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Porto de Santos: audiência pública debate concessão do canal de acesso

A concessão do canal de acesso ao Porto de Santos foi tema de uma audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) na terça-feira (1º). A sessão da Audiência Pública nº 02/2026 teve como objetivo reunir contribuições, dados e sugestões para aperfeiçoar os documentos técnicos e jurídicos que integram o projeto.

Considerado o maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos tem papel estratégico para o comércio exterior brasileiro. O complexo é responsável pelo escoamento de parte significativa da produção nacional e pelo abastecimento do mercado interno, movimentando cargas como produtos agrícolas e minerais, contêineres, combustíveis e carga geral.

A proposta de concessão busca preparar a infraestrutura aquaviária para o aumento da demanda e para a operação de navios cada vez maiores, com expectativa de ganhos em segurança da navegação, eficiência logística e capacidade operacional.

Concessão do canal de Santos terá prazo de até 70 anos

O projeto prevê a concessão parcial do acesso aquaviário ao Porto de Santos por 25 anos, com possibilidade de prorrogações que podem levar o contrato a até 70 anos.

Entre as intervenções previstas estão o aprofundamento do canal de navegação, inicialmente de 15 para 16 metros e, posteriormente, de 16 para 17 metros.

A proposta também contempla a implantação do VTMIS (Sistema de Gerenciamento e Informações do Tráfego de Embarcações), além da modernização da sinalização náutica e da realização de novos levantamentos hidrográficos.

As medidas têm como objetivo ampliar a capacidade e a segurança da infraestrutura marítima diante da evolução das características das embarcações que utilizam o complexo portuário.

Setor produtivo e sociedade apresentam sugestões

A audiência contou com a participação de representantes da sociedade, centros de pesquisa, setor produtivo, usuários do porto e outros agentes ligados ao mercado.

Durante a sessão, os participantes apresentaram questionamentos e contribuições para os estudos que fundamentam o projeto de concessão.

O secretário especial de Licitação de Concessões da ANTAQ, Ygor Costa, ressaltou que a participação social é importante para aprimorar a modelagem da futura concessão.

Segundo ele, dados, estudos e levantamentos técnicos apresentados durante o processo podem contribuir para tornar mais preciso o Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica e Ambiental (EVTEA), especialmente na definição dos investimentos e dos custos operacionais previstos para o contrato.

Audiência pública foi realizada de forma híbrida

A sessão ocorreu em formato híbrido, com participação presencial no auditório da sede da ANTAQ, em Brasília (DF), e participação remota por meio da plataforma Microsoft Teams.

A gravação da audiência também está disponível no canal oficial da Agência no YouTube, permitindo o acompanhamento do conteúdo apresentado durante a sessão.

Contribuições podem ser enviadas até 29 de setembro

A participação social no processo continua aberta. Interessados poderão encaminhar contribuições escritas até 29 de setembro de 2026.

As manifestações devem ser apresentadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponibilizado na página de Audiências Públicas do portal da ANTAQ.

As contribuições serão analisadas conforme o rito processual e os prazos regulamentares aplicáveis ao processo.

Projeto busca ampliar eficiência do Porto de Santos

A futura concessão do canal de acesso ao Porto de Santos está relacionada à necessidade de modernizar a infraestrutura aquaviária diante do crescimento das operações portuárias e da tendência de utilização de embarcações de maior porte.

Com investimentos em profundidade, sinalização, gerenciamento do tráfego e monitoramento hidrográfico, o projeto pretende contribuir para uma operação mais segura e eficiente do principal complexo portuário brasileiro.

FONTE: Antaq

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/Antaq

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Marinha libera canal do Complexo Portuário de Itajaí com restrições

Após quase três dias de interdição, a Marinha do Brasil autorizou, com restrições, a retomada da navegação de navios no Complexo Portuário de Itajaí. O canal de acesso ao porto voltou a operar às 11h30 desta quinta-feira (3), possibilitando novamente as manobras de entrada e saída de embarcações.

Canal do Porto de Itajaí ficou fechado por quase três dias

A navegação havia sido interrompida às 17h de segunda-feira devido à forte correnteza registrada no canal. O fenômeno foi provocado pelo grande volume de chuvas na Bacia do Rio Itajaí-Açu, que elevou o fluxo de água e comprometeu as condições de segurança para as operações marítimas.

