Tecnologia

Mercado chinês de veículos elétricos cresce em ritmo acelerado em novembro de 2025

O mercado chinês de veículos elétricos voltou a mostrar força em novembro de 2025, registrando mais um mês de expansão expressiva entre os NEVs (veículos de nova energia). Segundo dados da CarNewsChina, a BYD ampliou sua liderança ao alcançar 480.186 unidades somando modelos totalmente elétricos e híbridos plug-in — um resultado que reforça sua estratégia baseada em alto volume e diversidade de portfólio.

Disputa entre montadoras nacionais
Na segunda posição aparece a Geely, com 132.661 unidades, mantendo crescimento consistente impulsionado por sua gama de híbridos e elétricos distribuídos entre diversas submarcas. Logo atrás, a HIMA surpreendeu novamente ao registrar 81.864 veículos, consolidando-se entre as principais novas forças do setor automotivo chinês.

Avanços de marcas emergentes e premium
A Leapmotor, fortalecida pela parceria estratégica com a Stellantis, somou 70.327 unidades no mês. Já a Zeekr, marca premium da Geely focada em veículos elétricos, fechou novembro com 55.146 unidades, reforçando a maturidade e competitividade do mercado local, onde tanto fabricantes tradicionais quanto startups avançam rapidamente.

China amplia vantagem global na eletrificação
Os números de novembro confirmam que a China segue ampliando sua vantagem frente a outros mercados no desenvolvimento de veículos elétricos e híbridos. A combinação de forte competição, protagonismo das montadoras nacionais e políticas públicas voltadas à eletrificação impulsiona a consolidação do país como principal polo mundial do setor.

FONTE: Vrum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vrum

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Negócios

BYD celebra 10 mil veículos produzidos na Bahia e acelera expansão no Brasil

A BYD Auto do Brasil alcançou um marco relevante: 10 mil veículos montados no complexo industrial de Camaçari (BA). O número foi atingido apenas seis semanas após a inauguração oficial da fábrica, realizada em 9 de outubro. No local, atualmente saem da linha de produção três modelos da marca: BYD Dolphin Mini, BYD King e BYD Song Pro.

O avanço da produção ganhou reforço neste mês, com a abertura do segundo turno de trabalho. O período noturno, formado por 120 colaboradores, marca uma etapa estratégica para ampliar a capacidade fabril e fortalecer a geração de empregos na região.

Capacidade ampliada e metas ambiciosas
Projetado para ser um dos maiores polos automotivos do país, o complexo de Camaçari pode fabricar 150 mil veículos por ano na fase inicial e chegar a 300 mil na etapa seguinte. Durante a inauguração, o fundador e CEO global da BYD, Wang Chuanfu, anunciou que a companhia irá dobrar a meta prevista. Em plena operação, a planta será capaz de produzir 600 mil veículos anuais.

Para Tyler Li, presidente da BYD Brasil, o ritmo acelerado confirma o potencial da operação baiana. Ele destaca que o volume alcançado em tão pouco tempo demonstra o comprometimento dos colaboradores, o foco em qualidade e a confiança do consumidor na marca.

Avanço dos elétricos e liderança no mercado
Enquanto ergue o maior complexo fabril da empresa fora da China, a BYD mantém forte aceleração na entrega de veículos às concessionárias de todas as regiões do país. Em pouco mais de três anos de atuação nacional, a marca já superou 100 mil carros 100% elétricos emplacados e consolidou liderança absoluta entre os BEVs no Brasil. De acordo com a Fenabrave, o desempenho da montadora supera em mais de sete vezes o da segunda colocada e representa quase o triplo da soma das marcas que ocupam da segunda à décima posição no ranking.

Para Alexandre Baldy, vice-presidente sênior e head de marketing e comercial da companhia, cada veículo elétrico BYD nas ruas significa menor emissão de poluentes, mais tecnologia e avanço da mobilidade sustentável. Ele afirma que o crescimento dos elétricos reflete uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro e marca o início de uma nova era no setor automotivo.

