Comércio, Comércio Exterior, Logística, Negócios

APM Terminals marca presença na Intermodal 2025

A APM Terminals, uma das maiores operadoras de terminais portuários do mundo, com presença em 33 países e mais de meio século de experiência, participará na 29ª edição da Intermodal South America, que ocorrerá de 22 a 24 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Reconhecida por sua liderança global no desenvolvimento e operação de terminais de contêineres, a empresa apresentará seus projetos mais recentes e inovações no Brasil, no stand JO93. Atualmente a companhia está presente no Nordeste brasileiro, em Suape, no Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (Ipojuca-PE), e Complexo do Pecém (CE), além das presenças nos terminais BTP em Santos e Itapoá (SC) por meio de operações em joint venture, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade, digitalização e eficiência logística.

A APM Terminals Suape, localizada em Pernambuco, será o primeiro terminal 100% eletrificado da América Latina, com investimento inicial de R$ 1,6 bilhão, o projeto está em implantação e tem previsão de início das operações no segundo semestre de 2026. Atualmente o projeto está em construção e é um marco para o setor, atendendo aos mais altos padrões de qualidade e segurança com responsabilidade ambiental e modernidade.

O terminal terá capacidade inicial para movimentar até 400 mil TEUs por ano, aumentando em 55% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo portuário. Nesta fase de construção, cerca de 1.000 trabalhadores foram contratados indiretamente para trabalhar nas obras e, durante a operação, deve gerar 250 empregos diretos e mais de 2.000 indiretos.

Já a APM Terminals Pecém, no Ceará, localizado a 55 km da capital, celebra a chegada do serviço semanal MSC – Far East-Centram-ECSA Service (Santana), conectando diretamente o porto a importantes hubs asiáticos como Mundra (Índia), Singapura, Yantian, Ningbo, Shanghai, Qingdao e Busan. Essa nova rota reduz significativamente o tempo de trânsito entre o Nordeste brasileiro e a Ásia, eliminando a necessidade de transbordos nos portos do Sudeste e Sul.

De acordo com Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, na Intermodal 2025, serão apresentados detalhes de ambos os terminais, “Em Suape estamos com times dedicados à construção, com os equipamentos encomendados chegando até o final desse ano, e a cada dia mais próximos do início das operações”. “Já em Pecém seguimos elevando o comércio regional e nacional para outro patamar, inaugurando uma nova conectividade que reduz pela metade o tempo estimado para a Ásia – de 60 para 30 dias- gerando ganhos expressivos de eficiência logística para exportadores e importadores, além da atração de novos perfis de carga, especialmente commodities e produtos de e-commerce com destino à China, Índia, Bangladesh e Egito”, explica.

“É com orgulho que reforçamos o Nordeste brasileiro como um ponto estratégico no comércio com a Ásia, facilitando o acesso a insumos e aumentando a competitividade das exportações nordestinas. O desenvolvimento desse hub logístico impulsiona ainda mais a integração do Brasil às grandes rotas globais, consolidando a região como uma plataforma relevante de conexão entre continentes e um vetor de crescimento sustentável para o país”, finaliza Daniel Rose.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Comércio Exterior, Logística, Negócios

ONE destaca avanços em serviços, tecnologia e sustentabilidade na Intermodal

A Ocean Network Express (ONE) participa da Intermodal South America 2025 trazendo soluções que fortalecem sua atuação na América Latina e reforçam seu compromisso com eficiência operacional, inovação tecnológica e sustentabilidade no transporte marítimo de contêineres.

Destaques da ONE na Intermodal 2025:

● Monitoramento Inteligente com CONTAINER+: A ONE apresenta sua solução avançada de monitoramento remoto para contêineres refrigerados (reefer) proporcionando visibilidade em tempo real das condições da carga, incluindo temperatura, umidade e atmosfera controlada. Essa tecnologia permite maior controle operacional e decisões proativas para otimizar cadeias de suprimentos.