De acordo com a Capitania dos Portos em Itajaí, a liberação ocorre de maneira parcial justamente em razão das condições da correnteza.

Manobras serão realizadas conforme a maré

Com a retomada das operações, as manobras de entrada e saída de navios deverão ocorrer preferencialmente nos períodos considerados mais favoráveis de maré enchente.

A operação seguirá os parâmetros de segurança definidos pela Autoridade Marítima, considerando as condições atuais de navegação no canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí.

Navios começam a deixar os berços

Pouco depois da liberação, às 13h, o navio Athens, que estava atracado na Portonave, iniciou a manobra de desatracação.

Conforme a movimentação de embarcações divulgada no site do Porto de Itajaí, nove navios permanecem atracados no complexo, enquanto outros sete estão ao largo. A previsão é de que mais 53 embarcações cheguem ao local.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Porto de Santos: entidades cobram clareza sobre ordenamento de navios em concessão do canal

Entidades ligadas ao setor portuário e ao transporte de cargas pedem mudanças na proposta de concessão do canal de acesso aquaviário ao Porto de Santos (SP). O principal questionamento apresentado durante audiência pública da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), realizada na terça-feira (1º), envolve a responsabilidade pelo ordenamento dos navios.

Para as associações, o projeto ainda não define de forma suficientemente clara quem ficará responsável pelas decisões e pelo controle das informações utilizadas para organizar a fila de embarcações: a futura concessionária ou a autoridade portuária.

A avaliação predominante entre os participantes é de que essa atribuição deve permanecer com a Autoridade Portuária de Santos (APS).

A consulta pública sobre o projeto, aberta em março, segue disponível para contribuições até 29 de setembro. O prazo já foi ampliado duas vezes.

Concessão prevê operação privada do canal

O modelo em discussão segue uma estrutura semelhante à adotada no Porto de Paranaguá (PR). A ideia é conceder a uma empresa privada a operação do canal de acesso, incluindo investimentos em dragagem, aprofundamento e sinalização.

Em contrapartida, a concessionária receberia os valores pagos pelos navios pelo uso da infraestrutura.

A proposta prevê uma concessão parcial de 25 anos, com possibilidade de prorrogação até um período máximo de 70 anos.

Segundo a Antaq, o ordenamento de navios deve seguir regras previamente estabelecidas. O tema, porém, gerou dúvidas entre representantes de terminais, operadores portuários e usuários do porto.

Entidades temem conflito de competências

O ordenamento, também chamado de Line Up Portuário, corresponde à programação da sequência em que os navios deverão atracar no porto.

A Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) argumentou que o texto da concessão não deixa explícito que a definição dessa sequência caberá à autoridade portuária.

Na avaliação da entidade, esclarecer essa competência é fundamental para impedir sobreposição de funções entre a APS e a futura concessionária.

O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) apresentou uma preocupação semelhante, mas destacou especialmente o controle sobre as decisões e os dados que sustentam o ordenamento.

Para o sindicato, a configuração atual poderia concentrar na empresa privada informações e decisões capazes de influenciar a fila de navios. Como a concessionária terá interesse econômico relacionado ao movimento portuário, isso poderia afetar a isonomia no acesso aos berços de atracação.

“Estamos sendo não só a voz dos operadores, mas também dos próprios usuários, como os armadores, que sequer estão no comitê de dragagem do certame”, afirmou Casemiro Tércio, representante do Sopesp.

Pesquisador da USP defende planejamento sob controle público

O professor Daniel Mota, da Universidade de São Paulo (USP), também demonstrou preocupação com a estrutura apresentada.

Pesquisador da área de logística, com atuação voltada às operações portuárias, ele avaliou que o desenho atual pode separar o planejamento do porto entre a autoridade portuária e a futura concessionária.

Na visão do especialista, a iniciativa privada pode assumir a manutenção da infraestrutura, mas as decisões estratégicas sobre a utilização do canal devem continuar sob responsabilidade pública.

“A infraestrutura pode ser mantida pelo privado, mas a inteligência do que determina como será utilizada deve permanecer pública”, afirmou Mota durante a audiência.

