Importação

Importações marítimas se recuperam em julho

O fluxo marítimo de contêineres nos Estados Unidos registrou em julho uma recuperação de 18,2% em relação a junho, alcançando 2.621.910 TEUs.

Esse número fica apenas 555 TEUs abaixo do recorde histórico de maio de 2022. O aumento rompe com a desaceleração observada em maio e junho, impulsionado pela alta temporada e por compras antecipadas diante de mudanças tarifárias.

As importações marítimas vindas da China chegaram a 923.075 TEUs — um aumento de 44,4% em relação ao mês anterior e o nível mais alto desde janeiro de 2025. Embora ainda estejam 9,8% abaixo do recorde de julho de 2024, a participação da China atingiu 35,2%, sua maior fatia no ano. Outros países asiáticos também apresentaram crescimento, com destaque para Hong Kong, que teve um aumento de 47,8%. No total, os dez principais países fornecedores cresceram 25,4% em relação ao mês anterior.

Portos respondem à pressão

Apesar do aumento nos volumes, os principais portos dos EUA mantiveram um desempenho estável, com apenas leves aumentos nos tempos de trânsito. Os portos da costa oeste consolidaram sua liderança sobre os da costa leste e do Golfo pelo segundo mês consecutivo, refletindo capacidade para lidar com picos de demanda.

Fatores e perspectivas

A recuperação também está ligada a compras antecipadas para evitar custos extras decorrentes de novos tarifários. Entre os marcos:

  • 1º de agosto: entraram em vigor tarifas recíprocas sobre mais de 60 países;
  • 7 de agosto: tarifas específicas para a Índia e um tarifário universal sobre o cobre;
  • 15 de outubro: vence a trégua tarifária com a China.

Em comparação com julho de 2019, as importações são 19,3% maiores. O acumulado de 2025 já supera em 3,6% o de 2024. O desempenho dos EUA continuará influenciando as tendências na logística global, enquanto o setor ajusta suas estratégias para lidar com incertezas comerciais e possíveis mudanças nos custos.

Fonte: Todo Logistica News

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Comércio Exterior, Exportação

Empresários do mel no Ceará renegociam com importadores dos EUA e retomam exportações após tarifaço

Empresários cearenses renegociaram diretamente com importadores norte-americanos para viabilizar o embarque de 50 contêineres de mel destinados aos Estados Unidos no segundo semestre deste ano, evitando grandes prejuízos com o tarifaço imposto sobre as exportações brasileiras, em vigor desde o último dia 6 de agosto.

O setor enfrentava forte pressão, sobretudo por exportar 95% de sua produção para os EUA, e chegou a registrar, em julho, o bloqueio de cargas no Porto do Pecém, enquanto importadores ainda aguardavam definições sobre a implementação da medida.

Joventino Neto, presidente da Federação dos Apicultores do Ceará (Fecap), explica que a iniciativa para manter as exportações exigiu a renegociação de contratos, com redução das margens de lucro tanto para os vendedores quanto para os compradores.

De acordo com ele, atualmente, os importadores compram o mel cearense por cerca de R$ 14 o quilo, valor inferior aos R$ 16 pagos anteriormente. No entanto, revendem o produto no exterior por R$ 65 a R$ 70 o quilo, atingindo uma margem de lucro superior a 300%.

Por isso, afirma, aceitaram dividir os prejuízos do tarifaço com os produtores cearenses para minimizar os impactos para ambos.

“Como eles [os EUA] têm uma margem de lucro muito grande, dividiram o prejuízo, porque as grandes empresas já possuem clientes certos, contratos de fidelidade e logística. Eles se prepararam para exportar cerca de 300 toneladas mensais ao longo do ano”, disse, em entrevista ao Diário do Nordeste.

Os acordos na cadeia produtiva do mel acontecem independentemente das medidas anunciadas pelo Governo do Ceará, como a compra de alimentos por supermercados, e das ações Governo Federal, cujos anúncios foram feitos nesta quarta-feira (13).

Pequenos produtores serão os mais impactados pela redução do lucro
A redução do lucro, contudo, terá impacto na cadeia produtiva do mel local, afetando diretamente os apicultores de pequeno e médio porte do Ceará, como frisa Joventino Neto.

