Exportação

Exportação de carne bovina recua após China preencher cota de importação

A exportação de carne bovina brasileira perdeu ritmo depois que a China completou a cota de 1,1 milhão de toneladas para importações sem a cobrança da tarifa adicional de 55%. Com a mudança, o Brasil começa a registrar redução no volume embarcado para o mercado internacional.

Na segunda semana de agosto, o país exportou, em média, 8,4 mil toneladas de carne bovina por dia útil, abaixo das 10,5 mil toneladas registradas na primeira semana do mês.

Considerando os dez primeiros dias úteis de agosto, a média ficou em 9.442 toneladas diárias. O resultado representa uma queda de 26% em relação a agosto de 2025 e corresponde ao menor nível desde janeiro do ano passado.

China antecipou compras antes da nova tarifa

A expectativa de aumento da tributação levou o mercado chinês a antecipar parte das compras de carne bovina do Brasil. Enquanto a alíquota permanecia em 12%, os importadores elevaram os volumes adquiridos.

O movimento ajudou a impulsionar as exportações brasileiras. Em novembro de 2025, os embarques chegaram a uma média de 16,8 mil toneladas por dia útil, período em que a demanda chinesa teve papel importante no desempenho.

Desde janeiro, passou a valer uma cota de 1,1 milhão de toneladas. Após esse limite ser atingido, as importações brasileiras ficam sujeitas a uma tarifa adicional de 55%. Na prática, a carne bovina brasileira passa a enfrentar uma tributação total de 67%.

Preço da carne bovina continua sustentado

Apesar da retração no volume embarcado, os preços da carne bovina brasileira no mercado internacional permanecem em patamar elevado.

Dados acompanhados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que a tonelada de carne bovina in natura é negociada, em média, por US$ 6.140.

O valor está abaixo do registrado em julho, mas ainda representa uma alta de aproximadamente 10% sobre agosto do ano passado.

Carne de frango e carne suína têm desempenhos diferentes

O comportamento das exportações de outras proteínas animais é diferente do observado na carne bovina.

Os embarques de carne de frango alcançaram 22,6 mil toneladas por dia útil em agosto, alta de 27% na comparação com o mesmo período de 2025. O preço médio também avançou, com aumento de 17%.

No mercado de carne suína, as exportações diárias estão 10,5% acima das registradas em agosto do ano passado. O desempenho dos preços, porém, é negativo, com queda de 8%, segundo dados da Secex.

China responde por quase metade da receita da carne bovina

A China continua sendo o principal destino da carne bovina exportada pelo Brasil.

De acordo com a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), o setor acumulou US$ 11,4 bilhões em receitas entre janeiro e julho. Desse total, 47% tiveram origem nas vendas para o mercado chinês.

Em volume, a participação da China também foi significativa: 45% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período teve o país asiático como destino.

Preços no campo têm movimentos distintos

No mercado pecuário paulista, a arroba do boi gordo está cotada a R$ 345. O preço acumula queda de 0,43% no mês, segundo o Cepea.

No mesmo período, a cotação do suíno recuou 2,6%, enquanto o preço do frango registrou alta de 0,42%.

Exportações de arroz avançam em agosto

As vendas externas de arroz brasileiro apresentaram forte crescimento nas duas primeiras semanas de agosto.

Segundo a Secex, os embarques de arroz em casca chegaram a 10,8 mil toneladas por dia útil. O volume representa uma alta de 250% em relação ao mesmo período de 2025.

Pecuaristas de Mato Grosso ampliam intenção de confinamento

A pesquisa de intenção de confinamento realizada pelo Imea em julho aponta que os pecuaristas de Mato Grosso pretendem colocar 1,33 milhão de cabeças de gado em confinamento.

O número é 43% maior que o registrado na mesma pesquisa de 2025. Em relação à sondagem realizada em abril deste ano, porém, houve uma redução de 8%.