BNDES promete aperfeiçoar regras da concessão

Responsável pelos estudos que embasaram o projeto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que vai analisar as contribuições apresentadas na audiência.

Eduardo Costa, chefe de departamento do banco, disse que a documentação poderá ser ajustada para deixar mais evidente o papel da concessionária.

Segundo ele, a empresa contratada deverá atuar como provedora de infraestrutura, e não como responsável pelas decisões estratégicas do sistema.

A apresentação feita durante a audiência reforçou essa interpretação. De acordo com a matriz de responsabilidades do projeto, as funções estratégicas, gerenciais e decisórias continuariam sob responsabilidade da APS.

Entre as atribuições da autoridade portuária estariam as autorizações para entrada, saída, atracação, desatracação e fundeio dos navios, além da gestão e da operação como provedora do sistema de tráfego.

À concessionária ficariam atividades de suporte técnico e operacional, supervisão e operação do sistema.

Dragagem também gera questionamentos

Além do ordenamento de navios, os participantes da audiência levantaram dúvidas sobre os valores previstos para a dragagem do canal de acesso ao Porto de Santos.

O Sopesp considera que tanto o investimento de capital (Capex) quanto os custos operacionais (Opex) projetados podem estar abaixo do necessário.

Segundo os cálculos apresentados pelo sindicato, o Opex destinado à dragagem estaria subestimado em 179%, enquanto os investimentos totais previstos para o projeto apresentariam uma diferença de 242,7%.

A entidade também questionou os cerca de R$ 688 milhões estimados para investimentos. De acordo com o sindicato, estudos técnicos indicariam que seriam necessários mais de R$ 2 bilhões para atender às necessidades do projeto.

BNDES explica modelo de remuneração da dragagem

O BNDES respondeu que os valores apresentados são estimativas e destacou que o contrato não será estruturado a partir de uma quantidade fixa de material a ser retirada.

O parâmetro principal será a prestação do serviço, incluindo a manutenção da profundidade e da navegabilidade do canal.

Os documentos do projeto estabelecem ainda um mecanismo para compartilhar os riscos relacionados a alterações no volume necessário de dragagem e derrocagem.

O sistema, chamado de bandas paramétricas, poderá ser acionado quando a quantidade de material a ser removida ficar acima ou abaixo do nível estimado para determinado período.

Dessa forma, a proposta busca distribuir entre as partes os efeitos financeiros de eventuais variações na necessidade de obras de manutenção do canal.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Santos

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ANTAQ marca audiência pública sobre concessão do canal de acesso ao Porto de Santos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) agendou para 1º de setembro, às 14h, a sessão híbrida da Audiência Pública nº 02/2026, que vai discutir a concessão do canal de acesso ao Porto de Santos (SP).

O encontro terá como objetivo receber contribuições e sugestões para aperfeiçoar os documentos técnicos e jurídicos relacionados ao projeto de concessão do canal do Porto Organizado de Santos.

Audiência será realizada de forma presencial e virtual

A sessão acontecerá presencialmente no auditório da sede da ANTAQ, em Brasília, e também poderá ser acompanhada virtualmente pelo Microsoft Teams.

A audiência será encerrada após a participação do último inscrito credenciado. A transmissão será realizada ao vivo pela internet, com gravação posteriormente disponibilizada no canal oficial da Agência no YouTube.

Não será necessário fazer inscrição para acompanhar a sessão. Já os interessados em realizar manifestação oral deverão se credenciar previamente.

Inscrições para manifestação vão até 31 de agosto

Os participantes que desejarem se manifestar deverão realizar a inscrição pelo WhatsApp da ANTAQ, pelo número (61) 2029-6940, entre 9h e 15h do dia 31 de agosto.

Após o encerramento do período de inscrição, os participantes que optarem pela modalidade virtual receberão o link para acessar a sala no Teams.

Para quem participar presencialmente, será dada preferência aos inscritos para manifestação oral, respeitando a capacidade do auditório.

Consulta Pública teve prazo prorrogado

A definição da audiência ocorre após sucessivas extensões do prazo para envio de contribuições à Consulta Pública.

A primeira prorrogação, de 60 dias, foi concedida após solicitação da Autoridade Portuária de Santos (APS). Em seguida, diante de um novo pedido da autoridade portuária, a ANTAQ consultou o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que deu parecer favorável a uma última extensão.

