Sustentabilidade

Armazenamento de energia e hidrogênio ganham protagonismo nas estratégias de Brasil e China

O avanço do armazenamento de energia e do hidrogênio verde tem reforçado o papel dessas tecnologias como pilares da transição energética global. O tema esteve no centro das discussões do painel “Fortalecendo as energias renováveis com hidrogênio e armazenamento de energia em uma nova era”, realizado nesta sexta-feira (12) durante o 17º Fórum e Exposição Internacional de Investimentos e Construção de Infraestrutura, em Macau.

Promovido pela PowerChina e conduzido por Li Sisheng, vice-presidente executivo da companhia, o encontro reuniu representantes do setor energético, especialistas e lideranças empresariais de diferentes países para debater os desafios da expansão das energias renováveis e as soluções necessárias para garantir maior estabilidade aos sistemas elétricos.

Brasil prepara primeiro leilão nacional de baterias

O debate ocorre em um momento estratégico para o Brasil. Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou a realização do primeiro leilão nacional de sistemas de armazenamento por baterias, previsto para dezembro de 2026.

A expectativa é que a iniciativa atraia mais de R$ 10 bilhões em investimentos, contribuindo para ampliar a segurança energética, aumentar a flexibilidade operacional do sistema e facilitar a integração de fontes renováveis ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Armazenamento de energia se torna peça-chave da transição energética

Durante a abertura do painel, Fang Qiuchen, presidente da Associação Internacional de Empreiteiros da China (CHINCA), destacou que o setor energético mundial vive uma nova etapa de transformação impulsionada pela inovação tecnológica, pela expansão das fontes limpas e pelas mudanças na matriz energética.

Segundo ele, o modelo tradicional está sendo substituído por sistemas mais eficientes, inteligentes e sustentáveis. Nesse cenário, o armazenamento de energia e o hidrogênio assumem funções estratégicas para equilibrar oferta e demanda, aumentar a capacidade de regulação das redes elétricas e viabilizar a integração de fontes renováveis.

Fang ressaltou ainda que a rápida expansão da energia solar e da energia eólica traz desafios relacionados à intermitência da geração. Para ele, o armazenamento é essencial para garantir o aproveitamento eficiente desses recursos em larga escala.

Integração tecnológica fortalece sistemas energéticos

Na sequência, He Yanfeng, vice-presidente executivo da Power Construction Corporation of China, afirmou que a busca simultânea por crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e segurança energética tem acelerado a transformação do setor.

De acordo com o executivo, os sistemas de armazenamento passaram a desempenhar papel estrutural ao permitir que a eletricidade produzida por fontes renováveis seja utilizada de forma mais previsível e eficiente.

He destacou que a combinação entre energia solar, hidrogênio verde, armazenamento de energia e redes inteligentes representa uma das principais rotas tecnológicas para os sistemas energéticos do futuro.

O executivo também apresentou projetos desenvolvidos pela empresa em diferentes regiões do mundo, incluindo um dos maiores empreendimentos de armazenamento conectado à rede elétrica na Arábia Saudita e iniciativas voltadas ao uso industrial de energia renovável na Ásia Central.

Segundo ele, o armazenamento agrega “valor de tempo” à energia renovável, permitindo que a eletricidade gerada em períodos de maior produção seja utilizada posteriormente com segurança e estabilidade.

Hidrogênio verde e armazenamento caminham juntos

A visão internacional do tema foi reforçada por Adel Alsaeedi, vice-presidente sênior da Emirates Water and Electricity Company (EWEC), dos Emirados Árabes Unidos.

O executivo alertou que o aumento da demanda global por eletricidade, impulsionado pelo crescimento populacional, pela industrialização e pela expansão tecnológica, exige soluções capazes de fornecer energia limpa em grande escala.

Para Alsaeedi, embora as fontes renováveis sejam fundamentais para a descarbonização da economia, elas não conseguem, sozinhas, atender todas as exigências dos sistemas elétricos modernos.

Nesse contexto, o hidrogênio verde e os sistemas de armazenamento de energia tornam-se indispensáveis para garantir flexibilidade operacional, estabilidade das redes e maior resiliência energética.

Ele destacou ainda que o hidrogênio terá papel decisivo na redução das emissões em setores de difícil eletrificação, como aviação, transporte marítimo e indústria pesada, enquanto o armazenamento permitirá ampliar a participação das fontes renováveis com maior confiabilidade.

