Inovação, Tecnologia

Com foco em IA, SC avalia instalação de data center de empresa chinesa

Governo de Santa Catarina avançou neste sábado, dia 21, nas negociações com a PowerChina, uma das maiores empresas globais de infraestrutura, energia e tecnologia.

A reunião teve como foco principal a possibilidade de instalação de um grande data center no estado, projeto que pode posicionar Santa Catarina na vanguarda da transformação digital e do avanço da Inteligência Artificial (IA) no Brasil.

Uma das cidades discutidas foi Lages. Isso porque o clima ameno favorece esse tipo de equipamento que necessita de resfriamento. 

“O mundo está vivendo uma revolução digital com a Inteligência Artificial, e Santa Catarina não vai ficar para trás. Queremos trazer para o Estado investimentos que nos coloquem como referência em tecnologia e inovação no Brasil”, afirmou o governador Jorginho Mello.

Durante o encontro, a empresa apresentou sua estrutura internacional e destacou sua experiência em projetos de grande escala, com um portfólio global que ultrapassa 200 bilhões de dólares em contratos. Só no Brasil, a empresa já tem um projeto em andamento avaliado em 3,2 bilhões de dólares.

Além do Centro de Supercomputação, o diálogo incluiu a discussão sobre a ZPE de Imbituba, um modelo que permite benefícios fiscais e logísticos para empresas interessadas em investir no estado.

A reunião também abriu espaço para futuros investimentos em projetos de infraestrutura logística, como ferrovias, com destaque para iniciativas que melhorem o escoamento da produção catarinense.

A agenda integra a missão internacional do governo estadual, que nesta semana cumpre compromissos estratégicos na China para atrair investimentos e gerar oportunidades de emprego e desenvolvimento para os catarinenses.

Fonte: Economia SC

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Comércio, Tecnologia

SC pode abrigar montadora chinesa de veículos elétricos

Projeto teve avanços em reunião de comitiva catarinense na China

A agenda de comitiva catarinense na China terminou nesta semana com avanços no projeto para a instalação de uma montadora chinesa de carros elétricos no estado. O investimento foi discutido em reunião em Pequim entre os executivos da Jmev, parlamentares catarinenses e o governo estadual.

O encontro selou o interesse mútuo pra construção da fábrica da Jmev em Santa Catarina. O acordo foi resultado de uma primeira reunião em 16 de junho, na cidade de Nanchang, sede da Jmev, onde os parlamentares apresentaram à empresa as oportunidades de investimentos e a força da economia no estado.

A instalação da fábrica está alinhada ao projeto de expansão da Jmev no mercado global de veículos elétricos. “O grande momento positivo dessa missão foi nós conseguirmos promover a aproximação entre a empresa e o governo do Estado, para a partir de agora, avançarmos com as questões burocráticas”, informou o deputado estadual Fabiano da Luz (PT).

Segundo ele, a intenção da empresa é fabricar um modelo popular para ser vendido no Brasil, com distribuição também para toda a América Latina a partir de Santa Catarina. O governador Jorginho Mello (PL) destacou que o estado já conta com outras montadoras, como a GM e a BMW, o que demonstra a referência de Santa Catarina no setor automotivo. 

Jorginho determinou que técnicos do governo catarinense mantenham contato direto com a direção da empresa para que sejam elaborados os documentos necessários ao andamento do processo de implementação da unidade da JMEV em Santa Catarina. Os potenciais do estado nos setores de tecnologia, metalmecânica e inovação foram considerados estratégicos para os planos de expansão da empresa.

A Jmev é uma montadora fundada em 2015, fruto de parceria entre a Jiangling Motors (JMC) e o grupo Renault. A companhia produz cerca de 100 mil carros elétricos por ano, atuando com foco em tecnologia, sustentabilidade e veículos compactos e médios. Os modelos populares da marca incluem o EV3, 1º carro elétrico com câmbio manual do mundo, que será produzido no Brasil com preço estimado em menos de R$ 100 mil.

Fonte: Diarinho

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Comércio, Comércio Exterior, Mercado Internacional

China acelera corrida bilionária por minerais estratégicos no Brasil

A riqueza mineral do Brasil sempre foi alvo da cobiça de nações estrangeiras. O ouro extraído do território brasileiro, por exemplo, ajudou a financiar a Revolução Industrial na Inglaterra, no século XVIII.