Segundo a Agência, as prorrogações foram motivadas por questões relacionadas a políticas públicas levantadas durante a tramitação do processo de concessão.

Contribuições podem ser enviadas até setembro

Apesar da realização da audiência em 1º de setembro, o prazo para o envio de contribuições escritas continuará aberto até 29 de setembro de 2026.

As manifestações deverão ser encaminhadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível na página de Audiências Públicas da ANTAQ.

A sessão e o recebimento das contribuições seguirão os procedimentos previstos no rito processual e os prazos regulamentares aplicáveis ao processo.

FONTE: ANTAQ

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Porto de Itajaí antecipa draga para reforçar dragagem do canal diante dos efeitos do El Niño

A Superintendência do Porto de Itajaí decidiu antecipar a mobilização de uma draga de sucção do tipo hopper para reforçar a manutenção do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí. O equipamento deve chegar entre quarta (12) e quinta-feira (13) e integra uma estratégia preventiva diante das condições climáticas associadas ao El Niño e do aumento da descarga do Rio Itajaí-Açu.

A nova campanha de dragagem estava inicialmente programada para ocorrer em setembro, mas foi antecipada pela autoridade portuária. A medida busca preservar a navegabilidade do canal, aumentar a segurança das operações e oferecer maior previsibilidade aos armadores, terminais e demais empresas que integram o trade portuário.

Autoridade Marítima aumentou folga adicional de segurança

Na terça-feira (11) a Autoridade Marítima também ampliou a margem de segurança abaixo da quilha dos navios que operam no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes. A folga adicional passou de 0,3 metro para 0,8 metro, após levantamentos batimétricos identificarem redução de 1,4 metro na profundidade em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Na prática, o aumento da distância de segurança entre a quilha e o fundo do canal reduz o calado operacional disponível para as embarcações e pode limitar o volume de carga transportado pelos navios. A medida é preventiva e temporária e permanecerá em vigor enquanto as condições batimétricas permanecerem alteradas.

Porto de Itajaí diz que canal está com 14 metros

A última campanha realizada com uma draga hopper ocorreu no início de junho. Desde então, os trabalhos de manutenção vêm sendo conduzidos também pela draga Njord, que executa dragagem por aspersão ao longo do canal do Rio Itajaí-Açu.

Nesta terça-feira (11), técnicos da Superintendência do Porto de Itajaí acompanharam presencialmente as operações. Durante a inspeção, foi constatado que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.

A chegada da nova draga deverá ampliar a capacidade de remoção e controle dos sedimentos acumulados no fundo do rio. O equipamento opera por meio da sucção do material, reforçando as ações já realizadas pela Njord.

O Porto de Itajaí monitora os impactos do El Niño sobre as condições do canal desde 10 de junho de 2026. Entre os efeitos identificados está a presença de lama fluida e o aumento da sedimentação.

Nas últimas semanas, o volume de chuvas também contribuiu para elevar o nível e a vazão do Rio Itajaí-Açu. Esse cenário aumenta o transporte de sedimentos em direção ao canal de acesso ao complexo portuário e exige acompanhamento contínuo das condições de navegabilidade.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a antecipação da campanha representa uma ação preventiva para evitar impactos sobre as operações. “Hoje nossa equipe acompanhou o trabalho da dragagem por aspersão ao longo do canal e verificou que o canal permanece navegável, com profundidade de até 14 metros.”

De acordo com o superintendente, a decisão de antecipar a mobilização, que normalmente ocorreria apenas em setembro, busca garantir segurança à navegação e maior previsibilidade para o mercado.

Monitoramento do canal continua

A Superintendência do Porto de Itajaí informou que seguirá acompanhando permanentemente as condições do canal. As ações são realizadas em conjunto com a Van Oord e poderão ser ajustadas conforme a evolução das condições climáticas e da sedimentação.

Após a atuação da draga hopper, novos levantamentos deverão ser realizados para avaliar as condições do canal e orientar as próximas medidas de manutenção.

A estratégia adotada pela autoridade portuária tem como foco manter a segurança da navegação, assegurar a continuidade das operações e reduzir possíveis impactos das condições climáticas sobre o Complexo Portuário de Itajaí.

