Portos

Dragagem no Porto de Santos começa após Justiça liberar contrato com empresa belga

A dragagem do Porto de Santos entrou em uma nova etapa com o início dos trabalhos conduzidos pela empresa belga Jan de Nul. A ordem de serviço foi emitida após a Autoridade Portuária de Santos (APS) conseguir reverter uma decisão liminar que impedia a execução do contrato para o aprofundamento do canal de navegação.

O projeto prevê aumentar em um metro a profundidade do canal, medida considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do maior porto da América Latina.

Liminar foi derrubada e obra recebeu aval do TCU

Os trabalhos começaram na última sexta-feira (17), depois que a Justiça revogou a liminar obtida pela DTA Engenharia. A empresa havia questionado o resultado da licitação, alegando suposta inviabilidade dos preços apresentados pela vencedora.

Antes disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) já havia autorizado a continuidade da concorrência, em decisão tomada no mês de maio, removendo outro obstáculo para o avanço do projeto.

Primeira etapa envolve estudos ambientais e licenciamento

Com a assinatura da ordem de serviço, a Jan de Nul iniciou os estudos técnicos e ambientais exigidos para solicitar o licenciamento ambiental junto ao Ibama.

Essa fase inicial, que contempla a preparação dos documentos necessários para autorização da obra, tem prazo estimado de até 21 meses.

Projeto amplia capacidade do Porto de Santos

Além do aprofundamento do canal de navegação, o contrato inclui a elaboração dos projetos básico e executivo da obra, a execução da dragagem e a manutenção da nova profundidade por um período de até dois anos.

Segundo a APS, a intervenção permitirá que o Porto de Santos receba embarcações de maior porte, aumentando a eficiência logística, fortalecendo a competitividade do complexo portuário e ampliando sua capacidade para movimentação de cargas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Autoridade Portuária de Santos abre licitação para transporte marítimo de passageiros

A Autoridade Portuária de Santos (APS) publicou o edital da licitação eletrônica nº 40/2026 para contratar uma empresa especializada na prestação de transporte marítimo de passageiros. O aviso foi divulgado no Diário Oficial e faz parte das ações voltadas à manutenção dos serviços operacionais da autoridade portuária.

O contrato terá duração de 30 meses e contempla o transporte de funcionários em rotas estratégicas que atendem áreas do complexo portuário.

Linhas fixas atenderão três trajetos operacionais

Conforme o edital, a empresa vencedora será responsável pela operação de linhas exclusivas de transporte entre os seguintes trechos:

  • Santos – Guarujá (TEV/Santos Brasil);
  • Santos – Ilha Barnabé;
  • Bertioga – Vila de Itatinga.

O serviço busca garantir o deslocamento dos colaboradores que atuam em diferentes áreas ligadas às operações do Porto de Santos.

Licitação inclui embarcações para fiscalizações e vistorias

Além das rotas regulares, o contrato também prevê a disponibilização de embarcações sob demanda para atender atividades técnicas realizadas pela APS.

Entre os serviços previstos estão fiscalizações ambientais, auditorias, vistorias e visitas técnicas ao longo do estuário e do canal de navegação. Para essas operações poderão ser utilizados diferentes tipos de embarcação, como lanchas rápidas, embarcações de pequeno porte e catamarãs, conforme a necessidade de cada missão.

Como participar da licitação

Segundo a Autoridade Portuária de Santos, o edital de licitação já está disponível na área de licitações da instituição. As empresas interessadas deverão estar previamente cadastradas no sistema Licitações-e, administrado pelo Banco do Brasil, para participar do processo eletrônico.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres e supera 2,4 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos voltou a registrar desempenho histórico na movimentação de contêineres. Apenas no mês de maio, o terminal ultrapassou a marca de 500 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), enquanto o acumulado do ano já supera 2,4 milhões de TEUs, consolidando um novo recorde para o complexo portuário.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, os números demonstram a capacidade operacional do porto para absorver o crescimento da demanda, ao mesmo tempo em que avançam os preparativos para o leilão do Tecon 10, projeto considerado estratégico para ampliar a infraestrutura logística nacional.

