Portos

Porto de Santos investe R$ 40 milhões em tarifas verdes para impulsionar transição energética

Enquanto o Brasil consolida seu papel de destaque na agenda climática global com a COP30, o Porto de Santos busca protagonismo nacional na transição energética do setor marítimo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) vem implementando uma série de ações alinhadas às metas de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO) e do Acordo de Paris, transformando o maior porto da América Latina em um polo de logística sustentável.

Desde 2023, a APS abriu mão de R$ 40,6 milhões em tarifas portuárias para incentivar navios e terminais verdes. Somente em 2025, os descontos chegam a R$ 16,8 milhões, valor destinado a estimular práticas ambientais responsáveis, como a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e o uso de matrizes energéticas limpas.

Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a renúncia de receita representa um investimento estratégico: “Não é perda, é investimento. Estar à frente desse processo significa consolidar uma vantagem competitiva para atrair parceiros que priorizam cadeias logísticas sustentáveis”, afirmou.

Três pilares da descarbonização portuária

O transporte marítimo é responsável por 80% do comércio mundial e por 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE), conforme a IMO. Por isso, a transformação dos portos é considerada essencial para cumprir os compromissos do Acordo de Paris. As frentes de atuação envolvem eficiência logística, uso de biocombustíveis e energia elétrica renovável.

Em outubro, a APS assinou contrato com a Fundação Valenciaport para desenvolver um Plano de Descarbonização e um Plano Diretor Energético (PDE). O trabalho, com duração prevista de 22 meses, irá definir metas e ações para reduzir as emissões em todas as operações do complexo portuário da Baixada Santista, abrangendo navios, terminais, transporte ferroviário e rodoviário.

O PDE estabelecerá diretrizes para a substituição gradual dos combustíveis fósseis por fontes de energia limpa, reforçando o compromisso do Porto de Santos com uma infraestrutura de baixo carbono.

Energia renovável e tecnologia no cais

Desde 2024, o Porto de Santos opera um projeto pioneiro de eletrificação do cais, abastecido pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fornece energia limpa e renovável para cerca de 20 rebocadores. A APS também negocia a ampliação do fornecimento.

A busca por eficiência logística conta com o apoio do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT), responsável por desenvolver soluções inteligentes para o sequenciamento de caminhões e navios, reduzindo o tempo de espera e, consequentemente, as emissões de carbono.

O VTMIS (Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações), atualmente em fase de implantação, promete ser outro avanço importante, otimizando a movimentação marítima e tornando as operações mais seguras e sustentáveis.

Para o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, a inovação é indispensável: “Como o maior porto do hemisfério sul, temos o dever de unir eficiência e sustentabilidade. Parcerias com centros de inovação, como o PIT, preparam o Porto de Santos para o futuro”, afirmou.

Produção de hidrogênio verde e combustíveis limpos

A repotencialização da Usina de Itatinga, em estudo, deve aumentar a capacidade de geração energética e incluir a produção de hidrogênio verde. Atualmente, a usina já supre quase toda a demanda da APS, mas o objetivo é expandir o fornecimento para abastecer diretamente as operações portuárias.

As instalações de gás natural da Baixada Santista também se firmam como diferencial competitivo, possibilitando o abastecimento de navios com combustíveis de baixo carbono — passo essencial para a consolidação de corredores marítimos verdes, segundo Sidnei Aranha, superintendente de Meio Ambiente da APS.

“Queremos garantir que os portos de origem e destino ofereçam condições para o uso de combustíveis de baixo impacto ambiental. Isso consolida o Porto de Santos como elo fundamental da transição energética marítima”, explicou Aranha.

Gestão ambiental baseada em dados

Desde 2021, a APS elabora um inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, seguindo a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, validado pela CETESB. O levantamento cobre 400 mil m² de áreas operacionais em Santos, Guarujá e Bertioga, além de 19,5 milhões de m² de áreas vegetadas sob sua gestão.

Para Aranha, a mensuração precisa das emissões é fundamental para o planejamento estratégico. “O inventário é nossa bússola. Saber nossa pegada de carbono nos permite investir onde o impacto climático é maior”, destacou.