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Divulgação Porto de Itajaí

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Audiência Pública da ANTAQ sobre concessão do Canal de Santos tem prazo prorrogado

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) ampliou o período para envio de contribuições à Audiência Pública nº 02/2026, que discute o processo de concessão do Canal de Acesso do Porto de Santos, em São Paulo.

Com a decisão, os interessados poderão encaminhar sugestões e manifestações até o dia 29 de setembro de 2026.

Prorrogação foi oficializada no Diário Oficial

A extensão do prazo foi determinada pela Deliberação-DG nº 55/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (3).

Segundo a ANTAQ, a medida amplia o período de participação da sociedade na consulta pública relacionada ao processo licitatório de um dos principais projetos de infraestrutura portuária do país.

Contribuições devem ser enviadas pela internet

As manifestações deverão ser encaminhadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível na página de Audiências Públicas no portal da ANTAQ.

De acordo com a agência, todas as contribuições enviadas dentro do novo prazo serão analisadas e poderão servir de base para o aperfeiçoamento dos documentos que integram o processo de concessão do Canal de Acesso do Porto de Santos.

A participação pública é uma das etapas previstas antes da conclusão da modelagem do projeto e da realização da licitação.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Dragagem recupera calado operacional do Complexo Portuário de Itajaí

O Complexo Portuário de Itajaí voltou a operar com o calado operacional pleno após a homologação da nova batimetria pela Capitania dos Portos de Itajaí, órgão da Autoridade Marítima. A validação confirma que o canal de acesso ao complexo portuário recuperou as condições ideais de profundidade para a navegação, encerrando um período de restrições provocado pelo assoreamento no Rio Itajaí-Açu.

A medida representa um importante avanço para a logística da região, já que amplia a segurança das operações e devolve maior previsibilidade à movimentação de navios no complexo portuário de Itajaí e Navegantes.

Restrição ocorreu após redução da profundidade do canal

Em maio deste ano, a Marinha do Brasil manteve uma restrição de calado após analisar levantamentos batimétricos que apontaram perda de aproximadamente 30 centímetros de profundidade em alguns trechos do canal de acesso.

O problema foi provocado pelo acúmulo de sedimentos no leito do Rio Itajaí-Açu e pela presença de lama fluida, fenômeno que interfere nas medições convencionais de profundidade; devido a falta de manutenção interrompida entre fevereiro e abril. Na época, a Autoridade Marítima determinou uma folga mínima de 30 centímetros abaixo da quilha das embarcações para garantir a segurança da navegação.

Mesmo com a restrição, o porto permaneceu operando normalmente, sem interrupção das atividades de carga e descarga, seguindo os parâmetros estabelecidos pela Marinha.

Dragagem devolveu a profundidade ao canal

O trabalho de recuperação do calado operacional, contou com draga Utrecht, uma das maiores embarcações de dragagem em operação no Brasil. Utilizando o sistema hopper, o equipamento realizou a sucção e a retirada dos sedimentos depositados no canal de acesso, acelerando a recuperação das profundidades operacionais. As intervenções permitiram restabelecer as condições de navegabilidade e atender aos parâmetros exigidos pela Autoridade Marítima.

Nova batimetria confirma recuperação do canal

Com a homologação da nova batimetria, ficaram estabelecidas as seguintes Menores Profundidades Observadas (MPO):

  • Canal externo: 14 metros;
  • Canal interno: 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 1 (entre Porto de Itajaí e Portonave): 13,6 metros;
  • Bacia de Evolução 2 (Saco da Fazenda): 13,5 metros.

Nos berços de atracação, as profundidades ficaram entre 13,7 e 13,8 metros no Porto de Itajaí, enquanto a área de atracação da Portonave registrou 12,8 metros.

Os parâmetros homologados têm validade até 10 de setembro de 2026 e permitem a operação de embarcações de até 350 metros de comprimento e 52 metros de boca, conforme as normas da Marinha do Brasil.

Homologação confirma retomada do calado operacional

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a homologação representa a confirmação oficial de um trabalho técnico que já vinha sendo acompanhado por meio de medições realizadas nas últimas semanas. “Essa homologação confirma o trabalho técnico que vinha sendo realizado pelo Porto de Itajaí. Nós já havíamos retomado o calado operacional há várias semanas, com medições que demonstravam essa condição, e agora recebemos a validação oficial da Autoridade Marítima. Isso significa que o nosso canal de acesso está sem qualquer tipo de limitação de calado e totalmente navegável.”

