Logística

Hidrovia Verde fortalece logística sustentável e impulsiona desenvolvimento na Amazônia

A Hidrovia Verde vem se consolidando como um dos mais importantes projetos de infraestrutura hidroviária em andamento no Brasil. Com 1.602 quilômetros de extensão entre Manaus e a Barra Norte, na foz do Rio Amazonas, a iniciativa busca ampliar a eficiência logística, fortalecer o transporte aquaviário e promover o desenvolvimento sustentável em uma das regiões mais estratégicas do país.

Coordenado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto reúne ações voltadas à modernização da infraestrutura, segurança da navegação e gestão operacional, com foco no aumento da competitividade logística nacional.

Barra Norte é peça-chave para o escoamento da produção

Dividida em quatro trechos, a Hidrovia Verde tem na região da Barra Norte, localizada entre os estados do Amapá e Pará, um ponto fundamental para o transporte de cargas e a conexão com mercados nacionais e internacionais.

Integrante do chamado Arco Norte, corredor estratégico para exportações brasileiras, a hidrovia desempenha papel relevante no escoamento de produtos como grãos, minérios e combustíveis. O objetivo do projeto é ampliar a capacidade operacional da rota, garantindo mais segurança, previsibilidade e eficiência para a navegação.

Com aproximadamente 150 quilômetros navegáveis, a Barra Norte já se destaca como uma das áreas mais movimentadas do transporte hidroviário brasileiro. Estudos da Antaq apontam que o volume de cargas na região poderá superar 170 milhões de toneladas até 2035.

Brasil possui grande potencial para expansão das hidrovias

O país conta com mais de 40 mil quilômetros de rios com potencial para navegação, o que coloca o Brasil entre as maiores redes hidroviárias do mundo. O fortalecimento desse modal é visto como uma alternativa estratégica para ampliar a integração regional, reduzir custos logísticos e incentivar o crescimento econômico.

Nos últimos anos, os investimentos destinados ao setor ganharam força. Entre 2023 e 2025, os aportes chegaram a aproximadamente R$ 1,29 bilhão, valor significativamente superior aos R$ 716 milhões aplicados entre 2019 e 2022.

Os recursos têm sido direcionados para obras e serviços como dragagem de manutenção, sinalização náutica, melhorias na navegabilidade e modernização da infraestrutura hidroviária.

Novo modelo de gestão busca mais eficiência

Além das obras estruturais, o governo federal avança na implementação de um modelo de concessões para serviços hidroviários. A proposta prevê planejamento contínuo e gestão permanente das rotas navegáveis, aumentando a segurança das operações e a previsibilidade para transportadores e operadores logísticos.

Entre as medidas previstas estão o monitoramento constante dos canais de navegação, manutenção das condições operacionais dos rios, aprimoramento da sinalização e ações voltadas à segurança das embarcações.

A expectativa é criar um ambiente mais eficiente para o transporte aquaviário e estimular novos investimentos no setor.

Hidrovias contribuem para reduzir desigualdades regionais

Além dos benefícios logísticos, a expansão da infraestrutura hidroviária tem impacto direto sobre o desenvolvimento social e econômico das comunidades que dependem dos rios para transporte, abastecimento e mobilidade.

Ao melhorar a conectividade entre diferentes regiões, as hidrovias ampliam oportunidades de negócios, facilitam o acesso a serviços e fortalecem cadeias produtivas locais. Nesse contexto, a Hidrovia Verde é vista como um projeto capaz de combinar crescimento econômico, integração territorial e sustentabilidade ambiental.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Ferrogrão pode reduzir custos de frete em mais de R$ 9 bilhões e impulsionar logística do agronegócio

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu a retomada do andamento da Ferrogrão recolocou o projeto entre as principais prioridades da infraestrutura nacional. Considerada estratégica para o setor agropecuário, a ferrovia promete ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional e reduzir significativamente os custos logísticos do transporte de grãos.

Com extensão prevista de 933 quilômetros, ligando Sinop, em Mato Grosso, ao terminal portuário de Miritituba, no Pará, a obra poderá gerar uma economia superior a R$ 9 bilhões em fretes, além de fortalecer o corredor de exportação do Arco Norte.

Ferrogrão deve ampliar eficiência no escoamento da produção

O traçado da ferrovia acompanha, em grande parte, a BR-163, rodovia que atualmente concentra o transporte da safra mato-grossense rumo aos portos do Norte do país. O corredor movimenta mais de 17 milhões de toneladas de grãos anualmente, mas enfrenta limitações operacionais, especialmente nos períodos de colheita.

