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Nova rota marítima conectará Brasil e Ásia em menos tempo

Produtos exportados do porto do Pecém, no Ceará, terão o prazo de entrega reduzido em 14 dias.

O porto do Pecém (CE) inaugurou uma rota marítima que reduzirá o tempo de navegação da China para o Ceará de 60 para 30 dias.

A iniciativa, chamada Serviço Santana, promete reduzir significativamente o tempo de transporte de cargas entre os 2 extremos do mundo, consolidando o Ceará como um novo pólo estratégico para o comércio exterior brasileiro.

Para os produtos exportados do Ceará, o prazo de entrega será reduzido em 14 dias, uma vantagem logística que beneficiará especialmente o comércio de produtos perecíveis, como frutas e carnes.

A rota é operada pela MSC em colaboração com a APM Terminals e visita os principais portos da Ásia, como Yantian, Ningbo, Shanghai, Qingdao (China), Busan (Coreia do Sul) e Mundra (Índia), além de Cingapura.

De lá, os navios cruzam o oceano Pacífico, passam pelo Canal do Panamá, Cristóbal (Panamá) e Caucedo (República Dominicana) e chegam diretamente ao porto de Pecém. Em seguida, seguem para outros portos brasileiros como Suape (Pernambuco), Salvador (Bahia) e Santos (São Paulo).

Antes da nova rota, as mercadorias da Ásia chegavam ao porto de Santos (SP), e depois eram transportadas para o nordeste brasileiro por meio de navegação costeira. Esta rota continuará operando, mas sua utilização será otimizada com a redução de tempo proporcionada pelo novo trajeto.

Segundo o presidente do CIPP (Complexo Industrial e Portuário do Pecém), Max Quintino, a nova rota tem potencial para aumentar o volume operacional do porto em 10%, com estimativa de aumento de 1.200 contêineres adicionais por semana.

“A nova rota marítima entre a China e Fortaleza reduz significativamente o tempo de transporte de cargas e melhora a logística. O tempo de viagem diminuirá de aproximadamente 60 dias para apenas 30 dias, tornando o Estado mais competitivo no comércio exterior”, afirmou.

Entre os produtos importados que serão mais beneficiados com a nova rota estão combustíveis minerais, ferro, minério, maquinário, materiais elétricos e plásticos. Já para a exportação, serão beneficiados granito, mármore, castanha de caju, cera de carnaúba, frutas, carnes, calçados, têxteis e produtos de e-commerce, segundo Quintino.

Plataformas digitais chinesas como Shopee e AliExpress também serão beneficiadas, já que o porto do Pecém será a 1ª parada de navios no Brasil, reduzindo custos operacionais e prazos de entrega. Espera-se um aumento de até 20% no volume de importações destinadas ao comércio eletrônico.

O anúncio desta nova rota ocorre com o aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, reforçando seu valor estratégico como alternativa logística para os fluxos asiáticos para a América Latina.

Entre os setores mais favorecidos está o Polo Automotivo do Ceará, que começará a montar seus primeiros veículos em novembro deste ano, com foco em modelos elétricos de origem chinesa. A expectativa é que o complexo atraia investimentos de pelo menos R$ 2,5 bilhões (US$ 500 milhões).

O valor pode aumentar nos próximos meses, segundo Quintino. O “timing foi uma coincidência”, diz ele, que entende que a nova rota “tem potencial para se consolidar como uma alternativa estratégica diante do atual cenário global”.

Fonte: Poder 360









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UNIA: tradição, inovação e um novo posicionamento no mercado logístico

Com mais de 25 anos de história, a UNIA, anteriormente conhecida como Unitrade, consolidou-se como uma referência em desembaraço aduaneiro e logística para o setor farmacêutico e de saúde. Fundada em 1998, de maneira simples, em uma sala sobre uma padaria, a empresa cresceu e se fortaleceu ao longo das décadas, compreendendo as necessidades de um mercado extremamente exigente e desenvolvendo soluções cada vez mais especializadas.

