Portos

Porto Itapoá conquista o 1º lugar entre os portos privados do Brasil em excelência ambiental

O Porto Itapoá foi um dos terminais brasileiros premiados durante a 10ª edição do Prêmio ANTAQ, entregue esta semana em Brasília. O terminal recebeu o primeiro lugar na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental – Porto Privado”. O reconhecimento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) indica as boas práticas voltadas à melhoria dos serviços prestados à sociedade. 

Representando o Porto Itapoá na premiação, estavam o CEO, Ricardo Arten, e o diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia, Sergni Pessoa Rosa Jr.

Com o tema “Soluções para a Mudança do Clima”, a edição deste ano destacou iniciativas que contribuem efetivamente para a mitigação dos impactos climáticos e para a construção de uma infraestrutura logística mais resiliente e sustentável. 

Ao longo de suas dez edições, o Prêmio ANTAQ consolidou-se como um dos principais instrumentos de estímulo à produção técnico-científica, à inovação e à disseminação de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor aquaviário brasileiro.

Mais do que um reconhecimento institucional, a conquista reforça o papel estratégico do Porto Itapoá na agenda ambiental do país, evidenciando que competitividade e responsabilidade caminham juntas. 

Em um cenário global cada vez mais orientado por critérios ESG, o terminal demonstra que investir em sustentabilidade não é apenas uma escolha ética, mas uma decisão estratégica que fortalece a reputação, atrai parceiros e contribui para o desenvolvimento sustentável da cadeia logística nacional.

Este prêmio para o Porto Itapoá simboliza o esforço contínuo de equipes técnicas e lideranças comprometidas com a excelência operacional e com a construção de um modelo portuário alinhado às demandas contemporâneas de eficiência, transparência e responsabilidade ambiental.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

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Comércio Exterior, Sem Categoria

Itajaí lidera ranking nacional de importações em 2025 e movimenta US$ 16,3 bilhões

Itajaí confirmou, em 2025, sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro ao ocupar o 1º lugar no ranking nacional de importações, consolidando-se como a cidade que mais importou no país ao longo do ano. De acordo com dados do Comex Stat (MDIC), o município catarinense movimentou US$ 16,3 bilhões em importações, crescimento de 2,5% em relação a 2024.

O desempenho reforça o protagonismo logístico de Itajaí, que concentra operações portuárias de grande porte e mantém forte conexão com os principais mercados internacionais.

No total, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 22,4 bilhões, avanço de 5,6% na comparação anual. Apesar do volume expressivo, o município registrou déficit na balança comercial de US$ 10,2 bilhões, reflexo do alto volume de compras externas.

Produtos que mais impulsionaram as importações

A pauta de importações de Itajaí em 2025 foi fortemente concentrada em bens industriais, tecnológicos e insumos produtivos, com destaque para:

  • Díodos, transistores e dispositivos semicondutores (incluindo células fotovoltaicas)
  • Empilhadeiras e veículos para movimentação de carga
  • Rolamentos de esferas e de roletes
  • Aparelhos elétricos para telefonia e telecomunicações
  • Transformadores elétricos e conversores estáticos
  • Motores a diesel
  • Máquinas automáticas para processamento de dados (computadores)

Também tiveram participação relevante itens como fios e cabos elétricos, bombas industriais, válvulas, acumuladores elétricos, fertilizantes, medicamentos, polímeros plásticos, cobre, alumínio, pneus, autopeças e produtos químicos diversos.

O perfil evidencia que Itajaí atua como importante porta de entrada de tecnologia, maquinário e insumos industriais, abastecendo cadeias produtivas em Santa Catarina e em outras regiões do Brasil.

No cenário estadual, o município representou 48% das importações catarinenses em 2025, mantendo a liderança no ranking estadual. No contexto nacional, respondeu por 5,8% de todas as importações brasileiras, assegurando a primeira posição entre os municípios.