A expectativa é que a Ferrogrão se torne uma alternativa mais eficiente para o transporte de soja, milho e farelo, reduzindo a dependência das rodovias em trajetos de longa distância.

Levantamentos da ANTT apontam que a ferrovia poderá atingir uma capacidade superior a 50 milhões de toneladas por ano quando estiver plenamente operacional, consolidando um novo eixo de exportação pelo Arco Norte.

Projeto contribui para mudança da matriz logística brasileira

A implantação da ferrovia também é vista como um passo importante para ampliar a participação do transporte ferroviário no país. Atualmente, cerca de 65% das cargas brasileiras são movimentadas por rodovias, enquanto as ferrovias representam aproximadamente 21% da matriz logística nacional.

Para especialistas do setor, a logística ferroviária tem potencial para aumentar a eficiência dos corredores de exportação, especialmente no transporte de commodities agrícolas.

Além disso, a transferência de parte do fluxo de cargas dos caminhões para os trilhos poderá aliviar a movimentação na BR-163, reduzir o consumo de combustíveis fósseis e contribuir para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Sinop ganha protagonismo como polo logístico do agro

O avanço da Ferrogrão reforça a posição de Sinop como um dos principais centros logísticos do agronegócio brasileiro. Localizada em um dos mais importantes corredores de escoamento do Centro-Oeste, a cidade tem atraído investimentos de produtores rurais, tradings, transportadoras e operadores logísticos.

A expectativa é que a nova ferrovia acelere a consolidação de um hub multimodal, aumentando a demanda por armazéns, centros de distribuição, terminais de transbordo e empreendimentos ligados à cadeia agroindustrial.

A integração entre os modais rodoviário e ferroviário poderá gerar ganhos de competitividade para uma região que concentra parcela significativa da produção nacional de grãos.

Segurança jurídica aumenta interesse de investidores

Segundo Antonio Pereira, diretor comercial e de operações do PZ Log, empreendimento voltado ao setor de logística e agronegócio em Sinop, a decisão do STF fortalece a confiança do mercado e amplia o interesse de investidores pela região.

De acordo com o executivo, a Ferrogrão deverá promover uma valorização expressiva dos ativos logísticos e imobiliários locais, impulsionada pela modernização da infraestrutura de transporte.

Pereira destaca ainda que os recursos economizados com fretes poderão ser direcionados para novos investimentos produtivos, estimulando a geração de riqueza, empregos e desenvolvimento regional.

Próximas etapas do projeto

Apesar do avanço jurídico, a Ferrogrão ainda precisa cumprir uma série de exigências técnicas, ambientais e regulatórias antes do início efetivo das obras e do processo de concessão.

O projeto prevê investimentos estimados em cerca de R$ 25,2 bilhões durante o período de concessão e deverá operar por 69 anos.

O desafio agora será transformar a autorização obtida no campo jurídico em um empreendimento economicamente sustentável, capaz de atrair investidores e consolidar um novo corredor logístico entre o Centro-Oeste e os portos paraenses.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Biocombustíveis devem transformar a logística brasileira nos próximos anos, avalia VLI

O avanço dos biocombustíveis tende a redesenhar o cenário da logística brasileira, criando novas demandas de transporte e impulsionando investimentos em infraestrutura. A avaliação é da VLI, que aponta a expansão dos combustíveis renováveis como um dos principais fatores de mudança na movimentação de cargas no país.

A análise faz parte do Relatório de Sustentabilidade 2025 da companhia, divulgado nesta segunda-feira (15), que destaca a evolução da matriz produtiva nacional e o surgimento de novos corredores logísticos voltados a produtos de maior valor agregado.

Crescimento dos combustíveis renováveis impulsiona investimentos

Segundo a empresa, as transformações já influenciam o planejamento estratégico e os projetos de expansão da companhia, especialmente no Corredor Norte, considerado uma das principais apostas para o crescimento das operações nos próximos anos.

A VLI avalia que o fortalecimento do mercado de combustíveis renováveis, aliado à criação de novos fluxos internos de cargas, exigirá uma estrutura logística mais eficiente e integrada para atender à crescente demanda.

Novo terminal em Tocantins amplia capacidade de transporte

Entre os projetos destacados no relatório está a construção de um novo terminal de combustíveis em Palmeirante, no Tocantins, desenvolvido em parceria com a Ultracargo.