Segundo ele, como a maioria dos 70 mil produtores cearenses não é associada a uma cooperativa, os lucros devem ser ainda mais reduzidos em virtude da renegociação entre exportadores e importadores.

“Estou querendo abrir uma cooperativa aqui no Ceará para podermos exportar igual à Casa Ápis (em Picos, no Piauí), e a forma que eles encontraram foi dividir o prejuízo. Quando chega lá, eles fazem um acordo verbal e dividem os prejuízos”, diz.

“Vai baixar em mais ou menos à metade o lucro. Isso, na verdade, vai para as costas dos pequenos apicultores, porque os atravessadores sempre ganham mais”, completa.

Estados Unidos consomem mais de 90% do mel cearense exportado
O Ceará exportou para os Estados Unidos 1,55 mil tonelada de mel de janeiro a julho deste ano, antes de o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump entrar em vigor. Os dados são do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ainda conforme esses dados, esse número representa 95% das exportações cearenses de mel de abelha em 2025. Foram US$ 5,3 milhões (R$ 28,6 milhões na conversão atual) comprados pelos EUA.

Além dos Estados Unidos, o mel cearense também terá como foco, neste ano, a Europa. Em 2025, Itália e Reino Unido compraram o produto do Ceará, mesmo que em quantidade muito menor.

O resultado demonstra que o mel cearense ganhou o mercado norte-americano, uma vez que o consumo no Brasil ainda é baixo, na comparação com Estados Unidos e Europa.

Fonte: Diário do Nordeste

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Exportação

Exporta para os EUA? ✈️ Confira passo a passo para entender produtos, tarifas extras e exceções

Desenhamos esse processo do início ao fim para esclarecer como os EUA dividiram os produtos, quais as tarifas por setores e quais são as exceções dessa taxação

Se você exporta para os Estados Unidos (EUA) e ainda está confuso sobre como as tarifas adicionais de 50% sobre os produtos brasileiros vão funcionar, a gente te entende! Com a quantidade de medidas em vigor, de listas de produtos, de especificações e ainda de exceções, fica fácil se perder. 

Nós preparamos um fluxograma que desenha esse processo e te ajuda a entender quais são as tarifas e como elas se aplicam aos diferentes produtos.

Vamos a um exemplo: o café. Ele não se encaixa nos setores com tarifas específicas, como aço, alumínio, automóveis, autopeças ou cobre.

O café também não consta na lista de exceções da Ordem Executiva 14323, o que significa que ele parte de uma tarifa base de 10% que já existia. Além disso, o café também não consta na lista de exceções da Ordem Executiva 14323, somando outra tarifa adicional de 40%.

Por isso, o café, assim como outros produtos, está sujeito diretamente à nova tarifa de 50%.

A depender de qual lista o seu produto está, ele tem a possibilidade de não receber nenhuma tarifa adicional ou receber tarifa adicional de 10%, 40% ou 50%.

 Com o café, a conta é a seguinte:

Tarifa Base: 10%

Tarifa Adicional: +40%

Total: 50%

E é assim que vários produtos chegam nos 50% de tarifas extras anunciadas pelo presidente dos EUA. 
 

Dá uma olhada como fica essa história desenhadinha 👇🏾

Fonte: Portal da Indústria

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Importação

BMW considera importar baterias da China para fábrica nos EUA

Interrupção da planta da AESC em South Carolina força fabricante a buscar alternativas para seus carros elétricos

Pode parecer contraditório no atual contexto geopolítico global, mas a BMW pode recorrer à importação de baterias produzidas na China para abastecer sua fábrica de carros elétricos nos Estados Unidos. Originalmente, a montadora alemã planejava utilizar células da AESC, parceira responsável por construir uma nova planta em South Carolina, mas a obra foi suspensa nas últimas semanas.

Segundo reportagem da Automotive News, fontes afirmam que a AESC não apenas pausou a construção, mas também teria cancelado os planos de fornecer baterias à BMW a partir dessa unidade. Com isso, a empresa agora avalia alternativas, incluindo o fornecimento de células provenientes de suas fábricas na China. Embora a importação possa ser economicamente vantajosa no curto prazo, há o risco de tarifas, que podem chegar a 82% em 2026.