Soluções abrangentes para um mercado exigente

Atualmente, a UNIA oferece um portfólio completo de serviços logísticos, que inclui desembaraço aduaneiro, agenciamento de cargas aéreas e marítimas, seguro de cargas, armazenagem e transporte rodoviário. Além disso, conta com soluções diferenciadas, como gestão de SKUs, ressarcimento de impostos, pleitos de ex-tarifário, assessoria jurídica em questões aduaneiras, desenvolvimento de fornecedores e licenças sanitárias.

O grande diferencial da empresa é sua capacidade de integrar essas soluções de forma personalizada, garantindo operações mais ágeis, seguras e eficientes. Como destaca Jailson Araújo, Diretor da UNIA, “O segmento que atendemos é extremamente exigente, e temos órgãos que trabalham com muita seriedade, o que requer um conhecimento muito grande.” Essa expertise tem sido reconhecida pelo setor, com a UNIA sendo eleita quatro anos consecutivos como a melhor empresa de desembaraço aduaneiro pelo Sindusfarma.

Rebranding e expansão: um novo capítulo

Em 2024, a empresa passou por um rebranding estratégico, tornando-se UNIA. A mudança de marca reflete não apenas a consolidação daquilo que a empresa construiu ao longo dos anos, mas também o fortalecimento do seu posicionamento no agenciamento de cargas internacionais. “Fizemos o rebranding para que nossa marca se conecte ainda mais com nosso público. Participar da Intermodal com esse novo posicionamento e a possibilidade de expandir networking e gerar novos negócios é muito oportuno”, ressalta Marli Oliveira, CEO da UNIA.

O futuro da UNIA: tecnologia e crescimento sustentável

Para os próximos anos, a UNIA pretende continuar crescendo sem abrir mão de sua essência, que une atendimento personalizado e eficiência operacional. “O grande desafio da logística é movimentar a carga de forma rápida e precisa, e isso não vai mudar. Vejo a tecnologia como uma aliada para a informação. O futuro que enxergo é crescermos mantendo o contato pessoal, mas com a tecnologia potencializando nosso trabalho”, afirma Alexandre Alencar, Diretor da UNIA.

Com uma trajetória sólida, clientes fieis e um mercado cada vez mais dinâmico, a UNIA segue evoluindo e reafirmando seu compromisso com a eficiência, a segurança e a inovação no comércio exterior. Além disso, a conquista da certificação Great Place to Work (GTPW), em dezembro de 2024, reforça a preocupação da empresa em manter um ambiente de trabalho positivo e produtivo para sua equipe.

Parceria estratégica: UNIA e RêConecta na Intermodal 2025

Na edição de 2025 da Intermodal South America, a UNIA contará com um parceiro estratégico de peso: a RêConecta. Juntas, as empresas apresentarão soluções inovadoras para o setor logístico, reforçando a importância da conectividade e eficiência nas operações internacionais. Essa parceria visa potencializar oportunidades de negócios, aproximando a UNIA de novos mercados e fortalecendo seu posicionamento como referência no comércio exterior.

A participação conjunta no evento permitirá não apenas a troca de conhecimento e experiências, mas também a criação de novas conexões estratégicas que impulsionarão o crescimento e a inovação no setor. “Nossa presença na Intermodal, ao lado da RêConecta, representa um passo fundamental para consolidar nossa nova identidade e ampliar nossa atuação no mercado”, destaca Marli Oliveira.

Venha conhecer tudo o que a UNIA tem a oferecer na Intermodal 2025! Te esperamos no estande G100.

Saiba mais sobre a Unia: https://uniabr.com/

Faça sua inscrição: https://www.intermodal.com.br/pt/credenciamento.html

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Justiça condena empresas a indenizar caminhoneiro após 4 dias de espera no Porto de Santos

Motorista ficou mais de 98 horas parado aguardando a descarga de 32 toneladas de farelo de soja.

A Justiça de Santos condenou três empresas, de forma solidária, a indenizar em R$ 11.355,30 um caminhoneiro que esperou quatro dias para descarregar 32 toneladas de farelo de soja granel no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Segundo o processo, obtido pelo g1, ainda cabe recurso da decisão.

Em 2023, a empresa Fazendão Indústria e Comércio de Produtos vendeu uma carga de farelo de soja para a Adm do Brasil. Para transportar o produto até o Porto de Santos, no litoral de São Paulo, a Fazendão Agro Transportes — pertencente ao mesmo grupo econômico da vendedora — terceirizou o serviço e contratou o caminhoneiro responsável pela entrega.