Instalada ao lado do Terminal Integrador de Palmeirante (TIPA), a estrutura contará com um desvio ferroviário exclusivo e instalações voltadas ao abastecimento dos mercados do Tocantins e do nordeste de Mato Grosso.

De acordo com a companhia, o empreendimento possui potencial para movimentar aproximadamente 1 milhão de toneladas por ano, fortalecendo a integração entre os modais de transporte da região.

Expansão em Marabá elimina gargalos operacionais

Outro investimento citado pela empresa é a ampliação da capacidade logística em Marabá, no Pará, realizada em conjunto com a Ipiranga e a operadora da base local.

A iniciativa permitirá eliminar limitações de armazenagem e abrir espaço para um crescimento estimado em cerca de 300 mil toneladas anuais na movimentação de produtos.

Corredor Norte ganha protagonismo na matriz logística

Tradicionalmente ligado ao escoamento da produção agrícola, o Corredor Norte vem ampliando sua atuação para diferentes segmentos da economia.

A rota conecta regiões produtoras do Matopiba, Mato Grosso, Goiás e Pará ao Terminal Portuário São Luís, no Maranhão, e atualmente também atende operações relacionadas a fertilizantes, combustíveis, celulose e minerais.

Segundo o CEO da VLI, Fábio Marchiori, a companhia se prepara para uma nova configuração da demanda logística nacional, impulsionada pelas mudanças na matriz de cargas e pela expansão dos biocombustíveis.

Palmeirante se consolida como hub logístico estratégico

O relatório também destaca a evolução do complexo logístico de Palmeirante, que movimentou 530 mil toneladas em 2025.

Com capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas, o terminal vem se consolidando como um importante hub logístico do Arco Norte, integrando operações de cargas agrícolas, fertilizantes e combustíveis em uma mesma plataforma multimodal.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Transporte marítimo de grãos e fertilizantes fortalece protagonismo do Brasil no comércio global

O Brasil vem consolidando sua posição como um dos principais atores do transporte marítimo de grãos e fertilizantes, impulsionado pelas transformações nas cadeias globais de comércio após o conflito entre Rússia e Ucrânia. A avaliação é da consultoria BRS Dry Bulk, que aponta o país como um dos maiores beneficiados pela reconfiguração das rotas internacionais de carga.

Segundo a análise, as alterações na competitividade dos exportadores tradicionais e o redirecionamento dos fluxos marítimos abriram espaço para o avanço brasileiro tanto nas exportações agrícolas quanto na recepção de insumos essenciais para o agronegócio.

Guerra no Leste Europeu altera dinâmica do mercado marítimo

Mais de quatro anos após o início da guerra, a Rússia continua exercendo influência significativa nos mercados globais de grãos e fertilizantes. Atualmente, o país responde por cerca de 7% das exportações mundiais de grãos e por aproximadamente 15% das vendas globais de fertilizantes.

Mesmo diante de sanções internacionais, custos operacionais mais elevados e riscos no Mar Negro, os embarques russos mantiveram desempenho robusto. Nos primeiros meses de 2026, as exportações de grãos da Rússia cresceram cerca de 48% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A consultoria destaca que restrições regulatórias adotadas pela União Europeia reduziram a competitividade dos produtos russos em viagens de longa distância. Como consequência, parte das cargas passou a se concentrar em rotas mais curtas no Mediterrâneo, ampliando oportunidades para outros exportadores em trajetos oceânicos de maior alcance.

Exportações de grãos impulsionam presença brasileira

Nesse cenário, o Brasil reforçou seu papel como fornecedor estratégico de alimentos para o mercado internacional. Em 2025, o país embarcou cerca de 155 milhões de toneladas de grãos, fortalecendo sua posição nas cadeias globais de abastecimento e ampliando a demanda por operações de transporte marítimo de longo curso.

Grande parte desse volume é escoada por corredores logísticos fundamentais, como os portos de Santos e Paranaguá, além dos terminais do Arco Norte, que vêm ganhando relevância no envio de soja e milho para mercados da Ásia e da Europa.

O crescimento das exportações também aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e acessos terrestres para atender à expansão do agronegócio.

Brasil lidera compras de fertilizantes russos

Além de se destacar nas exportações agrícolas, o Brasil permanece como o principal destino dos fertilizantes embarcados pela Rússia.