Portugal enviava o metal precioso de sua maior colônia para cobrir o déficit comercial ocasionado pelo Tratado de Methuen — que obrigava o país ibérico a importar tecidos dos britânicos em troca de uma redução nas tarifas sobre seus vinhos. Trezentos anos depois, a grande interessada no nosso subsolo é a China, cuja presença na mineração por aqui vem se expandindo consideravelmente.

Em 2023, por exemplo, a BYD, montadora de carros elétricos, adquiriu direitos de exploração de lítio — um metal leve essencial para a fabricação de baterias — no Vale do Jequitinhonha (MG). No ano seguinte, a estatal China Nonferrous Trade (CNT) comprou a operação da Mina de Pitinga, que explora estanho na Amazônia, por cerca de 2 bilhões de reais. Não demorou muito para o conglomerado inglês Anglo American acertar a venda de sua exploração de níquel no Brasil para a chinesa MMG por quase 3 bilhões de reais. A voracidade da China em relação às reservas de minerais estratégicos— aliás, como tem demonstrado em várias partes do mundo — instiga o eterno debate que opõe a indústria nacional ao capital estrangeiro. Se o setor empresarial e as autoridades conseguirem enxergar além dessa dicotomia e souberem construir uma regulação forte, o interesse dos chineses pode ser uma oportunidade para o Brasil.

O domínio da China em mercados de minerais não pode ser subestimado. O país asiático detém mais de 90% da produção refinada de três materiais considerados críticos para tecnologias de transição energética: manganês, grafite e polissilício. O mesmo se aplica às terras raras, um conjunto de dezessete elementos químicos também essenciais para o desenvolvimento tecnológico. O laço econômico entre as minerações de China e Brasil já era estreito antes dos investimentos recentes, uma vez que os asiáticos são de longe os principais compradores das riquezas do subsolo brasileiro. Mais de 280 milhões de toneladas de minerais foram despachadas do Brasil rumo ao país do Oriente em 2024 — um volume quase catorze vezes maior que o encomendado por qualquer outra nação. Os chineses, no entanto, não querem mais apenas ser compradores de minério do Brasil, mas desbravadores de reservas que vão definir as potências do século XXI. “A China se planeja para os próximos 100 anos, diferentemente de nós, que só pensamos no mês seguinte”, diz o consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil.

O carrinho de compras chinês cheio de reservas de minerais estratégicos brasileiros reacende a discussão sobre como lidar com a internacionalização do setor. Frequentemente, empresas estrangeiras que extraem matérias-primas brasileiras fazem apenas isso, extração, enviando os insumos para seus países de origem, onde são processados e ganham valor agregado. Incentivar a verticalização da produção mínero-metalúrgica — garantindo que diversas etapas da cadeia ocorram no Brasil — é um desejo antigo do setor industrial.

Segundo fontes do mercado, a ideia de exigir que mineradoras de capital estrangeiro tenham um sócio brasileiro para zelar pelos interesses nacionais foi aventada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em conversas com empresários durante viagem recente do chefe da pasta, Alexandre Silveira, à China. O MME, no entanto, afirma que não estuda esse tipo de medida.

“Não há qualquer iniciativa para cercear a atividade mineral de companhias que atuam de forma legal no Brasil”, respondeu o ministério, em nota a VEJA. O advogado João Raso, que atua na divisão de mineração do escritório BMA, lembra que o protecionismo mineral é comum em países africanos: “Muitos deles exigem que mineradoras estrangeiras contratem uma quantidade mínima de mão de obra local e tenham diversas licenças”. Para garantir a melhor forma de exploração no Brasil — e gerar renda de fato —, o caminho deveria ser outro.

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) tem uma posição clara. Por mais que haja um alto grau de interesse chinês por minerais críticos no Brasil, esse apetite pode ser desfeito por proteções excessivas à exploração. A solução para gerar valor agregado no país seria melhorar a competitividade. “Precisamos melhorar nossa infraestrutura, a segurança jurídica e a tributária”, diz Julio Nery, diretor de assuntos minerários do Ibram. Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia, concorda: “O incentivo à verticalização do setor não pode ser via restrições exageradas, senão ninguém vai querer vir para o Brasil.”