Expansão da rede de concessionárias
A BYD segue ampliando sua presença no território nacional. Atualmente, a empresa contabiliza 200 concessionárias ativas em todos os estados e prevê alcançar 250 unidades nos próximos meses.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco/BYD

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Portos

Porto de Itajaí movimenta mais de 800 veículos BMW em nova operação internacional

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, recebeu nesta terça-feira (21) o navio Höegh Victoria Highway, especializado no transporte de automóveis pelo sistema Roll-On/Roll-Off (Ro-Ro). A embarcação atracou por volta das 8h30, e o desembarque de 818 veículos da BMW teve início às 13h, com previsão de encerramento até às 23h.

Os automóveis vieram das cidades de Veracruz (México) e Jacksonville (Flórida, EUA), em uma operação que reforça o papel estratégico de Itajaí no comércio exterior e na logística portuária brasileira. A BMW não informou quais modelos estão entre as unidades descarregadas.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a movimentação confirma a relevância econômica do terminal para o estado. “O Porto de Itajaí é referência em eficiência, segurança e geração de empregos, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou.

Sistema Ro-Ro garante agilidade e segurança nas operações

O sistema Ro-Ro, no qual os veículos são embarcados e desembarcados sobre as próprias rodas, permite maior agilidade e menor risco de avarias, tornando o processo logístico mais eficiente.
Com essa tecnologia, o Porto de Itajaí se consolida como ponto estratégico para o transporte de automóveis de alto valor agregado e atrai novas operações internacionais do setor automotivo.

Apenas em 2025, já foram 12 atracações de navios Ro-Ro no porto, movimentando cerca de 8,1 mil veículos. De acordo com a autoridade portuária, o desempenho reforça o protagonismo catarinense na logística automotiva nacional, impulsionando o crescimento econômico regional.

Operação da BYD marcou o início do bom momento

O desempenho positivo do terminal foi antecipado em maio deste ano, quando o Porto de Itajaí recebeu o BYD Shenzhen, maior navio automotivo do mundo. Na ocasião, a montadora chinesa BYD desembarcou mais de seis mil veículos elétricos, em uma operação histórica para o porto.
O evento ocorreu pouco antes do reajuste das alíquotas de importação para veículos eletrificados, vigente desde julho, e marcou um ponto de virada para o setor automotivo no Brasil.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Tecnologia

BYD U9 XTreme bate recorde mundial de velocidade ao atingir 496 km/h

Superesportivo elétrico é o mais rápido do mundo

A BYD, líder global em veículos eletrificados, acaba de quebrar uma marca histórica. O Yangwang U9 XTreme (U9X) alcançou 496,22 km/h, tornando-se o carro de produção mais rápido do planeta. O feito aconteceu no centro de testes ATP Automotive Papenburg, na Alemanha, e coloca a fabricante chinesa em um novo patamar na disputa por velocidade e inovação.

Potência elétrica impressionante

O modelo é derivado do U9 Track/Special Edition, mas recebeu uma plataforma ainda mais extrema. O U9X conta com sistema elétrico de 1200V, bateria Blade de fosfato de ferro e lítio e quatro motores elétricos capazes de girar a até 30 mil rpm. O conjunto entrega mais de 3.000 cv de potência e 171 kgfm de torque, superando até mesmo os superesportivos a combustão mais icônicos do mercado.

Tecnologia de pista e exclusividade

Além da potência bruta, o U9 XTreme utiliza pneus semi-slick de competição e suspensão inteligente DiSus-X, projetada para suportar a pilotagem em alta velocidade nos circuitos. O resultado é um esportivo que confirma o avanço tecnológico da China também no segmento de veículos de altíssima performance.

