Comércio

Canal do Panamá cobra US$ 4 milhões para navio porta-contêineres furar fila

Um navio porta-contêineres desembolsou cerca de US$ 4 milhões para antecipar sua passagem pelo Canal do Panamá, em meio ao aumento da fila de embarcações na principal ligação marítima entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

O valor, próximo de um recorde para esse tipo de operação, foi pago na segunda-feira pelo proprietário do Seaspan Benefactor, segundo pessoas familiarizadas com o leilão. As fontes falaram sob condição de anonimato, já que os dados dessas negociações não são públicos. A Seaspan não havia respondido a um pedido de comentário.

Leilão permite ultrapassar fila de espera

Além do sistema tradicional de reservas, que prevê o pagamento de uma tarifa fixa para garantir a passagem, a Autoridade do Canal do Panamá disponibiliza um mecanismo de leilão. Por meio dele, os armadores podem disputar posições antecipadas e evitar parte da espera regular.

A procura pelo serviço aumentou diante do congestionamento no Canal do Panamá, provocado principalmente pela busca por rotas alternativas em meio aos impactos da guerra no Irã.

O Seaspan Benefactor pagou mais que o dobro da média registrada nos sete dias anteriores. Até terça-feira, a embarcação permanecia no lado do Pacífico do canal, aparentemente aguardando para seguir em direção ao norte, segundo dados de navegação compilados pela Bloomberg.

Espera chega a 10 dias para navios Neopanamax

O problema é particularmente relevante para embarcações Neopanamax, categoria que inclui navios utilizados no transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP), gás natural liquefeito (GNL), petróleo bruto e derivados.

De acordo com dados da Argus Media, a espera para esse tipo de embarcação no trajeto do Pacífico para o Atlântico chegou a 10 dias, o maior período registrado desde maio.

A situação afeta especialmente empresas envolvidas no comércio de petróleo, gás natural, fertilizantes e produtos químicos, sobretudo aquelas com operações ligadas ao mercado asiático.

Guerra no Irã aumenta pressão sobre rotas marítimas

A redução do tráfego em pontos estratégicos do Golfo Pérsico, como o Estreito de Ormuz e o Bab el-Mandeb, tem levado empresas de transporte e comerciantes a buscar alternativas para movimentar suas cargas.

Com mais embarcações recorrendo ao Canal do Panamá, a pressão sobre a capacidade da hidrovia aumentou, elevando também o valor das vagas disputadas nos leilões.

A autoridade responsável pelo canal afirmou que os preços dos leilões subiram devido às mudanças nas condições de oferta e demanda do comércio internacional. O órgão reconheceu que algumas transações ultrapassaram US$ 1 milhão, mas não comentou especificamente o pagamento de US$ 4 milhões nem confirmou o proprietário da embarcação.

Manutenção das eclusas agrava congestionamento

Outro fator que contribui para o gargalo no Canal do Panamá são obras de manutenção nas eclusas. Os trabalhos, previstos para continuar até setembro, também atingem estruturas utilizadas por navios da classe Neopanamax.

Além disso, o canal reduziu recentemente o calado máximo permitido nas eclusas Neopanamax para as próximas semanas. A medida ocorre em um cenário de chuvas abaixo do esperado, associado aos efeitos do fenômeno El Niño.

Com a combinação de restrições operacionais, manutenção e aumento da demanda por rotas alternativas, os armadores enfrentam custos maiores para garantir espaço em uma das principais rotas do comércio marítimo internacional.

FONTE: Data Portuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Data Portuária

Ler Mais
Logística

Super El Niño pode afetar produção de alimentos e logística na América Latina

A América Latina se prepara para a possibilidade de enfrentar um dos El Niños mais intensos já registrados, fenômeno que pode provocar impactos significativos sobre a produção agrícola, geração de energia, transporte e comércio na principal região exportadora de alimentos do mundo.

O El Niño ocorre quando as temperaturas da superfície do mar ficam acima do normal no Pacífico tropical central e oriental. A alteração interfere nos padrões climáticos em diferentes partes do planeta. Na América Latina, o fenômeno costuma provocar mais chuvas no Sul e aumentar o risco de seca nas áreas mais ao norte.

Os efeitos já começam a aparecer. Um inverno excepcionalmente chuvoso no Hemisfério Sul, alterações nos ecossistemas marinhos do Pacífico e períodos de estiagem no Caribe e na Amazônia estão entre os sinais observados.

Pesquisadores estimam que o fenômeno ganhe força a partir de setembro e possa superar a intensidade registrada no ciclo de 2015-2016, considerado o mais forte da era moderna.

Mais chuva pode favorecer lavouras no Sul

Nas áreas agrícolas da Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil, o El Niño costuma provocar chuvas acima da média. Para a agricultura, o aumento da disponibilidade de água pode ser positivo, especialmente durante o período de plantio.

