Comércio Exterior, Economia, Logística, Notícias

Brasil acelera na eletromobilidade: mercado bate recordes e Porto de Itajaí se firma como novo hub logístico de veículos elétricos

O mercado de veículos eletrificados no Brasil vive um momento histórico. Em maio de 2025, o país registrou o maior volume de vendas do setor, com 21.397 unidades emplacadas, o que representa 10% de todos os veículos vendidos no mês. O crescimento foi de 59% em comparação ao mesmo período de 2024 — um marco na transição energética da mobilidade nacional. 

Enquanto os modelos elétricos ganham as ruas, os portos brasileiros assumem um papel estratégico nessa transformação. Um dos grandes protagonistas dessa nova fase é o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, que vem consolidando sua vocação para cargas de alto valor agregado. A operação histórica realizada no início de junho, que movimentou 7.292 veículos elétricos e híbridos da montadora chinesa BYD, não apenas marcou a maior descarga de veículos já registrada em uma única escala no Brasil, como também simbolizou o reposicionamento do porto no cenário do comércio exterior. 

Expansão dos elétricos e protagonismo chinês 

Com os veículos 100% elétricos superando os híbridos nas vendas (7.351 vs. 6.456 unidades), o Brasil aponta uma mudança concreta no perfil de consumo automotivo. A preferência por modelos que dispensam o uso de combustíveis fósseis é reflexo da busca por sustentabilidade e economia a longo prazo. A BYD, uma das maiores montadoras do mundo, vem liderando essa virada com modelos como o Dolphin Mini e o Song Pro, que têm conquistado o consumidor brasileiro com tecnologia embarcada, preços competitivos e autonomia energética. 

As marcas chinesas já representam 8,8% do mercado automotivo nacional, e seguem em trajetória ascendente. Além da BYD, empresas como a Great Wall Motors (GWM) têm ampliado suas operações e oferta de modelos adaptados ao perfil do consumidor latino-americano. 

Itajaí na rota dos elétricos: logística eficiente e valor agregado 

A operação realizada com o navio BYD Shenzhen reposiciona o Porto de Itajaí no mapa da logística internacional. Foram quatro dias de desembarque ininterrupto, com uso de guindastes móveis (MHC) e planejamento minucioso de stowage para garantir máxima eficiência no sequenciamento das cargas Ro-Ro. 

Com um modelo logístico plug-and-play, o terminal se destacou pelo alto índice de produtividade de píer, apoio de rebocadores, amarração contínua e escoamento rodoviário rápido dos veículos para centros de distribuição espalhados por todo o país. A operação seguiu rigorosos padrões de compliance e fortaleceu o elo entre operadores logísticos, autoridades portuárias e montadoras. “Essa foi a maior operação de veículos já realizada em uma única escala no Brasil. É a prova de que o Porto Federalizado de Itajaí voltou a ser referência em eficiência logística e geração de valor”, afirma o superintendente João Paulo Tavares Bastos. 

O impacto da operação se estende a despachantes aduaneiros, operadores portuários, empresas de seguro, transportadoras e concessionárias. Com o desembarque em Itajaí, a cadeia logística dos elétricos ganha um novo ponto de apoio estratégico na Região Sul. 

Vendas diretas e novo perfil de consumo 

Outro fator que impulsiona esse cenário é o crescimento das vendas diretas — voltadas a locadoras, frotistas e empresas — que já representam 50,1% dos emplacamentos no Brasil. Montadoras adaptam suas estratégias a esse novo modelo, oferecendo condições específicas para atender o setor corporativo, um dos maiores impulsionadores da eletromobilidade. 

Futuro elétrico: Brasil no caminho da transição energética 

A tendência é clara: com o avanço da infraestrutura de recarga, incentivos à produção local e maior oferta de modelos acessíveis, o Brasil se posiciona como um dos mercados mais promissores da América Latina para veículos elétricos. Portos como o de Itajaí, com capacidade técnica e localização estratégica, assumem papel central na cadeia global de fornecimento automotivo. 

A operação da BYD em Itajaí é mais do que um desembarque recorde — é o sinal de que a eletromobilidade chegou para ficar. E o Brasil, finalmente, começa a acelerar na direção certa. 

