Santos opera um projeto pioneiro de eletrificação do cais, abastecido pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fornece energia limpa e renovável para cerca de 20 rebocadores. A APS também negocia a ampliação do fornecimento.

A busca por eficiência logística conta com o apoio do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT), responsável por desenvolver soluções inteligentes para o sequenciamento de caminhões e navios, reduzindo o tempo de espera e, consequentemente, as emissões de carbono.

O VTMIS (Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações), atualmente em fase de implantação, promete ser outro avanço importante, otimizando a movimentação marítima e tornando as operações mais seguras e sustentáveis.

Para o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, a inovação é indispensável: “Como o maior porto do hemisfério sul, temos o dever de unir eficiência e sustentabilidade. Parcerias com centros de inovação, como o PIT, preparam o Porto de Santos para o futuro”, afirmou.

Produção de hidrogênio verde e combustíveis limpos

A repotencialização da Usina de Itatinga, em estudo, deve aumentar a capacidade de geração energética e incluir a produção de hidrogênio verde. Atualmente, a usina já supre quase toda a demanda da APS, mas o objetivo é expandir o fornecimento para abastecer diretamente as operações portuárias.

As instalações de gás natural da Baixada Santista também se firmam como diferencial competitivo, possibilitando o abastecimento de navios com combustíveis de baixo carbono — passo essencial para a consolidação de corredores marítimos verdes, segundo Sidnei Aranha, superintendente de Meio Ambiente da APS.

“Queremos garantir que os portos de origem e destino ofereçam condições para o uso de combustíveis de baixo impacto ambiental. Isso consolida o Porto de Santos como elo fundamental da transição energética marítima”, explicou Aranha.

Gestão ambiental baseada em dados

Desde 2021, a APS elabora um inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, seguindo a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, validado pela CETESB. O levantamento cobre 400 mil m² de áreas operacionais em Santos, Guarujá e Bertioga, além de 19,5 milhões de m² de áreas vegetadas sob sua gestão.

Para Aranha, a mensuração precisa das emissões é fundamental para o planejamento estratégico. “O inventário é nossa bússola. Saber nossa pegada de carbono nos permite investir onde o impacto climático é maior”, destacou.

Os relatórios completos estão disponíveis no site oficial da APS.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Sustentabilidade

MPor destaca inovação e sustentabilidade portuária no segundo dia da COP30

Inovação e descarbonização marcam a agenda do MPor na COP30

No segundo dia de programação da COP30, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) reforça seu papel de liderança na transição ecológica e na descarbonização da navegação brasileira. O ministro Silvio Costa Filho cumpre uma agenda voltada à inovação, sustentabilidade e tecnologias limpas, com destaque para o lançamento do Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação) e a premiação do Pacto pela Sustentabilidade.

Visitas técnicas e parcerias em tecnologias limpas

Pela manhã, o ministro participa de uma visita técnica ao Porto de Outeiro, seguida de um encontro com representantes da MSC, uma das maiores companhias de cruzeiros do mundo. A agenda inclui ainda uma visita ao navio movido a hidrogênio da JAC, ancorado na Estação das Docas, simbolizando o avanço das parcerias internacionais em inovação verde e a busca por soluções sustentáveis no transporte marítimo.

Essas ações consolidam o MPor como protagonista na agenda global de sustentabilidade portuária, fortalecendo o compromisso do Brasil com práticas ESG (ambientais, sociais e de governança).

IDA-Navegação: ferramenta inédita para medir sustentabilidade

À tarde, o Ministério de Portos e Aeroportos apresenta oficialmente o IDA-Navegação, um instrumento inédito que permitirá avaliar e estimular boas práticas ambientais, sociais e de governança no setor aquaviário. Desenvolvido em parceria com a Infra S.A., o índice utiliza 39 indicadores distribuídos em quatro dimensões — físico-química, biológico-ecológica, sociocultural e econômico-operacional — para medir o desempenho ambiental das embarcações.

Durante o evento, será apresentada também a agenda de concessões hidroviárias, com destaque para o projeto da Hidrovia do Rio Paraguai, considerado um marco na logística de baixo carbono.

Compromisso social e combate à exploração infantil

Além dos avanços técnicos, a programação do MPor na COP30 enfatiza o aspecto social da sustentabilidade. O ministério promove novas parcerias voltadas à proteção de crianças e adolescentes e à valorização das comunidades portuárias, reforçando que o desenvolvimento sustentável deve ser também inclusivo e humano.