Segundo consta no processo, o motorista iniciou a viagem em 5 de outubro de 2023, saindo de Cariri do Tocantins (TO) com destino ao cais santista. O trajeto durou cerca de sete horas. Ele teve a entrada autorizada no Ecopátio, pátio regulador credenciado pela Autoridade Portuária de Santos (APS), em Cubatão (SP), no dia 7, conforme agendamento prévio.

A descarga da carga, no entanto, só foi finalizada no dia 11, totalizando mais de 98h de espera. A estadia resultou na condenação das empresas ao pagamento de uma indenização ao caminhoneiro. As empresas alegaram que as fortes chuvas na região impediram a descarga dentro do prazo previsto (veja mais abaixo).

Procurado pelo g1, o departamento jurídico da empresa Fazendão informou que as manifestações oficiais e eventuais medidas cabíveis serão apresentadas exclusivamente no âmbito do processo judicial. A empresa também reforçou o compromisso com a transparência e o respeito aos trâmites legais.

g1 entrou em contato com a defesa da Adm do Brasil, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

Legislação

Segundo a advogada Mônica Lima Ferreira, que representa o caminhoneiro, ele precisou ficar parado no caminhão sem pegar outros fretes por quatro dias devido à incapacidade de abandonar o produto até a descarga.

Ela explicou ao g1 que, de acordo com a legislação, quando há atraso superior de cinco horas para a carga ou descarga o caminhoneiro autônomo ou a empresa que fez o transporte devem ser compensados financeiramente.

“A lei fala que o descarregamento tem que ser feito em prazo máximo de até cinco horas, o veículo tem cinco horas da chegada do destino para descarregar. Não descarregando, ele [dono da carga] deve fazer esta compensação, o pagamento da estadia”, disse a advogada.

Segundo ela, competia exclusivamente à corré Fazendão, na qualidade de transportadora contratada pela Adm e também fornecedora da mercadoria, informar previamente a data de saída e a previsão de chegada da carga, permitindo os devidos preparativos logísticos para o seu recebimento.

“Tal obrigação se justifica ainda mais diante da dupla função exercida pela Fazendão, que, além de transportar, também comercializou a mercadoria”, disse ela.

Litigância de má-fé

À Justiça, os advogados da Fazendão afirmaram que a descarga sofreu atraso devido às fortes chuvas do mês de outubro. A Adm do Brasil alegou ilegitimidade passiva, considerando que não fez parte da conversa entre as partes e tomou ciência apenas pelo ajuizamento da ação.

A juíza Natália Garcia Penteado Soares Monti, da 3ª Vara do Juizado Especial Cível de Santos, entendeu que as intempéries não afastam “a responsabilidade das rés no pagamento da estadia e respectivas despesas, uma vez que se trata de obstáculo mais do que previsível e inerente à atividade de transporte rodoviário de cargas para o Porto de Santos”.

Além da indenização, as empresas do grupo Fazendão também foram condenadas por litigância de má-fé, pois alegaram ter feito o pagamento de R$ 3.502,58 ao autor no dia 10 de setembro de 2024, a título de indenização, após prévia negociação por telefone.

Os advogados do motorista provaram à Justiça que as rés utilizaram o comprovante de depósito de forma intempestiva e unilateral para tentar comprovar nos autos “a ocorrência de transação inexistente entre as partes”, quase um ano após o frete debatido no processo.

Decisão

Além da indenização solidária com a Adm do Brasil, as empresas do grupo Fazendão deverão pagar multa de 1% sobre o valor da causa, indenizar o autor no valor de 20% sobre o valor atribuído à causa e arcar com os honorários advocatícios, bem como ressarcir as custas e despesas processuais.

O Porto de Santos, o maior da América do Sul, passou a impedir a atração de navios que não apresentarem um atestado de conformidade com as regras internacionais de destinação das águas de lastro, que é essencial à segurança da navegação. A medida passou valer em 21 de agosto de 2024.