Segundo o meteorologista Germán Heinzenknecht, da Consultoria de Climatologia Aplicada da Argentina, o fenômeno pode favorecer as safras de soja, milho e trigo, principalmente ao melhorar a umidade do solo e ampliar a disponibilidade hídrica durante o verão, entre dezembro e fevereiro.

O excesso de chuva, porém, também traz riscos. A elevada umidade pode favorecer a ocorrência de doenças fúngicas e provocar a perda de nutrientes aplicados ao solo.

Chuvas intensas ameaçam estradas e infraestrutura

Um El Niño mais forte também pode aumentar a ocorrência de alagamentos e enchentes em áreas rurais e urbanas já vulneráveis.

Estradas de terra podem ficar intransitáveis, dificultando o acesso dos produtores às propriedades e comprometendo operações como aplicação de fertilizantes e defensivos agrícolas. Muitas dessas vias já apresentam condições precárias nas principais áreas agrícolas do Cone Sul.

A partir de setembro, períodos de chuva intensa também podem afetar cidades e corredores de transporte até os portos, criando novos obstáculos para o escoamento das exportações.

No Paraguai, as autoridades chegaram a colocar unidades militares em alerta e mobilizar equipes de engenharia diante da possibilidade de enchentes.

Costa do Pacífico pode enfrentar extremos opostos

Os impactos também devem variar dentro de um mesmo país.

No norte do Peru, por exemplo, o cenário esperado inclui maior risco de inundações, enquanto áreas montanhosas podem enfrentar escassez de água. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) prevê padrões semelhantes em partes do Chile e de outros países da costa do Pacífico.

O aquecimento das águas também pode alterar a distribuição de espécies marinhas. Algumas populações de peixes comerciais estão migrando para águas mais profundas, reduzindo a disponibilidade para a pesca.

No Peru, um dos principais produtores pesqueiros da região, a atividade caiu 31% nos cinco primeiros meses do ano.

El Niño pode aumentar demanda por gás e favorecer hidrelétricas

As diferenças na distribuição das chuvas também podem criar oportunidades no setor de energia.

Condições mais quentes e secas no norte e oeste do Brasil podem aumentar a necessidade de geração termelétrica e, consequentemente, elevar a demanda por gás natural argentino, segundo a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE).

Ao mesmo tempo, o sul do Brasil e o nordeste da Argentina devem registrar aumento significativo das chuvas. A maior vazão do rio Paraná pode favorecer a geração de energia hidrelétrica ao longo de sua bacia.

Em julho, as chuvas nas bacias hidrográficas de usinas do Sul do Brasil chegaram a 256% da média histórica, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Para Leydson Dantas, especialista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os efeitos do El Niño não são idênticos em todos os ciclos. Em determinadas regiões do Centro-Oeste e Sudeste brasileiro, por exemplo, o volume de chuva esperado para um mês pode se concentrar em poucos dias.

Seca ameaça hidrovias da Amazônia

Enquanto o Sul pode receber mais água, o Norte do Brasil enfrenta o risco oposto.

A previsão de condições mais secas aumenta a possibilidade de redução dos níveis dos rios da Bacia Amazônica, uma rede hidroviária essencial para o transporte de mercadorias e especialmente importante para o escoamento da produção de soja brasileira.

O cenário climático também eleva os riscos de seca, calor extremo e incêndios em partes do Brasil, Colômbia e Venezuela, com possíveis consequências para lavouras e criação de animais.

Canal do Panamá enfrenta pressão sobre disponibilidade de água

Os efeitos do El Niño podem alcançar rotas estratégicas do comércio internacional. No Canal do Panamá, a autoridade responsável pela operação vem ampliando as restrições ao peso das embarcações para preservar a água doce utilizada no funcionamento da via e no abastecimento da população.

As previsões indicam que o país pode enfrentar uma seca tão severa quanto a registrada durante o episódio de El Niño de 2023-2024.

Como um novo reservatório planejado para reforçar o abastecimento ainda não estará pronto, a autoridade do canal vem reduzindo gradualmente os limites de calado dos navios. Na prática, embarcações com maior restrição de calado precisam transportar menos carga.

A medida pode elevar os custos do transporte marítimo e aumentar o risco de interrupções no comércio global.

Comércio internacional pode sentir os efeitos

O Panamá está entre os países com maior volume de chuvas do mundo. Por isso, uma redução significativa das precipitações é considerada um importante sinal de alerta para as condições hídricas da região.

Até o momento, a autoridade do Canal do Panamá afirma não esperar reduzir o número diário de embarcações autorizadas a atravessar a rota, a menos que isso se torne indispensável.