● Expansão da Conectividade na América Latina: Em abril de 2025, a ONE lança o serviço East Coast South America Express 2 (SX2), ampliando a conexão entre portos estratégicos do Extremo Oriente e da costa leste da América do Sul. Já em maio, entram em operação os novos serviços feeder River Plate Express (RPX) e River Plate Service (RMB), otimizando a logística entre Brasil, Argentina e Uruguai e proporcionando maior flexibilidade no transporte de carga.

Paralelamente, a ONE também está investindo na expansão da sua presença na região do Caribe, com novos serviços e parceiros que reforçam o compromisso com uma rede cada vez mais integrada e eficiente.

● Soluções Digitais para Maior Eficiência: A plataforma ONE Quote foi aprimorada para oferecer uma experiência mais completa, incluindo novas funcionalidades para cotação e bookings instantâneos, com condições diferenciadas de free time, alertas de preço e opções personalizadas de portos de embarque e desembarque (POL/POD). O ONE eBL, uma solução de emissão de documentos de embarque de forma eletrônica baseada em blockchain, reforça a segurança e agilidade na documentação de transporte.

● Compromisso com a Sustentabilidade: Em abril, a ONE recebe pela primeira vez na América Latina o ONE Sparkle, :seu primeiro navio porta-contêineres de construção e operação próprias. Com capacidade para aproximadamente 13.800 TEUs, ele está equipado para operar com combustíveis sustentáveis, como metanol e amônia, contribuindo para a redução de emissões na navegação comercial.

A Wave BL, especialista em digitalização de documentos marítimos e parceira da ONE na produção dos ONE eBLs, estará presente no estande da ONE para demonstrar os avanços no processo eletrônico de documentação.

A Eccaplan, consultoria em sustentabilidade contratada pela ONE para contabilizar as emissões do stand, também está presente durante os três dias de feira. A partir dos dados reunidos (incluindo montagem e manutenção do stand, e informações de visitantes), será possível compreender o impacto das emissões, que permitirá traçar estratégias futuras no plano de sustentabilidade da ONE.

Fonte: Datamar News

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Aliança lança serviço de Frete Aéreo no Brasil e reforça atuação em logística integrada na Intermodal 2025

A Aliança Navegação e Logística, empresa da A.P. Moller-Maersk e pioneira em cabotagem e integração logística no Brasil, marca presença na 29ª Intermodal South America 2025, maior evento do setor de logística, intralogística, transporte de cargas e comércio exterior da região, que acontece em São Paulo, entre os dias 22 e 24 de abril. Com mais de 70 anos de atuação, a empresa opera em 14 portos brasileiros e oferece ao mercado soluções logísticas “porta-a-porta” integradas e customizadas, do modal marítimo ao rodoviário, incluindo os meios ferroviário e fluvial, serviços de armazenagem e depósito e, agora, anuncia sua entrada também no setor de frete aéreo no Brasil, consolidando-se como o único armador de cabotagem a oferecer uma cadeia logística completa, de ponta a ponta e multimodal, no país.

Com a disponibilidade inicial do serviço na rota entre São Paulo (SP) e Manaus (AM), o Frete Aéreo Aliança integra de forma estratégica os demais modais operados pela companhia.

“Estamos muito entusiasmados em poder oferecer aos nossos clientes mais esta opção de modal de transporte, com foco em tornar a sua cadeia de suprimentos ainda mais eficiente. Este lançamento fortalece o nosso compromisso de entregar soluções mais rápidas e resilientes, com a confiança e segurança tradicionais da Aliança. Avançamos como um verdadeiro integrador logístico, expandindo nossas fronteiras e proporcionando ao mercado mais uma alternativa inovadora e confiável de serviço”, afirma Luiza Bublitz, presidente da Aliança Navegação e Logística.

