Comércio Exterior

Petróleo sobe 2% após China suspender exportações de derivados

Os preços do petróleo avançavam cerca de 2% nesta quinta-feira (1º), depois que a China determinou a suspensão das exportações de derivados de petróleo. A decisão aumenta a pressão sobre a oferta global de combustíveis, que já enfrenta restrições provocadas por conflitos e problemas na capacidade de refino.

O mercado também acompanha as movimentações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã, em meio às tentativas de encontrar uma saída para o conflito entre os dois países.

Brent supera US$ 100 por barril

O contrato futuro do petróleo Brent para dezembro era negociado a US$ 100,09 por barril, alta de 2,1%, equivalente a US$ 2,06, em relação ao fechamento anterior.

Na quarta-feira, o contrato do Brent com vencimento em novembro encerrou a sessão cotado a US$ 103,50 por barril. Considerando o contrato de vencimento mais próximo, a valorização acumulada em setembro ficou em aproximadamente 14%.

Nos Estados Unidos, o petróleo WTI também operava em alta. O contrato avançava US$ 2,06, ou 2,28%, e chegava a US$ 92,48 por barril.

China suspende exportações de combustíveis

Refinarias chinesas interromperam, até segunda ordem, as exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau, segundo especialistas consultados pela Reuters.

A medida pode reduzir ainda mais a disponibilidade de combustíveis no mercado internacional, em um momento no qual a oferta já é afetada pelos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

A sessão desta quinta-feira foi marcada por forte oscilação. No início dos negócios, as cotações chegaram a recuar mais de 1%, mas posteriormente recuperaram as perdas e passaram a registrar alta.

Para Giovanni Staunovo, analista do UBS, a decisão chinesa sinaliza preocupação com o abastecimento do mercado interno.

“A proibição de exportação chinesa sugere preocupações com a disponibilidade de produtos no mercado interno”, afirmou o analista.

Staunovo também destacou que ainda não é possível determinar se a suspensão das exportações fará a China aumentar suas compras de petróleo bruto no exterior. O país registrou recentemente uma queda nos estoques de petróleo bruto e de combustíveis.

Estoques e oferta de diesel entram no radar

A disponibilidade de diesel no mercado internacional ficou mais limitada após uma redução na capacidade de refino relacionada a ataques decorrentes dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

O cenário aumenta a preocupação dos governos com os efeitos da alta dos preços dos combustíveis sobre consumidores e empresas.

Segundo fontes próximas às discussões, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria orientado Alemanha e França a recorrerem a seus estoques emergenciais de diesel como forma de aliviar a pressão sobre os preços internacionais.

As mesmas fontes afirmam que Washington avalia restringir as exportações de diesel dos Estados Unidos caso os países europeus não utilizem suas reservas.

Mercado de petróleo monitora oferta global

A suspensão das exportações chinesas acrescenta um novo fator de pressão a um mercado que já acompanha de perto os níveis de produção, estoques e capacidade de refino.

Além da decisão de Pequim, os investidores seguem atentos aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia e às negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, fatores que podem influenciar a oferta e os preços do petróleo e de seus derivados.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tania Rego / Agência Brasil

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Tecnologia

Carros elétricos avançam 63% na União Europeia em agosto de 2026

As novas matrículas de carros elétricos na União Europeia cresceram 62,7% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O avanço ocorreu em meio à alta dos preços dos combustíveis e à continuidade dos incentivos para a compra de veículos eletrificados.

Segundo dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), os veículos elétricos a bateria passaram a representar 27,7% das novas matrículas na UE em agosto, contra 17,8% um ano antes.

O crescimento dos elétricos também contribuiu para a expansão do mercado automóvel europeu. As vendas de veículos novos aumentaram 4,5% em agosto e acumulam alta de 5,3% nos primeiros oito meses de 2026.

Subsídios impulsionam mercado de veículos elétricos

Uma análise da EY aponta que os subsídios para carros elétricos e a existência de um dia útil adicional em vários países ajudaram a explicar o desempenho de agosto.

Constantin M. Gall, responsável global pela área de indústria aeroespacial, defesa e mobilidade da EY, afirmou que o crescimento não deve ser interpretado necessariamente como uma recuperação estrutural do mercado. Segundo ele, a evolução das vendas está fortemente relacionada aos incentivos concedidos à mobilidade elétrica.