A pressão sobre a passagem, porém, já aumentou. Leilões de última hora para obtenção de vagas chegaram a movimentar milhões de dólares, enquanto empresas buscam alternativas diante de problemas em outras rotas marítimas, incluindo as afetadas pelas tensões de segurança no Oriente Médio.

Se o super El Niño confirmar a intensidade projetada, seus efeitos poderão ultrapassar a agricultura e atingir toda a cadeia de abastecimento, da produção de alimentos e geração de energia até as hidrovias, portos e principais corredores do comércio internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Martin Cossarini

Ler Mais
Logística

Canal do Panamá amplia movimentação de cargas em 7,2% no ano fiscal de 2026

O Canal do Panamá registrou crescimento na movimentação de cargas e no fluxo de embarcações durante os nove primeiros meses do ano fiscal de 2026, período compreendido entre outubro de 2025 e junho de 2026.

No intervalo, a hidrovia movimentou 389,96 milhões de toneladas CP/SUAB (Sistema Universal de Medição do Canal do Panamá), resultado que representa um avanço de 7,2% em relação às 363,66 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo período do exercício anterior.

Além do aumento na carga transportada, o número de passagens também apresentou desempenho positivo. Foram registrados 10.726 trânsitos, alta de 5,2% frente aos 10.191 trânsitos realizados entre outubro de 2024 e junho de 2025. A média diária chegou a 35 embarcações.

De acordo com o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez Morales, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das operações de navios porta-contêineres e embarcações de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Canal monitora risco de um El Niño severo

Apesar do cenário positivo para a atividade, a administração da hidrovia acompanha de perto as condições climáticas diante do aumento da probabilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade.

Segundo a entidade, a estimativa para um evento severo passou de 25% em abril para 81% em julho, o que levou ao reforço do monitoramento e do planejamento operacional.

Ricaurte Vásquez Morales afirmou que o Canal está preparado para adotar medidas preventivas com base na experiência acumulada durante o episódio climático registrado entre 2023 e 2024. Entre as ações avaliadas estão possíveis limitações na demanda e no número de reservas diárias de travessia, dependendo do comportamento do mercado.

Reservas e disponibilidade de água permanecem sob avaliação

A administração informou ainda que os leilões diários continuarão sendo uma alternativa para que os clientes obtenham vagas quando as reservas convencionais estiverem esgotadas ou quando houver necessidade de maior flexibilidade operacional.

Segundo o Canal, essas medidas seguem em análise após um período de quase dois anos sem alterações na capacidade operacional autorizada. Esse cenário foi favorecido pelo bom nível de água dos lagos que abastecem a hidrovia, resultado das chuvas registradas ao longo de 2025 e de uma estação seca considerada atipicamente chuvosa em 2026.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Comércio Internacional

Canal do Panamá reduz capacidade por seca e aumenta pressão sobre fretes internacionais

A seca no Canal do Panamá voltou a impactar a logística marítima global. A partir de 25 de julho, a Autoridade do Canal do Panamá suspenderá os leilões diários do terceiro período de reservas para as eclusas Panamax. A decisão, informada pela agência de transporte marítimo Norton Lilly, foi motivada pela queda no nível de água do Lago Gatún e pelo risco de intensificação do fenômeno El Niño.

Com a medida, a capacidade diária de reservas será reduzida de 36 para 34 embarcações. Até o momento, não há previsão para o encerramento da restrição.

Histórico de restrições reforça vulnerabilidade da hidrovia

A nova limitação ocorre após uma sequência de episódios semelhantes registrados em 2023 e 2024. Naqueles anos, a escassez de água obrigou a adoção de restrições de calado e à diminuição do número diário de navios autorizados a cruzar o canal, afetando diretamente o comércio internacional.

No início de 2026, a Autoridade do Canal havia indicado uma recuperação das operações, com maior previsibilidade no planejamento logístico e sem reajustes tarifários. Entretanto, a retomada das restrições demonstra que a infraestrutura continua vulnerável às condições climáticas, especialmente diante das previsões relacionadas ao El Niño.

Problemas em rotas estratégicas elevam impacto no transporte marítimo

O cenário ganha ainda mais relevância porque coincide com dificuldades em outros importantes corredores marítimos. As tensões envolvendo Irã e Estados Unidos reduziram drasticamente a movimentação no Estreito de Ormuz, enquanto os ataques do grupo Houthi no Mar Vermelho seguem obrigando companhias marítimas a redirecionar embarcações pelo Cabo da Boa Esperança.

A combinação desses fatores amplia a pressão sobre as principais rotas do transporte marítimo, elevando custos logísticos, aumentando os prazos de entrega e pressionando os fretes internacionais.