Premiação de empresas e lançamento de livro

Encerrando o dia, acontece a cerimônia de entrega dos Selos de Sustentabilidade, reconhecendo 36 empresas signatárias do Pacto pela Sustentabilidade pelas melhores práticas ambientais, sociais e de governança. No evento, também será lançado o livro “Nós e a Natureza: somos um com o planeta” e assinado um Memorando de Entendimento entre o MPor e a Childhood Brasil, voltado à prevenção da exploração sexual infantil em áreas portuárias e logísticas.

A cerimônia será realizada na Estação CNT, na Zona Verde da COP30, em Belém (PA), reunindo autoridades, lideranças empresariais e representantes de organismos internacionais.

Serviço:
Evento: MPor no segundo dia da COP30
Data: Quarta-feira, 12 de novembro
Horário: 15h às 18h
Local: Estação CNT – Zona Verde, COP30, Belém (PA)

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / COP30
Texto: Redação

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Sustentabilidade

Brasil lança Aliança pelo Transporte Sustentável na Amazônia durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou, durante a COP30, a criação da Aliança pelo Transporte Sustentável, Resiliente e Integrado na Amazônia. A iniciativa inédita reúne países amazônicos, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial em uma ação conjunta voltada a descarbonizar o transporte, fortalecer a integração regional e alinhar a infraestrutura amazônica à agenda climática global.

Além do Brasil, participam da Aliança Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. O país será representado pelos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes, reafirmando o compromisso brasileiro com o desenvolvimento sustentável e a integração da região amazônica.

“A iniciativa coloca o bioma amazônico no centro da ação climática global, unindo eficiência, sustentabilidade e resiliência”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Transporte fluvial como eixo de integração

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho, destacou o papel estratégico da nova Aliança. Segundo ele, o projeto fortalece o transporte fluvial como principal eixo de integração regional e instrumento de inclusão social.

“Ao lado do BID, do Banco Mundial e dos países amazônicos, o Brasil reafirma seu compromisso com um modelo de transporte mais eficiente e alinhado aos compromissos climáticos”, ressaltou.

A proposta responde a desafios históricos da Amazônia, como baixa conectividade, infraestrutura precária, eventos climáticos extremos e altos custos logísticos. A meta é transformar o transporte regional em vetor de desenvolvimento sustentável, combinando inovação tecnológica, eficiência logística e preservação ambiental.

Quatro eixos estratégicos para o futuro da Amazônia

A atuação da Aliança será orientada por quatro eixos estratégicos. O primeiro visa ampliar a conectividade e o acesso a serviços básicos em comunidades isoladas, promovendo inclusão e mobilidade para populações que dependem do transporte fluvial.

O segundo eixo trata da logística multimodal sustentável, fortalecendo corredores e cadeias logísticas e estimulando a bioeconomia e o transporte hidroviário.

O terceiro prevê a implementação de infraestrutura verde, baseada em soluções inspiradas na natureza para reduzir impactos socioambientais e aumentar a resiliência às mudanças climáticas.

Por fim, o quarto eixo foca na modernização do transporte fluvial, com ações voltadas à melhoria dos serviços de passageiros e cargas em áreas urbanas e ribeirinhas, garantindo segurança, eficiência e inclusão social.

Plano de Ação Regional 2026–2030

Como desdobramento do acordo, os países e instituições parceiras irão elaborar o Plano de Ação Regional 2026–2030, que definirá metas e investimentos para transformar o transporte na Amazônia em um modelo sustentável e multimodal. O plano será articulado com programas internacionais já existentes, como o Amazônia Sempre e o Conexión Sur, do BID, e o Amazônia Viva, do Banco Mundial.

Também está prevista a criação de um Comitê Regional para a Transformação da Infraestrutura de Transporte Amazônica, responsável por coordenar e acompanhar a execução das ações, garantindo o alinhamento com os compromissos climáticos globais e a agenda de descarbonização do setor.

Amazônia como referência global em transporte sustentável

O lançamento da Aliança durante a COP30 reforça o protagonismo da Amazônia na agenda climática internacional, posicionando a região como referência em soluções logísticas de baixo carbono e integração regional. A iniciativa destaca o papel do Brasil como articulador de políticas públicas que unem desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão social.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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