Gall também alertou que uma eventual retirada dos subsídios pode provocar uma queda significativa nas vendas de veículos elétricos.

Entre os demais tipos de motorização, as matrículas de híbridos plug-in cresceram quase 11% em agosto, enquanto os híbridos elétricos avançaram pouco mais de 2%.

Os híbridos convencionais continuaram como a motorização mais procurada, com aproximadamente um terço das novas matrículas em agosto e participação de 36,6% no acumulado do ano.

Nos primeiros oito meses de 2026, os carros elétricos a bateria e os modelos a gasolina tiveram participação de 21,7% cada no mercado europeu.

Alemanha lidera vendas de carros elétricos

A Alemanha foi o país que mais registrou novos carros elétricos em agosto, com quase 69 mil unidades. A França apareceu na sequência, com mais de 36 mil veículos.

Dinamarca, Bélgica e Países Baixos completaram os principais mercados em volume de matrículas elétricas.

Em termos de crescimento percentual, Estônia e Eslovênia tiveram as maiores altas. As matrículas aumentaram 278% na Estônia e 266% na Eslovênia. Como as bases eram menores, esses percentuais representaram, respectivamente, 174 e 1.651 veículos.

Preços dos combustíveis atingem recordes

O avanço dos veículos eletrificados ocorre em um cenário de forte pressão sobre os preços dos combustíveis na Europa.

Dados da Comissão Europeia indicam que, na semana iniciada em 21 de setembro, o preço médio da gasolina chegou a 2,092 euros por litro. O gasóleo atingiu 2,226 euros por litro.

Os dois valores foram os maiores desde o início da série histórica da Comissão Europeia, em 2005.

Especialistas do Banco Central Europeu (BCE) projetam que as margens de refinação do gasóleo atinjam o pico em outubro. A estimativa, no entanto, foi elaborada antes de os Estados Unidos iniciarem uma análise sobre uma possível restrição total ou parcial às exportações do combustível.

Marcas chinesas ampliam participação no mercado europeu

Enquanto os carros elétricos ganham espaço, fabricantes de origem chinesa também avançam no mercado automóvel da União Europeia.

As vendas dos cinco grupos controlados por capital chinês listados pela ACEA cresceram cerca de 71% em agosto, na comparação anual. A participação conjunta dessas empresas no mercado de veículos novos passou de 6,6% para 10,8%.

Entre os fabricantes que mais cresceram estão Leapmotor, com alta de 211%, Chery, com 201%, BYD, com 129%, e o grupo Geely, que avançou 24%. A Tesla, dos Estados Unidos, registrou crescimento de 53%.

Os números consideram todos os veículos comercializados por cada fabricante, e não apenas os modelos elétricos.

A classificação da ACEA inclui marcas de origem europeia pertencentes a grupos chineses. É o caso da Volvo Cars, contabilizada no grupo Geely.

Montadoras alemãs perdem participação

O avanço dos fabricantes chineses ocorre paralelamente à perda de participação dos principais grupos automóveis alemães.

As vendas somadas de Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz recuaram 1,1% em agosto. No mesmo período, a participação conjunta dessas empresas no mercado da UE caiu de 41,3% para 39,1%.

Para Constantin M. Gall, os atuais programas de incentivo adotados pelos países europeus favorecem especialmente fabricantes chineses e a Tesla, que oferecem modelos competitivos, principalmente nas faixas de preços baixa e média.

O especialista também avalia que as empresas chinesas podem continuar ampliando sua participação no mercado europeu, sobretudo nos segmentos de menor preço e nos países do sul da Europa.

Fabricantes europeus enfrentam pressão sobre custos

A EY avalia que o ritmo de crescimento observado em agosto pode perder força caso os incentivos à compra de veículos elétricos sejam reduzidos ou eliminados.

Além da possível retirada dos subsídios, o cenário envolve baixo crescimento econômico, preços elevados do petróleo e incertezas geopolíticas, fatores que podem levar consumidores a adiar a compra de veículos novos.

Outro ponto de atenção está nos custos de produção das baterias. Um relatório citado pela Euronews estima que propostas de regras para ampliar a fabricação de baterias na Europa poderiam acrescentar cerca de 2.100 euros ao preço de um carro elétrico.

O aumento dos custos pode dificultar a oferta de veículos elétricos mais baratos pelas montadoras europeias, justamente em um momento de maior concorrência de fabricantes chineses e de transformação acelerada do mercado automóvel.