Um projeto de lei na Câmara dos Deputados (PL 2780/24) contempla as reivindicações de Nery ao propor uma Política Nacional de Minerais Críticos e prever linhas de crédito para pesquisas no segmento. “A China lidera em terras raras, mas o Brasil pode ser o segundo país mais importante nessa área, se quisermos”, diz o deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), autor do texto, que aguarda parecer na Comissão de Desenvolvimento Econômico. Entre todos os setores da economia, o de mineração é um dos mais intensivos em capital. Minas custam caro e exigem investimentos de longo prazo — o início das operações costuma levar mais de uma década. Calibrar a regulamentação em resposta à demanda chinesa não é tarefa fácil, mas promete ganhos notáveis ao Brasil.

Fonte: Veja

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Notícias, Portos

Após missão à Ásia, projetos para aviação regional e ferroviários terão encaminhamentos em Santa Catarina

O desenvolvimento da logística aérea regional e ferroviária foram foco das agendas do governador Jorginho Mello na China. A comitiva visitou uma das maiores fábricas de aviões do país e a maior fábrica de material para o setor ferroviário do mundo. As agendas na Ásia terão desdobramentos nos próximos meses, com a vinda de representantes da empresa ao Brasil e aceleração na análise dos projetos de aviação regional que vêm sendo apresentados ao Governo do Estado.

A primeira parada na China foi em Harbin, cidade que é sede de uma fábrica de aviões. Estas aeronaves foram indicadas como parte de um dos projetos apresentados pela iniciativa privada e que vem sendo analisados pelo governo catarinense, via Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).

“O Estado já recebeu duas propostas de projetos para a aviação regional. Um deles trabalha com a possibilidade de utilizar esta aeronave chinesa, que é um modelo para 19 lugares, e que pode ser reconfigurado para transporte de cargas em 30 minutos. Agora vamos passar a realizar discussões mais aprofundadas sobre a viabilidade de cada proposta”, relata o secretário da SPAF, Beto Martins, que integrou o roteiro na China.

Uma ação já definida pelo governador Jorginho Mello foi a criação do Grupo de Trabalho sobre Aviação Regional. Além da SPAF, representantes das Secretarias da Fazenda, Planejamento, InvestSC, e Procuradoria Geral do Estado também fazem parte do GT. O objetivo final é estruturar um plano de trabalho para estudar, avaliar e propor ações para o desenvolvimento da aviação regional no Estado, que deverá conectar alguns dos 24 aeroportos catarinenses com um aeroporto hub (Florianópolis).

Ferrovias

Em Pequim, a comitiva catarinense visitou a CRRC Corporation Limited, maior fornecedora mundial de equipamentos para transporte ferroviário. A empresa tem mais de 180 mil funcionários e busca se expandir no Brasil, incluindo a possibilidade de instalar uma unidade no país.

“Nesta agenda nós discutimos a possibilidade de realizar parcerias para os projetos de ferrovias que nós estamos desenvolvendo em Santa Catarina. Ficou agendada uma vinda dos representantes da CRRC aqui em julho. Neste novo encontro com o governador Jorginho Mello, vamos dar continuidade a isso. Eles vêm conhecer de perto o projeto e as nossas perspectivas para o futuro do setor em Santa Catarina”, completa Martins.

Fonte: Agencia SECON

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Internacional

Qual é a importância do Estreito de Ormuz e por que os EUA pediram à China que impedisse o Irã de fechá-lo?

É uma das rotas marítimas mais importantes e estratégicas do mundo.

Cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, uma via commercial que conecta os produtores de petróleo do Oriente Médio com os principais mercados da região da Ásia-Pacifico, Europa e América do Norte.

Trata-se de um canal estreito que, em seu ponto mais apertado, separa Omã do Irã por apenas 33 quilômetros.

Essa rota marítima, crucial para o comércio global, está agora no centro das atenções dos mercados.

Após os ataques sem precedentes dos Estados Unidos a três instalações nucleares no Irã no último sábado (21/06), e oito dias depois de Israel lançar a maior ofensiva militar contra a República Islâmica, o mundo espera a reação iraniana, e tudo indica que o Estreito de Ormuz é uma das cartas que o país pode usar.

O parlamento iraniano já aprovou uma medida que autoriza o fechamento da passagem, ainda que a decisão final seja do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Agora, os Estados Unidos estão pedindo à China para impedir que o Irã concretize essa ameaça.

Mas, qual é a importância estratégica desse estreito e quais seriam as consequências de um eventual fechamento?