TEXTO: DA REDAÇÃO 

FONTES:  

terrabrasilnoticias.com 

portoitajai.com.br 

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Importação

Brasil abre investigação de dumping em importação de aço de Alemanha e Japão

A Secretaria de Comércio Exterior abriu investigação para averiguar a existência de dumping nas importações de folhas metálicas de aço carbono vindas da Alemanha, do Japão e dos Países Baixos. A informação foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no Diário Oficial desta segunda-feira.

O dumping é uma prática considerada predatória, que consiste em vender produtos em outros países por um preço inferior ao praticado no próprio mercado, podendo até mesmo ser comercializado abaixo do custo de produção. A prática tende a prejudicar a competitividade da indústria local.

O documento informou que o objetivo é analisar provas colhidas entre julho de 2023 e junho de 2024, com o chamado “período de análise de dano” de cinco anos, entre julho de 2019 e junho de 2024.

Aumento de tarifas americanas e impacto nas exportações brasileiras

Ao mesmo tempo, o Brasil deve enfrentar mais uma barreira para entrar no mercado americano: o aumento de preços do metal. Isso porque, na última sexta-feira, o presidente Donald Trump anunciou que aumentará as tarifas sobre importação de aço nos EUA de 25% para 50%, afirmando que a medida ajudará a proteger os trabalhadores da indústria siderúrgica americana.

O aumento, que deve entrar em vigor ainda esta semana, foi informado durante evento na siderúrgica U. S. Steel, onde Trump promoveu um acordo entre a icônica empresa americana e a japonesa Nippon Steel.

O anúncio acontece no momento em que representantes da metalurgia brasileira tentam avaliar o impacto da sobretaxa de 25% que entrou em vigor em março. Executivos dos setores de aço e alumínio admitem que o clima é de incerteza e apreensão, buscando, via governo brasileiro, flexibilização da medida junto ao governo americano.

Os Estados Unidos são o principal destino internacional do aço brasileiro e o segundo do alumínio. Em 2024, o Brasil exportou 4,08 milhões de toneladas de aço para os EUA, o que representou 42,6% do volume exportado pelo país, gerando US$ 2,99 bilhões, 39,2% da receita das exportações siderúrgicas. O Brasil foi o segundo maior exportador para os EUA, atrás apenas do Canadá.

Fonte: Exame 

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Brasil bate recorde trimestral nas exportações da piscicultura

A receita dos exportadores foi de US$ 18,5 milhões em pescado de cultivo, um crescimento de 112%

A piscicultura brasileira segue batendo recordes de exportação. Depois de fechar 2024 com o dobro de embarques em relação a 2023, o setor registrou, de janeiro a março deste ano, o maior valor para um trimestre.

A receita dos exportadores foi de US$ 18,5 milhões em pescado de cultivo, um crescimento de 112% em relação ao mesmo período de 2024. Também houve um salto no volume exportado, que atingiu 3.938 toneladas, uma alta de 89%.

A tilápia segue liderando com folga as exportações. No primeiro trimestre de 2025, a espécie movimentou US$ 17 milhões, o que representa 92% de todo o valor exportado pelo setor. Em comparação com o mesmo período de 2024, o crescimento foi de 105%.

Em volume, foram exportadas mais de 3.455 toneladas de tilápia, o equivalente a cerca de 72 mil carrinhos de supermercado cheios de peixe, considerando uma média de 50 kg por carrinho.

O curimatá, com US$ 580 mil em exportações e aumento de 333%, foi o destaque entre as espécies nativas, seguido pelo tambaqui, que alcançou US$ 479 mil exportados no trimestre. Os dados são da plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Os Estados Unidos continuaram na posição de maior importador da piscicultura brasileira no primeiro trimestre de 2025, com US$ 16,3 milhões, ou seja, 88% do total. Peru foi o segundo principal destino, com 7%, tendo importado principalmente peixes nativos. Canadá (2%), China (1%) e Japão (1%) foram os outros destinos.

No trimestre, o Brasil passou a ser o terceiro maior exportador de tilápia para os Estados Unidos, deixando para trás Indonésia e Colômbia.

Apesar de manter a posição de maior estado exportador de tilápia com US$ 8,3 milhões no trimestre, o Paraná teve uma redução de 80% no primeiro trimestre de 2024 para 49% neste ano. Já São Paulo triplicou sua participação, passando de 12% em 2024 para 36% nesse trimestre.