A AESC, por sua vez, não se manifestou oficialmente sobre o fornecimento à BMW. Em comunicado, Brad Grantham, porta-voz da empresa nos EUA, destacou que não há novas informações sobre o projeto, mas que os investimentos de 1,6 bilhão de dólares e a criação de 1.600 empregos permanecem planejados. Analistas apontam que a planta em construção pode ser utilizada para outros fins, mas não para a produção das células específicas para os modelos da BMW.

A interrupção das obras em Florence foi justificada por “incertezas políticas e de mercado”, além de dificuldades de financiamento. Especialistas apontam que políticas do governo Trump e incertezas sobre tarifas entre EUA e China contribuíram para a cautela de investidores no setor de mobilidade elétrica.

Nos EUA, a BMW está convertendo sua fábrica em Greer/Spartanburg, na Carolina do Sul, para produzir veículos elétricos da plataforma ‘Neue Klasse’. A empresa já possui um centro de montagem de baterias em Woodruff, dedicado a packs prontos para instalação. Os modelos atuais, X5, X6 e X7, ainda são plug-in híbridos, e um modelo específico da ‘Neue Klasse’ para a planta norte-americana ainda não foi confirmado. As baterias da nova geração terão arquitetura de 800 volts e células cilíndricas de 46 mm de diâmetro, prometendo maior densidade energética e tempos de recarga mais curtos.

A BMW desenvolveu a química das células em parceria com fornecedores como CATL, EVE Energy e AESC, mas a produção externa é essencial. Especialistas alertam que qualquer mudança de planta ou fornecedor pode exigir novas validações técnicas, integrando produção, software e veículos, o que poderia levar até 18 meses e afetar o cronograma de lançamento dos modelos elétricos.

Analistas consideram que a importação de baterias da China seria uma solução temporária até que uma cadeia de suprimentos norte-americana esteja totalmente estabelecida, mas destacam que o cenário econômico e regulatório ainda é incerto.

Fonte: Inside EVs

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Comércio Exterior

Alvos do ‘tarifaço’ têm mais de 90% das exportações direcionadas aos EUA

O tarifaço sobre as exportações brasileiras ameaça produtos que têm os EUA como o destino de mais de 90% de suas vendas internacionais. A dependência foi apresentada pelo Icomex (Indicador de Comércio Exterior), da FGV (Fundação Getulio Vargas), que alerta para os desafios ocasionados pela taxação e demonstra preocupação com os gastos originados pela sobretaxa.

O que aconteceu

Entre os 30 produtos mais exportados aos EUA, 18 serão sobretaxados. A cesta de 30 itens corresponde a 65,3% das vendas destinadas aos norte-americanos entre janeiro e julho deste ano e somam 7,8% do total das exportações do Brasil. A lista de exceções ao tarifaço abrangeu 12 deles.

Aço, madeira e sebo animal são os mais prejudicados. O estudo da FGV considera a participação dos norte-americanos nas compras de madeira de coníferas perfilada (98%), sebo de bovinos, ovinos e caprinos (97,3%) e semimanufaturados de ligas de aço (96,1%). Os itens representam mais de 4% das exportações nacionais para os Estados Unidos.

Concentração é entrave até mesmo para os contratos já firmados. Fernando Sette Júnior, economista e professor de relações internacionais, afirma que o cenário reduz as margens de lucro e pode inviabilizar vendas já firmadas. “A logística, a adequação regulatória e a renegociação contratual geram custos adicionais”, avalia ele.

Relação das tarifas adicionais conta com quase 700 exceções. A cobrança inicialmente estabelecida em 10% foi limitada a 694 produtos nacionais, como a celulose, as castanhas, os produtos de aviação e o suco de laranja. Segundo a Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), 43,4% das exportações brasileiras aos EUA foram poupadas. Os demais setores foram taxados em 50%.

Entre os mais dependentes, aeronaves se livraram da taxa extra. O setor tem os Estados Unidos como principal parceiro, com 91% das exportações destinadas àquele mercado. Os produtos, que aparecem entre as exceções, respondem por 2,76% do total das vendas nacionais aos EUA, segundo o levantamento.

Dependência dos EUA dificulta a abertura de novos mercados. A concentração das vendas de alguns produtos complica a diversificação das parcerias comerciais. “Não há alternativas imediatas de destino com o mesmo porte de compra dos Estados Unidos”, diz Sette. Lia Valls, pesquisadora associada do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, ligado à FGV), observa que o ingresso em novos países é ainda mais difícil para os exportadores de menor porte.

