Comércio, Tecnologia

BYD supera Fiat e assume 2º lugar no varejo de automóveis no Brasil

Em abril, marca chinesa foi destaque nas vendas de automóveis para o consumidor final

A BYD alcançou um novo marco no mercado brasileiro ao assumir a segunda posição nas vendas de automóveis no varejo em abril de 2025, segundo dados divulgados pela Fenabrave. Neste recorte, que considera as vendas diretas ao consumidor final — excluindo frotistas e locadoras — a marca chinesa ficou atrás apenas da Volkswagen e superou fabricantes tradicionais como Fiat, GM e Toyota.

No total, a BYD emplacou 8.485 unidades em abril (8.345 autos + 140 comerciais leves), restando uma parcela ínfima de vendas diretas. Com esse desempenho, a marca chinesa ocupou a nona posição no ranking geral de vendas (autos + comerciais leves), se destacando no recorte de emplacamentos no varejo onde alcançou a vice-liderança de automóveis vendidos diretamente ao consumidor. 

Emplacamentos no varejo em abril – Automóveis

Entre os modelos mais vendidos da marca no mês, o destaque foi a linha BYD Song, com 3.140 unidades. Em seguida, vieram o Dolphin Mini (2.175 unidades), o BYD King (1.599) e o Dolphin (973). O feito da BYD se torna ainda mais relevante pelo fato de a empresa vender exclusivamente veículos eletrificados, o que tem contribuído para a expansão da presença da marca no mercado nacional, especialmente em capitais e regiões metropolitanas.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2025, a BYD também apresentou resultados relevantes. A marca ocupa a 9ª colocação no ranking geral de vendas somando automóveis e comerciais leves, com 30.157 unidades emplacadas. Considerando apenas os automóveis, a BYD aparece em 8º lugar, com 29.723 unidades.

Participação no varejo de automóveis e comerciais leves no acumulado do 1º quadrimestre de 2025

No recorte específico de vendas de varejo no acumulado de janeiro a abril, a BYD aparece na 6ª colocação, mantendo um ritmo de crescimento consistente desde o início do ano. Esse avanço é reflexo da estratégia da montadora em ampliar sua rede de concessionárias – atualmente são 165 lojas no Brasil, com planos de encerrar o ano com 272 pontos de venda espalhados pelo país.

O desempenho da BYD chama atenção por ocorrer em um cenário ainda desafiador para a eletrificação no Brasil. Embora os carros híbridos e elétricos tenham ampliado sua participação de mercado nos últimos anos, os modelos a combustão ainda dominam as vendas. Mesmo assim, a montadora chinesa tem conseguido atrair consumidores com um portfólio variado, que vai desde modelos de entrada como o Dolphin Mini até SUVs maiores como o Song Plus. 

Os próximos passos envolvem a instalação da fábrica em Camaçari (BA), que deve impulsionar a expansão da BYD no país, especialmente diante do avanço das taxas de importação e do aumento no volume de veículos trazidos do exterior.

Fonte: Fenabrave

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Comércio, Logística, Tecnologia

Maior navio automotivo do mundo inicia viagem ao Brasil pela BYD

BYD Shenzhen parte da China com mais de 7.000 veículos rumo ao mercado brasileiro

O maior navio automotivo do mundo, o BYD Shenzhen, iniciou sua primeira viagem internacional rumo ao Brasil no dia 27 de abril. A embarcação partiu do porto de Jiangsu, na China, transportando mais de 7.000 veículos elétricos e híbridos plug-in. O movimento faz parte da estratégia de expansão da BYD no mercado brasileiro, atualmente seu maior destino fora da Ásia.

O BYD Shenzhen é o quarto navio roll-on/roll-off (RoRo) da montadora chinesa e se destaca pelas dimensões. São 219,9 metros de comprimento, 37,7 metros de largura e 12 conveses dedicados exclusivamente ao transporte de veículos. Com capacidade para carregar até 9.200 automóveis simultaneamente, o navio equivale em área a cerca de 20 campos de futebol.

Além do tamanho, o BYD Shenzhen conta com um sistema de propulsão dual, utilizando Gás Natural Liquefeito (GNL) e combustível convencional. A embarcação pode atingir uma velocidade máxima de 18,5 nós, aproximadamente 34,3 km/h. A entrega oficial do navio foi realizada em 22 de abril de 2025, poucos dias antes da partida em direção ao Brasil.

Desde 2024, a BYD vem intensificando suas operações no Brasil, ampliando investimentos e acelerando a venda de veículos elétricos e híbridos. Modelos como o Song Pro e o Dolphin Mini foram destaques no crescimento da marca, que se consolidou como a de maior expansão no mercado brasileiro no ano passado.