Em nota, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, disse que os resultados são reflexo de um esforço contínuo do governo federal para fortalecer o setor e abrir novos mercados internacionais.

“Ao mesmo tempo, avançamos em frentes estruturantes, como o licenciamento ambiental da aquicultura. Estamos celebrando novas cessões de uso em águas da União e oferecendo segurança jurídica para que os produtores possam crescer com regularidade e responsabilidade.”

Fonte: Globo Rural


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Industria

Indústria do Brasil contrai em maio pela 1ª vez em 17 meses, mostra PMI

O PMI de indústria do Brasil caiu a 49,4, nível mais baixo desde dezembro de 2023 e indicando deterioração das condições operacionais

atividade industrial do Brasil registrou contração em maio pela primeira vez em 17 meses, afetada pela fraqueza da demanda, embora a confiança ainda permaneça elevada, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI).

Divulgado nesta segunda-feira (2), o PMI de indústria do Brasil, compilado pela S&P Global, caiu em maio a 49,4, nível mais baixo desde dezembro de 2023 e indicando deterioração das condições operacionais. Em abril, o indicador estava em 50,3. O nível de 50 separa crescimento de contração.

O levantamento apontou que maio registrou níveis mais baixos de novas encomendas e de produção em relação a abril. A queda na produção foi a primeira em quatro meses e a mais intensa desde julho de 2023.

Os fabricantes brasileiros também notaram queda nas encomendas de exportação em maio, ainda que menos intensa do que em abril. Houve particularmente vendas menores para clientes da América do Sul e dos Estados Unidos.

Ainda assim, expectativas de que as condições adversas terão vida curta impulsionaram a confiança e sustentaram a criação de empregos no setor em maio.

Os fabricantes melhoraram suas perspectivas de crescimento em maio e o nível de sentimento positivo foi o mais forte em nove meses, depois de ter marcado o menor patamar em cinco anos em abril.

As empresas apostam que aquisições, lançamentos de novos produtos, contratações e investimentos em tecnologia darão suporte à produção ao longo dos próximos 12 meses.

Isso, aliado aos lançamentos programados de novos produtos, ajudaram na criação de empregos, que aumentaram pelo 22º mês seguido, no ritmo mais forte desde fevereiro.

“Embora as empresas estivessem mais otimistas, o setor industrial segue em uma posição delicada. Se a tendência de demanda fraca persistir, corremos o risco de ver o setor cada vez mais pesando sobre o desempenho econômico”, alertou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

Em relação à inflação, os aumentos foram mais fracos tanto dos custos de insumos quanto dos preços de produção.

A taxa de inflação dos preços dos insumos foi a mais fraca em 14 meses, com os entrevistados citando apreciação do real contra o dólar e maior oferta de produtos chineses. Houve relatos de preços mais baixos de alumínio, alguns alimentos, petróleo, resinas e zinco.

A competição forte e o encolhimento do mercado, aliados à redução das pressões de custos, ajudaram a conter a inflação de produtos industriais em maio, com a taxa de inflação marcando o ritmo mais lento desde março de 2024.

Fonte: CNN Brasil


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Comércio, Exportação

Brasil dá passo decisivo para transformar bioinsumos em produto tipo exportação

Parceria entre ApexBrasil e CropLife Brasil quer posicionar o país como referência global em soluções tecnológicas baseadas na natureza 

Foi formalizada na terça-feira (27), uma iniciativa estratégica para consolidar a posição do Brasil como protagonista mundial na oferta de soluções agrícolas baseadas na natureza. O Projeto Bioinsumos do Brasil é resultado de uma parceria entre Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a CropLife Brasil e tem o objetivo de fortalecer a presença das empresas brasileiras do setor no mercado internacional.  

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou o gesto histórico que inaugurou o projeto. “Uma parceria entre governo e indústria que sempre foi profícua e no caso dos bioinsumos tem tudo para crescer. É um momento oportuno o qual discutimos eventos climáticos e essa é uma pauta que tem a ver com o nosso ambiente. A busca por bioinsumos sempre esteve presente no nosso país e essa conexão com a natureza é fundamental. A agricultura do Brasil está fadada a encarar esses desafios e iniciativas como essas precisam florescer,” afirmou Viana. 