Exportações também avançam e mantêm Itajaí no topo estadual

Embora o destaque de 2025 tenha sido o volume de importações, Itajaí também apresentou desempenho relevante nas exportações. O município exportou US$ 6,1 bilhões, alta de 14,7% em relação a 2024

A cidade liderou o ranking estadual de exportações, respondendo por 41% das vendas externas de Santa Catarina, além de ocupar a 5ª posição no ranking nacional entre os municípios exportadores

Entre os principais produtos exportados estão:

  • Carnes de aves (54,7% da pauta exportadora)
  • Carnes suínas (23,7%)
  • Carnes bovinas e miudezas
  • Preparações alimentícias à base de carne
  • Extratos e concentrados de café
  • Tabaco não manufaturado

A pauta confirma a força do setor agroindustrial catarinense, especialmente nas cadeias de proteína animal.

Principais parceiros comerciais reforçam a presença global de Itajaí

No recorte por parceiros comerciais, a China aparece como o principal país de origem das importações que chegam por Itajaí, consolidando-se como maior fornecedor do município em 2025. Também se destacam como importantes origens de mercadorias os Estados Unidos, México, Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Países Baixos (Holanda), refletindo o perfil industrial e tecnológico das compras externas. Já no fluxo de exportações, os principais destinos dos produtos embarcados por Itajaí incluem China, Estados Unidos, México, Países Baixos, Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, mercados estratégicos especialmente para proteínas animais e produtos do agronegócio, que lideram a pauta exportadora do município.

Polo estratégico do comércio exterior brasileiro

Os números de 2025 consolidam Itajaí como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A liderança nacional em importações e o protagonismo nas exportações estaduais demonstram a capacidade da cidade de operar em grande escala e atender às demandas do mercado interno e externo.

Com infraestrutura portuária estratégica e forte integração com o setor industrial, Itajaí segue como peça-chave na dinâmica do comércio exterior brasileiro.

FONTE: COMEX STAT

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: JBS TERMINAIS

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Logística

Brasil se consolida como hub de logística global, afirma secretário do Ministério de Portos e Aeroportos

O Brasil avança na consolidação como hub de logística global, impulsionado por um modelo regulatório baseado em agências independentes e técnicas e pela ampliação do número de concessões de infraestrutura. A avaliação é do secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Segundo ele, o ambiente institucional e regulatório tem favorecido a atração de investimentos e o fortalecimento da logística nacional.

Modelo regulatório e diálogo institucional

Durante sua participação no seminário “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios”, realizado na sede do BNDES, Franca destacou que o diálogo constante com o Tribunal de Contas da União (TCU) tem sido decisivo para o crescimento do setor.

De acordo com o secretário, a atuação coordenada entre governo e órgãos de controle contribui para dar previsibilidade aos projetos e acelerar o desenvolvimento da infraestrutura logística brasileira.

Estabilidade institucional como pilar dos investimentos

Ao tratar dos entraves e oportunidades do setor, Tomé Franca elencou cinco desafios centrais para ampliar os investimentos em infraestrutura no país. O primeiro deles é a estabilidade institucional.

“Quem investe em infraestrutura trabalha com prazos longos e valores elevados. Para isso, é essencial ter regras claras e segurança jurídica”, afirmou.

Planejamento de longo prazo e inovação

Outro ponto ressaltado foi a importância do planejamento permanente de longo prazo, atribuição que, segundo ele, cabe ao governo. Franca destacou que o planejamento funciona como um norte estratégico, especialmente diante de demandas de prefeitos e parlamentares.

Além disso, o secretário citou a necessidade de financiamentos estruturados, inovação contínua e compromisso socioambiental como fatores decisivos para sustentar o crescimento dos investimentos em infraestrutura.

Evento reuniu autoridades do setor

O seminário no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social reuniu autoridades e especialistas para discutir os rumos do investimento em infraestrutura no país. Entre os participantes esteve o ministro das Cidades, Jader Filho, além de representantes do setor público e privado.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Internacional

Convite de Trump ao Brasil para bloco de minerais críticos expõe disputa global com a China

O convite feito pelos Estados Unidos ao Brasil para integrar um novo bloco comercial de minerais críticos revela mais do que uma iniciativa econômica. A proposta faz parte de uma estratégia geopolítica do governo de Donald Trump para reduzir a dependência americana da China em insumos essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética global.