Brasil pode enfrentar aumento de custos e atrasos nas operações

Para o Brasil, o Canal do Panamá é uma das principais ligações comerciais com a Ásia e a costa oeste dos Estados Unidos, além de desempenhar papel importante no escoamento de commodities agrícolas.

Com a suspensão do terceiro período de reservas, a disputa por vagas disponíveis nos dois primeiros períodos tende a aumentar, encarecendo as reservas antecipadas. Navios que não conseguirem confirmar um slot poderão enfrentar filas de espera ou optar por rotas alternativas, como o desvio pelo Cabo da Boa Esperança, solução que aumenta significativamente o tempo de viagem e os custos operacionais.

Agronegócio e indústria estão entre os setores mais afetados

Os efeitos da medida devem ser sentidos principalmente pelo agronegócio exportador e pelas empresas que importam insumos industriais, segmentos que dependem de cronogramas logísticos rigorosos.

Além do risco de atrasos nas entregas, a instabilidade nos prazos pode ampliar a exposição cambial em contratos vinculados à data de recebimento das cargas. O cenário também pode levar empresas a revisar cláusulas contratuais relacionadas à força maior e aos limites de tolerância para atrasos logísticos.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

Ler Mais
Transporte

Canal do Panamá reforça operações com cinco novos rebocadores híbridos

O Canal do Panamá ampliou sua estrutura operacional com a incorporação de cinco rebocadores híbridos, marcando mais uma etapa do processo de modernização da hidrovia. As novas embarcações foram oficialmente apresentadas durante uma cerimônia de batismo e passam a integrar a frota responsável pelo apoio às operações de navegação.

Batizados de Isla Farallón, Isla Cébaco, Isla Cañas, Isla Coiba e Isla Boná, os rebocadores foram desenvolvidos com tecnologia de propulsão híbrida, voltada para aumentar a eficiência das manobras e reduzir os impactos ambientais.

Tecnologia híbrida melhora eficiência e reduz emissões

Os novos equipamentos utilizam um sistema que combina motores a diesel, motores elétricos e baterias para armazenamento de energia. Segundo a Autoridade do Canal do Panamá, essa configuração proporciona melhor gerenciamento do consumo energético, diminui a emissão de poluentes e aumenta a confiabilidade das operações.

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também contribui para a redução do consumo de combustível, menores custos de manutenção e maior durabilidade dos componentes das embarcações.

Modernização fortalece a competitividade do Canal do Panamá

Durante a cerimônia, o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, afirmou que a chegada dos novos rebocadores híbridos representa mais um passo na construção de uma operação mais eficiente e sustentável.

De acordo com ele, o investimento reforça o compromisso da instituição com a inovação, a preservação ambiental e o fortalecimento da competitividade da hidrovia para as próximas gerações.

Equipes operacionais recebem reconhecimento

A administradora adjunta do Canal do Panamá, Ilya Espino de Marotta, ressaltou a importância dos profissionais responsáveis pelo funcionamento das embarcações.

Ela destacou o trabalho conjunto de capitães, pilotos, marinheiros, operadores, engenheiros, mecânicos e demais equipes de apoio, enfatizando que a dedicação desses profissionais é essencial para manter o alto padrão operacional do canal.

Nomes homenageiam a riqueza natural do Panamá

Conforme informou a Autoridade do Canal do Panamá, os nomes escolhidos para os novos rebocadores fazem referência a ilhas panamenhas e têm como objetivo valorizar o patrimônio natural e marítimo do país, reforçando a ligação entre a hidrovia e a identidade nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Transporte

El Niño pode impactar o transporte marítimo global e acender alerta no Canal do Panamá

O avanço do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico já mobiliza autoridades climáticas e preocupa o setor de transporte marítimo internacional. A confirmação oficial do evento pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aumenta os temores sobre possíveis impactos em rotas comerciais, operações portuárias e cadeias globais de suprimentos nos próximos meses.

Segundo as projeções mais recentes, o fenômeno climático pode alcançar intensidade histórica até o fim de 2026, elevando o risco de restrições em importantes corredores logísticos ao redor do mundo.

NOAA alerta para possibilidade de um dos maiores eventos já registrados

A NOAA confirmou o desenvolvimento do El Niño no Pacífico tropical e divulgou previsões que apontam para um fortalecimento significativo do fenômeno nos próximos meses.

De acordo com o Centro de Previsão Climática da agência, há 88% de probabilidade de que o evento atinja intensidade considerada forte entre novembro e janeiro. Além disso, existe uma chance de 63% de que ele alcance níveis classificados como muito fortes.

Caso esse cenário se confirme, o fenômeno poderá ser comparado aos episódios de 1997-1998 e 2015-2016, considerados alguns dos mais intensos desde o início dos registros modernos, em 1950.