Além do frete aéreo, a companhia também tem investido fortemente para ampliar a oferta de rotas disponíveis no país, conectando o Sul e o Sudeste brasileiros a mercados do Norte e Nordeste, de forma regular, eficiente e mais sustentável. “Tradicionalmente, as cargas fluíam majoritariamente da região Norte para a Sul. Ou seja, das regiões produtoras para os centros consumidores. Com o desenvolvimento dos mercados no Norte e Nordeste, especialmente em Manaus e sua Zona Franca, a Aliança passou a investir também na rota inversa, permitindo que clientes de todo o Brasil utilizem a cabotagem como meio para realizarem parcerias comerciais que cruzem o país nas duas vias (Norte-Sul e Sul-Norte)”, comenta José Roberto Duque, Head Comercial da Aliança.

Exemplo disso é uma grande multinacional de alimentos que atua no Brasil, referência no segmento snacks. Ao aderir à integração logística, aliando a cabotagem aos transportes rodoviário e ferroviário para o movimento de matéria-prima do interior de São Paulo para sua fábrica no Nordeste, este cliente da Aliança obteve benefícios significativos para o seu negócio. Diminuiu o volume de avarias decorrentes do serviço de transporte puramente rodoviário em até 90%, melhorou a rastreabilidade de sua carga, além de contar com redução nos custos logísticos porta-a-porta na ordem de 20% a 30%, o que possibilitou também a diminuição de 10% a 15% no valor do seu produto final.

Outra facilidade que mais uma vez reafirma o posicionamento inovador da Aliança, centrado na experiência de excelência dos seus clientes, é o Portal Cotação Online, plataforma digital que redefine a experiência e a jornada de compra, ao permitir a realização de cotações de serviços logísticos em questão de minutos. A partir de um processo 100% online, fácil e intuitivo, os usuários conseguem ajustar parâmetros conforme o modal desejado, como rota, tipo de equipamento e mercadoria. Além disso, a ferramenta ainda possibilita orçamentos “porta-a-porta” com total transparência e visibilidade dos custos envolvidos, oferecendo agilidade, eficiência e flexibilidade para atender às necessidades específicas de cada operação.

Fonte: Datamar News

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“Produção publicitária do Brasil bate recorde de exportação em 2024”

País exportou US$ 54,7 milhões em produções publicitárias, alta de 7% em relação a 2023; previsão para 2025 é repetir o desempenho do ano passado.

Brasil bate recorde de exportações de produções publicitárias em 2024, chegando a US$ 54,7 milhões — 7% a mais que em 2023. Os dados foram divulgados pela FilmBrazil, plataforma de internacionalização da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (APRO).

Os números vêm sendo acompanhados desde 2017 em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Segundo Marianna Souza, presidente da APRO e gestora executiva da FilmBrazil, o recorde reflete uma combinação de qualidade reconhecida internacionalmente, receptividade global ao conteúdo audiovisual brasileiro e um câmbio favorável.

As expectativas para 2025 são de repetir os resultados de 2024, apesar do forte momento vivido pelo Brasil após a vitória do Oscar de Melhor Filme Internacional com “Ainda Estou Aqui”. A projeção cautelosa se deve principalmente aos Estados Unidos — principal mercado de exportação de projetos publicitários do Brasil em 2024, com 18% —, que desencadearam um conflito comercial global ao impor novas tarifas sobre produtos importados.

“A decisão do presidente Trump acendeu um sinal amarelo para o setor. No entanto, como o Brasil tende a favorecer o diálogo, acredito que a perspectiva de longo prazo continua positiva. Podemos enfrentar obstáculos no curto prazo, mas podemos ganhar participação de mercado lá na frente,” disse Marianna Souza ao Valor.

Ela acrescentou que a incerteza quanto aos orçamentos de publicidade já começa a aparecer. As marcas começaram a perceber que a demanda dos EUA pode encolher, o que as leva a questionar se vale a pena manter os investimentos publicitários planejados para o ano.”