No primeiro trimestre de 2025, a BYD exportou mais de 25.000 veículos utilizando seus navios próprios. Embora esse número represente apenas uma fração das vendas internacionais da empresa — que somaram 206.000 unidades no período, alta de 110% em relação ao ano anterior —, a frota própria contribui para reduzir custos e ampliar a eficiência logística.

Além do Shenzhen, a BYD já opera outros três navios RoRo: Explorer No.1, Changzhou e Hefei. A montadora também prepara a incorporação de mais duas embarcações: o Changsha, desatracado em março e com entrega prevista para maio, e o Xi’an, desatracado em abril, mas ainda sem data oficial para início de operações.

O envio do BYD Shenzhen ao Brasil marca uma nova fase na expansão internacional da montadora chinesa, reforçando sua capacidade de atendimento à demanda crescente por veículos eletrificados no mercado brasileiro e em outros mercados da América Latina.

A previsão é que a BYD continue ampliando sua frota marítima nos próximos anos, como parte da estratégia de consolidar sua presença global.

Fonte: Inside EVs

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Logística, Tecnologia

BYD Shenzhen é o novo marco na logística de veículos elétricos

A montadora chinesa BYD está redefinindo o transporte marítimo de veículos elétricos com o lançamento do BYD Shenzhen, o maior navio de sua categoria. Esta embarcação partiu recentemente do Porto de Taicang, na China, com destino ao Brasil, carregando mais de 7 mil veículos. A chegada ao Porto de Itajaí, em Santa Catarina, está prevista para ocorrer em breve, marcando um passo importante na estratégia de expansão da BYD no mercado brasileiro.

O BYD Shenzhen não é apenas um feito de engenharia naval, mas também um componente crucial na logística global da empresa. Com sua capacidade de transportar até 9.200 veículos por viagem, o navio é um ativo estratégico para a BYD, que busca aumentar sua presença internacional e melhorar a eficiência na distribuição de seus produtos.

Inovações tecnológicas e sustentabilidade

O BYD Shenzhen foi construído com foco em eficiência energética e sustentabilidade. Equipado com motores avançados e sistemas de reaproveitamento de gás, o navio é projetado para minimizar o consumo de combustível e reduzir emissões. Essas características não apenas refletem o compromisso da BYD com práticas ambientais responsáveis, mas também oferecem uma vantagem competitiva no mercado global de veículos elétricos.

Durante a cerimônia de lançamento, representantes da BYD destacaram a importância do navio como um símbolo de inovação e progresso. A empresa vê o BYD Shenzhen como uma ponte entre a tecnologia chinesa e os mercados internacionais, facilitando o acesso a veículos elétricos de alta qualidade em todo o mundo.

O crescimento das exportações automotivas da China

O lançamento do BYD Shenzhen ocorre em um contexto de expansão das exportações automotivas chinesas. Em 2024, a China exportou milhões de veículos, consolidando sua posição como líder global no setor. Para acompanhar essa demanda crescente, empresas como a BYD estão investindo em frotas marítimas próprias, garantindo maior controle sobre a logística e a distribuição de seus produtos.

Nos primeiros meses de 2025, a BYD já enviou dezenas de milhares de veículos elétricos para diversos mercados ao redor do mundo. Este movimento faz parte de uma estratégia mais ampla para aumentar a presença da marca em mais de 100 países, incluindo o Brasil, onde a demanda por veículos elétricos está em ascensão.

Impacto no mercado brasileiro de veículos elétricos

A chegada do BYD Shenzhen ao Brasil representa uma oportunidade significativa para o mercado local de veículos elétricos. Com a operação direta de sua frota marítima, a BYD espera reduzir os tempos de entrega e otimizar os custos logísticos, tornando seus veículos mais acessíveis aos consumidores brasileiros.

Especialistas do setor apontam que a capacidade da BYD de controlar sua própria logística marítima pode resultar em uma maior eficiência operacional e em uma oferta mais consistente de veículos elétricos no Brasil. Isso é particularmente relevante em um momento em que o país busca aumentar a adoção de tecnologias sustentáveis e reduzir sua dependência de combustíveis fósseis.

Fonte: Terra Brasil Notícias

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Notícias

BYD supera Tesla em lucro no 1º trimestre e acelera aposta em veículos premium

O lucro líquido da gigante chinesa no primeiro trimestre saltou para 9,15 bilhões de yuans (US$ 1,3 bilhão); no mesmo período, o da Tesla foi de US$ 409 milhões

O lucro líquido da BYD no primeiro trimestre saltou para 9,15 bilhões de yuans (US$ 1,3 bilhão), ultrapassando a Tesla em outra métrica importante e sinalizando um início de ano robusto para a marca de carros mais vendida da China.