Canal do Panamá volta ao centro das preocupações

Um dos principais reflexos do fortalecimento do El Niño pode ocorrer no Canal do Panamá, uma das rotas marítimas mais estratégicas do comércio global.

Durante o ciclo climático de 2023-2024, a região enfrentou uma severa estiagem que reduziu significativamente os níveis dos reservatórios responsáveis pela operação da via. Como consequência, a Autoridade do Canal do Panamá precisou limitar o calado das embarcações e diminuir em até 40% o número diário de travessias.

O processo de recuperação das operações levou cerca de um ano após a normalização das condições climáticas.

Medidas preventivas já foram anunciadas

Mesmo antes da confirmação oficial da NOAA, a Autoridade do Canal do Panamá já havia adotado ações preventivas para enfrentar um possível agravamento da situação.

Entre as medidas está a redução do calado máximo permitido para embarcações que utilizam as eclusas neopanamax, que passará a ser de 49,5 pés a partir de julho. A decisão foi baseada na possibilidade de um novo período de escassez hídrica associado ao fenômeno climático.

Com o monitoramento contínuo das condições meteorológicas, especialistas avaliam que novas restrições poderão ser implementadas caso o fenômeno atinja os níveis projetados.

Exportações dos EUA aumentam pressão sobre a rota

Além dos desafios climáticos, o Canal do Panamá enfrenta um aumento expressivo da demanda por espaço de navegação.

Dados da Clarksons Research indicam que as exportações energéticas dos Estados Unidos seguem em níveis recordes. O volume de transporte de derivados de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e etano tem ampliado a disputa por vagas de trânsito na hidrovia.

Esse cenário pode tornar ainda mais complexa a gestão operacional do canal caso as restrições de água sejam ampliadas.

Efeitos podem atingir outras rotas e sistemas hidroviários

Os impactos do El Niño não se limitam ao Panamá. O aquecimento das águas do Pacífico equatorial altera padrões atmosféricos em diversas regiões do planeta, influenciando regimes de chuva e períodos de seca.

Historicamente, eventos intensos estão associados à redução das precipitações em áreas da América Central e do Sudeste Asiático, aumentando o risco de dificuldades para sistemas logísticos dependentes de rios, canais e hidrovias.

As mudanças também podem afetar regiões que dependem das monções para manter níveis adequados de navegação e abastecimento hídrico.

Temporada de furacões pode trazer alívio parcial

Embora o fenômeno represente riscos para diversas operações marítimas, ele também pode gerar efeitos positivos em determinadas rotas.

O El Niño costuma aumentar o cisalhamento dos ventos sobre o Oceano Atlântico, condição que normalmente dificulta a formação e o fortalecimento de furacões.

Isso pode reduzir a ocorrência de tempestades tropicais nas áreas do Golfo do México e do Caribe, beneficiando operações de navegação e transporte marítimo durante o segundo semestre de 2026.

Mercado de grãos também pode sentir os efeitos

O setor de granéis sólidos e o comércio agrícola estão entre os segmentos mais sensíveis às alterações climáticas provocadas pelo fenômeno.

Mudanças nos regimes de chuva podem afetar importantes regiões produtoras de soja, milho e outros grãos na Índia, Austrália e partes do Sudeste Asiático. A redução da produção ou alterações nas safras costumam influenciar diretamente os fluxos comerciais globais e a demanda por navios graneleiros.

Com isso, armadores, exportadores e operadores logísticos acompanham atentamente as projeções climáticas para avaliar possíveis impactos nos mercados ao longo dos próximos doze meses.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Transporte

Frete marítimo dispara e pressiona custos do transporte de contêineres no comércio global

As taxas spot de frete marítimo registraram forte alta na primeira semana de junho, refletindo um cenário marcado pelo aumento da demanda, limitações de capacidade operacional e impactos indiretos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O movimento tem elevado os custos do transporte marítimo de contêineres nas principais rotas comerciais do mundo.

Dados da consultoria Drewry mostram que o Índice Mundial de Contêineres (WCI) avançou 23% em apenas uma semana, alcançando US$ 3.433 por FEU (contêiner de 40 pés). Segundo a empresa, a antecipação da alta temporada contribuiu para intensificar a pressão sobre os preços dos fretes internacionais.

Rotas entre Ásia e Estados Unidos lideram aumentos

No corredor transpacífico, os reajustes foram ainda mais expressivos. O frete entre Xangai e Los Angeles saltou 31%, chegando a US$ 4.565 por FEU. Já os embarques destinados a Nova York registraram aumento de 20%, alcançando US$ 5.505 por FEU.

