Economia, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Rumo ao fim do SWIFT? A Rússia anuncia uma expansão global do BRICS Pay

Enquanto as tensões geopolíticas redesenham os equilíbrios globais, os BRICS aceleram a implementação de sua própria rede de pagamento. Liderada pela Rússia, essa infraestrutura visa emancipar-se do SWIFT e abrir um caminho financeiro fora do controle ocidental. O anúncio de sua acessibilidade a países não-membros marca uma ruptura estratégica. Além de uma ferramenta regional, o BRICS Pay torna-se uma alavanca de influência global e um sinal forte a favor de uma ordem monetária multipolar.

A rede BRICS Pay se abre para o mundo

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, confirmou que a futura rede de pagamento dos BRICS, ainda em fase de finalização, será acessível a países terceiros.

De fato, em uma declaração oficial, ele afirmou que “países que não são membros dos BRICS terão a possibilidade de usar esse sistema de pagamento assim que ele for lançado“.

Essa abertura representa uma expansão estratégica significativa para uma infraestrutura inicialmente pensada como uma ferramenta de integração regional.

Um sistema como esse visa fortalecer a autonomia das economias emergentes diante da hegemonia do sistema SWIFT, frequentemente percebido como uma alavanca de influência ocidental. Várias características conferem ao sistema BRICS Pay um potencial de atratividade :

  • A interoperabilidade regional: a rede visa conectar os sistemas de pagamento nacionais dos membros dos BRICS, como MIR (Rússia), RuPay (Índia) ou ainda o CIPS (China);
  • Uma abertura a países não-membros: a arquitetura do sistema é pensada para integrar estados terceiros assim que for implementado;
  • O contorno das sanções: ao se desvincular dos canais dominados pelos Estados Unidos e pela Europa, as trocas comerciais podem prosseguir sem obstáculos;
  • Uma promoção das moedas nacionais: o pagamento das transações seria feito sem o uso do dólar, utilizando diretamente as moedas dos países participantes.

Essa iniciativa poderia deste modo atrair nações que desejam garantir seus fluxos financeiros internacionais fora da influência ocidental. Resta validar sua robustez técnica e sua capacidade de se integrar aos padrões internacionais existentes.

Uma estratégia de dedolarização com contornos ainda nebulosos

Além da parte tecnológica, a questão do BRICS Pay também é monetária. A extensão do sistema a países terceiros se insere em um movimento global para reduzir a dependência do dólar americano.

Nesse sentido, as discussões em torno da criação de um mecanismo unificado de pagamento baseado em uma cesta de moedas nacionais refletem a ambição de construir uma forma de soberania financeira. Durante sua intervenção, Serguei Lavrov mencionou a necessidade de “desenvolver um sistema de pagamento independente, baseado no uso de moedas nacionais e fora do controle das estruturas ocidentais“.

No entanto, se a vontade política é evidente, a implementação se mostra mais complexa. As divergências internas entre os membros da aliança dos BRICS, especialmente entre a China e a Índia, complicam a perspectiva de uma moeda comum.

No estado atual, as soluções consideradas dependem mais da interconexão dos sistemas de pagamento nacionais existentes do que da criação de um único instrumento monetário. Paralelamente, a supremacia atual do dólar, que ainda representa a maior parte das reservas de câmbio globais, constitui um obstáculo estrutural difícil de contornar a curto prazo.

Essa estratégia de dedolarização progressiva, embora coerente com as dinâmicas multipolares atuais, pode, no entanto, gerar fricções, tanto dentro do bloco quanto com parceiros externos.

A credibilidade do sistema BRICS Pay internacionalmente dependerá de sua capacidade de demonstrar sua confiabilidade, segurança e compatibilidade com as necessidades das economias que considerariam adotá-lo. A médio prazo, essa iniciativa promovida pela Rússia poderia acelerar a fragmentação do sistema financeiro mundial em blocos regionais ou políticos, cada um com suas próprias infraestruturas de liquidação. Resta saber se essa tendência se traduzirá em uma real mudança de equilíbrio ou se apenas reforçará a diversificação sem desafiar a ordem monetária atual.