Fonte: G1

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Brasil e China avançam em negociações para construção do Corredor Bioceânico

Representantes do governo chinês visitam obras do Novo PAC e discutem rota estratégica de integração continental

Em mais um passo rumo ao fortalecimento da cooperação entre Brasil e China, uma comitiva do governo chinês foi recebida nesta semana por autoridades brasileiras para discutir investimentos em infraestrutura, com foco na construção do Corredor Bioceânico. A visita faz parte das ações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), e incluiu inspeções técnicas em importantes empreendimentos logísticos do país.

Entre os projetos visitados, destaque para a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), localizada em Goiás, considerada peça-chave na estratégia de integração ferroviária do Brasil. A delegação chinesa manteve reuniões com representantes da Casa Civil, Ministérios dos Transportes, do Planejamento e Orçamento, da Agricultura e Pecuária, além de técnicos da Agência Infra S.A.

De acordo com o secretário especial do Novo PAC, Maurício Muniz, a visita reforça o interesse mútuo entre os dois países em aprofundar parcerias na área de infraestrutura. “Estamos honrados em receber a delegação chinesa. Esta é uma oportunidade de estreitar nossos laços e mostrar a viabilidade para a construção desse corredor”, afirmou.

O Corredor Bioceânico é visto como um projeto estratégico para a integração sul-americana, com o objetivo de criar uma rota terrestre que conecte os oceanos Atlântico e Pacífico. A nova ligação permitirá o escoamento mais ágil da produção brasileira — especialmente do Centro-Oeste — para os mercados da Ásia, reduzindo distâncias e custos logísticos.

O projeto também prevê integração com a Ferrovia Norte-Sul, conectando áreas produtoras a uma malha ferroviária mais ampla e aos principais portos do país. A proposta está inserida nas Rotas de Integração Sul-Americana, prioridade do governo brasileiro para ampliar o comércio regional e a competitividade internacional dos produtos nacionais.

Nos próximos dias, a delegação chinesa seguirá para Bahia e São Paulo, onde visitará o Porto de Ilhéus, o Porto de Santos e as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Em São Paulo, os chineses também conhecerão o projeto do Túnel Santos-Guarujá, uma das principais obras de mobilidade e logística previstas no Novo PAC.

Com o apoio estratégico de um dos maiores investidores globais em infraestrutura, o governo brasileiro espera acelerar projetos de integração regional que podem transformar a logística do continente sul-americano nos próximos anos.

Fonte: Poder Naval

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Por dentro das Certificações: a expertise da Process para vencer barreiras reguladoras

A Process Certificações estará junto com o RêConecta News na Intermodal South América 2025, um dos principais eventos de logística, transporte e comércio exterior do mundo. A presença marca o compromisso da empresa em fortalecer conexões estratégicas e apresentar ao mercado sua atuação técnica de ponta no campo das certificações — um serviço essencial para empresas que desejam importar com segurança, agilidade e dentro das normas regulatórias brasileiras.

De acordo com Marilia de Oliveira Ferreira, Supervisora Comercial da Process Certificações, estar em conformidade com os órgãos reguladores é um passo fundamental para quem pretende importar, e é justamente aí que a Process Certificações se destaca. Com atuação nacional e sede em Santos (SP), a empresa é referência no segmento, oferecendo soluções completas para quem busca navegar pelos trâmites legais com tranquilidade. “O processo de certificação em si é complexo. Envolve diversos órgãos reguladores e uma análise técnica profunda para entender o que é o produto, qual a sua função, se é de uso humano, infantil, se oferece algum risco… A certificação vem justamente para assegurar a segurança das pessoas e do meio ambiente”, explica.

Certificação sob medida: conhecendo as reais necessidades do importador

Atenta às exigências técnicas e legais, a Process Certificações atua junto a órgãos como INMETRO, ANATEL, ANVISA e IBAMA, além de intermediar documentos fundamentais como o Registro de Produtoe a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE). Todo o processo é conduzido por especialistas, que acompanham cada etapa — desde a análise técnica até a liberação para comercialização no mercado brasileiro.

“O que a Process Certificações faz é identificar, dentro desse processo tão amplo, todas as necessidades do importador, que muitas vezes são maiores do que ele imagina. Alguns órgãos exigem que o processo passe obrigatoriamente por empresas credenciadas. No caso do INMETRO, por exemplo, é preciso apresentar manuais em português, traduzir documentos técnicos, garantir etiquetas adequadas e atender a uma série de detalhes minuciosos”, complementa Marilia.