FONTE: Euro News
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP Photo/Jens Meyer

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Informação

Leilão de terminais ferroviários da Norte-Sul será realizado em dezembro

O Ministério dos Transportes definiu para 3 de dezembro o leilão de cinco terminais ferroviários da Ferrovia Norte-Sul, atualmente administrados pela Infra S.A. Os avisos de licitação foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Os projetos abrangem uma área total de 29,3 hectares e preveem investimentos estimados em R$ 91,6 milhões. Os cinco terminais já possuem operadores, mas os contratos vigentes têm validade somente até dezembro de 2026.

Terminais de combustíveis ficam em Porto Nacional

Três dos ativos ofertados estão localizados no Pátio de Integração Multimodal de Porto Nacional, no Tocantins, e são destinados à movimentação de granéis líquidos.

O terminal TPN01 possui área de 33,8 mil metros quadrados, enquanto o TPN02 ocupa 67,3 mil metros quadrados. Já o TPN03 conta com 120,5 mil metros quadrados e será o maior terminal de combustíveis incluído nesta rodada.

As estruturas têm conexão com a infraestrutura ferroviária da Ferrovia Norte-Sul e são voltadas à movimentação de produtos como diesel, biodiesel, gasolina e etanol.

Rodada também inclui terminais de grãos

Os outros dois empreendimentos são voltados ao transporte e à armazenagem de grãos agrícolas.

Também situado em Porto Nacional, o TPN04 possui aproximadamente 2,4 hectares e capacidade estática estimada em 19,2 mil toneladas de grãos.

O TPT01, localizado em Palmeirante, também no Tocantins, ocupa uma área de 4,72 hectares. O terminal tem capacidade de armazenagem de aproximadamente 32 mil toneladas.

Propostas serão recebidas pela B3

Os interessados em participar da disputa deverão apresentar suas propostas em 26 de novembro, entre 10h e 16h. A entrega será feita exclusivamente pela Plataforma de Leilões da B3.

O leilão está marcado para 3 de dezembro, às 14h, na sede da B3.

Os documentos que regulamentam a disputa, incluindo o edital e seus anexos, estão disponíveis no portal da Infra S.A.

A nova rodada busca garantir a continuidade da operação dos terminais após o encerramento dos contratos atuais e manter a estrutura integrada à logística ferroviária da Norte-Sul.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Rumo

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Informação

Petrobras aumenta preço do diesel em R$ 1, mas subsídio evita alta nas refinarias

A Petrobras anunciou na quarta-feira (16) um aumento de R$ 1 por litro no preço do diesel nas refinarias, com validade a partir desta quinta-feira (19). Apesar do reajuste, o valor cobrado pela estatal não será alterado neste momento.

Isso ocorre porque o aumento será compensado integralmente por uma subvenção econômica ao diesel A rodoviário, também de R$ 1 por litro. O benefício foi estabelecido pela Portaria MF nº 2.813/2026, publicada na mesma data e com aplicação imediata pelo período de 30 dias.

Subsídio neutraliza aumento do diesel

Na prática, o valor da subvenção equivale ao reajuste anunciado pela Petrobras. Com isso, o preço do diesel permanece no mesmo nível nas refinarias durante a vigência do mecanismo de compensação.

A adesão ao programa de subvenção é facultativa. Segundo a Petrobras, a participação foi considerada compatível com os interesses comerciais da companhia.

A medida ocorre em um cenário de atenção aos custos do combustível e às oscilações do mercado internacional de petróleo e derivados.

Petrobras mantém estratégia de preços

Em comunicado, a Petrobras afirmou que sua política comercial considera a participação de mercado, o aproveitamento de seus ativos de refino e a busca por rentabilidade sustentável.

A companhia também destacou que procura evitar que variações de curto prazo nas cotações internacionais e na taxa de câmbio sejam repassadas imediatamente aos preços praticados no mercado interno.

Segundo a estatal, essa estratégia permite administrar os efeitos da volatilidade externa sobre os preços domésticos, mantendo como referência os objetivos comerciais da empresa.

O que muda para o preço do diesel?

Apesar do anúncio de aumento de R$ 1 por litro no preço de referência do diesel, a subvenção de mesmo valor impede, neste momento, uma elevação correspondente no preço cobrado pela Petrobras nas refinarias.