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Fonte: Revista O Contribuinte

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Comércio Exterior, Economia, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

China exige que EUA eliminem tarifas e corrijam ‘erros’ na relação comercial

Nos últimos anos, as relações comerciais entre China e Estados Unidos têm sido marcadas por tensões e negociações complexas. Em 2025, a questão das tarifas recíprocas continua a ser um ponto de discórdia significativo entre as duas potências econômicas. Recentemente, a China solicitou que os Estados Unidos eliminem completamente essas tarifas, argumentando que elas representam um erro estratégico que precisa ser corrigido.
O pedido chinês veio após a decisão do governo dos Estados Unidos de isentar certos produtos eletrônicos, como celulares e computadores, das tarifas recíprocas previamente anunciadas. Essa medida foi vista como um alívio para os consumidores americanos e para grandes empresas do setor tecnológico, que poderiam enfrentar aumentos de custo significativos devido às tarifas.

EUA retiram tarifas de quais produtos chineses?

A isenção anunciada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA abrangeu uma lista de 20 categorias de produtos. Entre eles, destacam-se os celulares, computadores, semicondutores, chips de memória e monitores de tela plana. Esses itens são fundamentais nas importações da China para os Estados Unidos, representando uma parte significativa do comércio bilateral.

Em 2024, os smartphones foram a principal importação chinesa para os Estados Unidos, com um valor total de 41,7 bilhões de dólares. Os laptops ficaram em segundo lugar, com 33,1 bilhões de dólares. A decisão de isentar esses produtos das tarifas foi recebida positivamente por analistas e investidores, que veem a medida como um alívio para o setor tecnológico.

Quais as razões da China para exigir o fim total das tarifas dos EUA?

A posição da China em relação às tarifas recíprocas é clara: o país considera que essas medidas são prejudiciais para ambas as economias e para o comércio global. O porta-voz do Ministério do Comércio chinês enfatizou a necessidade de os Estados Unidos corrigirem seus “erros” e retornarem ao caminho do respeito mútuo nas relações comerciais.

Para a China, a eliminação completa das tarifas poderia facilitar um ambiente de negócios mais estável e previsível, beneficiando não apenas os dois países, mas também o mercado global. A postura chinesa reflete uma busca por soluções diplomáticas que possam evitar uma escalada nas tensões comerciais.

Para onde caminha o comércio bilateral entre China e Estados Unidos?

O futuro das relações comerciais entre China e Estados Unidos permanece incerto, com muitos fatores em jogo. A recente isenção de tarifas sobre produtos eletrônicos pode ser vista como um passo na direção certa, mas ainda há muitos desafios a serem superados. A questão das tarifas recíprocas é apenas uma parte de um quadro mais amplo de negociações e disputas comerciais.

Analistas acreditam que, para alcançar uma solução duradoura, ambos os países precisarão se engajar em diálogos construtivos e buscar compromissos que atendam aos interesses de ambas as partes. A evolução dessas negociações será crucial para determinar o impacto econômico global e a estabilidade das cadeias de suprimentos internacionais.

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Internacional, Mercado Internacional, Notícias

China pede que EUA ‘eliminem completamente’ tarifas

O governo da China pediu neste domingo, 13, que os Estados Unidos eliminem por completo as tarifas impostas a produtos chineses. Em comunicado oficial, o Ministério do Comércio chinês classificou como insuficiente a recente decisão do governo Donald Trump de isentar celulares, laptops e outros eletrônicos das chamadas tarifas recíprocas.

O que vimos foi apenas um pequeno passo para corrigir um erro, afirmou o ministério, acrescentando que Washington deveria “abolir completamente essa prática equivocada e retornar ao caminho do diálogo baseado no respeito mútuo”.