O lucro líquido da BYD, sediada em Shenzhen, foi maior do que os 8,1 bilhões de yuans projetados pelos analistas.

Embora as vendas da montadora de 170,36 bilhões de yuans nos três meses encerrados em 31 de março tenham aumentado 36% em relação ao ano anterior, elas ficaram aquém das expectativas dos analistas.

A Tesla divulgou um lucro líquido de US$ 409 milhões para seu primeiro trimestre no início desta semana, muito abaixo do que o mercado estava esperando.

Ao considerar que os primeiros três meses do ano são geralmente os mais lentos para as montadoras chinesas, com o período contendo o longo feriado do Ano Novo Lunar, a BYD parece preparada para um 2025 forte.

Suas vendas de carros no trimestre foram de 1 milhão de unidades, o que coloca o gigante chinês no caminho certo para atingir vendas de 5,5 milhões no ano inteiro, incluindo 800.000 exportações.

Os analistas consultados pela Bloomberg News disseram que esperam pouco impacto sobre a BYD das tarifas automotivas do presidente dos EUA, Donald Trump, considerando que a empresa não vende carros de passageiros nos EUA e tem sólidas perspectivas de pedidos de áreas de alto crescimento, como a América do Sul e partes do Sudeste Asiático.

A empresa também está construindo uma fábrica de veículos elétricos na Hungria, que deve começar a produzir no final de 2025.

As montadoras chinesas, incluindo a BYD, estiveram na frente e no centro do salão do automóvel de Xangai desta semana, ao lado de rivais europeus como a Volkswagen e a BMW.

A BYD exibiu de forma proeminente sua investida em veículos premium que poderiam render margens mais robustas, desde seu veículo utilitário esportivo de luxo, o Yangwang U8L, até seu conceito da série Dynasty-D e seu carro esportivo Denza Z.

No início desta semana, a BYD dividiu suas ações em um movimento para atrair um número maior de investidores, seguindo empresas como a Nvidia e a Tesla.

A empresa distribuirá 8 ações de bônus para cada 10 ações detidas e emitirá 12 ações de capitalização das reservas para cada 10 ações emitidas. Isso pode permitir que a BYD “atenda a um grupo mais amplo de investidores”, escreveram os analistas do Morgan Stanley, liderados por Tim Hsiao, em uma nota.

A BYD divulgou seus números do primeiro trimestre acima do esperado em um relatório no início deste mês, dias depois de promover um novo sistema de bateria para veículos elétricos que pode carregar 400 quilômetros em apenas cinco minutos.

A nova tecnologia estará disponível no Han L e no veículo utilitário esportivo Tang L, que custarão a partir de 270.000 yuans e 280.000 yuans, respectivamente, e serão vendidos a partir deste mês.

O Tang L esteve no salão do automóvel de Xangai esta semana. O SUV de sete lugares e tração integral vem em três variantes, com o modelo topo de linha capaz de ir de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 3,9 segundos, quase o mesmo que um Porsche 911.

As ações da BYD negociadas em Hong Kong fecharam em alta de 1,7% na sexta-feira, elevando os ganhos do ano para quase 50%. Isso se soma a um aumento de 24% em 2024 e um aumento de 11% em 2023.

Fonte: Bloomberg Linea

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Navio gigante da BYD cheio de carros evita alta de imposto e irrita Anfavea

Acusada de concorrência desleal pela Anfavea, a associação das montadoras instaladas no Brasil, por comercializar carros com preços agressivos com supostos subsídios do governo chinês, a BYD tem uma ‘carta na manga’ que igualmente tem gerado ira na concorrência local.

Pela segunda vez, em fevereiro passado, a fabricante asiática trouxe ao país um lote com cerca de 5,5 mil veículos elétricos e híbridos a bordo do BYD Explorer 01, um navio especializado no transporte de automóveis que consegue levar 7.117 carros de uma só vez, da China para o resto do mundo.

Em abril de 2024, a gigantesca embarcação fez seu primeiro desembarque no Brasil, para onde trouxe na ocasião outros 5,5 mil carros da BYD.

Graças ao navio gigante, a montadora conseguiu, nas duas oportunidades, montar estoque e nacionalizar automóveis antes de um aumento no imposto de importação – evitando, assim, o repasse do custo ao consumidor final e obtendo grande vantagem competitiva antes de iniciar a produção local de veículos em Camaçari (BA), com previsão para começar ainda em 2025.

Em julho deste ano, a alíquota de importação de veículos elétricos subirá dos atuais 18% para 25%; a de híbridos plenos, cuja bateria é recarregada pelo motor a combustão e pelo próprio movimento do automóvel, saltará de 25% para 30%; no caso dos híbridos plug-in, que podem ser recarregados na rede elétrica, o percentual irá de 20% para 28%.