Estratégias de Brasil e China mostram convergência

As discussões realizadas em Macau reforçam que o armazenamento de energia deixou de ser uma solução complementar para se tornar um elemento central na expansão das energias renováveis em escala global.

A avaliação está alinhada com os movimentos adotados pelo Brasil, que busca ampliar sua capacidade de armazenamento por meio do leilão nacional de baterias e fortalecer a integração da geração solar e eólica ao sistema elétrico.

Nesse cenário, os debates promovidos pela PowerChina evidenciam uma crescente convergência entre as estratégias de Brasil e China. Os dois países avançam na construção de sistemas energéticos mais limpos, resilientes e preparados para absorver volumes cada vez maiores de energia renovável, tendo o armazenamento de energia e o hidrogênio verde como protagonistas dessa transformação.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brasil 247

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Internacional

Brasil e China articulam frente no G20 para defender reformas e ampliar o multilateralismo

Brasil e China estão intensificando a coordenação de posições para a próxima reunião de líderes do G20, prevista para os dias 15 e 16 de dezembro, em Miami, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (9) pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Mathias Alencastro, durante encontro com jornalistas em Pequim.

Segundo o representante brasileiro, os dois países compartilham preocupações sobre a forma como os Estados Unidos vêm conduzindo sua presidência no grupo e defendem mudanças na estrutura do fórum. A proposta é construir uma articulação capaz de impulsionar uma agenda de reformas durante a realização da cúpula em território norte-americano.

Reforma do G20 está entre as prioridades da agenda conjunta

De acordo com Alencastro, a intenção é fortalecer o papel do G20 como principal espaço de diálogo internacional e, ao mesmo tempo, promover uma modernização do mecanismo.

O secretário afirmou que Brasil e China consideram importante tornar o grupo mais eficiente e funcional, preservando sua relevância na discussão dos principais desafios globais.

Questionado sobre as mudanças que estão sendo debatidas, ele explicou que a proposta envolve manter o caráter multilateral da organização, ampliando sua capacidade de tratar temas estratégicos para a economia mundial, especialmente relacionados ao financiamento sustentável.

Cooperação financeira reforça aproximação entre os países

As declarações foram feitas durante o 3º Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China, realizado nesta terça-feira em Pequim. No evento, o governo chinês foi representado pelo vice-ministro das Finanças, Liao Min.

O encontro serviu para reforçar a parceria entre as duas economias e ampliar o diálogo sobre questões financeiras e geopolíticas de interesse comum.

Relações diplomáticas se intensificaram nos últimos anos

Alencastro destacou que a aproximação entre Brasil e China ganhou impulso recente em razão do protagonismo brasileiro em fóruns internacionais. Entre os fatores citados estão a presidência brasileira do G20 em 2024, a liderança dos Brics em 2025 e a realização da COP30, conferência climática da ONU sediada pelo Brasil.

Segundo o secretário, essa sequência de eventos contribuiu para aprofundar a sintonia entre os dois governos em debates sobre governança global, desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

Coordenação prévia em fóruns internacionais

O representante brasileiro também revelou que a cooperação entre os dois países ocorre de forma frequente antes de grandes encontros multilaterais. Conforme relatou, o vice-ministro chinês costuma realizar reuniões preparatórias com sua contraparte brasileira para alinhar estratégias e definir posições conjuntas sobre os principais temas da agenda internacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Brasil avalia reduzir tarifas de importação sobre máquinas dos EUA durante negociações comerciais

O governo federal estuda a possibilidade de diminuir as tarifas de importação incidentes sobre máquinas industriais e produtos de tecnologia da informação provenientes dos Estados Unidos. A medida faz parte das negociações em andamento para evitar a aplicação de uma nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Segundo fontes ligadas às tratativas, uma lista inicial com um número limitado de itens foi apresentada como ponto de partida para as discussões bilaterais. A expectativa é que as conversas avancem ao longo desta semana.

Lista inclui máquinas e equipamentos de tecnologia

Entre os produtos que podem ser contemplados pela redução tarifária estão equipamentos cujas alíquotas de importação foram elevadas em fevereiro por decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex). Esses itens possuem similares produzidos pela indústria nacional.

A revisão das tarifas havia sido adotada como forma de fortalecer a produção brasileira e, conforme estimativas divulgadas anteriormente, poderia gerar cerca de R$ 14 bilhões em arrecadação adicional ao longo deste ano.