O ministério chinês também reforçou sua crítica ao que chama de tarifas unilaterais e pediu que os EUA “ouçam as vozes racionais da comunidade internacional” e promovam ajustes mais amplos. 

A pasta citou uma decisão anterior, de 10 de abril, em que Washington suspendeu provisoriamente tarifas elevadas contra outros parceiros comerciais.

Isenção de eletrônicos

A medida dos EUA, anunciada na sexta-feira, 11, pelo governo Donald Trump, exclui produtos eletrônicos de consumo de tarifas que chegavam a 145% sobre importações da China — principal polo de fabricação de itens como iPhones e notebooks. 

Segundo dados do US Census Bureau, os smartphones foram os produtos mais importados da China em 2024, somando US$ 41,7 bilhões, seguidos pelos laptops, com US$ 33,1 bilhões.

A decisão beneficia gigantes da tecnologia como Apple, Nvidia e Dell, e abrange 20 categorias de produtos, incluindo semicondutores, chips de memória e monitores de tela plana. De acordo com a Bloomberg, esses itens têm produção limitada nos EUA, e a substituição por fabricantes locais exigiria anos de investimentos.

Apesar do alívio para o setor, autoridades americanas afirmaram que a isenção pode ser temporária. A suspensão das tarifas, segundo estimativas do Rand China Research Center, envolve cerca de US$ 390 bilhões em importações, sendo mais de US$ 100 bilhões provenientes da China.

Tarifas de 145%

Na quinta-feira, 10, o presidente Donald Trump havia anunciado uma tarifa de 145% sobre produtos importados da China. Para países que, segundo ele, “não retaliaram de forma alguma”, o governo aplicou uma alíquota reduzida de 10%, válida por 90 dias.

A decisão de isentar eletrônicos busca evitar um aumento imediato de preços. 

De acordo com a consultoria TechInsights, transferir a produção de iPhones da China para os EUA levaria anos e elevaria o custo de cada unidade para até US$ 3.500 (R$ 20,5 mil). Com as tarifas vigentes, o preço do iPhone poderia subir cerca de 70% no mercado americano.

Desde março, a Apple tem fretado aviões cargueiros para trazer iPhones da Índia aos EUA como forma de contornar as tarifas. Ao todo, foram transportadas cerca de 600 toneladas — ou 1,5 milhão de unidades do smartphone.

Entre os produtos isentos também estão células solares, cartões de memória e semicondutores. A decisão favorece especialmente a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., que anunciou novos investimentos em território americano.

Ainda que represente um alívio imediato, a exclusão não elimina a possibilidade de novas tarifas sobre o setor. A Casa Branca já sinalizou que pretende estabelecer uma política específica para componentes estratégicos como os chips, seguindo promessas anteriores de Trump.

Fonte: O Antagonista
https://diariodobrasilnoticias.com.br/noticia/china-pede-que-eua-eliminem-completamente-tarifas-67fbeca74501d

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Agronegócio, Economia, Exportadores agrícolas, Informação, Mercado Internacional, Negócios, Oportunidade de Mercado

China faz grande compra de soja brasileira com o agravamento da guerra comercial com os EUA

As esmagadoras de soja chinesas adquiriram uma quantidade excepcionalmente grande de grãos brasileiros nesta semana, em meio à escalada da guerra comercial que inviabiliza as compras de safras dos EUA.

Os importadores chineses compraram pelo menos 40 cargas do Brasil na primeira metade desta semana, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram para não serem identificadas, pois não estão autorizadas a falar com a mídia. Eles reservaram os suprimentos para tirar proveito de uma recente queda nos preços brasileiros, que haviam subido nos meses anteriores em meio às consequências do agravamento das tensões sino-americanas, disseram essas pessoas.