O governo federal iniciou o aumento gradual da alíquota desses veículos em janeiro de 2024, a fim, justamente, de estimular a respectiva produção e montagem em solo brasileiro. A próxima e última elevação nos percentuais está prevista para julho de 2026, quando as alíquotas para todos os veículos eletrificados trazidos de fora do Brasil saltará para 35%.

Anfavea quer antecipação da alíquota ‘cheia’

No caso do Imposto de Importação, vale a alíquota do momento em que o carro entra no Brasil
No caso do Imposto de Importação, vale a alíquota do momento em que o carro entra no Brasil Imagem: Divulgação

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) recentemente solicitou ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a antecipação da alíquota de 35% para todos os elétricos e híbridos importados

Segundo o órgão, a BYD estaria mantendo um estoque de 40 mil veículos no país.

“[Trata-se de] um desequilíbrio no comércio exterior que pode afetar ainda mais a produção, os investimentos e os empregos na cadeia automotiva brasileira”, disse a Anfavea em um comunicado.

A tática da BYD de formar estoque antes de cada aumento no tributo é possível porque o imposto de importação é calculado no momento em que o carro entra no país, independentemente de ele ser vendido depois.

“O imposto sobre a importação de produtos estrangeiros é de competência da União. O fato gerador desse imposto é a entrada dos produtos no território nacional”, explica a Receita Federal, com base no Código Tributário Nacional.

Sem ilegalidade a ser apontada, o que a Anfavea pede é a imposição imediata das tarifas marcadas para 2026, com o Brasil passando a cobrar logo os 35% de imposto. Como nos Estados Unidos, o Presidente da República tem poder de fazer isso sem depender do Congresso.

“Nenhum país do mundo, com indústria automotiva instalada, tem uma barreira tão baixa para as importações, o que torna o nosso importante mercado um alvo fácil, especialmente para modelos que estão sendo barrados por grandes alíquotas na América do Norte e na Europa. Elas são de 100% nos EUA e Canadá, e podem chegar a 48% na Europa”, diz a Anfavea.

O que dizem os especialistas

Em cerca de um ano, chinesa duplicou o estoque e quintuplicou o espaço de armazenamento de peças no Brasil
Em cerca de um ano, chinesa duplicou o estoque e quintuplicou o espaço de armazenamento de peças no Brasil Imagem: Divulgação

Dois especialistas na indústria automotiva consultadas pelo UOL Carros não veem ilegalidade na estratégia adotada pela BYD para driblar a alta na carga tributária.

Segundo essas fontes, a montadora chinesa com sede em Shenzhen, que hoje lidera as vendas de carros elétricos e híbridos no Brasil, está apenas jogando as regras do jogo.

“Dentro das condições atuais, não pode haver críticas ou objeções, pois a BYD está trabalhando dentro das regras estabelecidas pelo governo federal para todas as montadoras”, avalia o consultor automotivo Cassio Pagliarini, sócio da consultoria Bright Consulting.

Ele acrescenta que, se fosse gestor da BYD no Brasil, “faria a mesma coisa”.

 

“Usaria plenamente as cotas de importação disponíveis e traria veículos com imposto mais baixo, nacionalizando-os antes da entrada em vigor do aumento do imposto de importação. Assim, a montadora fica em vantagem na hora da comercialização ao consumidor final, ante montadoras que trouxerem ao Brasil veículos depois de cada alta da alíquota do tributo”.

O colega Ricardo Bacellar, consultor automotivo e apresentador do programa Papo de Garagem no YouTube, segue a mesma linha de análise.

“Essa estratégia de aumentar a produção e o envio de produtos para venda ao consumidor final, a fim de comercializar o que for possível antes de um aumento já previsto de impostos e outros custos, não é nova. Existe há muito tempo na indústria em geral, não somente a automotiva, ao redor do mundo inteiro. Não é nada diferente da vinda de veículos no navio da BYD, só chama a atenção pelo fato de ser uma indústria chinesa e também pela escala, pela enorme quantidade de veículos envolvidos, opina.

Esse tipo de embarcação, chamada de navio RoRo, é literalmente um estacionamento que flutua e tem rampas largas para o desembarque até de caminhões
Esse tipo de embarcação, chamada de navio RoRo, é literalmente um estacionamento que flutua e tem rampas largas para o desembarque até de caminhões Imagem: Divulgação

Bacellar destaca que a disputa da BYD com concorrentes locais vai muito além da questão do navio e passa por uma evolução profunda e relevante da indústria chinesa como um todo, rumo à globalização, ao longo dos últimos anos.