Para mitigar possíveis impactos, a APRO planeja estreitar laços com países asiáticos e ampliar as exportações para a região. No entanto, a competitividade ainda é um obstáculo. Diferente de países como o Uruguai, o Brasil não oferece reembolsos fiscais aos produtores, o que encarece as produções brasileiras. “Falta esse tipo de incentivo,” observou Marianna. Outro desafio é a ausência de regulamentação para plataformas de streaming no país.

Marianna elogiou a abordagem estratégica de longo prazo da Coreia do Sul. Há pouco tempo, poucas pessoas conheciam a cultura coreana. Aí veio o Oscar de Parasita, e hoje seguimos seus dramas e bandas de pop. A produção audiovisual deve ser tratada como uma política de Estado, pois impulsiona o crescimento econômico.”

Fonte: Valor International

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Logística, Mercado Internacional, Negócios

Svitzer apresenta whitepaper sobre novo rebocador TRAnsverse

A Svitzer divulgou um white paper confirmando a superioridade de seu novo rebocador TRAnsverse. Segundo os dados apresentados, o TRAnsverse pode revolucionar os serviços de reboque em portos e terminais.

Com seu design revolucionário, o rebocador TRAnsverse da Svitzer aprimora significativamente a manobrabilidade e as capacidades de reboque. Em modos dinâmicos, o TRAnsverse amplia sua capacidade operacional em cerca de 50% em comparação a rebocadores ASD de tamanho semelhante ou maior. Além disso, o TRAnsverse demonstrou um ganho de eficiência de combustível de 15%, permitindo a realização de uma variedade mais ampla de tarefas de forma mais rápida e eficiente.​

Kasper Karlsen, Diretor de Operações da Svitzer, afirmou que “o TRAnsverse tem o potencial de transformar os serviços de reboque em portos e terminais, abordando desafios comuns como congestionamento portuário, aumento no tamanho dos navios e condições climáticas extremas. Ele destacou que o rebocador pode realizar todos os tipos de manobras diárias dos navios com maior rapidez e eficácia, contribuindo para a redução de atrasos nos portos e impactos nas cadeias de suprimentos”.

Daniel Cohen, presidente da Svitzer no Brasil, ressalta que a inovação no setor portuário ganha um novo capítulo com o rebocador TRAnsverse. “Esse modelo oferece uma manobrabilidade inédita. A alta demanda portuária traz uma pressão maior por escalas mais curtas e operações mais eficientes nos portos. Ao mesmo tempo, o tamanho das embarcações aumentou, enquanto as áreas portuárias permaneceram as mesmas — gerando a necessidade de empregar mais potência nas mesmas áreas de operação. É nesse cenário desafiador que o rebocador TRAnsverse se destaca como uma solução tecnológica pronta para atender às novas demandas dos portos modernos. Estamos ansiosos para em um futuro próximo testar essa tecnologia no Brasil”.

O design do rebocador TRAnsverse representa um avanço significativo na engenharia de rebocadores. Suas capacidades operacionais são baseadas em diversas características de design distintas que o diferenciam de outros modelos, permitindo-lhe manobrar e operar de maneiras únicas. A Svitzer, em colaboração com o estaleiro naval Robert Allan Ltd., patenteou o design do TRAnsverse.

Forças de tração nos métodos de reboque direto e indireto: O TRAnsverse gera forças de tração superiores em uma ampla faixa de velocidades durante as manobras de chegada e partida, reduzindo o tempo e o consumo de combustível necessários para atingir a taxa de curva (ROT) desejada para o navio assistido. O rebocador é capaz de produzir forças aproximadamente 50% maiores do que um ASD de tamanho e potência de motor comparáveis, tanto em reboque direto quanto indireto.

Empurrar e deslocar lateralmente: A capacidade de empurrar e deslocar lateralmente sob a flare permite ao TRAnsverse realizar essas manobras de forma mais eficiente, economizando tempo e combustível. Além disso, o rebocador pode realizar empurrões laterais eficazes em toda a faixa de velocidades, até 10 nós, respondendo prontamente aos comandos do prático e mantendo-se na posição adequada para empurrar sem perder tração, onde um ASD teria dificuldade para se manter no costado com essa velocidade.