Embora Pequim tenha procurado diversificar suas compras agrícolas nos últimos anos – até mesmo comprando mais do Brasil, que agora é seu maior fornecedor de soja -, a soja ainda é o principal produto de exportação agrícola dos Estados Unidos para a China. A disputa comercial aumentou nesta semana, com o presidente Donald Trump elevando as tarifas sobre a China para 125%, depois que Pequim anunciou planos de retaliar com uma tarifa de 84%.

As remessas são, em sua maioria, para entrega em maio, junho e julho, e equivalem a pelo menos 2,4 milhões de toneladas, quase um terço do volume médio que a China normalmente esmaga em um mês, disseram as pessoas. O maior importador de soja do mundo geralmente depende dos suprimentos brasileiros a partir de fevereiro, quando as exportações sul-americanas dominam o mercado. Mas a onda de compras desta semana foi excepcionalmente grande e rápida, disseram as pessoas.

Os compradores chineses também foram atraídos por margens de esmagamento domésticas mais altas, depois que os preços do farelo de soja subiram em meio a preocupações com a guerra comercial.

Os compradores evitaram em grande parte os grãos dos EUA nos últimos meses devido aos riscos da guerra comercial, mas o armazenador estatal da China ainda fez compras dos EUA para reabastecer as reservas e apressou as cargas antes da posse de Trump em janeiro.

Ainda assim, a soja brasileira pode ficar mais cara se as tensões entre os EUA e a China continuarem elevadas, e uma escassez de suprimentos pode surgir no quarto trimestre, quando a China normalmente recorre aos suprimentos da nova safra dos EUA. Isso provavelmente manterá os esmagadores chineses vigilantes quanto à compra quando os preços caírem.

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/economia-e-negocios/china-faz-grande-compra-de-soja-brasileira-com-o-agravamento-da-guerra-comercial-com-os-eua/ar-AA1CFM5Y?cvid=a026964403644b94be9558d4dad13d65&ei=12&ocid=windirect&utm_campaign=gecorrp__newsletter_fiesc_11042025&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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Economia, Internacional, Negócios, Notícias, Tributação

Desfecho das tarifas provavelmente verá EUA e UE se unindo para isolar a China

 O governo Trump implementou tarifas contra inimigos e amigos, mas a Macquarie acredita que o resultado final das tarifas provavelmente verá os EUA, a Europa e aliados se unindo para isolar a China em uma nova guerra fria.

“Em nossa visão, isolar a China em vez de auto-isolar os EUA provavelmente tem sido a estratégia do governo Trump desde o início”, escreveram analistas da Macquarie em uma nota recente.

Os analistas identificaram vários cenários de guerra fria, incluindo uma guerra comercial global total onde todos os países elevam barreiras comerciais; Europa, Ásia e outros se unindo contra os EUA; ou os EUA, Europa e aliados asiáticos unindo forças para isolar a China.

Os EUA, Europa e aliados asiáticos unindo forças contra a China em um cenário de guerra fria é o “resultado mais provável, mas levará tempo para se concretizar, especialmente considerando a miríade de discussões bilaterais necessárias para chegarmos lá”, disseram os analistas.

A abordagem do governo Trump de impor tarifas tanto a aliados quanto a rivais é vista como uma jogada estratégica para eventualmente alinhar aliados ocidentais e asiáticos contra a China.

Embora a China tenha buscado fortalecer seus laços com blocos econômicos importantes, incluindo Europa, Canadá e México, esses países “ainda dependem fortemente do comércio com os EUA”, afirmou a Macquarie.

“Isso significa que esses países não podem ou não se alinhariam facilmente com a China em detrimento dos EUA, se uma escolha precisasse ser feita”, disseram os analistas.

Resta saber se “a ’cenoura’ da diplomacia e o ’bastão’ das tarifas levarão os EUA ao seu cenário preferido de guerra fria”, acrescentaram.

Ainda assim, a possibilidade de a China superar os EUA e induzir o mundo a isolar os EUA não pode ser descartada. No entanto, isso é improvável, já que “a maioria dos americanos seria extremamente avessa a perder a aliança com a Europa ou permitir que a China substitua os EUA”, disse a Macquarie.