A Drewry observa que o número reduzido de cancelamentos de viagens programadas para as próximas semanas demonstra a expectativa de maior movimentação de cargas. Apenas três viagens foram suspensas na rota, volume inferior ao observado recentemente.

A procura por espaço nos navios tem sido impulsionada por importadores que antecipam embarques diante de possíveis alterações tarifárias nos Estados Unidos previstas para julho. Além disso, a preparação logística relacionada à Copa do Mundo de 2026 também vem contribuindo para o aumento da demanda.

Europa também enfrenta alta nos fretes

As ligações marítimas entre a Ásia e a Europa seguiram a mesma tendência de valorização.

O transporte entre Xangai e Roterdã registrou aumento de 25%, atingindo US$ 3.579 por FEU. Já os serviços para Gênova avançaram 20%, chegando a US$ 5.089 por FEU.

Segundo a Drewry, o crescimento da demanda foi acelerado pela corrida dos embarcadores para antecipar cargas antes da implementação de ajustes nos custos de combustível programados para julho.

Oriente Médio e congestionamentos ampliam volatilidade

A consultoria Xeneta também identificou um cenário de forte pressão sobre os preços do transporte marítimo global.

De acordo com Peter Sand, analista-chefe da empresa, os aumentos estão sendo impulsionados por uma combinação de fatores, incluindo o conflito no Oriente Médio, gargalos operacionais em portos estratégicos do Sudeste Asiático e preocupações relacionadas a uma possível crise energética no segundo semestre de 2026.

Nas últimas semanas, as taxas médias de frete entre o Extremo Oriente e a Costa Oeste dos Estados Unidos avançaram 20%, ficando mais de 100% acima dos níveis registrados antes da escalada das tensões na região do Golfo.

Nas rotas para o Norte da Europa e Mediterrâneo, os reajustes chegaram a 27% e 17%, respectivamente.

Portos asiáticos enfrentam atrasos

A situação operacional em importantes centros de transbordo também contribui para a instabilidade do mercado.

Portos como Singapura e Port Klang vêm registrando atrasos que afetam diretamente o fluxo de mercadorias e a eficiência das cadeias globais de suprimentos.

Segundo Sand, interrupções nesses hubs logísticos têm potencial para gerar impactos em diversos mercados, uma vez que concentram parte significativa da movimentação internacional de contêineres.

Oferta e demanda favorecem armadores

Para Lars Jensen, analista da indústria marítima, o atual equilíbrio entre oferta e demanda continua beneficiando as companhias de navegação.

O especialista avalia que a temporada de maior movimentação comercial está ganhando força, criando um ambiente favorável para a manutenção de fretes elevados e fortalecendo o poder de negociação dos armadores.

Dados do Container Trade Statistics (CTS) reforçam essa percepção. Em abril, a demanda global por transporte marítimo de contêineres cresceu 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao excluir a América do Norte e as áreas diretamente impactadas pela crise no Estreito de Ormuz, o avanço chegou a 9,7%. No mercado norte-americano, as importações aumentaram 6,2%, enquanto o comércio transpacífico apresentou expansão de 11,3%.

Canal do Panamá entra no radar do setor

Além dos desafios já existentes, uma nova preocupação começa a surgir para o comércio marítimo internacional.

A Autoridade do Canal do Panamá anunciou que reduzirá, a partir de 3 de julho, o calado máximo permitido para embarcações Neopanamax, passando para 49,5 pés. A medida busca preservar os recursos hídricos diante da possibilidade de condições climáticas associadas ao fenômeno El Niño e da perspectiva de baixos níveis de água nos próximos anos.

Embora os impactos imediatos sejam considerados limitados, especialistas veem a decisão como um sinal de alerta para futuras restrições operacionais que podem afetar cadeias logísticas globais e aumentar ainda mais os custos do transporte marítimo.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Logística

Brasil e Panamá fortalecem parceria para logística de fertilizantes e expansão do comércio agropecuário

A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao Panamá resultou em avanços importantes para o fortalecimento da logística de fertilizantes, da cooperação técnica e da ampliação do comércio agropecuário entre os dois países. A agenda também consolidou a abertura do mercado panamenho para a importação de sementes brasileiras de coco e café.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo Federal para diversificar rotas logísticas, ampliar a presença dos produtos brasileiros no exterior e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro por meio de ações sustentáveis e inovadoras.

Panamá ganha destaque como hub logístico para o agronegócio

Com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), a delegação brasileira participou de reuniões com representantes dos setores público e privado do Panamá. As discussões abordaram oportunidades ligadas à logística agrícola, aos bioinsumos, à inovação tecnológica e ao fornecimento de insumos essenciais para a produção rural.

Entre os principais compromissos da missão esteve a visita técnica ao complexo portuário de Cristóbal, onde a comitiva conheceu estruturas destinadas à movimentação, armazenamento e transbordo de cargas. O grupo também avaliou sistemas de integração logística que conectam o país a importantes rotas marítimas internacionais.