Além desses produtos, a proposta encaminhada aos Estados Unidos também inclui bens fabricados exclusivamente por empresas norte-americanas e que não possuem equivalentes produzidos no Brasil.

Propostas estão sob análise do governo norte-americano

A relação de produtos foi apresentada durante reuniões técnicas entre representantes dos dois países. Na ocasião, o Brasil indicou áreas nas quais estaria disposto a flexibilizar sua política tarifária como parte de um eventual acordo comercial.

As sugestões encontram-se atualmente em avaliação pelo governo dos Estados Unidos. Autoridades brasileiras, no entanto, descartam qualquer negociação envolvendo o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

As tratativas ocorrem no âmbito do grupo de trabalho bilateral criado após o encontro realizado em 7 de maio entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Negociações devem seguir até julho

Embora o prazo inicial de 30 dias estabelecido para os trabalhos do grupo tenha sido encerrado no último domingo (7), a expectativa é que as discussões continuem nas próximas semanas.

O governo brasileiro busca uma solução negociada antes de 15 de julho, data prevista para a conclusão do processo administrativo conduzido pelos Estados Unidos que poderá resultar na imposição da tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.

Na semana passada, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou conclusões preliminares de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O dispositivo permite a aplicação de tarifas em resposta a práticas consideradas prejudiciais à competitividade dos produtos dos EUA.

Investigação envolve Pix, desmatamento e comércio informal

Aberta em julho do ano passado, a investigação analisa diversos temas relacionados ao Brasil, incluindo o funcionamento do Pix, questões ligadas ao desmatamento ilegal, medidas de combate à corrupção e atividades comerciais na região da Rua 25 de Março, em São Paulo.

Até o momento, a recomendação de sobretaxa de 25% ainda não representa uma decisão definitiva. Integrantes do governo brasileiro avaliam que ao menos mais uma ou duas reuniões serão necessárias para verificar a possibilidade de um acordo capaz de evitar a medida.

Governo prepara estratégia para setores afetados

Paralelamente às negociações com Washington, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) pretende retomar grupos de trabalho com representantes do setor privado.

A estratégia segue o modelo adotado durante a primeira rodada de discussões tarifárias e tem como objetivo preparar os segmentos potencialmente impactados pelas medidas norte-americanas.

O governo considera fundamental discutir mecanismos de proteção comercial e acompanhar os possíveis efeitos das novas tarifas sobre a economia brasileira.

Entre os setores que devem participar das próximas reuniões está a indústria calçadista. Também estão previstos novos encontros com entidades empresariais, incluindo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Produtos brasileiros podem enfrentar tarifa total de 37,5%

Além da sobretaxa de 25% atualmente em discussão, alguns produtos brasileiros poderão ser atingidos por uma tarifa adicional de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a cerca de 60 países.

A justificativa para essa cobrança está relacionada à avaliação norte-americana sobre falhas no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Caso ambas as medidas sejam implementadas, a carga tarifária total sobre determinados produtos brasileiros poderá alcançar 37,5%.

Nos bastidores, porém, integrantes do governo reconhecem que há menor margem para negociação em relação à tarifa extra de 12,5%, já que se trata de uma política de alcance global e não direcionada especificamente ao Brasil.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP Photo/Mark Schiefelbein

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Comércio Exterior

Brasil tenta acordo comercial para evitar tarifa de 25% proposta pelos EUA

O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos na tentativa de impedir a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil. A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e ainda depende de decisão final da Casa Branca.

A avaliação em Brasília é de que, embora as tratativas sejam complexas, existe espaço para a construção de um acordo tarifário que beneficie ambos os países e evite o aumento das barreiras comerciais.

Superávit dos EUA é um dos argumentos do Brasil

Entre os principais pontos defendidos pelos negociadores brasileiros está o fato de que os Estados Unidos mantêm um superávit comercial na relação bilateral. Na visão do governo, esse cenário enfraquece os argumentos utilizados para justificar a criação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

A recomendação do USTR foi divulgada após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O relatório acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais nas relações comerciais, incluindo críticas ao funcionamento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos amplamente utilizado no país.

O governo brasileiro rejeita as alegações e afirma que a iniciativa representa uma tentativa de interferência em questões internas, além de refletir uma postura de protecionismo comercial por parte de Washington.