De acordo com a BRS Dry Bulk, as exportações marítimas russas de fertilizantes alcançaram cerca de 9 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026. Desse total, aproximadamente 33% tiveram como destino o mercado brasileiro.

O volume supera o registrado por outros grandes importadores, como a Índia, com 14%, e os Estados Unidos, com 12%.

Os insumos chegam principalmente por portos especializados na movimentação de granéis destinados ao agronegócio, garantindo o abastecimento das principais regiões produtoras do país.

Crescimento dos fluxos exige modernização da infraestrutura

A consultoria observa que os fluxos comerciais direcionados à costa leste da América do Sul ganharam força ao longo de 2026, impulsionados pelo aumento das exportações de grãos e pela demanda constante por fertilizantes.

Essa movimentação contribui para sustentar os níveis de frete nos segmentos Handysize, Supramax e Ultramax, ao mesmo tempo em que exige maior eficiência operacional dos portos brasileiros.

O avanço das cargas representa uma oportunidade para ampliar a movimentação de granéis e fortalecer a competitividade logística do país. Por outro lado, também reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura, planejamento operacional e modernização dos corredores de exportação.

Brasil ganha relevância estratégica no comércio marítimo internacional

A análise da BRS Dry Bulk indica que a Rússia continuará sendo um importante fornecedor global de grãos e fertilizantes, apesar das incertezas geopolíticas.

Nesse contexto, a América Latina tende a ampliar sua participação no mercado internacional, com o Brasil ocupando posição de destaque tanto como grande exportador agrícola quanto como principal comprador de fertilizantes russos.

Para o sistema portuário nacional, o cenário combina oportunidades de crescimento com desafios relacionados à expansão da capacidade logística, eficiência operacional e competitividade nas rotas marítimas globais.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Logística

Brasil e Suriname negociam rota marítima direta para impulsionar comércio e logística no Norte da América do Sul

Brasil e Suriname deram mais um passo nas tratativas para a criação de uma rota marítima direta entre os dois países. A iniciativa pretende abrir um novo corredor de integração logística na América do Sul, ampliando o comércio bilateral e fortalecendo a conectividade regional.

O tema integra o conjunto de 15 acordos de cooperação firmados na última semana durante reunião bilateral realizada em Brasília.

Acordo prevê linha regular de navegação e cooperação portuária

O entendimento entre os governos inclui ações para ampliar a cooperação nos setores portuário e marítimo, com destaque para estudos que avaliam a implantação de uma linha regular de navegação entre Brasil e Suriname.

Além do modal marítimo, o pacote de cooperação também abrange áreas como transporte aéreo, infraestrutura logística e projetos de desenvolvimento sustentável.

Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância de ampliar a conectividade regional. Segundo ele, há interesse mútuo em expandir frequências de voos e estabelecer rotas marítimas diretas para fortalecer o intercâmbio entre os países.

Nova rota pode criar corredor logístico entre Caribe e Nordeste brasileiro

A proposta em discussão pode estabelecer uma nova alternativa de escoamento de cargas entre o norte da América do Sul e o Nordeste do Brasil. O foco das negociações envolve a conexão entre o Porto Jules Sedney, em Paramaribo, principal terminal do Suriname, e portos brasileiros aptos a operar cargas conteinerizadas e carga geral.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou o potencial estratégico da iniciativa para ampliar o fluxo comercial regional.

Segundo ele, o porto surinamês já atua como um importante hub de contêineres e carga geral, o que abre espaço para a criação de uma rota marítima regular de maior escala com o Brasil.

A expectativa é que a nova ligação contribua para dinamizar economias locais e ampliar oportunidades para exportadores e importadores dos dois países.

Comércio bilateral ainda é limitado por entraves logísticos

Apesar das relações diplomáticas consolidadas, o comércio entre Brasil e Suriname ainda é considerado modesto quando comparado a outros parceiros sul-americanos.

O principal obstáculo não está nas tarifas comerciais, mas sim na infraestrutura logística. A ausência de uma ligação marítima regular e a baixa conectividade regional elevam custos operacionais, aumentam o tempo de transporte e reduzem a competitividade das trocas comerciais.

Com a possível implementação da nova rota, os governos esperam reduzir custos logísticos e estimular novos fluxos de comércio. Entre os produtos com maior potencial de circulação estão alimentos, proteínas animais, combustíveis, materiais de construção, fertilizantes e bens industrializados, além de cargas destinadas ao Caribe e ao norte da América do Sul.