Os relatórios completos estão disponíveis no site oficial da APS.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Sustentabilidade

MPor destaca inovação e sustentabilidade portuária no segundo dia da COP30

Inovação e descarbonização marcam a agenda do MPor na COP30

No segundo dia de programação da COP30, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) reforça seu papel de liderança na transição ecológica e na descarbonização da navegação brasileira. O ministro Silvio Costa Filho cumpre uma agenda voltada à inovação, sustentabilidade e tecnologias limpas, com destaque para o lançamento do Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação) e a premiação do Pacto pela Sustentabilidade.

Visitas técnicas e parcerias em tecnologias limpas

Pela manhã, o ministro participa de uma visita técnica ao Porto de Outeiro, seguida de um encontro com representantes da MSC, uma das maiores companhias de cruzeiros do mundo. A agenda inclui ainda uma visita ao navio movido a hidrogênio da JAC, ancorado na Estação das Docas, simbolizando o avanço das parcerias internacionais em inovação verde e a busca por soluções sustentáveis no transporte marítimo.

Essas ações consolidam o MPor como protagonista na agenda global de sustentabilidade portuária, fortalecendo o compromisso do Brasil com práticas ESG (ambientais, sociais e de governança).

IDA-Navegação: ferramenta inédita para medir sustentabilidade

À tarde, o Ministério de Portos e Aeroportos apresenta oficialmente o IDA-Navegação, um instrumento inédito que permitirá avaliar e estimular boas práticas ambientais, sociais e de governança no setor aquaviário. Desenvolvido em parceria com a Infra S.A., o índice utiliza 39 indicadores distribuídos em quatro dimensões — físico-química, biológico-ecológica, sociocultural e econômico-operacional — para medir o desempenho ambiental das embarcações.

Durante o evento, será apresentada também a agenda de concessões hidroviárias, com destaque para o projeto da Hidrovia do Rio Paraguai, considerado um marco na logística de baixo carbono.

Compromisso social e combate à exploração infantil

Além dos avanços técnicos, a programação do MPor na COP30 enfatiza o aspecto social da sustentabilidade. O ministério promove novas parcerias voltadas à proteção de crianças e adolescentes e à valorização das comunidades portuárias, reforçando que o desenvolvimento sustentável deve ser também inclusivo e humano.

Premiação de empresas e lançamento de livro

Encerrando o dia, acontece a cerimônia de entrega dos Selos de Sustentabilidade, reconhecendo 36 empresas signatárias do Pacto pela Sustentabilidade pelas melhores práticas ambientais, sociais e de governança. No evento, também será lançado o livro “Nós e a Natureza: somos um com o planeta” e assinado um Memorando de Entendimento entre o MPor e a Childhood Brasil, voltado à prevenção da exploração sexual infantil em áreas portuárias e logísticas.

A cerimônia será realizada na Estação CNT, na Zona Verde da COP30, em Belém (PA), reunindo autoridades, lideranças empresariais e representantes de organismos internacionais.

Serviço:
Evento: MPor no segundo dia da COP30
Data: Quarta-feira, 12 de novembro
Horário: 15h às 18h
Local: Estação CNT – Zona Verde, COP30, Belém (PA)

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / COP30
Texto: Redação

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Sustentabilidade

Brasil lança Aliança pelo Transporte Sustentável na Amazônia durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou, durante a COP30, a criação da Aliança pelo Transporte Sustentável, Resiliente e Integrado na Amazônia. A iniciativa inédita reúne países amazônicos, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial em uma ação conjunta voltada a descarbonizar o transporte, fortalecer a integração regional e alinhar a infraestrutura amazônica à agenda climática global.

Além do Brasil, participam da Aliança Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. O país será representado pelos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes, reafirmando o compromisso brasileiro com o desenvolvimento sustentável e a integração da região amazônica.

“A iniciativa coloca o bioma amazônico no centro da ação climática global, unindo eficiência, sustentabilidade e resiliência”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Transporte fluvial como eixo de integração

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho, destacou o papel estratégico da nova Aliança. Segundo ele, o projeto fortalece o transporte fluvial como principal eixo de integração regional e instrumento de inclusão social.

“Ao lado do BID, do Banco Mundial e dos países amazônicos, o Brasil reafirma seu compromisso com um modelo de transporte mais eficiente e alinhado aos compromissos climáticos”, ressaltou.