Segundo Marília, o serviço vai além da certificação em si: a Process presta uma consultoria completa que ajuda a reduzir riscos, agilizar prazos e evitar retrabalho. “Por isso, criamos um serviço completo e integrado, que reúne todas essas etapas, cuidando de cada exigência. Trabalhamos hoje com um escopo que envolve cerca de 10 a 12 órgãos reguladores, acumulando quase 10 anos de experiência no setor”, finaliza.

Entre os serviços mais procurados estão:

  • Certificação Compulsória e Voluntária pelo INMETRO
  • Homologações junto à ANATEL
  • Registros e autorizações na ANVISA e IBAMA
  • Consultoria técnica e estratégica para certificações internacionais
  • Acompanhamento completo junto a OCPs (Organismos de Certificação de Produto)

A atuação da Process como ponte entre as empresas importadoras e os órgãos reguladores tem feito diferença para quem busca segurança jurídica, previsibilidade e eficiência. Na Intermodal 2025, o objetivo é mostrar ao mercado como as certificações, quando bem conduzidas, podem ser um diferencial competitivo real.

Nos encontramos no Estade G100!

Saiba mais sobre a Process certificações: https://processlogcomex.com.br/certificadora/

Participe da Intermodal: https://www.intermodal.com.br/pt/home.html 
 

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Brasil quer substituir os EUA no fornecimento de carne para a China, diz Fávaro

Ministro vê cenário de ‘tarifaço’ como uma oportunidade para o país expandir seus negócios com a potência asiática

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (17) que o Brasil vai “se apresentar” à China para substituir os Estados Unidos na exportação de carne bovina para o país asiático, em meio ao “tarifaço” praticado pelo presidente americano,Donald Trump.

Após os anúncios de Trump, que tarifa os produtos chineses em até 254%, o governo da China cancelou a autorização de 395 plantas frigoríficas dos EUA para comercializar carne bovina no país. O cenário é visto por Fávaro como uma oportunidade para o Brasil

“Alguém vai precisar fornecer essa carne que era fornecida pelos norte-americanos. O Brasil se apresenta, com muita vontade e capacidade, e tenho certeza que vamos saber ocupar esse espaço e ser um grande fornecedor”, disse Carlos Fávaro após uma reunião entre ministros de Agricultura do Brics

Fávaro pontuou que hoje, o Brasil é um dos “pouquíssimos” países capazes de expandir significativamente a área produtiva e, com isso, poderá ser a “segurança alimentar não só para a China, mas para todos os países do mundo”.

De acordo com o ministro, representantes dos governos brasileiro e chinês devem se encontrar na próxima terça-feira (22) para tratar da expansão do comércio entre as duas nações. O tema também estará na mesa na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à China, nos dias 12 e 13 de maio, quando se reúne com o primeiro-ministro daquele país, Xi Jinping.

“Por óbvio, queremos ampliação com a China. Acho que, diante da não reabilitação de quase 400 plantas nos EUA, eles vão precisar se decidir, e vamos nos apresentar”, complementou Fávaro.

O Brasil vem fazendo movimentos semelhantes com outros países do continente asiático, como o Japão e o Vietnã. Na viagem que fez aos dois países, em março, Lula também tratou da ampliação da venda de commodities brasileiras a esses mercados.

Fonte: O Tempo

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Brasil deve aumentar exportação de carnes aos EUA mesmo com tarifaço, diz analista; americanos pagarão mais caro

Carne bovina brasileira continua competitiva porque os preços do gado nos EUA dobraram em relação ao Brasil devido a estoques historicamente baixos no país. Vendas devem crescer 14% neste ano, segundo analista.

O tarifaço de Donald Trump não prejudicará as vendas de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos, seu segundo maior destino de exportação, segundo analistas e associações do setor.

As importações brasileiras de carne bovina que excedem uma cota predeterminada já pagavam uma tarifa de 26,4%. Com o programa de “tarifas recíprocas” de Trump, os produtos brasileiros receberam uma taxa específica de 10%, elevando o total para 36,4%.