Movimentação de cargas também bate recorde

Além do desempenho dos contêineres, o movimento geral de cargas também alcançou o maior patamar da história nos cinco primeiros meses do ano.

Entre janeiro e maio, passaram pelo porto 75,65 milhões de toneladas, volume 4,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 3,9% acima do recorde anterior, alcançado em 2024.

Os principais destaques continuam sendo o complexo soja, que engloba grãos e farelo e movimentou mais de 25,7 milhões de toneladas, com crescimento de 5,5%, além do açúcar, cuja movimentação avançou 10,2%, aproximando-se de sete milhões de toneladas no período.

Embarques e desembarques mantêm ritmo positivo

No acumulado do ano, os embarques totalizaram 55,95 milhões de toneladas, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já os desembarques apresentaram expansão ainda maior, de 5,7%, atingindo 19,70 milhões de toneladas, reforçando a importância do Porto de Santos como principal porta de entrada e saída de mercadorias do país.

Maio registra leve retração devido ao desempenho da celulose

Apesar dos recordes acumulados, o resultado específico de maio apresentou pequena redução frente ao mesmo mês de 2025.

Foram movimentadas 16,37 milhões de toneladas, retração de 1,7%, influenciada principalmente pela queda nas operações de celulose. O segmento havia registrado um desempenho excepcional em maio do ano passado, tornando a base de comparação mais elevada.

Esse cenário impactou diretamente o volume de carga solta, contribuindo para a redução de 4,1% nos embarques do mês, que passaram de 12,79 milhões para 12,26 milhões de toneladas.

Também houve recuo nas exportações de açúcar (-13,9%) e leve diminuição na movimentação do complexo soja (-0,6%).

Importação de fertilizantes impulsiona desembarques

Enquanto os embarques perderam ritmo em maio, os desembarques mantiveram trajetória de crescimento.

O porto recebeu 4,11 milhões de toneladas, resultado 6,2% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

O principal destaque foi a movimentação de fertilizantes, que alcançou 2,94 milhões de toneladas, alta de 19,4% na comparação anual. O desempenho acompanha o aumento da demanda por insumos destinados ao agronegócio brasileiro.

Porto reforça protagonismo na logística nacional

Os resultados consolidam o Porto de Santos como o maior complexo portuário da América Latina e um dos principais eixos da logística brasileira. O crescimento da movimentação de contêineres, grãos, açúcar e fertilizantes evidencia o fortalecimento das exportações e da infraestrutura portuária, além de reforçar a importância dos investimentos previstos para ampliar a capacidade operacional nos próximos anos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

APS publica nova norma para Manifesto de Carga e Boletim de Descarga no Porto de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) publicou a Norma da Autoridade Portuária (NAP) nº 018, que estabelece novas regras para o envio de informações relacionadas ao Manifesto de Carga e ao Boletim de Descarga e Embarque no Porto de Santos.

A regulamentação foi editada em 15 de maio e já está disponível para consulta no portal oficial da autoridade portuária.

Informações passam a ser enviadas apenas em formato eletrônico

Com a nova norma, os dados do Boletim de Descarga e Embarque serão aceitos exclusivamente em formato eletrônico.

O envio deverá ser realizado por meio da Supervia Eletrônica de Dados (SED) ou via troca eletrônica de arquivos, utilizando integradores previamente validados pela APS.

A medida busca ampliar a digitalização dos processos portuários e aumentar a eficiência operacional no fluxo de informações do porto.

Manifesto de Carga será integrado ao Porto Sem Papel

A NAP 018 também determina que as informações do Manifesto de Carga sejam registradas apenas em ambiente digital, por meio do sistema Porto Sem Papel.

O procedimento exigirá a vinculação do número de escala do Sistema Mercante, administrado pela Receita Federal, ao Documento Único Virtual (DUV).

Segundo a APS, a integração dos sistemas pretende melhorar o controle operacional e fortalecer a rastreabilidade das operações portuárias.

Descumprimento poderá gerar comunicação à Antaq

A norma prevê ainda que eventuais descumprimentos das obrigações estabelecidas serão analisados pela Autoridade Portuária de Santos.