“Não podemos fechar os olhos para a eficiência conquistada pela indústria automotiva chinesa ao longo da última década não apenas referente à produção de veículos, como também na cadeia produtiva, principalmente no que se refere às baterias que equipam elétricos e híbridos. Empresas chinesas hoje são os principais fornecedores mundiais desse produto, inclusive para a maior parte das montadoras ocidentais”, pontua.

 

Ricardo Bacellar conclui, destacando que tal eficiência também envolve a parte logística, o que inclui a acelerada modernização e construção de portos na China e a aquisição de frota própria de navios para o transporte de veículos prontos para outros mercados.

“Isso é estratégico para reduzir custos e prazos de entrega no transporte. O que as montadoras provenientes da China ainda precisam provar é se irão manter essa competitividade quando começar a produção local, devido ao custo elevado da operação no Brasil, por conta de fatores como a alta carga tributária na cadeia produtiva, e também no atendimento pós-venda, como disponibilidade e custo de peças de reposição para os veículos que estão vendendo”.

E a fábrica no Brasil?

A Anfavea, dentre outras críticas, cita “atrasos sucessivos” para inauguração da fábrica da BYD nas antigas instalações da Ford em Camaçari – o planejamento inicial era de que a unidade já entrasse em 2024, mas problemas com o Ministério Público do Trabalho da Bahia adiaram o processo.

“Os chineses sabem que precisam cumprir sua parte no acordo e inaugurar essas fábricas”, diz, sob anonimato, um assessor de relações internacionais ligado à indústria automotiva, referindo-se também à GWM, que operará em Iracemápolis (SP) e também adiou a estreia da respectiva linha – cuja inauguração está marcada para o segundo semestre de 2025.

Segundo o analista, em um cenário de consolidação de tarifas protecionistas, o Brasil pode até utilizar a BYD como trunfo para inverter o jogo, tornando-se exportador.

A BYD concorda: “A produção deve começar em 2025. O Brasil tem a oportunidade de ser exemplo e se consolidar como um polo estratégico para a produção e comercialização de veículos eletrificados”, diz a marca, por meio de comunicado.

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A revolução dos elétricos: a nova bateria da BYD que carrega em 5 minutos

Com um carregamento ultra-rápido e 480 km de autonomia em minutos, a gigante chinesa acelera a revolução dos veículos elétricos e desafia a concorrência global.

Imagine nunca mais precisar esperar uma hora para carregar um carro elétrico. Pois é, uma  das principais críticas de quem ainda não vê sentido em trocar um veículo a combustão por um elétrico pode estar com os dias contados.

A BYD, gigante chinesa do setor automotivo, revelou sua nova Super E-Platform de 1.000 V, uma tecnologia que promete mudar completamente o jogo. Durante um evento transmitido ao vivo diretamente de sua sede em Shenzhen, a empresa apresentou sua bateria de carregamento ultra-rápido, capaz de alcançar 480 km de autonomia em apenas 5 minutos de carga. Isso é praticamente o tempo que levamos para abastecer um carro a gasolina.

“A China tem um pensamento muito forte em ecossistema para desenvolvimento das tecnologias. E com o avanço dos carros elétricos, vão focar muito em criar um ecossistema forte e preparado para tal”, comenta Vinicius Oliveira, head internacional da StartSe China. Ou seja, essa inovação não é apenas sobre velocidade de carregamento, mas sobre a construção de uma infraestrutura robusta que viabilize a adoção em massa dos veículos elétricos.

O que torna essa tecnologia tão relevante?

Dois fatores principais explicam por que essa inovação pode acelerar (ainda mais) o mercado de veículos elétricos:

  1. Menos barreiras para a adoção em massa: a demora para carregar sempre foi uma das grandes objeções dos consumidores ao considerar um carro elétrico. Com esse obstáculo eliminado, a migração para os elétricos se torna ainda mais viável.
  2. A China está ditando o futuro dos veículos elétricos: a BYD já havia ultrapassado a Tesla em vendas no final de 2023. Agora, também parece estar superando a concorrente americana em inovação. Para efeito de comparação, o melhor equipamento da Tesla carrega 275 km em 15 minutos, enquanto a Mercedes apresentou um sistema que atinge 325 km em 10 minutos. Com a nova tecnologia da BYD, a Tesla e as montadoras ocidentais terão que correr para acompanhar o ritmo.
  3. Redução da dependência de combustíveis fósseis: com carregamentos ultrarrápidos, a aceitação dos veículos elétricos aumenta, acelerando a transição para uma matriz energética mais sustentável e reduzindo a demanda por combustíveis fósseis. Isso impacta diretamente o mercado de petróleo e pode influenciar políticas energéticas ao redor do mundo.