A avaliação é do analista de Economia da CNN, Gabriel Monteiro, em comentário no CNN Novo Dia. Segundo ele, o movimento representa uma resposta direta à hegemonia chinesa nesse setor estratégico.

Estratégia americana e contrapeso à China

O convite foi direcionado a 54 países e tem como objetivo estruturar um grupo capaz de funcionar como contrapeso à China no mercado internacional de minerais. A ideia é estabelecer regras mínimas de produção, além de discutir preços de referência para esses materiais.

De acordo com Monteiro, trata-se de uma iniciativa que pode ser interpretada como claramente “anti-China”, ao tentar reduzir a influência de Pequim sobre cadeias produtivas consideradas vitais para o futuro da economia global.

Importância dos minerais críticos para a economia global

Recursos como lítio, manganês e cobre são indispensáveis para setores em rápida expansão, como mobilidade urbana, carros elétricos e fabricação de equipamentos eletrônicos. Atualmente, a China domina grande parte da produção mundial desses minerais, com destaque para as terras raras, o que acende alertas entre países ocidentais e seus aliados.

Impactos e dilemas para o Brasil

Para o Brasil, a adesão ao bloco traz desafios relevantes. “Se a iniciativa americana der certo, isso pode colocar o Brasil contra a parede”, avalia Monteiro. O analista lembra que o país se beneficia de uma posição de relativa neutralidade, mantendo relações comerciais estratégicas tanto com a China quanto com os Estados Unidos.

Estados Unidos, Japão e países europeus acusam a China de usar subsídios estatais para reduzir artificialmente os preços desses minerais, inviabilizando projetos privados em outras regiões. Prática semelhante é alvo de investigações no Brasil no caso do aço chinês, que estaria prejudicando a indústria siderúrgica nacional.

Oportunidades econômicas e riscos geopolíticos

Por outro lado, um cenário de maior competição internacional pode abrir oportunidades para o Brasil. O país possui reservas relevantes de minerais críticos, mas ainda depende de investimentos externos para ampliar a exploração e o processamento desses recursos.

O principal desafio, no entanto, será equilibrar os potenciais ganhos econômicos com os riscos geopolíticos de uma eventual escolha de lado na disputa entre as grandes potências globais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Exportação

China lança navio Glovis Leader com capacidade para quase 11 mil veículos e fortalece exportações automotivas

A China estreou um novo navio RoRo (roll-on/roll-off), o Glovis Leader, capaz de transportar até 10.800 veículos por viagem. Considerada uma das maiores embarcações do mundo para transporte automotivo, a iniciativa reforça a estratégia chinesa de ampliar a presença internacional de carros elétricos e híbridos, principalmente em rotas para a Europa e Américas.

Navio de grande porte e alta flexibilidade

Construído no estaleiro Guangzhou Shipyard International pela Hyundai, o Glovis Leader supera em cerca de 1.800 veículos os maiores transportadores atualmente em operação, incluindo os utilizados pelas principais montadoras chinesas.

A embarcação mede aproximadamente 230 metros de comprimento e 40 metros de largura, contando com 14 conveses para veículos, sendo cinco móveis, o que garante flexibilidade para diferentes tipos de cargas e otimiza a operação logística.

China reforça exportações de carros elétricos e híbridos

O lançamento do navio coincide com o fortalecimento da indústria automotiva chinesa no mercado internacional. A BYD, uma das maiores exportadoras mundiais de veículos eletrificados, já mantém frota própria de navios RoRo que transportam milhares de unidades para o Brasil, Argentina e outros países da América Latina.

Em 2025, o navio BYD Shenzhen, um dos maiores porta-carros em operação, iniciou sua primeira viagem ao Brasil com mais de 7.000 veículos elétricos e híbridos, consolidando a estratégia da marca de controlar diretamente grande parte da cadeia logística de exportação.

Navios próprios como estratégia logística

Especialistas destacam que o uso de embarcações próprias tem se tornado essencial para fabricantes chineses. Além de reduzir custos logísticos, essa prática aumenta a previsibilidade das entregas e permite atender à crescente demanda por veículos eletrificados fora da China.