Uma passagem estratégica

Limitado ao norte pelo Irã e ao sul por Omã e pelos Emirados Árabes Unidos, esse corredor — que tem cerca de 50 km de largura na sua entrada e saída, e aproximadamente 33 km em seu ponto mais estreito — conecta o Golfo ao mar da Arábia.

O canal possui duas rotas marítimas, e cada uma mede 3 km.

Mas, apesar de sua extensão, o estreito é profundo o suficiente para permitir a passagem dos maiores petroleiros do mundo.

Na primeira metade de 2023, cerca de 20 milhões de barris de petróleo passaram diariamente pelo Estreito de Ormuz, segundo estimativa da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), o que representa um comércio energético anual de quase US$ 600 bilhões.

Isso faz do estreito a passagem mais importante para a produção de petróleo no mundo, incluindo o petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), formada pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, além da maior parte do gás natural liquefeito do Catar.

Qualquer interrupção no estreito restringiria o comércio e impactaria em um aumento dos preços do petróleo a nível mundial.

Mas seu eventual fechamento teria um impacto particular sobre a China, que é o maior comprador global de petróleo iraniano e mantém uma estreita relação com Teerã.

Foi com esse argumento que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu à China que intervenha e impeça um possível bloqueio por parte do Irã.

“Eu incentivo o governo chinês, em Pequim, a conversar com o Irã sobre isso, porque eles dependem fortemente do Estreito de Ormuz para obter seu petróleo”, disse em uma entrevista à Fox News no domingo (22/06).

“Se fecham o estreito, será um suicídio econômico para eles. Nós temos opções para lidar com isso, mas outros países também deveriam prestar atenção. Isso os afetaria economicamente muito mais que a nós”, acrescentou.

Qual seria o impacto do fechamento do estreito?

O ex-chefe da agência de inteligência britânica MI6, Alex Younger, disse à BBC que o pior cenário possível em um conflito em curso entre Irã e Israel incluía um bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Fechar o estreito seria, obviamente, um problema econômico enorme, considerando o efeito que isso teria sobre o preço do petróleo”, afirmou.

Seria um “território desconhecido”, segundo Bader Al-Saif, professor adjunto da Universidade de Kuwait e especialista em geopolítica da Península Arábica.

“Isso teria consequências diretas nos mercados mundiais, porque veríamos uma alta no preço do petróleo e uma reação bastante nervosa das bolsas diante do que está acontecendo”, disse Al-Saif.

Naturalmente, também afetaria os países do Golfo, cujas economias dependem fortemente das exportações de energia.

A Arábia Saudita, por exemplo, usa o estreito para exportar cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto por dia, mais do que qualquer país vizinho, segundo dados da empresa de análise Vortexa.

Como o Irã poderia fechar o estreito?

As normas das Nações Unidas permitem aos países exercer controle de até 12 milhas náuticas (cerca de 22,2 km) a partir de sua costa.

Isso significa que, em seu ponto mais estreito, Ormuz e suas rotas de navegação se encontram completamente dentro das águas territoriais de Irã e Omã.

Se o Irã tentasse bloquear os aproximadamente 3.000 navios que passam mensalmente pelo estreito, uma das formas mais eficazes de fazer isso, segundo especialistas, seria colocar minas navais usando lanchas rápidas de ataque e submarinos.

A marinha regular do Irã e a marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica poderiam, em teoria, lançar ataques contra navios de guerra estrangeiros e embarcações comerciais.

Contudo, esses grandes navios militares poderiam, por sua vez, se tornar alvos fáceis para ataques aéreos dos Estados Unidos.

As lanchas rápidas do Irã geralmente estão armadas com mísseis antinavio, e o país também opera uma variedade de navios de superfície, embarcações e semissubmersíveis e submarinos.

Especialistas concordam que o Irã poderia bloquear o estreito temporariamente, mas muitos também acreditam que os Estados Unidos e seus aliados conseguiriam restabelecer rapidamente o tráfego marítimo por meios militares.

Os EUA já fizeram isso antes.

No final da década de 1980, durante a guerra entre Irã e Iraque, os ataques às instalações petroleiras escalaram até se transformarem em uma “guerra dos petroleiros”, na qual ambos os países atacavam navios neutros para exercer pressão econômica.