Nesses casos, poderão ser adotadas medidas administrativas internas, incluindo comunicação aos operadores, definição de prazos para regularização e até representação à Agência Nacional de Transportes Aquaviários, conforme prevê a legislação vigente.

Operadores devem consultar a nova regulamentação

A APS orienta que operadores portuários e autorizatários consultem integralmente a NAP 018 para conhecer os detalhes dos novos procedimentos eletrônicos e adequar seus processos às exigências estabelecidas pela autoridade portuária.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Colisão no Porto de Santos reacende debate sobre VTMIS e gestão do tráfego marítimo

A colisão entre o navio Seaspan Empire e duas balsas, registrada em 16 de fevereiro, voltou a colocar em evidência um problema estrutural no Porto de Santos: a ausência de um sistema moderno de gerenciamento do tráfego de embarcações e a limitação de vagas para atracação.

O cargueiro chegou a ingressar no canal com autorização, mas precisou deixar a área portuária por falta de espaço disponível no terminal. Durante a manobra de retorno, ocorreu o acidente.

Especialistas avaliam que o episódio reforça a necessidade urgente de implantação do Sistema de Gerenciamento e Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS), tecnologia que permite monitorar, coordenar e organizar o tráfego marítimo em tempo real.

Maior porto do Hemisfério Sul opera no limite

Com movimentação anual próxima de 200 milhões de toneladas e mais de 50 terminais compartilhando o mesmo canal de navegação, o Porto de Santos é o maior do Hemisfério Sul.

Para o engenheiro Luis Claudio Montenegro, mestre em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia, o complexo portuário já opera próximo do limite. Segundo ele, mesmo com ampliações em cais e áreas de armazenagem, os acessos marítimos e terrestres seguem pressionados.

Montenegro destaca que o único porto brasileiro com VTMIS completo em operação é o de Porto de Vitória. Na avaliação dele, a falta de prioridade ao tema em Santos amplia o risco de incidentes e compromete a eficiência operacional.

Gargalo gera prejuízo bilionário

Além das questões de segurança, o gargalo logístico tem impacto financeiro significativo. De acordo com o especialista, o Porto de Santos perde cerca de R$ 3 bilhões por ano em multas por sobre-estadia — cobradas quando navios permanecem atracados além do prazo contratado.

O consultor em projetos logísticos Marcos Fernandez Nardi reforça que a quantidade de terminais é insuficiente para o volume movimentado e que falhas operacionais, especialmente em cargas a granel, afetam diretamente as janelas de atracação.

A soma de ineficiência operacional, limitação de berços e ausência de um sistema integrado de tráfego amplia os riscos e encarece a operação portuária.

APS aguarda aval do TCU

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que concluiu a etapa sob sua responsabilidade no processo licitatório para implantação do VTMIS. No momento, aguarda posicionamento do Tribunal de Contas da União para dar andamento à contratação.

Segundo a autoridade portuária, o projeto prevê prazo total de cinco anos, sendo dois destinados à implantação da infraestrutura física e tecnológica e três voltados ao Suporte Logístico Integrado, que inclui manutenção e consolidação operacional.

Como funciona a autorização de entrada

A APS esclarece que a programação de entrada de navios é validada após a embarcação obter autorizações da Capitania dos Portos, Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa e Vigiagro.

No cais público, a autoridade verifica se o comprimento do navio é compatível com o espaço disponível no berço. Já nos Terminais de Uso Privado (TUPs), essa validação é feita pelo próprio operador. O caso do Seaspan Empire ocorreu em um TUP administrado pela DP World.

Após a liberação, a manobra é agendada junto à Praticagem, com definição do horário pelo agente marítimo.

Tecnologia como prioridade estratégica

Para especialistas, a implementação do VTMIS no Porto de Santos é considerada estratégica para aumentar a segurança da navegação, reduzir custos e melhorar a fluidez logística.