Manobrabilidade: A maior manobrabilidade do TRAnsverse reduz a potência necessária para posicioná-lo durante as operações, contribuindo para a eficiência geral. ​

Força hidrodinâmica: O design aprimorado permite ao TRAnsverse utilizar forças hidrodinâmicas de maneira mais eficaz durante o reboque, proporcionando forças adicionais durante a frenagem. Ele pode gerar forças hidrodinâmicas utilizáveis a velocidades mais baixas do que os designs de rebocadores predominantes. ​

Capacidade de Transição: O TRAnsverse oferece melhor capacidade de transição, como durante o reboque direto ao mudar de uma posição de 6 para 3 horas, exigindo menos potência, tempo e combustível em comparação com outros designs de rebocadores. ​

Fonte: Datamar News

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Agricultura, Agronegócio, Internacional, Logística, Mercado Internacional, Negócios

São Paulo lidera exportações do agro e fecha primeiro trimestre com superávit de US$ 4,9 bilhões

Café, laranja e carnes registraram importante aumento nas exportações

No primeiro trimestre de 2025, o agronegócio paulista manteve um desempenho expressivo no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 4,90 bilhões. Embora o valor represente uma redução de 19,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado reafirma a relevância do setor para a economia estadual. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$ 6,40 bilhões — ainda que 14,6% inferiores ao registrado em 2024 — e de importações que totalizaram US$ 1,50 bilhão, com crescimento de 9,5% na comparação interanual.

“Esse resultado mostra que temos uma base produtiva forte, inovadora e diversificada, capaz de sustentar bons resultados mesmo diante de oscilações pontuais de mercado”, afirma Guilherme Piai,  secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A análise foi elaborada pelo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril,  e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, e mostra que a participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado no primeiro trimestre de 2025 foi de 41,7%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,8% do total estadual.

Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos de produtos exportados foram:

●   Complexo sucroalcooleiro: responsável por 25,8% do total exportado pelo agro paulista, US$ 1,654 bilhão, sendo que o açúcar representou 88,7% e o etanol, 11,3%.

●     Setor de carnes: equivalente a 13,9% das vendas externas do setor, totalizando US$ 887,91 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,5%.

●     Grupo de sucos: responde por 13,5% de participação, somando US$ 863,07 milhões, dos quais 98,2% correspondem ao suco de laranja.

●     Produtos florestais: representam 11,9% do volume exportado, com US$ 758,98 milhões, com celulose representando 55,1% e papel 35,5%.

●     Complexo soja: participa com 7,9% do total exportado, registrando US$ 507,27 milhões, sendo 81,7% soja em grãos.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 7,3% de participação na pauta de exportações, com US$ 465,75 milhões, sendo 73,4% café verde e 23,1% de café solúvel.

Vale destacar que no período observado as variações de valores apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+67,2%), sucos (+37,5%), carnes (+25,0%) e florestais (+6,0%), e quedas nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-50,5%) e complexo soja (-17,9%).

Principais destinos do Agronegócio Paulista

●  China: representa 19,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja (29%), carnes (28%) e florestais (23%);

● União Europeia: tem 16,4% de participação, sendo os principais itens sucos (37%), café (17%) e produtos florestais e vegetais (11%, cada);

●  Estados Unidos: somam 15,9% de participação, comprando sucos (40%), carnes (15%), produtos de origem animal (9,5%), florestais (8,8%) e café (8,6%).

Destaca-se, ainda, que em comparação ao mesmo período do ano anterior, São Paulo registrou 12,6% de retração nas vendas para a China, mas em contrapartida houve aumento expressivo de 34,4% nas exportações para a União Europeia e de 27,7% para os Estados Unidos.