Navios de grande porte, como o Glovis Leader, têm capacidade para aportar em terminais brasileiros, incluindo Vitória e Itajaí, potencializando o fluxo de importação de carros automotivos chineses no país.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Glovis/Reprodução

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Comércio Exterior

Mercosul-UE: cronograma de redução de tarifas será específico por produto, alerta FIESC

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) promoveu nesta quinta-feira um workshop online reunindo mais de 100 empresários para detalhar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, fechado após 26 anos de negociações. O encontro destacou o cronograma de implementação e os pontos estratégicos que as empresas devem acompanhar para aproveitar as oportunidades comerciais.

Redução gradual de tarifas por produto

Um dos principais temas abordados foi o cronograma de desgravação, ou seja, a redução progressiva das tarifas de importação e exportação. Cada produto terá um calendário específico, permitindo que empresas planejem estratégias de entrada em novos mercados.

Além disso, foram discutidos:

  • Validação de certificações ambientais e de qualidade;
  • Condições para aplicação de barreiras não-tarifárias;
  • Regras para acionamento de salvaguardas, incluindo produtos industrializados de ambos os blocos.

Material exclusivo para empresas

A FIESC está preparando uma compilação detalhada do cronograma de redução de tarifas dos principais produtos exportados por Santa Catarina. O material será disponibilizado gratuitamente a empresas cadastradas na Plataforma de Internacionalização da FIESC a partir da próxima semana: fiesc.com.br/internacionalizacao.

Preparação estratégica para o mercado europeu

Para Maria Teresa Bustamante, presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, o adiamento da implementação do acordo, motivado pelo envio do tratado à análise do Tribunal Europeu, oferece às empresas brasileiras uma oportunidade de preparação.

“As companhias podem aproveitar esse tempo para estudar os textos do acordo, discutir ajustes internos e se preparar para maximizar os benefícios do mercado europeu”, destacou Bustamante.

Ela também ressaltou a importância de monitorar quais produtos e fabricantes europeus terão vantagens de acesso ao Brasil, permitindo que a indústria catarinense se antecipe à concorrência.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti.

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Logística

Paraguai e Japão firmam acordo de US$ 243 milhões para corredor logístico estratégico no sul do país

O Paraguai e o Japão fecharam um acordo de US$ 243 milhões para viabilizar o corredor de integração do sudoeste, um projeto de infraestrutura que vai além da construção de uma estrada. A iniciativa representa uma transformação estrutural na logística paraguaia, ao integrar regiões produtivas do sul do país ao Brasil, aos portos do Atlântico e às principais rotas de exportação internacional.

O corredor terá mais de 150 quilômetros de obras, incluindo rodovias pavimentadas, travessias urbanas, pontes e sistemas logísticos, conectando os departamentos de Ñeembucú e Misiones a mercados externos. O acordo marca a convergência entre infraestrutura, economia e geopolítica.

Corredor integra regiões historicamente isoladas

O projeto se concentra no sul do Paraguai, área tradicionalmente considerada periférica do ponto de vista logístico. Atualmente, a produção de soja, arroz, madeira e carne depende de estradas precárias, longos desvios e altos custos de transporte, fatores que reduzem a competitividade do agronegócio e desestimulam novos investimentos.

Com o novo corredor logístico do sudoeste, esse cenário começa a mudar. O eixo rodoviário vai ligar Ñeembucú a Misiones, passando por localidades como Jabebyry, Laureles, Desmochados, Villa Oliva, Serrito e chegando a Pilar, transformando uma área marginalizada em um corredor estruturado de desenvolvimento.

De estrada regional a rota internacional de exportação

O impacto inicial será visível na infraestrutura: asfalto novo, traçados mais diretos e redução de trechos não pavimentados. Isso permitirá menor tempo de viagem, redução de custos logísticos e maior previsibilidade para produtores e empresas.

A relevância do projeto, no entanto, ultrapassa as fronteiras nacionais. A partir de Pilar, as cargas seguem até a fronteira com o Brasil, acessam a malha rodoviária brasileira pela Ponte da Integração e chegam a portos do Atlântico, como Paranaguá e Santos. Essa conexão transforma o corredor em uma rota internacional de exportação.