Essa notícia foi traduzida com a ajuda de inteligência artificial. Para mais informação, veja nossos Termos de Uso.

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FONTE: Investing.com
Presidente do Fed de Minneapolis diz que nem aumento ou corte de juros estão fora de cogitação Por Reuters

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Industria, Informação

Argentina reduz exportação de carne bovina em 2025, seguindo caminho contrário do Brasil, Austrália, Uruguai e Paraguai

Nos dois primeiros meses de 2025, os embarques de carne bovina da Argentina atingiram 96.805 toneladas, 26,1% abaixo da quantidade registrada no mesmo período de 2024, informa relatório da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR).

Em receita, as exportações no acumulado de janeiro e fevereiro recuaram 3,8% em relação ao valor computado em igual intervalo de 2024, para US$ 474,5 milhões.

No entanto, diz a BCR, o que chama a atenção nesse comportamento não é tanto a magnitude da queda, mas a dissociação que ela apresenta em relação ao desempenho registrado pelos principais exportadores mundiais de carne bovina.

De fato, nos dois primeiros meses de 2025, o Brasil — maior exportador mundial da commodity — registrou vendas ao exterior de 370,9 mil toneladas, 3% acima da quantidade obtida entre janeiro e fevereiro de 2024. Em receita, os embarques de carne bovina brasileira subiram 10,2% na comparação anual.

Da mesma forma, a Austrália — o segundo maior exportador global — registrou embarques de carne bovina de 198,5 toneladas durante o mesmo período, representando um aumento de 17,2% em comparação ao mesmo período de 2024.

Da mesma forma, tanto o Uruguai quanto o Paraguai registraram maiores volumes de exportação durante os dois primeiros meses do ano, na comparação com 2024, observa o estudo da BCR.

No caso do Uruguai, os embarques totais atingiram 65,8 mil toneladas do produto, 4,5% superior ao volume registrado no mesmo período em 2024. Em valores, as exportações subiram 20,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Por sua vez, o Paraguai registrou exportações de carne bovina de 62,6 mil toneladas no mesmo período, o que representa um aumento de 21,6% em relação às 51,5 mil toneladas computadas em 2024, uma exportação recorde para o país.

“Em suma, esses números refletem apenas a força da demanda internacional”, justificam os analistas da BCR, acrescentando que, neste ano, a balança global enfrenta uma oferta reduzida de carne, principalmente do Brasil, Estados Unidos e até da China, que juntos restringiram sua produção em mais de 600.000 toneladas.

Os Estados Unidos, que sempre foram considerados um dos principais fornecedores globais de carne bovina, atuarão como importadores líquidos pelo terceiro ano consecutivo, gerando significativa pressão de alta nos preços internacionais da carne, afirmam os analistas.

“Se tomarmos como indicador de referência o Índice de Preços da Carne Bovina elaborado pela FAO, vemos que em fevereiro/25 ele atingiu 131,9 pontos-base, marcando, assim, uma melhora de 10,7% em relação aos 119,1 pontos registrados em fevereiro/24, e apenas 3 pontos (2%) de distância das máximas registradas para este mesmo mês em 2022”, compara a BCR.

No futuro, o mercado internacional oferece um ambiente extremamente atraente para a carne bovina, acrescentam os analistas.

Nesse sentido, não são apenas os Estados Unidos que estão impulsionando o aumento dos preços, diz a BCR. “A Europa está oferecendo preços muito bons atualmente, com referências para Hilton já se aproximando de US$ 17.000 por tonelada”, observa a BCR.

O mesmo vale para Israel, um destino que apresenta uma demanda muito forte tanto em volume quanto em preço.

Até mesmo a China, diz a BCR, que exerceu forte pressão para reduzir os preços das importações durante boa parte do ano passado, começou a aliviar a pressão, mostrando uma melhora lenta, mas consistente, nos preços pagos pela carne bovina.