Sem um sistema próprio de controle de tráfego marítimo, o maior porto da América Latina segue vulnerável a congestionamentos, atrasos e acidentes — cenário que tende a se agravar com o crescimento contínuo da movimentação de cargas.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo AT

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Portos

APS lidera ranking de governança entre estatais federais de transportes

A Autoridade Portuária de Santos (APS) foi classificada como a primeira colocada entre as estatais federais do setor de transportes no 7º Ciclo da Certificação do Indicador de Governança IG-Sest. A avaliação é conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest).

Com o resultado, a APS recebeu o nível de excelência em governança, reconhecimento concedido às organizações que se destacam em boas práticas administrativas, inovação e políticas públicas.

Destaque em governança corporativa e inovação
De acordo com o presidente da APS, Anderson Pomini, a empresa liderou os critérios de Governança Corporativa – Boas Práticas e Inovação, além de conquistar a segunda posição em Políticas Públicas entre as estatais federais de infraestrutura e transporte.

Segundo Pomini, o desempenho reflete o trabalho integrado das equipes e reforça o compromisso da companhia com integridade, transparência, inovação e entrega de valor à sociedade.

Excelência reconhecida no setor de infraestrutura
No segmento de infraestrutura e transporte, apenas a APS e a Infra S.A. alcançaram excelência simultânea nas três dimensões avaliadas, colocando a Autoridade Portuária de Santos no mais alto nível de maturidade em governança pública dentro do setor.

Ao todo, 48 empresas estatais federais foram analisadas, das quais apenas 15 atingiram o nível máximo de excelência em todos os critérios. Entre elas estão instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.

Histórico reforça desempenho consistente
O resultado se soma a outros reconhecimentos recentes obtidos pela APS. Em 2024, a empresa figurou na 5ª colocação do Anuário da Revista Época Negócios, no ranking de ESG e Governança entre companhias do setor de Serviços.

Além disso, a APS integra o grupo de estatais federais superavitárias, ao lado de empresas como a Petrobras e os bancos públicos, evidenciando a consistência de sua gestão administrativa e financeira.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Portos

TCU mantém suspensão de licitação de dragagem no Porto de Santos

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter a suspensão da licitação voltada à dragagem do Porto de Santos, maior complexo portuário do país. Os ministros referendaram a medida cautelar que interrompe a Licitação 51/2025, decisão inicialmente tomada de forma monocrática pelo ministro Bruno Dantas na última sexta-feira (16).

O certame foi lançado em julho de 2025 pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e previa a contratação de serviços para aprofundar o canal de acesso do porto para 16 metros, iniciativa considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional e reforçar a segurança da navegação.

Risco ao erário motiva decisão do TCU

Ao justificar a cautelar, o relator apontou possível dano ao erário em razão da desclassificação do Consórcio Santos Dragagem, liderado pela Etesco Construções e Comércio, que apresentou a menor proposta da disputa, no valor de R$ 610 milhões. O grupo contava ainda com a participação da Neptune Brasil e da chinesa Chec Dredging.

Segundo empresas concorrentes, a Etesco teria apresentado a planilha de custos fora do prazo estipulado no edital, além de outras inconsistências documentais. Com base nessas falhas, a área jurídica da APS recomendou a desclassificação do consórcio, levando à convocação da empresa Jan de Nul para a etapa seguinte do processo.

Mudança societária pesou contra consórcio

A Etesco recorreu ao TCU alegando que sua proposta era cerca de R$ 10 milhões inferior à da concorrente convocada posteriormente. A área técnica do tribunal avaliou que a desclassificação poderia ter ocorrido por excesso de formalismo, mas destacou a existência de um fator impeditivo relevante: a alteração na composição do consórcio ao longo do processo.

De acordo com as regras do edital, mudanças societárias após a apresentação das propostas inviabilizam a declaração do consórcio como vencedor, o que reforçou a decisão pela suspensão do certame.

APS diz que seguirá recomendações do tribunal

Após a decisão inicial do ministro Bruno Dantas, a APS informou que acataria o entendimento do TCU. A autoridade portuária ressaltou que a análise técnica da corte confirmou as avaliações jurídica e técnica realizadas internamente, reforçando a legalidade dos atos administrativos adotados durante a licitação.