Para algumas empresas deve ser possível diversificar mercados. Para as pequenas, especialmente, é muito difícil. No comércio exterior, não é tão simples você entrar em um novo mercado. Existem as certificações de qualidade e você tem que conquistar a confiança de um novo cliente. Não é um processo assim tão rápido.Lia Valls, pesquisadora do Ibre/FGV

Socorro do governo

Plano de contingência é visto como positivo, mas insuficiente. Os especialistas em comércio exterior avaliam que as medidas apresentadas para socorrer os exportadores têm caráter temporário e não beneficiam igualmente todos os setores. “É uma medida de alívio. Precisamos ver como ela vai efetivamente ser operacionalizada”, afirma Valls. “O pacote anunciado pelo governo tem caráter parcial e setorial”, complementa Sette.

Abrangência limitada dos auxílios setoriais gera dúvidas. Voltado especialmente para pequenas e médias empresas, o pacote não socorre todos os segmentos afetados pelas tarifas norte-americanas. “Enquanto alguns exportadores terão condições de amortecer a perda de competitividade, outros precisarão absorver o choque sem uma proteção imediata”, avalia Sette.

Custos do tarifaço são apontados como desafio econômico. Além da ajuda do Planalto, outros impactos são previstos. “Há custos adicionais relevantes, que podem perdurar mesmo com apoio governamental”, diz Sette. Ele lista entre os desafios os gastos extras com logística, a menor entrada de dólares no Brasil, a adequação regulatória com certificações na busca por novos mercados e o risco reputacional em meio a cancelamentos e atrasos.

Fonte: UOL

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Comércio Exterior

Tarifas dos EUA ameaçam seguro agrícola no Brasil

“O seguro agrícola brasileiro é altamente dependente das commodities”

O impacto das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros pode redesenhar o cenário do seguro agrícola no país. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as perdas nas exportações agrícolas podem chegar a US$ 5,8 bilhões, com queda de 48% na receita dos exportadores. Essa retração reduz a capacidade dos produtores de contratar seguros, elevando o risco de inadimplência em um momento de maior instabilidade climática e de mercado.

Daniel Miquelluti, Head de Novos Mercados e cofundador da Picsel, destaca que o seguro agrícola brasileiro é altamente dependente das commodities de exportação e sofre impacto direto com a redução das receitas externas. A situação se agrava com o corte de 42% no orçamento do Programa de Subvenção Rural (PSR), segundo o Ministério da Agricultura, que reduziu a área segurada de 14 milhões para 7 milhões de hectares, conforme a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

“O seguro agrícola brasileiro é altamente dependente das commodities de exportação. Quando há redução abrupta na receita externa, o produtor perde fôlego financeiro para manter a cobertura, justamente em um momento de maior volatilidade climática e de mercado”, afirma.

As regiões Sul e Sudeste, mais dependentes do mercado americano, e culturas como café e carne bovina tendem a ser as mais afetadas, segundo análise do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV Ibre). A retração na cobertura de seguros nessas áreas pode provocar um efeito cascata sobre produção, renda rural e cadeias produtivas inteiras, comprometendo a resiliência do agro.

“O setor terá de inovar com o desenvolvimento de seguros personalizados e produtos paramétricos, enquanto o governo enfrentará pressão para ampliar subsídios em um contexto de forte restrição fiscal. Mais do que nunca, será necessário tratar seguro rural como uma ferramenta anticíclica, capaz de proteger o produtor e estabilizar a economia do agro em períodos de crise”, conclui.

Fonte: Agrolink

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Comércio Exterior

Arábia Saudita vai reabrir exportação à carne de aves do Rio Grande do Sul

A Arábia Saudita anunciou que vai retirar as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Rio Grande do Sul, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro. A confirmação foi dada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), na quarta-feira (13/8).