Segundo dados reportados pelo governo chinês, as 470 mil toneladas de carne bovina importadas nos dois primeiros meses do ano pelo pais foram registradas a um valor médio de quase US$ 5,2 mil por tonelada, o que já representa uma melhora de 9% em relação ao preço médio do ano anterior.

Nesse contexto, as perspectivas para as exportações de carne bovina continuam mostrando oportunidades, apesar das flutuações nos volumes embarcados, diz a BCR.

“Com a demanda global sustentada e os preços internacionais em alta, o desafio da Argentina será melhorar sua competitividade e aproveitar um mercado que continua dando sinais positivos”, dizem os analistas da BCR.

A evolução dos principais destinos e a capacidade de resposta do setor serão fundamentais para capitalizar esse cenário favorável nos próximos meses, acrescentam.

Fonte: Portal DBO
Argentina reduz exportação de carne bovina em 2025

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Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Internacional, Notícias, Portos

Nova rota para exportações vai ligar Porto do Pecém à China em cerca de 30 dias

Está em desenvolvimento uma rota que deverá ligar o Porto do Pecém à China, destinada a exportação de produtos diversos, com tempo projetado de 30 dias para o percurso.

O trajeto previsto é o seguinte: o navio sai da China com destino à Coreia do Sul, Panamá, República Dominicana, Pecém, Suape, Salvador, Santos, Índia e Singapura, retornando então para a China.

Conforme o Porto do Pecém, a expectativa de impacto na movimentação é de 10% da atual, já que as embarcações chinesas trarão pelo menos 1.200 contêineres por semana.

“A nova rota marítima entre a China e Fortaleza reduz significativamente o tempo de transporte de mercadorias e favorece essa logística. Com essa nova proposta, o tempo de deslocamento, que atualmente é de cerca de 60 dias, passará para apenas 30 dias, tornando o Ceará ainda mais competitivo no cenário do comércio exterior”, assinala o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino.

O diretor comercial do Complexo do Pecém, André Magalhães, explica que existe todo um mercado a ser explorado, não só para a China, como para os demais portos ao longo do percurso. “O mercado asiático é realmente vasto, com uma população de cerca de 2 bilhões de pessoas. Isso representa uma oportunidade incrível para conectarmos nossos produtos nordestinos com a Ásia e vice-versa.”

Ele elenca que os produtos comercializados incluem granito, mármore, castanha de caju, cera de carnaúba, frutas, calçados e têxteis, incluindo ainda milhares de produtos do e-commerce. “Além disso, as indústrias do Ceará e toda a sua área de influência poderão importar maquinário e insumos desse mercado asiático promissor através do Pecém”, complementa.

A nova rota, chamada Serviço Santana, é operada pela MSC e foi estabelecida em parceria com a APM Terminals, empresa prestadora de serviço operacional do Porto do Pecém. Segundo Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, com a entrada direta do porto cearense na rota, a exportação de produtos como algodão e carne ganha uma alternativa mais competitiva e estratégica em relação aos portos do Sudeste e do Sul brasileiros.

Fonte: GC Mais
Nova rota para exportações vai ligar Porto do Pecém à China em cerca de 30 dias

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China elevará tarifa para importações dos EUA de 34% para 84%, em nova retaliação

Isso ocorre após o último aumento tarifário dos EUA

O Ministério das Finanças da China emitiu na manhã desta quarta-feira, 9, pelo horário de Brasília, uma nova decisão da Comissão Tarifária do Conselho de Estado chinês que eleva a tarifa para produtos importados dos Estados Unidos de 34% para 84%, com base nos “princípios básicos do direito internacional”.

A medida entrará em vigor a partir da 00h01 (horário local) do dia 10 de abril de 2025.

“A China insta os EUA a corrigirem imediatamente suas práticas equivocadas, a cancelarem todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China e a resolverem adequadamente as diferenças por meio de um diálogo igualitário, baseado no respeito mútuo”, diz a nota.