Com o referendo do plenário, a APS afirmou que cumprirá integralmente todas as recomendações e adequações indicadas pelo tribunal, com o objetivo de viabilizar o início do contrato e da prestação do serviço assim que o processo for regularizado, sempre em conformidade com a legislação e o interesse público.

Dragagem é prioridade diante de gargalos históricos

A autoridade portuária reiterou que o foco do projeto está na ampliação da capacidade operacional e na segurança das operações do Porto de Santos, destacando que o aprofundamento do canal é essencial para atender à crescente demanda de cargas, independentemente da empresa responsável pela execução.

Apesar de sucessivos recordes de movimentação, o porto enfrenta gargalos recorrentes no canal de acesso, frequentemente apontados por operadores e armadores como entraves à eficiência logística. A dragagem prevista no edital é considerada uma solução temporária, enquanto o setor aguarda a concessão do canal de acesso, atualmente em análise pela ANTAQ, vista como alternativa estrutural para superar de forma definitiva os problemas de infraestrutura da navegação.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Porto de Santos volta a ser alvo de disputa bilionária por projeto de condomínio logístico

Os planos de expansão do Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, voltaram a gerar um embate de grandes proporções financeiras. Em meio às discussões que envolvem o leilão do Tecon Santos 10, a Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu uma nova frente de controvérsia ao lançar um edital para a implantação de um condomínio logístico dentro da área portuária.

Publicado no fim de outubro, o edital prevê a cessão onerosa de aproximadamente 242 mil metros quadrados na margem direita do porto, destinada à construção de galpões e estruturas de apoio à logística terrestre. A estimativa da estatal é que o projeto gere mais de R$ 1,06 bilhão em receitas ao longo de 20 anos, com possibilidade de prorrogação contratual.

Modelo de cessão de uso gera reação do setor portuário

A escolha do modelo jurídico para a contratação foi o principal ponto de tensão. A APS optou pela cessão de uso, considerada mais simples do que o arrendamento portuário tradicional e com menor exigência regulatória. Outro fator que causou desconforto foi o prazo de apenas 22 dias entre a publicação do edital e a entrega das propostas.

Segundo a autoridade portuária, a área não interfere diretamente nas operações do porto. A estatal sustenta que o empreendimento terá caráter de infraestrutura de apoio logístico, atuando exclusivamente na fase pré-gate, antes do ingresso das cargas nos terminais.

Associações pedem anulação do edital

A interpretação da APS foi contestada por seis entidades nacionais do setor: Abratec, ABTL, ABTP, ABTRA, ATP e Fenop. Em carta conjunta enviada ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Antaq, as associações solicitaram a anulação do edital.

Para o setor privado, o terreno está inserido no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos, aprovado em 2020, e classificado como área destinada à operação portuária nos horizontes de curto, médio e longo prazos. As entidades também apontam a ausência de estudos técnicos fundamentais, como o EVTEA, além de análises de impacto viário e de impacto de vizinhança.

O temor é que o condomínio provoque um aumento relevante no fluxo de caminhões, agravando gargalos já existentes na malha viária da região, sem que haja detalhamento sobre medidas de mitigação.

Ministério concorda com setor privado e licitação é suspensa

Após analisar as reclamações, a área técnica do Ministério de Portos e Aeroportos emitiu parecer alinhado à posição das associações. No documento, divulgado na primeira semana de janeiro, o ministério concluiu que a área prevista no projeto é, de fato, afeta à operação portuária, conforme o PDZ em vigor.

Diante do impasse, a licitação acabou paralisada por decisão judicial, após a 1ª Vara Federal de Santos conceder um mandado de segurança suspendendo o certame.

APS mantém posição e defende modelo adotado

Apesar da suspensão, a APS reafirmou seu entendimento. Em nota, a estatal declarou que considera equivocada a interpretação do ministério e das associações. Segundo a autoridade portuária, o local, conhecido como Terreno da Rede, antiga área da RFFSA, é historicamente classificado como não afeto às operações portuárias.