Mesmo com as tarifas mais altas, a carne bovina brasileira continua competitiva porque os preços do gado nos EUA dobraram comparados ao Brasil devido a estoques historicamente baixos no país, segundo analistas.

Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, estima que as exportações de carne bovina brasileira para os EUA crescerão quase 14% neste ano e devem chegar a 428.000 toneladas (peso equivalente de carcaça).

As vendas totais de carne bovina brasileira para os EUA no primeiro trimestre atingiram US$ 557,15 milhões, um aumento de 67% em valor, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Para o consumidor americano, no entanto, a carne bovina ficará mais cara, pois os importadores terão que arcar com o ônus dos impostos mais altos.

Exportação maior para a China

João Figueiredo, analista da consultoria Datagro, disse que a demanda dos EUA é tão forte que o Brasil preencheu uma cota anual de 65.000 toneladas livre de tarifas em apenas 14 dias em 2025, o que nunca havia ocorrido.

Além disso, os pecuaristas brasileiros estão prontos para aumentar a oferta, disse Figueiredo, afirmando que há ampla disponibilidade de gado no Estado do Mato Grosso.

O Brasil, que já responde por mais de 30% do comércio global de carne bovina, também tem condições de aumentar as vendas para a China depois que o país asiático deixou de renovar o registro de centenas de unidades produtoras de carne dos EUA.

Hoje, apenas a China compra mais carne bovina do Brasil que os Estados Unidos.

As exportações para os EUA representaram 17% do total das vendas externas brasileiras no primeiro trimestre, enquanto o preço médio de venda para o mercado norte-americano subiu de US$ 2.943 para US$ 3.384 por tonelada, segundo dados da Abrafrigo.

Fonte: G1

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Brasil amplia exportações de minerais estratégicos para a China

As exportações brasileiras de cobre para a China alcançaram um patamar histórico no primeiro trimestre de 2025. Segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (16), o país asiático importou US$ 331 milhões em cobre brasileiro entre janeiro e março, um salto de 180% em relação ao mesmo período de 2024. A China foi responsável por 35% do total exportado, consolidando-se como o principal destino do produto.

O crescimento das vendas de cobre ocorre em meio à alta demanda por insumos ligados à indústria de energias renováveis. Outros materiais associados ao setor também apresentaram forte desempenho no trimestre: as exportações de manganês aumentaram 310%, as de ferroníquel subiram 253%, e houve avanço de 56% nas vendas de cobre afinado e ligas de cobre. Obras de nióbio cresceram 35% e o ferronióbio teve alta de 13%.

O Brasil também ampliou significativamente as exportações de compostos de metais de terras raras, como ítrio e escândio. Foram embarcadas 419 toneladas no primeiro trimestre, quantidade sete vezes maior do que o total registrado durante todo o ano de 2024.

Nesta terça-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou uma investigação sobre a possibilidade de impor novas tarifas sobre todas as importações de minerais críticos da China. Esse movimento pode ampliar a parceria entre o Brasil e o país asiático no setor.

Na área de manufaturados, as exportações brasileiras de torneiras e válvulas para a China aumentaram quase 13 vezes, atingindo US$ 35 milhões. Já as vendas de aparelhos mecânicos apresentaram alta ainda mais expressiva: quase 100 vezes maiores que no primeiro trimestre do ano anterior, com valor total de US$ 23 milhões.

Do lado das importações, a compra por parte do Brasil de uma plataforma de petróleo chinesa, em fevereiro, alterou temporariamente a composição da pauta de importações vindas da China, colocando esse item no topo da lista.

As importações de painéis solares chineses também cresceram 13% no trimestre, atingindo o maior volume da série histórica para o período. Outro destaque foi o aumento de 625% nas importações de fertilizantes com fósforo e nitrogênio, que chegaram a 265 mil toneladas — também um recorde trimestral.

Apesar do avanço em setores estratégicos, as exportações totais do Brasil para a China caíram 13,4% no primeiro trimestre, somando US$ 19,8 bilhões. Foi a primeira queda para o período desde 2015.

Por outro lado, as importações de produtos chineses cresceram 35% e atingiram US$ 19 bilhões — um recorde para o trimestre. Com isso, após um déficit comercial de US$ 3,2 bilhões nos dois primeiros meses de 2025, o Brasil conseguiu reverter o cenário e fechou o trimestre com superávit de US$ 700 milhões no comércio com a China.