A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, destacou ainda o impacto da iniciativa para a segurança alimentar do país, especialmente na redução do custo de alimentos e no fortalecimento da cadeia de abastecimento.

Petróleo impulsiona mudanças econômicas no Suriname

As negociações ocorrem em meio a uma fase de transformação econômica do Suriname. O país vem ganhando destaque internacional após descobertas recentes de petróleo offshore, que devem impulsionar novos investimentos em infraestrutura portuária e logística ao longo da próxima década.

Especialistas apontam que o cenário se assemelha ao observado na Guiana, que passou a atrair grandes fluxos de investimento após a expansão da produção de petróleo.

Nesse contexto, uma conexão logística mais eficiente com o Brasil pode abrir oportunidades para empresas brasileiras dos setores de portos, transporte, energia e serviços industriais.

Integração reforça estratégia do Arco Norte brasileiro

A futura rota marítima também se conecta à estratégia brasileira de fortalecimento do Arco Norte, ampliando alternativas logísticas além dos tradicionais corredores do Sudeste.

A ligação com Paramaribo pode facilitar o escoamento de produtos brasileiros para mercados do Caribe, reduzindo etapas intermediárias e ampliando a competitividade das exportações.

Além da agenda marítima, Brasil e Suriname também avançam na cooperação aérea. Os países mantêm acordo de serviços aéreos desde 1980, atualizado em 2022 sob o modelo de Céus Abertos, que flexibiliza rotas, frequências e capacidade para voos de passageiros e cargas.

Os entendimentos firmados devem servir de base para um futuro memorando ampliado de cooperação técnica, com foco em projetos conjuntos nas áreas portuária, hidroviária e aeroportuária.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Gov BR

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Portos

Pará amplia movimentação portuária e responde por 9% da carga do Brasil

O Pará registrou um desempenho histórico na movimentação portuária em 2025 ao alcançar 127,7 milhões de toneladas transportadas. O volume representa cerca de 9% de toda a carga movimentada no país e reforça a importância estratégica da região Norte para o escoamento de commodities brasileiras.

Grande parte desse resultado é impulsionada pelo Porto de Vila do Conde, localizado em Barcarena. Atualmente, o estado concentra aproximadamente 77% de toda a movimentação portuária da Região Norte, consolidando o protagonismo do chamado Arco Norte na logística nacional.

Terminais privados impulsionam crescimento operacional

Segundo a Amport, os terminais portuários privados têm desempenhado papel decisivo no avanço das operações no estado.

A principal vantagem dessas estruturas está na maior autonomia para ampliar instalações e adaptar operações de acordo com a demanda do mercado. Esse modelo contribui para acelerar investimentos, reduzir gargalos logísticos e aumentar a competitividade do corredor amazônico.

Integração entre rios e rodovias garante mais eficiência

O crescimento da movimentação de cargas no Pará também está relacionado à integração entre os modais rodoviário e hidroviário, considerada um diferencial estratégico para a região.

De acordo com o presidente da Amport, Flávio Acatauassú, o uso intensivo do transporte fluvial torna o corredor amazônico mais eficiente, econômico e sustentável em comparação a outras rotas logísticas do país.

A utilização dos rios amazônicos como principal eixo de transporte contribui para reduzir custos operacionais e ampliar a capacidade de escoamento da produção.

Tecnologia moderniza operações nos portos amazônicos

Os investimentos em tecnologia portuária também vêm transformando a operação logística no estado. Sistemas de monitoramento fluvial permitem acompanhar fatores como velocidade das marés e profundidade dos rios, garantindo mais segurança e previsibilidade para a navegação.

Outra solução adotada pelos terminais é o chamado transshipment, modelo de transbordo realizado diretamente nos rios, sem necessidade de atracação em terra. A operação utiliza estruturas flutuantes para transferir cargas entre barcaças e navios, reduzindo custos e aumentando a eficiência logística.

Expansão do setor exige novos investimentos

Com a crescente demanda internacional por commodities e a expansão das operações no Norte do país, o Pará vem se consolidando como um dos principais polos da logística portuária brasileira.