A APS argumenta que apenas áreas diretamente envolvidas na movimentação ou armazenagem de cargas vinculadas ao transporte aquaviário podem ser consideradas operacionais. O condomínio logístico, segundo a estatal, não contará com berços de atracação, não realizará movimentação direta de cargas dos navios e não fará parte do sistema operacional dos terminais.

Sobre o prazo para apresentação das propostas, a autoridade portuária afirma que o cronograma está em conformidade com a Lei das Estatais e que o edital não exige, nesta etapa, projetos de engenharia complexos.

Mesmo com a judicialização, a APS informou que pretende manter o modelo de contratação, alegando que as regras adotadas preservam a concorrência, evitam monopólios verticais e garantem acesso equitativo à infraestrutura logística do Porto de Santos.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Porto de Santos cede áreas à empresa em crise financeira; veja os detalhes do contrato

A Autoridade Portuária de Santos (APS) firmou contrato para a cessão onerosa de duas áreas localizadas na Margem Direita do Porto de Santos a uma empresa do Grupo Ambipar, que enfrenta crise financeira. O acordo com a Ambipar Response Dracares Apoio Marítimo e Portuário foi assinado em 17 de dezembro e publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 22 do mesmo mês.

As áreas somam 44,6 metros quadrados (m²) e correspondem à ocupação de dois contêineres, um de 20 pés e outro de 40 pés, situados na Ilha Barnabé e na Alemoa.

Prazo de cinco anos e pagamento mensal

Pelo contrato, a empresa poderá utilizar os espaços por cinco anos, mediante pagamento mensal de R$ 3,2 mil à administração portuária. A APS esclareceu que a cessão não prevê qualquer compensação por eventuais investimentos realizados.

Segundo a autoridade portuária, “os investimentos necessários para a execução do objeto contratual serão feitos por conta e risco da Ambipar, sem direito a indenização”.

Uso voltado à contenção de poluentes

De acordo com a APS, as áreas cedidas serão utilizadas exclusivamente para a armazenagem de equipamentos destinados à contenção e mitigação de poluentes químicos, com atuação tanto em ambiente terrestre quanto marítimo.

A Ambipar solicitou o uso dos espaços para cumprir os planos de contingência dos terminais integrantes do Plano Integrado de Emergência (PIE), coordenado pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra).

Localização estratégica e áreas de risco

A Autoridade Portuária destacou ainda que a Ambipar mantém contrato com a Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL), o que justifica a localização das áreas na Alemoa e na Ilha Barnabé. Ambas são regiões classificadas como áreas de risco, devido à intensa movimentação de líquidos inflamáveis no complexo portuário.

Procurada, a empresa informou que não comentaria o assunto.

Grupo Ambipar entra em recuperação judicial

Dois dias após a assinatura do contrato, em 19 de dezembro, o Grupo Ambipar divulgou fato relevante anunciando o pedido de recuperação judicial, que envolve todas as empresas do conglomerado. O processo tramita na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Fundada em 1995, a Ambipar atua no setor de soluções ambientais e, ao longo de três décadas, expandiu suas operações para 41 países, com cerca de 23 mil funcionários.

Expansão acelerada e prejuízos acumulados

Em 2019, a empresa passou por uma reestruturação societária, criando a Ambipar Environmental, focada em gestão de resíduos, e a Ambipar Response, voltada ao atendimento de emergências químicas e ambientais. O grupo atua na coleta, tratamento e reaproveitamento de resíduos, com geração de novos produtos ou energia.

A companhia abriu capital na B3 em 2020 e, no ano seguinte, viu suas ações se valorizarem em cerca de 50%. Em 2021, a divisão Response foi listada na Bolsa de Nova Iorque. No mesmo período, a Ambipar investiu aproximadamente R$ 1,5 bilhão na aquisição de 22 empresas, somando cerca de 40 aquisições entre 2020 e 2022, que não apresentaram o retorno esperado.

Emissão de títulos e queda acentuada das ações

A crise financeira da Ambipar se agravou no segundo semestre de 2025, após a emissão de green bonds em 2024 e 2025, que totalizaram cerca de US$ 1,24 bilhão. As operações envolviam mecanismos de proteção cambial, mas o cenário se deteriorou após a transferência de um contrato do Bank of America para o Deutsche Bank.