A proposta responde a desafios históricos da Amazônia, como baixa conectividade, infraestrutura precária, eventos climáticos extremos e altos custos logísticos. A meta é transformar o transporte regional em vetor de desenvolvimento sustentável, combinando inovação tecnológica, eficiência logística e preservação ambiental.

Quatro eixos estratégicos para o futuro da Amazônia

A atuação da Aliança será orientada por quatro eixos estratégicos. O primeiro visa ampliar a conectividade e o acesso a serviços básicos em comunidades isoladas, promovendo inclusão e mobilidade para populações que dependem do transporte fluvial.

O segundo eixo trata da logística multimodal sustentável, fortalecendo corredores e cadeias logísticas e estimulando a bioeconomia e o transporte hidroviário.

O terceiro prevê a implementação de infraestrutura verde, baseada em soluções inspiradas na natureza para reduzir impactos socioambientais e aumentar a resiliência às mudanças climáticas.

Por fim, o quarto eixo foca na modernização do transporte fluvial, com ações voltadas à melhoria dos serviços de passageiros e cargas em áreas urbanas e ribeirinhas, garantindo segurança, eficiência e inclusão social.

Plano de Ação Regional 2026–2030

Como desdobramento do acordo, os países e instituições parceiras irão elaborar o Plano de Ação Regional 2026–2030, que definirá metas e investimentos para transformar o transporte na Amazônia em um modelo sustentável e multimodal. O plano será articulado com programas internacionais já existentes, como o Amazônia Sempre e o Conexión Sur, do BID, e o Amazônia Viva, do Banco Mundial.

Também está prevista a criação de um Comitê Regional para a Transformação da Infraestrutura de Transporte Amazônica, responsável por coordenar e acompanhar a execução das ações, garantindo o alinhamento com os compromissos climáticos globais e a agenda de descarbonização do setor.

Amazônia como referência global em transporte sustentável

O lançamento da Aliança durante a COP30 reforça o protagonismo da Amazônia na agenda climática internacional, posicionando a região como referência em soluções logísticas de baixo carbono e integração regional. A iniciativa destaca o papel do Brasil como articulador de políticas públicas que unem desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão social.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Sustentabilidade

Silvio Costa Filho destaca protagonismo do Brasil na descarbonização e transição energética durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou, nesta segunda-feira (10), da abertura do Espaço do Desenvolvimento, promovido pelo Sistema Transporte — formado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), SEST SENAT e Instituto de Transporte e Logística (ITL) — em parceria com o MPor e o Ministério dos Transportes, na Green Zone da COP30, em Belém (PA). O evento reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e organismos internacionais para discutir os desafios e oportunidades da transição energética e da descarbonização do transporte, com foco na integração entre políticas públicas, inovação logística e sustentabilidade.

Durante seu discurso, o ministro Silvio Costa Filho destacou o papel estratégico do Brasil na redução de emissões e na promoção de uma infraestrutura verde e eficiente. Ele enfatizou que a integração dos modais portuário e hidroviário à agenda climática global é essencial para o desenvolvimento sustentável do país. “O Brasil tem condições de liderar a transição energética do transporte mundial, unindo sustentabilidade, eficiência e geração de empregos verdes”, afirmou. O ministro adiantou que o MPor apresentará novas iniciativas de modernização e descarbonização ao longo da conferência, reforçando o alinhamento do governo federal com as metas climáticas internacionais.

Silvio Costa Filho também ressaltou a importância da presença do MPor na COP30 como demonstração do compromisso do governo com uma agenda integrada entre transporte, portos e meio ambiente. Segundo ele, o estande da CNT busca promover debates sobre combustíveis sustentáveis, como o SAF (Sustainable Aviation Fuel), uma das principais apostas do setor para reduzir as emissões na aviação. O ministro elogiou ainda a parceria institucional entre o governo federal e o Sistema Transporte, reconhecendo a contribuição da CNT para o desenvolvimento econômico do país. “A CNT é uma parceira fundamental da agenda de desenvolvimento do Brasil. Ninguém pode contar a história do nosso crescimento econômico sem mencionar o papel da Confederação Nacional do Transporte”, destacou.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, também participou da cerimônia e enfatizou o simbolismo da Rota COP30, iniciativa que percorreu o trajeto até Belém por via rodoviária. A ação, segundo ele, é um marco para a descarbonização do transporte, demonstrando que é possível aliar eficiência logística, responsabilidade ambiental e cooperação público-privada.