O levantamento estima ainda um custo diário médio de R$ 13,62 por animal no sistema de confinamento.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joel Silva/Reuters

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Exportação

Exportação de carne de frango do Brasil cresce e vendas à Arábia Saudita avançam

As exportações brasileiras de carne de frango ganharam força em julho, com destaque para o aumento das compras da Arábia Saudita. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os sauditas importaram 39,7 mil toneladas do produto brasileiro no mês, volume 26,2% superior ao registrado em julho de 2025.

Com esse resultado, a Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os principais destinos do frango produzido no Brasil.

Emirados Árabes reduzem compras

Na segunda colocação do ranking de compradores, os Emirados Árabes Unidos adquiriram 41,1 mil toneladas de carne de frango brasileira em julho. Apesar do volume, houve queda de 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A China permaneceu como principal mercado para o produto brasileiro. Japão, União Europeia e África do Sul completaram o grupo dos cinco maiores destinos no período.

O desempenho mostra a diversificação da exportação de proteína animal brasileira, com diferentes mercados contribuindo para o resultado do setor.

Exportações de frango avançam em julho

No total, o Brasil embarcou 519,2 mil toneladas de carne de frango em julho. O volume representa crescimento de 29,9% em comparação com as exportações registradas no mesmo mês de 2025.

A receita também apresentou forte expansão. As vendas externas movimentaram US$ 991,2 milhões, alta de 34,3% na comparação anual.

O avanço ocorreu tanto em volume quanto em faturamento, reforçando a participação do Brasil no mercado internacional de carne de frango.

Acumulado do ano supera 3,4 milhões de toneladas

Considerando os primeiros sete meses do ano, as exportações brasileiras de frango chegaram a 3,455 milhões de toneladas.

O resultado representa crescimento de 15,2% sobre o mesmo período do ano anterior. Em receita, os embarques somaram US$ 6,69 bilhões, aumento de 19,3%.

Os números indicam uma expansão consistente das vendas externas da indústria brasileira de proteína animal ao longo do ano.

Base de comparação influencia resultado

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, atribuiu parte do desempenho à presença do produto brasileiro em diferentes mercados internacionais. Ele também destacou que a comparação ocorre com julho de 2025, período em que o setor ainda enfrentava os efeitos das restrições provocadas por um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade.

O episódio, que já foi superado, havia levado alguns países a suspender temporariamente as compras de frango brasileiro.

Com a normalização do comércio e a manutenção da demanda em diferentes destinos, as exportações voltaram a apresentar crescimento expressivo, especialmente em mercados importantes do Oriente Médio e da Ásia.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações brasileiras para a União Europeia crescem 4% após acordo Mercosul-UE

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram quase 4% nos dois primeiros meses de vigência provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O dado foi destacado nesta segunda-feira, 10, pelo vice-presidente da República.

Apesar do avanço nas vendas externas, Alckmin também chamou atenção para obstáculos enfrentados pelo Brasil no comércio internacional. Segundo ele, alguns países adotam uma espécie de protecionismo comercial baseado em exigências sanitárias.

A declaração ocorre em meio a dificuldades nas exportações brasileiras de carne bovina e de frango para o mercado europeu.

Exportação de carnes enfrenta restrições na Europa

A União Europeia suspendeu, a partir de 3 de setembro, a autorização para a importação de determinados produtos de origem animal do Brasil. Entre eles estão carnes bovinas e de frango.

Segundo a justificativa apresentada pelo bloco europeu, o Brasil não teria comprovado adequadamente a adoção de novas exigências relacionadas ao controle de antimicrobianos na pecuária.

Durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Alckmin defendeu o fortalecimento da fiscalização sanitária brasileira.

O vice-presidente destacou investimentos e mudanças na estrutura de vigilância sanitária, afirmando que quase mil profissionais foram revitalizados após 18 anos para reforçar os mecanismos de controle.

Brasil destaca avanços no controle sanitário

Alckmin também citou avanços na situação sanitária do país. Entre os exemplos apresentados está o reconhecimento do Brasil como exportador de carne bovina sem a necessidade de vacinação contra a febre aftosa.