O ministério chinês classifica o aumento de tarifas adicionais pelos americanos contra o país como “um erro em cima de outro” e alega que a medida infringe gravemente os direitos e interesses legítimos da potência asiática, além de prejudicar o sistema comercial multilateral baseado em regras e impactar “seriamente” a estabilidade da ordem econômica global.

“É um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica”, acrescenta.

A medida de Pequim veio logo após os EUA aplicarem tarifa adicional de 50% a importações de produtos chineses, elevando o total para 104%.

A escalada repetida das tarifas ameaça paralisar o comércio entre duas das economias mais importantes do mundo.

O governo Trump anunciou uma nova política tarifária abrangente na semana passada e alertou outros países para não retaliarem. Algumas nações, incluindo o Japão, parecem dispostas a negociar tarifas, mas a China adota uma postura mais dura.

China: Para Xi Jinping, ceder a Trump não é uma opção

Estados Unidos desencadeou guerra comercial com China ao anunciar aumento de tarifas para país asiático; adicional de 50% pode elevar tarifa dos EUA sobre produtos chineses para 104%

Ainda nesta quarta, a China disse à Organização Mundial do Comércio (OMC) que a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas recíprocas a Pequim ameaça desestabilizar ainda mais o comércio global.

“A situação se agravou perigosamente. Como um dos membros afetados, a China expressa séria preocupação e firme oposição a esse movimento imprudente”, disse a China em uma declaração à OMC nesta quarta-feira, que foi enviada à Reuters pela missão chinesa na OMC.

FONTE: Estadão
China retalia EUA, escala guerra comercial, e tarifa sobre produtos americanos chega a 84% – Estadão

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Comércio Exterior, Economia, Internacional, Notícias, Portos

Panamá diz que empresa chinesa descumpriu contrato para operar portos no canal

A subsidiária da empresa de Hong Kong Hutchison Holdings descumpriu o contrato que lhe permite operar dois portos no Canal do Panamá, segundo o resultado de uma auditoria divulgado nesta segunda-feira (7), após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o controle da via interoceânica.

“Há muitos descumprimentos” no contrato de concessão concedido em 1997 e renovado por 25 anos, em 2021, para a Panama Ports, subsidiária da Hutchison Holdings, anunciou o controlador panamenho, Anel Flores.

Segundo o funcionário, entre outras irregularidades, o Panamá não recebeu da companhia 1,2 bilhão de dólares (R$ 7 bilhões) por suas operações nos portos de Balboa (Pacífico) e Cristóbal (Atlântico). Além disso, a empresa se beneficiou de “muitas isenções fiscais” e houve irregularidades em uma auditoria prévia para justificar a renovação do contrato.

“Este é um tema muito delicado”, ressaltou Flores, que também anunciou que apresentará nos próximos dias as denúncias correspondentes ao Ministério Público.

O anúncio do resultado da auditoria foi feito horas antes da chegada ao Panamá do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, em meio a acusações dos Estados Unidos de uma suposta interferência da China no Canal.

Washington considera uma “ameaça” à segurança nacional e regional que uma empresa de Hong Kong opere dois portos nos extremos do canal, por onde passa 5% do comércio marítimo mundial.

No entanto, Flores negou que o anúncio do descumprimento do contrato guarde relação com a visita do secretário de Defesa americano: “Esta é uma ação autônoma do Panamá.”

Analistas já haviam previsto que a auditoria apontaria supostas irregularidades, o que facilitaria a retirada da concessão da empresa chinesa pelo Panamá, para contentar Washington.

A Controladoria, instituição autônoma encarregada de fiscalizar os fundos públicos, iniciou em janeiro uma auditoria na Panama Ports para verificar se ela cumpria o contrato que lhe permite operar os dois portos nos acessos ao canal. Esse processo começou depois que Trump ameaçou repetidas vezes tomar o controle do canal, argumentando que a China o estaria operando.