O presidente da CNT, Vander Costa, destacou que o Brasil possui um legado consolidado na busca pela eficiência energética e pela redução das emissões no transporte. Ele relembrou programas históricos como o Proálcool, criado em 1975, e o Proconve, iniciado em 1986, reforçando que o país já dispõe de soluções eficazes que podem ser ampliadas. Para Costa, a renovação de frotas é essencial para acelerar a descarbonização no transporte de cargas e passageiros. “Não há necessidade de inventar a roda. O Brasil já tem soluções”, afirmou.

Instalado na Green Zone da COP30, o Espaço do Desenvolvimento é coordenado pelo Sistema Transporte, com apoio do MPor e do Ministério dos Transportes. O local funciona como ponto de encontro entre governo, setor privado e sociedade civil, promovendo painéis técnicos sobre mobilidade verde, inovação tecnológica e finanças sustentáveis. A programação inclui ainda parcerias com o Pacto Global da ONU e atividades que valorizam a cultura amazônica e a economia de baixo carbono.

A parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, o Ministério dos Transportes e o Sistema Transporte reforça o compromisso do governo em acelerar soluções sustentáveis e consolidar o protagonismo do Brasil nas discussões internacionais sobre clima, logística e desenvolvimento econômico.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Informação

Setor aéreo brasileiro investe mais de R$ 350 milhões em ESG

O setor aeroportuário do Brasil destinou aproximadamente R$ 350,5 milhões a projetos de sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa (ESG) entre 2023 e 2024. O levantamento consta no Diagnóstico de Sustentabilidade, pesquisa inédita conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), envolvendo 10 empresas que respondem por 83,6% do transporte aéreo nacional. O estudo indica forte adesão do setor a práticas como descarbonização, regularização ambiental, projetos sociais e combate ao assédio.

Agenda ESG e políticas de sustentabilidade

O diagnóstico é a segunda fase de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG na logística nacional, iniciado com a Política de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade. O ministro Silvio Costa Filho destaca que o esforço vai além da teoria: “Nosso objetivo é promover um transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa e adotar tecnologias inovadoras, garantindo também um ambiente inclusivo e equitativo.”

Larissa Amorim, diretora de Sustentabilidade do MPor, reforça o engajamento do setor: “O levantamento mostra que o setor aéreo não só investe recursos, mas também adere a pilares essenciais como descarbonização, compliance e combate ao assédio, consolidando uma governança robusta.”

Investimentos sociais lideram aporte ESG

O eixo social concentrou o maior volume de investimentos, com R$ 195,8 milhões aplicados. Todas as empresas pesquisadas mantêm canais de comunicação com a comunidade, desenvolvem projetos sociais e implementam ações de combate ao assédio. O estudo destaca iniciativas de acessibilidade, incluindo salas multissensoriais para pessoas com TEA ou hipersensibilidade sensorial, e aponta 70% de adesão a projetos de equidade de gênero.

Iniciativas ambientais e descarbonização

No campo ambiental, foram investidos R$ 138,4 milhões. Todas as empresas do setor aderiram a projetos de descarbonização e à regularização ambiental, enquanto 90% realizam inventário de emissões. Entre as ações destacam-se a substituição de fontes fósseis por sistemas elétricos de apoio a aeronaves, eletrificação de frotas operacionais e instalação de usinas fotovoltaicas, acompanhadas de certificações internacionais como o Airport Carbon Accreditation (ACA).

Governança sólida e oportunidades de aprimoramento

Na dimensão de governança, o setor aplicou R$ 16,3 milhões. O estudo evidencia que 100% das empresas possuem setores de compliance e realizam auditorias externas, com 80% mantendo estatutos ou políticas sociais. O diagnóstico aponta áreas de evolução, como adesão a índices de bolsa (ISE, 10%) e certificações ISO 9001 (20%).

Impacto social e econômico das iniciativas ESG

As ações ESG do setor portuário, de navegação e aeroportuário geraram mais de 120,5 mil empregos diretos e impactaram positivamente 11,3 milhões de pessoas.