Segundo levantamento da CropLife Brasil, em parceria com a Blink, a taxa média de adoção de bioinsumos no país subiu de 23% para 26% da área plantada nacional. O setor mantém um ritmo de crescimento acelerado, com uma média de 22% ao ano nos últimos três anos, desempenho quatro vezes superior à média global. 

O diretor-presidente da CropLife Brasil destacou a liderança do país na produção da tecnologia. “O Brasil é uma das agriculturas mais competitivas do mundo e a maior agricultura tropical. Nesse contexto, temos um imenso potencial de exportar bioinsumos produzidos aqui, com 90% da matéria-prima nacional. De mil produtos registrados, metade foram nos últimos três anos. Então é um momento decisivo para dar início a esse projeto. A estimativa é que na próxima década o Brasil represente ⅓ dos bioinsumos do planeta e nós vamos levar os benefícios que o país tem com esse produto para o mundo,” declarou Leão. 

Na última safra, o mercado de proteção de cultivos, tanto de biológicos como de químicos, cresceu 7%. O segmento de bioinsumos avançou mais de 35% consolidando-se como uma das tecnologias de maior expansão no agronegócio brasileiro. 

A expansão do mercado brasileiro é sustentada por três pilares fundamentais: qualidade técnica dos produtos, competitividade econômica e aderência crescente às práticas de produção de baixo impacto ambiental exigidas tanto no mercado interno quanto no mercado internacional. 

O secretário de Descarbonização e Economia Verde do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Rodrigo Rollemberg, destacou a oportunidade para o setor: “É um projeto importante para falar ao público externo sobre o que é a agricultura brasileira de verdade, que tem a legislação ambiental mais avançada do mundo, que tem tecnologia e agora tem bioinsumos, com os quais podemos inverter a lógica de dependência de insumos, com redução de custos e sustentabilidade. É uma grande oportunidade de mudar a imagem da nossa agricultura na COP este ano no Brasil,” apontou Rollemberg. 

Produto tipo exportação 

O Brasil conta hoje com mais de 170 empresas produtoras de bioinsumos, responsáveis por um portfólio que já ultrapassa mil produtos registrados, consolidando o país como um polo de excelência no desenvolvimento de soluções agrícolas sustentáveis aplicadas à agricultura tropical. 

O projeto contempla uma série de ações, como participação em feiras internacionais, realização de rodadas de negócios, missões comerciais, promoção institucional e estudos de mercado. O primeiro passo é o desenvolvimento da marca institucional do projeto. 

Com um mercado em expansão, que registrou crescimento de 13% na utilização de bioinsumos na safra 2024/2025 — 156 milhões de hectares tratados —, o país mira agora os mercados internacionais com o Projeto Bioinsumos do Brasil. 

Desafio e oportunidade global 

O lançamento do projeto ocorre em um ambiente de grandes desafios para a agricultura global, marcado por mudanças climáticas, busca por modelos produtivos mais eficientes e demanda crescente por alimentos produzidos de forma sustentável. 

A estratégia do projeto prevê atuação prioritária nos mercados dos países vizinhos produtores agrícolas na América Latina, além de Estados Unidos e Europa. 

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luís Rua, destacou a iniciativa como mais uma oportunidade de comércio agrícola brasileiro: “(Iniciativa) Inovadora, sustentável e em linha com as demandas do século 21. Já somos produtores de commodities, produtos industrializados e passaremos a ser também de insumos. Esse é o trabalho de criar negócios e diversificar nossa pauta exportadora. E bioinsumos é o futuro da nossa agricultura,” declarou Rua. 

Sobre o Projeto Bioinsumos do Brasil 

O Projeto Bioinsumos do Brasil é uma iniciativa da ApexBrasil, em parceria com a CropLife Brasil, que tem como objetivo posicionar o país como referência global na produção e exportação de bioinsumos. A proposta é fortalecer a presença internacional das empresas brasileiras do setor, destacando os diferenciais competitivos e a liderança do Brasil em tecnologias sustentáveis aplicadas à agricultura. A iniciativa busca promover os bioinsumos brasileiros no mercado externo, ampliar a inserção das empresas em novos mercados, gerar oportunidades de negócios e investimentos em bioeconomia e consolidar a imagem do país como polo de soluções baseadas na natureza (SBNA) para a agricultura. 