Na área de saúde animal, ele mencionou ainda a influenza aviária, afirmando que o país conseguiu controlar um caso em 28 dias.

Apesar dos avanços, o vice-presidente defendeu a necessidade de ampliar os esforços para garantir o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.

Para Alckmin, exigências sanitárias podem acabar funcionando como uma forma indireta de protecionismo comercial, dificultando a entrada de produtos estrangeiros.

Acordo Mercosul-UE impulsiona vendas brasileiras

Mesmo diante das restrições envolvendo alguns produtos, Alckmin ressaltou o desempenho das exportações brasileiras para o mercado europeu desde o início da vigência provisória do acordo comercial Mercosul-UE.

Segundo o vice-presidente, as vendas do Brasil para a União Europeia avançaram quase 4% nos dois meses seguintes à entrada em vigor do acordo.

Ele avaliou que a abertura de novos mercados e a ampliação das relações comerciais ajudam o Brasil a manter o desempenho positivo das exportações, inclusive diante das dificuldades enfrentadas nas relações comerciais com os Estados Unidos.

Governo promete manter negociação com os Estados Unidos

Alckmin também afirmou que o Brasil pretende continuar negociando com os Estados Unidos para tentar reverter medidas que vêm prejudicando as exportações brasileiras.

Segundo ele, o governo manterá os esforços diplomáticos e comerciais e não pretende abandonar a mesa de negociação.

O vice-presidente classificou como injusta a situação atual e afirmou que o objetivo é corrigir o que considera uma distorção e recuperar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano.

De acordo com Alckmin, as medidas adotadas pelos Estados Unidos atingem aproximadamente 15% das exportações brasileiras, com impacto especialmente forte sobre a indústria.

Comércio exterior busca novos mercados

O cenário reforça a importância da diversificação dos destinos das exportações do Brasil. Enquanto o governo tenta solucionar os obstáculos comerciais com os Estados Unidos, o desempenho das vendas para a União Europeia aparece como um dos indicadores positivos para o comércio exterior.

A expectativa é que a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia amplie as oportunidades para produtos brasileiros e fortaleça a presença do país no mercado europeu.

Ao mesmo tempo, questões sanitárias e barreiras comerciais continuam entre os principais desafios para o agronegócio e para a indústria brasileira no cenário internacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Inesc

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Agronegócio

Proteína animal brasileira ganha espaço no mercado global com aumento da demanda e novas oportunidades

A proteína animal brasileira mantém perspectivas positivas de crescimento no mercado internacional, impulsionada pela alta demanda global, pela competitividade do agronegócio nacional e pela abertura de novos destinos comerciais.

A avaliação foi um dos principais pontos debatidos durante o Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) 2026, realizado em São Paulo (SP), evento considerado um dos mais importantes encontros das cadeias de aves, suínos, ovos, peixes de cultivo e bovinos do Brasil e da América Latina.

Para Miguel Gularte, CEO da MBRF, o setor brasileiro vive um cenário em que a procura internacional ainda supera a capacidade de oferta. Segundo ele, essa característica abre espaço para que o país amplie sua participação no comércio mundial.

Produção e exportações devem avançar em 2026

Durante o evento, representantes das principais empresas do setor destacaram que o Brasil reúne condições para continuar crescendo, desde que avance na abertura de mercados, na diversificação de compradores e na oferta de produtos com maior valor agregado.

Projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que a produção nacional de carne de frango pode crescer até 5,6% em 2026, enquanto a produção de carne suína deve avançar até 5% e a de ovos cerca de 4,1%.

As exportações também apresentam expectativa positiva. A previsão é de aumento de até 10,3% nos embarques de carne de frango e de 5,9% na carne suína, acompanhando a maior disponibilidade interna e o crescimento do consumo por habitante.