MPor como articulador da transição energética

O MPor atua ativamente na transição energética, fomentando o uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e alinhando-se à Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24). O ministério criou o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea) e investe em pesquisa, como R$ 11,46 milhões no Centro de Pesquisas da ANP e R$ 1,24 milhão em parceria com a UFPR, ampliando a capacidade de análise e certificação de SAF e estudando alternativas para reduzir emissões no setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Setor portuário do Brasil destina mais de R$ 512 milhões a ações ambientais e ESG

O setor portuário brasileiro aplicou R$ 512,4 milhões em iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental entre 2023 e 2024, segundo o estudo Diagnóstico de Sustentabilidade, divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários (ATP).

O levantamento analisou 78 operadores portuários, divididos entre Portos Organizados (16), Arrendamentos (33) e Terminais de Uso Privado (TUPs – 29).

“Pela primeira vez na história do Brasil, lançamos um diagnóstico de sustentabilidade do setor portuário, acompanhado de um planejamento estratégico voltado à incorporação da agenda ESG às políticas do ministério”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Portos lideram investimentos ambientais no transporte nacional

De acordo com o MPor, o modal portuário lidera os aportes ambientais entre todos os segmentos logísticos — superando os setores aeroportuário e de navegação.

Dos R$ 512,4 milhões investidos, os Terminais Autorizados (TUPs) responderam por R$ 290,7 milhões, seguidos pelas administrações portuárias (R$ 138 milhões) e pelos arrendamentos (R$ 83,7 milhões).

O relatório aponta ainda uma forte adesão às boas práticas ambientais: 96,2% das empresas têm regularização ambiental, 73,1% mantêm políticas de sustentabilidade, e o mesmo percentual atua em projetos de descarbonização.

Avanços sociais e de governança no setor portuário

Além dos resultados ambientais, o setor portuário também se destacou na agenda social, com R$ 225,5 milhões aplicados em ações de equidade de gênero, combate ao assédio e relacionamento com comunidades locais.

Os TUPs novamente lideraram os aportes (R$ 181,6 milhões), seguidos pelas administrações portuárias (R$ 28 milhões) e pelos arrendamentos (R$ 15,9 milhões). A adesão aos indicadores também é expressiva: 88,46% dos operadores apoiam projetos sociais e de combate ao assédio, enquanto 87,18% mantêm canais de comunicação com a comunidade.

Na dimensão de governança corporativa, o setor destinou R$ 69,1 milhões e registrou uma aderência média de 77,9% aos indicadores. Os melhores resultados foram observados na existência de setores de compliance e estatutos sociais formalizados, ambos com 89,74% de adesão, além de 87,18% das empresas realizarem auditorias externas — reflexo de uma gestão mais transparente e madura.

Consolidação da agenda ESG nos portos brasileiros

O diagnóstico faz parte de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG no transporte e na logística nacional, iniciado com a criação da Política de Sustentabilidade Portuária e do Pacto pela Sustentabilidade.

Com esses investimentos e avanços, o Brasil reforça o papel estratégico dos portos sustentáveis na transição para uma economia de baixo carbono e na promoção de práticas de governança e responsabilidade social.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPortos

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Sustentabilidade

Japão realiza o primeiro teste mundial de motor marítimo movido a hidrogênio em terra

O Japão alcançou mais um marco mundial na corrida para descarbonizar o setor naval. Um consórcio formado pela Kawasaki Heavy Industries, Yanmar Power Solutions e Japan Engine Corporation realizou com sucesso a primeira operação terrestre de motores marítimos movidos a hidrogênio, representando um passo importante rumo à propulsão naval de emissão zero.

O teste foi conduzido na fábrica-sede da Japan Engine, utilizando um novo sistema de abastecimento de combustível de hidrogênio liquefeito, desenvolvido com apoio do Fundo de Inovação Verde — um programa do governo japonês vinculado ao Ministério da Economia, Comércio e Indústria. O projeto faz parte do investimento de 2 trilhões de ienes (US$ 13 bilhões) para atingir a meta de emissões líquidas zero até 2050.