Na prática, produtos agrícolas do sul paraguaio poderão alcançar mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio com maior eficiência logística.

Infraestrutura planejada para longo prazo

O investimento japonês não se limita à pavimentação. O projeto foi concebido como um sistema logístico completo, preparado para décadas de operação intensa. Estão previstas:

  • Quatro novas pontes, incluindo uma estrutura de 400 metros sobre o rio Tebicuary
  • Obras extensas de drenagem
  • Recuperação de estruturas antigas
  • Contornos urbanos para desviar o tráfego pesado dos centros das cidades
  • Áreas de fiscalização, paradas de ônibus e balanças de controle de carga

A implantação de pedágios está prevista para garantir manutenção contínua e gestão eficiente do fluxo de veículos.

Conexão com o Brasil e impacto geopolítico

O acordo com o Japão ocorre em paralelo ao avanço do corredor bioceânico, no oeste do país, que liga Brasil, Paraguai, Argentina e Chile aos portos do Pacífico. Com isso, o Paraguai passa a se posicionar de forma estratégica:

  • Ao sul e sudeste, conectado aos portos atlânticos brasileiros
  • Ao oeste, integrado ao Pacífico

Embora seja historicamente classificado como país sem litoral, o Paraguai passa a atuar como ponte logística entre dois oceanos, ganhando relevância geopolítica em um cenário no qual rotas de transporte têm peso crescente nas relações internacionais.

Impactos sociais e desenvolvimento regional

Os benefícios do corredor vão além do agronegócio. Comunidades hoje isoladas terão acesso mais rápido a serviços de saúde, educação, comércio e infraestrutura pública. O sul do país deixa de ser um ponto final e passa a integrar um eixo de circulação econômica.

Para investidores, o projeto reduz riscos ao oferecer melhor acesso, logística eficiente e maior capacidade de escoamento da produção. Para a população local, significa mais oportunidades, empregos e integração com o restante do país.

Cronograma e efeitos de longo prazo

De acordo com o planejamento divulgado, os projetos executivos e os processos de licitação devem avançar nos próximos anos. O início das obras principais está previsto para 2027, com conclusão estimada entre 2030 e 2031.

Embora a transformação física seja gradual, o impacto estratégico já começou. Com o acordo firmado, produtores, transportadoras e investidores passam a incluir o corredor em seus planos de médio e longo prazo.

Paraguai assume novo papel na logística sul-americana

Com energia competitiva, localização central na América do Sul e investimentos crescentes em infraestrutura, o Paraguai avança para deixar de ser apenas uma rota informal de passagem. O acordo com o Japão sinaliza a consolidação do país como corredor logístico estruturado, conectando o interior do continente aos principais mercados globais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Brasil e aliados defendem solução pacífica para crise na Venezuela e rejeitam uso da força

Os governos de Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram, em 4 de janeiro de 2026, um posicionamento conjunto sobre os acontecimentos recentes na Venezuela. Diante da gravidade da situação, os países reafirmaram compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas e manifestaram forte preocupação com ações militares realizadas de forma unilateral em território venezuelano.

Segundo a declaração, essas iniciativas violam normas fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso ou da ameaça do uso da força, além de ferirem a soberania e a integridade territorial dos Estados. Os governos alertam que esse tipo de ação representa um risco à paz regional, à ordem internacional baseada em regras e à segurança da população civil.

Defesa do diálogo e da vontade do povo venezuelano

No documento, os países reiteram que a crise na Venezuela deve ser solucionada exclusivamente por meios pacíficos, com base no diálogo, na negociação e no respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferências externas.

A posição conjunta destaca que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma saída democrática, duradoura e alinhada à dignidade humana, sempre em conformidade com o direito internacional.

América Latina é reafirmada como zona de paz

Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha reforçam ainda o entendimento de que a América Latina e o Caribe devem permanecer como uma zona de paz, construída sobre os princípios do respeito mútuo, da não intervenção e da solução pacífica de controvérsias.