O Yangwang U9 XTreme será vendido em série ultralimitada, com apenas 30 unidades disponíveis no mundo. Até o momento, não há previsão de chegada ao Brasil.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Negócios

BYD perde US$ 45 bilhões em valor de mercado com suspeita de dívida oculta

Relatório aponta endividamento muito acima do divulgado

A montadora chinesa BYD, líder global em vendas de carros elétricos, viu seu valor de mercado despencar em US$ 45 bilhões após suspeitas de que estaria ocultando dívidas bilionárias. A denúncia partiu da consultoria GMT Research, de Hong Kong, em relatório divulgado pela Bloomberg.

Segundo a análise, a dívida líquida real da BYD seria próxima de 323 bilhões de yuans (US$ 44,1 bilhões) em 30 de junho — bem acima do que aparece oficialmente em seus balanços financeiros.

“Dívida oculta” em financiamentos a fornecedores

De acordo com a GMT, o descompasso se deve ao uso do chamado financiamento da cadeia de suprimentos, prática que permite à empresa atrasar pagamentos a fornecedores por longos períodos.
“Independentemente da forma como é estruturado, isso é claramente uma forma de financiamento, ou uma dívida oculta”, afirmou o analista Nigel Stevenson, da GMT Research.

Em 2023, a BYD demorou em média 275 dias para quitar seus compromissos com parceiros, contra prazos bem menores fora da China — entre 45 e 90 dias. A rival Tesla, por exemplo, declara pagar fornecedores em até 90 dias.

Saltos nos passivos levantam dúvidas

Outro ponto de alerta está no crescimento acelerado da categoria “outros passivos” nos balanços da BYD: de 41,3 bilhões de yuans em 2021 para 165 bilhões em 2023. A GMT sugere que parte desse valor esteja ligada ao Dilink, sistema criado pela montadora em 2021 e que já emitiu 400 bilhões de yuans (US$ 56 bilhões) em notas para fornecedores administrarem recebíveis.

O uso do Dilink chamou atenção das bolsas chinesas, que pediram esclarecimentos a empresas fornecedoras. Algumas delas alegaram não ver risco de calote, já que os títulos receberam classificação AAA.

Risco para investidores

Apesar disso, analistas alertam para a falta de transparência sobre os reais compromissos da companhia.
“O risco é você não ter ideia de quais são os termos, quão rápido os fundos podem ser retirados ou a quem exatamente esses valores são devidos”, destacou Stevenson.

FONTE: BNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

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Comércio

BYD foca em internacionalização e espera exportar 20% das vendas globais em 2025

A montadora chinesa de veículos elétricos BYD estima que as exportações respondam por aproximadamente 20% de suas vendas globais em 2025, impulsionadas pelo lançamento de novos modelos, segundo o South China Morning Post nesta segunda-feira (29).

Expectativa de entregas internacionais

De acordo com o jornal, a empresa prevê entre 800 mil e 1 milhão de veículos vendidos fora da China continental no próximo ano, dentro de um total projetado de 4,6 milhões de unidades. A informação foi confirmada por Li Yunfei, gerente-geral de branding e relações públicas da BYD.

Ajuste na meta global de vendas

A projeção reforça reportagem da Reuters, divulgada no início do mês, que apontou redução de até 16% na meta de vendas da BYD para 2025. A revisão reflete o crescimento anual mais lento em cinco anos e sinais de que a fase de expansão acelerada da empresa pode estar se estabilizando.

Internacionalização como estratégia de crescimento

Li Yunfei destacou que “as entregas internacionais terão uma contribuição maior nos próximos anos”, citando que a frota própria de navios porta-carros da BYD tem impulsionado o aumento das exportações.

Em 2024, as vendas fora da China representaram menos de 10% das 4,26 milhões de unidades entregues pela fabricante, segundo o SCMP. A mudança estratégica evidencia o foco crescente da BYD na internacionalização, em meio à intensificação da concorrência no mercado interno chinês de veículos elétricos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Claudia Greco

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Notícias

BYD inaugura parque temático na China

A BYD inaugurou um centro de experiências automotivas em Zhengzhou, na China, que combina pistas de alta performance, áreas off-road e atrações exclusivas para os amantes automobilísticos. O espaço oferece testes com diversos modelos da marca, incluindo o superesportivo elétrico Yangwang U9 e o SUV Yangwang U8.