Outro argumento apresentado pelo Brasil é que a tarifa média aplicada às importações provenientes dos EUA gira em torno de 2,7%, percentual considerado incompatível com a tese de restrições significativas ao acesso de empresas norte-americanas ao mercado brasileiro.

Prazo para definição foi estendido até julho

As negociações agora têm como referência o dia 15 de julho, data estabelecida pelo USTR para uma definição sobre o caso. O prazo substitui o cronograma inicial de 30 dias acordado após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump realizada em Washington no mês passado.

A ampliação do período é vista pelo governo brasileiro como uma oportunidade para aprofundar as discussões e buscar uma solução negociada antes da implementação de eventuais medidas tarifárias.

Cenário internacional dificulta avanço das conversas

Entre os obstáculos enfrentados pelo Brasil está a agenda internacional dos Estados Unidos. Além de conduzir negociações comerciais com diversos países, Washington também concentra esforços na crise envolvendo o Oriente Médio e o conflito com o Irã.

Nesse contexto, autoridades brasileiras avaliam a possibilidade de um novo encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G7, prevista para ocorrer entre 15 e 17 de junho. Até o momento, entretanto, não há confirmação de uma reunião bilateral entre os dois líderes.

Outro desafio apontado pelo governo é a amplitude das demandas normalmente apresentadas pelos norte-americanos, que costumam envolver temas de diferentes setores da economia e da política comercial.

Brasil limita negociação às questões tarifárias

A estratégia brasileira tem sido concentrar as conversas em temas relacionados ao comércio exterior e às tarifas de importação, evitando incluir outros assuntos de interesse dos Estados Unidos.

O governo também sinalizou que temas considerados estratégicos para o país, como o Pix, não fazem parte da pauta de negociação com Washington.

Taxa global é vista como pouco negociável

Além da proposta específica envolvendo o Brasil, o governo acompanha outra medida adotada pelos Estados Unidos que prevê tarifas adicionais entre 10% e 12,5% para cerca de 60 países.

A cobrança é justificada pela alegação de falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão e atinge não apenas o Brasil, mas também parceiros históricos dos EUA, como Japão, Canadá, Índia e países da União Europeia.

Na avaliação de integrantes do governo brasileiro, essa medida possui caráter mais amplo e dificilmente seria objeto de negociações individuais, já que busca criar uma nova base legal para políticas tarifárias após decisões judiciais que limitaram iniciativas anteriores da administração norte-americana.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Importação

Brasil mantém isenção tarifária para principais produtos importados dos Estados Unidos

Mesmo diante das críticas dos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais, o Brasil não aplica tarifas adicionais sobre os dez principais produtos importados do mercado norte-americano em 2026.

A discussão ganhou força após a conclusão de uma investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), que recomendou a imposição de uma nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros. O processo, iniciado em 2025, teve como argumento inicial a alegação de que o Brasil adotaria medidas protecionistas capazes de limitar o acesso de exportadores norte-americanos ao mercado nacional.

Na época, integrantes da gestão de Donald Trump também sustentavam que os Estados Unidos registravam déficit comercial na relação com o Brasil. No entanto, dados do comércio bilateral mostram que o saldo tem sido desfavorável ao lado brasileiro desde 2009. Além disso, os produtos mais importados dos EUA entram no país sem cobrança de tarifas adicionais.

Por outro lado, os Estados Unidos mantêm tarifas sobre quatro dos dez principais produtos brasileiros adquiridos pelo mercado norte-americano.

Estudo analisou principais produtos da balança comercial Brasil-EUA

O levantamento realizado pelo Poder360 avaliou os 20 produtos com maior relevância na balança comercial Brasil-EUA. A análise considerou os dez itens mais importados pelo Brasil e os dez mais comprados pelos Estados Unidos entre janeiro e maio de 2026.

As informações utilizadas têm como base dados da USITC (Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos) e da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, sistema que estabelece regras tarifárias padronizadas para os países integrantes do bloco econômico.

Governo dos EUA altera foco das justificativas

O relatório final divulgado pelo USTR apresentou uma mudança significativa em relação às alegações iniciais da investigação. Em julho de 2025, o governo norte-americano apontava o suposto protecionismo brasileiro e barreiras tarifárias como principais motivos para a apuração.

Já no documento mais recente, as justificativas passaram a concentrar-se em temas como alegações relacionadas ao uso de trabalho forçado, impactos do Pix, regulamentação das redes sociais e ações consideradas insuficientes no combate ao desmatamento.