Quando isso vai acontecer?

A implementação desse novo sistema depende de uma infraestrutura compatível. Além das baterias que equiparão os carros, será necessária a instalação de carregadores mais potentes. A BYD já anunciou 4.000 estações de recarga pela China, e é muito provável que, em breve, exporte essa tecnologia para outros países.

Vale lembrar que em Shenzhen, cidade sede da BYD na China, toda a frota pública de transporte é 100% elétrica, incluindo táxis. Lá também já existem mais supercarregadores do que bombas de gasolina. Ou seja, esse cenário é possível.

Por que você precisa saber disso?

A BYD não está apenas inovando — está moldando o futuro do setor automotivo global. Essa mudança reforça o domínio da China sobre as tecnologias emergentes e redefine a dinâmica de concorrência no mercado de veículos elétricos. Se a Tesla já perdeu a liderança em vendas, será que agora perderá também a dianteira na inovação?

FONTE: startse
A revolução dos elétricos: a nova bateria da BYD que carrega em 5 minutos

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BYD supera Tesla em receita e aquece disputa dos elétricos

Em 2024, a montadora chinesa BYD alcançou um marco significativo ao ultrapassar a marca de US$ 100 bilhões em receitas, superando a americana Tesla.

Com um faturamento de 777,1 bilhões de yuans, equivalente a aproximadamente US$ 107,2 bilhões, a BYD se consolidou como uma força dominante na eletrificação automotiva. Este feito não apenas destaca o crescimento da empresa, mas também sinaliza uma mudança no equilíbrio de poder entre as montadoras ocidentais e chinesas.

A BYD, sediada em Shenzhen, tem expandido agressivamente sua presença internacional, mirando mercados na Europa, América Latina e outras regiões emergentes. A superação da Tesla em receita representa um marco simbólico, refletindo o aumento da competitividade no setor automotivo global. Ambas as empresas estão investindo em novas tecnologias e estratégias de mercado para fortalecer suas posições.

Como a BYD superou a Tesla em receitas?

A BYD e a Tesla operam com modelos de negócios distintos, o que torna a comparação direta um desafio. A BYD foca na montagem de veículos, especialmente híbridos e elétricos, e se beneficia de incentivos estatais chineses. Este apoio tem sido crucial para seu crescimento e expansão global. Em contraste, a Tesla se posiciona como uma empresa de tecnologia, investindo em robótica, inteligência artificial e soluções de mobilidade autônoma.

Um dos fatores que contribuíram para o sucesso da BYD é sua capacidade de oferecer produtos competitivos em termos de custo. Isso lhe confere uma vantagem significativa em participação de mercado, especialmente em um cenário de retração das montadoras tradicionais europeias. Além disso, a BYD tem se destacado na produção de baterias, garantindo maior controle sobre a cadeia produtiva e eficiência de custos.

Quais são as perspectivas futuras para a BYD e a Tesla?

A disputa entre BYD e Tesla promete se intensificar nos próximos anos. Ambas as empresas estão investindo em novas tecnologias e estratégias de precificação agressiva para capturar mercados estratégicos de mobilidade limpa. A BYD está explorando a possibilidade de carregamento ultrarrápido em cinco minutos, o que pode representar uma disrupção significativa no setor automotivo.

Por outro lado, a Tesla continua a expandir seu ecossistema digital, criando novas fontes de receita e fortalecendo sua posição no mercado global. A capacidade da Tesla de inovar e diversificar suas ofertas tecnológicas pode ser um diferencial importante na corrida pela liderança no setor automotivo.

O impacto da competição entre montadoras ocidentais e chinesas

A competição entre montadoras ocidentais e chinesas está redefinindo o cenário automotivo global. A ascensão da BYD como líder em receitas reflete o crescente poder das empresas chinesas no mercado internacional. Esta dinâmica está pressionando as montadoras tradicionais a inovar e adaptar suas estratégias para permanecerem competitivas.

Enquanto a BYD continua a expandir sua presença global, a Tesla busca consolidar sua posição como líder em tecnologia automotiva. Ambas as empresas estão bem posicionadas para influenciar o futuro da mobilidade elétrica, e sua competição promete trazer avanços significativos para o setor.

BYD se intensifica e vira referência a cada dia

O crescimento da BYD e sua superação da Tesla em receitas marcam um momento importante no setor automotivo. A competição entre essas duas gigantes está impulsionando a inovação e redefinindo o mercado global de veículos elétricos. À medida que ambas as empresas continuam a expandir suas operações e investir em novas tecnologias, o futuro da mobilidade elétrica parece promissor e cheio de oportunidades.