Participação paulista no agro nacional

No cenário nacional, o agronegócio paulista manteve posição de destaque, respondendo por 16,9% das exportações do setor no Brasil. São Paulo lidera o ranking nacional, seguido por Mato Grosso (15,7%) e Minas Gerais (11,9%), este último com forte desempenho nas exportações de café.

Desempenho do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro, por sua vez, apresentou crescimento nas exportações, que atingiram US$ 37,83 bilhões no primeiro trimestre de 2025, aumento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações somaram US$ 5,18 bilhões, com alta de 11,9%.

Com esses resultados, o saldo da balança comercial do setor alcançou superávit de US$ 32,65 bilhões, crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2024. O desempenho do agronegócio segue sendo fundamental para conter o déficit comercial gerado pelos demais setores da economia brasileira.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Brasil e Bolívia iniciam etapa final para implementação do Certificado de Origem Digital

Brasil e Bolívia iniciam, nesta segunda-feira (14/4), um plano-piloto para a implementação do Certificado de Origem Digital (COD), que vai modernizar e facilitar o comércio bilateral. Esta é a etapa final de testes que antecede a implementação definitiva do COD, prevista para o segundo semestre de 2025.

A digitalização do processo de certificação, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), representa um marco na desburocratização do comércio bilateral, reduzindo custos operacionais e acelerando o tempo de emissão dos certificados, que hoje, nas relações entre Bolívia e Brasil, dependem de documentação física.

“A facilitação do comércio é uma prioridade do governo brasileiro. Com a adoção do COD, o comércio entre Brasil e Bolívia ganhará maior fluidez, beneficiando as empresas e os consumidores”, afirmou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. “Essa é mais uma medida que demonstra os esforços contínuos para tornar os processos mais ágeis e menos onerosos para o nosso comércio exterior”, completou Alckmin, lembrando que a Bolívia passou a integrar o Mercosul desde julho de 2024.

O certificado de origem é necessário para que os exportadores se beneficiem das condições de acesso preferencial ao mercado do país de destino, tais como redução ou eliminação de tarifas. No caso de Brasil e Bolívia, essa possibilidade está presente no Acordo de Complementação Econômica nº 36.

O COD atende a rígidos padrões de segurança e proporciona ao comércio exterior maior confiabilidade. As assinaturas digitais, contidas neste documento, garantem autenticidade quanto à autoria e integridade do conteúdo. Ou seja, o COD diminui riscos de fraude e facilita a verificação da autenticidade do documento.

Além disso, com a substituição dos documentos em papel por procedimentos eletrônicos nas exportações e importações entre os dois países, estima-se uma redução no tempo de emissão de 48 horas para apenas 2 horas e uma diminuição de 95% no custo do processo.

O plano-piloto tem como principal objetivo identificar eventuais ajustes necessários para garantir o pleno funcionamento do sistema, além de permitir que exportadores e importadores se familiarizem com os procedimentos eletrônicos de emissão e recepção do COD.

Para a Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, essa iniciativa reforça o compromisso do Brasil com a modernização e a simplificação de procedimentos comerciais. “A implementação do Certificado de Origem Digital com a Bolívia demonstra nosso empenho contínuo em facilitar o comércio, promovendo maior eficiência, segurança e competitividade para as empresas brasileiras”, destacou.

Desde 2024, têm sido intensificados os esforços para a plena incorporação da Bolívia ao Mercosul. A adesão do país representa um passo importante para o fortalecimento da integração regional, ampliando o alcance e o potencial econômico do bloco.

Fonte: Informativo dos Portos

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Técnicos dos EUA vêm ao Brasil inspecionar frigoríficos em maio

Auditoria será uma missão técnica de rotina, afirma Abiec

Alguns frigoríficos do Brasil vão receber vistoria dos EUA em maio e, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), trata-se de uma missão técnica de rotina.

A entidade esclarece que a auditoria anunciada pelo FSIS, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, é prevista no processo de equivalência entre os sistemas de inspeção dos dois países.