O mecanismo tem prazo de 30 dias, conforme estabelecido pela Portaria MF nº 2.813/2026. Ao longo desse período, a política poderá ser acompanhada de acordo com as regras definidas pelo governo e com a estratégia comercial da companhia.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters / Diego Vara / Direitos Reservados

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Notícias

ANP quer usar notas fiscais eletrônicas para fiscalizar mistura de biodiesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pretende ampliar e tornar mais rápida a fiscalização da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel. A diretoria da agência aprovou nesta sexta-feira (21) a realização de consulta e audiência públicas para alterar as regras do setor.

A proposta permitirá que a ANP tenha acesso diário às notas fiscais eletrônicas referentes às operações com biodiesel e diesel. A medida busca dar à autarquia uma visão mais atualizada das movimentações do mercado e facilitar a identificação de possíveis irregularidades.

Fiscalização da mistura de biodiesel será mais ágil

De acordo com a ANP, os arquivos eletrônicos das notas fiscais de biodiesel, diesel A e diesel B possibilitarão o acompanhamento contínuo das operações realizadas no mercado.

Com informações disponíveis em intervalos menores, a agência poderá detectar com maior rapidez eventuais casos de descumprimento da mistura obrigatória de biodiesel pelas distribuidoras.

Modelo atual depende de informações mensais

Atualmente, a fiscalização da mistura é baseada principalmente em dados informados mensalmente pelos agentes do mercado por meio do Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (i-SIMP).

Segundo a ANP, como essas informações são encaminhadas somente no mês seguinte às operações, o formato atual limita a capacidade de resposta imediata da agência diante de possíveis irregularidades.

A mudança proposta pretende adequar o sistema de controle às novas exigências previstas na legislação, permitindo que a fiscalização seja realizada de maneira mais próxima ao momento em que as operações acontecem.

Consulta pública terá duração de 45 dias

A consulta pública da ANP ficará disponível por 45 dias. Durante esse período, agentes do setor e demais interessados poderão apresentar contribuições à proposta de alteração das regras.

O aprimoramento da fiscalização ocorre em um cenário de preocupação do governo e do mercado com possíveis fraudes na mistura de biodiesel. Além de reduzir a demanda pelo biocombustível, essas práticas podem provocar distorções competitivas e favorecer a concorrência desleal entre distribuidoras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing News

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Notícias

Explosão no porto de Rotterdam deixa um morto e seis feridos

Uma explosão em uma instalação de armazenamento de derivados de petróleo no porto de Rotterdam, na Holanda, deixou uma pessoa morta e seis feridas na quinta-feira (13). As autoridades locais investigam as causas do incidente.

Segundo a Gunvor, uma das principais empresas globais de comercialização de commodities de energia, a ocorrência aconteceu durante trabalhos de manutenção em um de seus tanques de armazenamento.

A polícia informou que, inicialmente, não havia indícios de sabotagem. Todas as hipóteses, no entanto, permanecem sob investigação.

Explosão ocorreu durante manutenção de tanque

O acidente foi registrado por volta das 11h30 no horário local, 9h30 pelo horário de Greenwich (GMT).

A Gunvor informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação do incidente.

O porto de Rotterdam, considerado o maior da Europa, é um importante centro de entrada, armazenamento e distribuição de petróleo bruto e combustíveis. A área portuária concentra instalações estratégicas para o mercado energético europeu.

Porto abriga grandes refinarias de petróleo

Entre as estruturas localizadas no complexo está a refinaria Pernis, da Shell, considerada a maior refinaria de petróleo da Europa, com capacidade de processamento de aproximadamente 404 mil barris por dia.

O porto também abriga refinarias operadas por empresas como BP, ExxonMobil e Vitol, além de instalações destinadas ao armazenamento e movimentação de combustíveis e outras commodities energéticas.

Apesar da proximidade com a área atingida, a Shell informou que suas operações no porto não foram afetadas pela explosão.

Terminais de GNL não foram atingidos

A autoridade portuária de Rotterdam informou que os terminais de gás natural liquefeito (GNL) não sofreram impactos diretos.

Dados da ENTSOG, organização europeia responsável pelo acompanhamento da infraestrutura de transporte de gás, mostraram uma queda temporária no envio de gás a partir do terminal Gate LNG, seguida por oscilações nos fluxos.