Em 4 de março, a Hutchison anunciou que venderia 43 portos em 23 países, incluindo suas operações no Panamá, para um consórcio americano. No entanto, o negócio não foi concluído em 2 de abril, conforme o previsto, pois há uma investigação de reguladores chineses.

Semanas atrás, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, disse que o resultado da auditoria determinaria o futuro da concessão. Flores informará nos próximos dias a Autoridade Marítima do Panamá sobre as irregularidades.

A Suprema Corte analisa duas ações de nulidade contra o contrato. O procurador-geral panamenho, Luis Carlos Gómez, afirmou que ele é inconstitucional.

FONTE: Estado de Minas
Panamá diz que empresa chinesa descumpriu contrato para operar portos no canal

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China promete lutar ‘até o fim’ contra tarifas anunciadas por Trump nos EUA

Governo chinês afirmou, nesta terça-feira (8), que vai retaliar medida inaceitável do americano

A tensão entre China e Estados Unidos voltou a escalar nesta terça-feira (8), após o governo chinês prometer que lutará contra as tarifas americanas “até o fim”. A reação veio após o presidente Donald Trump ameaçar novas taxas sobre produtos chineses, intensificando o embate comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Mesmo com o impacto negativo nas Bolsas na segunda-feira (7), Trump não demonstrou intenção de rever sua política comercial agressiva. A queda global nos mercados refletiu o receio de uma possível recessão mundial provocada pela disputa tarifária.

Na semana passada, a China respondeu às tarifas impostas pelo Estado Unidos anunciando uma taxa de 34% sobre produtos americanos, com início marcado para a próxima quinta-feira (9). Pouco depois, Trump rebateu a medida ameaçando elevar as tarifas a um total de 104%.

“Tenho um grande respeito pela China, mas não podem fazer isso”, disse Trump na Casa Branca.

A postura americana foi criticada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, que condenou as “pressões, ameaças e chantagens” dos Estados Unidos. Já o Ministério do Comércio chinês classificou a atitude como “um erro após o outro” e afirmou que as ameaças americanas “expõem, mais uma vez, a natureza chantagista dos Estados Unidos”.

“Os Estados Unidos insistem em seguir seu próprio caminho, a China lutará até o fim”, declarou o ministério. A nota acrescenta que o país asiático tomará “contramedidas” para proteger seus “direitos e interesses”, embora mantenha o apelo por “diálogo”.

Oscilações nos mercados

As Bolsas registraram uma recuperação nesta terça-feira (8), após uma segunda-feira de quedas nos mercados da Ásia, Europa e Estados Unidos.

Tóquio fechou em alta de mais de 6%, após ter caído 8%. Na Europa, os principais índices também abriram com valorização.

Especialistas apontam que a guerra comercial pode trazer efeitos negativos como inflação, aumento do desemprego e desaceleração do crescimento econômico global.

Trump argumenta que os Estados Unidos foram “saqueados” economicamente por outras nações ao longo dos anos. Por isso, na semana passada, anunciou uma tarifa geral de 10% sobre todos os produtos importados, além de taxas específicas para determinados países: 20% para membros da União Europeia e 46% para o Vietnã, que entra em vigor a partir de quarta-feira (9).

Diante da medida, os 27 países da União Européia tentaram articular uma resposta conjunta e propuseram uma isenção total e recíproca de tarifas para produtos industriais, incluindo automóveis.

“Não, não é suficiente”, rebateu Trump, criticando os europeus por não comprarem produtos industriais americanos em volume satisfatório.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou que as tarifas anunciadas em 2 de abril visam fortalecer a posição dos EUA nas negociações. Segundo ele, quase 70 países já entraram em contato com Washington, e o presidente Trump estará pronto para negociar quando houver garantias sobre a abertura dos mercados estrangeiros aos produtos americanos.

FONTE: Rádio Itatiaia
China promete lutar ‘até o fim’ contra tarifas anunciadas por Trump nos EUA – Rádio Itatiaia

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