Nesse contexto, os governos fazem um apelo à unidade regional, independentemente de divergências políticas, diante de qualquer ação que ameace a estabilidade regional. O grupo também conclama as Nações Unidas e outros mecanismos multilaterais a utilizarem seus bons ofícios para promover a desescalada das tensões e preservar a paz.

Alerta sobre controle externo de recursos estratégicos

Outro ponto destacado na declaração é a preocupação com eventuais tentativas de controle governamental, administração externa ou apropriação de recursos naturais e estratégicos da Venezuela. Segundo os países signatários, esse tipo de iniciativa é incompatível com o direito internacional e pode gerar impactos negativos na estabilidade política, econômica e social da região.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM:

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Exportação

Brasil reage às cotas chinesas sobre carne bovina e tenta conter perdas bilionárias

O Brasil reagiu às cotas impostas pela China à carne bovina e iniciou uma ofensiva diplomática e comercial para reduzir os impactos da medida sobre o setor exportador. As restrições chinesas colocam em risco um dos principais eixos do comércio bilateral e podem gerar perdas bilionárias já a partir de 2026.

Em nota divulgada na quarta-feira (31), os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) informaram que acompanham a decisão “com atenção” e que atuarão de forma integrada com o setor privado para defender os interesses da cadeia produtiva da carne bovina brasileira.

Diálogo bilateral e possível atuação na OMC

Segundo o governo, o tema será tratado tanto no diálogo bilateral com Pequim quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora as salvaguardas não tenham sido justificadas por práticas desleais, como dumping ou subsídios ilegais, autoridades brasileiras avaliam que a iniciativa gera distorções relevantes em um mercado no qual o Brasil se consolidou como fornecedor estratégico.

O comunicado oficial ressalta que as medidas chinesas são aplicáveis a importações de todas as origens, mas o impacto sobre o Brasil tende a ser mais expressivo devido ao elevado volume exportado ao país asiático.

Cotas e sobretaxa afetam volumes e preços

As restrições chinesas à carne bovina entraram em vigor no dia 1º e terão validade inicial de três anos. As novas regras fixam uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para as importações do produto brasileiro. O volume que ultrapassar esse limite será taxado com uma sobretaxa de 55%, além da tarifa de importação de 12% já existente.

A combinação de cotas e tarifas deve afetar diretamente os volumes embarcados e a formação de preços, reduzindo a competitividade da carne brasileira no mercado chinês.

China é principal destino da carne brasileira

A China ocupa atualmente a posição de maior importador mundial e segundo maior consumidor de carne bovina, atrás apenas dos Estados Unidos. Nos últimos anos, tornou-se o principal destino das exportações brasileiras, com influência decisiva sobre os preços internacionais do produto.

Em 2024, mais de um terço da carne bovina exportada pelo Brasil teve como destino o mercado chinês, evidenciando o grau de dependência comercial do setor em relação ao país asiático.

Setor estima perdas de até US$ 3 bilhões

Para a indústria brasileira, o impacto financeiro pode ser expressivo. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) estima que as salvaguardas impostas pela China possam resultar em uma perda de até US$ 3 bilhões em receita em 2026, caso não haja flexibilização das regras ou redirecionamento relevante das exportações.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Ladeira/Folhapress

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Comércio

Brasil se consolida como principal socio comercial e investidor do Paraguai, com US$ 1,5 bilhão acumulado

O Brasil reafirma sua posição como principal parceiro comercial e maior investidor estrangeiro no Paraguai, com um estoque acumulado de US$ 1,517 bilhão em investimentos. Os dados do terceiro trimestre de 2025 mostram uma relação econômica cada vez mais integrada, marcada por crescimento industrial, geração de empregos e fortalecimento das cadeias produtivas regionais.

Déficit comercial reflete maior atividade produtiva no Paraguai

O comércio bilateral entre Paraguai e Brasil encerrou o terceiro trimestre de 2025 com déficit de US$ 590,9 milhões para o lado paraguaio, revertendo o superávit observado no mesmo período do ano anterior. Segundo o relatório Update Comex Paraguay Brasil, elaborado pela Mentu Asociados para a Câmara de Comércio Paraguai-Brasil (CCPB), o resultado não indica fragilidade econômica.