Fonte: Autopapo

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Negócios

Carta das montadoras tradicionais a Lula parece chantagem contra ajuda à BYD

ANÁLISE: Às vésperas de decisão em Brasília sobre incentivo temporário à BYD, alguém da GM, Stellantis, VW ou Toyota comparou Lula a Trump

Um executivo de uma dessas quatro montadoras – GM, Stellantis, VW ou Toyota – teria comparado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, segundo reportagem de Felipe Pereira no portal UOL. A fala teria sido um endurecimento nos termos da carta que essas montadoras enviaram a Lula em 15 de julho. E ocorreu às vésperas da decisão em Brasília sobre o pleito da BYD, montadora chinesa que pede redução temporária da tarifa de importação para carros que serão montados no Brasil em CKD ou SKD.

Nesta quarta-feira (30), a Camex (Câmera de Comércio Exterior) deve decidir se aceita ou não o pedido da chinesa BYD de reduzir de 35% para 10% a tarifa de importação para carros eletrificados em sistema CKD (completamente desmontados) ou SKD (semidesmontados), com finalização da montagem no Brasil. Segundo o vice-presidente da BYD, Alexandre Baldy, o período de redução da tarifa seria de um ano, assinado com o governo da Bahia, para viabilizar a fabricação de carros chineses no Brasil.

Na carta enviada a Lula, assinada pelos presidentes/CEOs da General Motors (Santiago Chamorro), Stellantis (Emanuelle Cappellano), Volkswagen (Ciro Possobom) e Toyota (Evandro Maggio), as montadoras – com sede nos EUA, Holanda, Alemanha e Japão – argumentam que “a importação de conjuntos de partes e peças não será uma etapa de transição para um novo modelo de industrialização, mas representará um padrão operacional que tenderá a se consolidar e prevalescer”.

Há um claro tom de ameça de corte de investimentos na carta, que discorre longamente sobre os benefícios que a indústria automotiva trouxe ao Brasil, gerando 1,3 milhão de empregos e um faturamento anual de 74,7 bilhões de dólares. Não há nenhuma menção aos frequentes acordos de isenções de impostos que as montadoras tradicionais receberam – e ainda recebem – no Brasil, de governos municipais, estaduais e federal. O próprio Lula foi (e é) um dos maiores incentivadores da indústria automotiva transnacional estabelecida no país.

O Plano Mover, por exemplo, é um incentivo que foi praticamente desenhado pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A carta da GM (Chevrovet), Volks, Toyota e Stellantis (Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot e Ram) também cita os recentes anúncios de investimentos da indústria automotiva no Brasil, que soma 180 bilhões de reais. Porém, parece haver uma chantagem implícita: “Esse círculo virtuoso de fortalecimento da indústria nacional está sendo colocado em risco e sofrerá forte abalo se for aprovado o incentivo à importação de veículos desmontados para serem acabados no país”.

Apesar da elevação das tarifas de importação de carros híbridos e elétricos, nos últimos dois anos, pouco se viu das citadas montadoras em termos de carros modernos eletrificados. Os modelos Pulse Hybrid e Fastback Hybrid, ambos da Fiat, foram as únicas novidades. E utilizam o sistema mais simples e barato da eletrificação, o MHEV de 12 volts, com impacto pequeno em tecnologia e descarbonização. Não existe um único plano anunciado de produção no Brasil de veículos elétricos ou híbridos plug-in, que são os únicos que a BYD pretende montar e futuramente fabricar na Bahia.