FONTE: Terra Brasil Noticia
BYD supera Tesla em receita e aquece disputa dos elétricos – Terra Brasil Notícias

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Ações da BYD disparam após anúncio de sistema de recarga ultrarrápida

A empresa afirmou que a bateria e o sistema de recarga denominado “Super e-Plataforma” alcançam velocidades de recarga de 1.000 quilowatts

As ações do grupo chinês de carros elétricos BYD dispararam nesta terça-feira (18) e atingiram um nível recorde, depois que a empresa anunciou uma nova tecnologia de baterias que permite a recarga em um tempo similar ao necessário para encher um tanque de combustível.

A empresa afirmou que a bateria e o sistema de recarga denominado “Super e-Plataforma” alcançam velocidades de recarga de 1.000 quilowatts, permitindo que os veículos percorram até 470 quilômetros após apenas cinco minutos de conexão.

A nova tecnologia pretende “resolver fundamentalmente a ansiedade dos usuários com a recarga”, disse o fundador da BYD, Wang Chuanfu. “Tentamos fazer com que o tempo de recarga dos veículos elétricos seja tão curto quanto o tempo de abastecimento de combustível”, declarou durante uma apresentação na segunda-feira.

As ações da BYD em Hong Kong subiram mais de 6% nesta terça-feira e, em um determinado momento, alcançaram o maior valor de sua história. O anúncio coloca a BYD à frente de sua principal rival Tesla, cujos supercarregadores oferecem atualmente velocidades de 500 quilowatts.

A BYD apresentou a “Super e-Plataforma” ao lado de outros dois novos modelos que incluem o sistema de recarga ultrarrápido: o Han-L e o Tang L. A empresa também anunciou planos para construir mais de 4.000 estações de recarga ultrarrápida na China para apoiar o novo sistema.

A BYD registrou um forte crescimento nos últimos meses, com um aumento de vendas de 161% em fevereiro na China. A Tesla, que enfrenta dificuldades no mercado dos Estados Unidos, sofreu no mesmo período uma queda de 49% no mercado chinês.

FONTE: Correio Brazilienze
Ações da BYD disparam após anúncio de sistema de recarga ultrarrápida

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Cresce o número de carros chineses no Brasil, mas eles ainda não são os favoritos!

Nos últimos anos, o mercado automotivo brasileiro tem observado um aumento significativo no interesse por veículos de origem chinesa.

De acordo com um levantamento realizado pelo Webmotors Autoinsights, houve um crescimento de 51,4% nas buscas por esses veículos entre março de 2024 e março de 2025. Esse aumento é atribuído ao comportamento dos usuários na plataforma de compra e venda de automóveis, que inclui tanto veículos novos quanto usados.

O estudo focou nas quatro principais fabricantes chinesas presentes no Brasil: BYD, CAOA Chery, GWM e JAC Motors. Durante o período analisado, a BYD liderou o crescimento com um aumento de 134,5% nas buscas, seguida pela GWM com 88,31%. A CAOA Chery, que desenvolve seus modelos em parceria com a chinesa Chery, teve um crescimento de 24,7%, enquanto a JAC Motors registrou um aumento de 3,2%.

Quais são os modelos chineses mais procurados?

Entre os modelos mais buscados, destacam-se o CAOA Chery Tiggo 7 PRO, CAOA Chery Tiggo 5X, BYD Dolphin, BYD Song Plus e CAOA Chery Tiggo 7. Esses veículos têm atraído a atenção dos consumidores brasileiros devido ao seu custo-benefício e aos investimentos significativos que as fabricantes chinesas têm realizado no país.

Mariana Perez, diretora de produtos da Webmotors, afirma que o interesse crescente pelos veículos chineses está diretamente relacionado à equação custo-benefício que esses modelos oferecem. Além disso, os investimentos em tecnologia e design têm contribuído para aumentar a competitividade dessas marcas no mercado nacional.

Cresce o número de carros chineses no Brasil, mas eles ainda não são os favoritos!
Imagem do TIGGO 7 SPORT da CAOA Chery – Créditos: CAOA Chery

Por que os veículos chineses ainda não estão no Top 10 geral?

Apesar do crescimento expressivo, os veículos chineses ainda não figuram entre os dez carros mais buscados no Brasil. Em um levantamento abrangente que incluiu todas as principais fabricantes pesquisadas no país em 2024, os modelos chineses ficaram de fora do Top 10. O ranking é liderado por veículos como o Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Onix, que são tradicionais no mercado brasileiro.

Os dados mostram que o Honda Civic ocupa a primeira posição, com 4,5% do total de visitas, seguido pelo Toyota Corolla com 3,7% e o Chevrolet Onix com 2,8%. Outros modelos populares incluem o Honda HR-V, Hyundai HB20 e Volkswagen GOL, entre outros. Esses veículos têm uma longa história de popularidade e confiança entre os consumidores brasileiros, o que pode explicar sua posição de destaque no ranking.