Dados do Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura, mostram que as exportações brasileiras de frango, carne suína e ovos cresceram 2,8% em volume no último ano, alcançando 6,7 milhões de toneladas. Em receita, a alta foi de 3,3%, chegando a US$ 13,3 bilhões.

Diversificação reduz dependência de grandes compradores

Apesar dos números favoráveis, líderes do setor reforçaram que o futuro da indústria de proteína animal dependerá cada vez mais da capacidade de conquistar novos mercados.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que a redução das compras chinesas de carne suína não representa uma mudança definitiva no comércio internacional, mas uma retomada aos níveis anteriores ao período da peste suína africana.

Na avaliação dele, países da Ásia, da África e do chamado Sul Global devem concentrar parte relevante do crescimento do consumo de proteínas nos próximos anos.

A expectativa da entidade é que o setor mantenha uma expansão anual entre 3% e 3,5%, sustentada pela competitividade brasileira e pela ampliação de acordos comerciais.

O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, também defendeu a redução da dependência de poucos compradores internacionais.

Segundo ele, o Brasil precisa evitar a concentração das vendas externas em um único mercado e ampliar sua presença em destinos como Coreia do Sul, Japão e outros países estratégicos.

Competitividade depende de tecnologia e eficiência produtiva

Para João Campos, presidente da Seara, a força da proteína brasileira está diretamente ligada à evolução dos sistemas de produção.

Segundo o executivo, a integração entre produtores e indústria, os investimentos em tecnologia, a inovação no campo e a capacidade de adaptação às mudanças do mercado são diferenciais importantes para manter o protagonismo brasileiro.

Miguel Gularte destacou que o setor demonstrou capacidade de resposta diante de desafios recentes, como a pandemia e conflitos internacionais, mantendo padrões sanitários elevados e garantindo o abastecimento de mercados estratégicos.

Na avaliação dele, a estratégia de vender para diferentes países reduz riscos e fortalece toda a cadeia produtiva.

Exportação de produtos industrializados é próximo desafio

Outro tema recorrente nos debates foi a necessidade de ampliar a participação brasileira em produtos processados e de maior valor agregado.

Neivor Canton afirmou que o país ainda concentra boa parte das exportações em produtos básicos e precisa avançar na construção de marcas e no desenvolvimento de produtos diferenciados para o consumidor internacional.

João Campos destacou que a internacionalização da indústria vai além da venda ao exterior, envolvendo também a criação de canais de distribuição, relacionamento com consumidores e fortalecimento das marcas brasileiras.

Para Gularte, a aproximação dos hábitos de consumo em diferentes regiões do mundo cria novas oportunidades para empresas nacionais ampliarem sua atuação internacional.

SIAVS reforça protagonismo brasileiro no comércio mundial

O SIAVS 2026 reuniu representantes da indústria, produtores, pesquisadores, fornecedores e compradores internacionais para discutir os caminhos da proteína animal brasileira.

Segundo Ricardo Santin, o crescimento do evento acompanha a evolução do setor e consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Os debates mostraram que o próximo ciclo de expansão da agroindústria brasileira dependerá não apenas do aumento da produção, mas também da conquista de novos mercados, da agregação de valor e da manutenção da confiança dos consumidores internacionais.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/SIAVS

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Agronegócio

Mercado de frango no Brasil enfrenta excesso de oferta e pressiona margens das produtoras

O mercado de frango no Brasil deve enfrentar um cenário de maior pressão sobre a rentabilidade das empresas do setor durante o segundo semestre de 2026. A avaliação é do JPMorgan, que aponta que o excesso de oferta da proteína, aliado ao consumo interno enfraquecido, tende a reduzir as margens de gigantes como JBS e BRF.

A análise foi divulgada nesta quarta-feira (5) após o banco realizar conversas com mais de dez pequenos e médios produtores e exportadores de aves. De acordo com os entrevistados, a expectativa é de queda na lucratividade nos próximos meses, refletindo o desequilíbrio entre oferta e demanda, além da desvalorização das carnes bovina e suína.