As referências a protecionismo e déficit comercial deixaram de ocupar posição central no relatório. Entre os poucos aspectos tarifários mencionados estão os acordos comerciais com Índia e México, que oferecem condições preferenciais de importação e, segundo a avaliação norte-americana, poderiam prejudicar exportadores dos EUA. Também foi citada a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil sobre o etanol importado.

Especialista vê estratégia de negociação na postura norte-americana

Para o ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, a mudança de discurso atende a interesses estratégicos dos Estados Unidos. Segundo ele, mesmo diante do déficit brasileiro na relação comercial, Washington pode utilizar determinadas narrativas para ampliar sua capacidade de negociação em setores considerados prioritários.

Barral afirma que existe uma diferença entre a necessidade de avanços estruturais na economia brasileira e as críticas feitas pelos EUA no âmbito bilateral. Na avaliação do especialista, a acusação de protecionismo costuma ser utilizada de forma seletiva para fortalecer posições de negociação.

O economista destaca ainda que a comparação entre países não deve ser feita apenas com base nas tarifas nominais. Segundo ele, os Estados Unidos também adotam mecanismos de proteção em áreas consideradas sensíveis, utilizando instrumentos regulatórios, exigências de segurança nacional e políticas setoriais específicas.

Para Barral, a análise da política comercial internacional deve considerar o conjunto de ferramentas utilizadas por cada país, e não apenas os percentuais de tarifas aplicados sobre produtos importados.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Educação

Pesquisa aponta que líderes influenciam até 70% do engajamento das equipes

Capacitação promovida pelo ReConecta News será conduzida por Bárbara Echelmeier e abordará liderança estratégica, inteligência emocional e desenvolvimento de equipes.

Em um mercado cada vez mais competitivo, acelerado e pressionado por resultados, a qualidade da liderança tem se tornado um dos principais diferenciais para o sucesso das organizações. Um estudo da Gallup, referência mundial em pesquisas sobre comportamento organizacional, revela que os gestores são responsáveis por cerca de 70% da variação nos níveis de engajamento dos colaboradores, impactando diretamente produtividade, retenção de talentos e desempenho das empresas.

Atento a essa realidade, o ReConecta News lança sua primeira turma de treinamento em liderança. Segundo Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, “o treinamento é voltado para profissionais que desejam desenvolver competências de gestão de pessoas, inteligência emocional e tomada de decisão em ambientes de alta pressão”.

A capacitação será conduzida pela mentora e estrategista de desenvolvimento humano Bárbara Echelmeier e será nos dias 16, 18 e 30 de junho, além de 2 de julho; em Itajaí. A inscrição pode ser feita pelo link: https://meuingresso.com.br/eventos/liderana-para-comex—com-barbara-echelmeier

Segundo a especialista, a liderança moderna vai muito além da gestão de tarefas. “Hoje, as empresas precisam de líderes capazes de inspirar, comunicar com clareza, lidar com conflitos, desenvolver pessoas e manter o equilíbrio emocional em cenários de constante transformação. Liderança não é apenas uma função, é uma competência que precisa ser desenvolvida”, destaca Bárbara.

Liderança como estratégia de negócios

O treinamento surge em um momento em que empresas de diversos setores enfrentam desafios relacionados ao engajamento das equipes, retenção de profissionais qualificados e fortalecimento da cultura organizacional. O relatório global mais recente apontou uma queda no engajamento dos gestores em 2024. O percentual de líderes engajados caiu de 30% para 27%, contribuindo para a redução do engajamento dos colaboradores em todo o mundo. Segundo a Gallup, isso gerou perdas estimadas em US$ 438 bilhões em produtividade global.

Dados da Gallup mostram ainda que organizações com líderes preparados apresentam melhores indicadores de produtividade, satisfação dos colaboradores e resultados financeiros. O estudo reforça uma tendência observada por especialistas em gestão: investir no desenvolvimento de líderes deixou de ser apenas uma ação de recursos humanos para se tornar uma estratégia de negócios.

A formação promovida pelo ReConecta News foi estruturada para atender gestores, coordenadores, empresários, profissionais em ascensão e equipes corporativas que buscam fortalecer sua capacidade de liderança e influência dentro das organizações.