Fonte: ApexBrasil

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Comércio Exterior, Exportação

Feijão: Brasil bate recorde nas exportações

O Brasil acaba de registrar um marco histórico: entre maio de 2024 e abril de 2025, foram exportadas mais de 400 mil toneladas de feijões, movimentando mais de R$ 2 bilhões e consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de pulses — grupo que inclui também ervilhas, lentilhas e grão-de-bico.

Esse recorde foi coroado com um reconhecimento importante: o prêmio de Sustentabilidade entregue pelo Global Pulse Confederation (GPC), em Singapura, ao projeto Pulse Day. Criado pelo Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (Ibrafe), o Pulse Day conecta produtores às últimas inovações, incentivando-os por meio de conhecimento, aproximando a pesquisa do campo e promovendo práticas mais eficientes e sustentáveis.

Por trás desses números, está uma trajetória de décadas. O Brasil, que no passado exportava apenas três cultivares de feijão, hoje atende mais de 75 países com mais de 20 variedades — resultado do trabalho conjunto entre produtores, pesquisadores da Embrapa, IAC, IDR-Paraná e exportadores, que, ao lado do Ibrafe, ajudaram a ampliar mercados e a melhorar a competitividade do produto brasileiro.

Mas os desafios são grandes. O setor enfrenta gargalos logísticos severos: portos congestionados, falta de fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para liberar cargas, estradas em más condições e processos burocráticos que encarecem e atrasam operações. Em um mercado global altamente competitivo, com gigantes como Índia, Canadá, Estados Unidos e Austrália, cada atraso é uma perda de oportunidade.

Ao lado das soluções técnicas, o Brasil conta com aliados institucionais essenciais. Os adidos agrícolas no exterior, com apoio do Mapa, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e Ministério das Relações Exteriores (MRE), têm sido fundamentais para abrir portas, destravar negociações, alinhar protocolos sanitários e posicionar o Feijão brasileiro como produto competitivo e confiável.

Além disso, o projeto Brazil Superfoods, desenvolvido pelo Ibrafe com apoio da ApexBrasil, vem ampliando a presença do feijão e outros pulses brasileiros em mercados premium, reforçando a imagem de alimentos sustentáveis, saudáveis e alinhados às novas tendências globais de consumo.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de feijão e outras leguminosas secas a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Feijões e outras leguminosas secas | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

Manter o crescimento das exportações depende de investimentos em infraestrutura, digitalização, rastreabilidade e certificações. É preciso fortalecer a base logística e aduaneira para garantir que o Brasil continue avançando no mercado global, com eficiência e inovação.

O prêmio recebido no GPC não é apenas uma conquista simbólica — é um sinal de que, quando pesquisa, produtores, governo e setor privado trabalham juntos, os resultados aparecem. A liderança no mercado global de pulses exige alinhamento estratégico e compromisso com o futuro.

*Marcelo Lüders é presidente do Ibrafe, especialista em pulses e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional

Fonte: Canal Rural

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Negócios, Notícias

BMW processa BYD no Brasil por uso do nome ‘Mini’ e chinesa pode acabar mudando nome de elétrico

O nome “Mini” tornou-se alvo de disputa judicial no meio automotivo, onde o Grupo BMW, detentor da histórica marca de compactos britânicos, resolveu processar a BYD pelo uso do nome “Dolphin Mini”. A razão para tal seria que o termo ‘mini’ pode induzir os consumidores brasileiros ao erro, gerando uma falsa associação entre as duas fabricantes.

Atualmente, a ação segue tramitando na 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o processo, a ação visa impedir que a BYD continue praticando atos que violem marcas já registradas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e que configurem concorrência desleal, ao utilizar indevidamente o nome ‘Mini’, o que estaria gerando confusão entre os produtos e as empresas.

BMW alega que BYD pode tentar se beneficiar da reputação da marca Mini

BMW alega haver uma tentativa da rival de se beneficiar da reputação e prestígio da montadora britânica. O documento destaca que a intenção da empresa alemã não é interromper ou impedir as operações da BYD, mas sim evitar os efeitos da tentativa da montadora chinesa de vincular indevidamente seus produtos aos do Grupo BMW.

Contudo, em sua argumentação no processo, a BYD afirma que o Grupo BMW não possui nenhuma patente registrada no Inpi que comprove sua alegação. A montadora chinesa também ressalta que o próprio Instituto já rejeitou diversos pedidos de registro envolvendo variações do termo ‘mini’.