O porto destaca que eventuais suspensões de manobras de entrada e saída de embarcações podem ocorrer em situações de vento forte, aumento da correnteza ou outras condições climáticas adversas. Nesses casos, a decisão é adotada preventivamente pela Autoridade Marítima, em conjunto com a Praticagem, e não possui relação com a profundidade do canal.

Com informações do Porto de Itajaí e da Marinha do Brasil.

FONTES: Porto de Itajaí / Diarinho

TEXTO: ReConecta

IMAGEM: Porto de Itajaí

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ANTAQ prorroga consulta pública sobre concessão do canal de acesso ao Porto de Santos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) ampliou o prazo para participação na consulta pública que trata da concessão do canal de acesso ao Porto de Santos (SP). A decisão foi tomada após uma indisponibilidade no sistema de participação social, que reduziu o período inicialmente previsto para o envio das contribuições.

Com a publicação da Deliberação DG nº 43/2026, os interessados poderão encaminhar sugestões e manifestações até o dia 31 de julho de 2026.

Contribuições devem ser enviadas pelo formulário eletrônico

A ANTAQ informou que serão aceitas apenas as manifestações relacionadas às minutas disponibilizadas na consulta e na audiência públicas, desde que encaminhadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível no portal da Agência.

Outras formas de envio de contribuições em texto não serão consideradas no processo de consulta.

Mapas, plantas e imagens podem ser enviados por e-mail

Documentos complementares em formato digital, como mapas, plantas, fotografias e demais arquivos gráficos, poderão ser encaminhados para o endereço eletrônico indicado pela Agência como anexo ao formulário principal.

Já as sugestões em texto deverão ser inseridas diretamente nos campos específicos da plataforma eletrônica, com a identificação do participante e dentro do prazo estabelecido.

ANTAQ oferece apoio para envio das manifestações

Os interessados que não possuírem acesso aos recursos necessários para utilizar o sistema eletrônico poderão registrar suas contribuições nos computadores disponibilizados pela Secretaria-Geral da ANTAQ, em Brasília, ou em uma das unidades regionais da Agência.

Os endereços das unidades e as demais informações sobre o processo de consulta pública estão disponíveis no site oficial da ANTAQ, que também reúne as contribuições apresentadas durante o procedimento.

FONTE: Antaq
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Porto de Paranaguá amplia capacidade e reforça liderança nas exportações brasileiras

O Porto de Paranaguá segue consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do país. Impulsionado pelo aumento da movimentação de cargas e por novos investimentos em infraestrutura, o complexo portuário registrou resultados expressivos nos primeiros cinco meses de 2026, especialmente no segmento de exportação de proteína animal.

Entre janeiro e maio, o porto embarcou 277,5 mil toneladas de carne bovina para o mercado internacional. O volume garantiu ao terminal a segunda colocação nacional nesse tipo de operação, respondendo por 24,7% das exportações brasileiras do produto. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Movimentação de contêineres cresce em 2026

O desempenho positivo também foi observado no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, foram movimentados 690 mil TEUs, medida utilizada para contabilizar contêineres de 20 pés.

Segundo a administradora do terminal, as exportações alcançaram 3,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres, representando crescimento de 8% em comparação ao mesmo período de 2025. Já as importações somaram 1,3 milhão de toneladas, avanço de 6% na mesma base de comparação.

Investimentos fortalecem infraestrutura portuária

Para atender à expansão da demanda e melhorar a eficiência logística, o Porto de Paranaguá integra um conjunto de obras e projetos coordenados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Um dos principais empreendimentos é o Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação. Considerada a maior obra pública portuária em execução no Brasil, a estrutura já superou 95% de conclusão e recebeu investimentos superiores a R$ 500 milhões, com recursos financiados pelo BNDES.

Quando entrar em operação, o sistema deverá elevar em aproximadamente 60% a capacidade ferroviária do porto, permitindo o aumento da circulação diária de vagões de 550 para 900 unidades. A iniciativa também busca melhorar o equilíbrio da matriz de transporte regional, ampliando a participação do modal ferroviário.