Quem é Bárbara Echelmeier

Bárbara Echelmeier é uma profissional com trajetória construída dentro do ambiente corporativo. Sua carreira começou aos 17 anos no setor de Comércio Exterior e, aos 22, já liderava equipes em uma área marcada por metas desafiadoras, pressão constante e necessidade de decisões rápidas. A vivência prática despertou seu interesse pelo comportamento humano, inteligência emocional e desenvolvimento de lideranças. Atualmente, Bárbara atua com mentoria de carreira, formação de líderes e treinamentos corporativos voltados para cultura organizacional, autorresponsabilidade e performance profissional.

Sua metodologia integra experiências do mercado corporativo, conceitos da psicologia, neurociência e ferramentas práticas aplicadas ao dia a dia das empresas. Para ela, a construção de uma liderança sólida começa pela autoliderança. “Não existe alta performance sustentável sem equilíbrio emocional. O trabalho é uma extensão da nossa identidade, e liderar exige antes de tudo consciência sobre si mesmo”, afirma.

Texto: ReConecta News

Imagem: ReConecta News

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Comércio Internacional

Lula diz que Brasil buscará novos parceiros comerciais para reduzir impactos de tarifas dos EUA

O presidente da República afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil pretende ampliar sua rede de parceiros comerciais internacionais para minimizar os efeitos das novas barreiras impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração foi feita durante uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto.

Segundo Lula, o país não ficará dependente de um único mercado e seguirá buscando alternativas para fortalecer as relações econômicas e ampliar oportunidades de negócios no exterior.

“Se um país não quiser comprar nossos produtos, vamos comercializar com quem tiver interesse. Da mesma forma, se não houver interesse em investir aqui, buscaremos novos investidores. O Brasil é uma nação soberana e democrática”, afirmou o presidente.

Lula reforça defesa da soberania brasileira

Durante o encontro, o chefe do Executivo destacou que o Brasil não deve adotar uma postura de submissão diante das grandes potências mundiais. Para ele, o país deve manter relações baseadas no respeito mútuo.

Lula ressaltou que o governo busca uma política externa pautada pela independência e pelo fortalecimento da posição brasileira no cenário internacional.

Tarifas de 25% entram no centro das discussões

A manifestação do presidente ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras.

A proposta é resultado de uma investigação iniciada durante a gestão do presidente Donald Trump, que apura supostas práticas consideradas desleais nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Entre os argumentos apresentados pelo órgão norte-americano está a alegação de que o Pix teria favorecido o sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas dos EUA que atuam no setor, como operadoras de cartões de crédito e plataformas de pagamento digital.

Participação no G7 ganha importância diante do cenário internacional

Lula também confirmou que participará da próxima reunião do G7, marcada para junho, na França. Inicialmente, a viagem não fazia parte da agenda presidencial.

O encontro reúne os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil participará como país convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron.

De acordo com Lula, a presença no evento será uma oportunidade para defender o fortalecimento do multilateralismo, das instituições internacionais e da cooperação entre os países.

Defesa da ONU e da governança global

Durante sua fala, o presidente voltou a defender a valorização da Organização das Nações Unidas (ONU) e a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da entidade.

Segundo ele, os desafios globais exigem o fortalecimento dos mecanismos internacionais de diálogo e cooperação, em vez do enfraquecimento das instituições multilaterais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

China reconhece Brasil livre de febre aftosa e suspende restrições comerciais à carne

A China oficializou o reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa, suspendendo as restrições sanitárias que ainda atingiam parte do território nacional. O anúncio foi feito pela agência alfandegária chinesa na terça-feira (2), em comunicado oficial.

Com a decisão, todo o território brasileiro passa a ser considerado livre da doença, o que abre caminho para a ampliação das exportações de carne bovina e outros produtos de origem animal.

China é principal destino da carne brasileira

O Brasil, líder global na exportação de carne bovina e de frango, direcionou mais da metade de suas vendas externas de carne bovina para o mercado chinês no ano passado.

A China, maior importadora mundial de carne bovina, já comprou quase US$ 3 bilhões em carne brasileira apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais.

Governo vê avanço em exportações de carne bovina e suína

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores destacaram que a decisão deve ampliar as oportunidades de venda para o mercado asiático.

Segundo o governo, a medida pode beneficiar não apenas a carne bovina, mas também a carne suína, incluindo miúdos e cortes com osso.

As autoridades brasileiras afirmaram ainda que o reconhecimento é resultado de mais de duas décadas de negociações entre os dois países.

Negociações diplomáticas e diálogo estratégico

O anúncio ocorre após a visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, em um encontro que a China classificou como “diálogo estratégico” bilateral.