Ainda não estava claro se essa alteração estava relacionada à explosão ou a uma interrupção de energia ocorrida em outra área do extenso complexo portuário.

Mercado acompanha possíveis impactos sobre o gás europeu

Qualquer interrupção prolongada na operação do terminal Gate pode chamar a atenção do mercado europeu de gás natural.

O terminal é um dos principais pontos de entrada de GNL no noroeste da Europa. Além disso, os estoques de gás da Holanda estavam em aproximadamente 40% da capacidade, segundo dados da Gas Infrastructure Europe, antes do início da temporada de maior demanda para aquecimento.

Por isso, eventuais restrições prolongadas na infraestrutura energética de Rotterdam poderiam ser acompanhadas de perto por traders e participantes do mercado.

Falhas de energia ocorreram no porto

A ExxonMobil informou que uma interrupção no fornecimento de energia já havia sido solucionada e que as operações de sua refinaria, com capacidade de 191 mil barris por dia, estavam funcionando normalmente.

A empresa, porém, não confirmou uma informação divulgada pela Wood Mackenzie e vista pela Reuters segundo a qual todas as unidades monitoradas da refinaria teriam sido desligadas.

O Porto de Rotterdam afirmou que a explosão não estava relacionada à interrupção de energia. Segundo a autoridade local de segurança, o complexo registrou vários episódios de falta de energia ao longo do dia, mas nenhum deles tinha ligação com a explosão.

As autoridades continuam investigando o incidente para determinar as circunstâncias que levaram à explosão e verificar eventuais impactos sobre as operações do porto de Rotterdam e da infraestrutura energética europeia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Courtesy SQ Vision/via REUTERS

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Greve

Greve de motoristas-tanque pode provocar falta de combustíveis em postos a partir da próxima semana

Motoristas que pretendem abastecer seus veículos nos próximos dias devem acompanhar a situação com atenção. Uma greve de motoristas-tanque foi confirmada e pode comprometer o fornecimento de combustíveis em postos do Espírito Santo a partir da próxima semana.

A paralisação envolve os profissionais responsáveis pelo transporte de gasolina, diesel e etanol até os postos. Sem a distribuição regular, a tendência é que os estoques sejam reduzidos gradativamente, podendo resultar na falta de produtos conforme a demanda aumenta.

Greve está prevista para começar na segunda-feira

O Sindirodoviários confirmou que a categoria iniciará a greve na próxima segunda-feira (13), caso não haja avanço nas negociações com as empresas do setor.

O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Marquinhos Jiló, que alertou para a possibilidade de desabastecimento ao longo da semana seguinte. Segundo ele, os postos devem continuar operando inicialmente com os estoques disponíveis, mas a ausência de novas entregas poderá afetar o atendimento aos consumidores.

Diante desse cenário, a orientação é que os motoristas não aguardem o tanque chegar à reserva para abastecer, reduzindo o risco de enfrentar dificuldades caso a paralisação seja mantida.

Categoria cobra melhorias nas condições de trabalho

De acordo com o sindicato, foram realizadas cinco rodadas de negociação com representantes das empresas, porém as conversas terminaram sem acordo.

Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho para os motoristas tanqueiros, profissionais responsáveis por garantir o transporte de combustíveis e o abastecimento dos postos em todo o estado.

Em comunicado, o Sindirodoviários informou que continua aberto ao diálogo, mas reforçou que a greve será iniciada diante da falta de consenso entre as partes.

“Diante da falta de acordo, a partir de segunda-feira a categoria entrará em greve. Permanecemos à disposição para retomar as negociações a qualquer momento, caso o setor patronal se sensibilize e apresente uma proposta que valorize esses trabalhadores”, informou a entidade.

Desabastecimento pode ocorrer de forma gradual

Segundo Marquinhos Jiló, os efeitos da paralisação não devem ser sentidos imediatamente, já que os postos ainda contarão com os estoques armazenados.

Entretanto, sem a reposição das cargas de gasolina, diesel e etanol, o abastecimento poderá ser comprometido nos dias seguintes, à medida que os volumes disponíveis forem se esgotando.

O sindicato destaca que a greve ainda poderá ser suspensa caso uma nova proposta seja apresentada pelas empresas antes do início da paralisação. Até lá, a recomendação é que os consumidores acompanhem as negociações e se programem para evitar transtornos.