Os petroleiros do Kuwait que transportavam petróleo iraquiano eram especialmente vulneráveis e, eventualmente, navios de guerra americanos começaram a escoltá-los pelo Golfo, no que se tornou a maior operação de comboios navais desde a Segunda Guerra Mundial.

O Irã vai bloquear o estreito?

Embora o Irã tenha ameaçado, em conflitos anteriores, fechar o Estreito de Ormuz, nunca chegou a realizar a ação.

O momento mais próximo disso foi durante a “guerra dos petroleiros” no fim dos anos 80, mas, mesmo naquela época, o tráfego pelo estreito de Ormuz não foi interrompido de maneira grave.

Se, desta vez, o Irã cumprir a ameaça, o resultado pode ser diferente.

Apesar da China não ter respondido ao chamado dos Estados Unidos, é muito pouco provável que Pequim receba bem um possível aumento nos preços do petróleo ou interrupções nas rotas de navegação, e poderia usar seu peso diplomático para dissuadir o governo iraniano de fechar o estreito.

A analista energética Vandana Hari disse que o governo iraniano tem “pouco a ganhar e muito a perder” se fechar o estreito.

“O Irã corre o risco de transformar em inimigos seus vizinhos produtores de petróleo e gás no Golfo, e provocar a ira do seu principal mercado, a China, ao interromper o tráfego no estreito.”

A China, em particular, compra mais petróleo do Irã do que qualquer outro país: suas importações superaram os 1,8 milhão de barris por dia no mês passado, segundo dados da empresa de análises Vortexa.

Outras importantes economias asiáticas, incluindo Índia, Japão e Coreia do Sul, também dependem fortemente do petróleo bruto que passa pelo estreito.

Nesta segunda-feira, o governo chinês declarou que os ataques dos Estados Unidos prejudicaram a credibilidade de Washington e pediu um cessar-fogo imediato.

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, disse que todas as partes deveriam conter “o ímpeto da força”, segundo um relatório da televisão estatal.

Em um editorial, o jornal estatal de Pequim, Global Times, também opinou que a participação dos Estados Unidos no Irã “complicou e desestabilizou ainda mais a situação no Oriente Médio e que estava levando o conflito a um “estado incontrolável”.

Fonte: BBC

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Internacional

Avanço de Índia, China e Iraque ressalta atraso do Brasil no saneamento

O Brasil é um dos países mais atrasados do mundo no atendimento à população com sistemas de esgotamento sanitário e só recentemente faz aportes em maior volume graças a investimentos do setor privado.

Até 2022, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil ficava atrás de Índia, Iraque, China e África do Sul e de vários países latino-americanos no total da população atendida por coleta e tratamento de esgoto.

Apesar dos investimentos recentes, o país ainda corre o risco de não conseguir cumprir as metas do novo Marco Legal do Saneamento Básico, de 2020, que permitiu o ingresso de empresas privadas na área.

Os dois principais objetivos do marco são levar o país a ter 99% da população com atendimento de água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até o final de 2033. Em 2023 (último dado oficial), o país tinha 83,1% da população com acesso a água e 55,2% com esgotamento.

No caso do esgoto, era menos do que tinham um ano antes o Peru (57,7%) e o México (62,5%). Na região, o país com maior cobertura é o Chile (95,3%), enquanto a média global era 56,6%.

Para atingir as metas do marco, o Brasil teria que investir R$ 223,82 por habitante todos os anos, em vez dos R$ 124,74 registrados em 2023. Isto significa que o investimento precisaria saltar de R$ 25,6 bilhões em 2023 para R$ 45,1 bilhões anuais até 2033.

Apesar de o novo marco do saneamento ter sido aprovado em 2020, muitos dos investimentos programados começam a ganhar força agora, com vários estados realizando privatizações, parcerias público-privadas ou concessões de estatais de saneamento.

Segundo Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, que monitora o setor desde 2007, os investimentos já programados e as perspectivas para os próximos anos fazem com que o Brasil “apareça mal na foto, mas com um filme promissor à frente”.

“Existe a confiança de que o modelo de negócios no setor esteja se consolidando. O grande desafio será fortalecer as agências reguladoras de forma técnica e independente para dar mais segurança aos investimentos”, afirma.