No mês anterior, o Brasil havia solicitado maior abertura para ampliar o envio de carne bovina ao país asiático. Durante missão em Pequim no fim de maio, o ministro da Agricultura, André de Paula, também defendeu a redistribuição de cotas de exportação não utilizadas por outros países. A proposta, no entanto, foi rejeitada, segundo informações divulgadas pela Reuters.

China adotou medidas após surtos recentes de febre aftosa

No campo sanitário, a China enfrentou um surto de febre aftosa no final de março, com registros em 219 bovinos distribuídos em dois rebanhos nas regiões de Gansu e Xinjiang, totalizando 6.229 animais.

Após os casos, o governo chinês reforçou o controle nas fronteiras, acelerou a aprovação de vacinas e implementou ações de abate sanitário e desinfecção para conter a disseminação da doença.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Barreto

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Logística

Brasil e Suriname negociam rota marítima direta para impulsionar comércio e logística no Norte da América do Sul

Brasil e Suriname deram mais um passo nas tratativas para a criação de uma rota marítima direta entre os dois países. A iniciativa pretende abrir um novo corredor de integração logística na América do Sul, ampliando o comércio bilateral e fortalecendo a conectividade regional.

O tema integra o conjunto de 15 acordos de cooperação firmados na última semana durante reunião bilateral realizada em Brasília.

Acordo prevê linha regular de navegação e cooperação portuária

O entendimento entre os governos inclui ações para ampliar a cooperação nos setores portuário e marítimo, com destaque para estudos que avaliam a implantação de uma linha regular de navegação entre Brasil e Suriname.

Além do modal marítimo, o pacote de cooperação também abrange áreas como transporte aéreo, infraestrutura logística e projetos de desenvolvimento sustentável.

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância de ampliar a conectividade regional. Segundo ele, há interesse mútuo em expandir frequências de voos e estabelecer rotas marítimas diretas para fortalecer o intercâmbio entre os países.

Nova rota pode criar corredor logístico entre Caribe e Nordeste brasileiro

A proposta em discussão pode estabelecer uma nova alternativa de escoamento de cargas entre o norte da América do Sul e o Nordeste do Brasil. O foco das negociações envolve a conexão entre o Porto Jules Sedney, em Paramaribo, principal terminal do Suriname, e portos brasileiros aptos a operar cargas conteinerizadas e carga geral.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou o potencial estratégico da iniciativa para ampliar o fluxo comercial regional.

Segundo ele, o porto surinamês já atua como um importante hub de contêineres e carga geral, o que abre espaço para a criação de uma rota marítima regular de maior escala com o Brasil.

A expectativa é que a nova ligação contribua para dinamizar economias locais e ampliar oportunidades para exportadores e importadores dos dois países.

Comércio bilateral ainda é limitado por entraves logísticos

Apesar das relações diplomáticas consolidadas, o comércio entre Brasil e Suriname ainda é considerado modesto quando comparado a outros parceiros sul-americanos.

O principal obstáculo não está nas tarifas comerciais, mas sim na infraestrutura logística. A ausência de uma ligação marítima regular e a baixa conectividade regional elevam custos operacionais, aumentam o tempo de transporte e reduzem a competitividade das trocas comerciais.

Com a possível implementação da nova rota, os governos esperam reduzir custos logísticos e estimular novos fluxos de comércio. Entre os produtos com maior potencial de circulação estão alimentos, proteínas animais, combustíveis, materiais de construção, fertilizantes e bens industrializados, além de cargas destinadas ao Caribe e ao norte da América do Sul.

A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, destacou ainda o impacto da iniciativa para a segurança alimentar do país, especialmente na redução do custo de alimentos e no fortalecimento da cadeia de abastecimento.

Petróleo impulsiona mudanças econômicas no Suriname

As negociações ocorrem em meio a uma fase de transformação econômica do Suriname. O país vem ganhando destaque internacional após descobertas recentes de petróleo offshore, que devem impulsionar novos investimentos em infraestrutura portuária e logística ao longo da próxima década.

Especialistas apontam que o cenário se assemelha ao observado na Guiana, que passou a atrair grandes fluxos de investimento após a expansão da produção de petróleo.

Nesse contexto, uma conexão logística mais eficiente com o Brasil pode abrir oportunidades para empresas brasileiras dos setores de portos, transporte, energia e serviços industriais.