A Toyota fabrica carros híbridos não plugáveis (HEV) no Brasil desde 2019 (Corolla e Corolla Cross), entretanto o sistema é importado do Japão. A Toyota também faz testes com um carro a hidrogênio a partir do etanol em parceria com a USP (Universidade de São Paulo). Os carros elétricos da GM são importados do México ou da China. Híbridos estão prometidos para 2026. A Stellantis lançará este ano carros elétricos e híbridos de sua parceria chinesa Leapmotor e seguirá com mais carros híbridos leves de 12 volts. A Volkswagen não prometeu nada em termos de eletrificação. Traz dois carros elétricos da Alemanha, mas só por assinatura, bem cara, por sinal.

Diz mais a carta das quatro montadoras sobre a possível redução da tarifa de importação de carros chineses em sistema CKD ou SKD: “Representaria, na verdade, um legado de desemprego, desequilíbrio da balança comercial e dependência tecnológica”. Porém, o próprio presidente Lula já disse na Anfavea, em reunião fechada, que tem consciência que as matrizes dessas montadoras tradicionais não permitem que o carro brasileiro seja exportado para países da África, por exemplo. 

A rigor, o Brasil só exporta carros em grande volume para a Argentina e o México. No caso mexicano, as exportações estão em queda. O motivo é uma questão em aberto. Segundo a Anfavea, a culpa é do “custo Brasil”. Mas há especialistas que veem o Brasil perdendo terreno no México e em outros países da América Latina para os carros chineses.

Bem, nesta análise, convém lembrar que, embora as montadoras tradicionais tenham razão em ser contra a redução de tarifas para produção em CKD em longo prazo, isso é facilmente contornável. Basta fixar um prazo para a viabilização dessas novas tecnologias e, caso não se cumpra, aplicar multas pesadas. Um ano de incentivo seria mesmo motivo para colocar em risco 70 anos de história? Se for, a base tecnológica parece ser frágil.

A própria Volkswagen, quando chegou ao Brasil, utilizava o sistema SKD/CKD. Os Fuscas vinham praticamente prontos da Alemanha, em caixotes, que eram abertos em São Paulo e depois montados. Foi assim que a Volks criou uma base de clientes iniciais para poder produzir carros em grande volume no Brasil. Hoje, é a operação mais lucrativa da Volkswagen global, segundo disse o próprio CEO da marca alemã, Thomas Schäfer.

Portanto, se em outro momento a VW do Brasil teve esse apoio do governo, por que no momento atual o mesmo conceito não pode ser aplicado para a BYD Auto Brasil? Afinal, o que os chineses prometem é produzir no país carros elétricos urbanos e acessíveis (menos de 120 mil reais) num volume crescente que pode transformar o pequeno Dolphin Mini no “Fusca da Descarbonização”. Nem a Volkswagen nem a GM nem a Stellantis nem a Toyota tem um projeto desses. Se têm, poderiam mostrar. 

Para além disso, a gigantesca fábrica que a BYD está levantando na Bahia poderá futuramente produzir 600 mil veículos híbridos e elétricos – volume gigantesco que poderá transformar o Brasil num grande pólo exportador desse tipo de carro para a América Latina. Talvez essa seja a verdadeira razão de toda a narrativa – que já dura três anos – sobre uma suposta quebra da indústria automotiva estabelecida no país.

Até onde sabemos, quem de fato está ameaçando o futuro das empresas de autopeças brasileiras, neste momento, é o presidente dos Estados Unidos. Não seria o caso de Chamorro (Chevrolet) e Cappellano (Jeep e Ram) escreverem uma carta para o presidente Trump? Por que para Lula? De 15 de julho para cá a GM e a Stellantis tiveram tempo para mostrar ao governo dos Estados Unidos o estrago que podem fazer na indústria de autopeças do Brasil. Não sabemos se alguma carta foi enviada. 

É preciso ser justo. Por óbvio que os chineses da BYD querem vantagens, querem ganhar o mercado. Fazem isso porque toda a indústria automotiva faz isso no planeta inteiro. É lícito que os americanos da Chevrolet, da Jeep e da Ram, os italianos da Fiat, os franceses da Peugeot e Citroën, os alemães da Volkswagen e os japoneses da Toyota queiram defender seu legado.