Neste ano, aportes importantes estão sendo realizados em estados como Pernambuco (R$ 18,9 bilhões), Pará (R$ 15,8 bilhões), Espírito Santo (R$ 7 bilhões) e Rondônia (4,9 bilhões). Juntos, devem atender a 16,1 milhões de pessoas.

Um dos principais problemas hoje é o custo de financiamento dos projetos. Com o juro básico (Selic) a 15% ao ano pressionado pelo aumento do gasto público sob o governo Lula e pela inflação, as empresas que investem acabarão repassando para a conta dos consumidores o custo de capital.

Outro obstáculo é a dificuldade que algumas empresas estaduais de saneamento enfrentam para levantar dinheiro para investimentos junto a bancos públicos.

Embora a iniciativa privada tenha feito grandes avanços desde 2020 por meio de privatizações (como a da Sabesp), concessões e PPPs com o setor público, as empresas estaduais ainda respondem pelo abastecimento de água urbano em 3.301 municípios e esgotamento em 1.213 -de 5.570 cidades no país.

Segundo a Aesbe (Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento), bancos oficiais costumam cobrar IPCA mais 3,5% a 4% ao ano nos financiamentos, pois são lastreados com dinheiro do FGTS (remunerado abaixo das taxas de mercado).

Mas quando as estaduais emitem papéis (debêntures) para levantar capital, pagam IPCA e até 8% ao ano em juros, em prazos de 15 anos -ante até 30 anos para recursos do FGTS. Esse custo maior recai sobre os consumidores.

Segundo Sergio Gonçalves, secretário-executivo da Aesbe, um efeito da dificuldade na obtenção de dinheiro pelas companhias estaduais é que elas estão acelerando PPPs e concessões. Em abril, a entidade computava R$ 11,1 bilhões em financiamentos com recursos do FGTS à espera de aprovação.

Entre as privatizadas ou concedidas totalmente ao setor privado constam as ex-estatais de São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí. Entre outras, as parcialmente concedidas são de Alagoas, Rio de Janeiro, Sergipe e Pará; e houve PPPs importantes em estados como Paraná, Ceará e Espírito Santo.

Segundo a Abcon-Sindcon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), desde a aprovação do marco, em 2020, foram aproximadamente 60 leilões, que redundaram em mais de R$ 160 bilhões de investimentos.

Fonte: MSN

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Comércio, Internacional, Negócios

Premiê da China pede que nações trabalhem em conjunto para resolver disputa comercial

Li Qiang disse ainda que o número de barreiras comerciais passou de 1,2 mil em 2024, seis vezes a mais do que existia em 2020

O premiê da China, Li Qiang, sugeriu que as nações trabalhem em conjunto para resolver disputas comerciais, em busca de benefícios mútuos.

“Quando a economia internacional enfrenta dificuldades, o que precisamos não é da lei da selva, onde os fortes atacam os fracos, mas sim da cooperação e do sucesso mútuo para resultados vantajosos para todos”, afirmou Li, durante evento do Fórum Econômico Mundial em Tianjin, na China.

Li disse ainda que o número de barreiras comerciais passou de 1,2 mil em 2024, seis vezes a mais do que existia em 2020, enquanto o investimento transfronteiriço diminuiu nos últimos três anos, com o crescente protecionismo comercial global.

O premiê chinês também declarou que os países devem se opor à dissociação e às interrupções na cadeia de suprimentos, evitando politizar questões econômicas e comerciais. A economia chinesa continua a apresentar bom desempenho neste ano e manterá um crescimento “relativamente rápido” no futuro, segundo Li.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Comércio Exterior, Portos, Tecnologia

Porto de Paranaguá é o 1º a receber veículos elétricos fabricados por gigante chinesa que retoma vendas no Brasil

O fabricante chinês de veículos elétricos Geely realizou seu primeiro desembarque de automóveis no Brasil após nove anos fora do país. O navio San Martin, procedente do Porto de Xangai, trouxe centenas de carros elétricos em operação realizada no Porto de Paranaguá. A marca retorna ao mercado nacional por meio de parceria com uma montadora já instalada no Brasil.

A operação foi realizada no berço 219, estrutura projetada especialmente para receber navios do tipo Ro-Ro (roll-on/roll-off), próprios para cargas rolantes — ou com rodas. O píer permite que embarcações desse tipo atraquem na posição perpendicular ao cais, diferentemente das demais, que atracam em paralelo.