A Kawasaki Heavy liderou o desenvolvimento do sistema de abastecimento de hidrogênio, projetado para fornecer hidrogênio em alta e baixa pressão a diferentes tipos de motores marítimos. Durante os testes, Kawasaki Heavy e Yanmar alcançaram combustão estável na potência nominal em motores de quatro tempos e velocidade média, operando exclusivamente com hidrogênio.

Enquanto isso, a Japan Engine está desenvolvendo um motor de dois tempos e baixa rotação movido a hidrogênio — o tipo normalmente utilizado para propulsão principal — e planeja iniciar as operações na primavera de 2026.

Cada um dos três motores também pode funcionar com combustíveis convencionais, oferecendo redundância por meio de uma configuração bicombustível, que permite alternar entre hidrogênio e diesel.

Os testes em terra deverão ser seguidos por ensaios em embarcações, em parceria com estaleiros e armadores japoneses, nos próximos anos.

“A demonstração confirma que o hidrogênio pode fornecer energia estável e sem emissões para uso marítimo”, afirmaram as empresas em comunicado conjunto, acrescentando que o objetivo é “liderar a adoção global de navios movidos a hidrogênio.”

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Sustentabilidade

Brasil lidera debate no Mercosul sobre transporte marítimo e descarbonização

Reunião do CETM reforça cooperação entre países do bloco

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) coordenou, no último dia 15 de outubro, a reunião semestral da Comissão de Especialistas em Transporte Marítimo (CETM), vinculada ao Subgrupo de Trabalho nº 5 (SGT-5) do Mercosul. O encontro teve formato híbrido, reunindo autoridades presencialmente em Brasília, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e demais participantes de forma remota.

O objetivo central da reunião foi intensificar o diálogo sobre transporte marítimo entre os países-membros e associados do bloco sul-americano, buscando interesses comuns e estratégias conjuntas para impulsionar o setor na região.

Integração regional e posicionamento internacional

Representando o MPor, o chefe substituto da Assessoria Internacional, Márcio Gabardo, destacou a importância do encontro para a construção de um ambiente colaborativo.

“A reunião do CETM é importante para o intercâmbio de opiniões, o fomento à cooperação, o desenvolvimento do transporte marítimo regional e a coordenação de posições em foros internacionais”, afirmou Gabardo.

O fórum também serviu como espaço para alinhar posturas que poderão ser defendidas de maneira unificada em fóruns internacionais, fortalecendo a atuação conjunta dos países do Mercosul.

Descarbonização do transporte aquaviário ganha destaque

Um dos temas centrais da pauta foi a descarbonização do setor de transporte aquaviário, alinhando-se às diretrizes globais de sustentabilidade e redução de emissões. O coordenador de Políticas de Navegação Marítima do MPor, Eduardo da Silva Pereira, apresentou as ações do ministério voltadas à transição energética e sustentabilidade no transporte marítimo.

A programação técnica incluiu ainda:

  • Patrícia Stelling, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que apresentou um estudo sobre a descarbonização do transporte aquaviário;
  • Capitão de Mar e Guerra Mauro José Rocha de Araújo, representando a Marinha do Brasil, com uma explanação sobre a participação da instituição na Organização Marítima Internacional (OMI);
  • Luís Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), que abordou os desafios e oportunidades da cabotagem brasileira frente às metas ambientais do setor marítimo.

Cooperação para um transporte marítimo sustentável no Mercosul

A reunião reforça o compromisso dos países do bloco com o desenvolvimento sustentável do transporte marítimo, promovendo parcerias estratégicas para modernizar o setor, aumentar a eficiência logística e reduzir impactos ambientais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação

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Portos

Portos brasileiros adotam incentivos para reduzir emissões de carbono

Estudo da ANTAQ aponta avanços em descarbonização e uso de hidrogênio verde nos portos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou o Eixo 3 do estudo “Diagnóstico de Descarbonização, Infraestrutura e Aplicações do Hidrogênio nos Portos”. O levantamento analisou iniciativas de cinco portos brasileiros voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), transição energética e aplicação do hidrogênio verde.

Os portos selecionados foram: Itaqui (MA), Pecém (CE), Paranaguá (PR), Santos (SP) e Açu (RJ). Todos se destacaram pelo bom desempenho no Índice de Desempenho Ambiental (IDA), pelos projetos em andamento de energia renovável e pelas experiências em descarbonização portuária.