Integração reforça estratégia do Arco Norte brasileiro

A futura rota marítima também se conecta à estratégia brasileira de fortalecimento do Arco Norte, ampliando alternativas logísticas além dos tradicionais corredores do Sudeste.

A ligação com Paramaribo pode facilitar o escoamento de produtos brasileiros para mercados do Caribe, reduzindo etapas intermediárias e ampliando a competitividade das exportações.

Além da agenda marítima, Brasil e Suriname também avançam na cooperação aérea. Os países mantêm acordo de serviços aéreos desde 1980, atualizado em 2022 sob o modelo de Céus Abertos, que flexibiliza rotas, frequências e capacidade para voos de passageiros e cargas.

Os entendimentos firmados devem servir de base para um futuro memorando ampliado de cooperação técnica, com foco em projetos conjuntos nas áreas portuária, hidroviária e aeroportuária.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Gov BR

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Internacional

Brasil e Suriname negociam ampliação de acordo comercial e fortalecem parceria econômica

Brasil e Suriname devem iniciar, no segundo semestre deste ano, negociações para ampliar o acordo comercial entre os dois países. O objetivo é aumentar o fluxo de negócios e abrir novas oportunidades em setores estratégicos da economia.

O tema esteve no centro da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, realizada na quinta-feira (28), em Brasília. Simons, eleita em 2025, tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência do país sul-americano.

Comércio bilateral ainda é considerado limitado

Durante declaração conjunta no Palácio do Itamaraty, Lula afirmou que o intercâmbio comercial entre os dois países ainda é reduzido e concentrado em poucos produtos.

Segundo o presidente, o volume de comércio bilateral alcançou apenas US$ 55 milhões em 2025. Atualmente, o acordo comercial em vigor é considerado restrito, o que motivou o avanço das negociações para ampliar a parceria econômica.

Entre os principais itens comercializados estão maquinários, materiais elétricos, produtos da indústria química e commodities. A maior parte das operações é composta por exportações brasileiras.

Setores estratégicos devem ganhar espaço nas negociações

A agenda da delegação surinamesa em Brasília inclui encontros empresariais com representantes brasileiros dos setores de energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações.

A expectativa dos governos é facilitar o comércio bilateral e estimular investimentos conjuntos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional.

Petróleo offshore e minerais críticos ampliam interesse econômico

Nos últimos anos, o Suriname ganhou destaque internacional após a descoberta de grandes reservas de petróleo offshore na chamada Bacia da Guiana, no Oceano Atlântico. A exploração deve impulsionar significativamente a economia do país nos próximos anos.

Em 2024, a Petrobras e a estatal surinamesa Staatsolie assinaram acordos de cooperação envolvendo petróleo, energias renováveis e segurança operacional na exploração de hidrocarbonetos.

Lula também destacou o potencial dos dois países na produção de minerais críticos, defendendo parcerias voltadas à mineração sustentável, industrialização e agregação de valor às matérias-primas.

Segurança alimentar fortalece parceria entre os países

A cooperação agrícola também entrou na pauta bilateral. O governo brasileiro avalia que pode colaborar com o abastecimento alimentar do Suriname por meio da exportação de carne bovina, suína, aves e outros alimentos.

A presidente Jennifer Geerlings-Simons afirmou que a redução dos custos dos alimentos e a ampliação da segurança alimentar são prioridades do governo surinamês.

Como parte da agenda oficial, Simons visitará uma unidade da Embrapa para conhecer experiências brasileiras em agricultura familiar, sistemas agroflorestais sustentáveis e produção de alimentos.

Programas sociais brasileiros despertam interesse do Suriname

A presidente surinamesa também deve conhecer projetos sociais brasileiros, incluindo uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo Simons, as iniciativas podem servir de inspiração para políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população do Suriname.

Brasil e Suriname assinam 13 acordos de cooperação

Além das negociações comerciais, os dois países formalizaram 13 acordos de cooperação em áreas como cibersegurança, cooperação policial, combate ao tráfico de pessoas, saúde pública, manejo integrado do fogo e segurança de barragens hidrelétricas.

Os governos também discutiram medidas para ampliar as conexões marítimas e aéreas, além de avançar no projeto conhecido como Anel das Guianas, iniciativa de integração regional que conecta o Norte do Brasil ao Suriname, Guiana e Guiana Francesa, fortalecendo o acesso ao mercado caribenho.

FONTE: Folha de PE
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


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