“Aos poucos estamos reabrindo mercados importantes e estratégicos para o Rio Grande do Sul. Isso também mostra a credibilidade que temos junto aos países e a qualificação do trabalho do Serviço Veterinário Oficial gaúcho”, enfatizou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

Parceiro estratégico

Dados da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) mostram que a Arábia Saudita foi responsável por 21% das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul entre janeiro a outubro de 2024, ficando atrás apenas dos Emirados Árabes. Entre abril e janeiro deste ano, a Arábia Saudita era o 2º maior importador do produto brasileiro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O presidente da Asgav, José Eduardo dos Santos, destacou que é uma notícia importante, tendo em vista o potencial de compra da Arábia Saudita. “É mais um passo rumo a normalização do comércio exterior para a avicultura do Rio Grande do Sul. Hoje os países do Oriente Médio importam cerca de 30% do que o Brasil exporta, e automaticamente, o Estado se enquadra nesse número porque somos o 3º maior exportador do Brasil”, afirmou.

Retomada do comércio exterior

Na última semana, em missão ao Rio Grande do Sul, o Chile também havia anunciado a reabertura do mercado avícola. Faltando agora dois importantes países que é são a China e a União Europeia.

“A reabertura da Arábia Saudita é extremamente importante por se tratar de um parceiro comercial fundamental para a avicultura do Rio Grande do Sul e isso simboliza o reconhecimento das garantias que o Estado e que o país têm dado à proteína animal, em especial à avicultura”, destacou o secretário-adjunto da Seapi, Márcio Madalena.

Fonte: Governo do Estado do RS

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Comércio Exterior

Brasil não é problema comercial para os Estados Unidos, afirma secretária de Comércio Exterior

Tatiana Prazeres, do MDIC, participou de audiência com deputados para debater tarifaço dos Estados Unidos

Durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (13/8), a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, reforçou o interesse e empenho do governo federal em negociar com os Estados Unidos para reverter as medidas e mitigar os efeitos das tarifas impostas aos produtos brasileiros.

“O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. Estamos muito empenhados em comunicar ao lado americano que de fato a relação comercial Brasil é um ganha-ganha, que interessa aos dois países. Há muita complementaridade econômica. Isso gera emprego e investimentos para os dois lados, de maneira que é importante valorizar essa relação comercial”, afirmou.

Ela lembrou que os americanos mantêm um superávit comercial robusto com o Brasil nos últimos 15 anos.  O Brasil é um dos poucos países com os quais os Estados Unidos têm um superávit comercial. Somente no ano passado, somando bens e serviços, o superávit chegou perto de US$ 30 bilhões. Em 2024, as exportações brasileiras de bens para os Estados Unidos somaram US$ 40,3 bilhões enquanto as importações chegaram a US$ 40,6 bilhões.

Perfil tarifário

Dos dez principais produtos que os Estados Unidos mais vendem para o Brasil, em oito o imposto de importação praticado é zero, como é o caso do petróleo e derivados. Há ainda regimes especiais que contribuem para esse cenário. A tarifa média de importação dos produtos americanos para o Brasil é de 2,7%. 

“É um perfil tarifário baixo, o que se soma ao argumento de que, se o Brasil tem um déficit comercial com os Estados Unidos, não deveria ser alvo dessas medidas que vêm sendo adotadas pelos Estados Unidos, sobretudo porque esse parece ser um tema de preocupação relevante para o lado americano.  Todo o empenho do nosso lado tem sido negociar soluções que buscam mitigar ou reverter essas barreiras que, na nossa visão, não se justificam”, destacou a secretária durante a audiência que contou com a presença de mais de 20 parlamentares.

Ao apresentar dados sobre a balança comercial com os Estados Unidos, a secretária lembrou aos parlamentares que, em 2024, mais de 9,5 mil empresas brasileiras exportaram para aquele país. Esse número representa cerca de 33,4% do total das exportadoras e trata-se do destino com maior número de empresas. Nesse universo, estão os segmentos de máquinas e equipamentos e de madeiras processadas, que estão entre os potencialmente mais afetados em virtude do perfil exportador e das especificidades dos produtos fornecidos para o mercado norte-americano. “Dentro do nosso esforço está o de buscar novos mercados para redirecionar produtos que possam ser adquiridos por novos compradores”, destacou.

A secretária informou ainda que o Brasil deverá enviar sua defesa, até o dia 18 de agosto, em relação ao processo aberto pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no âmbito da Seção 301, anunciado em 15 de julho. A investigação se refere às práticas e políticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; preferências comerciais; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal, entre outros itens de práticas de “comércio desleal” destacados pelo governo dos EUA. A audiência pública desse processo está marcada para início de setembro.