Porém, não parece justo fazer ameaça de corte de investimento “se isso ou se aquilo”. Sem contar a descortesia de alguém que teria comparado o presidente Lula a Trump, que tem aplicado tarifas sem nenhuma base científica em todos os países – inclusive o Brasil – justamente num momento em que o governo tem um país para defender do ataque tarifário.

Entramos em contato com a assessoria dessas montadoras para comentar sobre essa comparação de Lula a Trump. Até o momento desta publicação, nenhuma delas se manifestou (caso comentem, será publicado). Também falamos com a Anfavea, que prontamente respondeu: “Não vamos comentar, nem sabemos quem falou isso”. Disse também que a Anfavea já tornou pública sua posição contra o pleito da BYD e que aguarda a decisão da Camex.

Fonte: Terra

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Logística, Tecnologia

Mega operação logística da BYD! Desembarca mais de 2 mil veículos em tempo recorde no Brasil

A cidade de Itajaí, em Santa Catarina, foi palco de um feito inédito para o setor: a desova e movimentação de mais de dois mil veículos da BYD, a gigante chinesa que vem transformando o mercado automotivo global e brasileiro.

A complexidade da carga em contêineres e a agilidade necessária para o processo foram superadas por uma empresa local, consolidando a região como um polo estratégico para a distribuição de carros no país.

A gigante logística em ação: dois mil veículos da BYD desembarcam em Itajaí

operação logística que movimentou mais de dois mil veículos da BYD em Itajaí é um testemunho da capacidade e infraestrutura do setor no Sul do Brasil.

O processo, liderado pela Tecadi, uma das principais operadoras logísticas da região, começou com a chegada de mais de 665 contêineres no Porto de Itajaí, todos vindo diretamente da China. A dimensão da carga em contêineres já indicava a grandiosidade do desafio.

Desde o final de junho, quando a carga aportou, a operação não parou. Funcionando 24 horas por dia, a equipe da Tecadi orquestrou um verdadeiro balé de veículos e equipamentos.

O processo incluiu o transporte rodoviário dos contêineres do porto até o centro logístico da empresa em Itajaí, o descarregamento minucioso de cada veículo de dentro dos contêineres usando empilhadeiras especializadas e, por fim, o armazenamento seguro antes da distribuição para todo o território nacional.

Essa agilidade é crucial para que os veículos da BYD cheguem rapidamente às concessionárias e, consequentemente, aos consumidores brasileiros.

Rafael Dagnoni, co-fundador da Tecadi, destacou a importância do feito: “Esta operação marca um novo marco para a empresa, reforçando a confiança de grandes marcas globais na nossa infraestrutura e demonstrando nossa capacidade de executar operações complexas com agilidade, tecnologia e alinhamento com princípios de sustentabilidade e inovação.”

Essa confiança da BYD em um operador brasileiro sublinha a importância estratégica de Itajaí na cadeia de suprimentos da montadora.

Carga em contêineres: o desafio e a eficiência na desova dos veículos BYD

A movimentação de veículos automotores em carga em contêineres é um processo logístico que exige expertise e equipamentos específicos.

Diferente do transporte em navios roll-on/roll-off (que permite aos veículos rodarem para dentro e para fora do navio), o método em contêineres, embora mais complexo na desova, oferece vantagens em termos de segurança e proteção da carga contra intempéries e avarias durante o transporte marítimo.

Para a BYD, que vem expandindo rapidamente sua presença no mercado brasileiro, essa operação logística eficiente é vital.

Ela garante que os dois mil veículos da BYD desembarquem em perfeitas condições e estejam prontos para a distribuição. Melissa Toresin, supervisora de importação e exportação da BYD Auto do Brasil, elogiou o sucesso e a agilidade da movimentação dos veículos, ressaltando a “excelência operacional” da empresa parceira.

Essa colaboração é fundamental para o cumprimento dos prazos e para a satisfação da demanda crescente pelos carros eletrificados da marca.