Produção segue acima da demanda

Segundo o relatório, o Brasil continua produzindo carne de frango em volume superior ao necessário para atender ao mercado. Neste ano, o alojamento de pintinhos cresceu 2,3% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o abate de frangos avançou 2,5%.

Apesar desse cenário, alguns produtores já começaram a enviar aves com menor peso para o mercado, movimento que pode indicar os primeiros sinais de ajuste na oferta.

Ainda assim, o JPMorgan destaca que os produtores não demonstram intenção de reduzir o alojamento de pintinhos. O motivo é a boa condição financeira de grande parte das empresas, sustentada pelos resultados positivos obtidos ao longo do ano passado.

Demanda doméstica continua enfraquecida

Outro fator que pesa sobre o setor é a fragilidade do consumo interno. O banco observa que os consumidores seguem enfrentando limitações financeiras, reduzindo o ritmo das compras.

Além disso, a queda nos preços das carnes bovina e suína aumenta a concorrência entre as proteínas e reduz parte da demanda por frango no mercado brasileiro.

Exportações ainda sustentam parte da rentabilidade

No mercado externo, as exportações de frango continuam apresentando desempenho favorável. A demanda permanece aquecida em regiões como Oriente Médio, México e outros países da América Latina, além da manutenção das compras chinesas de pés de frango.

Entretanto, o JPMorgan alerta que as margens internacionais tendem a perder força nos próximos meses. Entre os fatores apontados estão a valorização da moeda, o aumento dos custos de frete, as tensões geopolíticas, a redução dos embarques de carne de coxa desossada para o Japão e as incertezas sobre uma possível restrição europeia às importações após setembro.

Recuperação pode começar no fim do ano

Na avaliação de parte dos produtores consultados, a lucratividade do setor pode atingir seu ponto mais baixo durante o terceiro trimestre de 2026. Caso a oferta comece a se equilibrar com a demanda, a expectativa é de recuperação gradual das margens até o encerramento do ano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Rodolfo Buhrer

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Agronegócio

Produção de proteínas animais deve crescer em 2026, projeta ABPA

A produção de proteínas animais no Brasil deve registrar novo avanço em 2026, impulsionada pelo crescimento dos setores de carne de frango, carne suína e ovos. As estimativas divulgadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apontam que, além da expansão da produção, o país também deverá ampliar a oferta ao mercado interno, elevar o consumo per capita e manter o ritmo positivo das exportações.

As projeções foram apresentadas durante coletiva de imprensa realizada pela entidade em São Paulo.

Produção e consumo seguem em alta

Segundo a ABPA, a produção de carne de frango poderá crescer até 5,6% em relação ao ano anterior. Já a carne suína tem previsão de alta de até 5%, enquanto a produção de ovos deve avançar 4,1%.

No mercado externo, a expectativa também é positiva. As exportações de carne de frango podem aumentar até 10,3%, enquanto os embarques de carne suína devem crescer até 5,9%.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o cenário indica expansão simultânea da produção, das exportações e do abastecimento interno.

“As projeções indicam crescimento da produção e do consumo per capita das três proteínas. Também teremos maior disponibilidade interna de carne de frango e carne suína, simultaneamente ao avanço das exportações dos dois setores”, afirmou.

Carne de frango pode superar 16 milhões de toneladas

A produção de carne de frango deve variar entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026. Caso o limite superior seja alcançado, o crescimento será de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas produzidas em 2025.

As exportações podem atingir 5,875 milhões de toneladas, um avanço de até 10,3% em comparação com o ano anterior.

No mercado doméstico, a disponibilidade da proteína deverá chegar a aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, alta de até 3,1%. O consumo per capita também tende a crescer, passando de 46,7 quilos para até 48,1 quilos por habitante.

Para 2027, a entidade projeta continuidade da expansão. A produção poderá alcançar 16,6 milhões de toneladas, enquanto as exportações podem chegar a 6,05 milhões de toneladas. O consumo interno deve atingir cerca de 49,4 quilos por pessoa.