Fonte: MSN

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Wilson Sons apresenta na Intermodal 2025 soluções tecnológicas e operacionais ao setor portuário do Brasil e à cadeia logística global

A Wilson Sons oferece soluções completas para mais de 5 mil clientes, incluindo armadores, importadores e exportadores, indústria de energia offshore, projetos de energia renovável, setor do agronegócio, além de outros segmentos da economia. A empresa, que busca sempre a adoção de novas tecnologias, que contribuam para o desenvolvimento sustentável do País, irá trocar informações, gerar novas conexões, estreitar relacionamento com stakeholders e apresentar seu portfólio, no estande F050, na Intermodal South America 2025, de 22 a 24 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

A diversificação de negócios da companhia inclui dois terminais de contêineres (BA e RS); mais de 80 rebocadores que atuam ao longo da costa brasileira; estaleiro no Guarujá (SP); mais de 20 embarcações de apoio offshore com bandeira brasileira; duas bases de apoio offshore na Baía de Guanabara (RJ); centro logístico alfandegado em Santo André (SP); e uma agência marítima.

O COO da Wilson Sons, Arnaldo Calbucci, ressalta que faz parte do DNA da Wilson Sons se antecipar a mudanças, criando soluções que beneficiam seus stakeholders e reforçam o compromisso da companhia com a segurança e o investimento nas operações.

“Participar da Intermodal, o maior evento da América Latina, é uma excelente oportunidade de apresentar o vigor do nosso modelo operacional e a eficácia da nossa estratégia, contribuindo com o desenvolvimento do Brasil e facilitando os fluxos comerciais. Seguimos empenhados em buscar o crescimento sustentável de longo prazo”, diz Calbucci.

Terminais de contêineres

Os dois terminais da companhia estão aptos a operar os maiores navios do mundo. O Tecon Rio Grande (RS) é o mais automatizado do País e com infraestrutura para operar como hub marítimo-portuário do Cone Sul, enquanto o Tecon Salvador é, segundo ranking do Banco Mundial e da S&P Global Market Intelligence, o 6º melhor terminal de contêineres do mundo, na categoria até 500 mil TEUs.

Novo ciclo de construção de rebocadores com tecnologia sustentável

Em 2025, a Wilson Sons iniciou a construção da nova série de três rebocadores com tecnologia sustentável e grande potência, em seu estaleiro no Guarujá. As embarcações são da classe ASD 2312 (23 metros de comprimento e 12 metros de largura), com propulsão azimutal e potência de 70 toneladas de bollard pull (tração estática), capazes de apoiar navios de contêineres de 366 metros nos principais portos do País. Seguem o padrão IMO TIER III, da Organização Marítima Internacional, que atesta a redução de até 70% dos óxidos de nitrogênio, como nos seis rebocadores do ciclo de construção anterior, do modelo 2513 (de 90 toneladas). O projeto de casco, da Damen Shipyards, permite com suas duplas quilhas (twin fins) diminuir as emissões de gases de efeito estufa, com redução estimada de até 14% no consumo de combustíveis fósseis, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar dos portos onde operam.

Fonte: Datamar News

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TCP apresenta modernização de infraestrutura e novos serviços na Intermodal South America 2025

Entre os dias 22 e 24 de abril, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, participa da 29ª edição da Intermodal South America, a maior feira de logística do continente. Após um 2024 repleto de recordes, incluindo a quebra da marca histórica de 1,5 milhão de TEUs  movimentados, a empresa chega ao evento com avanços importantes em infraestrutura e serviços para impulsionar ainda mais os resultados do mercado que opera pelo Terminal.

Entre os principais destaques apresentados pelo Terminal está a conclusão da expansão da maior área para armazenagem de contêineres refrigerados (reefer) da América do Sul, e a finalização da obra de modernização e aumento no número de vias do Gate (ponto de acesso rodoviário ao pátio de operações). Na parte de serviços, estão novidades como a ampliação das janelas e horários de operação do Gate aos domingos, fator que permite uma maior disponibilidade de grades e mais agilidade para agendar entregas e retiradas de cargas.