Confira abaixo a defesa da marca chinesa no processo:

“A BYD COMPANY LIMITED e a BYD DO BRASIL LTDA. se manifestaram no id. 193644618 sustentando que a BMW não possui qualquer registro concedido da marca “MINI”, de forma nominativa e isolada, na Classe 12 do INPI, justamente aquela que abrange veículos automotores; a própria BMW já tentou obter esse registro nominativo, por meio do pedido nº 829834125, tendo sido esse pedido indeferido pelo INPI. Essa decisão hoje é alvo da ação de nulidade judicial de nº 5050346-26.2022.4.02.5101; a expressão “MINI” é dicionarizada e de uso comum, não sendo passível de apropriação exclusiva no setor automotivo; existem precedentes administrativos demonstrando que a BMW não conseguiu impedir registros de terceiros contendo o termo “MINI”, tendo sido vencida em oposições e ações de nulidade no próprio INPI.”

Processo segue tramitando na Justiça

A juíza Maria Izabel Gomes Sant Anna de Araújo, da 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro/RJ, negou o pedido de liminar, optando por aprofundar a análise do caso. Segundo ela, a BYD é legalmente obrigada a manter os documentos fiscais e contábeis relacionados ao veículo por no mínimo cinco anos, afastando o risco de perda de provas. Com isso, o processo continuará tramitando na Justiça.

Procuradas pelo Jornal do Carro, tanto a BYD quanto o Grupo BMW Brasil não quiseram se manifestar sobre o processo.

Ações do tipo não são novidade

Contudo, não é a primeira vez que algo desse tipo acontece entre as duas marcas. Em 2024, a BYD registrou o nome “Dolphin Mini” na Austrália, o que motivou os representantes locais do Grupo BMW a reclarem os direitos sobre o nome “Mini”, registrada em 8 de fevereiro do ano passado por lá.

Fonte: MSN

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional

China bane importação de toda carne de frango e derivados do Brasil

Autoridades chinesas também determinaram que todos os resíduos animais e vegetais que chegarem em navios do Brasil deverão ser analisados pela supervisão aduaneira. O país é o maior exportador de frango para a China e exportou cerca de US$ 10 bilhões em carne de frango para todo o mundo em 2024, o equivalente a 35% do comércio global, segundo a Reuters.

Casos são investigados em estados do Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul

Ministério da Agricultura registra investigações em sete estados. Há uma suspeita em uma planta comercial em Anta Gorda (RS), sete suspeitas envolvendo aves de subsistência nos estados de Ceará, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul e ainda cinco suspeitas envolvendo aves silvestres em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

Governo de Minas Gerais decretou estado de emergência sanitária animal. Em Mateus Leme, foram encontradas mortas em 16 de maio três espécies de aves: ganso, pavão-comum e cisne-negro. Os animais estavam em propriedade particular, segundo o prefeito de Matheus Leme, Renilton Ribeiro Coelho.

Notificação dos casos é obrigatória. Sistema do Ministério da Agricultura registra todas as suspeitas, que são casos nos quais ainda estão sendo realizados exames para confirmar ou não a doença.

O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura. O único caso confirmado em granja comercial ocorreu neste ano em Montenegro, no Rio Grande do SulA China proibiu toda a importação de carne de frango e derivados do Brasil devido aos casos de gripe aviária identificados no país, segundo comunicado da Administração Geral de Alfândegas da China.

O que aconteceu

Decisão representa uma ampliação do embargo às carnes brasileiras. Governo brasileiro esperava que fosse realizado um embargo total desde que veio à tona o primeiro caso identificado de gripe aviária em uma granja comercial do Rio Grande do Sul, mas pediu à China que fosse restrito apenas ao município onde foi identificado o caso.

Proibição total faz parte dos protocolos sanitários adotados entre os países. Atualmente, o governo brasileiro tem 13 investigações abertas para identificar casos de gripe aviária no país, sendo apenas uma delas envolvendo uma granja comercial.

No total, o País já registrou 170 casos da doença. Deste total, 166 casos foram em animais silvestres, de três focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e um em produção comercial.

Humanos podem pegar? Tire suas dúvidas sobre a gripe aviária

A gripe aviária é causada pelo vírus influenza, em especial pelo subtipo A (H5N1), altamente agressivo para aves. Esse vírus já provocou surtos globais e costuma circular entre aves selvagens, migratórias e de criação, podendo afetar mamíferos como porcos, vacas e até mesmo animais domésticos, como gatos e cachorros.