Carne suína mantém trajetória de expansão

A produção de carne suína deverá alcançar até 5,87 milhões de toneladas em 2026, representando aumento de até 5% frente ao volume registrado no ano passado.

As exportações podem chegar a 1,6 milhão de toneladas, crescimento estimado em até 5,9%.

No mercado interno, a oferta da proteína deverá atingir aproximadamente 4,27 milhões de toneladas, enquanto o consumo por habitante pode subir de 19,1 para 20 quilos ao ano.

Para 2027, a expectativa é de produção de até 6,05 milhões de toneladas e embarques internacionais próximos de 1,7 milhão de toneladas. O consumo per capita poderá alcançar 20,4 quilos.

Produção de ovos cresce, mas exportações recuam

A produção de ovos no Brasil deverá atingir 64,8 bilhões de unidades em 2026, avanço de até 4,1% sobre o volume produzido em 2025.

O consumo também seguirá em expansão, passando de 288 para 301 unidades por habitante ao longo do ano, alta estimada em 4,5%.

Na contramão da produção, as exportações devem apresentar retração. A previsão é de embarques de 30 mil toneladas, volume até 26,6% inferior ao registrado no ano passado.

Perspectivas para 2027 seguem positivas

As projeções iniciais da ABPA indicam que o setor continuará em crescimento em 2027. A produção de ovos poderá alcançar 66,5 bilhões de unidades, enquanto as exportações devem se recuperar e atingir 34,5 mil toneladas.

O consumo per capita também deve continuar avançando, chegando a 312 ovos por habitante, reforçando a tendência de fortalecimento do mercado brasileiro de proteínas animais.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de frango do Brasil devem crescer mais de 10% em 2026, projeta ABPA

As exportações de frango do Brasil devem alcançar 5,875 milhões de toneladas em 2026, um crescimento de 10,3% em relação às 5,324 milhões de toneladas embarcadas no ano anterior. A projeção foi divulgada nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo.

Para 2027, a expectativa é de continuidade no avanço das vendas externas, embora em ritmo mais moderado. A entidade estima que os embarques cheguem a 6,050 milhões de toneladas, representando alta de 3% sobre o volume previsto para 2026.

Produção de carne de frango também deve aumentar

A produção brasileira de carne de frango deve acompanhar o crescimento das exportações. Segundo a ABPA, o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, volume até 5,6% superior ao registrado no ano passado.

Já para 2027, a estimativa aponta produção de aproximadamente 16,6 milhões de toneladas, com expansão de 2,8%.

No mercado interno, a oferta de carne de frango também deve crescer. A disponibilidade prevista para 2026 é de 10,275 milhões de toneladas, aumento de 3,1% na comparação anual. Em 2027, o volume pode atingir 10,55 milhões de toneladas, representando avanço de 2,7%.

Produção e exportações de carne suína continuam em alta

As projeções da ABPA também indicam crescimento para a carne suína. A produção brasileira deve chegar a 5,87 milhões de toneladas em 2026, alta de 5% frente ao ano anterior.

Para 2027, a expectativa é de uma expansão de 3,1%, elevando a produção para cerca de 6,05 milhões de toneladas.

Nas exportações, o setor mantém perspectiva positiva. Os embarques de carne suína brasileira devem alcançar 1,6 milhão de toneladas em 2026, crescimento de 5,9%. Em 2027, a previsão sobe para 1,7 milhão de toneladas, com incremento de 6,3%.

Produção de ovos cresce, mas exportações devem recuar em 2026

A produção de ovos no Brasil também deve apresentar evolução. A ABPA estima que o país alcance 64,8 bilhões de unidades em 2026, aumento de 4,1% em relação ao ano anterior.

Em 2027, a produção poderá atingir 66,5 bilhões de unidades, representando crescimento adicional de até 2,6%.