No entanto, representantes do setor destacam que a continuidade desse crescimento depende de investimentos constantes em infraestrutura hidroviária, inovação tecnológica e políticas públicas voltadas à navegabilidade dos rios amazônicos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Marinha amplia calado na foz do Amazonas e fortalece logística dos portos do Arco Norte

A Marinha do Brasil autorizou o aumento do calado operacional no chamado “Arco Lamoso”, trecho estratégico localizado na foz do Rio Amazonas. A medida amplia a capacidade de navegação na região, melhora a segurança do transporte aquaviário e fortalece a competitividade dos portos do Arco Norte no comércio exterior brasileiro.

A mudança permite a circulação de embarcações maiores e com mais carga, aumentando a eficiência logística e reduzindo restrições operacionais em uma das principais rotas hidroviárias do país.

Novo calado amplia capacidade de carga dos navios

Com a atualização das condições de navegabilidade, o novo limite de calado passou para 11,85 metros em navios mercantes com cargas comuns e 11,65 metros para navios-tanque e embarcações que transportam cargas perigosas.

Os índices valem entre 1º de fevereiro e 15 de agosto de cada ano. Nos demais meses, os limites serão de 11,70 metros para navios mercantes e 11,50 metros para embarcações-tanque.

O “Arco Lamoso” é considerado o trecho mais crítico e raso da Barra Norte, localizada entre os estados do Pará e Amapá, com extensão aproximada de 45 quilômetros.

Região enfrenta desafios naturais para navegação

Segundo o diretor do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte (CHN-4), capitão de fragata Anselmo Vinicius de Souza, a navegação na foz amazônica exige monitoramento constante devido à intensa dinâmica hidrológica da região.

Entre os fatores que dificultam a navegação estão o encontro de diferentes massas de água, as mudanças sazonais provocadas pelos períodos de cheia e seca dos rios e a movimentação sedimentar do estuário amazônico.

Por isso, a realização contínua de levantamentos hidrográficos e atualizações cartográficas é considerada essencial para garantir rotas seguras.

Medida beneficia exportações brasileiras

A ampliação do calado deve gerar impactos diretos no escoamento de commodities produzidas nas regiões Norte e Centro-Oeste, aumentando a eficiência do transporte marítimo e reduzindo custos logísticos.

O corredor hidroviário do Arco Norte é estratégico para as exportações brasileiras, especialmente de grãos e minérios.

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), os portos da região Norte registraram crescimento de 10,4% na movimentação de cargas em 2025, atingindo 163,3 milhões de toneladas — índice acima da média nacional.

Navios Panamax poderão transportar mais carga

Segundo a Marinha, o aumento do calado poderá representar um ganho significativo de capacidade para navios do tipo Panamax, embarcações projetadas para operar no limite das eclusas do Canal do Panamá.

A estimativa é que cada navio consiga transportar até 10 mil toneladas adicionais de carga, o que pode representar incremento de aproximadamente US$ 1 milhão por embarcação.

Marinha reforça segurança da navegação na Amazônia

Para viabilizar a mudança, a Marinha realizou levantamentos hidrográficos, monitoramento do leito do rio e análise da dinâmica sedimentar da região.

Ao todo, cerca de 110 quilômetros quadrados da Barra Norte passaram por sondagens para garantir a atualização segura dos parâmetros de navegação.

A atuação faz parte das atividades permanentes da Força Naval voltadas à segurança da navegação em águas brasileiras, incluindo produção de cartas náuticas e sinalização marítima.

Hidrovias ganham importância na logística brasileira

O fortalecimento do transporte hidroviário também é visto como alternativa para reduzir a dependência das rodovias no país.

Além de ser mais eficiente energeticamente, o modal aquaviário apresenta menor custo operacional e menor emissão de poluentes, especialmente no transporte de cargas de grande volume.

Na Amazônia, onde a infraestrutura rodoviária ainda é limitada, as hidrovias desempenham papel fundamental na integração regional e no desenvolvimento econômico.

Especialistas apontam que medidas como a ampliação do calado ajudam a tornar a matriz logística brasileira mais equilibrada, sustentável e competitiva.

FONTE: Agência Marinha de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Marinha de Notícias

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Exportação

Exportações de grãos crescem no 1º trimestre de 2026 e pressionam fretes no Brasil

O desempenho das exportações de grãos no Brasil ganhou força no início de 2026. Dados recentes indicam que os embarques de soja registraram avanço significativo nas principais rotas logísticas do país. Com cerca de 88,1% da área já colhida, o volume exportado no primeiro trimestre superou em aproximadamente 5,92% o registrado no mesmo período de 2025.