O que o futuro reserva para os veículos chineses no Brasil?

O aumento na procura por veículos chineses sugere que essas marcas estão ganhando espaço no mercado brasileiro. Com investimentos contínuos em inovação e uma proposta de valor atraente, é provável que a presença dessas fabricantes se fortaleça nos próximos anos. A adaptação às preferências locais e a melhoria contínua na qualidade dos produtos podem ser fatores decisivos para que os veículos chineses alcancem posições mais altas nos rankings de popularidade.

Em suma, o mercado automotivo brasileiro está em transformação, e as marcas chinesas estão se posicionando de forma estratégica para conquistar uma fatia maior desse mercado competitivo. O sucesso futuro dependerá de como essas empresas continuarão a inovar e a atender às expectativas dos consumidores brasileiros.

FONTE: Terra Brasil Noticias
Cresce o número de carros chineses no Brasil, mas eles ainda não são os favoritos! – Terra Brasil Notícias

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O Crescimento das Marcas Automotivas Chinesas no Brasil

Nos últimos anos, o mercado automotivo brasileiro tem testemunhado a entrada e saída de diversas marcas chinesas.

Enquanto algumas enfrentam dificuldades para se estabelecer, outras demonstram um interesse crescente em consolidar sua presença no país. Este movimento reflete a dinâmica do setor automotivo global, onde as empresas buscam novos mercados para expandir suas operações.

Recentemente, a Seres anunciou sua saída do Brasil, enquanto a Neta, apesar de desafios na matriz chinesa, ainda mantém operações no país. A Neta, por exemplo, possui apenas uma concessionária no Rio de Janeiro, mas planeja expandir sua rede em breve. Este cenário destaca a importância de um planejamento estratégico robusto e da adaptação às condições locais para o sucesso no mercado brasileiro.

Quais são as estratégias das marcas chinesas para se estabelecer no Brasil?

Para se firmar no Brasil, algumas marcas chinesas têm adotado estratégias de aquisição de instalações industriais. A GWM e a BYD, por exemplo, adquiriram fábricas em Iracemápolis e Camaçari, respectivamente. A GAC, por sua vez, está interessada na fábrica da Toyota em Indaiatuba, atualmente em processo de desativação. Essas iniciativas são fundamentais para reduzir custos de importação e aumentar a competitividade no mercado local.

Além disso, a Caoa Chery, que foi a primeira a construir uma fábrica no Brasil, está buscando novas parcerias para fortalecer sua presença. Recentemente, a Caoa cedeu parte de seu terreno para que o grupo chinês possa tentar novamente se estabelecer industrialmente no país, desta vez com a divisão Omoda & Jaecoo. Essas parcerias são essenciais para enfrentar os desafios do mercado e garantir uma operação sustentável.

O Crescimento das Marcas Automotivas Chinesas no Brasil
Carros da Neta Auto – Créditos: Neta Auto Brasil

Como as vendas globais influenciam a presença das marcas no Brasil?

O desempenho das marcas chinesas no mercado global também impacta suas operações no Brasil. De acordo com a consultoria japonesa MarkLines, marcas como BYD e Chery estão entre as que mais vendem veículos leves no mundo. A BYD, por exemplo, tem se destacado pela produção de veículos elétricos e híbridos, o que pode ser uma vantagem competitiva no Brasil, onde a demanda por veículos sustentáveis está em crescimento.

Por outro lado, a competição global é acirrada, com gigantes como Toyota, Volkswagen e Hyundai-Kia liderando as vendas. As marcas chinesas precisam, portanto, não apenas aumentar sua produção, mas também investir em inovação e tecnologia para se destacar. A adaptação às preferências locais e a oferta de produtos diferenciados são estratégias essenciais para conquistar o consumidor brasileiro.

O que o futuro reserva para as marcas chinesas no Brasil?

O futuro das marcas chinesas no Brasil dependerá de sua capacidade de adaptação e inovação. Com o aumento das tarifas de importação previsto para 2026, as empresas que não possuem fábricas locais enfrentarão desafios significativos. No entanto, aquelas que investirem em produção local e em parcerias estratégicas poderão se beneficiar de um mercado em expansão.

Além disso, a crescente demanda por veículos elétricos e híbridos oferece uma oportunidade única para as marcas chinesas que já possuem expertise nesse segmento. Com a combinação certa de estratégia, inovação e adaptação, as marcas chinesas têm o potencial de se tornar players importantes no mercado automotivo brasileiro nos próximos anos.

FONTE: Terra Brasil Noticias
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