No comércio exterior, porém, o cenário é diferente. A associação projeta uma redução de 26,6% nas exportações de ovos em 2026, com embarques estimados em 30 milhões. Para 2027, a expectativa é de recuperação, com alta de até 15% e volume previsto de 64,5 milhões exportados.

Setor de proteína animal mantém perspectiva positiva

As estimativas da ABPA reforçam um cenário favorável para a proteína animal brasileira, impulsionado pelo aumento da produção e pela demanda internacional. O desempenho esperado para frango, carne suína e ovos consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais desses produtos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva/Creative Commons

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Comércio Internacional

China amplia exportações de frango e aumenta concorrência para o Brasil no mercado global

A China está mudando sua posição no comércio internacional de carne de frango. Tradicionalmente reconhecida como a maior importadora mundial de alimentos, o país passa a ganhar espaço também como exportador da proteína, movimento que pode alterar o equilíbrio do mercado global e aumentar a concorrência para o Brasil, líder nas exportações do setor.

A avaliação consta em um relatório divulgado pelo BTG Pactual, que classifica essa mudança como uma transformação gradual, mas com potencial para provocar impactos duradouros na indústria avícola mundial.

Exportações chinesas avançam em ritmo acelerado

Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que as exportações chinesas de carne de frango cresceram 41% em 2025, alcançando quase 1,1 milhão de toneladas. Para 2026, a projeção é de novo avanço, chegando a cerca de 1,4 milhão de toneladas.

Caso o cenário se confirme, a China assumirá a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais da proteína, atrás apenas de Brasil e Estados Unidos.

Em menos de dez anos, a participação chinesa nas exportações globais deve saltar de um patamar pouco representativo para aproximadamente 9,5% do mercado.

Aumento da produção fortalece presença internacional

Segundo o BTG Pactual, o crescimento das exportações está diretamente ligado à expansão da produção doméstica.

Atualmente, a China já ocupa a posição de segundo maior produtor mundial de frango. O USDA projeta aumento de 7% na produção em 2025 e de mais 5% em 2026, elevando o volume para cerca de 17,3 milhões de toneladas. O banco destaca ainda que parte do setor trabalha com estimativas ainda mais otimistas, prevendo crescimento em ritmo de dois dígitos.

Na avaliação dos analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, o aumento da oferta disponível para exportação tende a ampliar a concorrência entre os principais fornecedores globais e exercer pressão sobre os preços internacionais da proteína.

Outro fator observado é a capacidade chinesa de expandir rapidamente sua escala industrial. Mesmo com poucas informações públicas sobre os custos de produção, o histórico do país em diferentes segmentos indica potencial para se tornar um dos produtores mais competitivos do mundo.

Brasil pode enfrentar maior disputa por mercados estratégicos

O avanço da China desperta atenção especialmente pelo perfil de suas exportações. Enquanto continua importando produtos com alta demanda doméstica, como pés de frango, o país amplia as vendas externas justamente de cortes menos consumidos internamente, como o peito de frango.

Esse movimento pode afetar diretamente o desempenho das exportações brasileiras. Nos últimos 12 meses, o peito de frango respondeu por cerca de 22% de todo o volume exportado pelo Brasil, sendo o principal corte embarcado e um dos produtos de maior valor agregado da cadeia.

Vantagem logística pode favorecer exportadores chineses

Outro ponto considerado estratégico é a localização geográfica. Importantes compradores do peito de frango brasileiro, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, estão mais próximos da China, o que pode reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade dos fornecedores asiáticos.

Para o BTG Pactual, caso o país continue ampliando sua produção e obtenha acesso a novos mercados, poderá se consolidar como um concorrente permanente dos frigoríficos brasileiros. O cenário tende a intensificar a disputa por mercados considerados estratégicos e aumentar a pressão sobre os preços internacionais da carne de frango.

FONTE: Money Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: iStock

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Exportação

Exportações de frango registram recorde histórico no primeiro semestre de 2026

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados históricos nas exportações de frango, tanto em volume quanto em faturamento. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e confirmam o melhor desempenho já registrado pelo setor no período.