O cenário também é positivo para o milho, cujo volume embarcado cresceu cerca de 15,25% na comparação anual. A colheita da primeira safra do cereal já ultrapassa metade da área plantada, reforçando o ritmo das exportações.

Centro-Oeste lidera envios e Arco Norte ganha destaque

As regiões Centro-Oeste e Sul concentraram a maior parte dos embarques, com destaque para Mato Grosso. No caso da soja, o chamado Arco Norte respondeu por 39% das exportações no trimestre, seguido pelos portos de Santos (36,2%) e Paranaguá (18,3%).

Para o milho, o padrão se repete: o Arco Norte lidera com 34,9% do total exportado, enquanto Santos responde por 29,1% e o porto de Rio Grande por 16%.

Alta nos fretes acompanha demanda aquecida

O crescimento das exportações veio acompanhado pela elevação nos fretes agrícolas. No Centro-Oeste, Goiás apresentou as maiores altas, com aumento de até 35% nas rotas partindo de Cristalina.

Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os custos de transporte subiram até 10%, impulsionados pelo avanço da colheita. Já no Distrito Federal, a elevação chegou a 12%, refletindo o pico da safra.

Segundo avaliação técnica, o aumento está relacionado tanto ao bom desempenho da produção quanto à maior pressão sobre a logística, mesmo diante das oscilações nos preços dos combustíveis.

Sudeste e Sul também registram aumento nos custos logísticos

No Paraná, fatores como combustíveis e gargalos operacionais elevaram os fretes em até 11%, especialmente na região de Ponta Grossa. Em São Paulo, os valores subiram até 30% em relação ao mês anterior, enquanto Minas Gerais teve alta mais moderada, de até 10%.

No segmento do café, houve novo aquecimento nas rotas com destino ao sul mineiro, indicando maior demanda por transporte.

Nordeste sente impacto com redistribuição de transportadores

Com a concentração de caminhões no Centro-Oeste, o Nordeste também registrou aumento nos fretes. No oeste da Bahia, importante polo de soja, as tarifas subiram até 19%. O Maranhão apresentou a maior variação, com alta de até 23%, especialmente no sul do estado. Já o Piauí manteve relativa estabilidade, com elevações de até 8%.

Importação de fertilizantes cresce e garante abastecimento

Além do avanço nas exportações, o Brasil também ampliou a importação de fertilizantes. No primeiro trimestre de 2026, o volume chegou a 8,61 milhões de toneladas — crescimento de 9,13% em relação ao mesmo período de 2025. O aumento contribui para garantir o abastecimento e a continuidade dos próximos ciclos agrícolas.

Panorama logístico nacional

O levantamento considerou as principais rotas de escoamento do país, abrangendo dez estados e evidenciando o impacto direto da safra sobre a infraestrutura logística e os custos de transporte.

FONTE: Companhia Nacional de Abastecimento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Conab

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Exportação

Exportação de DDGS cresce e Sinop envia 45 mil toneladas para a Turquia

Um carregamento de 45 mil toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) saiu de Sinop, no médio-norte de Mato Grosso, com destino ao mercado da Turquia. A operação foi conduzida pela Inpasa e reforça uma rota comercial considerada estratégica, que já acumulou cerca de 600 mil toneladas exportadas para o país desde 2023.

Atualmente, a Turquia ocupa a posição de segundo maior comprador global do insumo produzido pela companhia, ficando atrás apenas do Vietnã.

Corredor logístico do Arco Norte ganha protagonismo

O transporte da carga utilizou o Arco Norte, alternativa logística que vem ganhando espaço no escoamento da produção do Centro-Oeste. O trajeto começou por rodovia até o terminal de Miritituba, em Itaituba (PA). Em seguida, o produto seguiu por barcaças pelo rio Tapajós até Santarém, onde foi embarcado no navio Ionic para a viagem internacional.

Esse modelo logístico reduz a dependência dos portos das regiões Sul e Sudeste, ampliando a eficiência no transporte de grandes volumes.

Demanda externa impulsiona embarques

A exportação ocorre em meio ao avanço da procura internacional por coprodutos do milho, especialmente na nutrição animal. Recentemente, a empresa também realizou o envio de 62 mil toneladas do produto para a China, indicando uma tendência de crescimento nas vendas externas.

Qualidade do DDGS amplia mercado

O DDGS é um concentrado proteico obtido durante a produção de etanol de milho e tem conquistado espaço em mercados exigentes. O produto exportado apresenta, no mínimo, 32% de proteína bruta, além de não conter antibióticos e passar por rigoroso controle de micotoxinas.