Segundo a empresa, parte da estratégia foi adotada sem aprovação do Conselho de Administração, aumentando a vulnerabilidade financeira. Após uma medida cautelar obtida na Justiça para evitar vencimento antecipado de dívidas — que poderia gerar impacto de até R$ 10 bilhões —, as ações da companhia acumularam queda de 95,67% em um ano.

No segundo trimestre de 2025, a Ambipar voltou a registrar prejuízo, com resultado negativo de R$ 134,1 milhões, revertendo o lucro de R$ 45,5 milhões no mesmo período de 2024. No plano de recuperação judicial, o grupo afirma enfrentar dificuldades de acesso a crédito, apontadas como fator central para a reestruturação financeira.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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Portos

Autoridade Portuária de Santos divulga balanço estratégico e projeta futuro do maior porto da América Latina

A Autoridade Portuária de Santos promoveu uma entrevista coletiva para apresentar um panorama atualizado da gestão e os principais resultados recentes do Porto de Santos. O encontro foi conduzido pelo presidente da APS, Anderson Pomini, no auditório da sede da empresa, e reuniu veículos de comunicação regionais e nacionais interessados nos rumos do maior complexo portuário da América Latina.

Reconhecimento em transparência e governança

Entre os destaques da apresentação, Pomini ressaltou a conquista do Selo Diamante do Tribunal de Contas da União (TCU), o mais alto nível do Programa Nacional de Transparência Pública. A autoridade portuária alcançou a certificação após evoluir do Selo Prata, em 2023, para o Selo Ouro, em 2024. Segundo o presidente, o reconhecimento reflete uma mudança estrutural na cultura de governança da empresa, além de reforçar a credibilidade institucional ao cumprir 100% dos critérios essenciais de transparência.

Recordes operacionais e eficiência logística

Durante a coletiva, o dirigente também apresentou números que consolidam o Porto de Santos como o principal corredor logístico do país. O complexo registrou, nos últimos meses, recordes na movimentação de cargas e contêineres, resultado atribuído a medidas focadas em eficiência operacional, mitigação de gargalos e fortalecimento técnico das operações portuárias.

Dragagem e manutenção do canal de navegação

Outro ponto abordado foi a manutenção permanente do canal de navegação, que atualmente mantém profundidade média em torno de 15 metros. Pomini destacou que esse trabalho é essencial para a segurança e competitividade do porto e adiantou que a APS já planeja ações de dragagem estratégica para os próximos anos, visando acompanhar o crescimento da demanda e a chegada de embarcações de maior porte.

Competitividade internacional e sustentabilidade

A evolução do porto em rankings internacionais também integrou a apresentação. O presidente reconheceu os avanços recentes, mas ressaltou que o objetivo é ampliar ainda mais a presença global do Porto de Santos. Para isso, a gestão aposta na modernização da infraestrutura, na atração de investimentos privados e na incorporação de práticas de sustentabilidade às novas operações.

Planejamento para a área do Ecoporto

Questionado sobre o contrato de transição do Ecoporto, com término previsto para maio de 2026, Pomini afirmou que a APS já conduz estudos e planejamento para a nova licitação da área. De acordo com ele, todas as alternativas estão sendo avaliadas para garantir continuidade operacional e evitar impactos na movimentação portuária. A escolha do futuro operador, segundo o presidente, seguirá critérios técnicos rigorosos, com foco em isonomia e alinhamento estratégico.

Perspectivas para um novo ciclo de expansão

Encerrando a coletiva, o presidente reforçou que a Autoridade Portuária de Santos seguirá investindo no fortalecimento da governança, na ampliação da transparência e na atração de novos aportes. A meta, segundo Pomini, é preparar o Porto de Santos para um novo ciclo de expansão sustentável, mantendo sua relevância econômica e logística no cenário nacional e internacional.

A entrevista coletiva ocorreu no auditório do prédio da presidência da APS, na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, no bairro do Macuco, e contou com a participação de profissionais de imprensa previamente credenciados.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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