Somente em junho, os embarques de carne de frango — incluindo produtos in natura e processados — totalizaram 482,8 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 40,6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram exportadas 343,4 mil toneladas.

A receita também avançou de forma expressiva. No mês, o setor movimentou US$ 985,5 milhões, resultado 54,7% superior aos US$ 637 milhões obtidos em junho do ano passado.

Primeiro semestre fecha com alta nas exportações e no faturamento

Com o desempenho registrado em junho, o país acumulou 2,936 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e junho de 2026. O volume é 12,9% maior do que o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando os embarques somaram 2,6 milhões de toneladas.

No aspecto financeiro, a receita acumulada alcançou US$ 5,7 bilhões no semestre, crescimento de 17% frente aos US$ 4,871 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

China lidera entre os principais mercados compradores

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em junho, com a compra de 50,1 mil toneladas.

Na sequência aparecem Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, que importaram 46,6 mil, 46,2 mil e 33,1 mil toneladas, respectivamente.

Também figuram entre os principais mercados a União Europeia, com 28 mil toneladas, a África do Sul, com 26,3 mil toneladas, e o México, com 25,4 mil toneladas. Coreia do Sul, Filipinas e Singapura completam a lista dos maiores compradores.

Base de comparação favoreceu crescimento em junho

De acordo com a ABPA, parte da forte expansão observada em junho está relacionada à base de comparação reduzida do mesmo período de 2025. Na ocasião, houve restrições temporárias às exportações após o registro do único caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial brasileira, situação posteriormente controlada.

Paraná segue como maior exportador brasileiro

Entre os estados, o Paraná manteve a liderança nas exportações em junho, com 199,3 mil toneladas embarcadas.

Na sequência aparecem Santa Catarina (103,3 mil toneladas), Rio Grande do Sul (56,7 mil toneladas), São Paulo (29,9 mil toneladas) e Goiás (29,4 mil toneladas).

Setor destaca expansão em mercados estratégicos

Em nota, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que os resultados foram obtidos mesmo diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e dificuldades logísticas nas rotas marítimas ligadas ao Estreito de Ormuz.

Segundo ele, o Brasil conseguiu ampliar sua participação em mercados estratégicos e de maior valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, além de manter forte presença no Oriente Médio e abrir novas oportunidades em mercados emergentes.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrofy News

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Exportação

Brasil adota novas regras para exportação de carnes à União Europeia

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou a implementação de novos procedimentos de inspeção para a produção de carnes e derivados destinados à União Europeia (UE). A medida busca adequar o sistema brasileiro às exigências do bloco europeu e preservar o acesso dos produtos nacionais ao mercado internacional.

As novas orientações foram divulgadas pelo Globo Rural, que informou ter obtido um documento enviado pelo governo federal aos auditores fiscais federais agropecuários.

Objetivo é evitar restrições às exportações brasileiras

A iniciativa faz parte da estratégia do governo para impedir que a União Europeia suspenda, a partir de setembro, a importação de determinados produtos de origem animal provenientes do Brasil.

Entre os itens que podem ser afetados pelas restrições estão carne bovina, carne de frango, ovos e animais vivos, segmentos de grande relevância para o agronegócio brasileiro e para a pauta de exportações do país.

Mudança atende exigências sanitárias da União Europeia

As exigências europeias estão relacionadas às normas que regulamentam o uso de determinadas substâncias antimicrobianas em animais destinados à produção de alimentos.

Anunciadas pela União Europeia em maio, as novas regras estabelecem critérios mais rigorosos para a entrada de produtos de origem animal no bloco, exigindo que os países exportadores comprovem conformidade com os padrões sanitários adotados pelos europeus.

Com a adoção dos novos procedimentos de inspeção, o Brasil busca manter a habilitação de seus estabelecimentos exportadores e assegurar a continuidade das vendas para um dos principais mercados consumidores de proteínas do mundo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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