Itajaí: o polo logístico que atrai gigantes como a BYD

A escolha de Itajaí para essa monumental operação logística não foi por acaso. A cidade e seu porto consolidaram-se como um dos principais hubs logísticos do Brasil, especialmente para o Sul e Sudeste do país.

Com operadoras logísticas proeminentes, infraestrutura robusta e uma localização estratégica, Itajaí oferece as condições ideais para movimentações de grande volume e alta complexidade.

A Tecadi, com mais de 18 anos de experiência e uma estrutura moderna que inclui mais de 300.000 m² de área de armazenagem e uma frota de mais de 460 veículos, demonstra a capacidade local para atender às necessidades de empresas do porte da BYD.

A capacidade de operar 24 horas por dia, sete dias por semana, entre os portos, é um diferencial que garante a fluidez necessária para a operação logística de volumes tão expressivos.

O sucesso na desova dos dois mil veículos da BYD é um testemunho da crescente importância de Itajaí no cenário logístico nacional, reforçando seu papel como porta de entrada para a chegada de veículos, especialmente os elétricos e híbridos que desenham o futuro da mobilidade no Brasil.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Comércio, Importação

BYD Vai Começar a Montar Veículos na Bahia, Reduzindo Importações

Para se antecipar a tarifas mais altas, BYD enviou cerca de 22 mil carros da China ao Brasil nos cinco primeiros meses de 2025

A BYD está prestes a iniciar a montagem de veículos elétricos em uma nova fábrica no Brasil, possivelmente já neste mês, disse seu principal executivo no país, buscando reduzir importações à medida que as tarifas começam a subir em seu maior mercado fora da China.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, disse que o objetivo é montar cerca de 50.000 carros este ano na fábrica na Bahia a partir de kits importados, acrescentando que está negociando uma alíquota de imposto menor para esses veículos.

“Devemos inaugurar nos próximos dias”, disse Baldy em uma entrevista no final da sexta-feira, sem especificar uma data, pois as aprovações regulatórias finais ainda estão a caminho. “O que tínhamos para este ano já foi importado para que a gente pudesse aproveitar (o momento), antes do aumento do imposto de importação que aconteceu no dia 1 de julho.”

Para aproveitar tarifas temporariamente mais baixas, a BYD havia enviado uma grande quantidade de carros acabados para o Brasil este ano, cerca de 22.000 veículos da China nos primeiros cinco meses do ano, de acordo com cálculos da Reuters.

Isso gerou reclamações na indústria automotiva brasileira de que a BYD estivesse privilegiando a fabricação chinesa em detrimento da produção de sua nova fábrica na Bahia, onde uma investigação trabalhista e fortes chuvas afetaram os planos.

Um secretário de trabalho estadual disse em maio que a fábrica só estaria “totalmente funcional” no final de 2026. No entanto, Baldy disse que a fábrica está na direção de iniciar a produção local completa em julho de 2026, após montar veículos a partir de kits “complete knock down” (CKD) pelos próximos 12 meses.

Uma vez totalmente operacional, disse ele, o complexo em Camaçari deve gerar até 20.000 empregos diretos e indiretos.

As altas expectativas para a operação, no local de uma antiga fábrica da Ford assumida pela BYD em 2023, foram abaladas em dezembro, quando o Ministério Público do Trabalho apresentou acusações de abusos trabalhistas envolvendo empreiteiros chineses contratados para construir o complexo.

O MPT entrou com uma ação judicial em maio responsabilizando a montadora chinesa e empreiteiras por suposto tráfico de pessoas e submissão de trabalhadores a “condições análogas à escravidão”, após o fracasso das negociações para um acordo.

“Nós sempre buscamos respeitar a lei brasileira, a dignidade humana”, disse Baldy, acrescentando que a empresa queria chegar a uma resolução. Ele, entretanto, não disse por que falharam os esforços para um acordo.

Fonte: Forbes

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