Essas características permitem sua utilização em diferentes cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura, aquicultura e também na bovinocultura de corte e leite.

Estratégia fortalece competitividade

Segundo a empresa, a operação evidencia a capacidade de atuação em múltiplas rotas logísticas e reforça a confiabilidade no atendimento ao mercado externo. A combinação entre qualidade do produto, regularidade nas entregas e flexibilidade logística tem sido determinante para ampliar a presença internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Inpasa

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Logística

Gargalos logísticos em Mato Grosso elevam custos e reduzem competitividade da produção

Os gargalos logísticos em Mato Grosso têm pressionado os custos de produção e comprometido a competitividade do agronegócio estadual. No principal eixo de escoamento rumo ao Arco Norte, que conecta a BR-163 ao distrito de Miritituba, no Pará, produtores enfrentam atrasos, aumento do frete e menor previsibilidade nas entregas.

Em 2025, a movimentação de cargas em Miritituba alcançou cerca de 15,3 milhões de toneladas — alta de 24,6% em relação ao ano anterior. O crescimento da demanda, porém, não foi acompanhado por avanços proporcionais na infraestrutura, especialmente no trecho final de acesso aos terminais portuários, onde há restrições de fluxo e intervenções emergenciais.

Frete mais caro reduz margem do produtor

O impacto é direto na rentabilidade. Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, o cenário reforça a urgência de investimentos estruturais para ampliar a capacidade e garantir maior previsibilidade logística.

De acordo com o vice-presidente norte da entidade, Ilson José Redivo, o frete entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) está em torno de R$ 20 por saca. Com a soja sendo comercializada a aproximadamente R$ 106 brutos — e menos de R$ 100 líquidos após encargos — o custo logístico compromete significativamente a margem do produtor.

Ele destaca ainda que o crescimento da produção não foi acompanhado por melhorias nas rodovias. Em períodos chuvosos, caminhões enfrentam trechos sem pavimentação e subidas íngremes, formando filas que podem ultrapassar 30 quilômetros.

Armazenagem insuficiente amplia pressão no escoamento

Outro entrave estrutural é a capacidade de armazenagem no estado, estimada em cerca de 52% do volume produzido. Esse déficit obriga os produtores a comercializar e escoar rapidamente a safra, concentrando o transporte no pico da colheita e pressionando ainda mais o sistema.

A produtora Katia Hoepers, de Santa Rita do Trivelato, aponta que o preço do diesel e a estrutura limitada no porto agravam a situação. Segundo ela, a falta de organização nos pontos de recebimento em Miritituba provoca longas filas de caminhões e amplia o tempo de espera durante a colheita.

No extremo norte do estado, em Alta Floresta, o produtor Mateus Berlanda relata dificuldades já nas estradas regionais. Chuvas intensas, solos argilosos e estradas de chão com pontes e bueiros danificados dificultam o tráfego. Mesmo após o transporte, ele afirma que os caminhões enfrentam espera de três a quatro dias nos armazéns.

Novo acesso pavimentado e expectativa do setor

Atualmente, o acesso aos terminais passa por melhorias emergenciais. Um novo trecho pavimentado, em traçado paralelo, está em construção e deve ser concluído em novembro de 2026. Até lá, o sistema permanece sensível ao elevado volume de caminhões.

Para o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, é necessário reavaliar a aplicação de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação. Segundo ele, os produtores contribuem esperando retorno em infraestrutura, mas ainda não percebem resultados concretos no escoamento da produção.

Ferrogrão surge como alternativa estratégica

No médio e longo prazo, o setor produtivo aponta a Ferrogrão como projeto estratégico para reduzir a dependência do transporte rodoviário. Ainda não leiloada, a ferrovia é vista como solução capaz de transferir parte relevante da carga para o modal ferroviário, diminuindo o fluxo de caminhões na BR-163 e nos acessos a Miritituba.

A migração para o transporte ferroviário tende a aumentar a eficiência logística, melhorar a distribuição do fluxo e aliviar a pressão sobre os corredores de exportação destinados aos portos do Norte.

Enquanto as soluções estruturais não avançam, produtores de Mato Grosso continuam absorvendo os efeitos dos gargalos logísticos, enfrentando custos mais altos e maior insegurança operacional no escoamento da safra destinada ao mercado internacional.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mateus Dias / Aprosoja MT

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