FONTE: Portal Tempo Novo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Tempo Novo

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Exportação

Imposto sobre exportação de petróleo permanece em 12% por mais 60 dias

O governo federal decidiu manter por mais dois meses a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto e os minerais betuminosos. A medida foi aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e continuará em vigor por até 60 dias, com possibilidade de revisão após o primeiro mês.

A decisão foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que justificou a prorrogação diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos possíveis impactos no mercado internacional de energia.

Conflitos no Oriente Médio motivaram a decisão

Segundo o governo, a manutenção da alíquota foi motivada pela piora do cenário internacional, especialmente após a retomada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além da instabilidade registrada no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

A preocupação é que eventuais interrupções no fluxo da commodity elevem os preços internacionais e afetem o abastecimento de combustíveis no Brasil.

Objetivo é proteger o mercado interno

De acordo com o MDIC, a continuidade da tributação busca garantir matéria-prima para as refinarias instaladas no país e preservar o fornecimento de combustíveis ao mercado interno.

A pasta afirma que a medida pretende assegurar condições adequadas para o funcionamento do parque nacional de refino, reduzindo riscos de desabastecimento em um momento de maior instabilidade no cenário externo.

Tributo foi criado para compensar redução de impostos sobre o diesel

O Imposto de Exportação sobre o petróleo foi instituído em março por meio de uma medida provisória, como forma de compensar a redução de tributos federais incidente sobre o diesel.

Na ocasião, o governo adotou a iniciativa para minimizar os efeitos da alta dos combustíveis provocada pelas tensões internacionais que pressionavam o preço do barril de petróleo.

Embora a medida provisória tenha perdido a validade, o Gecex manteve a cobrança por decisão administrativa, já que o imposto possui caráter regulatório e não depende de nova aprovação do Congresso Nacional.

Alta do petróleo levou governo a rever estratégia

Inicialmente, a equipe econômica avaliava reduzir gradualmente a alíquota até eliminá-la, caso os preços internacionais do petróleo permanecessem em níveis mais baixos.

No entanto, o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã alterou esse cenário. A valorização do petróleo Brent, que voltou a se aproximar dos US$ 80 por barril, reforçou as preocupações sobre possíveis impactos no abastecimento global.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentra aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo, tornando qualquer instabilidade na região um fator de pressão para os preços internacionais.

Nova avaliação ocorrerá em 30 dias

O governo informou que acompanhará a evolução do mercado internacional antes de decidir os próximos passos. A alíquota será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando o comportamento dos preços do petróleo e o cenário geopolítico.

Além disso, o Ministério da Fazenda também estuda possíveis ajustes no cronograma de retirada de incentivos relacionados aos combustíveis, diante das incertezas no mercado global.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Informação

Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,5% no mês de julho

A Petrobras anunciou uma nova redução no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado para as distribuidoras. O reajuste, válido a partir de julho, representa uma queda de 14,5%, equivalente a R$ 0,81 por litro, marcando o segundo corte consecutivo no valor do combustível utilizado por aeronaves.

Com a atualização, o preço praticado nas refinarias da estatal passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro, conforme a unidade de fornecimento.

Queda é atribuída à redução das tensões no mercado internacional

Segundo a companhia, a diminuição do preço foi possível graças à redução dos impactos provocados pelo conflito no Oriente Médio sobre as cotações internacionais dos derivados de petróleo.

Apesar do novo recuo, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em relação ao encerramento de 2025. No período, o aumento corresponde a R$ 1,39 por litro.

O avanço dos preços ocorreu após o agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que afetaram a cadeia global de abastecimento da indústria do petróleo.

Bloqueio do Estreito de Ormuz elevou preços do petróleo

Um dos principais fatores para a alta registrada nos últimos meses foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circulava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás antes do conflito.

Com a redução da oferta no mercado internacional, as cotações da commodity dispararam, refletindo diretamente nos preços dos combustíveis.

Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o Brasil acompanha essa dinâmica porque o petróleo e seus derivados são commodities, com preços definidos pelo mercado global.

Histórico recente dos reajustes do QAV

O comportamento dos preços do QAV em 2026 foi marcado por fortes oscilações. Em abril, a Petrobras promoveu um reajuste de 55%. No mês seguinte, houve nova alta de 18%.

Na ocasião, a estatal autorizou que as distribuidoras parcelassem o impacto do aumento para reduzir os efeitos financeiros sobre o setor aéreo.