A doença é altamente contagiosa entre aves e seu principal sinal é a morte súbita. A mortalidade em lote pode ultrapassar 60%, chegando a 100% em casos mais agressivos, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Outros sinais incluem tosse, muco nasal, queda na produção de ovos, hemorragias, inchaço em articulações e alterações na coloração da crista.

Humanos podem pegar, mas o risco de contaminação é baixo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), casos em humanos são raros e ocorrem quase exclusivamente por contato direto e desprotegido com aves contaminadas.

A doença geralmente atinge profissionais da linha de frente, como tratadores, granjeiros ou veterinários. Por isso, eles devem usar equipamentos de proteção, como máscaras e luvas. Criações domésticas também exigem atenção: mortes repentinas devem ser comunicadas imediatamente às autoridades sanitárias.

Mesmo sendo rara a contaminação, a doença preocupa por causa da alta taxa de mortalidade. Entre o início de 2003 e abril de 2024, a OMS registrou 889 casos de gripe aviária em humanos, espalhados por 23 países. Destes, 463 culminaram em morte, o que representa uma taxa de mortalidade de 52%.

Fonte: UOL

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Importação

Brasil importa mais fertilizantes da Argélia

Entre janeiro e abril deste ano, foram comprados US$ 54,6 milhões em adubos do país do Norte da África, em expansão de 44,2% sobre o mesmo período do ano passado.

O Brasil ampliou as importações de fertilizantes da Argélia entre janeiro e abril deste ano, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pelo departamento de Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Nos quatro primeiros meses do ano, foram importados US$ 54,6 milhões em adubos e fertilizantes do país árabe, em alta de 44,2% sobre o mesmo período do ano passado. Este é o segundo principal produto do país árabe importado pelo Brasil, atrás de petróleo.

Também cresceram as importações de sal, enxofre, pedras cimento e cal, para US$ 10,6 milhões, valor 175,8% maior do que entre janeiro e abril do ano passado. Produtos químicos inorgânicos, vidros e cortiças foram outros produtos vendidos pela Argélia ao Brasil com aumento das vendas em um período em que tanto importações como exportações estão em queda.

De janeiro a abril, as importações de petróleo argelino ao Brasil atingiram US$ 340,02 milhões, uma retração de 29,9% na comparação ano a ano sobre 2024. Neste produto, a queda se verifica também em volumes: -24,9%.

No total, as importações somaram US$ 413,8 milhões entre janeiro e abril, em queda de 21,98% sobre janeiro a abril do ano passado. No sentido contrário, as exportações brasileiras para a Argélia foram de US$ 802,5 milhões, em retração de 3,9% em comparação com os quatro primeiros meses do ano passado. Nesta troca comercial, o Brasil registra superávit de US$ 388,7 milhões no ano.

Os principais produtos exportados pelo Brasil entre janeiro e abril foram açúcares, que somaram US$ 246,3 milhões, em queda de 18% em relação ao mesmo período do ano passado, sementes e frutos oleaginosos, carnes e miudezas, cereais, minérios e animais vivos.

Fonte: ANBA – Agência de Notícias Brasil-Árabe

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Agronegócio, Exportação, Exportadores agrícolas

Abertura de dez novos mercados para a exportação agropecuária brasileira

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Cameroun, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru. As novas autorizações contemplam uma variedade de produtos, como carne bovina, carne suína, carne de aves e seus derivados, material genético bovino, material genético avícola, óleo de peixe e produtos do etanol de milho.

Nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos. Essa abertura reflete o elevado grau de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro e poderá contribuir para a segurança alimentar da população bahamense.

No Cameroun, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil, o que permitirá o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.

Na Coreia do Sul, as autoridades locais autorizaram a exportação de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia), reforçando a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro.

Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de “grãos secos de destilaria” (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal e que, pelas características produtivas, reflete as credenciais de sustentabilidade da produção bioenergética brasileira.

No Japão, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de óleo de peixe produzido no Brasil, o que corrobora o elevado nível de confiança depositado por aquele país nos padrões sanitários brasileiros.

No Peru, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de filé de tilápia refrigerada ou congelada do Brasil. Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura nacional, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Notícias Agrícolas


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