Importância estratégica para o Brasil

Segundo o diretor da ANTAQ, Caio Farias, a descarbonização dos portos é fundamental para manter a competitividade do país no comércio internacional e atender às metas climáticas globais. Ele ressaltou a necessidade de políticas públicas, incentivos econômicos e parcerias internacionais para consolidar a infraestrutura sustentável.

“O alinhamento do Brasil às melhores práticas globais exige investimentos contínuos, capacitação técnica e cooperação internacional para garantir uma transição energética eficiente e duradoura”, destacou Farias.

Incentivos aos navios de baixo carbono

Todos os portos avaliados já oferecem benefícios a navios com menor pegada de carbono, como descontos tarifários e prioridade de atracação. Além disso, avançam na criação de Planos de Descarbonização. O Porto do Açu já possui um documento consolidado, enquanto os demais estão em fase de elaboração.

Entre as principais medidas em andamento estão:

  • instalação de painéis solares;
  • contratação de energia renovável certificada;
  • substituição de equipamentos a combustão por elétricos;
  • modernização da rede elétrica;
  • desenvolvimento de parcerias para uso de combustíveis de baixo carbono.

Inventário de emissões

Três portos – Santos, Itaqui e Açu – já possuem inventários completos de emissões de GEE. O destaque vai para o Porto do Açu, que incluiu o Escopo 3, abrangendo atividades como dragagem e transporte logístico, responsáveis pelo maior volume de emissões.

Recomendações do estudo

O relatório recomenda a criação de um Plano Nacional de Hidrogênio Verde e a implementação de incentivos fiscais para acelerar a adoção de combustíveis limpos. Também aponta a importância de parcerias público-privadas para estruturar corredores verdes de exportação e fomentar investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

Entre as propostas, está a criação de corredores de transporte ecológicos, capazes de reduzir emissões da navegação global e melhorar a qualidade do ar em comunidades costeiras.

Cooperação internacional

O estudo faz parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a ANTAQ e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ). O projeto está dividido em três eixos:

  • Eixo 1 (2021): revisão da experiência internacional em descarbonização portuária;
  • Eixo 2 (2024): diagnóstico do setor em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos;
  • Eixo 3 (2025): análise de casos práticos em portos brasileiros.

Com isso, a ANTAQ busca consolidar diretrizes e boas práticas para a descarbonização dos portos brasileiros, tornando-os mais sustentáveis e alinhados às exigências internacionais.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Logística

Caminhão 100% elétrico realiza transporte de carga pesada inédito no Brasil

Pela primeira vez no país, um caminhão totalmente elétrico percorreu mais de 250 km transportando 27 toneladas de carga, incluindo a subida da Serra da Anchieta, entre o Porto de Santos e Paulínia (SP). O veículo utilizado foi o Electric Tractor SE 437, fabricado pela Sany Irmen, em operação conjunta da Syngenta e da transportadora Gelog.

Veículos pesados elétricos ganham espaço na logística brasileira

O teste demonstrou a viabilidade de caminhões elétricos em rotas complexas e reforçou a estratégia de logística sustentável no país. Segundo Alessandra Gamero, Diretora de Logística Integrada da Syngenta, a operação combina tecnologia, eficiência e responsabilidade ambiental.

Ronaldo Vaciloto, Gerente de Transporte da empresa, destacou que a matriz elétrica majoritariamente renovável do Brasil potencializa o impacto positivo da iniciativa.

Alinhamento com metas ESG e descarbonização do transporte

A operação também está integrada às metas globais de ESG da Syngenta, que incluem a redução de 38% das emissões de CO₂ até 2030. Para a Gelog, responsável pelo caminhão, investir em soluções inovadoras é estratégico para acelerar a descarbonização do transporte de cargas no país.

Crescimento do mercado de caminhões elétricos

O mercado brasileiro de caminhões elétricos deve crescer 25,6% ao ano entre 2025 e 2031, segundo levantamento da Fenatac/Gigantes Elétricos. Operações pioneiras como esta funcionam como vitrine para adoção em larga escala, com potencial de redução de até 76,5% nos custos operacionais em comparação aos veículos a diesel.

FONTE: Vrum Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Syngenta Brasil

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