O desempenho é explicado pelo aumento das importações de bens de capital e insumos industriais, utilizados na expansão da produção local. Esse movimento sinaliza maior dinamismo da indústria paraguaia e fortalecimento da demanda interna.

No cenário regional, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 46 bilhões, 21,3% inferior ao do ano anterior, refletindo margens mais apertadas, porém com elevado nível de atividade comercial.

Investimentos brasileiros somam US$ 110,2 milhões em 2024

O Brasil lidera com folga os investimentos estrangeiros diretos no Paraguai. Apenas em 2024, os aportes brasileiros chegaram a US$ 110,2 milhões, elevando o estoque acumulado para US$ 1,517 bilhão, o equivalente a 14,6% de todo o IED recebido pelo país.

Os recursos se concentram em setores estratégicos como autopartes, alimentos, energia, confecções e celulose, áreas com alto potencial de encadeamento produtivo. Segundo a CCPB, essa diversificação reforça uma integração econômica de longo prazo entre os dois países.

Indústria e demanda brasileira impulsionam comércio bilateral

A evolução do intercâmbio comercial até o terceiro trimestre de 2025 reflete dois fatores principais: a expansão da indústria paraguaia e o aumento da demanda brasileira por produtos manufaturados e alimentos.

De acordo com o presidente da CCPB, “o movimento comercial com o Brasil cresce porque o Paraguai produz mais. Isso significa investimento, emprego e expansão industrial”. A estabilidade macroeconômica do país, com inflação controlada e previsibilidade financeira, fortalece esse ambiente favorável aos negócios.

Regime de maquila ultrapassa US$ 1 bilhão em exportações

O regime de maquila segue como um dos pilares da indústria exportadora paraguaia. Até outubro de 2025, as exportações alcançaram US$ 1,052 bilhão, sendo US$ 131 milhões apenas no mês de outubro, conforme dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC).

Os setores de autopartes, confecções, alumínio e alimentos concentram 76% das exportações. O Mercosul absorve 81% dos embarques, com o Brasil respondendo por 64% do total, seguido pela Argentina. Também há vendas para Estados Unidos, Países Baixos, Bolívia, Chile e Uruguai.

Em 2024, as exportações maquiladoras representaram 66% das vendas industriais do país, consolidando o papel estrutural do regime na economia nacional.

Setor maquilador gera mais de 35 mil empregos diretos

O impacto social do setor é expressivo. A maquila emprega 35.447 trabalhadores, com crescimento anual de 6.676 novos postos. Apenas em outubro, foram criadas 383 vagas.

Os maiores empregadores são os segmentos de confecções (8.076 trabalhadores), autopartes (7.963), serviços intangíveis (3.959) e plásticos e químicos (2.742). Outros setores, como madeira, alimentos para pets e metalurgia, também superam mil empregos cada.

Um dado relevante é a participação feminina: 45% da força de trabalho é composta por mulheres, reforçando a inclusão no mercado formal.

Superávit da maquila contrasta com déficit comercial geral

Mesmo com o aumento de 18% nas importações do regime, que somaram US$ 563 milhões até outubro, a balança comercial da maquila permanece positiva. As exportações superam as importações em 87%, evidenciando elevado valor agregado na produção local.

Esse desempenho contrasta com o déficit comercial geral com o Brasil, mostrando duas dinâmicas distintas: maior importação de insumos para sustentar o crescimento industrial e, ao mesmo tempo, um setor exportador competitivo e gerador de divisas.

Integração produtiva vai além do comércio tradicional

Para a CCPB, a relação bilateral evoluiu para um novo patamar. “Hoje não falamos apenas de comércio, mas de integração produtiva, cadeias de valor e desenvolvimento regional compartilhado”, destacou o presidente da entidade.

Com o Brasil mantendo crescimento moderado e o Paraguai avançando na industrialização, a tendência é de fortalecimento dessa parceria. A expectativa é de que o país encerre 2025 com cenário econômico positivo, impulsionado pelo comércio bilateral e pelo avanço dos investimentos brasileiros.

FONTE: Economía
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Economía

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