Durante a programação, foram apresentados processos relacionados ao transporte de fertilizantes, grãos, gás natural e matérias-primas utilizadas na fabricação de adubos. A análise reforçou o potencial do Panamá como uma plataforma estratégica para o abastecimento de fertilizantes agrícolas destinados ao mercado brasileiro.

Canal do Panamá reforça importância estratégica para cadeias globais

A posição geográfica privilegiada do Panamá e sua conexão com os principais corredores marítimos mundiais, impulsionada pelo Canal do Panamá, foram apontadas como fatores decisivos para futuras parcerias voltadas ao fortalecimento das cadeias de suprimentos do setor agropecuário.

A delegação também visitou o Centro de Visitantes de Água Clara, localizado na região atlântica do novo canal. No local, os representantes brasileiros acompanharam o funcionamento das eclusas e a passagem de embarcações de grande porte, aprofundando o entendimento sobre a relevância da estrutura para a logística internacional e o comércio global.

Setor produtivo discute fertilizantes, inovação e bioinsumos

Outro destaque da agenda foi o encontro com representantes da Asociación Nacional de Distribuidores de Insumos Agropecuarios y Maquinarias (ANDIA), entidade que reúne empresas dos segmentos de insumos agropecuários e máquinas agrícolas.

As conversas envolveram temas como produção, distribuição e transporte de fertilizantes, além de oportunidades de cooperação em bioinsumos, inovação tecnológica e modernização da agricultura.

Brasil e Panamá ampliam diálogo entre produtores rurais

A missão também promoveu reuniões com lideranças das principais entidades agropecuárias panamenhas. Os debates se concentraram em intercâmbio de conhecimento, transferência de tecnologia, logística de insumos e ampliação das relações comerciais.

O diálogo reforçou o interesse de ambos os países em estreitar a integração entre os setores produtivos, especialmente em áreas ligadas à segurança alimentar, inovação e desenvolvimento sustentável da agropecuária.

Mercado panamenho é aberto para sementes brasileiras

No âmbito governamental, a comitiva brasileira foi recebida pelo ministro do Desenvolvimento Agropecuário do Panamá, Roberto Linares, e pelo vice-ministro José Aníbal Rincón Stanziola. O encontro reuniu autoridades ligadas às áreas de sanidade vegetal, saúde animal, irrigação, pecuária, agricultura e agroindústria.

Durante a reunião, foram assinados os documentos que oficializam a abertura do mercado panamenho para a importação de sementes brasileiras de coco e café. A medida representa mais um avanço na estratégia de ampliação de mercados internacionais para o setor agropecuário nacional.

Além de criar novas oportunidades para exportadores brasileiros, a iniciativa fortalece a confiança entre os sistemas sanitários dos dois países e contribui para diversificar as relações comerciais bilaterais.

Parceria estratégica fortalece o agronegócio brasileiro

Os resultados da missão reforçam o compromisso do Mapa com a expansão dos mercados para produtos agropecuários brasileiros e com a construção de parcerias internacionais voltadas ao fortalecimento do abastecimento de insumos essenciais para a produção rural.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Logística

Canal do Panamá avalia restrições para navios diante do risco de nova crise hídrica

A Autoridade do Canal do Panamá iniciou estudos para uma eventual redução dos limites de profundidade permitidos para embarcações que utilizam a hidrovia. A medida preventiva busca minimizar os impactos de um possível retorno do fenômeno El Niño, que pode comprometer os níveis de água essenciais para o funcionamento da rota marítima.

A iniciativa ocorre após a severa crise hídrica registrada entre 2023 e 2024, quando a escassez de água reduziu a capacidade operacional do canal, provocando congestionamentos de navios, aumento dos custos logísticos e alterações em importantes rotas comerciais internacionais.

Revisão das regras pode antecipar ajustes operacionais

De acordo com o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, as equipes técnicas já começaram a revisar os parâmetros utilizados para definir os limites de carga das embarcações com base na profundidade disponível.

Tradicionalmente, essa avaliação é realizada no fim do ano, mas o monitoramento antecipado reflete a preocupação com possíveis mudanças nas condições climáticas.

Atualmente, o sistema opera com calado máximo de até 50 pés graças ao volume de chuvas registrado nos últimos meses. Nas eclusas Neopanamax, utilizadas por navios de grande porte, o limite operacional varia entre 47 e 49,5 pés.

Segundo a autoridade panamenha, caso haja deterioração das condições hidrológicas, uma redução inicial de um pé poderá ser aplicada já no final de junho.