Desde a reabertura do mercado em 2017, o Brasil já foi auditado em 2017, 2019, 2020 e 2022 — sem qualquer relação com medidas punitivas ou episódios de não conformidade.

A ação ocorre, em média, a cada dois anos, com foco na verificação de procedimentos técnicos e laboratoriais, como parte do protocolo de manutenção do comércio entre os países.

“O setor recebe com total transparência e naturalidade mais essa etapa e reforça sua confiança na solidez do sistema brasileiro de inspeção e no compromisso com padrões internacionais de qualidade e segurança alimentar”, disse a Abiec, em nota.

Fonte: Globo Rural

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Porto de Itajaí: 100 dias de federalização

Entre os resultados obtidos entre janeiro e abril estão o aumento do faturamento, da arrecadação e estabilidade para trabalhadores

O Porto de Itajaí completou nesta semana os primeiros 100 dias sob gestão do Governo Federal, após o processo de federalização. De acordo com o superintendente João Paulo Tavares Bastos, os resultados iniciais superaram as expectativas, com destaque para o crescimento expressivo no faturamento, o retorno da arrecadação de impostos ao município e a valorização dos trabalhadores portuários.

Vinculado atualmente à Autoridade Portuária de Santos, que é ligada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, o Porto de Itajaí registrou um faturamento de R$ 50 milhões no período, com um aumento de 125% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

“Hoje o Porto de Itajaí está forte e ‘bombando’ com navios de carga chegando a todo momento. Isso significa melhora na economia da cidade. Além disso, tivemos a melhor temporada de cruzeiros da história. Está claro que a federalização foi positiva, diferente do que diziam as fake news”, afirmou o superintendente.

Outro impacto direto foi o retorno da arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços) ao município, totalizando R$ 900 mil pagos em 100 dias. O valor representa um reforço importante ao orçamento da prefeitura, que pode investir em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Estabilidade e valorização dos trabalhadores

A federalização também garantiu a manutenção dos empregos e salários de 74 servidores efetivos, que antes estavam sob responsabilidade da prefeitura. Agora, a folha mensal de R$ 2 milhões é custeada pela União, por meio da Autoridade Portuária de Santos.

Além disso, após 29 anos, foi anunciado um novo processo seletivo para contratação de 122 trabalhadores portuários avulsos, em parceria com o Órgão de Gestão de Mão de Obra (OGMO). O edital deve ser lançado em maio.

“Retomamos a relação com os trabalhadores, com reuniões semanais para ouvir suas demandas. Essa escuta ativa é essencial para uma gestão mais humana e eficiente”, destaca João Paulo.

A nova gestão também se responsabilizou pela quitação da dívida de R$ 48 milhões da dragagem, bem como pela manutenção do calado, fundamental para a operação do complexo portuário. A obra da dragagem de manutenção do canal de acesso também está em andamento, com previsão de publicação do edital de concessão ainda este ano.

Entre os projetos futuros está a construção de um píer turístico ao lado da Marejada, com recursos garantidos do Governo Federal. A proposta é melhorar a estrutura de recepção aos cruzeiros e ampliar o fluxo de turistas.

Outro avanço foi a criação de uma comissão nacional para acelerar a tramitação do projeto de lei que cria a Docas de Itajaí, além de uma portaria específica para acompanhar o processo de remoção do casco do navio Pallas, que está soçobrado no pontal da barra há mais de 120 anos. O projeto, avaliado em R$ 400 mil, é considerado essencial para a chegada de navios de maior porte, tornando o porto mais competitivo.

Com o pagamento de impostos ao município retomado, parte do valor poderá ser revertida para projetos culturais através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), organizada pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais.

Fonte: SC Todo Dia

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Exportações da China disparam antes das tarifas

As duas maiores economias do mundo se dirigem a um divórcio que deverá se desenrolar ao longo de 2025 e mais além, depois de um mês em que as exportações da China deram um salto enorme e seu superávit comercial total chegou a quase US$ 103 bilhões.