“É uma honra para a Portos do Paraná ser a porta de entrada de veículos de alta tecnologia. Isso demonstra que estamos sempre preparados para atender com eficiência o mercado automobilístico”, afirmou o diretor-presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia.

Paraná em destaque na indústria automobilística

Além da importação, o Paraná também se consolida como grande fabricante e exportador de automóveis. As vendas de carros produzidos no estado para outros países cresceram 73,7% entre janeiro e maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. Em valores absolutos, as exportações saltaram de US$ 172 milhões para US$ 299 milhões.

Os dados, divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O crescimento está diretamente relacionado à ampliação das vendas para o mercado sul-americano, especialmente para a Argentina, que registrou um aumento de 464% nas compras de veículos paranaenses. As exportações para o país vizinho subiram de US$ 32 milhões para US$ 182 milhões. Também houve aumentos expressivos nas vendas para a Colômbia (49%), Uruguai (38%) e Chile (28%).

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China lidera queda do superávit da balança comercial, aponta ICOMEX

ICOMEX aponta que acordo EUA-China reduz tarifas, mas incertezas e riscos geopolíticos ainda impactam o comércio global

O acordo firmado em 10 de junho entre China e Estados Unidos amenizou tarifas comerciais, mas não dissipou as incertezas globais, apontam dados do Indicador de Comércio Exterior (ICOMEX), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). As tarifas de 125% e 145% caíram para 10% e 55%, respectivamente, mas o presidente norte-americano enfatizou que se trata apenas de uma trégua. O prazo para que outros parceiros negociem acordos com os EUA termina em julho.

Além das tarifas, o cenário incluiu ameaças da China de restringir exportações de terras raras e, pelo lado norte-americano, a revogação de vistos para estudantes chineses nos EUA. A tensão aumentou com o conflito entre Israel e Irã, ampliando os riscos geopolíticos.

No caso brasileiro, preocupam as tarifas de 10% sobre importações e de 50% para produtos siderúrgicos e de alumínio. A reversão dependerá de negociações bilaterais e da pressão da indústria americana.

De acordo com o ICOMEX, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 1,2% até maio, enquanto para a China houve retração de 0,3%. A balança comercial acumulada registrou superávit de US$ 24,4 bilhões — queda significativa frente aos US$ 35,2 bilhões do mesmo período de 2024.

As exportações de commodities apresentaram retração, ao passo que as de não commodities avançaram, com destaque para automóveis. A indústria de transformação respondeu por 94% das importações brasileiras. Entre os principais itens estão fertilizantes, combustíveis e veículos.

A queda no superávit foi liderada pela redução no saldo com a China, de US$ 18,6 bilhões para US$ 8,3 bilhões. Argentina e União Europeia apresentaram saldo positivo no mesmo período.

Fonte: FGV Notícias.

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Comércio entre China e países de língua portuguesa movimenta quase US$ 61 bilhões em quatro meses 

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa alcançaram US$ 60,99 bilhões entre janeiro e abril de 2025. Apesar do montante expressivo, os dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam uma retração de 15,48% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O volume de importações da China oriundas dos países de língua portuguesa totalizou US$ 34,29 bilhões — uma queda de 26,01% no comparativo anual. Já as exportações chinesas para esses países apresentaram crescimento de 3,4%, somando US$ 26,71 bilhões no mesmo período. 

Em abril, o comércio exterior entre China e esses países atingiu US$ 16,78 bilhões, o que representa uma redução de 6,5% em relação a abril de 2024. As importações chinesas somaram US$ 9,76 bilhões (queda de 14,07%), enquanto as exportações da China para esses mercados cresceram 6,55%, atingindo US$ 7,02 bilhões. 

O Brasil permanece como o principal parceiro comercial da China – entre os países de língua portuguesa, respondendo por US$ 48,61 bilhões do total movimentado no quadrimestre. Desse valor, US$ 21,51 bilhões referem-se a exportações chinesas para o Brasil, enquanto US$ 27,10 bilhões foram importações de produtos brasileiros pela China

A relação econômica entre China e países de língua portuguesa — que inclui, além do Brasil, nações como Angola, Portugal e Moçambique — segue estratégica para o fortalecimento do comércio internacional e o desenvolvimento das trocas bilaterais no contexto global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTO: Ricardo Stuckert/Presidência da República 

FONTES:  

poder360.com.br/ 

www.br-cn.com/  

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