Fonte: MDIC

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Economia

Tarifas ainda podem reacender a inflação? Capital Economics analisa

O impacto na economia dos EUA das tarifas agressivas do presidente Donald Trump tem sido limitado até agora, mas deve aumentar gradualmente com o tempo, segundo analistas da Capital Economics.

Observadores há muito argumentam que as elevadas tarifas de Trump elevarão os preços e pesarão sobre o crescimento, embora dados desta semana sugiram que as pressões inflacionárias nos EUA permanecem moderadas.

Ainda assim, persistem preocupações de que o efeito total das tarifas ainda não tenha sido sentido. Em uma nota, os analistas da Capital Economics liderados por Simon MacAdam previram que as tarifas terão uma influência crescente – e ascendente – sobre o ritmo dos ganhos de preços nos “próximos meses”.

“Até agora, houve muito pouco repasse para os preços ao consumidor, mas isso não pode durar”, escreveram os analistas, referindo-se a um movimento potencial de algumas empresas para transferir despesas incorridas com as tarifas para os clientes.

Alguns economistas sugeriram que o ritmo relativamente tímido da inflação em julho se deveu em parte às empresas ainda reduzirem estoques que foram expandidos por uma onda de pedidos antes do anúncio da tarifa “recíproca” de Trump no início de abril. Outros argumentaram que as empresas também podem ter optado por absorver mais os custos das tarifas na tentativa de proteger a participação de mercado.

“Embora os varejistas dos EUA pareçam ter estado muito dispostos a absorver o impacto inicial das tarifas via margens mais baixas, isso não é sustentável”, disseram os analistas da Capital Economics. “Com muitos acordos comerciais firmados, há agora maior certeza sobre onde as tarifas vão parar, o que deve permitir que os varejistas finalmente aumentem seus preços.”

Eles estimaram que a taxa tarifária dos EUA agora está em 17% após a implementação dos impostos comerciais “recíprocos” elevados de Trump no início deste mês, acrescentando que o número poderia subir ainda mais caso a Casa Branca cumpra as ameaças de impor tarifas sobre importações de semicondutores e produtos farmacêuticos.

Essas tarifas, juntamente com uma repressão contínua da Casa Branca à imigração, são antecipadas pela Capital Economics para manter a inflação básica – um indicador subjacente que exclui itens voláteis como alimentos e combustíveis – acima de 3% “bem até 2026”.

Fonte: Investing

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Informação

Unia orienta empresas sobre as próximas etapas do NPI

A Secretaria da Receita Federal do Brasil atualizou recentemente o cronograma de implementação da Declaração Única de Importação (DUIMP), que integra o Novo Processo de Importação (NPI). As novas fases preveem a ampliação do uso da DUIMP por operadores certificados e o avanço na digitalização de etapas antes realizadas manualmente, como a atuação de órgãos anuentes e a análise documental.

A transição representa um marco importante para empresas que operam com comércio exterior, especialmente nos setores regulados como o farmacêutico e o médico-hospitalar. Segundo Alexandre Alencar, CFO e sócio-diretor da Unia, a adaptação ao novo modelo é indispensável para manter a fluidez das operações e evitar atrasos logísticos. 

“O NPI exige uma nova postura operacional e tecnológica. As empresas precisam revisar seus processos, integrar sistemas e alinhar a gestão aduaneira com as exigências da Receita Federal e da Anvisa. Na Unia, estamos sempre atentos às evoluções do setor, nos antecipando às mudanças, e neste momento já estamos plenamente preparados para cumprir todas essas exigências, apoiando nossos clientes com segurança, agilidade e conformidade”, afirma.

A Unia, focada em logística e assessoria aduaneira para o setor de saúde, tem orientado seus clientes na adequação às mudanças. Entre os pontos de atenção estão a obrigatoriedade do Catálogo de Produtos, a correta classificação fiscal e o uso da Licença de Importação integrada à DUIMP, que já está sendo exigida por diversos órgãos.

A empresa reforça a importância de preparar equipes e sistemas para as etapas que entram em vigor nos próximos meses, conforme divulgado oficialmente pela Receita Federal e amplamente repercutido por especialistas do setor.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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