Esse fluxo comercial cada vez mais desequilibrado é um dos problemas que o presidente dos EUA, Donald Trump, diz estar tentando resolver com suas tarifas sobre a China, que provocaram as medidas de retaliação cada vez maiores agora se transformando em uma guerra comercial.

Embora Trump tenha isentado – pelo menos por agora – muitos bens eletrônicos de consumo populares de suas tarifas de 125% sobre produtos fabricados na China, Pequim descreveu isso como um “pequeno passo” e conclamou os EUA a darem um“grande passo” para aliviar as tensões comerciais. O impasse entre ambos já vem remodelando o comércio mundial. As remessas da China para o Sudeste Asiático, por exemplo, alcançaram em março patamares próximos aos maiores da história.

A antecipação de envios antes dos grandes aumentos de tarifas impostos por Trump contra a China em abril também contribuiu para o que provavelmente foi o último boom no comércio com os EUA. Em março, o superávit comercial da China com os EUA representou mais 25% de seu total.

As exportações totais em março, em dólar, superaram as previsões e cresceram 12,4% na comparação anual, informou a agência alfandegária da China ontem, revertendo uma queda de 3% em fevereiro.

China e EUA passaram as últimas semanas presos em uma guerra comercial cad avez maior, com ambos os lados adicionando mais tarifas e barreiras ao comércio.Cada país aguarda que o outro tome a iniciativa: Trump disse estar “esperando” por uma ligação de Pequim, enquanto autoridades chinesas dizem repetidamente estar abertas a negociar, mas que não serão intimidadas a conversar.

“Para que se rompa o impasse, podem ser necessários alguns contatos intermediários privados”, disse Song Hong, vice-diretor do Institute of Economics at the Chinese Academy of Social Sciences, um importante centro de estudos governamental. “É impossível que a China venha a se submeter à intimidação dos EUA como alguns parceiros comerciais menores. Práticas irracionais, como as tarifas adicionais impostas, precisam ser eliminadas ou reduzidas para que se volte ao caminho do diálogo racional.”

As consequências do rompimento econômico dos EUA com a China provavelmente começarão a se materializar a partir de abril, com poucos sinais de que qualquer um dos lados esteja disposto a recuar e reduzir suas tarifas. Na semana passada, o Ministério do Comércio da China considerou o uso pelo governo Trump das altas tarifas – em níveis economicamente sem sentido – como uma “piada”.

Embora a perspectiva de um degelo pareça distante, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse no domingo no programa “This Week” da rede de TV americana ABC que já houve “abordagens amenas” dos dois lados, por meio de intermediários. “Todos esperamos que o presidente dos EUA e o presidente Xi da China resolvam isso”, disse.

O comentário de Lutnick estava entre os assuntos mais comentados na plataforma de relacionamento social on-line Weibo, que é parecida ao X, ontem à tarde, tendo atraído mais de 40 milhões de visualizações. Enquanto alguns usuários diziam que os EUA estão procurando uma saída, outros caçoavam das constantes mudanças deTrump em relação à China.

Mas para as empresas o tempo é curto demais para correr riscos.

Em março, muitas empresas provavelmente anteciparam pedidos para se adiantar às tarifas. Além disso, os dados mais recentes indicam que as empresas reorientaram as remessas para países do Sudeste Asiático. As exportações da China para a região atingiram o segundo maior nível já registrado.

Confira abaixo os principais produtos importados da China pelo Brasil em 2025. Os dados são do DataLiner:

Principais produtos importados da China | 2025 |  TEUs

Nesta semana, o presidente Xi Jinping faz sua primeira viagem internacional do ano, visitando países do Sudeste Asiático, como o Vietnã. Em março, as exportações para o Vietnã e a Tailândia atingiram quantias recorde e as para os EUA superaram os US$ 40 bilhões, um aumento de 9% na comparação anual, depois de terem caído em fevereiro.

Fonte: Datamar News

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