“A presença da TCP na Intermodal South America sempre é uma excelente oportunidade para estreitarmos laços com o mercado. Estamos sempre focados em oferecer uma gama diversificada de soluções logísticas de acordo com a necessidade individualizada de cada cliente, e a feira nos permite apresentar a infraestrutura e os serviços que tornam o Terminal uma referência global em inovação, eficiência e flexibilidade no setor logístico portuário”, comenta Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP.

Para a gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, Carolina Merkle Brown, “a TCP traz para a 29ª edição da feira Intermodal o mais abrangente portfólio de serviços marítimos entre os terminais portuários do Brasil, assegurando que nossos clientes tenham acesso aos principais mercados globais em todos os continentes. Com o aprofundamento do canal de acesso e a ampliação do calado operacional para 12,80 metros (medida da profundidade entre a parte mais baixa de uma embarcação e a linha da água), os navios poderão otimizar sua capacidade de movimentação em nosso porto. Isso resulta em maior agilidade e, consequentemente, aumenta a competitividade para armadores e clientes finais que utilizam o Porto de Paranaguá”.

Neste ano, o Terminal estará presente no estande E100, que possui 102m2, e vai contar com a participação de 20 representantes de seus setores comercial, operacional, institucional, de atendimento, de logística, entre outros, para atender os visitantes.

Maior área reefer da América do Sul

Em 2024, o Terminal concluiu a expansão do pátio para contêineres refrigerados, ampliando o número de tomadas de 3.624 para 5.268. A obra representou um aumento de 45% em capacidade para este tipo de cargas e posicionou a TCP como detentora da maior área reefer da América do Sul.

Considerado referência no segmento de exportação de carnes e congelados, o Terminal embarcou um volume recorde de 3,5 milhões de toneladas em cargas refrigeradas no último ano.

Linhas marítimas e novo calado operacional

A TCP chega a 29ª edição da Intermodal South America com o maior portifólio de serviços marítimos entre os terminais brasileiros: somando serviços de longo curso e cabotagem, são 25 escalas semanais que conectam Paranaguá a outros portos do país e ao mundo.

Em 2024, o Terminal recebeu um número recorde de navios ao registrar 992 atracações, aumento de 19% no fluxo de embarcações. “A concentração de serviços marítimos resulta diretamente em maior segurança, flexibilidade e oportunidades de negócios. Com a mais recente ampliação do calado operacional, os navios poderão operar com mais agilidade e capacidade de transporte, fortalecendo a posição da TCP como um dos principais hubs portuários da costa atlântica da América do Sul”, explica Carolina.

Após a conclusão de obras de dragagem no canal de acesso, a TCP passou a contar com um novo calado operacional, que passou de 12,10 metros para 12,80 metros a maré zero. Estima-se que os 70 centímetros adicionais de calado representem um ganho de 560 TEUs na capacidade de transporte de cada navio por viagem.

Modernização do Gate e operações aos domingos

Principal via de acesso rodoviário ao pátio de operações, o Gate da TCP passou por um processo de modernização e ampliação, que foi finalizado em abril de 2024. Com novos sistemas de segurança, monitoramentos, automação, e com uma nova via de acesso, a atual estrutura melhora o fluxo de acesso dos veículos em 200%, subindo de 50 para 150 a capacidade de agendamentos de entrada por hora.

Desde setembro de 2024, o Gate também passou a operar com janelas e horários ampliados aos domingos, permitindo aos clientes agendarem entregas e retiradas de contêineres cheios e vazios em períodos adicionais nos finais de semana. “Além de conseguirmos disponibilizar uma maior oferta de janelas para agendamento e acesso ao terminal, essa iniciativa trouxe maior agilidade e flexibilidade para que os exportadores e importadores gerenciem sua cadeia logística com maior confiabilidade operacional”, comenta Guidolim.

Maior parque de equipamentos entre os terminais brasileiros

Após a aquisição de 17 novos Terminal Tractors (TT) e de 11 guindastes pórticos sobre pneus de borracha (RTG) de última geração, a TCP agora conta com 69 TTs e 40 RTGs em seu parque de máquinas, o maior número de equipamentos desse tipo entre os terminais brasileiros.

Fonte: Datamar News

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