Em junho, o combustível registrou queda de 14,2%, movimento que teve continuidade com a redução anunciada para julho.

A melhora nas condições do mercado internacional também levou o governo federal a iniciar a retirada gradual dos subsídios concedidos a produtores e importadores de combustíveis, mecanismo utilizado para evitar repasses mais intensos aos consumidores durante o período de maior instabilidade.

Como funciona a comercialização do combustível

A Petrobras fornece o querosene de aviação produzido em suas refinarias ou importado para as distribuidoras. Após a compra, essas empresas são responsáveis pelo transporte e pela revenda do combustível às companhias aéreas e demais consumidores finais nos aeroportos.

Embora detenha aproximadamente 85% da produção nacional de QAV, a estatal atua em um mercado aberto à concorrência, permitindo a participação de outras empresas na produção e importação do combustível.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Informação

Subsídio do diesel chega ao fim; governo avalia retirar novos incentivos aos combustíveis

O governo federal encerrou, a partir desta quarta-feira (1º), a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel, medida adotada durante o período de forte alta do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio. Com a redução das cotações internacionais da commodity, a equipe econômica também estuda retirar, de forma gradual, outros incentivos ainda concedidos aos combustíveis.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a revisão faz parte da estratégia de reduzir os gastos públicos sem provocar distorções nos preços praticados no mercado.

Outros subsídios estão em análise

Além do benefício encerrado neste início de julho, o governo avalia o futuro de outras subvenções atualmente em vigor: R$ 1,12 por litro de diesel e R$ 0,44 por litro de gasolina.

De acordo com Durigan, novas decisões deverão ser anunciadas nos próximos dias, sempre considerando o comportamento dos preços internacionais e seus reflexos sobre o mercado brasileiro.

O ministro afirmou que a política adotada busca acompanhar as condições econômicas, evitando a manutenção de preços artificialmente reduzidos. Apesar disso, ressaltou que o cenário internacional ainda exige cautela antes da retirada completa dos incentivos.

Imposto sobre exportação de petróleo também pode ser revisto

Outra medida em avaliação é o imposto de exportação sobre o petróleo, criado para incentivar que parte da produção permanecesse no mercado interno durante o período de maior instabilidade internacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, a cobrança poderá ser encerrada ainda em julho ou passar por uma retirada gradual, dependendo da evolução do mercado e do ambiente geopolítico.

Queda do petróleo reduz impacto sobre os preços

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a retirada da subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel não deve provocar aumento significativo nos preços ao consumidor.

Isso ocorre porque a recente queda do petróleo Brent tende a compensar o fim do benefício, mantendo relativa estabilidade nos valores praticados nas bombas.

Mesmo assim, o governo reconhece que os preços dos combustíveis ainda não retornaram completamente aos níveis registrados antes do conflito no Oriente Médio, motivo pelo qual a retirada dos demais incentivos seguirá sendo analisada de forma gradual.

Medidas emergenciais custaram cerca de R$ 16 bilhões

Desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o governo implementou uma série de ações para conter os impactos da alta internacional do petróleo sobre a economia brasileira.

Entre elas estavam reduções tributárias e subsídios destinados ao diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha. Grande parte dessas medidas foi criada com validade inicial de dois meses, sendo posteriormente prorrogada em alguns casos.

Até o momento, o custo estimado dessas iniciativas gira em torno de R$ 16 bilhões, valor que ainda poderá ser revisado pela equipe econômica.

Meta fiscal permanece preservada

Segundo Bruno Moretti, as projeções fiscais do governo foram elaboradas com premissas conservadoras e não consideravam um cenário prolongado de preços elevados do petróleo.

Com isso, a queda das cotações internacionais e o avanço das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio reduzem o risco de perda de arrecadação e reforçam a expectativa de cumprimento da meta fiscal prevista para este ano.

Mercado acompanha queda do petróleo

A possibilidade de retirada dos incentivos ocorre em um momento de recuperação da estabilidade no mercado internacional de energia.

Após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz começou a ser normalizado, reduzindo as preocupações com o abastecimento global de petróleo.

Com esse cenário, o Brent passou a ser negociado próximo de US$ 73 por barril, abaixo dos níveis observados durante o período mais intenso das tensões geopolíticas, fortalecendo a avaliação do governo de que os subsídios emergenciais podem ser gradualmente encerrados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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