Canal de acesso receberá mais de R$ 1 bilhão em investimentos

Outro projeto estratégico em andamento é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. O contrato prevê aportes de R$ 1,23 bilhão ao longo dos próximos 25 anos para serviços de dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária.

A expectativa é que a medida aumente a segurança da navegação, reduza gargalos operacionais e proporcione maior previsibilidade para as operações de embarque e desembarque.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

Além dos investimentos logísticos, o complexo portuário também avança na agenda ambiental. Entre as ações implementadas estão projetos voltados à energia solar em terminais do porto, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para a adaptação às exigências de sustentabilidade do comércio internacional.

As iniciativas reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis e com a modernização das operações portuárias.

Porto de Paranaguá se consolida como hub logístico estratégico

Localizado em uma das regiões mais importantes para o escoamento da produção nacional, o Porto de Paranaguá conecta grandes centros produtores aos mercados globais. Em 2025, os portos paranaenses alcançaram um recorde histórico de movimentação, somando cerca de 73,5 milhões de toneladas transportadas.

Com novos investimentos em infraestrutura portuária, logística de exportação, acesso aquaviário e sustentabilidade, o terminal amplia sua competitividade e fortalece sua posição entre os principais hubs logísticos da América do Sul.

FONTE: Divulgação/TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Porto de Itajaí: concessão do canal viabiliza remoção do navio Pallas e amplia capacidade operacional

A futura concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí deve impulsionar uma nova fase de modernização do complexo portuário catarinense e solucionar um entrave histórico à expansão da estrutura: a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu há mais de 130 anos.

Estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão da concessão seja realizado ainda no segundo semestre deste ano.

Ampliação do calado permitirá receber grandes cargueiros

A concessão faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a retomada do Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do país.

Entre os benefícios previstos estão a realização de dragagens programadas, maior previsibilidade operacional e o aprofundamento do calado para até 16 metros. A medida permitirá a operação de embarcações com até 400 metros de comprimento, incluindo alguns dos maiores navios cargueiros em atividade no comércio marítimo internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o porto recebeu atenção prioritária do governo após enfrentar dificuldades operacionais que afetaram a economia catarinense e nacional. Para ele, a concessão representa mais um passo para aumentar a eficiência e a competitividade do terminal.

Remoção do Pallas é considerada estratégica para expansão do porto

Além das intervenções de dragagem e reestruturação do canal de acesso, o contrato prevê a retirada de obstáculos que limitam o desenvolvimento da área portuária, incluindo os destroços do navio Pallas e remanescentes de antigas estruturas de espigões.

O projeto também contempla a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), tecnologia utilizada para aprimorar a segurança da navegação e o monitoramento do tráfego marítimo.

A remoção do Pallas é apontada como uma das ações mais relevantes para o crescimento do complexo. Com a retirada da embarcação, será possível ampliar a bacia de evolução, permitindo a operação de navios da categoria New Panamax e elevando a capacidade logística do porto.

Estudos técnicos já estão em andamento

No final de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal firmaram um convênio para desenvolver os estudos necessários à retirada dos destroços.

Para o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa integra um conjunto de projetos estratégicos implementados após a retomada da gestão federal. Segundo ele, a medida contribuirá para aumentar a segurança das operações e criar condições para receber embarcações de maior porte.

Movimentação de cargas cresce em 2026

Com localização estratégica próxima às rodovias BR-101 e BR-470, o Complexo Portuário de Itajaí atende exportadores e importadores de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo um dos principais corredores logísticos para cargas de alto valor agregado.

Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve trajetória de crescimento em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação anual.

Navio naufragado em 1893 limita expansão operacional

O navio Pallas afundou em 1893 na entrada do rio Itajaí-Açu e permaneceu submerso por mais de um século. Sua localização foi redescoberta em 2017 durante obras de dragagem e ampliação do porto.

Embora atualmente não comprometa as operações de navegação, a estrutura submersa impede a ampliação da bacia de evolução e restringe a entrada de embarcações maiores.

Com a retirada dos destroços, será possível adequar futuramente a Bacia de Evolução nº 2, que deverá atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação proporcionará mais segurança nas manobras, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aescom/MPor

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