Canal do Panamá movimenta cerca de 5% do comércio marítimo global

Considerado um dos principais corredores logísticos do mundo, o Canal do Panamá conecta os oceanos Atlântico e Pacífico e desempenha papel estratégico para o comércio internacional.

A hidrovia atende mais de 1.700 portos distribuídos em cerca de 160 países e responde por aproximadamente 5% do comércio marítimo mundial.

Após superar as restrições impostas pela seca recente, o canal encerrou o ano fiscal de 2025 com receita recorde de US$ 5,7 bilhões. No período, foram registrados 13.404 trânsitos de embarcações, crescimento de 19,3% em relação ao exercício anterior, com movimentação próxima de 489 milhões de toneladas de carga.

Restrição no calado pode reduzir capacidade de transporte

Embora uma eventual redução de um pé no calado pareça pequena, especialistas do setor marítimo alertam para impactos relevantes na operação dos navios.

Durante a crise hídrica anterior, estudos apontaram que cada pé de restrição poderia representar uma perda de cerca de 400 TEUs em grandes navios porta-contêineres.

Na prática, isso significa menos carga transportada por viagem, redução da eficiência operacional e possível aumento dos custos para armadores e embarcadores.

Em cenários mais críticos, empresas de navegação podem ser obrigadas a redistribuir mercadorias, utilizar embarcações adicionais ou até redirecionar rotas, ampliando os tempos de trânsito e os custos logísticos globais.

Comércio exterior brasileiro acompanha cenário com atenção

As possíveis restrições também são monitoradas de perto pelo setor de comércio exterior brasileiro. O Canal do Panamá é uma rota estratégica para cargas destinadas à costa oeste dos Estados Unidos, países da América Central e parte dos mercados asiáticos.

Além dos contêineres, a hidrovia é utilizada para o transporte de fertilizantes, produtos químicos e diversas commodities agrícolas, fundamentais para a balança comercial brasileira.

Ao iniciar as avaliações de forma antecipada, a Autoridade do Canal do Panamá demonstra uma postura mais preventiva em relação à crise anterior. O objetivo é garantir maior previsibilidade operacional e reduzir riscos para as cadeias globais de suprimentos, evitando interrupções que possam afetar o fluxo do comércio internacional.

FONTE: Agência Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

Ler Mais
Logística

Canal do Panamá mantém operação sem restrições em 2026 mesmo com risco de seca

O Canal do Panamá informou que não prevê limitar o tráfego de navios ao longo de 2026, mesmo diante da possibilidade de uma nova seca provocada pelo fenômeno El Niño. A informação foi divulgada pela autoridade responsável pela via interoceânica em declaração à Reuters.

Atualmente, o canal opera com 38 travessias diárias e registra aumento na demanda nos últimos meses, impulsionado pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que vêm afetando rotas marítimas alternativas, como o Canal de Suez.

Canal do Panamá amplia monitoramento climático

O fenômeno El Niño, associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, costuma impactar o regime de chuvas na América Central, favorecendo períodos de estiagem.

Segundo relatório recente do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, há possibilidade de formação do fenômeno entre maio e julho deste ano, com persistência prevista entre o final de 2026 e o início de 2027 no Hemisfério Norte.

Diante desse cenário, a administração do Canal do Panamá informou que intensificou medidas preventivas de conservação hídrica desde 2025 para evitar impactos nas operações da hidrovia.

Reservatório de Gatún opera em nível elevado

De acordo com a autoridade do canal, os níveis do reservatório de Gatún vêm sendo mantidos em patamares historicamente altos para garantir o abastecimento de água necessário ao funcionamento da estrutura.

O canal depende de água doce para operar seu sistema de eclusas, fator que torna o monitoramento climático essencial para a manutenção do fluxo marítimo internacional.

A administração também afirmou que acompanha continuamente as previsões meteorológicas desde o início da estação chuvosa, no começo de maio, com foco no planejamento operacional para o próximo ano.

Seca histórica afetou navegação entre 2023 e 2024

Na última ocorrência do El Niño, entre 2023 e 2024, o Panamá enfrentou uma das secas mais severas dos últimos anos, apesar de ser considerado um dos países mais chuvosos do mundo.

Na ocasião, a redução do nível dos reservatórios obrigou a administração do canal a restringir o número de travessias diárias, provocando filas de embarcações e impactos no comércio marítimo global.

Demanda cresce com tensão em rotas internacionais

O aumento recente na movimentação do Canal do Panamá também está relacionado às dificuldades enfrentadas em outras rotas estratégicas do comércio internacional.

Conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã vêm afetando o uso do Canal de Suez, levando companhias marítimas a buscar alternativas logísticas mais seguras e eficientes.

Com isso, o canal panamenho segue como uma das principais rotas do transporte marítimo mundial, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook